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LUCAS 16 – Os profundos ensinamentos de Jesus em Lucas 16 levam-nos a entender que somos chamados a ser mordomos fiéis, a usar nossa vida e nossos recursos para a glória de Deus e o bem do próximo, enquanto aguardamos ansiosamente pelo retorno de Cristo.
Jesus nos ensina a importância de administrar sabiamente os bens que Deus nos confia, sem deixar que eles se tornem ídolos ou fins em si mesmos, conforme esclarece a parábola do administrador astuto (Lucas 16:1-15). Também somos orientados sobre a justiça divina, que levará em conta a forma como lidamos com a Palavra de Deus, conforme revelado na história do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31).
Quando a Bíblia é interpretada de forma canônica e intertextualmente, considerando textos contundentes como Eclesiastes 9:5, 10 e João 11:11-14, é imprescindível concluir que a morte é um estado de inconsciência até a ressurreição. Desta forma, a narrativa de Lázaro e o rico é uma ilustração vívida que ressalta a responsabilidade moral de usar nossos recursos e oportunidades enquanto estamos vivos, antes que seja tarde demais.
O ápice dessa parábola está no último versículo:
“Abraão respondeu: ‘Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos’”.
Essa parábola pode ser considerada uma profecia de Cristo. Pois, após a ressurreição de Lázaro, os incrédulos conspiraram para matá-lo em vez de se converterem – evidenciando que, se não acreditar na Bíblia, não será possível se convencer que Cristo é o Messias.
A narrativa destaca a irreversibilidade da escolha humana após a morte: Os que desperdiçam suas oportunidades de fazer a vontade de Deus em relação à mordomia (Lucas 16:1-13), ao matrimônio (Lucas 16:18), aos necessitados (Lucas 16:19-31 e à Palavra de Deus (Lucas 19:16-17) nesta vida, não terão uma segunda chance após a morte.
Dois versículos merecem destaque:
• Lucas 16:13 sublinha a impossibilidade de dividir a lealdade entre o Criador e os bens materiais.
• Lucas 16:31 é um apelo direto à seriedade com que devemos tratar as Escrituras e às consequências de negligenciá-las.
Não há desculpa para aqueles que ignoram princípios de lealdade, fidelidade, amor e justiça revelados nas Escrituras, diante do Juiz do Universo.
Portanto, é sábio administrar nossa existência sob a regência da Palavra de Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 15 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/15
Tínhamos um gato errante. Eu me preocupava toda vez que ele fugia. Não há muito o que fazer quando um gato foge. Os gatos são muito bons em se esconder, eles não vêm quando são chamados e não pedem ajuda. Tudo o que você pode fazer é preparar comida e água e esperar até que fiquem com fome. A fome vai motivar um gato a voltar para casa.
Lucas 15 conta três histórias sobre perdas: uma ovelha perdida, uma moeda perdida e um filho perdido. O pastor e a mulher procuram em todos os lugares o objeto perdido, mas o pai espera o retorno do filho. Ele espera que seu filho fique com fome – com fome de comida e com fome de casa.
Sim, Jesus vai nos procurar, mas Ele também sabe que somos bons em nos esconder e não respondemos quando somos chamados, então Ele espera que fiquemos com fome. Deus cria essa fome em nós, mostrando-nos que tipo de Pai Ele é e que tipo de casa Ele nos oferece e como Ele trata bem até mesmo Seus servos.
“Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia!” Salmos 34:8
Karen D. Lifshay
Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/15
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1887 palavras
1-32 Três parábolas que mostram a alegria no Céu quando pecadores se arrependem. Andrews Study Bible.
1 os coletores de impostos e pecadores. Somente estes excluídos respondem ao chamado que Jesus havia feito (14;35). Andrews Study Bible.
Os fariseus mais rígidos também consideravam “pecadores” as pessoas comuns, os amme ha’ares (literalmente, “o povo da terra”), que não tinham o privilégio da educação rabínica e, por isso, não eram dignos de respeito. O próprio nome “fariseu” (ver p. 39) indicava os membros desse partido como superiores ao povo comum e, supostamente, mais justos do que as pessoas em geral. … os líderes religiosos se irritavam ao ver que Jesus tratava de maneira amistosa os excluídos e rejeitados da sociedade … e que estes, por sua vez, Lhe correspondiam (ver PJ, 186). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 898.
2 murmuravam. É um paradoxo as pessoas que se consideravam modelos de perfeição se sentirem tão desconfortáveis na presença de Jesus, enquanto os que não se consideravam justos se sentirem atraídos ao Salvador (PJ, 186). Certamente, era a hipocrisia dos primeiros e a falta de pretensão dos últimos que fazia a diferença (ver Lc 18:9-14). Uma classe não sentia necessidade das bênçãos que Jesus oferecia, ao passo que a outra reconhecia suas carências e não se esforçava para escondê-las … Uma estava satisfeita com sua justiça própria; a outra sabia que não tinha justiça própria a oferecer. Fazemos bem em nos perguntar como nos sentimos na presença de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 898.
recebe pecadores. Os escribas e fariseus rejeitavam as pessoas que consideravam pecadoras, mas Jesus as recebia. Cristo respondera a esta acusação declarando que não viera chamar justos, mas, sim, pecadores ao arrependimento. … Cristo odiava o pecado, mas amava o pecador, ao passo que os fariseus e escribas acariciavam pecados, mas odiavam o pecador. CBASD, vol. 5, p. 898.
come com eles. Mais do que a simples associação, comer junto com alguém revelava aceitação e reconhecimento (cf At 11.3; 1Co 5:11; Gl 2.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
esta parábola. As parábolas de Lucas 15 enfatizam o interesse de Deus por aqueles que muitos costumam desprezar, os esforços divinos para conquistar a confiança deles e a alegria do Céu quando as pessoas se convertem. É importante notar que as três parábolas apresentam diferentes aspectos do problema do pecado e da salvação, e nenhuma é completa por si só. Em cada caso, o que estava perdido é encontrado e restaurado. CBASD, vol. 5, p. 898, 899.
4 da ovelha perdida (NVI). O tema do pastor era bem conhecido por causa de Sl 23, de Is 40.11 e de Ez 34.11-16. Bíblia de Estudo NVI Vida.
cem ovelhas. Nos dias de Jesus, isto era considerado um grande rebanho. CBASD, vol. 5, p. 899.
perdendo uma delas … vai em busca da que se perdeu. Deus toma a iniciativa de buscar e encontrar, mesmo que apenas uma. Andrews Study Bible.
Na parábola, fica evidente que a ovelha se perdeu por sua própria ignorância e insensatez. Mas, uma vez perdida, parecia completamente impossibilitada de encontrar o caminho de volta. Ela percebia estar perdida, mas não sabia o que fazer. A ovelha perdida representa tanto o pecador individual quanto o mundo que se perdeu (PJ, 190). Esta parábola ensina que Jesus teria morrido mesmo que houvesse apenas um pecador (ver com. de Jo 3:!6), e Ele de fato morreu por um único mundo que pecou. CBASD, vol. 5, p. 899.
Segundo a parábola, a menos que o pastor fosse em busca da ovelha, ela permaneceria perdida. … A eficácia da salvação não consiste em nossa busca por Deus, mas, sim, na busca que Ele faz por nós. Se deixados sozinhos, poderíamos procurá-Lo por toda a eternidade sem sucesso. Qualquer conceito que considere o cristianismo uma mera tentativa humana de encontrar a Deus erra o alvo, ao não perceber que é Deus quem busca o ser humano (ver com. de Jo 3:16; cf Mt 1:21; 2Cr 16:9). CBASD, vol. 5, p. 899.
deserto. Do gr eremos, “deserto” ou “sertão; como adjetivo, o termo significa “ermo”, “desolado” ou “solitário”. A ênfase da palavra é sobre uma região não habitada … uma ruína. CBASD, vol. 5, p. 899.
6 alegrai-vos comigo. A alegria do pastor era maior que a da ovelha, por mais agradecida que a pobre criatura estivesse. CBASD, vol. 5, p. 900.
8 dracma. Salário de um dia de trabalho. Andrews Study Bible.
7 júbilo … por um pecador. Em contraste com os críticos de Jesus, que rejeitavam aqueles que eles viam como pecadores. Andrews Study Bible.
Os judeus haviam criado uma interpretação falsa da natureza do amor divino. … Os rabinos ensinavam que o pecador deveria se arrepender para que Deus Se dispusesse a amá-lo ou a prestar atenção sobre ele. … Concebiam o Senhor como aquele que derrama afeto e bênçãos sobre quem Lhe obedece e retém as dádivas a que não o faz. Na parábola do filho pródigo (v. 11-32), Jesus procura revelar a verdadeira natureza do caráter de Deus. CBASD, vol. 5, p. 901, 900.
8 Ou qual é a mulher. A parábola anterior parecia direcionada aos homens ali reunidos. É possível que esta se direcionasse, de maneira especial, às mulheres ouvintes. Com frequência, Jesus usava ilustrações que chamavam a atenção das mulheres em particular (cf. Mt 13:33; Lc 17:35). … Esta parábola enfatiza o valor intrínseco de uma pessoa bem como o fato de que um pecador perdido tem tanto valor aos olhos de Deus que Ele o “procura diligentemente”, a fim de tê-lo de volta. CBASD, vol. 5, p. 900.
perder uma. A moeda não sabia que estava perdida. CBASD, vol. 5, p. 901.
9 Alegrai-vos comigo. A alegria partilhada com os outros é intensificada no coração de quem a reparte. Todo aquele que já teve a experiência de encontrar algo de valor que temia ter perdido para sempre consegue entender o júbilo dessa mulher (cf. Rm 12:15). Mas de todas as alegrias que a vida tem para oferecer, nenhuma se compara à de encontrar um pecador perdido e levá-lo a Jesus. CBASD, vol. 5, p. 901.
11 Certo homem. As parábolas da ovelha e da dracma perdida destacam a parte divina na obra da redenção; já a parábola do filho pródigo ressalta o papel humano em aceitar o amor de Deus e agir em harmonia com isso. … Na parábola, o filho mais novo representa os publicanos e pecadores; o mais velho, os escribas e fariseus. CBASD, vol. 5, p. 901.
12 a parte dos bens que me cabe. O mais jovem dos dois filhos herdaria um terço da propriedade; contudo, era um insulto pedir isso enquanto o pai ainda estava vivo. Andrews Study Bible.
… a exigência do jovem foi extremamente inadequada. Fica evidente que o pedido significava falta de confiança do filho no pai e uma rejeição completa e definitiva da autoridade paterna. CBASD, vol. 5, p. 902.
13 reuniu tudo o que tinha. Quer ficar livre das restrições impostas pelo pai, gastando da maneira que bem entende sua porção das riquezas da família. Bíblia de Estudo NVI Vida.
De fato, o pródigo não entendia a si mesmo nem ao pai.O pior é que ele não compreendia nem valorizava o fato de que o pai o amava e de que todas as decisões e exigências se baseavam, no fim das contas, naquilo que era melhor para os filhos. A narrativa deixa claro que o pai era sábio e compreensivo, ao mesmo tempo, justo, misericordioso e, acima de tudo, razoável. Em contrapartida, o jovem inexperiente parecia considerar como direito inquestionável o tirar plena vantagem de todos os privilégios filiais, sem assumir nenhuma responsabilidade. CBASD, vol. 5, p. 901.
uma terra distante. O jovem não se contentou em ficar perto de casa, onde se lembraria, de tempos em tempos, do pai e de seus conselhos. Procurou se livrar de todos os vínculos com seu lar. Portanto, a “terra distante” representa um distanciamento, o esquecimento de Deus. CBASD, vol. 5, p. 902.
dissipou todos os seus bens. Parece que sua consciência estava adormecida e, na “terra distante” do esquecimento dos conselhos e da orientação paterna, nada havia para impedi-lo de fazer tudo o que desejava. Segundo seu conceito de vida, ele estava aproveitando ao máximo. CBASD, vol. 5, p. 902.
vivendo dissolutamente. O gr asotos, “prodigamente”, “dissolutamente” ou “libertinamente”, é um advérbio derivado de a, prefixo negativo e soo ou sozo, “economizar”. CBASD, vol. 5, p. 902.
15 alimentar porcos (NKJV). Trabalhar para um gentio alimentando animais imundos (Lv 11:7) era um dos mais degradantes trabalhos imagináveis para um judeu. Andrews Study Bible.
18 pequei. Um exemplo do arrependimento que Deus deseja (vv 7, 10, 13:2-5). Andrews Study Bible.
contra o Céu. A instrução religiosa que o pródigo recebera na casa do Pai não fora esquecida por completo. CBASD, vol. 5, p. 904.
20 levantando-se, foi. O pródigo agiu sem hesitar. Assim que tomou a decisão, partiu. Na parábola, é o filho quem toma a iniciativa de voltar. Parece ser escolha dele, não o amor do pai, que realiza a reconciliação. … No entanto, … a iniciativa da reconciliação e da salvação é de Deus. CBASD, vol. 5, p. 904.
correndo. Pessoas de respeito não corriam. Aqui, o pai abandona sua dignidade para mostrar seu profundo amor e perdão, mesmo antes que o seu filho fale. Andrews Study Bible.
22 sandálias. O pai não só atendeu às necessidades do filho, como também o honrou. Ao fazê-lo, deu evidências do amor e da alegria que enchiam seu coração. Por meio dessa parábola, Jesus justificou a aceitação dos pecadores que O rodeavam … e reprovou a atitude crítica dos escribas e fariseus. CBASD, vol. 5, p. 905.
O manto, o anel e as sandálias representam o seu retorno ao status elevado e autoridade – acima dos escravos e outros servos. Andrews Study Bible.
23 novilho cevado. Especialmente cuidado e alimentado com grãos em antecipação de uma futura celebração. Andrews Study Bible.
25 o filho mais velho. Até aqui, Jesus justificou sua atitude amistosa em relação aos”publicanos e pecadores”. … O restante da parábola (v. 25-32) trata da atitude dos fariseus e escribas para com os “pecadores” …, representada pela atitude do irmão mais velho em relação ao mais novo. Essa parte da história deveria servir de repreensão aos hipócritas, cheios de justiça própria, que “murmuravam” sobre a forma de Cristo tratar os excluídos da sociedade (v. 2). CBASD, vol. 5, p. 905.
28 o pai procurava. O pai sentia compaixão também pelo seu filho mais velho, a despeito de sua atitude de ressentimento. Andrews Study Bible.
29 te sirvo. Sua ira evidencia que sua obediência não provinha de amor, mas apenas pelo propósito de obter uma boa recompensa. Andrews Study Bible.
nem um cabrito. Alimento menos caro que um novilho gordo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 esse seu filho. O irmão mais velho recusou-se mesmo a reconhecê-lo como irmão, tão intenso era o ódio que sentia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Se o irmão mais velho se arrependeu e recebeu o irmão perdido é deixado para aqueles “irmãos mais velhos”, que escutavam a Jesus, decidirem. Andrews Study Bible.
31 filho. Do gr teknon, “criança” ou “filho”. Neste versículo, o pai não usa a palavra costumeira para “filho”, huios, mas se dirige ao primogênito como o termo mais afetivo teknon. É como se ele dissesse: “meu querido garoto”. CBASD, vol. 5, p. 906.
32 era preciso. A festa não foi dada com base nos méritos; tratava-se apenas de uma expressão da alegria do pai e, desta alegria, também “era preciso” que o irmão mais velho participasse. Esta, diz Jesus, deveria ser a atitude dos escribas e fariseus em relação aos pecadores. … Não se diz que o primogênito tenha mudado sua forma de pensar, nem que o mais novo passara a ter uma conduta honrosa dali em diante. Nada disso era relevante na parábola. Na verdade, ela continuava a ocorrer na vida real e o resultado dependia dos ouvintes (ver PJ, 209). CBASD, vol. 5, p. 907
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“Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (v.32).
Certamente, as mais lindas e encantadoras ilustrações acerca do amor de Deus pela humanidade estão contidas neste capítulo. Uma parábola (v.3), três formas de contá-la, mas apenas um protagonista: “um pecador que se arrepende” (v.7, 10). Jesus enfatizou o zelo de Deus em salvar uma única alma que seja. Mas das três alegorias, tenho um apreço especial pela segunda, a da dracma perdida.
Multidões têm vivido sob o manto da falsa religiosidade e caridade. Pensam estar no caminho certo, quando, na verdade, estão bem longe da verdadeira piedade. A ovelha perdida não sabia como voltar para junto do seu pastor, mas sabia que precisava de ajuda. O filho pródigo caiu em si e tomou o caminho de volta para a casa do pai. Mas o que dizer da dracma? Jesus usou um objeto inanimado para ilustrar a situação de tantos que nem fazem ideia de seu fracasso espiritual.
A dracma perdida, à semelhança dos fariseus e dos escribas, representa uma classe de professos cristãos que não se dá conta de sua terrível condição. São pessoas que estão dentro de casa pensando ser o bastante para estar em segurança. Este tem sido um dos piores enganos de Satanás. Como no tempo do profeta Jeremias, dizem confiantes: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr.7:4). Precisamos, porém, manter comunhão com o Senhor da casa, para que então Ele nos oriente acerca do nosso papel em Sua obra.
Mas a feliz notícia é que Jesus não desiste de procurar as Suas dracmas, porque Lhe são muito valiosas. Eu andei muitos anos perdida dentro de casa, como a dracma que nem fazia ideia de sua triste situação. Tinha valor, mas estava entre os escombros de uma religião morna e vazia. Dentre as muitas atividades religiosas e seculares, não percebia que, paulatinamente, estava me afastando dos propósitos de Deus para minha vida. Não sabia o que era assumir um compromisso de amor com Deus, mas uma relação de negócios: eu fazia a Sua obra e Ele me retribuía com a vida eterna. Então, quando paro e penso por quanto tempo estive enganada, mais aumenta a minha gratidão por Aquele que não desistiu de me procurar.
Amados, o Senhor tem uma forma singular de falar com cada um de nós. Porque Ele nos fez diferentes uns dos outros, mas nos ama com o mesmo amor. Só Ele conhece o nosso coração, e só Ele sabe como alcançá-lo. Assim como Ele me alcançou através de Sua Palavra também deseja alcançar a todos os que desejam receber o Seu alívio e descanso. Eis o Seu convite: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). O pecado nos deixa debaixo de duras cargas, mas o amor de Jesus nos liberta de todas elas e nos dá em troca um jugo suave e um fardo leve (Mt.11:30). Porque o fardo pesado Ele já carregou por você e por mim.
Independentemente de sua situação, de ovelha, dracma ou pródigo, permita que Jesus te encontre, corra até você e te abrace com a salvação! Busque conhecê-Lo mais a cada dia através das Escrituras, pois Ele mesmo afirmou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Hoje é dia de celebração, meus irmãos! Pois o Espírito do Senhor está convertendo corações e “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (v.10).
Pai de amor e de bondade, quão grandes são as Tuas misericórdias para conosco! Louvado sejas pelo sacrifício de Cristo Jesus, que por Seu sangue, nos resgatou das trevas para a Sua maravilhosa luz! Ó, Pai, há júbilo no Céu quando um pecador se arrepende! Necessitamos todos os dias reconhecer que dependemos completamente de Ti e permitir que Teu Espírito nos conduza ao arrependimento e nos santifique. Ajuda-nos, Senhor! Não sabemos orar como convém. Mas queremos Te pedir, humildemente, que se faça a Tua vontade em nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, alvos do amor do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Lucas15 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 15 – Lucas deixa claro em seu testemunho sobre Jesus de que Ele não está abolindo a Lei; está, na verdade, redefinindo o que significa ser verdadeiramente obediente a Deus.
Nos capítulos anteriores, Jesus mostrou que segui-lO exige mais que observância superficial da Lei; requer compromisso profundo com os valores do Reino de Deus, como misericórdia, compaixão e justiça. A parábola da grande ceia e as exigências do discipulado subverteram as expectativas religiosas da época, mostrando que o reino celestial não se baseia em legalismos, perfeccionismos ou tradições humanas, mas na graça divina e entrega total a Deus.
Em Lucas 15, Jesus dá continuidade a Sua mensagem sobre a natureza do Seu Reino. Ele nos convida a um relacionamento com Deus que vai além do mero cumprimento de regras e nos leva a uma vida de total entrega, misericórdia e serviço ao próximo.
Leia com muita atenção e profunda oração todas as parábolas de Lucas 15 e depois considere:
• Jesus nos chama a trocar a mentalidade do mérito pela celebração da graça, a deixar a tristeza da perdição pela alegria celestial oriunda da obra restauradora de Cristo, mostrando que a verdadeira obediência é alegrar-se com a restauração dos quebrantados.
• A mensagem revolucionária extraídas das parábolas de Lucas 15 é que a verdadeira obediência não se preocupa em proteger a reputação, mas em correr riscos para salvar o que foi perdido. Deus é o Pastor que busca, a mulher que procura e o Pai que espera; Sua obra é uma missão de resgate e restauração, e os discípulos de Cristo devem seguir Suas pisadas.
• Jesus ensina que a verdadeira obediência é se unir à missão do Pai, acolhendo com alegria cada retorno, cada alma restaurada ao amor divino – e, não se indignar como o irmão do filho que retornou e recebeu uma festa.
• As três parábolas apontam para a seguinte premissa: Jesus redefine a obediência ao demonstrar que ela se manifesta em buscar e salvar o perdido, e não em manter-se distante em suposta pureza e santidade.
Assim, Lucas 15 desafia-nos a redefinir a fidelidade a Deus como uma busca incansável pelo perdido, refletindo a alegria divina da redenção. Discípulos genuínos terão compaixão que não descansará até que o perdido seja encontrado e restaurado. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 14 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/14
Jesus curava no Sábado, usando o dia memorial da Criação para mostrar o Seu poder de restaurar homens e mulheres à saúde e integridade. Como o Sábado é um memorial da Criação, que melhor maneira de comemorá-lo que ajudar outros a experimentar o poder criador e curador de Jesus? A proibição de trabalhar no sábado nos liberta de ter que ganhar o pão de cada dia e, desta forma, nos dá a oportunidade de ajudarmos a outros e, assim, celebrarmos o poder criador e sustentador de Deus. Somos livres para participar do ministério de cura de Jesus em todas as dimensões da vida. Torna-se nossa expressão de agradecimento a Deus por nossa própria cura do pecado e da doença.
A verdade de que é lícito ajudar homens e mulheres no Sábado é o fundamento da ética do Sábado. Quando submetemos as nossas diretrizes de observar o Sábado aos princípios de Jesus, tornando-o um dia para fazer o bem, podemos ir a descobrir que alguma das nossas proibições do que fazer no Sábado, na verdade, limitam boas ações doadoras de vida. Podemos, por outro lado, descobrir que algumas das nossas práticas sabáticas não têm valor de cura e devem ser feitas em outros dias.
Que a resposta silenciosa de Jesus, “É lícito fazer o bem no Sábado”, libere você a cada Sábado para ministrar a outros o poder de cura de Jesus.
Douglas Jacob
Seminário, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/14
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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677 palavras
1 ao entrar Ele … na casa. O contexto em Lucas indica que pode ter sido na Pereia, entre a Festa da Dedicação, no inverno de 30-31 d.C., e a Páscoa, na primavera seguinte. CBASD- Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 888.
1 fariseus. Não há registro de Jesus recusar um convite de compartilhar uma alimentação, seja com fariseus ou os mais desprezados pecadores. Andrews Study Bible.
2 hidrópico (ARA). Uma doença que causa o acúmulo de uma espécie de fluido nas cavidades do corpo (mencionado só aqui, no Novo Testamento). Bíblia de Genebra.
3 É ou não lícito (ARA). A lei de Moisés não proibia curar no sábado, mas a “tradição dos anciãos” … proibia o tratamento médico, a menos que houvesse risco de vida. Bíblia de Genebra.
7 lugares. Segundo o Talmude, os lugares de honra ficavam próximos ao anfitrião. CBASD, vol. 5, p. 889.
11 todo o que se exalta. O princípio aqui atinge a raiz do orgulho, o desejo de exaltar-se na opinião dos outros; e o orgulho, por sua vez, junto ao egoísmo, é a raiz de todo pecado. Jesus deu o supremo exemplo de humildade (ver Is 52:13, 14; Fp 2:6-10). CBASD, vol. 5, p. 889.
exaltado. A pessoa que esquece os próprios interesses e faz de sua ocupação encorajar e auxiliar outros é normalmente a que as outras têm prazer em homenagear. A humildade é o passaporte para a exaltação no reino celestial, ao passo que o desejo de se exaltar é uma barreira à entrada no reino (cf Is 14:12-15; Fp 2:5-8). CBASD, vol. 5, p. 880.
12 não convides os teus amigos. Segundo o grego, o pensamento pode ser resumido como: “Não se habitue a convidar apenas seus amigos”.CBASD, vol. 5, p. 890.
15 Bem-aventurado. A recomendação desagradável que Jesus fez nos v. 12 a 4 levou a esta tentativa de voltar a conversa para temas mais agradáveis (ver PJ, 221). … O homem … relutava em concordar com as condições de entrada no reino, mas parecia não ter dúvida de que lhe seria concedido um lugar de honra na grande Ceia. CBASD, vol. 5, p. 890.
16-17 Certamente, os convidados aceitaram o convite; de nenhum se diz que recusou. Um segundo convite, quando tudo estava pronto, era costume. Bíblia de Genebra.
Nas culturas orientais, ainda é costume enviar um mensageiro pouco tempo antes do início da festa, para lembrar os convidados. No caso do convidado ter esquecido o convite, ou não saber quando deveria comparecer, esse lembrete concederia tempo para se preparar para a ocasião e chegar ao local designado para o banquete. No Oriente, onde se presta menos atenção a calendários e relógios do que nas culturas ocidentais, esse lembrete é de valor prático, a fim de se evitar constrangimento tanto ao anfitrião como aos convidados. CBASD, vol. 5, p. 891.
18-20 As desculpas eram transparentemente desonestas, pois ninguém compra um campo ou bois sem um exame prévio e se alguém o fez, não haveria pressa – o campo e os bois estariam ali no dia seguinte. O homem que se casou podia citar Dt 24.5, mas isto livrava um homem do serviço militar e não de contratos sociais. Bíblia de Genebra.
Todos, à uma. Isso dá a impressão de que os convidados conspiraram para insultar o benevolente anfitrião. Naturalmente, foram convidadas mais de três pessoas para a festa (ver v. 16). As desculpas que Jesus enumera exemplificam o que o servo ouviu por onde passou. CBASD, vol. 5, p. 891.
começaram. Nas culturas orientais, recusar um convite, exceto quando é impossível aceitá-lo, é considerado rejeição da amizade. Entre alguns árabes, recusar um convite na época do lembrete…, depois de ter aceitado o convite original, é considerado como uma declaração de hostilidade. CBASD, vol. 5, p. 891.
26 aborrece. Significa amar menos (cf Gn 29.31, 33; Dt 21.15-17, …). Bíblia de Genebra.
Significa submeter tudo completamente, até mesmo a própria pessoa, no compromisso total com Cristo. Bíblia Shedd.
28 calcular a despesa. O “custo” do discipulado é a renúncia completa e permanente das ambições terrenas. CBASD, vol. 5, p. 895.
34 O sal era um agente condimentador e conservante. O sal, naquele tempo, estava longe de ser puro e era possível que o cloreto de sódio se perdesse por lixiviação (principalmente pela ação da água das chuvas), deixando um resíduo totalmente inútil. Bíblia de Genebra.
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“Se alguém vem a Mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo” (v.26).
Ao criar o homem e a mulher e dar-lhes ordem de que se multiplicassem e enchessem a Terra, o Criador revelou o Seu amor pela família. E o primeiro dia em que nossos primeiros pais desfrutaram da companhia um do outro e das bênçãos da Terra recém-criada foi o sábado, o sétimo dia. Nesse dia em especial, eles também desfrutaram da companhia do Senhor a lhes revelar pessoalmente as maravilhas contidas na natureza perfeita. Na exuberante paisagem do Éden, a voz de Seu Criador soava a cada instante como um sopro de vida e saúde e, a partir daquele primeiro sábado, Adão e sua mulher perceberam que o sétimo dia é uma lembrança semanal do amor do Pai e de Seu desejo de estar sempre com eles os santificando.
A entrada do pecado no mundo rompeu esse elo presencial da criatura com o Criador e, desde então, passamos a ter uma comunicação à distância com Deus. A construção do santuário terrestre, porém, revelava o desejo do Senhor de morar com o Seu povo: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx.25:8). Ainda que a Sua glória fosse velada para que os homens não fossem consumidos, a manifestação de Sua presença era sempre uma segurança para os verdadeiros adoradores. Mas o santuário era apenas uma sombra da realidade que surgiria na plenitude dos tempos. Pois “o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo.1:14). Jesus, a Palavra viva, veio como o sopro de vida e saúde à humanidade, revelando a glória de Deus, ou seja, revelando o caráter divino.
Jesus veio para fazer exatamente o que Ele prefigurou após a queda do homem. Veio procurar quem estava perdido, revelar a Sua cura e vestir-nos com as Suas vestes de justiça (Leia Gn.3:8-21). E Ele não poderia fazer diferente do que fez no Éden, revelando ao homem o cheiro de vida para a vida que há no sétimo dia; a oportunidade de fazer ecoar no templo do tempo o mesmo sopro vital de que Adão e Eva haviam experimentado. Suas curas sabáticas eram envoltas de especial significado e lições oportunas a fim de que os princípios do reino de Deus fossem plenamente compreendidos e praticados. A hidropisia daquele homem, que é o acúmulo de líquido em um tecido ou em alguma cavidade do corpo, não era pior do que o acúmulo de preconceitos no coração dos líderes judeus. O maior milagre não estava na cura física, mas em que esta fosse uma porta de entrada para que as Escrituras fossem bem compreendidas e sabiamente aplicadas na vida de muitos, principalmente com relação ao correto significado do sábado.
E nem sempre somos aceitos ou compreendidos na prática de nossa fé. Notem que não foi a cura, mas o que Jesus ensinou através da cura que deixou os fariseus sem palavras (v.6). Enquanto procuravam conservar criteriosamente suas próprias tradições, buscando “os primeiros lugares” (v.7) como uma justa recompensa por suas boas obras, e se orgulhavam de serem os convidados mais ilustres nos principais banquetes e ajuntamentos de Judá, Jesus exaltou a humildade e condenou a presunção. Servir a Deus não é simplesmente se parecer com um cristão, mas assumir um estilo de vida em harmonia com a vontade de Deus, ainda que não estejamos em evidência ou até sejamos rejeitados e perseguidos por aqueles que mais amamos.
Jesus foi até a cruz por causa daqueles que Deus mais ama: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). A cruz é a lição mais eficaz quando o assunto é abnegação. A nossa cruz representa, portanto, as coisas deste mundo que precisamos abrir mão a fim de seguir a Cristo. Mas não qualquer coisa. Cada um possui a sua cruz. Cada um de nós temos que abrir mão todos os dias de algo específico. Mas ao olhar para Jesus diariamente e para o sacrifício de amor que Ele fez por nós, a nossa cruz torna-se não mais um fardo pesado demais para carregar, mas uma “leve e momentânea tribulação” que “produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:17).
A jornada está difícil? Existe um acúmulo de aflições turbando o seu coração? “Não se turbe o vosso coração”, disse o Senhor (Jo.14:1). O nosso Criador e Mestre divino deseja nos curar com o sopro da saúde e nos salvar com a palavra de vida que sai de Sua boca. Portanto, amados, coloquemos a nossa cruz sobre os ombros porque ela não é sinônimo de derrota, mas é símbolo de vitória. E, ainda que incompreendidos pelos que mais amamos, lembremos que “ainda há lugar” (v.22) no reino de Deus; oremos por nossos familiares para que eles façam parte daqueles que terminarão de encher a casa de Deus (v.23). Até lá, seja uma bênção principalmente para os que não podem te recompensar e a sua recompensa será eterna, desfrutando da companhia de Deus na Nova Terra “de um sábado a outro” (Is.66:23).
Nosso Deus e Criador, reconhecemos que és o Senhor do sábado e que separastes este dia semanal para bênção, descanso e santificação. Não nos pedistes seis dias, mas um dia. E isso é muito pouco comparado à imensurável oferta que nos destes através do sacrifício de Teu Filho. Ajuda-nos a compreender a essência do sábado e viver esse dia cada semana como um prelúdio da eternidade. Graças Te damos, ó Deus, pelo privilégio desse descanso semanal que nos lembra constantemente de onde viemos, a quem pertencemos e para onde estamos indo. Pai, dá-nos forças para carregar a nossa cruz sem olhar para trás. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100