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Texto bíblico: SALMO 20 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/20
Os Salmos 20 e 21 se complementam e são conhecidos como os Salmos de Guerra. O Salmo 20 era uma música de encorajamento cantada antes da batalha e o Salmo 21 era uma música de celebração cantada depois da batalha. O primeiro era apresentado em antecipação ao que o Senhor estava prestes a realizar e o Salmo 21 em celebração pelo que Deus já havia feito.
Se o povo estivesse vivendo no centro da vontade de Deus tinha a garantia de que podia contar com Deus para protegê-lo. Deus estava disposto e era capaz de entregar o resultado que o Seu povo precisava. Não havia dúvida ou hesitação, mas uma forte confiança que elevava o ânimo dos soldados na batalha.
Deus era o comandante-em-chefe acima do Rei, que era o general e líder dos soldados que saíam à luta. A beleza deste Salmo é o conceito da presença e da vitória de Deus, mesmo antes da batalha começar. Os ingredientes para a vitória naquela época são aplicáveis aos crentes de hoje. Diante da realidade da grande guerra entre o bem e o mal, devemos nos apegar às promessas de Deus encontradas em Sua Palavra e proclamar a nossa confiança num resultado positivo. Os tempos e a cultura são diferentes, mas os princípios para a vitória permanecem os mesmos.
Delbert Baker
Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento para o Plano de Aposentadoria da Conferência Regional
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/20
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
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607 palavras
1-5 Os v. 1 a 5 constituem a oração de intercessão pelo rei, ao este estar prestes a ir para a batalha. É provável que fossem cantados enquanto a fumaça do sacrifício subia aos céus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 764.
Ambos os salmos [20 e 21] eram, provavelmente, cantados antifonalmente (com partes responsivas se alternando). Andrews Study Bible.
1 nome. O nome de Deus é representado pelos caracteres hebraicos YHWH, que foram transliterados com vogais para se ler Yahweh (ver êx 6:3). … Com base no antigo uso fenicio [da palavra e de sua possível raiz, hayah, “ser” ou “tornar-se”], entende-se que Yahweh representa uma forma verbal que pode ser traduzida como “o que faz ser”, ou “o sustentador”. Portanto, o nome Yahweh designa Deus como a primeira causa de existência. Este nome representa todos os atributos de Deus (ver com do Sl 7:17). CBASD, vol. 3, p. 764.
2, 6 Do Seu santuário te envie socorro. Uma das muitas passagens da Escritura onde Deus responde do santuário celestial (ver, p. ex., Sl 18, o mesmo de 2Sm 22, onde este tema é desenvolvido em grandes detalhes). Andrews Study Bible.
3 holocaustos. Do heb. ‘olah, uma oferta na qual a vítima era queimada por completo (ver vol. 1, p. 752; ver com. de Lv 1:3). CBASD, vol. 3, p. 764.
4 todos os Teus desígnios. O povo ora para que todos os planos do rei tenham êxito e as medidas que ele tomar na guerra sejam bem-sucedidas. CBASD, vol. 3, p. 764.
5 hastearemos pendões (ARA; NVI: “ergueremos as nossas bandeiras”). Em reconhecimento da vitória concedida por Deus. Assim se encerra a petição geral do povo. CBASD, vol. 3, p. 764.
bandeiras. Provavelmente os estandartes das tropas, ao redor dos quais as unidades militares se congregavam. Bíblia de Genebra.
6-8 Israel alcançaria a vitória por causa da presença do Senhor. A confiança de Israel estava arraigada na promessa de Deus de que protegeria o Seu povo na guerra, quando fosse obediente a Sues mandamentos (Dt 7.20). Bíblia de Genebra.
Desde que exércitos e armas existem, as nações tem se vangloriado de seu poder, mas tal poder não é duradouro. Ao longo da história, impérios e reinos tem alcançado grande poder, somente para desaparecer na poeira. Davi, contudo, sabia que o verdadeiro poder de sua nação não estava em seus armamentos mas no louvor; não em sua capacidade de ataque mas no poder de Deus. Esteja certo de que sua confiança está estabelecida em Deus, que dá vitória eterna, porque somente Deus pode preservar uma nação ou indivíduo. Em quem você confia? Life Application Study Bible Kingsway.
6 Agora, sei. Os v. 6 a 8 constituem a resposta do rei ou talvez de um levita que o representava. CBASD, vol. 3, p. 764, 765.
ungido. Hebr. Messiah. Nota textual Bíblia de Genebra.
O rei davídico prenuncia o Filho de Deus que reina para sempre, Jesus Cristo, o Messias. Bíblia de Genebra.
7 carros. Carros de guerra, para o transporte de soldados para a batalha e para providenciar materiais para o combate. O faraó confiou nos carros (Êx 14:7) [Quanto aos siros, 1Cr 18:4; 19:18, Salomão, 1Rs 10:26-29]. … Nunca foi plano de Deus que Seu povo dependesse da força bruta para obter vitória (ver Dt 17:16). Esse versículo é uma confissão maravilhosa de fé no que é reto, em contraste com a confiança no poder material. CBASD, vol. 3, p. 765.
8 Eles se encurvam e caem. Os verbos deste versículo podem ser considerados como proféticos perfeitos, isto é, em antecipação o rei vê seus inimigos vencidos e descreve o evento como se já tivesse acontecido. Este versículo é um exemplo de paralelismo antitético. CBASD, vol. 3, p. 765.
9 Ó, SENHOR, dá vitória ao rei (ARA; NVI: “SENHOR, concede vitória ao rei!”). É provável que este versículo fosse cantado pela congregação em resposta ao solo dos v. 6 a 8. CBASD, vol. 3, p. 765.
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“Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (v.7).
O grande monarca de Israel havia assumido um dever sobremodo desafiador. Cercado de adversários, Davi trocou sua harpa e seu cajado pela coroa e pela espada; o cuidado das ovelhas pelo governo de uma multidão; a simplicidade do campo pelo requinte do palácio; a luta com animais pela guerra entre povos; as canções de sua harpa pela marcha dos exércitos de Israel. Mas, mesmo em meio a tantos contrastes, e munido de muitas vantagens terrenas, a confiança de Davi continuou sendo a mesma: “o Senhor salva o Seu ungido” (v.6).
Davi havia experimentado o cuidado de Deus como um simples pastor, e descobriu que podia usufruir do mesmo cuidado sendo um rei. Sua coroa não lhe conferiu privilégios que já não tivesse antes dela. Como Deus Se mostrou grande nas colinas e pastos de Belém, Sua atenção foi revelada nas vitórias bélicas e negócios do reino. Até mesmo nas repreensões, Davi enxergou o amor divino. A necessidade que Davi tinha do Senhor em sua lida pastoril, foi fortalecida quando como príncipe da nação eleita. Ele sabia e cria que estava sob os cuidados “do Deus de Jacó” (v.1).
A menção do nome de Jacó nos remete à angústia deste patriarca quando estava prestes a reencontrar Esaú. Naquela noite de grande tribulação, Jacó lutou com Deus (Gn.32:28). Com sua vida e de sua família em risco, a lembrança de seu pecado o fez cair em desespero. A maior luta travada na escuridão acontecia em sua mente atormentada pela culpa. Mesmo consciente do perdão divino através do sonho da gloriosa escada (Gn.28:12), seu coração era tentado a pesar sua vida em balança humana. Mas foi quando parecia que sua dor o consumiria, raiou o dia de sua vitória. E de Jacó a Israel, percebeu que sempre havia sido alvo da mesma medida do amor divino.
A nossa confiança deve estar depositada em um Deus que não faz “acepção de pessoas” (Rm.2:11). Que amou a Davi como rei na mesma medida em que o amou como um pastor. Que amou a Jacó muito antes de ser chamado de Israel. Que confere uns para tronos e outros para as singelas e necessárias ocupações da vida. Que conhece o coração de Seus filhos e concede a cada um a medida segura em Sua vasta obra. Que nos desperta a cada dia na expectativa de que aceitemos o bom dia divino e, através da comunhão com Ele, sejamos revestidos de Sua armadura (Ef.6:10-18).
“Do Seu santuário” (v.2), o Senhor cuida do Seu povo; “do Seu santo Céu”, Ele estende sobre nós “a vitoriosa força de Sua destra” (v.6). Como foi com Davi e como foi Jacó, Ele deseja ser o seu Deus. Abra, agora, o coração a este Deus pessoal que não olha para o que você tem, nem para o que você é, mas para o que você pode ser se aceitar andar com Ele. Porque os que confiam nas coisas perecíveis deste mundo “se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos em pé” (v.8), pois sempre “nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (v.7), até que Ele volte. Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 20 – Embora este Salmo seja súplica em prol de reis terrenos, sua mensagem foca no Rei Soberano.
Davi, seu autor, ao enfatizar a confiança, a proteção e a intervenção de Deus na vida do rei humano, conduziu o leitor/cantor à soberania de Deus como Rei Supremo, sobre todos os reis.
• Desta forma, o Salmo não é antropocêntrico, é teocêntrico; não foca no ser humano, foca no Ser divino!
• Mesmo que um monarca seja estritamente religioso, é Deus quem salva e concede vitória ao Seu ungido; isso demonstra a autoridade e o poder de Deus como soberano sobre todos os poderes deste mundo.
No Salmo 20:7, o salmista compara a distância que existe entre confiar em seres humanos e forças terrenas (como carros e cavalos), com a confiança depositada no poder de Deus; em realidade, a verdadeira segurança e soberania não estão nas pessoas, coisas e instituições deste mundo, elas residem em Deus como Supremo General.
O Santuário e Sião fazem referência ao lugar da presença de Deus, onde Ele habita e de onde Ele governa; por isso, acima de qualquer poder humano, precisamos suplicar que o apoio e auxílio às autoridades humanas venham diretamente de Deus, que rege desde os altos Céus (Salmo 20:2, 6); de onde Ele atua com o poder salvador de Sua poderosa mão direita. Estas expressões representam o poder e a autoridade de Deus como o Supremo Rei. Porém, Sua grandiosidade não O impede de responder e intervir de maneira salvadora, demonstrando Sua soberania e domínio até nas “pequenas questões” da vida humana.
Por isso, o Salmo conclui com as seguintes palavras:
Senhor, concede vitória ao rei!
Responde-nos quando clamamos!
O Salmo 20 apresenta um contraste entre aqueles que confiam nos poderes deste mundo e aqueles que confiam em Deus como Supremo Rei. Enquanto os primeiros vacilam e caem, aqueles que confiam na soberania divina são capacitados a se erguer e permanecer firmes. Ou seja, fica evidente que, mesmo que os diversos recursos terrenos são incertos e falíveis, quando confiamos em Deus, teremos uma base sólida e segura (Salmo 20:1-6).
Dependendo de Deus, tanto o povo quanto os monarcas deste mundo podem superar as adversidades e permanecer firmes (Salmo 20:7-8). Portanto, reavivemo-nos: Ergamos nossas vozes, confiantes no poder divino! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 19 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/19
“Faríamos bem em ler frequentemente o décimo nono salmo, para que possamos entender como o Senhor vincula Sua lei às Suas obras criadas” (Ellen White, 3BC 1143).
Sim, Lei – “leis de design” na natureza, cujos princípios de causa e consequência ecoam a operação infalível da Lei Moral. Mas há ainda mais:
- Os cientistas falam da “eficácia irracional da matemática” – a “linguagem” que descreve as relações [a física] dentro das propriedades e entre as entidades.
- A vida gera vida e a espécie dá origem à espécie, com limites não flexíveis entre as “espécies” criadas e latitude para variação dentro de uma “espécie”.
Mas também existem limitações: não podemos retroceder na história e não conhecer o futuro – e não podemos realmente conhecer o presente, no nível mais profundo. [Aqueles que estão familiarizados reconhecerão o famoso “princípio da incerteza” de Heisenberg.] Não podemos compreender o infinito e não podemos alcançar a velocidade da luz, e aqueles que dependem do funcionamento primitivo da lógica ainda devem começar em algum lugar, com fé nas suposições iniciais.
Deus criou um sistema que funciona tão bem, tão equilibrado, que parece funcionar sozinho. Alguns vêem isso como uma desculpa para dispensar Deus. No entanto, a fé e a observação mais atenta revelam a mão do Mestre Designer.
Verdadeiramente, “a terra está cheia de Sua glória”!
Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais. IASD de Spokane Valley, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/19
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
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1100 palavras
“A natureza e a revelação, ambas dão testemunho do amor de Deus” (CC, 9). Esta declaração poderia muito bem resumir o Salmo 19. Este salmo talvez seja o mais conhecido e mais popular dos que falam da natureza. É uma reflexão da revelação que Deus faz de Si mesmo na natureza e em Sua lei. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 759.
1 céus. Os céus que podemos contemplar: o espaço onde estão o Sol, a Lua e as estrelas (ver Gn 1:1, 8, 9, 14, 16, 17, 20). CBASD, vol. 3, p. 760.
glória. Um vislumbre do céu a olho nu é o suficiente para imprimir no observador o senso da glória de Deus. Bem mais ampla é essa revelação quando os céus são explorados por meio de telescópios. CBASD, vol. 3, p. 760.
firmamento. Com seu esplendor e ordem, os céus refutam a teoria da evolução. Eles não são produto do acaso, mas criação de Deus. Sua beleza e disposição testemunham da existência de Deus. CBASD, vol. 3, p. 760.
4 O apóstolo Paulo se referiu a este salmo quando explicou que todos tem conhecimento de Deus porque a natureza proclama a existência de Deus e Seu poder (Rm 1:19, 20). Isto não cancela a necessidade de missões, porque a mensagem da salvação de Deus encontrada em seu livro, a Bíblia, deve ainda ser levada aos confins da Terra. Enquanto que a natureza aponta para a existência de um Deus, a Bíblia nos conta sobre a salvação. O povo de Deus deve explicar aos outros como eles podem ter um relacionamento com Deus. Apesar das pessoas, em todos os lugares, deveriam acreditar em um Criador somente por olhar as evidências da natureza ao seu redor, Deus precisa que expliquemos Seu amor, misericórdia e graça. O que você está fazendo para levar a mensagem de Deus ao mundo? Life Application Study Bible Kingsway.
5 noivo. A figura do Sol saindo de seu aposento como um noivo sugere vitalidade, brilho e felicidade (ver Is 61:10; 62:5). CBASD, vol. 3, p. 761.
7-10 Seria difícil encontrar exemplos mais perfeitos de paralelismo hebraico do que os v. 7 a 10. CBASD, vol. 3, p. 761.
7-11 Quando pensamos a respeito da lei, muitas vezes pensamos em algo que evita que tenhamos prazer. Mas aqui nós vemos o oposto – lei que revive, nos faz sábios, traz alegria ao coração, traz luz ao olhos, nos adverte e nos recompensa. Isto é porque as leis de Deus são guias e luzes para nosso caminho ao invés de serem cadeias em nossas mãos e pés. Elas apontam o perigo e nos advertem, então apontam para o sucesso e nos guiam. Life Application Study Bible Kingsway.
7-8 No serviço da sinagoga moderna, lê-se o Salmo 19:7-8 enquanto se abre a Torah, no serviço de sábado de manhã. CBASD, vol. 3, p. 762.
7 A lei do SENHOR. Neste ponto, Davi se desvia de sua contemplação da natureza, cuja grandeza revela a permanência, o propósito e a glória de Deus, para refletir sobre a revelação ainda mais clara de Deus na Sua lei. Embora sejam belas as manifestações da glória de Deus nos céus e magnificente o esplendor do Sol, da Lua e das estrelas, ainda mais belo e mais magnificente é um caráter formado sob a influência da lei de Deus. … a glória de Deus se manifesta com mais clareza no caráter perfeito. CBASD, vol. 3, p. 761.
Lei. … “Lei” vem do heb. torah, que significa “ensinamento”, “instrução”, “direção” (ver com de Dt 31:9; e de Pv 3:1). CBASD, vol. 3, p. 762.
testemunho. Do heb ‘edutth, usado com frequência para se referir ao decálogo (ver Êx 25:16, 21, 22). CBASD, vol. 3, p. 762.
fiel. Do heb. ‘amen, termo de que deriva a palavra “amém”. ‘Amen’ significa “ser fiel”, “ser duradouro”, “ser firmemente estabelecido”. CBASD, vol. 3, p. 762.
7 inexperientes (NVI; ARA: “símplices”). Que são semelhantes a crianças, cujo entendimento e juízo ainda não amadureceram (v. Pv 1.4). V. tb. 19.98-100; 2Tm 3.15. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 alegram. As ordens de Deus não são severas. A consciência limpa produz alegria. CBASD, vol. 3, p. 762.
mandamento. Do heb miswah, de sawah, “apontar”, “dar uma ordem” (ver Dt 6:1; 7:11; Sl 119:6, 10, 19, 21, 32, 35, 47, etc.). CBASD, vol. 3, p. 762.
9 temor. O “temor do SENHOR” deve ser ensinado (Sl 34:11). É a instrução da sabedoria” (Pv 15:33). Aquele que teme a Deus também respeitará e observará Seus preceitos. CBASD, vol. 3, p. 762.
10 ouro depurado. O ouro é considerado algo de grande valor para o ser humano, mas riquezas espirituais obtidas ao se seguir os preceitos de Deus são muito superiores aos bens materiais. CBASD, vol. 3, p. 762.
favos. Ou, “o mel dos favos”. O mel é uma das substâncias naturais mais doces e prazerosas ao paladar. Para o hebreu, era símbolo de tudo o que é agradável ao paladar. Ainda mais doce para a alma são os mandamentos de Deus. … É possível fartar-se de mel, mas nunca dos resultados felizes de se fazer a vontade de Deus. Para o salmista, a lei de Deus não era pesada, não era um jugo. CBASD, vol. 3, p. 762, 763.
12, 13 Muitos cristão são atormentados pela culpa. Eles se preocupam que possam ter cometido um pecado sem o saber, feito qualquer coisa com intenções egoístas, falharam em colocar inteiramente seu coração em uma tarefa ou negligenciado o que deveriam ter feito. A culpa tem um importante papel em trazer Cristo pra nós e nos manter comportando adequadamente, mas não devia nos magoar ou trazer-nos medo. Deus nos perdoa total e completamente – mesmo pelos pecados que cometemos inconscientemente. Life Application Study Bible Kingsway.
12 faltas. Do heb. shei’oth … significa “errar inadvertidamente”. Tendo em vista que os preceitos da lei de Deus têm grande abrangência, estamos propensos a cometer muitos erros dos quais não nos apercebemos. … O salmista ora para que Deus o livre das faltas “ocultas” (Sl 19:12), dos pecados intencionais, da “soberba” (v. 13) e dos pecados de palavra e pensamento (v. 14). Quando reconhecemos o pecado em outro, com frequência é nosso próprio pecado oculto que está nos irritando. CBASD, vol. 3, p. 763.
14 sejam agradáveis. O salmo se encerra com uma oração em que o salmista pede a Deus que aceite os pensamentos e as palavras que pronunciou e, ao mesmo tempo, que sejam puros seus pensamentos e suas palavras cada dia. No aspecto geral, a oração é universal e como tal é um modelo para todos. CBASD, vol. 3, p. 763.
Redentor. Do heb go’el, “libertador” (ver com. de Rt 2:20). Deus é o redentor, Ele livra do poder e da culpa do pecado (ver Sl 78:35; Is 14; 41:14; 43; etc.). CBASD, vol. 3, p. 763.
Você alteraria o modo como vive se soubesse que cada palavra e pensamento seriam primeiro examinadas por Deus? Davi pede que Deus aprove suas palavras e pensamentos como se eles fossem ofertas trazidas ao altar. Ao você começar cada dia, decida que o amor de Deus guie o que você dirá e como você pensará. Life Application Study Bible Kingsway.
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“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (v.7).
Davi destacou duas formas do ser humano conhecer a Deus: por meio da Sua criação e da Sua Palavra. O Senhor nos deixou a Sua Palavra e, nela, a Sua Lei para que, com os olhos iluminados (v.8), possamos desfrutar da grande recompensa em guardá-los (v.11). Ele não nos deixou regras autoritárias e sem sentido, mas a “lei da liberdade” (Tg.2:12), que é perfeita e restaura a alma. Aquela que, como manifestação do caráter de Deus, “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará [dela], até que tudo se cumpra” (Mt.5:18).
Já a criação, é a perfeita manifestação do poder de Deus. Na imensidão do céu, no gigantesco mar, da minúscula criatura a maior delas, na complexidade do corpo humano, podemos quase que ouvir: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn.1:31). Apesar da natureza não ter como falar, e nem expressar em palavras que toda ela é assinada pelo Criador (v.3), mesmo hoje tão arrasada pelos efeitos do pecado, não deixa de ser uma prova inequívoca, “até aos confins do mundo” (v.4), de que o Senhor é Deus. Como está escrito: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).
Há uma relação intrínseca entre a criação do mundo e a Lei do Senhor. No centro dos dez mandamentos há um memorial cujas palavras confirmam a nossa origem: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar […] porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:8 e 11). Quando adoramos a Deus no dia que é dEle (Ez.20:12; Mt.12:8), que Ele mesmo descansou, abençoou e santificou (Gn.2:2-3), reconhecemos o Senhor como o nosso Criador e Mantenedor. Por meio de Sua criação Deus fala. E se Ele fala por meio do que criou, não devemos nós também ser a voz de Deus ao mundo?
Após toda a manifestação de alegria e de amor pelo que Deus fez e por Sua Palavra, Davi encerrou este Salmo com um pedido: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na Tua presença, Senhor, rocha minha e Redentor meu!” (v.14). Era como se Davi dissesse: “Que eu seja Tua testemunha, Senhor!”. A lei não tem a finalidade de salvar, mas é por meio dela que somos guiados à salvação e santificação em Cristo Jesus. Ela nos aponta os nossos pecados para que possamos nos arrepender e correr para os braços do Pai. Algo que é perfeito, que restaura a alma, que é fiel, que dá sabedoria, que é reto, que alegra o coração, que é puro, que ilumina os olhos, que é verdadeiro, que é justo, que admoesta, que concede recompensa aos obedientes. Como, pergunto eu, podemos duvidar de algo assim?
Não temos o poder de discernir nossas próprias faltas (v.12), amados. Nada refoge ao calor (v.6) de um Deus que tudo fez para a nossa felicidade. Como nosso Criador, o Senhor deixou impresso na criação as digitais do Seu amor eterno por nós (Jr.31:3). E como Pai, nos deixou a Sua lei como proteção até mesmo de nossos pecados ocultos (v.12). Se, como Davi, amamos ao Senhor (Sl.18:1), teremos o mesmo amor por tudo o que Ele criou (Hb.11:3), por tudo o que Ele falou (Mt.4:4) e com o Seu próprio dedo escreveu (Êx.31:18). Sigamos os passos de Jesus, que nos deixou o perfeito exemplo de obediência, e Ele nos cobrirá com Sua justiça e, por Sua graça, nos dará poder para obedecer. Vigiemos e oremos!
Bom dia, obras do Criador!
Rosana Garcia Barros
#Salmos19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 19 – As revelações de Deus indicam Seu interesse em ser conhecido.
Em meio ao caos e à confusão de uma sociedade degradante, Ele Se revela de maneiras claras e inequívocas. Para tanto, este Salmo convida-nos a mergulhar nas profundezas da Palavra de Deus e a maravilhar-nos com Sua infinita sabedoria, poder e glória através da beleza de Sua criação!
Comentando o Salmo 19, Duane Garrett salientou:
“A revelação de Deus pela natureza e a revelação pelas Escrituras têm, cada uma, o seu lugar. O mundo natural dá provas claras da glória e do poder de Deus (19:1-6; veja Rm 1:19-20). A lei [Torá], porém, vai além disso e instrui e reaviva o coração humano (Sl 19:7-11). Andando nessa luz, o fiel é levado a buscar o perdão e a aprovação divina (19:12-14)”.
As duas revelações de Deus [natureza e Escritura] se complementam. Sua relevância se dá ao alcançar nosso íntimo para nos erguer, transformar e renovar. É isso que Davi almeja neste texto sagrado, ao encerrar o Salmo após destacar tais revelações divinas.
• Sabendo da existência de Deus, vive-se ciente de Sua justiça.
Davi pede a Deus que o livre dos erros desconhecidos, pecados intencionais e transgressões que possam dominá-lo. A resposta do salmista à grandiosidade da criação e à perfeita, revigorante, sábia e justa revelação da Torá, o faz reconhecer sua própria imperfeição e limitação. Assim, sua consciência indica a tremenda necessidade da graça e do perdão de Deus, até mesmo dos erros, falhas e pecados que ele é incapaz de discernir; e pede, principalmente, proteção contra os pecados intencionais, para que eles não o dominem.
• Apenas quem compreende a revelação de Deus tal como Davi, conseguirá fazer, com sinceridade, declarações tão profundas como estas!
Portanto, entendemos pelos Salmo 19 que…
• Neste mundo, quanto mais conhecermos a Deus, mais reconheceremos nossos pecados.
• Nesta sociedade corrompida, sempre necessitaremos de orientações e correções divinas para evitar transgressões e viver conforme a vontade do Criador.
• Nesta vida, devemos desejar incessantemente o arrependimento, pedir perdão e suplicar por transformação.
Considerando isto através da meditação diária, reconheceremos nossa fragilidade, perceberemos os perigos dos nossos pecados, e, então, buscaremos integridade e redenção.
Devemos orar com humildade e disposição para ser examinados à luz da verdade divina! Assim… reavivaremos! – Heber Toth Armí