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Texto bíblico: ZACARIAS 13 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/13
O versículo 1 contém uma previsão maravilhosa da intervenção e provisão de Deus para trazer solução ao problema do pecado. “Naquele dia uma fonte jorrará para os descendentes de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para purificá-los do pecado e da impureza.” Zacarias 13:1 (também vs. 6,7). Trazer solução, redenção e obra de expiação para o problema do pecado é a provisão feita pelo céu para a nação e a humanidade. A predição de Zacarias apresenta como o futuro Messias está trazendo redenção, purificando seus pecados.
Outro ponto principal do capítulo é a erradicação dos ídolos, dos espíritos imundos, dos falsos profetas e das falsas profecias da terra. As falsas religiões, ensinamentos e sistemas de adoração são uma praga para a igreja e uma séria preocupação para o Senhor.
É maravilhoso como o Senhor estava cuidando e trabalhando para cumprir Seu plano redentor com a casa desobediente de Davi e Jerusalém no tempo de Zacarias. Ele está fazendo o mesmo com Sua igreja atual e com seus filhos em todo o mundo, convidando todos a se juntarem ao Seu povo.
“…e eu lhe responderei. É o meu povo, direi; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.” Zacarias 13:9.
Moisés Pena-Rivas
Ministério de Literatura – Novo México, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/13
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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414 palavras
1 Naquele dia. Uma referência ao tempo do Messias, já mencionado em Zacarias 12:10. A vinda do Redentor chamaria a atenção das pessoas para a provisão de Deus para o pecado. Sempre houve uma fonte aberta. Por meio da fé no Salvador vindouro, as pessoas obteriam o perdão do pecado. Mas elas ignoraram a provisão da salvação. Então, um novo convite foi feito. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1226.
… a expressão “naquele dia”, liga o versículo ao conteúdo anterior. O trespasse do Senhor (12:10) e o arrependimento consecutivo levariam, de algum modo, à purificação do pecado. O perdão predito por profetas anteriores (Jr 31:34; Ez 36:25) e retratado em uma das visões de Zacarias (3:4, 5, 9) se tornaria realidade. Bíblia de Estudo Andrews.
2 Eliminarei. Os v. 2 a 5 predizem a purificação da terra dos ídolos e dos falsos profetas. … Israel foi especialmente atormentado pelos falsos profetas (Jr 23:9-40; Ez 1-23). Na nova condição que Deus propôs estabelecer, depois do advento do Messias, era de suma importância que todos os falsos mestres religiosos fossem removidos e suas enganosas declarações, silenciadas.
Os falsos profetas e os falsos mestres têm sido, desde tempos antigos, o tormento da igreja de Deus e continuarão até o fim dos tempos (Mt 24:24; 2Ts 2:9, 10; Ap 13:13, 14). A única segurança contra os ensinos enganosos é fortalecer a mente com as verdades b;iblicas (ver com. de Ez 22:25).
6 Nas tuas mãos. Alguns intérpretes aplicam este texto a Cristo, como uma predição de Seus açoites e das feridas recebidas pelas mãos daqueles que deveriam ter sido Seus amigos (ver Mt 27:26; Mc 14:65; 15:15; Lc 22:63; Jo 19:1, 17, 18). Isso deve ser feito como aplicação secundária, ou fazendo uma pausa após Zacarias 13:5 e, assim, conectar o v. 6 ao 7, que claramente é uma profecia do Messias (Mt 26:31). CBASD, vol. 4, p. 1226.
4-6 Às vezes, os profetas eram identificados por suas vestes diferenciadas (2Rs 1:8; Mt 3:4), mas a indumentária profética seria evitada porque as falsas profecias haviam acabado com a reputação desse ofício. Bíblia de Estudo Andrews.
7 Fere o pastor.Jesus aplicou estas palavras a Si mesmo (Mt 26:31). As ovelhas foram espalhadas quando os discípulos fugiram antes que Ele fosse levado para o julgamento e a morte (ver Mt 26:56; Jo 16:32). CBASD, vol. 4, p. 1226.
Jesus aplica este versículo à dispersão dos apóstolos por ocasião de seu julgamento e de sua crucifixão (Mt 26:31; Mc 14:27). Bíblia de Estudo Andrews.
8, 9 O processo traumático de provação e purificação resultaria no estabelecimento do remanescente, em um relacionamento especial com Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
9 É Meu povo. Com o remanescente purificado, Deus restabeleceria Sua aliança (ver Ez 37:23; Os 2:23). CBASD, vol. 4, p. 1226.
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“Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (v.9).
Quando lemos sobre a queda de Lúcifer e dos demais anjos, e sua expulsão da habitação de Deus, geralmente não paramos para meditar na dimensão deste acontecimento; do sofrimento que foi para Deus e para os seres celestiais e, do considerável número de anjos que se aliaram ao originador do mal. Como em toda guerra, o primeiro conflito cósmico deixou terríveis marcas, lugares vagos no Céu e no coração do Criador. Ao enganar terça parte dos anjos (Ap.12:4), Satanás os arregimentou para dar cumprimento à sua agenda maligna e, com a queda de nossos primeiros pais, o ser humano passou a ser o alvo de sua cólera.
O que ele não esperava era que Aquele a quem invejava e desejava tomar o lugar, assumiria a forma de servo e por Seu plano de salvação, viria a este mundo como “uma fonte aberta […] para remover o pecado e a impureza” (v.1). O lobo foi vencido pela ovelha. O mercenário foi derrotado pelo bom Pastor. A vida de Jesus foi um espetáculo ao Universo do caráter amoroso e justo de Deus. Ao falar e praticar a verdade, Ele não apenas cumpriu a Sua missão, como também desmascarou o diabo em sua tentativa frustrada de acusar o Senhor de ser injusto e arbitrário. Não tinha como alguém entrar em contato com Jesus e não ser tocado por Sua simpatia. Até mesmo a inquietação dos escribas e fariseus era uma prova de que eles reconheceram em Cristo algo diferente, mas seus corações endurecidos não permitiram que a Ele se rendessem.
A integridade de Enoque, a fidelidade de Noé, a fé de Abraão, dentre tantos outros servos e servas de Deus do passado, foram abrindo caminho para que a ira de Satanás fosse direcionada para um povo específico: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). A batalha no Céu que se estendeu para a Terra passou a ter um alvo fixo: o remanescente. Em todas as épocas, o Senhor teve um povo para chamar de Seu. Noé e sua família, Abraão e sua descendência, Elias e os sete mil fiéis, a igreja no Pentecostes, os reformadores protestantes, os pioneiros da mensagem do segundo advento, todos esses dentre outros fazem parte da terça parte cuja experiência os forjou na fé a proclamar até à morte: “O Senhor é meu Deus” (v.9).
Hoje, fazemos parte do último alvo da ira de Satanás, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. O Espírito Santo tem volvido “a mão para os pequeninos” (v.7), que qual criancinhas dependem completamente do cuidado do Pai Celestial e são submissos a Ele. Mas ainda há uma parcela significativa do remanescente em Babilônia e que precisa ouvir a voz do seu Pastor a chamar: “Retirai-vos dela, povo Meu” (Ap.18:4). Pessoas que aos olhos humanos são casos perdidos, mas, aos olhos de Deus, pequeninos que necessitam de orientação. Um dia, terça parte dos anjos foi o motivo da maior tristeza no Céu. Mas, “acontecerá, naquele dia” (v.2), no Dia do Senhor dos Exércitos, que a terceira parte, o ouro provado e a prata purificada do Senhor, será motivo da maior alegria no lugar da habitação de Deus.
Daqui para frente teremos de enfrentar tempos sobremodo difíceis, quando nossa fé será severamente provada. Deus precisa provar e purificar o Seu último povo, uma obra que é pessoal, intransferível e necessária, “para remover o pecado e a impureza” (v.1). Como Elias, muitos cairão em desânimo quase a perecer (1Rs.19:4). Mas eis que o Senhor enviará os Seus anjos, “para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Um reforço das milícias celestiais será enviado assim como o foi com Eliseu diante do exército sírio (2Rs.6:17). E qual brisa suave, a voz de Deus soará aos nossos ouvidos indicando a nossa última missão no alto clamor e que falta muito pouco para a nossa eterna redenção.
É só um pouco mais, amados! “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:16).
Pai Celestial, nos achegamos a Ti, pois Tu és o nosso bom Pastor. Guia-nos pelas veredas da justiça, por amor do Teu nome. Achegamo-nos junto ao Teu trono, na confiança de que temos um Intercessor. Queremos fazer parte do povo que é a Tua propriedade exclusiva nesta geração. Derrama sobre nós a Tua chuva serôdia e nos capacita para o término da missão. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, terceira parte santa!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias13
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 13 – Para purificar a restaurar os imundos pecadores deste mundo, o Filho de Deus precisou deixar o Céu, habitar entre nós, morrer (sacrificar-se) por nós, ressuscitar e ascender ao Céu, para, no Santuário Celestial, interceder por nós, a fim de conceder não apenas o perdão, mas também os recursos para nossa santificação. Os que aceitam Seu plano e permitem ser alvo de Suas ações, tornam-se parte de um povo puro e santo, preparado para Sua segunda vinda em glória e majestade.
Antes da segunda vinda de Cristo o povo será purificado, mas depois do milênio, a Terra toda será purificada das imundícias do pecado e das corrompidas formas de religiões. O processo da purificação total e da completa influência do pecado, ídolos e falsos profetas/mestres se intensifica com a segunda vinda de Cristo até a erradicação final do mal no final do milênio e o estabelecimento do Seu Reino de justiça e amor (Zacarias 13:1-6).
“Durante séculos, judeus e cristãos leitores da Bíblia encontraram no livro de Zacarias numerosas referências ao Messias e aos tempos messiânicos. Os cristãos têm compreendido que essas passagens se aplicam à vida e ministério de Cristo: o Rei triunfante e, no entanto, pacífico (Zc 9:9), Aquele que foi transpassado (Zc 12:10), o Pastor que foi ferido (Zc 13:7). Em Zacarias 13:7-9, foi revelada ao profeta uma cena em que a espada do juízo do Senhor vai contra o Bom Pastor. Em ocasião anterior, o profeta viu a espada sendo levantada contra o ‘pastor inútil’ (Zc 11:17). Mas nesta passagem (Zc 13:7-9), o Bom Pastor é ferido e o rebanho se dispersa. Sua morte resulta em grande aflição e prova para o povo de Deus, durante as quais alguns perecem. No entanto, todos os fiéis são purificados”, explica Zdravko Stefanovic.
A purificação pelo fogo refere-se às provações e testes que o remanescente fiel enfrentará. Considerando Zacarias 13:9, o Comentário Bíblico Adventista afirma: “Com o remanescente purificado, Deus estabelecerá Sua aliança (ver Ez 37:23; Os 2:23)”.
A erradicação do pecado e a purificação do povo de Deus são temas centrais que ecoam na mensagem bíblica sobre a preparação para o segundo advento de Cristo. Para tanto, reavivamento e reformas espirituais são essenciais!
Aceite fazer uma aliança séria com Deus! Comprometa-se! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ZACARIAS 12 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/12
Três pontos importantes neste capítulo:
Primeiro, Deus prometeu Sua proteção e libertação sobre os inimigos de Judá e de Jerusalém. Isto provavelmente foi reconfortante para o povo de Judá e de Jerusalém, especialmente para Zorobabel. As ameaças e desafios para continuar a construir o templo e a cidade eram muito desanimadores. “…deixarei todos os cavalos em pânico…” Zacarias 12:4.
Segundo, o Senhor prometeu tornar o Seu povo forte como Davi e dar-lhe proteção (versículo 8). Esta maravilhosa promessa também se aplica às nossas batalhas e vidas individuais. Quando lutamos contra a tentação e tentamos vencer batalhas para o Senhor, podemos confiar na Sua força.
Terceiro, Zacarias refere-se mais uma vez a uma experiência futura do Messias. O versículo 10 diz: “…Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único…”. Este maravilhoso símbolo do Messias neste capítulo pode nos ajudar a compreender mais uma vez o maravilhoso dom de Deus para o Seu povo na pessoa de Jesus, bem como a longanimidade e paciência do Pai para com o Seu povo rebelde.
Moisés Pena-Rivas
Ministério de Literatura – Novo México, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/12
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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861 palavras
1 Sentença. Os cap. 12 a 14 constituem o segundo oráculo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1223.
2, 3 As duas metáforas usadas para Jerusalém (“um cálice de tontear” e “uma pedra pesada”) sugerem o desamparo e a injúria que sofreriam todas as nações que atacassem a cidade para destruí-la. Lutariam contra o povo de Deus para o próprio mal. Bíblia de Estudo Andrews.
2 Cálice de tontear. Isto é, um cálice cujo conteúdo produz temor (ver imagens similares em Is 51:17; Jr 25:15-18; 51:57; Hc 2:16). CBASD, vol. 4, p. 1223.
3 Todos … se ferirão. A proteção especial de Deus estaria sobre Seu povo, e os que tentassem feri-lo seriam feridos. CBASD, vol. 4, p. 1223.
4 Naquele dia. Esta expressão ocorre diversas nos cap. 12-14 e se refere ao dia do Senhor. Bíblia de Estudo Andrews.
6 Chefes. Encorajados pelas evidências do poder protetor de Deus, os clãs de Judá alargaram suas fronteiras e ocuparam todo o território que Deus lhes designara (ver p. 16, 17). CBASD, vol. 4, p. 1224.
As metáforas usadas para os líderes de Judá (“um braseiro ardente debaixo da lenha” e “uma tocha entre a palha”) deixam claro que seriam livrados, ao passo que os inimigos seriam destruídos no incêndio. Bíblia de Estudo Andrews.
7 Não sejam exaltadas. Em consequência da exaltação das áreas rurais, a glória dos territórios da província de Judá equivaleria à da capital, a própria Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 1224.
8 Como Davi. Estas promessas de poder para vencer seriam cumpridas no remanescente de Judá. Esperava-se que, após o retorno do cativeiro, eles cooperassem com os propósitos celestiais. Uma nação firme com Deus é invencível. O indivíduo também pode reivindicar essas promessas em sua batalha contra a tentação e em suas conquistas para o Senhor (ver DTN, 250, 251; acerca da aplicação desta profecia à igreja cristã, ver p. 21-23; AA, 48). CBASD, vol. 4, p. 1224.
9 Procurarei destruir. Uma garantia adicional de vitória sobre toda oposição inimiga. CBASD, vol. 4, p. 1224.
10 Graça. Do heb. chen, palavra com duas diferenças básicas de sentido: (1) qualidade que torna alguém agradável (Pv 11:16; 22:1); e (2) “favor”, encontrado frequentemente na expressão “achar favor” ou “achar mercê” (Gn 18:3; 19:19; 32:5; etc.). Chen vem do radical chanan, que significa “ser gracioso”.
Súplicas. … o profeta está visualizando um profundo reavivamento espiritual, provocado por um novo vislumbre da malignidade do pecado, e caracterizado por uma intensa busca da justiça de Cristo. Olhando para o Messias “traspassado”, vendo nEle o cumprimento de todos os tipos do AT e percebendo como nunca antes o maravilhoso amor de Deus no dom de Seu Filho, as pessoas lamentariam profundamente seus defeitos de caráter.
O lamento “como se chora amargamente pelo primogênito” também pode ser o pesar da morte do Messias, uma dor experimentada por uma nação preparada para receber o Messias. Zacarias, neste versículo, está apresentando o futuro de Israel como poderia ter sido. Era desígnio de Deus que toda a terra estivesse preparada para o primeiro advento de Cristo (ver PR, 704). Teria sido bem diferente a história da nação judaica e de Jerusalém se o povo tivesse aceitado o dom do amado Filho de Deus (ver DTN, 576, 577). Se Ele tivesse vindo a uma nação assim preparada para recebê-Lo, e fosse “traspassado” repentinamente, seria extremamente profunda a dor das pessoas. essa dor seria ainda intensificada pela compreensão de que os próprios pecados causaram a morte dEle.
No entanto, estas palavras encontrarão ainda outro cumprimento. Parece haver uma alusão a Zacarias 12:10 em Mateus 24:30: “todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”; e em Apocalipse 1:7: “Eia que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. e todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele. A palavra traduzida como “lamentarão”(AP 1:7) é a mesma em Mateus 24:30 e representa a interpretação da LXX em Zacarias 12:10. A lamentação descrita neste versículo ilustra a experiência daqueles que rejeitaram a Cristo em Seu primeiro advento. Quando eles O virem em toda Sua glória na segunda vinda, compreenderão plenamente a importância de suas obras (ver DTN, 580). Sem dúvida, os mais obstinados inimigos da verdade e de Seu povo” (GC, 637), em outras gerações, também estão incluídos na profecia feita aqui (ver também PE, 179). CBASD, vol. 4, p. 1224, 1225.
Traspassaram. Do heb daqar. A palavra é usada para a ideia de perfurar com uma arma (Nm 25:8; Jz 9:54; 1Sm 31:4; 1Cr 10:4). João observa que esta escritura foi cumprida quando um dos soldados romanos traspassou o lado de Jesus (Jo 19:37). CBASD, vol. 4, p. 1225.
11 A expressão “como o pranto de Hadade-Rimon, no vale de Megido” pode ser uma referência ao grande lamento que ocorreu quando Josias, o último rei piedoso de Judá, foi morto no vale de Megido, acontecimento pranteado por muitos anos (2Cr 35:20-25). Bíblia de Estudo Andrews.
12-14 O luto pela matança seria generalizado, intenso e sincero, não só uma demonstração exterior de tristeza. Bíblia de Estudo Andrews.
A enumeração de várias famílias nos v. 12 e 13, terminando a expressão “todas as mais famílias” (v. 14), transmite a ideia de um lamento universal. A “casa de Davi” representa a família real. “Natã”foi filho de Davi (1Cr 3:5). Ele pode ter sido mencionado neste versículo porque Zorobabel era descendente de Davi por intermédio de Natã (Lc 3:27, 31). Os levitas representam os líderes espirituais. A respeito da família dos “simeítas”, ver Números 3:17, 18 e 21. CBASD, vol. 4, p. 1225.
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“Então, os chefes de Judá pensarão assim: Os habitantes de Jerusalém têm a força do Senhor dos Exércitos, seu Deus” (v.5).
De forma contundente e com a autoridade de quem criou todas as coisas (v.1), o Senhor deixou bem claro que, muito acima dos propósitos do coração humano estão os desígnios do Seu coração. Como está escrito: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Ec.3:1). E concluindo esse pensamento, Salomão terminou dizendo que há “tempo de guerra e tempo de paz” (Ec.3:8). Certamente, assim como Deus precisou exercer um tempo de disciplina para o Seu povo, o objetivo final era que este culminasse em um tempo de paz. “Esta mensagem profética pode ser intitulada como ‘O triunfo do programa de Deus’” (CBASD, v.4, p.1223).
Mencionada sete vezes, a expressão “naquele dia” revela a plenitude do Criador, exaltando a excelência de Seus propósitos, assim como em sete dias “estendeu o céu, fundou a terra e formou o espírito do homem dentro dele” (v.1) e no sétimo dia descansou “de toda a Sua obra que tinha feito” (Gn.2:2). No final, haveria um descanso para o povo de Deus. Entretanto, os planos divinos não ultrapassam a linha limítrofe das escolhas humanas. As profecias relativas à libertação e salvação de cada um são condicionais, pois o seu cumprimento depende de nossas decisões. O Senhor estende a Sua mão através do abismo para cada pecador, mas não força ninguém a segurá-la.
Deus desejava tornar Jerusalém o centro de toda a Terra. Um lugar onde todos os povos seriam bem-vindos para adorar o seu Criador. Onde haveria um povo peculiar, diferente de todos os demais, mas não exclusivista. Um povo cuja identidade fosse revelada na mais pura expressão do amor e no mais fiel compromisso com a verdade. Jerusalém seria um escudo intransponível para os inimigos, e, ao mesmo tempo, uma cidade-refúgio para os verdadeiros adoradores. Seria um lugar de paz e a capital da esperança para todo o planeta.
No entanto, a resposta do povo não foi compatível com os propósitos de Deus e, lamentavelmente, desviaram os olhos do plano original para satisfazer as próprias inclinações. A cena do Calvário deveria ter-lhes provocado profundo arrependimento e contrição. Porém, foi um chocante espetáculo onde o público ovacionava os líderes judeus pelo “sucesso” de seu feito. Quando a Terra deveria prantear (v.12) pelo inocente Cordeiro de Deus, apenas murmurava a Sua morte como um triste fim ou escarnecia dAquele “a quem traspassaram” (v.10).
Após a morte de Cristo, Lucas relata a seguinte reação das multidões e daqueles que O seguiam : “E todas as multidões reunidas para este espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se a lamentar, batendo nos peitos. Entretanto, todos os conhecidos de Jesus e as mulheres que O tinham seguido desde a Galileia permaneceram a contemplar de longe estas coisas” (Lc.23:48-49). Aparentemente, a reação das multidões foi a mais solidária ao sofrimento do Salvador. Porém, não foi a elas que Ele apareceu após Sua ressurreição. O arrependimento genuíno é aquele evidenciado pelo Céu e não pelos homens. Deus está levantando, como naquele tempo, um povo que “têm a força do Senhor dos Exércitos, seu Deus” (v.5). E essa força não é dada por méritos visíveis, mas pelo que só o Senhor pode ver: “porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7).
Como o Senhor escolheu a Davi, o mais jovem dentre seus irmãos. Como da fraqueza de Paulo suscitou a mais excelente força. Assim também Sua última igreja na Terra enfrentará um tempo de grande fragilidade, mas assim como os discípulos foram sustentados no Calvário, ela suportará a última grande prova sob a força dAquele que a salvou. Oh, quão perto está Jerusalém, amados! Logo o nosso Senhor e Salvador voltará! Que não estejamos entre as multidões que lamentarão, mas entre aqueles que desfrutarão do eterno tempo de paz e com alegria indescritível dirão: “Eis que Este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; Este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).
Querido Deus e Pai, não queremos Te oferecer uma oferta vazia ou defeituosa, mas o nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Ti, que é o nosso culto racional. Queremos Te oferecer a nossa vida por completo e ser guiados pelo Teu Espírito. Está perto o Dia de nossa redenção. Mas independentemente de quando seja, enquanto o nosso Salvador não vem, queremos permanecer esperando, seguir com fé, levantar nossos olhos para o alto e declarar com o coração que Ele está vindo. Que esta esperança transborde de nossa vida e alcance muitos ao nosso redor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja do Senhor dos Exércitos!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Zacarias12 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 12 – Embora tenha sido escrito para um contexto desafiador dos judeus que retornaram do exílio para fortalecer a crença e a fé na vinda do Messias, o texto sagrado do profeta Zacarias transcende seu tempo; ou seja, é importante suas profecias para entender tanto o passado quanto os eventos futuros.
“Zacarias é um dos livros do Antigo Testamento mais citados no Novo Testamento (mais de 70 citações ou alusões). A maioria delas aparece nos evangelhos e no livro do Apocalipse. O livro de Zacarias fica atrás apenas de Ezequiel, seguido por Daniel, em sua influência sobre o Apocalipse”, analisa Zdravko Stefanovic, o qual também destaca as sete profecias messiânica proferidas por Zacarias:
1. Zacarias 3:8-9.
2. Zacarias 6:12-13.
3. Zacarias 9:9-10.
4. Zacarias 10:4.
5. Zacarias 11:4-14.
6. Zacarias 12:10-14.
7. Zacarias 13:6-9.
A sexta profecia messiânica consta no capítulo em análise. “Zacarias apresentou uma profecia sobre a reação da casa de Davi e dos habitantes de Jerusalém quando Jesus fosse crucificado: ‘Olharão para mim, Aquele a quem transpassaram, e chorarão por Ele como quem chora a perda de um único filho’ (v. 10). O quadro é sombrio: As pessoas olham para o Messias e choram amargamente por Ele, porque O transpassaram. Essa imagem da morte do Messias é usada em João 19:37 (compare com Sl 22:16; Is 53:5). Nossa necessidade de olhar para Jesus com fé é ressaltada em João 3:14-15 (compare com Nm 21:9; Is 45:22; Hb 12:2)” (Stefanovic).
• Zacarias 12 inicia com a ideia de que Jerusalém seria um centro de conflito, mas também seria protegia e sustentada por Deus. No ano 70 d.C., Tito Vespasiano a cercou e a destruiu, diferentemente do que Deus havia predito.
• Zacarias 12 encerra com um lamento oriundo do arrependimento, quando o povo reconheceria seus pecados e o Messias a Quem transpassaram. Na verdade, é Jesus quem chora e lamenta sobre Jerusalém porque seus habitantes O ignoraram, desprezaram ao Único que poderia salvá-los (Lucas 19:41-44).
Assim, Zacarias 12 é um chamado aos fiéis do tempo do fim para uma autoavaliação contínua e um arrependimento genuíno para não cair no mesmo erro de Israel.
Para fortalecer nossa fé nos dias finais da história humana precisamos focar nas profecias e suas conexões com o Apocalipse. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.