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Comentário devocional:
Infelizmente, quando milagres estão acontecendo, o diabo trabalha procurando parar as bênçãos. Por essa razão não demorou muito até Pedro e João serem presos pelos líderes religiosos da época e rudemente questionados, “Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?” (v. 7, NVI). Eles poderiam ter ficado com medo e respondido de forma a contornar a questão ou tirar o foco de Jesus. Afinal de contas, eles sabiam o que havia acontecido com Jesus. Ele fora crucificado! Mas eles não tentaram encobrir a verdade. Em vez disso, Pedro, com ousadia, respondeu: “saibam os senhores e todo o povo de Israel que por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem está aí curado diante dos senhores” (v. 10).
Se tivéssemos estado no lugar de Pedro, o que teríamos feito? Creio que a resposta a essa pergunta está na forma como lidamos com as pequenas provas hoje. Quando alguém questiona nossas crenças, nosso estilo de vida, ou nossa fé, tentamos esconder o fato de que somos cristãos adventistas do sétimo dia, ou aproveitamos a oportunidade para compartilhar com ousadia a respeito do nosso Senhor e Salvador e as verdades de Sua Palavra?
Está chegando a hora em que todos os cristãos fiéis serão levado aos tribunais por causa de sua fé. Na verdade, muitos de nossos irmãos ao redor do mundo já estão experimentando este tipo de provação. Mas a Bíblia nos diz: “Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria” (1 Pedro 4:12, 13, NVI).
Em Mateus 10:32 somos lembrados das palavras de Jesus: “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus”
O objetivo da nossa vida deve ser esse: obter a aprovação de Deus e não dos homens. Portanto, não importa o que aconteça, seja fiel a Deus hoje!
Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/4/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Atos 4
Comentário em áudio
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1 Oração da hora nona. Por volta das três da tarde. Esta era a hora do sacrifício da tarde. Era conhecida como hora de oração e hora do incenso. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 143.
3 Iam entrar no templo. Como os apóstolos estavam prestes a entrar no templo, a fim de adorar, o coxo concluiu que eram homens piedosos, de quem ele poderia esperar uma esmola. CBASD, vol. 6, p. 144.
4 Olha para nós. Pedro não pretendia que o coxo considerasse que eles tinham poder em si mesmos para curá-lo. Mas tentaram concentrar neles a atenção do homem a fim de direcioná-la a Cristo. CBASD, vol. 6, p. 144.
6 Em nome. O nome de Jesus Cristo, o Salvador ungido, contém a descrição da personalidade e do caráter de seu portador divino. A invocação reverente de Seu nome resultou numa demonstração de poder. CBASD, vol. 6, p. 145.
7 E […] o levantou. O gesto de Pedro foi um auxílio à fé iniciante do.coxo. CBASD, vol. 6, p. 145.
10 Reconheceram. As pessoas reconheceram que o homem era mesmo coxo, não um simulante. Viram que estava curado.Puderam vê-lo entrar no templo, saltando e alegrando-se por sua saúde e louvando a Deus. CBASD, vol. 6, p. 146.
13 A quem vós traístes. Ou, “entregastes”. Pedro é franco e ousado ao colocar a culpa pela morte de Jesus sobre os judeus, como os apóstolos passaram a fazer desta ocasião em diante. CBASD, vol. 6, p. 147.
14 Pedistes […] um homicida. Isto é, Barrabás (Mc 15:7). CBASD, vol. 6, p. 147.
17 Por ignorância. A ignorância é perigosa tanto no âmbito espiritual quanto em outros contextos. As pessoas podem pecar por ignorância, como neste exemplo, mas a ignorância não justifica o pecado. CBASD, vol. 6, p. 148.
21 Desde a antiguidade. Estas palavras abrangem as muitas promessas imutáveis dos profetas que despertaram a esperança do povo de Deus ao longo das eras. CBASD, vol. 6, p. 151.
25 Os filhos dos profetas. Os profetas foram enviados especialmente aos israelitas. CBASD, vol. 6, p. 152.
26 Primeiramente a vós outros. Esta primazia dos judeus em relação ao evangelho é digna de nota. Pedro ainda não conhecia as condições da pregação do evangelho aos gentios, mas indica que a mensagem deveria ser pregada primeiramente aos judeus. CBASD, vol. 6, p. 152.
Para vos abençoar. A bênção mencionada aqui sucede a ressurreição e envolve o poder de Cristo que capacita o ser humano a deixar o pecado e seguir a nova vida que se encontra nEle. CBASD, vol. 6, p. 152.
Cada um se aparte. O sentido desta passagem é dúbio. Pode-se dizer que Jesus aparta os seres humanos da iniquidade ou que Ele os abençoa quando se afastam do mal. Em certo sentido, ambos são verdadeiros. As bênçãos da salvação só podem ser recebidas mediante o poder restaurador do Espírito Santo. Segue-se o necessário afastamento do pecado, com arrependimento e conversão. CBASD, vol. 6, p. 152.
Compilação: TatianaW
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Comentário devocional:
Este capítulo parece um final extra deste Evangelho, tendo em vista o encerramento que João fez no último capítulo (20:31). Ele agora deixa claro o mandato missionário do Senhor ressuscitado para o mundo.
Jesus encontra Seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, o nome romano para o Mar da Galileia. Eles então pegam 153 peixes. O pai da igreja Jerônimo sugeriu que esta é uma pesca perfeita tendo em vista que na época havia apenas 153 diferentes variedades de peixes conhecidas. Para ele, isso significava a missão mundial que Jesus dera aos Seus discípulos. Eles deveriam buscar pessoas em todas as nações.
“Vou pescar”, diz Pedro, e seis outros discípulos se juntam a ele. É um retorno ao que estão familiarizados, porque Jesus já não está entre eles. Mas eles não pescam nenhum peixe. Jesus então aparece na praia e diz: “Lançai a rede do lado direito.” É uma pesca milagrosa sem que a rede se rasgasse. Depois de 3 anos e meio, eles já estão acostumados a milagres. Na primeira pesca milagrosa a rede se rasgou e Pedro declarou: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!”(Lucas 5:8 NVI).
Jesus os havia chamado para serem pescadores de homens e agora Ele vem para renovar essa vocação e para restaurar o chamado de Pedro para segui-Lo. Jesus se dirige a Simão Pedro utilizando o seu nome completo, o que indica a seriedade das perguntas. “Você me ama?”, três vezes Jesus pergunta a Pedro. Três vezes Pedro diz: “Sim”, mas na terceira vez ele se sente envergonhado e ferido e responde simplesmente: ” “Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo”. (v.17 NVI). Jesus responde: “Cuide dos meus cordeiros … Pastoreie as minhas ovelhas … Cuide das minhas ovelhas” (vv 17, 18 NVI).
Sim, Jesus sabe que Pedro O ama, mas será que este amor será forte o suficiente a ponto dele obedecer a missão confiada aos discípulos? Há a necessidade de pescar peixes, mas também de discipular e alimentar os cordeiros e ovelhas. Os convertidos devem ser cuidados. Os crentes devem ser discipulados. Jesus deixa claro aqui que alimentar os novos convertidos era tão importante quanto adquirir novos conversos.
Jesus, então, prediz a morte “com a qual Pedro iria glorificar a Deus”, e lhe diz: “Siga-me!” (v 19 NVI). A oferta de Pedro de dar a sua vida se cumpriria (João 13:37). Pedro, impulsivo como sempre, quer saber o que vai acontecer com João. Jesus diz a ele que isso não lhe importa, que apenas O siga, e não se preocupe com os outros.
As coisas não mudaram. Nós continuamos muito propensos a olhar para a vida dos outros e corrigirmos suas vidas, até nos detalhes. Mas Jesus simplesmente nos chama: “Siga-me!”
João termina o seu evangelho; o seu testemunho chega ao final. É claro que João não registrou tudo o que Jesus fez, mas que o que ele registrou é tudo que precisamos para nos conduzir à fé e à vida em Jesus.
Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia
Estados Unidos da América
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/21/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 21
Comentário em áudio
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1-25 O cap. 21 é evidentemente um pós-escrito. Pelo estilo podemos estar seguros que o autor foi João, o autor do evangelho. Bíblia Shedd.
O epílogo do Evangelho, tendo em vista que vem após o que parece uma conclusão (20:30-31). Andrews Study Bible.
1 Depois disto. Isto é, entre a segunda manifestação no cenáculo e a manifestação em uma montanha na Galileia (Mt 28:16-20). CBASD-Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1191.
3 Vou pescar. A pesca tinha sido o ofício de Pedro antes de se converter em discípulo de Jesus. Tiago e João também eram pescadores. O objetivo da sugestão foi, sem dúvida, para reabastecer seus escassos recursos. Os discípulos não estavam abandonando sua vocação mais elevada. Eles tinham ido para a Galileia para se encontrar com o Mestre (Mt 28:16). CBASD, vol. 5, p. 1192.
Esta narrativa ilustra a ineficácia de pescar homens (Mt 4.19) sem o Cristo ressuscitado estar presente (15.5). Logo que Ele veio e os discípulos obedeceram às Suas ordens, o sucesso foi imediato e tremendo (6). Bíblia Shedd.
Naquela noite. Por causa das águas claras, a noite era o momento apropriado para a pesca no lago. CBASD, vol. 5, p. 1192.
e, naquela noite, nada apanharam. Pescar à noite não era incomum. As circunstâncias são uma reminiscência da pesca maravilhosa registrada em Lc 5.4-11 e associada com a chamada de Pedro e outros discípulos. Bíblia de Genebra.
4 Não reconheceram que era Ele. Talvez os olhos deles estivessem “fechados” como os dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:16). É provável que houvesse pouca luz. Maria também, não tinha reconhecido Jesus quando Ele Se manifestou pela primeira vez. CBASD, vol. 5, p. 1192.
5 Alguma coisa de comer. Do gr. prosphagion, o que se come além de pão, como carne, peixe, ovos, legumes. O pão era o principal artigo de alimentação do judeu. Como a pergunta é dirigida a pescadores, é bem provável que prosphagion se refira a pescado. A forma da pergunta em grego indica que se espera uma resposta negativa. CBASD, vol. 5, p. 1192.
6 A ordem de Jesus ia contra as melhores práticas de pesca [A pesca por redes é melhor feita à noite, quando a visão dos peixes é limitada]. Andrews Study Bible.
Grande … quantidade de peixes. Este milagre faria os discípulos recordar do milagre anterior, quando deixaram tudo para seguir o Mestre (Lc 5:11). CBASD, vol. 5, p. 1192.
7 Aquele discípulo a quem Jesus amava. João foi o primeiro a reconhecer o Mestre, bem como o primeiro a acreditar na ressurreição (Jo 20:8). CBASD, vol. 5, p. 1192.
Simão Pedro… despido (ARA). Trajava apenas as vestes de baixo. Bíblia Shedd.
Vestiu a capa, pois a havia tirado (NVI). É curioso que vestisse [tornasse a vestir] essa peça de roupa … como preparativo para pular na água. Os judeus, no entanto, consideravam a saudação ato sagrado que somente podia ser realizado entre pessoas plenamente vestidas. Pedro talvez estivesse se preparando para cumprimentar o Senhor. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
O Pedro impulsivo, fervoroso e afetuoso respondeu da sua forma característica. CBASD, vol. 5, p. 1192.
Lançou-se ao mar. A água não devia ser profunda. O registro nada menciona acerca de caminhar sobre a água. CBASD, vol. 5, p. 1192.
8 duzentos côvados eram cerca de 96m. Bíblia Shedd.
10 Trazei alguns dos peixes. Para complementar o alimento que estava sobre as brasas. CBASD, vol. 5, p. 1193.
11 Simão Pedro entrou no barco. Pedro respondeu com sua impulsividade característica. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Pedro … arrastou a rede para a praia. Por certo, significa que Pedro comandou o esforço, visto que, anteriormente, o grupo inteiro não tinha conseguido recolher a rede (v. 6). Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Cento e cinquenta e três. O número indica que os peixes foram realmente contados. Alguns sugerem interpretações místicas e fantasiosas quanto a este número. Por exemplo, que o “três” representa a Trindade. Essas interpretações são irrelevantes. CBASD, vol. 5, p. 1193.
12 Nenhum … ousava perguntar-Lhe. Os discípulos comeram em silêncio e reverência. Muitos pensamentos passaram pela mente deles, mas não ousavam se expressar. CBASD, vol. 5, p. 1193.
14 a terceira vez. Não o terceiro aparecimento absolutamente, mas a terceira a um grupo de apóstolos. Bíblia de Genebra.
15-17 Os versos 15-17 tem lugar na presença dos outros discípulos. Pedro precisava reconquistar a confiança dos demais após sua traição (18:15-18, 25-27. Em 21:20, Jesus e Pedro estão caminhando na praia, longe dos outros. Andrews Study Bible.
15 Amas-Me. Do gr. agapaõ. Em sua resposta a Jesus, Pedro usa outro verbo para “amar”, phileõ. Estas duas palavras, às vezes, têm significados distintos. Agapaõ se refere a uma forma mais elevada de amor, um amor regido por princípios e não por emoções phileõ está relacionado ao amor espontâneo, emocional. … Jesus usou a palavra agapaõ nas duas primeiras perguntas, e Pedro respondeu com phileõ. Na terceira vez, Jesus usou phileõ, e Pedro respondeu, como anteriormente, com phileõ. … As três perguntas de Jesus, possivelmente, estavam relacionadas às três negações de Pedro. Três vezes o apóstolo tinha negado ao Senhor. Assim, lhe foi dada a oportunidade confessá-Lo três vezes. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Tu sabes. A resposta de Pedro é humilde. Toda a sua arrogância tinha desaparecido. CBASD, vol. 5, p. 1193.
Apascenta os meus cordeiros. “Apascenta” ou “alimenta”. “Minhas ovelhas” e “meus cordeiros” correspondem a “minha igreja” (10.14, 26-27; Mt 18.18). Quando Pedro escreve a seus companheiros presbíteros (1Pe 5.1-2), ele os incita a “pastorear o rebanho de Deus, que está entre vós”, aparentemente tendo levado a sério as palavras de Jesus. Bíblia de Genebra.
Os cordeiros representavam os novos na fé. Mais tarde, Pedro comparou os anciãos da igreja a pastores e aqueles sob sua responsabilidade a um rebanho que eles deveriam alimentar (IPe 5:1-4). Ministros de Deus são pastores que servem sob a liderança do supremo Pastor. CBASD, vol. 5, p. 1194.
16 Pela segunda vez. A pergunta se repete, mas sem a adição de “mais do que estes” (ver v. 15). O amor de Pedro é diretamente desafiado. Ele dá a mesma resposta humilde. CBASD, vol. 5, p. 1194.
17 Pela terceira vez. Na terceira pergunta, ao referir-Se ao verbo “amar”, Jesus usou uma palavra diferente da que empregou nas duas primeiras. Não se pode afirmar que havia a intenção de fazer distinção de significado (ver com. do v. 15). CBASD, vol. 5, p. 1194.
Me amas (gr phileo, “ser amigo”). Após usar agapaõ “amar desinteressadamente”, duas vezes, Jesus passa a usar a palavra que Pedro usou três vezes. Bíblia Shedd.
pela terceira vez. Pedro ficou triste, não por causa da mudança de palavras nesta última pergunta, mas porque Jesus repetiu a mesma pergunta três vezes. Talvez Pedro se tivesse das três vezes em que negou a Cristo (13.38; 18.27). … Ele estava dando a Pedro uma oportunidade de confessar o seu amor e reafirmar sua vocação para seguir a Cristo. Com este conhecimento, Pedro chama a Jesus de “Supremo Pastor” (1Pe 5.4). Bíblia de Genebra.
Pedro entristeceu-se. Ver com. do v. 15. Pedro sabia que dera motivos para os outros duvidarem de seu amor pelo Mestre. As repetidas perguntas lhe recordaram vividamente as vezes em que negou ao Mestre; por isso, ele se entristeceu. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Senhor, Tu sabes todas as coisas. As respostas de Pedro ressaltam o conhecimento por parte de Cristo, não o domínio que Pedro tinha da situação. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Na terceira vez, Pedro omitiu o “sim” (ver v. 15, 16). Recorreu ao olho que tudo vê e que lia os segredos mais íntimos de sua vida. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Apascenta as Minhas ovelhas. Jesus repete a ordem (cf. v. 15, 16). Pedro havia demonstrado que estava de fato arrependido. Seu coração enternecido estava pleno de amor. Então o rebanho poderia ser confiado a ele. CBASD, vol. 5, p. 1194.
18, 19 eras mais moço. I.e., quando o discípulo pensava apenas em sua própria vontade. Velho, seria quando Deus dirigiria a vida até a morte.
Estenderás as mãos. Jesus profetizou a morte de Pedro pela crucificação; o que aconteceu entre 64-67 d.C. por ordem de Nero. Bíblia Shedd.
Segundo a tradição, que deve ser verdadeira, Pedro morreu crucificado, de cabeça para baixo, pois considerou honra imerecida para quem tinha negado o Senhor o ser crucificado da mesma forma,(ver AA, 537, 538). CBASD, vol. 5, p. 1194.
19 Glorificar a Deus. Isto é, ao morrer como mártir, testificaria do poder do cristianismo (cf. IPe 4:16). CBASD, vol. 5, p. 1194.
Segue-Me. …como a chamada original feita por Jesus a Seus apóstolos (Mt 4.19; Lc 5.27; cf. Jo 21.22). Todo este incidente restaura Pedro ao seu lugar como um apóstolo, lugar que a sua negação ameaçou tirar dele. Bíblia de Genebra.
A tarefa final na vida de Pedro: fazer o que Jesus fez. Andrews Study Bible.
20 Voltando-se. Este versículo sugere que Jesus havia chamado Pedro à parte e falara com ele em particular sobre a natureza de sua morte, talvez enquanto caminhavam ao longo da margem do lago. João provavelmente os seguia a certa distância. CBASD, vol. 5, p. 1194.
Pedro voltou-se e viu que o discípulo a quem Jesus amava os seguia. Esta adicional referência, combinada com 13.23-25, deixa pouca dúvida de que este discípulo era João, filho de Zebedeu. Bíblia de Genebra.
Os seguia. [João] estava fazendo o que Pedro duas vezes recebera ordens de fazer [“siga-me!”] (v. 19, 22). Bíblia de Estúdio NVI Vida.
21 E quanto a este? Pedro havia recebido uma revelação notável a respeito de seu próprio futuro.e devia ter ficado satisfeito com o que o Senhor considerou conveniente revelar-lhe. Mas o apóstolo estava curioso para saber o que o futuro reservava a João. Jesus aproveitou a oportunidade para impressionar a Pedro com a lição de colocar em primeiro lugar o que é mais importante. CBASD, vol. 5, p. 1194.
22, 23 Uma das razões principais pelo acréscimo deste pós-escrito era para desmentir este mal entendido. Bíblia Shedd.
22 Se Eu quero. Jesus simplesmente disse: “Suponhamos que Eu queira que ele permaneça; isso não deveria ser um motivo de preocupação para você, Pedro.” A resposta foi uma reprovação. Ele não deveria se preocupar acerca do futuro dos colegas. Devia seguir ao Senhor e manter os olhos em Jesus. A preocupação demasiada com os outros poderia induzir o apóstolo a cair. CBASD, vol. 5, p. 1194.
até que Eu volte. Nítida declaração da segunda vinda. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
23 Jesus não disse. Nenhuma declaração humana, nem mesmo do próprio Jesus, é totalmente imune a interpretações erradas. Andrews Study Bible.
23 Aquele discípulo não morreria. Muitos consideraram como uma profecia o que Jesus usou apenas como uma suposição. CBASD, vol. 5, p. 1195.
24 O discípulo. O “discípulo a quem Jesus amava” (Jo 21:20) se identifica como o autor do evangelho (ver p. 983). Os v. 2 4 e 25 formam o clímax apropriado para todo o evangelho (ver com. de Jo 20:30). CBASD, vol. 5, p. 1195.
Este é o discípulo que dá testemunho de todas as coisas. Agora fica revelado que o discípulo amado foi a testemunha por trás da narrativa. Que as registrou. O discípulo amado não era somente a testemunha, mas também o próprio autor. Bíblia de Estúdio NVI Vida.
Sabemos. Não se sabe a quem esta forma plural do verbo se refere. Provavelmente os anciãos de Éfeso (ver p. 983, 9 8 4 ) quisessem afirmar que o que tinha sido escrito era, de fato, a verdade. Circulavam narrativas espúrias e obras de autores inescrupulosos, e João desejava que se conhecesse a verdade acerca dos fatos. CBASD, vol. 5, p. 1195.
25 nem no mundo inteiro caberiam. O autor usa hipérbole (exagero) para acentuar o fato de que os escritores dos Evangelhos tinham de ser seletivos em relação aos fatos e detalhes incluídos em suas narrativas. Bíblia de Genebra.
O Evangelho de João é verdadeiro, mas está longe de conter toda a história. Andrews Study Bible.
25 Muitas outras coisas. Neste último versículo, João prorrompe em uma declaração emocionada acerca das muitas coisas notáveis que o Mestre tinha dito e feito. Ele escreveu seu evangelho com certos propósitos espirituais, relatou os acontecimentos e registrou as coisas que contribuíram para esses propósitos (ver p. 983, 984). Os escritores dos outros evangelhos fizeram o mesmo. Consequentemente, muitas ações e realizações de Jesus ficaram sem registro. CBASD, vol. 5, p. 1195.
Nem no mundo inteiro caberiam. Esta linguagem é hiperbólica, mas serve para enfatizar a imensa quantidade de palavras e obras de Jesus. Uma hipérbole semelhante, da mesma época cm que João escreveu, é proveniente do rabi Jochanan ben Zakkai. Registra-se que ele teria dito: “Se o céu inteiro fosse pergaminho e todas as árvores canas de escrever, e tinta todo o mar, isso não seria suficiente para consignar por escrito a sabedoria que eu aprendi com meus mestres” (ver Strack e Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament, vol. 2, p. 587). Essa figura literária judaica, desde então, tem sido popularizada no hino “Sublime amor”, de Frederick Martin Lehman (Hinário Adventista, n° 31). CBASD, vol. 5, p. 1195.
Ao comentar estas palavras finais de João, João Calvino observa: “Se o evangelista, ao contemplar a grandeza da majestade de Cristo, exclama com espanto, que nem mesmo o mundo inteiro poderia conter um relato completo dele, deveríamos assombrar-nos por isso?” CBASD, vol. 5, p. 1195.
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1 a Páscoa. A Páscoa era uma das mais importantes das festas judaicas, pois celebrava a libertação do povo da escravidão do Egito, quando o anjo da morte “passou por cima” das casas do povo de Israel (Êx 12.1-30). No tempo de Jesus, a Páscoa era celebrada no décimo quinto dia [14, cf outras fontes] do primeiro mês do calendário judeu (Nisan, que corresponde ao fim de março ou começo de abril). Era observada no último dia antes da primeira lua cheia, depois do equinócio da primavera [dia da primavera em que o dia e a noite tinham o mesmo tempo de duração]. Desde aquele dia, quando os cordeiros pascais eram sacrificados e comidos, todo fermento (que simbolizava o pecado) era removido da casa e só pão sem fermento (asmo) devia ser comido, durante sete dias. Bíblia de Genebra.
não durante a festa. Sendo uma das festas de peregrinação dos judeus, a Páscoa levava grande número de pessoas a Jerusalém. Josefo calculou que a população de cinquenta mil aumentava para três milhões de pessoas. Ainda que esses números sejam considerados muito exagerados (duzentos e cinquenta mil é o número mais provável), havia razão para as autoridades tremerem. Bíblia de Genebra.
Pães asmos. A festa judaica que durava oito dias após a Páscoa (8.15n). Bíblia Shedd.
2 durante a festa. O grego do original indica “no meio da multidão”. Bíblia Shedd.
3 uma mulher. De Jo 12.3, sabemos que era Maria, irmã e Marta e Lázaro. Bíblia Shedd.
alabastro. Alabastro é um tipo de gesso em sua forma pura ou translúcida, encontrado em depósitos de calcário, em cavernas e em saídas de correntes de água. Era usado frequentemente para se fazer vasos de unguento e era considerado um item de luxo. Bíblia de Genebra.
frasco de alabastro (NVI). Frasco lacrado com gargalo longo, o qual era partido na hora de usar o conteúdo e continha unguento suficiente para uma só aplicação. Bíblia de Estudo NVI Vida.
nardo. Perfume feito de um óleo aromático extraído da raiz de uma planta cultivada especialmente na Índia [Bíblia de Genebra: Himalaia]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
cabeça. Em Jo 12.3 frisa-se a unção dos pés de Jesus. Bíblia Shedd.
derramou sobre a cabeça. Quando um convidado chegava a uma festa, era costume do anfitrião ungir a cabeça do convidado com perfume. Simão parece que não havia feito isso para Jesus. Andrews Study Bible.
5 trezentos denários. Quase o valor de um ano de trabalho. Bíblia Shedd.
7 tende os pobres convosco sempre. Esta não é uma determinação para negligenciar os pobres. A citação é de Dt 15:11. Neste contexto, Deus fala aos filhos de Israel que se eles obedecessem os Seus mandamentos não haveria pobre entre eles. Mas se existissem pobres, o povo deveria estender suas mãos para ajudá-los. Ao longo dos Evangelhos, Jesus sempre está ao lado dos pobres. Mas neste momento, em termos de prioridade, a mulher fez a coisa certa. Andrews Study Bible.
8 Ela fez o que pôde. Ou seja, a mulher fez o melhor uso possível do que tinha nas mãos. Isso é o que Deus espera de todos, nada mais e nada menos. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 716.
ungir-Me para a sepultura. Jesus se refere à unção de cadáveres, com especiarias e perfumes, amplamente praticada na Palestina naqueles dias. Bíblia de Genebra.
10 Judas. Motivado pela avareza, trai ao seu Mestre. Maria, motivada pelo amor, oferece o preciosíssimo perfume (v 3). Bíblia Shedd.
12 primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Era 14 de Nisã (corresponde a Abril, época de nossa Páscoa). O cordeiro era sacrificado à tarde (c. 15 h) e comido por pelo menos 10 pessoas, entre o pôr-do-sol e a meia-noite. Bíblia Shedd.
Pães Asmos. Esta festa simbolizava a remoção do pecado na vida dos crentes israelitas (Êx 12.14-20). A refeição da Páscoa caía no primeiro dia desta festa …, o décimo quarto dia depois do começo do ano judaico (Êx 12.6). Bíblia de Genebra.
sacrifício do cordeiro pascal. Jesus morreu na Páscoa, a festa que celebra o modo como o sangue de um cordeiro protegeu os israelitas do juízo de Deus no Egito. A morte de Jesus mostra a profunda continuidade no plano divino da redenção (cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra.
13 Dois dos Seus discípulos. Pedro e João (Lc 22.8). Bíblia Shedd.
homem trazendo um cântaro de água. Podia ser facilmente indicado, porque em geral somente as mulheres carregavam potes de água. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jesus quis manter secreto o local. Bíblia Shedd.
14 Onde é o meu salão de hóspedes … ? (NVI). Era costume que quem tivesse um salão disponível em Jerusalém o cedesse, mediante solicitação, a qualquer peregrino que desejasse celebrar a Páscoa. Parece que Jesus tinha combinado previamente com o dono da casa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Façam ali os preparativos. Isso incluiria os alimentos para a refeição: pães sem fermento, vinho, ervas amargas, molho e o cordeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Comendo, reclinados à mesa (NVI). A princípio, a refeição da Páscoa era comida de pé (Êx 12.11), mas nos tempos de Jesus o costume era comê-lo em posição reclinada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 Porventura, sou eu? Em gr espera-se resposta negativa. Bíblia Shedd.
20 mete comigo a mão no prato. Pão ou carne eram mergulhados numa tigela central cheia de molho.O detalhe dá ênfase à profunda traição pessoal, uma vez que a comunhão à mesa era uma prova de genuína amizade (cf. 2.16). Bíblia de Genebra.
23 deu graças (NVI). palavra “eucaristia” [Gr Eucharist, Ing Thanksgiving, cf Andrews Study Bible] deriva do termo grego usado aqui. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 Tendo cantado um hino. Um dos salmos (114-118 ou 136), cantado antes das duas orações finais de celebração da Páscoa. Bíblia Shedd.
28 para a Galileia. O anjo, no túmulo, lembra esta promessa e alude à negação por parte de Pedro (16.7). Bíblia de Genebra.
30 hoje. Segundo o cômputo judaico, ao pôr do sol já havia começado o sexto dia da semana, e o julgamento e a crucifixão ocorreriam antes do pôr de sol seguinte. CBASD, vol. 5, p. 717.
32 Getsêmani. Jardim ou pomar na encosta inferior do monte das Oliveiras, um dos locais prediletos de Jesus (v. Lc 22.39; Jo 18.2). O nome é hebraico e significa (prensa de azeite”, lugar para espremer o azeite de oliva. Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 E, levando consigo. Jesus levou os discípulos mais chegados, desejoso de companhia e conforto destes. Anos depois, eles escreviam tudo o que ali se passou. Bíblia Shedd.
tomado de pavor. Esta expressão é única em Marcos e expressa profundo sofrimento emocional (9.15; 16.5-6). Bíblia de Genebra.
34 vigiai. A oração alerta, urgente e relevante é o único caminho seguro para vencer a tentação (cf 1Pe 5.8s). Bíblia Shedd.
36 Aba. Uma palavra coloquial aramaica para “pai”, que expressa o estreito relacionamento de Jesus com Deus, o Pai. Bíblia de Genebra.
41 Basta! Nos papiros, a palavra grega assim traduzida ocorre em recibos para indicar que o pagamento integral fora efetuado … . Jesus quis dizer que os discípulos haviam dormido o suficiente ou que o debate desse assunto específico estava terminado. CBASD, vol. 5, p. 717.
43 turba. Era um bando composto de guardas do templo comandados por ordem do Sinédrio, juntamente com os servos (escravos) do sumo sacerdote. Bíblia Shedd.
João (18.3) mostra que pelo menos alguns soldados da corte romana estavam no grupo enviado para prender Jesus, junto com os guardas do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 beijar. Um sinal de respeito que os discípulos mostravam para com os mestres. Depois de comer no mesmo prato (v. 20, nota), Judas agora finge submissão e respeito. Bíblia de Genebra.
48 salteador. …em vista da acusação feita contra Jesus, em Seu julgamento (Lc 23.2), a tradução “insurrecionista” fica melhor. Bíblia de Genebra.
49 todos os dias. Temos aqui uma sugestão confirmando que o ministério de Jesus em Jerusalém foi mais amplo do que Marcos relata. Só João nos fornece dados mais completos sobre a atividade de Jesus na Judeia. Bíblia Shedd.
50 todos fugiram. O abandono vergonhoso de Jesus por parte dos discípulos adverte a futuros crentes da urgência de vigiar e orar para não escaparem de Sua presença. Bíblia Shedd.
51 um jovem. Teria sido o próprio Marcos (cf At 12.12, 25; 13.13; 15:37-39; Cl 4.10; 2Tm 4.11). Possivelmente, Judas e a turba foram primeiro à casa de Marcos (local do cenáculo, vv 14 ss) para prender a Jesus. Marcos, acordado depressa, sem tempo para vestir, os teria acompanhado até o jardim. Quase foi preso nessa ocasião. Bíblia Shedd.
55-65 É provável que tenhamos, aqui, um relatório do procedimento que houve no Sinédrio, por parte de um dos líderes que ali estivera e que mais tarde se tornou crente em Cristo (cf At 6.7). Bíblia Shedd.
61. Bendito. Uma forma de designar a Divindade, a fim de evitar o uso do sagrado nome de Yahweh (ver vol. 1, p. 149, 150). CBASD, vol. 5, p. 717.
62 És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Segundo a opinião comum dos judeus, o Messias não seria divino. Jesus reivindica Sua plena divindade. Bíblia Shedd.
65 cuspir nele. Cuspir no rosto indicava exclusão do grupo (Nm 12.14-15), como se fosse por impureza ritual. Neste ponto o Sinédrio rompeu definitivamente com Jesus. Bíblia de Genebra.
vendaram-Lhe os olhos (NVI). Uma antiga interpretação de Is 11.2-4 sustentava que o Messias podia julgar pelo olfato, sem a ajuda da vista. Bíblia de Estudo NVI Vida.
66-72 Estes vv procedem, diretamente, das palavras de Pedro, principal fonte de informações deste evangelho de Marcos. Não esqueçamos que, ainda que Pedro tivesse negado a Cristo, foi ele quem ainda teve coragem de seguir a Jesus até à corte de Caifás e ali ficar durante longas horas. A história de sua negação é contada em todos os evangelhos para mostrar a graça perdoadora do Senhor desprezado. Bíblia Shedd.
68 Não o conheço, nem sei do que você está falando (NVI). Forma comum no direito judaico de apresentar uma negação formal e jurídica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
70 galileu. Os judeus da Judeia desprezavam os judeus da Galileia, pois eram considerados cultural e religiosamente inferiores. Os modos e o sotaque de Pedro denunciaram-no, especialmente no pátio de um aristocrata saduceu. Bíblia de Genebra.