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“[…] jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos” (v.16).
As leis dos medos e dos persas eram leis extremamente severas e de cunho irrevogável. O que o rei selasse como lei, nem ele mesmo poderia futuramente revogar. Os judeus estavam, portanto, sem saída. Aparentemente não havia solução para aquele decreto de morte. Sob o ponto de vista humano, eles estavam vivendo os seus últimos dias de vida. Notem que o verso três diz que houve entre os judeus “grande luto”. Ou seja, eles choravam a própria morte numa espécie de velório antecipado.
Mas havia alguém que da mesma forma vestiu-se de “pano de saco e de cinza”, mas que no lugar de lamentar o luto, “clamou com grande e amargo clamor” (v.1), e dirigiu-se à porta do rei para declarar o ocorrido a Ester. A atitude inicial da rainha foi de misericórdia para com seu primo, enviando-lhe roupas. Ao saber do motivo pelo qual ele estava naquela situação, temeu pela própria vida. Contudo, ao perceber a seriedade do último recado de Mardoqueu tomou uma decisão firme e corajosa. A convocação para o jejum tirou o foco do povo do luto, para a esperança na misericórdia e providência divina.
Será que também não estamos perdendo o foco das coisas eternas, centralizando nossos pensamentos e emoções nas coisas deste mundo? A nossa tendência é a de esmorecermos diante das dificuldades, principalmente daquelas que julgamos impossíveis de serem resolvidas. Meus amados, nós somos limitados. Limitados pelo pecado. É ele que faz separação entre nós e Deus (Is.59:2). É por isso que a nossa única libertação está em Cristo Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo.14:6). “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32).
Enquanto não aprendermos a lição de Cristo, não iremos compreender o que realmente significa ser livre pela verdade: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt.18:3). Assim como a criança é dependente e necessita ser cuidada, nós precisamos depender do Senhor e permitir que Ele cuide de nós. Aquele decreto do rei Assuero não era nada diante do poder do Rei dos reis, mas o povo precisava aprender a nEle confiar. O poder não estava nos três dias de oração e de jejum promovidos por Ester, mas em Quem eles dirigiam os seus clamores. A oração sincera rompe as barreiras do pecado e nos eleva ao trono de Deus. Em nome de Jesus recebemos o privilégio de adentrar ao Santo dos santos e depositar aos Seus pés todas as nossas preces.
Faço minhas as palavras de Roger Morneau: “Amigos, desconfiança de Deus e incredulidade muitas vezes bloqueiam as bênçãos divinas” (Respostas Incríveis à Oração, CPB, p.30). A palavra-chave é CONFIANÇA. No lugar de lamentar, precisamos orar. Foi para uma conjuntura como esta que o Senhor nos chamou neste tempo. Confiemos de que até as aparentes derrotas, Deus tem o poder de transformar em grandes vitórias. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, confiantes no poder divino!
Rosana Garcia Barros
#Ester4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESTER 4 – Diante dos problemas que nos assolam, das ameaças que nos sobrevém e dos inimigos que se levantam, é imprescindível estar ciente que Deus cuida de cada detalhe; que buscá-Lo através da oração significa procurar pela melhor solução, que a coragem precisa ser mais desenvolvida que o medo, e confiar nas promessas divinas nos tranquilizam.
Diante de um iminente extermínio, os judeus passaram por uma experiência que deixou-nos preciosas lições de vida; pois, mesmo sem ver a Deus ou entender Seus planos, Ele está no controle da história e do mundo.
Além disso, diante de problemas aparentemente insolúveis, a oração deve ser utilizada com maior força, acompanhada de jejum – duas ferramentas para enfrentar terríveis dificuldades que nos sobrevém em situações de injustiças, ameaças e ódio mortal.
A intolerância religiosa exigiu atitude corajosa no contexto de Ester, e exigirá a mesma atitude de Mardoqueu no tempo do fim (Apocalipse 13). Para isso, precisamos ser influenciados pelos princípios revelados na Palavra de Deus, especificamente em Ester 4:
• Informe-se sobre a gravidade da situação: Como Mardoqueu estava ciente das consequências oriundas da intolerância religiosa, nós também precisamos conhecê-las, para então, saber como enfrentá-las.
• Procure apoio no lugar certo: Assim como Mardoqueu buscou ajuda em Ester, e esta buscou ajuda com o rei Xerxes, seu marido, não hesitemos em procurar ajuda de pessoas, políticos ou instituições organizacionais que combatem a intolerância religiosa.
• Clame a Deus consagrando-se através do jejum: Além de buscar intervenção, buscar a Deus com intensidade acalmará o coração diante das adversidades. Ester sabia bem disso, e seria bom que todos nós soubéssemos e praticássemos.
• Tenha coragem para agir sabiamente: Como Ester, é preciso ter coragem, e tomar as medidas certas, na hora certa, diante da pessoa certa. Às vezes, será preciso denunciar casos de intolerância religiosa às autoridades competentes, apoiar campanhas, promover projetos a favor da liberdade religiosa ou, promover diálogos inter-religiosos positivos.
• Acredite na providência de Deus: Este ponto é o mais importante. Há desequilíbrio quando se enfatiza mais a perseguição do que a intervenção divina.
Nestes últimos dias, devemos ser atores, não apenas observadores”, diz John Graz. A diferença entre resistir e desistir está apenas na primeira letra da palavra, mas os resultados são demasiadamente contrastantes!
Diante desses princípios deste capítulo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESTER 3 – Primeiro leia a Bíblia
ESTER 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
ESTER 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/et/3
O caráter egoísta, amargo e raivoso de Hamã, cheio de ódio por Mordecai e pelo povo judeu, contrasta com a bondade, fidelidade e sabedoria de Mordecai e Ester. Hamã planeja destruir todos os judeus do país só porque Mordecai se recusa a se curvar e honrá-lo. Mordecai conhece o caráter egoísta de Hamã e sabe que ele não é digno da honra que lhe foi concedida.
Hamã é cheio de orgulho e egoísmo e usa seu poder e posição para ferir as pessoas, não para ajudá-las. Quando a lei genocida foi escrita, assinada e distribuída, o rei e Hamã se sentaram para celebrar suas conquistas com um banquete suntuoso.
A vida de Hamã demonstra o que acontece quando os traços de caráter malignos ficam fora de controle. Sua história também ilustra o que acontece quando ficamos com raiva e ressentidos com aqueles que são diferentes de nós, ou quando ficamos cheios de orgulho destrutivo.
Que sementes de amargura, raiva e orgulho permanecem em seu coração? Peça a Deus para eliminá-los e plantar Suas sementes de bondade e respeito mútuo em seu coração, para que você possa demonstrar Seu amor aos outros.
Karen Holford
Diretora dos Ministérios da Família
Divisão Transeuropeia dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/est/3
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1278 palavras
1 Depois desses acontecimentos. Quatro anos decorreram após a coroação de Ester como rainha (v. 7; 2.16, 17). (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Hamã. Mais tarde, quando o livro de Ester passou a ser lido anualmente na festa de Purim, os judeus assimilaram a tradição de clamar “Seu nome seja apagado”, “Faze o nome dos ímpios perecer”, na hora da pronúncia desse nome [e fazer muito barulho, para que o seu nome não seja ouvido]. Hamã destaca-se pela vaidade, determinação, paixão, arrogância e pelo egoísmo (Bíblia Shedd).
Diz Josefo que “agagita” significa um descendente de Agague, o nome comum para os reis amalequitas (Nm 24.7) (Comentário Bíblico Devocional VT – FBMeyer).
Agagita provavelmente se refere ao legado genealógico do rei Agague dos malequitas, inimigos de longa data dos judeus (Êx 17:16; 1Sam 15:20) (Andrews Study Bible).
2 E se prostravam. Ou seja, prostravam-se perante Hamã no costume comum oriental. Este ato significava submissão, lealdade e obediência (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 522).
O termo utilizado para descrever o movimento de se curvar é, por vezes, associado com adoração (Êx 34:8; 2Cr 7:3, etc.). A recusa de Mordecai poderia ser interpretada neste sentido. A adoração aceitável desempenha um importante papel na história do povo de Deus. Os três amigos de Daniel preferiram morrer do que adorar a estátua de um rei babilônio (Dan 3:12-18); a adoração será também crucial nos eventos do tempo do fim (Ap 14:7-12) (Andrews Study Bible).
A obediência ao segundo mandamento (Êx 20.4) não é a causa de Mardoqueu se recusar a curvar-se diante de Hamã, pois os judeus estavam dispostos a se curvar diante dos reis (v. 1Sm 24.8; 2Sm 14.4; 1Rs 1.16) e de outras pessoas (v. Gn 23.7; 33.3; 44:14). Somente a inimizade de longa duração entre os judeus e os amalequitas explica a recusa de Mardoqueu e a intenção de Hamã de destruir todos os judeus (v. 5,6). A ameaça contra os judeus “em todo o império”(v. 6) é uma ameaça contra a questão suprema da história da redenção (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Fazer o que é correto pode não fazer você popular. Aqueles que fazem o que é certo estarão em minoria, mas obedecer a Deus é mais importante do que obedecer a pessoas (Atos 5:29) … Não devemos deixar que nenhuma pessoa, instituição ou governo tome o lugar de Deus.Quando pessoas exigem de você lealdade ou encargos que não honram a Deus, não desista. Pode ser o momento de tomar uma posição (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
5,6 Hamã amava seu poder e autoridade e a reverência que demonstravam a ele. Os judeus, entretanto, viam a Deus como sua autoridade suprema, não qualquer homem. Hamã percebeu que o único modo de realizar seus desejos auto centrados era matar todos que desobedecessem sua autoridade. Sua busca por poder pessoal e seu ódio aos judeus o consumiam [… ] A ira de Hamã não era dirigida diretamente a Mordecai, mas àquilo que Mordecai defendia: a dedicação dos judeus a Deus como única autoridade digna de reverência. A atitude de Hamã era preconceituosa. Ele odiava um grupo de pessoas por causa de uma diferença de crença ou cultura. O preconceito surge do orgulho pessoal – considerar-se melhor do que outros. Ao final, Hamã foi punido por sua atitude arrogante (7.9, 10). Deus julga severamente os preconceituosos ou aqueles cujo orgulho os faz olhar os outros com desprezo [olhar de cima] (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
7 Nisã. Março-abril. Nome internacional aramaico; antes do exílio, usava-se o antigo nome heb Abibe, o mês da Páscoa.
Após o cativeiro, este nome substituiu abibe entre os judeus. (CBASD, vol. 3, p. 522).
se lançou o Pur, isto é, sortes. Hamã usava a antiga prática do lançamento de sortes (1Sm 14.41-42; Pv 16.33) para determinar o tempo mais propício do seu plano de destruição dos judeus. A forma plural de pur, purim, é o nome da celebração que comemora a morte de Hamã, o “Adversário dos judeus” (9.23-32). (Bíblia de Genebra).
Hamã lançou sortes para determinar o melhor dia para executar o seu decreto. Mal ele sabia que estava jogando nas mãos de Deus, porque o dia da execução foi determinado quase um ano à frente, dando tempo para que Ester fizesse seu pedido ao rei. A palavra persa para “sortes” era purim, que se tornou o nome da festa celebrada pelos judeus quando eles libertos, não mortos, no dia designado por Hamã (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Há uma certa ironia no fato de o mês em que os judeus celebram a Páscoa, quando foram libertos do Egito, ser também o mês em que Hamã começou a tramar sua destruição (Êx 12.1-11). (Bíblia de Estudo Arqueológica NVI).
Adar. Fevereiro-março. Hamã estava disposto a esperar um ano para obter o dia certo. O que nos parece ser superstição grosseira, era considerado uma verdadeira ciência, na época (Bíblia Shedd).
8 um povo. Hamã fez uma representação falsa e maliciosa dos judeus e de seu caráter para o rei. (Bíblia de Estudo Mathew Henry).
O preconceito é semeado ao se levantar suspeitas. Pessoas ou povos um pouco diferentes são vistos como suspeitos e, consequentemente, perigosos. Hamã usou argumentos típicos de orgulho nacionalista. (Bíblia de Estudo Andrews).
9 dez mil talentos. O talento pesava 30 kg. A renda total do império persa era 17.000 talentos, e os cofres imperiais estavam vazios por causa da guerra contra os gregos. A grandeza da oferta, e a cortês recusa do rei, são a maneira oriental de dizer: “Vamos despojar os judeus, e dividir entre nós os lucros”. Tanto era o ódio de Hamã, e a ganância do rei, que nem se levava em consideração o terrível sofrimento e o clima de terror que haveria de permanecer no império (Bíblia Shedd).
para que se execute esse trabalho. Ou “para que o executa”. (Bíblia de Estudo NVI Vida).
A recente guerra grega, sem dúvida, drenou pesadamente o tesouro real, mas seria indigno da honra do rei, talvez, aceitar um suborno. (CBASD, vol. 3, p. 523).
10 anel. Outra reação impulsiva do rei autorizava Hamã a expedir decretos reais (cf. Gn 41.42). (Bíblia de Genebra).
De posse do selo real, Hamã tinha poder para emitir os decretos que desejasse, pois o selo real dava-lhe plena autoridade. A palavra de Hamã era, portanto, igual à do rei, que na verdade deu permissão a Hamã para fazer o que quisesse. (CBASD, vol. 3, p. 524).
11 essa prata. A soma mencionada foi recusada, mas ficou por entendido que o rei não recusaria sua parte dos despojos (Bíblia Shedd).
13 O decreto de Hamã contra Israel é a mesma destruição que anteriormente tinha sido decretada [e não cumprida] contra Amaleque (1Sm 15.3). (Bíblia de Estudo NVI Vida).
15 correios. Heb raçim “os que correm”. O império persa foi o primeiro a estabelecer o sistema de correios, que possuía autoridade para requisitar para este serviço público, cavalos, portadores e alimentos dentre as populações civis que se achassem no seu caminho. Esse costume é aludido em Mt 5.41 (Bíblia Shedd).
Os correios saíram, com extrema urgência, carregando cópias do decreto a todas as províncias (Bíblia de Estudo Mathew Henry).
o rei e Hamã se assentaram a beber. A inserção deste detalhe na narrativa parece destinada a sublinhar a dureza do coração do rei e de Hamã. Depois de ter determinado a destruição de uma nacão, passaram a se divertir em um banquete de vinho (CBASD, vol. 3, p. 525).
Susã estava perplexa. A maior parte dos habitantes era, possivelmente, de persas e elamitas, mas pode ter havido um espírito generalizado entre as pessoas de outras nacionalidades de que a ocorrência agora definida era perigosa. Geralmente, as pessoas da capital do reino aprovavam o que o grande rei fazia. Naquele momento, porém, elas pareciam duvidar da providência e justiça do que ele tinha feito. É possível, no entanto, que o escritor se refira aos judeus residentes na capital em vez de toda a população. (CBASD, vol. 3, p. 525).
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“Então, disse Hamã ao rei Assuero: Existe espalhado, disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino, um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as do rei; pelo que não convém ao rei tolerá-lo” (v.8).
Ocupando um alto cargo no governo persa, Hamã foi condecorado pelo próprio rei com privilégios superiores a “todos os príncipes que estavam com ele” (v.1). Movido pelo orgulho e exaltação própria, seu ego era massageado cada vez que “se inclinavam e se prostravam perante” ele (v.2). Mas, à semelhança dos três jovens hebreus no campo de Dura (Dn.3), Mordecai “não se inclinava, nem se prostrava” (v.2); uma afronta que não seria ignorada.
A postura de Mordecai e sua firme resolução em não se curvar diante de Hamã, encheu o ímpio agagita de ira, de modo que “teve como pouco, nos seus propósitos, o atentar apenas contra Mordecai […], por isso, procurou Hamã destruir todos os judeus, povo de Mordecai, que havia em todo o reino de Assuero” (v.6). Seu argumento diante do rei revela um plano maligno por trás de tudo, semelhante à matança dos bebês meninos no Egito (Êx.1:22), dos meninos em Belém (Mt.2:16) e do “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1) que o remanescente do Senhor terá de enfrentar num futuro próximo.
Os judeus ainda eram conhecidos como “um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos” (v.8). Ou seja, era um povo peculiar, um povo diferente. Ainda que em terra estrangeira e por tantos anos separados uns dos outros, a Lei de Deus os tornava únicos. E pela fidelidade de um, todos responderiam com a própria vida. Da mesma forma que um membro comprometido faz sofrer todo o corpo, como corpo de Cristo, a queda ou a vitória de um afeta o todo. Naquele momento de perplexidade, parecia que tudo estava perdido e, em um só dia, o povo de Deus seria dizimado da Terra. Mas Deus usaria aquela situação aparentemente terrível para renovar a fé de Seu povo e uni-lo num mesmo propósito.
Amados, precisamos fazer uma distinção muito clara entre sensacionalismo e cumprimento profético. E uma das formas de compreendermos essa distinção é estudando o sermão profético de Jesus nos capítulos 24 e 25 do livro de Mateus. O objetivo de Seu sermão não foi causar perplexidade, e sim promover vigilância e preparo. Pensando estar alcançando seus propósitos egoístas e malignos, Hamã foi o autor do decreto de morte que faria o povo de Deus renascer das cinzas. Mediante um período de oração e jejum coletivo, o povo veria a manifestação do braço da Onipotência, e isso lhe fortaleceria a fé como há muito tempo não experimentavam.
Ao vermos os sinais proféticos se cumprirem, aproximando-se o tempo sobremodo difícil, que façamos parte do povo que, mesmo espalhado entre os povos da Terra, esteja unido num mesmo propósito de invocar ao Senhor e nEle confiar. Como Mordecai não nos curvemos ao príncipe deste mundo, mas nos revistamos de toda a armadura de Deus para que possamos “resistir no dia mau” (Ef.6:13) e encararmos os últimos acontecimentos com a segura esperança que nos foi dada por Cristo: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, nação santa!
Rosana Garcia Barros
#Ester3 #RPSP
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ESTER 3 – Liberdade religiosa é o direito fundamental de cada indivíduo de adotar a religião que quiser, mudar de religião e viver a experiência de sua fé sem preocupação com discriminação ou perseguição. Por outro lado, a intolerância religiosa, ameaça à liberdade religiosa e também destrói os direitos humanos.
Mesmo tendo levado “séculos para se reconhecer [no mundo] que a liberdade religiosa é fundamental e um direito humano básico”, conforme apresenta John Graz, “a perseguição [religiosa] será um fato até a volta de Cristo e os verdadeiros discípulos de Jesus serão vítimas e não perseguidores [Apocalipse 13]”.
Graz indica a razão por trás da intolerância religiosa. “A intolerância religiosa nega a dignidade humana. A perseguição é o resultado da intolerância, que é produto do pecado. A coerção é o oposto da mensagem de Cristo que respeita a liberdade de escolha”. Por isso, afirmou que “a perseguição traz consigo a assinatura do diabo”.
O Comentário Bíblico Adventista afirma que “qualquer uso de força ou perseguição em assuntos religiosos é uma política inspirada por Satanás e não por Cristo”.
Em Ester 3 nota-se que pelo fato de Mardoqueu não se curvar nem se prostrar diante de Hamã, um oficial orgulhoso do rei persa, o próprio Hamã conspirou para exterminar todos os judeus da Pérsia que optaram por não retornar a Jerusalém.
Desprovido de justiça, o ódio religioso pode resultar em consequências titânicas, elaborando planos legais de genocídio e massacre – mesmo contra quem não tenha feito qualquer mal. Portanto, “a intolerância religiosa é um sinal de ignorância e arrogância. Ela nega a diversidade humana e o valor de cada ser humano criado à imagem de Deus. Devemos buscar a verdade, o amor e a tolerância, para construir uma sociedade mais justa a fraterna”, observou Walter Brueggemann.
Ester 3 adverte-nos contra o perigo da intolerância religiosa, mostrando que o desrespeito à liberdade religiosa é uma violação da dignidade humana; e, movidos por ódio, intolerantes desprovidos de respeito ao próximo promovem planos de conflito, violência e genocídio. Por outro lado, também mostra a importância de respeitar a liberdade de escolha de cada indivíduo para manter a paz social e o bem da comunidade.
A convivência entre pessoas de denominações/crenças diferentes pode ser pacífica, se houver respeito mútuo. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESTER 2 – Primeiro leia a Bíblia
ESTER 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/et/2
Escondido por trás da história de um desfile de beleza real, está o conto de uma família desfeita que tira o melhor proveito de circunstâncias difíceis. Ester, órfã desde criança, é adotada por seu primo mais velho e eles se tornam uma família. Mordecai, um homem de forte fé e caráter, leva muito a sério sua responsabilidade de cuidar de Ester. Ele nutre sua fé, dá um exemplo de caráter nobre e a ensina como ser sábia, altruísta, corajosa, gentil e humilde. Mais importante que seu belo rosto, é seu belo espírito que brilha em sua vida.
Mordecai sonhou que Ester se casaria com um bom judeu e criaria uma família feliz em um lar simples, e não que passaria a vida no mundo indulgente e egoísta do harém real. Quando os servos do rei a levam para morar no palácio, ele se mantém por perto, verificando se ela está segura.
E ela está de fato segura, pois todas as orações e orientações dele moldaram o caráter dela. Ela brilha como um diamante e todos, até o próprio rei, percebem seus valores puros, sua bondade, seu altruísmo e sua humildade.
Quais são os pontos fortes do seu caráter? Como seus pais, professores e cuidadores os nutriram em sua vida? E como você pode inspirar essas forças de caráter cristãs em outras pessoas também?
Karen Holford
Diretora dos Ministérios da Família
Divisão Trans-europeia dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/est/2
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630 palavras
3, 14-17 Os reis persas colecionavam não somente grande quantidade de jóias, mas também um grande número de mulheres. Estas jovens eram tomadas de suas casas e eram obrigadas a viver e uma construção separada do palácio, chamada de harém. O único propósito delas era servir o rei e aguardar seu desejo de satisfação sexual. Elas raramente viam o rei e suas vidas eram restritas e enfadonhas. Se fosse rejeitada, Ester poderia ser uma das muitas moças que o rei via apenas uma vez e se esquecia dela. Mas a presença e a beleza de Ester agradaram tanto ao rei que ele a coroou como rainha no lugar de Vasti. A rainha possuía uma posição de maior influência do que a de uma concubina, e ela tinha muito mais liberdade e autoridade que as outras no harém. Mas, mesmo sendo rainha, Ester possuía poucos direitos – especialmente porque ela fora escolhida para substituir uma mulher que havia se tornado assertiva demais (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
5 Mordecai [ou Mardoqueu, NVI). […] tinha um nome civil babilônico, derivado do nome da divindade Marduque. A história de Ester pertence ao período entre a primeira volta do Cativeiro, e a ida de Esdras e Neemias para Jerusalém: o período subentendido entre os cap 6 e 7 de Esdras (Bíblia Shedd).
Mordecai era um judeu que vivia na cidade, o que dá a entender que ele era um oficial persa. Bíblia de Genebra.
Segundo a tradição judaica, Mordecai estava envolvido em algum empreendimento comercial antes que o destino o unisse à corte persa (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 518).
7 Hadassa. Nome heb derivado de hadhas, “mirta”. (Bíblia Shedd).
Ester. O nome é persa, derivado da palavra stam, “estrela”. Alguns pensam que o nome se refere a Istar, suprema deusa dos babilônios (Bíblia Shedd).
Em Babilônia, o planeta Vênus era deificado como Ishtar. Mordecai pode ter optado por um nome persa devido a um desejo de esconder a ascendência judia de Ester (v. 10) (CBASD, vol. 3, p. 518).
9 alcançou favor. …a palavra “favor”, heb hesed, é importantíssima nas Escrituras, como base da doutrina da graça, da misericórdia, do amor que Deus demonstra aos homens, atributo que deu origem a um elo vital na história da redenção (Bíblia Shedd).
comida especial. Lit, “suas porções”. […] Dar tais porções é sinal de favor especial (1Sm 9.22-24; 2Rs 25.29,30; Dn 1.1-10). […] O motivo de dar porções aparece depois como prática da observância do Purim (9.19,22 – “trocar presentes”) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
10 Sem virtualmente nenhum direito e pouco acesso ao rei, foi melhor para Ester não revelar sua identidade. Enquanto é nossa responsabilidade mostrar firmeza em mostrar nossa identidade enquanto povo de Deus, às vezes é uma melhor estratégia manter-se quieto até que consigamos o direito de sermos ouvidos. Isto é especialmente verdade quando tratamos com aqueles em posição de autoridade sobre nós. Mas podemos sempre deixá-los ver a diferença que Deus faz em nossas vidas (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
18 alívio às províncias. Algum desconto nos impostos imperiais (Bíblia Shedd).
segundo a generosidade real. Era um costume real na Pérsia dar à rainha um décimo de todas as multas pagas ao rei. Com isso, a rainha abastecia seu guarda-roupa e realizava outros desejos (CBASD, vol. 3, p. 520).
20 Ester cumpria. O profundo respeito por seu benfeitor levou Ester a valorizar seu conselho mesmo depois que se tornou rainha. Este fato exalta Mordecai como um pai adotivo e Ester como filha leal e obediente. Sua beleza era essencialmente de caráter e de personalidade. A beleza da aparência era incidental. (CBASD, vol. 3, p. 520).
21 A história registra que Xerxes perdeu a vida em uma conspiração como a descrita neste verso (CBASD, vol. 3, p. 520).
23 pendurados numa forca. Lit. “em uma árvore”. Isso se refere à empalação em estacas de madeira, uma forma assíria e persa de execução. Bíblia de Genebra.