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729 palavras
1 Disse ao profeta Natã. No palácio que havia construído para si, Davi começou a pensar no quanto era impróprio que os serviços de Deus fossem realizados numa tenda. Era seu plano que Jerusalém fosse o centro de adoração para toda a nação. Moisés tinha instruído que ali devia ser um centro de adoração (Dt 12:13, 14). Davi planejava colocar em prática essa instrução construindo um majestoso templo que daria a honra devida ao grande Deus dos céus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 173.
O desejo de Davi estava correto, mas o tempo de sua ação [timing] estava errado. … Se você mora comparativamente bem enquanto a obra de Deus, casa ou seus ministros estão carentes, talvez Deus queira que você mude a situação. Como Davi, atue para corrigir o desequilíbrio, mas esteja desejoso de se mover de acordo com o tempo de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
2 Faze tudo. Natã era um profeta, mas aqui é evidente que estava expressando sua própria opinião. O conselho que deu a Davi estava em harmonia com seu modo de pensar; ele não o apresentou como sendo uma revelação de Deus. CBASD, vol. 3, p. 173.
7 Malhada. Do heb. naweh, “uma morada”. A morada pode ser tanto de pastores ou rebanhos, ou, no sentido poético, naweh pode descrever qualquer habitação. Aqui se refere à humilde habitação de Davi ou ao seu rebanho de ovelhas. CBASD, vol. 3, p. 173.
10 O Senhor te edificaria uma casa. A palavra “casa” neste contexto significa “dinastia”. Bíblia de Estudo Andrews.
12 Esse me edificará casa. A verdadeira morada de Deus é o Céu, mas o nome divino habita no templo. Bíblia de Estudo Andrews.
Para sempre. O cumprimento desta promessa dependia da obediência (1Cr 28:6, 7). Devido à falha humana, a promessa será finalmente cumprida apenas por meio de Cristo (ver Lc 1:32, 33; ver com. de 2Sm 7:13). CBASD, vol. 3, p. 174.
O Novo Testamento revela que as promessas feitas a Davi se cumpriram em Cristo. Cristo cumpriu de modo perfeito as condições da aliança com Davi (Hb 4.15); ele serviu de Mediador da aliança da graça (At 2.25-36); Hb 9.15) e prometeu voltar à terra como Rei conquistador (Mt 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-28). Bíblia de Genebra.
13 Eu lhe serei por pai … por filho. Essa linguagem indica uma adoção especial do rei escolhido e não uma crença na divindade do monarca como acontecia em outras culturas antigas do Oriente Próximo e Médio (Sl 2.7; 45.6; 89.27 e nota). Bíblia de Genebra.
14 seu trono será estabelecido para sempre. Deus designou a linhagem de Davi como a dinastia permanente sobre o seu povo. Quando os descendentes de Davi fracassavam, eram punidos (2Sm 7.14), mas Deus sempre levantava outro filho de Davi para continuar a linhagem. Essa promessa, que transmitia esperança à comunidade depois do exílio no século VI a.C. cumpriu-se em Jesus, o qual reina para sempre sobre o trono de Davi (vs. 7-14, nota; 2Cr 21.7). Bíblia de Genebra.
16 Quem sou eu. A sincera expressão de humildade de Davi traz um exemplo atraente e valioso (29.14-16; 2Cr 2.6). Bíblia de Genebra.
20 Além de Ti. O ser humano comete o maior dos erros e demonstra a maior das tolices quando confia em deuses falsos. Somente por meio do reconhecimento do verdadeiro Deus é que o ser humano terá plenitude de alegria e paz. CBASD, vol. 3, p. 174.
21, 22 As referências ao êxodo do Egito relembrariam aos leitores do cronista o segundo grande êxodo, em que a comunidade da restauração foi liberta do período do cativeiro babilônico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 Por Teu povo. Para o verdadeiro israelita, saber que pertencia ao povo escolhido de Deus era motivo de constante conforto e alegria – um povo escolhido, protegido e redimido por Ele. Porém, o mesmo conhecimento tranquilizava a muitos, causando-lhes uma falsa segurança, fazendo com que ignorassem dois fatos: (1) que essa posição de “povo escolhido” também dependia da obediência (Êx 19:5, 6); e (2) que o verdadeiro Israel incluía não apenas os hebreus, mas povos reunidos desde as extremidades da terra “todos os que são chamados pelo Meu nome”(Is 43:1-7, 21; cf. Gn 12:3; 18:18; 22:18; 26:4). CBASD, vol. 3, p. 174, 175.
26. Tu mesmo és Deus. Davi … orou para que Deus confirmasse Sua palavra, não porque temesse que Ele voltasse atrás na promessa, mas movido por um sentimento de profunda indignidade, e porque todo seu desejo correspondia ao de Deus. Ao mesmo tempo, estava plenamente ciente da possibilidade de falha humana. Mas, como esse era o desejo de Deus, ele também desejou que fosse assim, e orou para que isso se cumprisse. CBASD, vol. 3, p. 175.
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“Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa de teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor, a abençoaste, e abençoada será para sempre” (v.27).
Davi habitava “em sua própria casa” (v.1) quando expressou ao profeta Natã a sua angústia: “Eis que moro em casa de cedros, mas a arca da Aliança do Senhor se acha numa tenda” (v.1). Aquela situação incomodou o homem segundo o coração de Deus. Como ele poderia morar em uma bela casa, enquanto a Casa do Senhor não passava de uma tenda? Percebendo a sinceridade do rei e reconhecendo seu propósito louvável, o profeta Natã o encorajou: “Faze tudo quanto está no teu coração, porque Deus é contigo” (v.2).
Davi tinha as melhores intenções, mas elas não correspondiam à vontade de Deus. Não seria por meio dele que o templo seria construído, mas por seu filho e sucessor, Salomão. Muitas vezes temos as melhores intenções possíveis em realizar a obra do Senhor, mas esquecemos de perguntar ao Senhor da obra se realmente estamos no caminho certo. Davi não foi o escolhido por Deus para construir o templo, e sim para iniciar uma dinastia que faria parte da genealogia do Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo.
Ainda que debaixo da bênção do Senhor, isso não nos autoriza a fazer tudo o que desejamos, mesmo que esteja relacionado ao serviço cristão. Agir dessa forma acaba gerando resultados insatisfatórios e causando decepções que poderiam ser evitadas simplesmente se fizéssemos o que estudamos essa semana: antes da ação, vem a oração. Tenho aprendido a viver dessa forma, e posso lhes garantir: vale muito a pena! É tão maravilhoso, que você pedirá a Deus todos os dias para nunca mais voltar a fazer qualquer coisa sem antes buscar a Sua orientação. Afinal, Cristo mesmo disse: “porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5). Não significa, porém, que sempre teremos as respostas que buscamos da forma que desejamos. Mas, certamente, mais cedo ou mais tarde, os justos desfrutam do cumprimento da Palavra: “Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações” (Sl.34:17).
Davi queria fazer algo maravilhoso, mas sem a permissão divina não passaria de uma simples construção. E sabem o que é mais lindo? O diálogo entre o Senhor e Davi. A intimidade que havia entre este e Deus pode ser claramente percebida todas as vezes que Davi expressava a sua gratidão. Como ele mesmo escreveu: “A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (Sl.25:14). Deus realmente deu a conhecer a Davi a Sua aliança com ele e com a sua descendência: “de maneira que também falaste a respeito da casa de teu servo para tempos distantes” (v.17). Os salmos que compôs são verdadeiras orações cantadas. Davi não escondia suas intenções, nem tampouco fingia ser o que não era. Por isso que com ousadia, disse ao Senhor: “Pois Tu conheces bem Teu servo” (v.18). E com humildade se fez o menor dentre todos: “Quem sou eu, Senhor Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?” (v.16).
Ele mesmo confessou: “que é o homem, que dele Te lembres?” (Sl.8:4). Contudo, Deus tem prazer em abençoar Seus filhos e torná-los bem-sucedidos por onde quer que andem (v.8). E a bem-aventurança de Davi seria perpetuada por meio de Jesus, o “Filho de Davi”. Competia a Davi fazer preparativos para a construção do templo, entretanto, não lhe competia edificá-lo. De uma coisa, porém, ele podia ter certeza: o Senhor o amava e amava a sua casa com amor eterno (v.27). Notem que o seu pecado com Bate-Seba e a morte de Urias não são mencionados neste livro. Nem tampouco as perseguições de Saul e a traição de seus filhos. Ao reescrever a sua história, o Senhor limitou o cronista a não registrar as memórias de Davi que mais o fizeram sofrer.
O ‘felizes para sempre’ existe, meus amados irmãos! Não é apenas uma frase clichê de contos infantis. É uma promessa de Deus para “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). O que Davi conquistou com guerras foram despojos de dor. Mas as guerras que Deus venceu por ele foram milagres do amor. Amor de um Deus que escolhe esquecer os nossos pecados, e os lança “nas profundezas do mar” (Mq.7:19). Logo, estaremos no Lar eterno onde “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (Is.65:17). Se você nunca experimentou a intimidade do Senhor, não perca mais tempo! Busque agora mesmo um lugar onde possa conversar com Aquele que deseja ser o seu melhor Amigo. Continue sendo reavivado pela Palavra, e, certamente, pela fé, você ouvirá: Te “confirmarei na Minha casa e no Meu reino para sempre” (v.14). Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1Crônicas17 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CRÔNICAS 17 – Adoração sem alegria soará como serviço fúnebre. É claro que Jesus, o Emanuel, o Filho de Deus, perfeito e sem pecado, morreu injustamente. Contudo, Ele ressuscitou. E venceu a morte para dar-nos vida. Assim temos o maior dos motivos para adorar e cultuar com alegria.
Mesmo antes de Jesus morrer na cruz, a alegria deveria caracterizar a religião judaica. Mesmo após 70 anos de cativeiro em Babilônia e ao retornar a Jerusalém sem o esplendoroso Templo de Salomão, a satisfação deveria tomar conta do coração em cada ato de adoração.
Comentando sobre Crônicas, Richard Pratt Jr. destaca que, a parte iniciada no capítulo em foco (17:1-29:25) é a “terceira e mais importante parte do reinado de Davi [e] apresenta o ponto alto de sua vida, segundo o ponto de vista do cronista. Tendo registrado a alegria resultante do amplo apoio à dinastia de Davi (ver 9.35-12-40), bem como a celebração pela presença da arca em Jerusalém (ver 13.1-16.43), o cronista em seguida volta à parte mais ampla e mais importante do reinado de Davi (17.1-29.30). Aqui Davi trouxe alegria indizível a Israel ao fazer os preparativos para a construção do templo por Salomão”.
• Deus é grande, merece respeito. Deus é bom, merece adoração. Deus é misericordioso, merece louvor (v. 20).
Observe estes pontos:
• Precisamos priorizar Deus, fazer o melhor para Ele com ânimo e alegria. Em nossos planos, Deus deve estar em primeiro lugar (vs. 1-2);
• Precisamos saber ouvir o “não” de Deus com alegria como quando ouvimos o Seu “sim”. Mesmo que o profeta volte atrás no que havia aprovado não devemos nos sentir frustrados (vs. 3-15);
• Precisamos aprender a ser gratos a Deus quando Ele aborta planos que consideramos nobres, importantes e corretos. A alegria de fazer a vontade divina deve ser maior que a frustração quando Deus não aprova nossas intenções (vs. 16-27).
“Embora Davi esteja proibido de construir uma casa para Deus, Deus vai construir uma casa para Davi (v. 10). Ou seja, Ele vai prover uma linhagem de descendentes cuja tarefa será pastorear Israel” (J. Keir Howard).
O foco desta promessa é o Messias. Só através de Cristo as promessas são cumpridas. Comprometa-se com Ele e serás feliz! Assim, alegria reinará na adoração, independente da situação! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO I CRÔNICAS 16 – Primeiro leia a Bíblia
I CRÔNICAS 16 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
I CRÔNICAS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1cr/16
Nada foi esquecido para a extraordinária celebração da chegada da arca do Senhor a Jerusalém. Cada participante recebeu um lanche constituído de um pão, um bolo de tâmaras e um bolo de uvas passas, comidas típicas da região. Uma refeição simples, nutritiva e saborosa.
Um poema foi composto especialmente para a ocasião (1 Crônicas 16:8-36). Os versos convidavam o povo a alegrar-se na presença de Deus pelo que Ele é e pelo que ele faz. O poema retrata a Deus como alguém forte, ativamente envolvido em defender e proteger o seu povo. Os adoradores são convidados a refletir no caráter de Deus: “Rendam graças ao Senhor, pois ele é bom; o seu amor dura para sempre” (verso 34).
Após o culto de adoração, o rei abençoou o povo e então “voltou para casa para abençoar sua família” (verso 43). Estas palavras nos lembram que tão importantes quanto nossas obrigações públicas são os nossos deveres para com os nossos familiares. A melhor adoração é aquela que nos transforma em melhores pais e cidadãos.
Que privilégio participar de um culto de adoração como este! Os adoradores retornaram para seus lares cheios de alegria e confiança em Deus.
Senhor, ensina-me a Te adorar na beleza da Tua santidade!
Jobson Santos
UNASP
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1ch/16
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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453 palavras
8-36 Este salmo pode ser tomado como modelo dos hinos sagrados, visto que se ocupa de: 1) Poder e bondade do Senhor (8, 9, 12); 2) Sua relação conosco e com o mundo inteiro (13, 14); 3) Ações de graças em memória de Sua bondade e misericórdia (8, 9); 4) Gozo e comunhão com Ele (10, 11). Bíblia Shedd.
6 Continuamente. Do heb. tamid, palavra empregada em relação aos serviços diários, contínuos que deviam ser realizados no santuário (ver Êx 25:30; 27:20; 29:38; 30:8, etc.). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 169.
7 Davi encarregou. O salmo que se segue corresponde quase ao pé da letra às seguintes passagens do livro dos Salmos atual:
– v. 8-22 Sl 105:1-15
– v. 23-33 Sl 96
– v. 34 Sl 107:1
– v. 35, 36 Sl 106:47, 48. CBASD, vol. 3, p. 169.
10 Alegre-se. A religião era uma experiência de alegria e beleza para Davi. Sua maior alegria era o conhecimento da bondade de Deus. CBASD, vol. 3, p. 169.
11 Buscai ao SENHOR. Buscar ao SENHOR deve ser uma atividade constante na vida, levando o crente para cada vez mais perto da perfeição do Céu. CBASD, vol. 3, p. 169.
12 Lembrai-vos. A constante lembrança das bênçãos do Senhor traz ao filho de Deus um sentimento de alegria e satisfação. Quando o ser humano se esquece da bondade de Deus, perde o real sentido da vida e sua experiência espiritual começa a declinar. CBASD, vol. 3, p. 169.
16 Que fez. Comparar com Gn 12:1-3; 15:5, 6, 18; 22:16-18. A aliança que Deus fez com Abrão foi originalmente firmada com Adão (ver PP, 370). É a aliança que Deus faz com todo aquele que crê no Seu Filho Jesus Cristo. Depois de sua confirmação pelo sangue de Jesus pelo sangue de Cristo, é chamada de “nova aliança”(Hb 8:8-13). CBASD, vol. 3, p. 169.
30 Tremei diante dEle. Em outras palavras, “coloque-se diante dEle com espírito de santa reverência”. … Deus é santo. Ele é o Senhor de toda Terra e dos céus, e, por isso, o ser humano deve sempre manifestar atitude de respeito e reverência para com Ele que correspondam com Seu nome santo. Tal temor não é incompatível com amor, contudo é totalmente incompatível com a despreocupada familiaridade com que alguns se dirigem ou se referem a seu criador e Redentor. CBASD, vol. 3, p. 170, 171.
34 Rendei graças. O mesmo convite se encontra no início do cântico, no v. 8. Do modo como foi empregada, duas vezes, a expressão forma um colchete conhecido como inclusio. Bíblia de Estudo Andrews.
36 Amém. Significa “confirmado” [ou, “de acordo”], uma resposta positiva da parte da congregação. Bíblia Shedd.
37-43 O antigo tabernáculo do deserto estava agora dividido. A arca estava em Jerusalém, enquanto o altar de bronze, … estavam sendo usados para a adoração em Gibeom. Asafe e os cantores estavam com a arca em Jerusalém (1 Cr 16.37), Zadoque e os outros sacerdotes ministravam perante o tabernáculo em Gibeom (1 Cr 16.39-42). Essa condição continuou até que o novo Templo foi edificado, no reinado de Salomão. Bíblia Shedd.
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“Rendei graças ao Senhor, invocai o Seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os Seus feitos” (v.8).
A arca da aliança foi introduzida “no meio da tenda que lhe armara Davi; e trouxeram holocaustos e ofertas pacíficas perante Deus” (v.1). Ali, foi tributado ao Senhor um culto especial de entrega, de comunhão e de gratidão. “[Tanto] os homens como as mulheres” (v.3) foram beneficiados com porções iguais de alimento, como um símbolo da igualdade das bênçãos provenientes da verdadeira adoração.
Desde a mais tenra idade, Davi desenvolveu um gosto pela música e seu talento, nas mãos de Deus, tornou-se em instrumento de louvor. Ao tocar a sua harpa nas colinas de Belém ou diante de um rei endemoniado, não restava dúvida de que suas composições eram acompanhadas pela regência do Céu e afugentavam as potestades malignas. E era esse tipo de música que deveria encher o santuário, “e celebrar, e louvar, e exaltar o Senhor, Deus de Israel” (v.4), “continuamente” (v.37).
Diante de um cenário de paz e harmonia, Davi declamou as palavras que compõem o texto de pelo menos três salmos: Salmo 96, Salmo 105 e Salmo 106. Em forma de ações de graças, o rei poeta exaltou o nome de Deus, confirmou a sua confiança na aliança divina, fez um chamado a todos para que adorem somente ao único Deus e Criador de todas as coisas, e terminou com as boas-novas da salvação que só o Senhor pode dar.
Parece que Davi estava vivendo um pequeno vislumbre do Céu. O santuário e tudo o que ali havia despertava em Davi o ardente desejo de estar na presença de Deus. Era ali que o guerreiro de Judá depunha sua armadura mortal e vestia-se “de um manto de linho fino” (1Cr.15:27); tirava a sua coroa real, e humilhava-se na condição de servo; deixava de ser um rei, para tornar-se um súdito. E experimentando aquela atmosfera celestial, com o coração e com lágrimas orava: “que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no Seu templo” (Sl.27:4).
Aquele lugar sagrado apontava para a morada de Deus, mas, principalmente, para a promessa verdadeira e fiel de que o Senhor salvará o Seu povo. Através do episódio do transporte da arca, Davi soube reconhecer que há um abismo entre apenas conhecer as Escrituras e conhecer e praticar as Escrituras. Quando ele declarou: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o Senhor, porém, fez os céus” (v.26), nos deixou o ponto exato que faz diferença entre o Senhor e os deuses e ídolos deste mundo: o Senhor Deus é o Criador.
O único mandamento que contém o selo da criação, é o quarto mandamento, quando diz: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:11). Declara ainda a primeira voz angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Israel era o único povo que observava o sábado dentre as demais nações, e esta será uma marca distintiva do povo de Deus que, dentro em breve, acentuará a diferença entre os falsos e os verdadeiros adoradores.
Assim como há uma forma litúrgica especial de louvor na Casa do Senhor, com “instrumentos de música de Deus” (v.42), bem como um dia de especial adoração que Ele mesmo declarou como santo, somos chamados a desfrutar das bênçãos da obediência, rejeitando tudo aquilo que não dê “ao Senhor a glória devida ao Seu nome” (v.29). Possamos, hoje, dar ouvidos ao apelo do apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).
Seja a nossa oração “continuamente ao Senhor” (v.40): “Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, ajunta-nos e livra-nos das nações, para que rendamos graças ao Teu santo nome e nos gloriemos no Teu louvor” (v.35). Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo da aliança perpétua!
Rosana Garcia Barros
#1Crônicas16 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CRÔNICAS 16 – Olhar no retrovisor da história ajuda-nos a seguir em frente na direção certa rumo ao futuro. Rever a história reavaliando tudo com base na Bíblia pode encher nossa vida de alegria e satisfação.
Israel retornara do exílio; em Babilônia permanecera 70 anos no “cantinho da disciplina”. Agora, de volta a Jerusalém, o cronista relembra fatos importantes enfatizando princípios corretos que devem nortear a conduta no presente. Neste capítulo a festividade revela a emoção indescritível que toma conta do povo que inclina-se a seguir à risca instruções bíblicas.
1. A arca transportada conforme orientado por Deus chegou com sucesso a Jerusalém e foi colocada numa tenda devidamente preparada. No passado, Davi aprendera uma lição com grande amargura, vendo a morte fulminante de Uzá. Agora, o povo precisava respeitar as coisas sagradas sem que alguém fosse fulminado. O mesmo aplica-se a nós hoje (vs. 1-6).
2. A adoração genuína deve ser repleta de alegria. Músicas e canções são expressões entusiásticas e efusivas da alegria que reina no coração daquele que faz sincera e perseverantemente a pura vontade de Deus. Como Davi louvou ao Senhor no passado, o povo no presente também deve louvá-Lo motivado pela gratidão (vs. 7-36).
3. Deve haver cuidados reverentes no serviço sacro – isso inclui organização e ordem. Davi havia nomeado os que ministram diante da arca, os porteiros do templo, os responsáveis pelos sacrifícios e, os encarregados da música. Princípio: Cada pessoa deve responsabilizar-se pelo que foi nomeada a fazer na casa de Deus (vs. 37-43).
A alegria do passado deveria encher o coração do povo restaurado do cativeiro (v. 3). Maior alegria deveria tomar conta de nós que entendemos que Jesus morreu para libertar-nos da escravidão do pecado.
• Deus deve ser sempre celebrado e festejado com alegria.
Focando o louvor e adoração, “o cronista listou alguns dos instrumentos específicos tocados por levitas diferentes. Ele mencionou instrumentos de cordas (liras, harpas) (16.5), percussão (címbalos) (16.5b) e instrumentos de sopro (trombetas) (16.6). Seu interesse nesses detalhes provavelmente reflete sua preocupação a que a adoração pós-exílica seguisse as práticas semelhantes. Esses deveres tinham de ser realizados diante da arca da aliança” (Richard Pratt Jr).
Tudo deve ser feito conforme está escrito nas instruções reveladas por Deus (v. 40). Reavivamo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO I CRÔNICAS 15 – Primeiro leia a Bíblia
I CRÔNICAS 15 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
I CRÔNICAS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1cr/15
Depois de três meses, Davi convocou “todo o Israel” para levar a Arca para casa. Dessa vez, foi transportada adequadamente – levada pelos sacerdotes. Dessa vez o povo levou Deus a sério, não desconsideraram Suas instruções.
Oh, mas que alegria! Que música! Canto, instrumentos e dança! Até o rei, pulando e cantando como um jovem! Eu gostaria que hoje servíssemos a Deus com tamanha alegria! Afinal, “a alegria do Senhor é a nossa força!” (Neemias 8:10) – o que deveria nos ajudar a ver que mesmo quando nos arrependemos por termos “cometido um erro” ou mesmo quando estamos “levando Deus a sério”, ainda podemos ser cristãos felizes.
Nos é dito que devemos “nos arrepender continuamente”, o que nos leva a pensar sobre a natureza do arrependimento. Quando estamos conscientes de que nos afastamos do que é correto, ou estamos planejando cometer alguma rebelião, é claro que precisamos reconhecer o erro e abandoná-lo! Mas se “a alegria do Senhor é a nossa força”, então certamente o arrependimento contínuo é uma mudança contínua em direção a Deus … não permitindo que pecados, decepções ou frustrações nos afastem dEle, e, por outro lado, que bênçãos nos distraiam dEle … mas sempre vivendo na luz e alegria do Seu amor!
Virginia Davidson
Artista de vitrais
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley
Washington EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1ch/15
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara