Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 23 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
4 de julho de 2021, 0:45
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“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem […]” (v.34).

No final do ano passado e este ano eu passei por duas situações bem difíceis. Primeiro, a dor de perder um bebê devido a uma gravidez ectópica. Segundo, a horrível experiência de ser puxada pelo mar junto com meu filho mais novo. Contudo, em ambos os casos eu pude sentir quase de maneira palpável a mão de Deus estendida para confortar e para salvar. A experiência do Getsêmani certamente foi um dos momentos mais difíceis da vida de Jesus. A Sua agonia foi tamanha que Ele suava “gotas de sangue” (Lc.22:44). Ele estava prestes a beber o cálice o qual sorveria até à última gota, como escreveu o profeta Jeremias: “Porque assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: Toma da Minha mão este cálice do vinho do Meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais Eu te enviar” (Jr.25:15).

Jesus experimentou o cálice da ira de Deus que será derramado sobre os perdidos no juízo final. Mas a Sua maior angústia era a de, pela primeira vez, sentir-Se separado do Pai. Jesus bebeu o cálice para que não tenhamos que bebê-lo. Ele sentiu a separação do Pai para que nada possa nos separar do amor de Deus (Rm.8:37-38). O percurso até à cruz também não foi fácil. Interrogatórios, falsas acusações, xingamentos, ódio, uma sessão de açoites, humilhações, compunham a lista maldita dos sofrimentos de Cristo. O nosso Salvador, porém, não morreu pelos excessivos maus-tratos, mas pelo peso letal de pecados que jamais cometeu.

Herodes, “vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-Lo, por ter ouvido falar a Seu respeito; esperava também vê-Lo fazer algum sinal” (v.8). Numa tentativa de satisfazer seus caprichos, iniciou um interrogatório sem fim. “Jesus, porém, nada lhe respondia” (v.9). Mais uma vez, Herodes teve a oportunidade de se arrepender e usar de sua autoridade para fazer justiça, mas escolheu o mesmo caminho dos líderes de Judá, tratando a Jesus “com desprezo, e, escarnecendo dEle, fê-Lo vestir-Se de um manto aparatoso, e O devolveu a Pilatos” (v.11). Mandando matar João Batista de uma forma tão brutal depois de um trivial pedido, sua posição com relação a Jesus revelou a covardia de quem não queria se responsabilizar pelo sangue de mais um inocente. Não sabia ele que aquele precioso sangue era a sua única oportunidade de salvação, a qual ele desperdiçou.

Outra vez perante o governador romano, Jesus, ainda mais machucado, revelava um aspecto tão dócil quanto o de uma ovelha ferida, e aquela cena causou uma aflição sobremodo grande no coração de Pilatos. Oprimido pelas circunstâncias, por três vezes declarou a inocência do silente prisioneiro. Entretanto, por três vezes enfrentou a fúria de uma turba incontrolável que clamava: “Crucifica-O! Crucifica-O!” (v.21). De um lado, aquele que perante os homens tinha o poder nas mãos de livrar a Jesus da terrível condenação; de outro, a voz do povo que insistia “com grandes gritos” (v.23). Pressionado pelo clamor popular das massas enfurecidas, “Pilatos decidiu atender-lhes o pedido” (v.24), soltando o malfeitor e entregando Jesus “à vontade deles” (v.25).

Dizer que a voz do povo é a voz de Deus é uma das maiores heresias que existe. Toda a Bíblia tem provado o contrário. Enquanto o mundo antediluviano zombava da pregação de Noé, dava as costas para o último chamado de Deus. Enquanto todos se entregavam à idolatria, Deus tornou Abraão um instrumento de Seu poder. Elias subiu ao monte Carmelo num desafio contra 850 profetas idólatras. E adivinha só quem prevaleceu? Enquanto todos os povos se prostravam diante da imponente estátua de Nabucodonosor, apenas três jovens hebreus se recusavam a fazê-lo. No fim, foram as multidões dos povos ou aqueles três rapazes fiéis que provaram estar com a razão? A Bíblia chama de restante os fiéis dos últimos dias (Ap.12:17). Meus irmãos, a voz do povo não é e nunca será a voz de Deus! A voz de Deus é o claro e sonoro “Assim diz o Senhor”. A voz de Deus é a Sua Palavra, quer a maioria aceite, quer não.

Enquanto o povo escarnecia de Jesus, Suas poucas palavras antes de morrer foram cheias de compaixão. Às carpideiras, Ele advertiu (v.28), aos blasfemadores estendeu o perdão (v.34), ao malfeitor arrependido prometeu a vida eterna (v.43). E é exatamente este o caminho que conduz à vida. Primeiro, Jesus nos adverte, nos redireciona. Depois, Ele nos estende o Seu perdão e, então, ao pecador arrependido, oferece a vida eterna. Todos nós somos convidados a contemplar o sacrifício que foi feito por nós na cruz do Calvário. E não há como não declarar: “Verdadeiramente, este Homem era justo” (v.47). Verdadeiramente, é em Sua justiça que encontramos a salvação.

Hoje, contemplamos como que “de longe estas coisas” (v.49), mas Jesus mesmo afirmou: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo.20:29). Nós não fomos testemunhas oculares da morte e sepultamento de Jesus. Não estávamos lá quando “o véu do santuário” (v.45) se rasgou de alto a baixo. Não ouvimos a voz do Senhor ecoar pelo monte do Calvário e atingir cada coração como uma flecha. Mas, pela fé, podemos fazer parte do povo “bom e justo” (v.50) que aguarda “o reino de Deus” (v.51). E, enquanto isso, Jesus nos convida a participarmos de Seu descanso, “segundo o mandamento” (v.56; Êx.20:8-11). Ele mesmo descansou, tornando o memorial da criação também o memorial da redenção.

Que nossa vida não seja regida pela voz da maioria, mas pelo Espírito Santo que deseja nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pela cruz de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas23 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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