Reavivados por Sua Palavra


ATOS 16 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
12 de novembro de 2024, 0:45
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As viagens missionárias de Paulo são carregadas de preciosas lições sobre o poder e a beleza do evangelho. Sendo um homem dirigido pelo Espírito Santo, Paulo reconhecia um verdadeiro discípulo de Cristo se este era bem recomendado pelos irmãos. Timóteo era um jovem cristão, “filho de uma judia crente, mas de pai grego” (v.1). Sua notável reputação chamou a atenção do apóstolo, que logo o recrutou como mais um companheiro de missão. A circuncisão de Timóteo é uma prova de que é necessário que usemos de sabedoria e prudência no trabalho missionário. Paulo poderia ter usado o argumento da nova epístola aos gentios a fim de justificar a incircuncisão de Timóteo, mas percebeu que isso iria desperdiçar o valioso tempo da pregação com debates e discussões inúteis. “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (v.5).

O desejo do antigo Saulo por prender e matar cristãos, foi transformada em maior desejo em converter muitos a Cristo. O apóstolo dos gentios tinha pressa. Cada minuto do seu tempo era considerado precioso demais para ser desperdiçado com ócio, de forma que sua jornada evangelística era incansável. A aplicação das palavras de Ellen White ao descrever como devem ser regidas nossas orações, descrevem bem o sentimento do apóstolo: “Dá-me pessoas soterradas agora no entulho do erro, se não eu morro!” (Este Dia Com Deus, CPB, p.169). Contudo, mais do que o desejo de Paulo de anunciar o evangelho era o de Deus de salvar pessoas. O Senhor bem sabia onde haviam aqueles cujos corações clamavam por ajuda e aqueles que ainda não estavam prontos para ouvir o evangelho. E, “tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia” (v.6), bem como na Bitínia (v.7), Paulo teve “uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos” (v.9).

A reação de Paulo e seus companheiros foi imediata. Logo partiram “para aquele destino, concluindo que Deus” os “havia chamado para lhes anunciar o evangelho” (v.10). Muitas tribulações aguardavam aqueles fiéis servos do Deus Altíssimo. A conversão de pessoas, porém, era-lhes uma recompensa que superava, e muito, todo o sofrimento. E seu segredo estava em que, antes de serem homens de pregação, eles eram homens de oração. Semelhante a Jesus, para eles o sábado era um dia separado para mais estreita comunhão com Deus e com seus semelhantes. Na ausência de uma sinagoga, saíram “da cidade para junto do rio, onde” lhes “pareceu haver um lugar de oração” (v.13). Foi ali, em um lugar simples no campo, que Deus iniciou a Sua colheita na Macedônia. O Senhor “abriu o coração” de Lídia “para atender às coisas que Paulo dizia”, sendo batizada, “ela e toda a sua casa” (v.14-15).

Aquela obra de salvação estava avançando nos postos mais difíceis e, no entanto, dando os resultados mais favoráveis e eficientes. Nesse sentido, Satanás incitou “uma jovem possessa de espírito adivinhador” (v.16) a fim de causar um entrave àquela missão. Proclamando em alta voz palavras que em si não eram falsas, aquela mulher representa todos os que falam do que não entendem e não vivem. A verdade dita sem o poder do Espírito Santo, torna-se constrangedora e inconveniente. A pessoa que assim a replica, necessita ouvir, antes que seja tarde, as palavras de libertação: “Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela” (v.18). A exaltação do instrumento humano prejudica a causa de Deus mais do que a tortura física. O fato de Paulo ter ficado indignado com a exaltação e ter cantado louvores após uma severa sessão de açoites deveria ser o bastante para compreendermos isso.

Foi no momento que poderiam ter julgado mais escuro em suas vidas, que Paulo e Silas “oravam e cantavam louvores a Deus” (v.25). Certamente os vergões dos açoites inflamados pela condição insalubre da prisão e seus pés presos em cadeias, latejavam pela dor. Mas os pensamentos do que Cristo suportou, Seus sofrimentos sobremaneira maiores, os constrangia a ignorar a dor física e engrandecer Aquele a quem tanto amavam. Não foi o terremoto e o abrir das cadeias que os motivou a orar e louvar. Mas foi a oração e o louvor, apesar da tribulação, que fez tremer aquele lugar. E não somente aquele lugar, mas também o coração do carcereiro, que, “trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas” (v.29) com a pergunta que ecoa hoje de muitos corações: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” (v.30).

Aquele homem estava prestes a cometer uma loucura tirando a própria vida. Estamos vivendo na época em que a prática do suicídio cresce assustadoramente. Como Paulo, precisamos ser os atalaias de Deus na Terra bradando “em alta voz” aos que estão em desespero: “Não te faças nenhum mal” (v.28)! Em nome de Jesus, não te faças nenhum mal, porque a sua pergunta tem uma resposta favorável e cheia do amor eterno: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v.31). Após ouvir a Palavra de Deus da boca de Paulo e Silas, aquele carcereiro, antes algoz, agora lavava as feridas dos servos de Cristo e lhes dava alimento, “levando-os para a sua própria casa” (v.34). Que mudança! Oh, Senhor, como é lindo e puro o Teu evangelho! Eu desafio qualquer um a me mostrar um livro de autoajuda que promova essa transformação e esse amor genuíno! Sabe porque não podem me mostrar? Porque não existe! Somente a Palavra de Deus tem esse poder! Poder que é claramente notado na vida do que crê.

Crer, amados, é viver com lentes de realidade virtual sempre apontadas para o Céu. Crer é olhar tanto para cima, que ao olhar para os lados identificamos em cada pessoa a face de Jesus Cristo a nos dizer: “Eu morri por ela também”. Crer em Jesus é, como Paulo e seus companheiros, enxergar cada momento como oportunidades de promover a verdadeira alegria. É ter uma vida de oração e sempre um cântico no coração. É como Lídia e sua família, praticar a hospitalidade com singeleza de coração. É como o carcereiro e sua casa, manifestar “grande alegria, por terem crido em Deus” (v.34). É lavar as feridas uns dos outros, é pôr a mesa a quem necessita, é ser um instrumento de conforto para o cansado (v.40).

Por isso, crê no Senhor Jesus e o evangelho eterno entrará não somente em sua vida, mas em sua casa, promovendo salvação, cura, esperança e “grande alegria” (v.34). Os sinais no cenário mundial se avolumam para nos despertar para o fato de que logo, à meia-noite, na hora mais escura da Terra, o nosso Salvador voltará. Que, mesmo na mais severa provação que este mundo já viu, que Ele nos encontre orando e cantando “louvores a Deus” (v.25).

Senhor, nosso Deus e Pai, eu não posso falar por todos os meus irmãos, mas acredito que muitos de nós estamos passando como que pela escuridão da meia-noite e necessitamos da fé, confiança e alegria de Paulo e Silas. A Tua Palavra diz que nós seríamos “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10). Mas que, nesse processo, alcançaríamos sabedoria para entender o tempo sobremodo solene em que estamos vivendo. Então, Pai, dá-nos forças nestes últimos dias, e fervor e alegria a fim de que a nossa vida testemunhe a outros da graça e do poder do Teu evangelho, para a salvação de muitas famílias. Batiza-nos com Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Atos16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 16 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
12 de novembro de 2024, 0:40
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ATOS 16 – Percebe-se como a atuação do Espírito Santo e as visões são elementos centrais que orientam a missão da Igreja e confirmam o plano divino em contextos específicos:

• Em Atos 4:31 e 10:44 o Espírito Santo atua diretamente, preenchendo e fortalecendo os discípulos para que compartilhem a mensagem de Cristo com coragem e poder.

• Em Atos 8:29 e 13:2-4 o Espírito Santo fala diretamente e instrui os discípulos sobre a direção que deveriam seguir, especialmente em momentos críticos da missão.

Nesta direção, em Atos 16, o Espírito Santo proíbe Paulo e seus companheiros de pregar em algumas regiões, direcionando-os para outro local. Esse direcionamento mostra que Deus, por meio do Espírito Santo, tem plano específico onde a mensagem deve chegar em cada momento.

• Em várias ocasiões, como em Atos 7:31 (com Moisés), Atos 9:10-12 (Ananias) e Atos 10:3, 9-19 (Pedro e Cornélio), as visões são usadas para revelar a vontade de Deus, instruir, ou corrigir os discípulos. Elas demonstram a importância de uma comunicação direta e sobrenatural para orientar os mensageiros de Deus.

Em Atos 16:9, Paulo tem uma visão de um homem macedônio pedindo ajuda, o que se revela como uma convocação divina para pregar o evangelho na Europa. Essa visão se alinha com o padrão dos textos anteriores, onde Deus usa visões para garantir que Seus mensageiros sigam o caminho certo.

Em Atos 16 nota-se a combinação entre o direcionamento do Espírito Santo e a visão dada a Paulo confirmando a natureza guiada por Deus da missão cristã. Essa dependência da orientação divina (por meio do Espírito Santo e de visões) era essencial para a pregação do evangelho e garantia que cada passo fosse dado conforme a vontade de Deus, abrindo portas e quebrando barreiras culturais.

• A obra de Deus requer sensibilidade espiritual para seguir o caminho que Ele indica e, aprender a evitar o caminho que Ele fecha.

• É importante ter flexibilidade e disposição para mudar de direção, entendendo que Deus tem propósitos específicos para nós em lugares e tempos que não previmos.

Assim a expansão do evangelho dependia de uma sintonia com a vontade divina, evidenciada pelas intervenções sobrenaturais em momentos estratégicos, hoje a igreja remanescente carece dessa mesma experiência objetivando concluir o que a igreja primitiva iniciou!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ATOS 15 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
11 de novembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: ATOS 15 – Primeiro leia a Bíblia

ATOS 15 – BLOG MUNDIAL

ATOS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ATOS 15 by Luís Uehara
11 de novembro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/at/15

Havia conflito na Igreja Cristã Primitiva entre conservadores — convertidos da seita farisaica do judaísmo e liberais — crentes gentios recentemente conquistados para a fé em Cristo.

Deus havia dado a Abraão o rito da circuncisão. Era um símbolo de sua fé no único Deus verdadeiro, que o havia chamado. Mas por que a circuncisão? Era como se Deus dissesse a Abraão: Lembra como você tentou, à sua maneira, cumprir Minha promessa de lhe dar um filho? Que parte do seu corpo fez isso acontecer? Colocaremos um lembrete ali mesmo, onde você nunca esquecerá.

Mas agora os judaizantes insistiam que os cristãos gentios tinham que se tornar judeus antes de poderem ser cristãos? Então os irmãos se reuniram em Jerusalém para discutir o que deveria ser feito.

Paulo contou histórias da obra de Deus entre os gentios. Pedro os lembrou de como Deus derramou Seu Espírito sobre Cornélio antes de ele ser batizado. Então Tiago declarou sua avaliação: Eles não deveriam tornar as coisas mais difíceis do que o necessário. A liderança deve estabelecer um padrão mínimo — nada poluído por idolatria, nenhuma imoralidade sexual, nada de comer sangue ou coisas estranguladas. Os crentes teriam espaço para aprender e crescer a partir daí.

Virginia Davidson
Artista — projetista e construtora de vitrais, IASD de Spokane Valley, Washington State, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/15
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



ATOS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
11 de novembro de 2024, 0:50
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1766 palavras

1-35 Um grupo vindo da Judéia chega a Antioquia e reivindica que a circuncisão é necessária para a salvação. Para resolver a controvérsia resultante, uma delegação é designada para visitar Jerusalém (vv 1-2). … Esta é uma história crucial. O que deve ser exigido dos gentios para que estes se tornem cristãos? Andrews Study Bible.

Circuncidardes. Esta exigência prova algo que não fora dito com clareza em outra passagem bíblica. Paulo e Barnabé não exigiam que os conversos gentios fossem circuncidados. Aqui se inicia o relato da primeira grande controvérsia da igreja cristã. Certamente ela surgiria logo que o cristianismo saísse das fronteiras da Palestina. Os primeiros conversos ao cristianismo eram judeus que preservavam a maior parte das práticas e dos preconceitos da religião na qual haviam sido criados. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 315.

Não podeis ser salvos. Este era o cerne do problema. A circuncisão não podia ser exigida dos gentios com base na antiguidade do costume nem como condição para se tornar membro da igreja. CBASD, vol. 6, p. 317.

Paulo e Barnabé. Os apóstolos estavam no centro da disputa, pois as exigências dos judaizantes representavam uma condenação direta do trabalho que os missionários haviam realizado na Cilicia, Antioquia e em toda a primeira viagem missionária. Mas os dois sabiam que sua obra só poderia ser interpretada como um triunfo da graça de Deus. Eles haviam proclamado a salvação pela fé em Cristo. Então não podiam permanecer em silêncio enquanto os conversos eram levados a crer que a aceitação da graça divina pela fé não era suficiente e que ritos exteriores eram necessários para a salvação. CBASD, vol. 6, p. 317.

Apóstolos e presbíteros. Pedro, João e Tiago, o irmão do Senhor, estavam em Jerusalém (Gl 2:9,1:19). Juntamente com os presbíteros (At 11:30) e talvez outros apóstolos. Eles pareciam ser os líderes da jovem igreja. O fato de se levar a difícil problemática da circuncisão a um concílio de apóstolos e presbíteros, em Jerusalém, é um precedente significativo para a organização da igreja. CBASD, vol. 6, p. 318.

Debate. O que fica evidente na maneira como a questão foi tratada é que o Espírito trabalha com seres humanos e, por meio deles, realiza Sua vontade a despeito de fragilidades e desavenças pessoais. CBASD, vol. 6, p. 319.

10 Puderam suportar. Os judeus perderam de vista o real significado dessa lei [de Moisés] e a transformaram numa série de cerimônias para tentar garantir a salvação. … a verdadeira natureza do cristianismo não se encontra em formas e cerimônias. A essência do cristianismo é a vida espiritual e a adoração a Deus em espírito e em verdade. O cristianismo devia se libertar das formas, dos rituais e das cerimônias típicas, uma vez que Cristo já era uma realidade viva. Se o sentido básico da decisão do concílio de Jerusalém tivesse sido incorporado plenamente à experiência posterior da igreja, grande parte do erro e da apostasia teria sido evitada. CBASD, vol.6, p. 320, 333.

11 Fomos salvos. A salvação é pela graça (ver Rm 3:21-26; 5:1, 2; 11:5, 6; Ef 2:5, 8). As obras são consequência do recebimento da salvação (Rm 8:4; Ef 2:9, 10; Ef 2:12, 13). CBASD, vol. 6, p. 320.

13-21 Claramente o concílio decide que os gentios não precisam se converter ao judaísmo, obedecendo a todos os aspectos da lei cerimonial – incluindo a circuncisão – para se tornarem cristãos. Andrews Study Bible.

19 Julgo eu. Literalmente, “eu decido”. As palavras de Tiago sugerem que ele exercia autoridade. Mas o que vem em seguida não é um decreto, pois, quando finalmente promulgado, sua autoridade se baseou nos apóstolos e presbíteros (ver E f 16:4). CBASD, vol. 6, p. 322.

20 que se abstenham [da contaminação dos ídolos, … das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue]. Obedecer a estas quatro regras ajudaria gentios e judeus a manterem companheirismo. Duas observações são úteis aqui: 1) Estas proibições se baseiam nas leis que se aplicavam tanto a judeus quanto aos “estrangeiros que habitam entre vocês”, em Lv 17-18. O concílio de Jerusalém parece adotar este modelo do AT, argumentando que obedecer a estas regras ajudaria não-judeus a viver e adorar sem ofender a seus vizinhos judeus. 2) Todos estes quatro itens listados estavam associados a templos pagãos. A abstenção destes quatro itens – e se afastar de templos pagãos – tornaria óbvio que os cristãos gentios haviam deixado a idolatria para adorar o único e verdadeiro Deus. Andrews Study Bible.

22 Toda a igreja. Isto mostra a importância da participação dos membros da igreja nas decisões. Eles opinaram na escolha dos representantes enviados com a carta. Nos séculos seguintes, os leigos passariam a ser excluídos dos concílios oficiais. CBASD, vol. 6, p. 325.

Silas. Conhecido como Silvano nas cartas de Paulo, acompanhou Paulo em sua segunda viagem missionária (15:40 – 18:2) e foi apontado como coautor das cartas a Tessalônica (1Ts 1:1, 2; 2Ts 1:1). Andrews Study Bible.

28 não vos impor maior encargo. A circuncisão, a apresentação de sacrifício, os ritos de purificação e todos os atos formais que faziam parte da religião judaica ou que foram acrescentados a ela não seriam exigidos dos gentios batizados na igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 333.

29 Coisas sacrificadas a ídolos. Estas palavras dão uma definição mais precisa da advertência de Tiago contra as “contaminações dos ídolos”. CBASD, vol. 6, p. 327.

Destas coisas fareis bem se vos guardardes. Pode surgir a dúvida do porquê de o concílio de Jerusalém não ter especificado que todos os dez mandamentos eram obrigatórios. A resposta é que o concílio não tratava acerca do decálogo. A adoração a Deus, a observância do sábado, a honra aos pais, a permissão de que o próximo viva e desfrute a vida, a honestidade e o contentamento eram fatores tão elementares na vida moral básica do cristianismo que nem necessitariam ser mencionados. Estas não eram as questões que motivariam o concílio. Conforme já destacado, as proibições estavam ligadas a coisas relacionadas aos gentios, que, mesmo após a conversão, precisariam ser alvo de atenção, quer para evitar o pecado aberto, quer para se abster de práticas que traziam discórdias à igreja. Comer sangue ou carne cujo sangue não fora drenado implicava envolver-se em idolatria e fornicação, práticas comuns entre os gentios, nas quais se envolviam sem pensar no quanto eram prejudiciais para o corpo e a mente. Portanto, eles precisavam ser advertidos contra elas, a fim de se absterem. CBASD, vol. 6, p. 333, 334.

Ainda não era chegado o tempo para a proclamação do sentido pleno do ensino de Paulo (Gl 2:2). Ele aceitou a decisão do concílio como uma solução satisfatória do assunto debatido e nunca se referiu depois a suas exigências, nem mesmo ao falar sobre um dos pontos da decisão, isto é, o consumo de alimentos oferecidos a ídolos (1Co 8; 10). Na verdade, seu conselho em relação à comida não estava em total harmonia com a decisão do concílio, embora certamente não seja contrário a seu espírito e sua intenção. Paulo argumenta que não era necessariamente errado comer alimentos oferecidos a ídolos, pois os deuses que os ídolos representavam não existiam. Errado seria deixar de considerar a sensibilidade de outro cristão, que não comia tais coisas e se sentiria incomodado com o outro que o fazia. Tal instrução tenderia a evitar atritos desnecessários entre judeus e cristãos gentios em sua convivência social. Quando Paulo abordava a questão da impureza sexual, algo que ele fez diversas vezes, também não fazia referência ao concílio de Jerusalém, mas ao princípio bíblico básico no qual a decisão do concílio se baseou. Em outras palavras, ele lidou com o problema com base no fato de que o cristão pertence a Deus e todo seu ser se torna um templo habitado pelo Espírito Santo. Diante de tal presença divina, não deve existir a impureza. Logo, a importância do concílio não se faria sentir, em primeiro lugar nas consequências ligadas a suas proibições específicas. Em vez disso, a decisão foi significativa ao liberar a igreja cristã gentílica de ritos religiosos realizados como um fim em si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 334.

33 Em paz. Esta é a tradução da expressão de despedida comum em hebraico. Não significa que os homens receberam permissão para ir embora calados, mas que as orações da igreja para que tivessem paz os acompanhavam (comparar com Mc 5:34). CBASD, vol. 6, p. 328.

37 Queria. Evidências textuais (cf. p. xvi) favorecem a variante “estava determinado”. Sem dúvida, foi a ligação familiar de Barnabé com João Marcos que o fez querer levar o jovem novamente em uma viagem missionária, a fim de lhe dar a oportunidade de se redimir (ver Cl 4:10). Sem dúvida, ele reconhecia, ao contrário de Paulo, que as circunstâncias desculpavam, pelo menos parcialmente, a recuada anterior de João Marcos (ver com. de At 13:13). Paulo, o ávido e corajoso guerreiro de Cristo, entendia que quem agisse assim, nas palavras do próprio Senhor, não estaria “apto para o reino de Deus” (Lc 9:62) e precisaria de disciplina pelo menos por um período, a fim de se preparar melhor. CBASD, vol. 6, p. 328.

38 Não os acompanhando. Estas palavras sugerem que a queixa de Paulo contra Marcos era que, ao voltar para Jerusalém, ele deixara de cumprir sua parcela de responsabilidade na viagem. CBASD, vol. 6, p. 328.

39 Desavença. Do gr. parxusmos, “irritação”, “raiva aguda”. Deste termo vem a palavra portuguesa “paroxismo”, que significa o auge de uma crise ou de um sentimento. A amizade de longa data selada pelo auxílio que Barnabé dera a Paulo num momento crucial (ver com. de At 9:27) e a realização de uma grande obra em conjunto tornaram dolorosa a separação entre os dois. Esta é a última menção que Atos faz a Barnabé e Marcos. Para a igreja, o resultado foi a realização de duas viagens missionárias, em vez de uma só. Embora os apóstolos tenham diferido sobre quem estava apto a participar da obra, não havia divergência quanto ao trabalho a ser feito em prol do evangelho. Paulo cita o nome de Barnabé em suas epístolas (ICo 9:6; Gl 2:1, 9, 13; Cl 4:10). Ao escrever para os coríntios (ICo 9:6), Paulo afirma que o apóstolo Barnabé dava o mesmo exemplo nobre que ele, labutando com as próprias mãos, sem precisar de auxílio financeiro das igrejas. Em Colossenses 4:10, ele revela que voltou a receber João Marcos como companheiro na obra (Fm 24) e reconheceu que o jovem lhe era “útil para o ministério” (2Tm 4:11). Depois de trabalhar com Barnabé em Chipre, parece que Marcos retornou com Pedro e ficou com ele em Roma (IPe 5:13). Pode ter sido durante essa permanência em Roma que Marcos tenha voltado a trabalhar com Paulo. CBASD, vol. 6, p. 328, 329.

40 Paulo, tendo escolhido a Silas. Ver com. do v. 34. Isto revela o interesse de Silas pelo evangelismo entre os gentios. Ele era tão capacitado quanto Barnabé, pois tinha o dom de profecia. Podia então usar o título de apóstolo, no sentido mais amplo de “missionário”, pois foi enviado pela igreja de Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 330.

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q



ATOS 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
11 de novembro de 2024, 0:45
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Quando Deus estabeleceu uma aliança com Abraão, instituiu um sinal físico que deveria ser seguido de geração em geração: “… todo macho entre vós será circuncidado” (Gn.17:10). Foi uma forma de Deus assinalar o Seu povo com uma marca distintiva. Esta questão foi tratada de forma acalorada na igreja primitiva, dada a multiplicação de novos conversos gentios, isto é, incircuncisos. Tal controvérsia precisava ser logo resolvida a fim de que não se tornasse motivo de divisão entre judeus e gentios.

Enviados a Jerusalém, Paulo e Barnabé relataram acerca da “conversão dos gentios”, causando “grande alegria a todos os irmãos” (v.3). Sendo bem recebidos por todos, uma reunião foi realizada junto com “os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão” (v.6). Percebam que surgida a controvérsia, trataram logo de resolvê-la, a fim de chegar em comum acordo. Afinal de contas, era natural aos judeus conversos sustentar algumas de suas tradições, dada a importância da aliança e do que ela significava para o seu povo. Jesus mesmo foi circuncidado no oitavo dia após o Seu nascimento (Lc.2:21). O que eles precisavam compreender, no entanto, é que após a morte e ressurreição de Cristo, uma nova aliança foi estabelecida: “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é Ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb.8:6). Uma aliança renovada que inclui todos os povos, tribos, línguas e nações no “Israel de Deus” (Gl.6:16).

O apóstolo Pedro declarou: “E [Deus] não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração” (v.9). “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (v.11). Qual foi o resultado de tais palavras, amados? O silêncio de toda a multidão, que parou para ouvir a Paulo e Barnabé sobre os muitos sinais e prodígios que “Deus fizera por meio deles entre os gentios” (v.12). A exposição seguinte de Tiago, utilizando uma aplicação profética do livro de Amós, foi decisiva para que chegassem à seguinte conclusão, parafraseando numa linguagem contemporânea: Não é conveniente impor aos gentios que “se convertem a Deus” (v.19) uma carga que nem os mais antigos conseguem carregar (v.10), mas orientá-los a fim de “que se abstenham” da idolatria, da imoralidade sexual e de alimentos imundos (v.20). No mais, o que eles tiverem de aprender, é ensinado na igreja “todos os sábados” (v.21).

Esta coerente e sábia decisão, orientada pelo Espírito Santo, foi escrita e enviada às igrejas através de Paulo e Barnabé, além de “Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos” (v.22). Ou seja, a cúpula da igreja enviou homens cuja credibilidade era notável e cujo testemunho confirmava cada palavra daquela epístola. Não que fossem homens sem defeitos, mas que por palavra e por ação, revelavam a obra transformadora do Espírito Santo. Sempre zeloso em obras, Paulo não tolerou a ideia de ter em sua companhia alguém que já o havia deixado na mão. A insistência de Barnabé em dar uma segunda chance a João Marcos não agradou a Paulo, de tal modo “que vieram a separar-se” (v.39). Tal fato, porém, não atrapalhou a obra, mas a expandiu, formando mais uma dupla missionária.

Precisamos, hoje, ter a mesma coerência com a qual agiram os líderes da igreja primitiva. Assuntos conflitantes não devem ser estendidos em contendas e debates que, ao invés de somar para Deus, causam divisões desnecessárias. Jesus mesmo afirmou: “quem Comigo não ajunta espalha” (Lc.11:23). Notem que Paulo e Barnabé logo encontraram uma solução para que a obra de Deus continuasse avançando, e não ficaram trocando farpas entre si.

Portanto, “evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt.3:9). Avança no sentido de apresentar a Jesus através de uma vida notoriamente guiada pelo Espírito Santo. “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras” (Tg.3:13), “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora” (Ef.3:10). Que as nossas palavras e ações sejam bênçãos aos nossos semelhantes, de forma que se alegrem “pelo conforto recebido” (v.31).

Pai querido, nós Te agradecemos pela sabedoria da Tua Palavra, que é a nossa fonte ilimitada de conhecimento e inteligência. É nela que encontramos o Teu amor escrito em linguagem humana. Temos uma verdade presente para pregar nesta última geração, por isso, enche-nos do Teu Espírito para que nossas palavras e ações revelem que andamos Contigo e que estamos a caminho da pátria celestial. Concede-nos um coração sensível às necessidades de nossos semelhantes e que saiba como agir com cada um e em cada situação. E que cada litígio no meio do Teu povo seja resolvido com prudência e com amor. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo sábio e inteligente!

Rosana Garcia Barros

#Atos15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 15 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
11 de novembro de 2024, 0:40
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ATOS 15 – Ao escrever ao aristocrata Teófilo, o Dr. Lucas não explorou o ministério de todos os apóstolos da igreja originada com Cristo. Seu foco foi Pedro, um dos primeiros discípulos de Jesus que testemunhou diretamente Sua vida e ministério (Lucas 5:1-11), que era pescador de origem simples; e o outro foi Paulo, chamado após a ascensão de Cristo, numa experiência sobrenatural em Damasco (Atos 9:1-9), um fariseu instruído no judaísmo, conferindo-lhe grande conhecimento teológico e uma formação erudita.

Atos 1-12 focam na liderança de Pedro e na expansão do evangelho principalmente entre os judeus. Pedro assume um papel central em Jerusalém e na Palestina, pregando a judeus e aos samaritanos. Isso inclui eventos como o Pentecostes (Atos 2), a cura do coxo no templo (Atos 3), e o batismo de Cornélio, o primeiro gentio a converter-se ao cristianismo (Atos 10).

• Pedro era respeitado como uma figura de liderança entre os apóstolos, sendo um porta-voz importante nas primeiras decisões da igreja em Jerusalém (Atos 1:15-26; 15:6-11).

• Pedro experimentou prisões e perseguições com coragem – muitas vezes ao lado de outros apóstolos – confiando que Deus o livraria (Atos 4:1-21; 5:17-32).

A partir de Atos 13 o foco muda para o ministério de Paulo, especialmente entre os gentios. Paulo é enviado em sua primeira viagem missionária (Atos 13-14) e, a partir daí, passa a ser figura central na expansão do evangelho fora de Israel, incluindo Ásia Menor, Grécia e até Roma. A conferência em Jerusalém, do capítulo em pauta (Atos 15), é um marco de transição, onde se decide que os gentios não precisam seguir tradições cerimoniais judaicas para tornar-se cristãos – validando o ministério apostólico de Paulo.

• Paulo atuava como um plantador de igrejas e mentor. Além de evangelizar, ele cuidava das igrejas por meio de cartas e visitas, orientando-as doutrinariamente (Atos 15:36; 20:17-38).

• Paulo suportou perseguições físicas severas, como ser apedrejado e chicoteado, e expressou sua disposição de sofrer pelo evangelho (Atos 14:19; II Coríntios 11:16-33).

Mais do que apresentar Pedro e Paulo como líderes, a ênfase de Lucas é revelar a transição da liderança da igreja em Jerusalém para a missão entre os gentios.

Lucas compartilha a expansão do cristianismo para além das fronteiras judaicas. Portanto, o evangelho é global; devemos compartilhá-lo ao máximo.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ATOS 14 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
10 de novembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: ATOS 14 – Primeiro leia a Bíblia

ATOS 14 – BLOG MUNDIAL

ATOS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ATOS 14 by Luís Uehara
10 de novembro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/14

A maioria das pessoas que acompanham à mídia provavelmente pode citar pelo menos um pregador que deixou a fama subir à cabeça. Não vou dar a eles mais publicidade do que isso – sabemos o que eles fizeram para receber notoriedade. Não há nada de errado em confiar em nossos líderes espirituais. No entanto, pregadores famosos se tornaram celebridades apenas porque muitas pessoas olharam para eles em vez de olhar para o Criador.

Paulo curou um homem aleijado de nascença e muitos testemunharam esse milagre. Ouvimos essas histórias e acreditamos nelas, mas pare por um momento e pense como teria sido presenciar isso. Posso imaginar que tenha sido algo bastante grandioso e inspirador. Certamente chamou a atenção da multidão.

O que Paulo e Barnabé fizeram quando as pessoas pensaram que eles eram deuses e quiseram honrá-los e oferecer sacrifícios para eles? Ficaram horrorizados com a ideia. Rasgaram suas roupas em sinal de tristeza. Eles correram para a multidão e imediatamente redirecionaram suas mentes para o Deus vivo, nosso Criador, que é quem nos sustenta.

Somos líderes espirituais que procuram dirigir o foco das pessoas para Deus?

Cathy Robertson Kabanuk
Professora e assistente social, Fall River Mills, Califórnia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/14
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



ATOS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
10 de novembro de 2024, 0:50
Filed under: Sem categoria

1350 palavras

1 Icônio. A história do ministério neste lugar é contada com detalhes suficientes para identificar um padrão emergente: pregação na sinagoga, sucesso, perseguição, partida. Bíblia de Estudo Andrews.

Falaram de tal modo. Eles falaram em diversas ocasiões. Em algumas delas, não só judeus, mas também gentios pareciam estar presentes. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 306.

Grande multidão. Assim como na pregação em Antioquia da Síria (At 11:21,24), houve êxito na pregação do evangelho em Icônio. CBASD, vol. 6, p. 306.

2 A estratégia de envenenar a reputação dos evangelistas às vezes dá mais resultado que refutar sua mensagem. Bíblia Shedd

Incrédulos. Ambas, incredulidade e desobediência, cooperam na rejeição do evangelho. Bíblia Shedd

3 Muito tempo [em Icônio]. Provavelmente, meses. Como os novos crentes eram muitos, era necessária uma longa permanência para confirmá-los na fé. CBASD, vol. 6, p. 306.

os … apedrejar. Apedrejamento era a maneira como os judeus executavam a pena de morte por blasfêmia religiosa (7.58-59). Bíblia de Genebra.

3,4 Podemos desejar poder realizar um ato milagroso que convenceria a todos que Jesus é o Senhor. Mas vemos aqui que mesmo se pudéssemos realizar um milagre, ele não convenceria a todos. Deus deu a esses homens poder para fazer grandes maravilhas como confirmação da mensagem da graça, mas as pessoas ainda estavam divididas. Não gaste seu tempo e energia desejando milagres. Semeie suas sementes de Boas Novas no melhor solo que puder encontrar, da melhor maneira que puder, e deixe o convencimento para o Espírito Santo. Life Application Study Bible Kingsway.

4 apóstolos. Tanto Paulo quanto Barnabé são chamados apóstolos […]. Aqui, a palavra é aplica não só aos Doze, mas no sentido mais amplo de pessoas enviadas em missão, i.e., missionários (v. 13.2, 3). Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 Sabendo-o. Sem dúvida, havia pessoas do lado dos apóstolos com contato suficiente com o grupo de oposição, a ponto de saberem do plano. CBASD, vol. 6, p. 307.

Listra e Derbe. Estas duas cidades, junto com Icônio, pertenciam estritamente à província da Galácia, embora fizessem parte do subdistrito chamado Licaônia. Bíblia de Genebra.

9 Fixando nele os olhos. A fé do coxo resplandeceu em sua face, e Paulo reconheceu nele alguém pronto a ser curado e se tornar um sinal para o povo de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.

Possuía fé. Este é um pré-requisito para o milagre. CBASD, vol. 6, p. 308.

12 Júpiter Mercúrio. Do gr. Zeus … Hermes, ou seja Zeus, chefe de todos os deuses, e seu filho Hermes, arauto e mensageiro dos deuses, patrono da eloquência. No panteão romano, os equivalentes a esses deuses eram Júpiter e Mercúrio, nomes usados pela versão ARA. A adoração a Zeus e Hermes parecia bem popular na região de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.

Circulava em Listra uma antiga lenda de que os deuses gregos Zeus e Hermes disfarçaram-se como homens e vieram às colinas rurais da Frígia buscando hospitalidade. Somente um casal os acolheu e, em troca, sua cabana foi transformada num templo com teto de ouro e colunas de mármore. As casas daqueles que rejeitaram os deuses foram destruídas. As pessoas de Listra poderiam ter tido isto em mente quando acolheram Barnabé e Paulo e se prepararam para sacrificar touros. Bíblia de Genebra.

13 Sacrificar. O sacrifício devia consistir de cortar a garganta de bois e derramar parte do sangue sobre o altar. CBASD, vol. 6, p. 309.

14 Rasgando as suas vestes. Entre os judeus, esta era uma expressão de horror, sobretudo como protesto contra a blasfêmia (Mt 26:65). Paulo e Barnabé perceberam que era isso que os habitantes pagãos de Listra estavam prestes a fazer em ignorância. Não se sabe até que ponto a população compreendeu este ato, mas seu caráter drástico deve ter chamado a atenção e detido o povo. CBASD, vol. 6, p. 309.

14-18 Paulo e Barnabé se recusaram a aceitar a adoração e fizeram um discurso enérgico aos ouvintes pagãos, para que se convertessem ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo que há neles. Usa a linguagem e os conceitos do mandamento do sábado. Paulo e Barnabé destacaram o tema de Deus criador de todas as coisas e a necessidade de se afastar dos falsos deuses a fim de servir o único Deus verdadeiro […]. O ministério deles, nesta ocasião, é um modelo para a mensagem universal do tempo do fim expressa em Ap 14:6, 7. O discurso parece extrair seus pontos principais do Sl 146:3, 5-7 […]. Bíblia de Estudo Andrews.

15 E vos anunciamos. Para os idólatras, a mensagem que exaltava o Deus vivo em lugar de ídolos devia ser, de fato, uma ótima notícia, especialmente considerando que Jesus Cristo Se fez Deus encarnado, o Salvador da humanidade. CBASD, vol. 6, p. 309.

18 Com dificuldade que impediram. Tamanha era a avidez do povo em reatar o ato de adoração. Sem dúvida, alguns dos que foram impedidos deixaram as “coisas vãs” e passaram a servir o Deus vivo. De todo modo, Paulo trabalhou em Listra o suficiente para que uma igreja fosse fundada ali. A judia Loide, junto com a filha Eunice e o neto Timóteo estiveram entre os primeiros conversos (2Tm 1:5). CBASD, vol. 6, p. 310.

19 Instigando as multidões. A mudança súbita de atitude por parte do povo de Listra lembra a transformação da multidão em Jerusalém, das hosanas para o clamor “Seja crucificado!” (Mt 21:9; 27:22). Não é difícil compreender essas ondas de emoção no caso de pessoas supersticiosas, como os licaônicos [da região onde fica Icônio, Listra e Derbe], tradicionalmente vistos como não confiáveis. CBASD, vol. 6, p. 310.

Poucos dias depois que as pessoas em Listra pensaram que Paulo e Barnabé eram deuses e quiseram oferecer sacrifícios a eles, apedrejaram Paulo e o deixaram morrer. Essa é a natureza humana. Jesus entendeu quão inconstantes as multidões podem ser (João 2:24, 25). Quando muitas pessoas nos aprovam, nos sentimos bem, mas isso nunca deve obscurecer nosso pensamento ou afetar nossas decisões. Não devemos viver para agradar a multidão – especialmente em nossas vidas espirituais. Life Application Study Bible Kingsway.

Apedrejando a Paulo. A forma de punição característica dos judeus, nesse caso ajudados pelos habitantes pagãos de Listra. Este é o único episódio registrado da vida de Paulo em que sofreu esse tipo de ataque (2 Cor 11:25). CBASD, vol. 6, p. 310.

20 Levantou-se. A recuperação da consciência de Paulo, a demonstração imediata de vigor e a ousadia ao entrar de novo na cidade podem ter sido consideradas um milagre. O fato de um apedrejado por uma multidão irada, considerado morto, reviver e sair andando como se nada houvesse acontecido era uma evidência ainda mais clara do poder de Deus do que a cura do coxo. CBASD, vol. 6, p. 311.

22 Fortalecendo. A ação de Paulo aqui está em harmonia com a ordem de Jesus a Pedro: “Tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22:32). Paulo podia fazer isso por meio de advertências e exortações extraídas das próprias tribulações e dos livramentos que recebera. CBASD, vol. 6, p. 311.

23 Parte da razão porque Paulo e Barnabé arriscaram suas vidas para retornar a estas cidades foi organizar as lideranças das igrejas. Eles não estavam apenas acompanhando um grupo frouxamente unido; eles estavam ajudando os crentes a se organizarem com líderes espirituais que poderiam ajudá-los a crescer. As igrejas crescem sob líderes guiados pelo Espírito, tanto leigos quanto pastores. Ore pelos líderes de sua igreja e apoie-os; e se Deus colocar o dedo em [escolher] você, aceite humilhantemente a responsabilidade de um papel de liderança em sua igreja. Life Application Study Bible Kingsway.

26 Que haviam já cumprido. Paulo e Barnabé haviam sido enviados pela igreja em Antioquia para a realização de uma tarefa específica: a evangelização dos gentios. Então podiam retornar para sua congregação com a alegria de uma missão cumprida. Embora tivessem apenas iniciado a obra de pregar aos gentios, o que realizaram fora bem feito. CBASD, vol. 6, p. 313.

28 Não pouco tempo. Naturalmente, Paulo se sentia mais atraído por Antioquia do que por Jerusalém, pois foi ali que os gentios formaram uma igreja pela primeira vez, e essa era a igreja que o enviara como missionário. Durante este período, com certeza, os dois apóstolos continuaram a atrair muitos conversos gentios, além dos que já haviam sido conquistados. CBASD, vol. 6, p. 313.

Paulo provavelmente escreveu suas cartas aos Gálatas enquanto estava em Antioquia (48 ou 49 d.C.) após completar sua primeira viagem missionária. Life Application Study Bible Kingsway.