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LUCAS 18 – Havia distorções nos ensinos dos mestres da época de Jesus. Então Jesus corrigi ensinos que levam cristãos a erros. “Conta-se que alguns rabinos chegavam ao ponto de ensinar que era aconselhável evitar orar em outros horários além dos preestabelecidos, para não incomodar a Deus, como o faz a viúva importuna com o juiz iníquo, nesta parábola” (CBASD).
• Quem não sabe ler a Bíblia corretamente, irá distorcer seus ensinos. Pior que isso é ensiná-la para enganar aos sinceros que desejam aprender de suas verdades.
Jesus minimiza o ensino dos fariseus invertendo a concepção de alguém justo diante de Deus (Lucas 18:9-14). “Ser fariseu era o mais elevado ideal judaico de piedade na época… Em contrapartida, o publicano representava o nível mais baixo da escala social judaica” (CBASD). O publicano saiu justificado, o fariseu não!
• A atitude na oração, a humildade, reconhecimento da condição, faz toda a diferença diante de Deus!
Jesus inverte os valores ao receber crianças e ao perder um jovem rico presunçoso (Lucas 18:15-30).
• Precisamos aprender com Jesus, isso significa desaprender e desvencilhar de nossos conceitos/preconceitos.
Ao revelar detalhes do futuro as coisas não estariam saindo do previsto. Ele anunciou Seu sofrimento e morte (Lucas 18:31-34). “Lucas reflete mais do que os outros sinóticos sobre a completa falha dos discípulos em compreender as tristes verdades que Jesus procurava revelar a eles. O motivo era que a mente deles estava cheia de conceitos equivocados quanto à natureza do Reino que Cristo viera fundar. Parece que eles tiravam da cabeça qualquer coisa que não estivesse de acordo com suas ideias pré-concebidas sobre o assunto” (CBASD).
• Talvez Teófilo tivesse dificuldades também para compreender o Reino de Cristo; e nós, já compreendemos?
Jesus curou um cego para ilustrar a necessidade de enxergar para interpretar Seu ministério corretamente (Lucas 18:35-43). “Lucas acrescenta algo que Mateus e Marcos não mencionam: a reação dos que testemunharam do milagre. Em contraste com os líderes judeus, que costumavam atribuir o poder de Jesus ao diabo, o povo comum, cuja percepção não fora cegada pelo preconceito, creditava a Deus o poder de Cristo” (CBASD).
• Se o preconceito nos cega, devemos eliminá-lo para poder enxergar!
Estes ensinamentos de Cristo são essenciais para desfrutarmos de um reavivamento espiritual. Vamos aplicá-los a nossa vida? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 17 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/17
Todos nós carregamos fardos que corroem nossas almas – vícios, ansiedades, culpa, relacionamentos rompidos. Como os leprosos em Lucas 17, podemos nos sentir isolados, impuros e distantes de Deus. Mas anime-se – Jesus está vindo em sua direção!
Cristo enxerga além de nossa aparência externa, a dor em nossos corações. Ele entende nossas lutas e anseia por trazer cura. Quando os dez leprosos clamaram a Jesus, Ele respondeu com compaixão e poder, restaurando-os completamente.
Hoje, Jesus oferece esse mesmo toque de cura a você. Ele pode consertar seu espírito quebrado, acalmar seus medos e torná-lo inteiro novamente. Tudo o que você precisa fazer é clamar a Ele com fé.
Mas não se esqueça de expressar gratidão. Apenas um leproso curado voltou para agradecer a Jesus. Não tomemos a graça de Deus como garantida, mas adoremos a Ele com sincera gratidão.
Não importa o que esteja corroendo você, Jesus pode curá-lo. Ele o ama incondicionalmente e quer transformar sua vida. Você confiará nEle hoje? Alcance a Cristo e deixe que Seu amor e poder o tornem novo.
Dan Martella
Pastor aposentado, Hanford, Califórnia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/17
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1970 palavras (com destaques)
1. Disse Jesus. Não há indicação direta acerca de tempo e local dos eventos relatados nesta seção. Parece haver pouca ou nenhuma ligação com o capítulo anterior., pelo menos no que se refere ao tema. … o mais provável é que exista uma transição de tempo e lugar entre os cap. 16 e 17. Com base no relato do cap. 17, parece que a jornada levou Jesus pela Samaria e pelas fronteiras da Judeia, até cruzar o Jordão e chegar à Pereia mais uma vez. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 922, 923.
1-3 Jesus pode ter direcionado esse aviso aos líderes religiosos que ensinavam aos seus convertidos seus próprios costumes hipócritas (ver Mateus 23:15). Life Application Study Bible Kingsway.
1 escândalos. “Pedras de tropeço”. Aquilo que afasta do Senhor (cf 17.23; 21.8; Mc 9.43ss; Rm 14.13ss) um crente menos maduro na fé. Bíblia Shedd.
A palavra grega originalmente designava o alimento colocado na haste de uma armadilha; veio a significar, depois, qualquer coisa que faz tropeçar e cair numa armadilha. Bíblia de Genebra.
3 Acautelai-vos. [Quantas vezes se deve perdoar um irmão, Lc 17:3-10 = Mt 18:21, 22]. … A recusa a perdoar é uma forma de provocar as pessoas à impulsividade e ao pecado. … Deve-se evitar fazer os outros tropeçarem e, ao mesmo tempo, usar de misericórdia para com eles quando nos fazem tropeçar. CBASD, vol. 5, p. 923.
5, 6 Aumenta-nos a fé. O pedido dos discípulos era genuíno. Eles queriam a fé necessária para tal perdão radical. Mas Jesus não respondeu diretamente à pergunta deles porque a quantidade de fé não é tão importante quanto sua genuinidade. O que é fé? É dependência total de Deus e disposição para fazer sua vontade. Fé não é algo que usamos para fazer um show para os outros. É obediência completa e humilde à vontade de Deus, prontidão para fazer o que quer que ele nos chame para fazer. A quantidade de fé não é tão importante quanto o tipo certo de fé: fé em nosso Deus todo-poderoso. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Fé. Jesus afirma que ter fé não é uma questão de quantidade. Ou a pessoa tem fé ou não a tem. Até mesmo a menor porção de fé é suficiente para realizar tarefas aparentemente impossíveis. O mais importante não é o tanto de fé, mas se ela é genuína. CBASD, vol. 5, p. 923.
Não precisamos de mais fé; uma pequena semente de fé é suficiente, se ela for viva e crescente. Life Application Study Bible Kingsway.
Transplanta-te no mar. É provável que Jesus tenha escolhido essa ilustração como uma hipérbole. É evidente que ele não queria que os discípulos realizassem feitos mágicos como estes. A ilustração é semelhante à do camelo passando pelo fundo de uma agulha (ver com [CBASD] de Mt 19:24). Ambas são tão difíceis que esbarram na impossibilidade literal, e Jesus não tinha a intenção de que os discípulos as entendessem literalmente. Nenhum dos milagres do próprio Cristo foram dessa natureza. CBASD, vol. 5, p. 923.
7-10 Jesus não está tornando nosso serviço sem sentido ou inútil, nem está eliminando recompensas que possamos receber. Ele está atacando a autoestima injustificada e o orgulho espiritual. Life Application Study Bible Kingsway.
7. A fé capacita os seres humanos a cumprir seus deveres como servos de Deus. CBASD, vol. 5, p. 923.
Na lavoura. A casa deste suposto senhor ficaria numa vila ou cidade não muito distante. Em geral, os servos saíam de manhã para trabalhar nos campos e voltavam à noite. CBASD, vol. 5, p. 924.
10 servos inúteis. Cf 1Co 9.16. Deus não é nosso devedor, mesmo quando fazemos tudo quanto Ele pede. O escravo não tem direitos. Bíblia Shedd.
Paulo refletiu o espírito de serviço verdadeiro quando observou que tudo que ele havia suportado e sofrido em nome de Cristo não era motivo de se “gloriar” (1Co 9:16). Seu serviço era motivado por um senso profundo de obrigação a Seu Mestre. Ao pregar o evangelho, estava desempenhando uma pesada obrigação: “Ai de mim se não pregar o evangelho!” CBASD, vol. 5, p. 924.
12 A lei exigia que os leprosos ficassem longe das pessoas sadias (Lv 13.46); estes leprosos chegaram tão perto quanto possível e gritaram com estardalhaço. Bíblia de Genebra.
14 Indo eles. Quando saíram de perto de Cristo, ainda eram leprosos. Fica claro que, se houvessem esperado uma evidência visível de cura antes de partir para Jerusalém, onde seriam considerados “limpos”, o milagre não aconteceria. Era necessário que agissem pela fé, como se já estivessem sarados, antes que a cura chegasse de fato. CBASD, vol. 5, p. 925.
15 Dando glória a Deus. Ao reconhecer que o poder divino o libertara das cadeias de sua doença, “um dos dez” colocou o mais importante em primeiro lugar: ele louvou a Deus. Este samaritano se destaca na narrativa como um grande exemplo de gratidão. CBASD, vol. 5, p. 925.
16 Era samaritano. É possível que os outro nove achassem que, por serem filhos de Abraão, mereciam ser curados. Mas este samaritano, que não devia se considerar merecedor da bênção da saúde recebida de forma súbita e inesperada, valorizou e agradeceu o presente derramado pelo Céu. Os que se esquecem de agradecer a Deus as bênçãos recebidas e de apreciar o que Ele lhes faz correm o risco de se esquecer por completo do Senhor (ver Rm 1:21, 21). CBASD, vol. 5, p. 925.
17 Onde estão os nove? Esta é uma evidência de quão importante é para Deus a reação de agradecimento pelas coisas recebidas de Suas mãos. CBASD, vol. 5, p. 925.
18 estrangeiro. Os nove ingratos leprosos representam a maioria do povo judaico diante da missão e a mensagem de Cristo. O samaritano é como uma amostra do acontecimento da antecipada aceitação do evangelho pelos não-judeus. Bíblia Shedd.
O fato de ser ele um samaritano torna tudo mais interessante, pois não se esperaria que ele mostrasse gratidão a um judeu que o curou. Bíblia de Genebra.
19 a tua fé te salvou. “Salvar” tem um duplo significado, de curar e redimir. Fé não é obra meritória mas graça recebida, e portanto motivo de gratidão. Bíblia Shedd.
20-37 Jesus ensina sobre Sua Segunda Vinda. Bíblia de Genebra.
20 Quando viria o reino. Durante pelo menos dois anos, o povo da Galileia ouvira Jesus proclamar a mesma mensagem [após mais quatro anos da pregação de João]…Então, os fariseus chegaram perguntando quanto tempo mais eles deveriam esperar para ver alguma evidência tangível de que o reino estava, de fato, vindo. Ao fazer esta exigência, os fariseus foram claros em desafiar o caráter messiânico de Jesus, sugerindo que Ele fosse um falso messias. … Uma vez que seus sonhos egoístas ainda não haviam se tornado realidade, os fariseus tinham certeza que que o “reino” não chegara. Em seu modo de pensar, tal conceito pertencia ao futuro. CBASD, vol. 5, p. 926.
Não vem … com visível aparência. O reino que João e Cristo anunciaram, o reino da graça, já estava presente, mas os fariseus não enxergavam porque viam apenas aparência exterior das coisas (ver 1Sm 16:7). … Era necessário discernimento espiritual para detectar a chegada do reino da graça divina aos corações humanos (ver com. [CBASD] de Lc 17:21). CBASD, vol. 5, p. 926.
21 o reino de Deus está dentro de vós. Ele poderia simplesmente estar dizendo a Seus opositores: “O reino de Deus não é algo que vocês devem esperar por meio de observação cuidadosa da visão natural. Se ele for descoberto, será dentro do coração de vocês.” CBASD, vol. 5, p. 926.
Através do ministério de Jesus, o reino de Deus já está presente nos corações de Seus seguidores. Andrews Study Bible.
22 Desejareis ver. Se refere ao anseio no coração de todo discípulo verdadeiro pela realização plena do reino vindouro. O desejo dos doze seria intensificado ao se lembrarem das oportunidades que tiveram no passado, mas não apreciaram plenamente na época, de andar e conversar com o amado Mestre (ver DTN, 506). Cristo estava com eles naquele momento; porém, muitos não estimavam Sua presença como deveriam. CBASD, vol. 5, p. 926, 927.
Isto é, o reino está presente como uma realidade interior, uma coisa escondida no coração das pessoas (cf. Rm 14.17). Bíblia de Genebra.
23-25 Ainda que alguns procurem falsos messias (21.8-9), a vinda final de Cristo será tão pública que todos saberão. Bíblia de Genebra.
24 como o relâmpago. Ver com. [CBASD] de Mt 24:27. Como um relâmpago ou raio, o retorno de Jesus virá de repente, de maneira inesperada (ver 1Ts 5:15), mas visível e dramática. CBASD, vol. 5, p. 927.
De forma diferente aos falsos messias que tem aparecido desde os tempos de Jesus, a Volta de Jesus será súbita e amplamente visível (21.27; Ap 1:7). Andrews Study Bible.
Sua vinda será repentina, inesperada e pública (cf 12.40). Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Mas importa que Ele primeiro padeça. A cruz deveria vir antes da coroa (ver com. [CBASD] de M7:21; Mc 9:31; etc.). Os discípulos não deveriam esperar o reino de glória imediatamente (ver com. [CBASD] de Mt 25:31). CBASD, vol. 5, p. 927.
27-29 comiam… A ênfase deste trecho não recai sobre a pecaminosidade, mas sobre a indiferença relativa às coisas espirituais e ao juízo. Bíblia Shedd.
As pessoas nos dias de Noé e de Ló levavam uma vida normal neste mundo (Jesus não fala de seus pecados) e negligenciaram sua espiritualidade. Bíblia de Genebra.
Foram embrutecidos por suas iniciativas mundanas e seus prazeres, embalados até dormir por uma falsa sensação de segurança. Não se preocupavam com o que lhes sobreviria. CBASD, vol. 5, p. 927.
Não sabemos quando Jesus retornará, mas sabemos que Ele está vindo. … Seja qual for o dia de Sua vinda, devemos estar moral e espiritualmente prontos. Viva como se Jesus estivesse retornando hoje. Life Application Study Bible Kingsway.
30 Filho do Homem for revelado. Na segunda vinda, Jesus está claramente visível a todos (1Co 1.7; 2Ts 1.7; 1Pe 1.7, 13; 4.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.
31 Naquele dia. Comparar com a profecia de dupla aplicação encontrada em Mateus 24:14 a 20, na qual a experiência dos cristãos de Jerusalém na época em que a cidade caiu diante dos romanos, em 70 d.C., representa, até certo ponto, a experiência dos cristãos antes da segunda vinda de Cristo (ver com. [CBASD] de Mt 24:16, 17). CBASD, vol. 5, p. 927.
32. Lembrai-vos da mulher de Ló. A mulher de Ló se transformou num trágico exemplo dos resultados do apego às coisas materiais. Foi o amor às coisas que ela deixara em Sodoma que causou sua morte (ver com. [CBASD] de Gn 19:26). CBASD, vol. 5, p. 927.
A esposa de Ló esteve bem perto do livramento, porém, ao olhar para trás, perdeu-se. Bíblia de Genebra.
33 Quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á. Este grande paradoxo do cristianismo expressa uma das maiores verdades eternas do evangelho (ver com. [CBASD] de Mt 6:33). CBASD, vol. 5, p. 927.
Jesus repete o ensino de 9.24 de que a vida egoísta e de auto-afirmação significa morte espiritual. Bíblia de Genebra.
34-35 Uma estreita proximidade com algumas pessoas salvas não ajudará no dia da vinda de Cristo. Bíblia de Genebra.
A escolha de estar pronto para a Volta de Cristo é uma decisão que deve ser tomada por cada um, individualmente. Os versos 34-36 não estão falando de um arrebatamento secreto porque, de acordo com o v. 24, a Vinda de Jesus será um evento público. Será então que os anjos reunirão Seu povo dos quatro cantos da terra (Mt 24.31). Andrews Study Bible.
37 Onde, Senhor? (NKJV). Isto é, “em que circunstâncias, Senhor?” Os discípulos pareciam confusos quanto a como e quando ocorreriam as coisas que Jesus estava mencionando (ver com. [CBASD] de Mt 24:3). CBASD, vol. 5, p. 928.
Onde estiver o corpo. “Assim como o ajuntamento de abutres indica que existe perto uma carcaça, então estes sinais indicam que o fim está próximo”. New Living Translation [de Lc 17:37].
O provérbio sugere que ele será tão óbvio quanto o ajuntamento de abutres em volta de um animal morto. Andrews Study Bible.
Um abutre voando em círculos não representa muito, mas um grupo deles significa que um cadáver está próximo. Do mesmo modo, um sinal do fim pode não ser significante, mas quando muitos sinais ocorrerem, a segunda vinda está próxima. Life Application Study Bible Kingsway.
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“Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem” (v.26).
É impressionante a mente de Jesus, como Ele aproveitava cada ocasião para ensinar e admoestar. Sempre estava no lugar certo com o fim de alcançar as pessoas certas. Sendo completamente guiado pelo Espírito Santo, não lançava um único olhar não fosse com o objetivo de salvar. Contudo, Seu ministério também consistia em dissipar as injustiças, repreender e apontar para a necessidade humana de colocar em prática os Seus ensinamentos.
Repreender significa “advertir, censurar ou aconselhar com intensidade”. Pode não ser, portanto, a forma verbal mais agradável, mas, em determinados momentos, torna-se a mais eficaz. Pois a repreensão franca e cristã nos coloca na posição de instrutores da justiça, ainda que não consiga atingir o resultado almejado. A Bíblia diz que Noé foi um “pregador da justiça” (v.5) e mesmo diante da rejeição absoluta de seus conterrâneos, prosseguiu em fazer de sua voz um clamor tão alto quanto as batidas na construção da arca.
Eu já ouvi alguns críticos defendendo a tese de que Noé foi o pior evangelista de todos os tempos. Pela não aceitação de sua pregação, julgam seu ministério um exemplo de fracasso evangelístico. Quais foram os métodos específicos que ele usou para difundir a mensagem não sabemos, mas a Bíblia revela o princípio que norteou a sua missão: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn.6:22).
A princípio, a mensagem dada a Noé não foi de todo rejeitada. A gigantesca construção chamou a atenção de todos e, de alguma forma, atraía tanto ouvintes quanto críticos. O mundo ficou dividido entre simpatizantes e acusadores, até que chegou o momento da decisão e os adeptos apenas a uma simpática cortesia acabaram por finalmente se unir à turba acusadora. Isto, porém, não significou uma derrota para o idoso pregador. Ao compreender a sagrada obra que Deus lhe confiou, também entendeu onde ela deveria começar e triunfar: “Contigo, porém, estabelecerei a Minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos” (Gn.6:18).
O relato da cura dos dez leprosos também nos serve de exemplo de que o desejo de Jesus é o de salvar a todos, mas nem todos estão dispostos a voltar “para dar glória a Deus” (v.18). Aquele samaritano foi o único a permitir que “o reino de Deus” (v.21) tomasse conta de seu coração. Os fariseus e os demais líderes judeus não reconheceram o cumprimento da profecia em Cristo, simplesmente porque seu coração estava endurecido demais para admiti-lo. Somos chamados para começar a viver aqui um prelúdio do que será o Céu. E isso deve ter início em nosso coração e, então, em nosso lar.
Tudo o que nos cabe como membros de uma família está descrito na Bíblia. Se cada um cooperar em desempenhar a sua parte confiante de que Deus completará a obra, a família será a mais poderosa mensagem do amor divino ao mundo, onde “todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9). Diante de um mundo secularizado e cético quanto ao papel fundamental da família na sociedade, uma família guiada pelo “Assim diz o Senhor” torna-se um troféu nas mãos de Deus; uma prova inequívoca de que o plano original é o ideal e o único que pode oferecer um pedacinho do Céu na Terra.
Entretanto, enquanto Noé foi um exemplo de sacerdote do lar, procurando manter sua família longe das influências corruptoras, Ló julgou ser capaz de conduzir a sua levando-a ao “olho do furacão”. Tendo a oportunidade de fazer diferente, decidiu desviar-se da rota de Deus. A consequência disso? Sua família destruída e sua mulher um exemplo do que não se deve fazer (v.32). Em uma família onde o amor de Deus é o ingrediente predominante, certamente o perdão será o resultado prático das portas para dentro que transbordará das portas para fora, não como algo forçado, mas como a ação do Espírito Santo no coração.
Se “nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co.2:16), precisamos estar em sintonia com Ele. De uma coisa eu tenho certeza, Noé não foi escolhido por Deus simplesmente pelo fato de não participar dos costumes mundanos da época, e sim porque ele conhecia a Deus. E, por conhecer a Deus e reconhecer-Lhe a voz, exerceu uma influência transformadora sobre sua família. O fato de abdicar da corrupção antediluviana não foi a causa da salvação de sua casa, mas o resultado da salvação. Noé entendeu que a sua missão principal não era o serviço da arca do Senhor, mas servir ao Senhor da arca.
Está chegando o glorioso Dia do Senhor! Que estejamos prontos para dar “glória a Deus em alta voz” (v.15), “agradecendo-Lhe” (v.16), e dizendo: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18).
Pai nosso, Senhor do céu e da terra, graças Te damos por Tuas palavras de advertência e repreensão que nos educam na justiça e nos ajudam a discernir situações de perigo. E que tempos perigosos temos vivido, Senhor! Tais como os dias de Noé e como os dias de Ló, estamos vivendo às vésperas do juízo definitivo. Sustém-nos em Tuas poderosas mãos e batiza-nos com Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, famílias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas17 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 17 – Jesus, ao falar do Reino de Deus, desvia o foco da expectativa messiânica comum entre os judeus da época, que aguardavam um reino político, visível e material.
Jesus declara que o reino de Deus não vem com sinais observáveis ou evidências externas, mas sim que “está no meio de vocês” (Lucas 17:20-21). Isso aponta que Seu Reino é uma realidade espiritual presente na vida dos crentes, associado não apenas à presença de Cristo entre eles, mas percebido na manifestação do poder de Deus, que atua por meio de Cristo e de Seus ensinamentos.
O Reino de Deus está vinculado à necessidade de uma postura de humildade e perdão, que reflete o espírito do Reino presente nas interações humanas. Para isso, Jesus falou sobre a inevitabilidade dos escândalos e da seriedade de causar tropeço aos outros (Lucas 17:1-4).
• Desta forma, é importante tomar cuidado com frases de efeito que contraria esse princípio, como por exemplo aquela que diz: “Quem sai da igreja por causa de pessoas nunca esteve lá por causa de Jesus”.
• Essa frase é uma tentativa de eximir da responsabilidade de cuidar para não ser pedra de tropeço aos outros.
O Reino de Deus é regido pelo perdão, não pelas críticas, acusações e condenações. Para que isso seja possível, é necessário exercitar e exercer a fé; a qual, ainda que pequena, tem poder transformador no Reino de Deus. A ideia de serviço e obediência incondicional também é crucial. Pois, o Reino de Deus não é sobre poder ou privilégios humanos, mas sobre o serviço amoroso, humilde e compassivo, conforme ensinado por Cristo (Lucas 17:5-10).
O Reino de Deus se caracteriza mais pela gratidão do que pela cura; a fé que promove a gratidão é mais eficaz no Reino divino do que a fé que produz restauração física, independente da etnia, ilustrado no episódio dos dez leprosos (Lucas 17:11-19).
Embora o Reino de Deus já estivesse presente no tempo do ministério terrestre de Cristo, Sua manifestação completa ocorrerá na segunda vinda (Lucas 17:22-37). Jesus compara esse evento ao dilúvio e à destruição de Sodoma, destacando a necessidade de preparo, que acontece na vida daquele que assimila e vive na prática os princípios do reino de Deus aqui e agora!
Portanto, reavivemo-nos hoje! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 16 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/16
Um ensinamento importante de Jesus afirma que: “Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará ao outro, ou se dedicará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro [Mamom]” (Lc 16:13).
Jesus ensina que devemos servir somente a Deus e devemos desprezar servir a Mamom. Isso significa que não devemos ter nada a ver com as riquezas de Mamom? Na verdade, servir a Deus inclui a administração fiel de Mamom. “Se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas?” (16:11). Mamom injusto são riquezas administradas injustamente. “Quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito” (16:10).
Mamom administrado com retidão são as verdadeiras riquezas. “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito.” (16:10). Devemos administrar mamon com retidão porque ele pertence a Deus antes de nos trazer riquezas. “E se vocês não forem dignos de confiança em relação ao que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?” (16:12). Vamos nos arrepender de nossa administração infiel de mamon.
Que Deus nos ajude a administrar mamon com retidão até que sejamos recebidos “nas moradas eternas” (16:9).
Martin Hanna
Professor Associado de Teologia Sistemática, Andrews University, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/16
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1666 palavras
1 também. Indica uma conexão com a parábola anterior [do filho pródigo]. Bíblia Shedd.
discípulos. Talvez não só os Doze (v. 6.13; 10.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Havia um homem rico. Só Lucas registra esta parábola, bem como grande parte do ministério na Pereia. … As duas parábolas aqui relatadas [administrador infiel e o rico e Lázaro] se referem ao uso das oportunidades presentes levando em conta a vida futura (Lc 16:25-31), sobretudo no tocante aos bens materiais. A primeira parábola se dirigia especificamente aos discípulos, ao passo que a segunda [o rico e o mendigo] foi proferida principalmente para os fariseus. A primeira ilustra um princípio vital de mordomia: o uso diligente e criterioso das oportunidades terrenas. A segunda aborda a mordomia de um ponto de vista negativo, assim como as parábolas do amigo importuno (Lc 11:5-10) e do juiz iníquo (Lc 18:1-8). Na primeira parábola, Jesus orienta a tirar o pensamento das coisas terrenas e voltá-lo para as eternas (PJ, 366). … Em geral, os comentaristas acham difícil explicar esta parábola por causa do aparente elogio feito ao administrador infiel (ver v. 8). Tais dificuldade se devem à tentativa de se atribuir significado a cada detalhe, bem como à sugestão de que o “homem rico” representa a Deus. Mas esta parábola não deve ser interpretada de maneira alegórica. Um princípio fundamental na interpretação de parábolas é que não se deve tentar atribuir significado especial a cada detalhe (ver princípios de interpretação das parábolas, nas p. 197, 200 [CBASD, vol. 5]). Jesus contou esta parábola a fim de ilustrar uma verdade específica, mencionada nos v. 8 a 14. CBASD, vol. 5, p. 909, 910.
desperdiçando (NVI). Tinha esbanjado as posses de seu senhor, assim como o filho pródigo, “desperdiçador” (15.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 elogiou o senhor. O homem rico não apoiava a desonestidade do administrador; foi por esse motivo que o dispensou de seus deveres. Mas a astúcia usada para levar a um clímax sua carreira de improbidade administrativa foi tão surpreendente, e ele foi tão meticuloso ao colocar em prática um plano digno de objetivos mais nobres, que o homem rico não pôde deixar de admirar [sua] esperteza e a diligência. CBASD, vol. 5, p. 911.
mais hábeis. As pessoas que vivem para este mundo costumam ser mais ávidas em aproveitar o que ele tem a oferecer do que os cristãos … para aquilo que Deus tem a oferecer. CBASD, vol. 5, p. 911.
Jesus usa a parábola para ilustrar que os filhos do mundo, frequentemente, usam aquilo que têm para favorecer seus próprios fins terrenos, e o fazem mais sabiamente do que fazem os filhos da luz para favorecer os objetivos inteiramente diferentes do reino de Deus. Bíblia de Genebra.
A sagacidade espiritual é: 1) Prejuízo agora para se obter lucro no céu; 2) Investimento dos bens para ganhar almas eternas (v. 9); 3) fidelidade na mordomia de bens alheios para receber riquezas próprias (v. 12). Bíblia Shedd.
9 fazei amigos. Apesar deste mordomo ser injusto, ele estabelece um exemplo aos “filhos da luz” na diligência na qual ele usou suas posses. Andrews Study Bible.
amigos. Devem ser os discípulos ganhos para Cristo por meio de fidelidade no pouco (10), isto é, utilizando os bens materiais na expressão de amor às almas. Bíblia Shedd.
13 servir. Servo é o escravo da casa. Bíblia de Genebra.
14 Os fariseus … O ridicularizavam. Ou, “zombavam”. Sem dúvida, os fariseus perceberam que Jesus dirigia Seus comentários a eles. … as parábolas da ovelha, da dracma e do filho pródigo foram dirigidas a eles, ao Jesus justificar Seu interesse pelos “publicanos e pecadores” (ver Lc 15:1-3). CBASD, vol. 5, p. 913.
16 A Lei e os Profetas vigoraram até João. “Até” a pregação do “reino de Deus” por João, os escritos sagrados constituíam o principal guia para a salvação (Rm 3:1, 2). A palavra “até” (do gr mechri) não implica, como alguns pensam, que “a Lei e os Profetas”, as Escrituras do AT, perderam força ou valor depois que João começou a pregar. O que Jesus quer dizer é que, até o ministério de João, “a Lei e os Profetas” eram tudo que as pessoas tinham. O evangelho chegou não para substituir ou anular Moisés e os profetas, mas para complementar, reforçar e confirmar esses escritores (ver com. de Mt 5:17-19). O evangelho não assume o lugar do AT, mas soma-se a ele. … Ao longo do NT, não há nenhuma ocasião em que se diminui o AT de alguma maneira. Pelo contrário, era em textos do AT que os cristãos encontravam as mais fortes confirmações de sua fé. Na verdade, o AT era a única Bíblia que a primeira geração da igreja possuía (ver com. de Jo 5:39). Eles não o desprezavam, como alguns cristãos fazem hoje, mas o honravam e obedeciam. Nesta mesma ocasião, Jesus anunciou que os escritos do AT eram suficientes para guiar a pessoas ao Céu (ver Lv 16:29-31). CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 914.
Lucas aqui indica que o ministério de João Batista assinalou o grande ponto crucial na história da redenção (Mt 11.11, nota). Bíblia de Genebra.
17 til. Não passará da lei a menor parte, pois ela se refere à mensagem de Cristo e cumpre-se no reino de Deus (cf Mt 5.17, 18). Bíblia Shedd.
19-31 Esta parábola ensina a lição de que a riqueza terrena não é garantia de eterna de bem-aventurança, uma lição que também pode ser encontrada em Moisés e nos Profetas. Jesus utiliza uma estória popular, porém um fábula, sobre Abraão para reforçar seu ponto principal. Andrews Study Bible.
Certo homem rico. Assim como as demais parábolas, a do homem rico e Lázaro deve ser interpretada em harmonia com seu contexto e com o conteúdo geral da Bíblia. Um dos princípios mais importantes de interpretação é que cada parábola é proposta para ensinar uma verdade fundamental e os detalhes não precisam ter significado em si, a não ser como acessório da estória. Em outras palavras, não se deve insistir que cada detalhe da parábola tenha sentido literal e represente uma verdade espiritual, a menos que o contexto deixe claro que esse é o significado pretendido. Desse princípio se origina outro: os detalhes de uma parábola não servem de evidências doutrinárias. Somente o ensino principal da parábola, definido com clareza pelo contexto e confirmado pelo teor geral das Escrituras, junto com os detalhes explicados dentro do contexto, pode ser considerado acessório para uma discussão doutrinária (ver p. 197-200). O argumento de que Jesus tinha a intenção de ensinar com esta parábola que os seres humanos, tanto os bons quanto os maus, recebem sua recompensa assim que morrem viola ambos os princípios. O contexto ensina com clareza que esta parábola tinha o objetivo de ensinar que o destino futuro é determinado pelo uso que as pessoas fazem das oportunidades da vida presente. Jesus não estava debatendo o estado do ser humano na morte ou o momento em que se recebe o galardão. Ele tão somente estabeleceu uma clara distinção entre esta vida e a futura, mostrando a relação existente entre as duas. Além disso, interpretar que esta parábola ensina o recebimento da recompensa imediatamente após a morte contradiz de forma clara a declaração do próprio Cristo de que “o Filho do Homem […] retribuirá a cada um conforme as suas obras” quando “vir na glória de Seu Pai, com os Seus anjos” (ver com. de Mt 16:27; 25:31-41; cf. 1Co 15:51-55; 1Ts 4:16, 17; Ap 22:12; etc.). … Nesta parábola, Cristo simplesmente fez uso de uma crença popular a fim de deixar clara a lição que desejava plantar na mente de Seus ouvintes. CBASD, vol. 5, p. 916
Este homem é, às vezes, chamado “Dives”, uma palavra latina que significa “rico”. Bíblia de Genebra.
20 Lázaro (“Deus ajuda”). Este nome específico talvez indique que Jesus, nesta parábola, conta uma história conhecida. Não deve ser interpretada como fonte de informação sobre a vida do além. Bíblia Shedd.
Este é o único exemplo registrado em que Jesus dá nome a um dos personagens da parábola, recurso necessário neste caso por causa do diálogo (ver Lc 16:23-31). Embora Cristo tenha ressuscitado Lázaro de Betânia algumas semanas depois (ver Jo 11;1-46), não há ligação entre o personagem da parábola e o Lázaro ressuscitado. CBASD, vol. 5, p. 917.
22 seio de Abraão. Expressão judaica típica que significa “paraíso”. CBASD, vol. 5, p. 918.
A imagem de “seio” significa ser hóspede de honra num banquete (ver Jo. 13.23). Bíblia de Genebra.
23 inferno. Do gr hades, “sepultura” ou morte” (ver com. de 11:23). Hades é a morada de todos os seres humanos, bons e maus, até a ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 918.
tormentos. A ideia de que após a morte, as pessoas vão para um lugar onde sofrem “tormentos” é completamente alheia às Escrituras, que ensinam com clareza que “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9:5; ver com. de Sl 146:4). O próprio Jesus comparou a morte a um sono (ver Jo 11:11, 14). Concluir, com base nesta parábola, que Cristo ensina que os ímpios são levados a um lugar onde sofrem “tormentos” é contradizer Seu ensino claro sobre o assunto em diversas ocasiões, bem como a instrução da Bíblia como um todo. É no inferno de geena [juízo final] que os pecadores passarão por tormentos de fogo) ver com. de Mt 5:22), não no hades. Portanto, ao apresentar o homem rico “atormentado nesta chama” (Lc 16:24) no hades, Jesus está, sem dúvida, usando linguagem figurada, e não há razão em interpretar literalmente Suas palavras. CBASD, vol. 5, p. 918.
29 Moisés e os Profetas. Isto é, as Escrituras do AT. CBASD, vol. 5, p. 920.
31 Se não ouvem. Aqueles que não se impressionam com a declaração simples das verdades eternas encontradas nas Escrituras não teriam uma impressão mais favorável nem mesmo diante do maior dos milagres. Algumas semanas depois de proferir esta parábola, Jesus ressuscitou Lázaro dos mortos, como se desse uma resposta ao desafio dos líderes judeus por uma evidência maior do que tinham tido até então. Mas foi justamente esse milagre que levou os líderes da nação a intensificarem a conspiração contra Jesus (ver com. de Jo 11:47-54). E não apenas isso, eles entendiam ser necessário eliminar Lázaro a fim de resguardar a própria posição insustentável (ver Jo 12:9, 10; DTN, 588). Portanto, os judeus fizeram uma demonstração literal da verdade da afirmação de Cristo, de que os que rejeitavam o AT também rejeitariam uma luz maior, inclusive o testemunho de alguém que ressuscitasse “dentre os mortos”. CBASD, vol. 5, p. 921.
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“E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (v.17).
Após proferir parábolas tão ricas em amor e compaixão, Jesus prosseguiu com parábolas que exemplificam o resultado da impiedade. A infidelidade do administrador não pôde ser encoberta. Ao ser denunciado, porém, sua reação foi elogiada pelo “homem rico” (v.1), que não pôde deixar de reconhecer a sua astúcia. Sua atitude frente ao pedido da prestação de contas de sua administração (v.2) acabou por ser ainda mais habilidosa do que a sua fraude. Contudo, esta ilustração não tem o objetivo de exaltar tal procedimento, mas de reprovar a má administração das bênçãos de Deus, roubando para si a glória que é devida ao Doador das bênçãos.
A fidelidade é um dos princípios basilares contidos nas Escrituras e faz parte do fruto do Espírito (Gl.5:22). O que nos leva à conclusão de que não é algo inerente ao ser humano, mas um dom de Deus que é concedido pelo Espírito Santo aos que nEle vivem e andam (Gl.5:25). Torna-se algo tão real na vida que está sendo santificada, que tanto faz ser fiel no pouco ou no muito (v.10), porque a sua “verdadeira riqueza” (v.11) não está nas coisas deste mundo, mas “nos tabernáculos eternos” (v.9). Aos ouvidos dos avarentos fariseus tudo aquilo soou como um discurso ridículo (v.14). Enquanto justificavam diante dos homens sua infidelidade com obras vazias, suas reais intenções estavam à mostra do Deus Onisciente.
Até aquele tempo, ou seja, até à pregação de João Batista, que anunciava “o evangelho do reino de Deus”, “a Lei e os Profetas” (v.16), isto é, o Antigo Testamento, era a única Bíblia de Israel. Cristo não revogou esta parte das Escrituras (Mt.5:17-18), mas inaugurou a nova parte que logo iria completar o Livro Sagrado. E reforçando essa verdade, declarou: “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (v.17); além de prosseguir com dois fortes argumentos: acerca do adultério (v.18; Êx.20:14) e da importância dos ensinos do Antigo Testamento (v.31).
Precisamos ter muito cuidado com doutrinas baseadas em textos isolados da Bíblia. E a parábola do rico e do mendigo tem sido muito usada como base para interpretações equivocadas. Primeiro tem que ficar bem claro que se trata de uma parábola contextualizada conforme uma crença grega popular que havia se instalado no meio do povo. Confusos com relação ao estado do homem após a morte, acreditavam em crendices e superstições. Tanto é que até os discípulos, ao avistarem Jesus andando por sobre as águas, antes que Ele Se identificasse, gritaram apavorados: “É um fantasma!” (Mt.14:26). Jesus, portanto, aproveitou tal crença para ilustrar a situação do povo: rico da verdade, mas tratando-a com desprezo (v.31).
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16). Toda a Bíblia deve ser para nós a fonte da qual devemos sempre beber. Aceitar uma parte e excluir outra é como querer servir-se apenas de duas moléculas de hidrogênio e recusar o oxigênio, ou seja, é loucura e resulta em morte. Como Seus administradores na Terra, de todos os bens que nos confiou, o mais valioso foi assim descrito por Paulo: “é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15). Israel defraudou tamanho privilégio, tornando-se uma nação avarenta, adúltera e insubmissa ao “assim diz o Senhor”. E nós, amados? O que temos feito da missão que o Senhor nos confiou?
No final, muitos que se julgavam ricos das bênçãos de Deus descobrirão, tarde demais, que “ninguém pode servir a dois senhores” (v.13). Que o Espírito Santo frutifique em nossa vida a fidelidade e, certamente, continuaremos estudando toda a Bíblia com a honestidade e sinceridade de quem deseja a mesma recompensa que será dada a Abraão: a vida eterna.
Deus bendito e eterno, o Senhor nos confiou uma missão sobremodo importante e que requer de nós entrega completa, submissão e abnegação. Não queremos ser administradores infiéis, mas servos fiéis cuja verdadeira riqueza esteja nos tesouros celestiais. Livra-nos da avareza e dos enganos que se avolumam neste mundo. Senhor, almejamos o lar! Prepara-nos para as moradas eternas! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas16 #RPSP
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