Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 5 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
16 de junho de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO LUCAS 5 – Primeiro leia a Bíblia

LUCAS 5 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

LUCAS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



LUCAS 5 by Jobson Santos
16 de junho de 2021, 0:55
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lc/5

Jesus, a Palavra viva, apresentava verdades sobre Deus que eram boas notícias para Seus ouvintes. Reflita sobre as verdades do Evangelho em cada uma das quatro histórias encontradas em Lucas 5: o chamado de Pedro, Tiago e João; a cura de um leproso; a cura de um paralítico e o chamado de Levi Mateus.

Aqui estão duas maneiras pelas quais você pode encontrar as verdadeiras Boas Novas centradas em Deus em qualquer passagem da Bíblia:

1. Veja de onde vem o poder. O poder em cada passagem da Bíblia é sempre um ato de Deus, nunca uma ação do homem. Quando você descobrir o poder em um texto, muito provavelmente encontrará uma verdade acerca de Deus que o escritor pretendia ensinar.

2. Encontre a motivação. As ações dos personagens bíblicos são com frequência motivadas por uma verdade centrada em Deus. Encontre a motivação deles e muito provavelmente você encontrará uma verdade a respeito de Deus que está sendo ensinada pelo relato bíblico.

Procure em cada uma das histórias de Lucas 5 pela Boa-nova centrada em Deus contida em cada uma delas e, então, pergunte-se como essa verdade pode transformar a sua vida.

Douglas Jacob
Professor de Ministério da Igreja e Homilética
Seminário, Southern Adventist University

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1224
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



LUCAS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
16 de junho de 2021, 0:50
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2079 palavras

apertá-Lo. Era ainda bem cedo de manhã, quando Jesus caminhava junto ao mar, e as pessoas já se aglomeravam em torno dEle. Esse fato testemunha Sua “fama” ou popularidade, mesmo antes dos eventos milagrosos que ocorreriam num dia de sábado (Lc 4:31-41). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 811.

lago de Genesaré. Lucas é o único que o chama “lago”. Os outros escritores dos evangelhos chamam-no “mar da Galileia”, e João o chama duas vezes de “mar de Tiberíades”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

220 m abaixo do nível do mar. Bíblia Shedd.

lago. Do gr limnê, “um tanque de água”. Lucas, cujas viagens o familiarizaram profundamente com o mar Mediterrâneo, nuca fala do da Galileia como um “mar” (do gr thalassa), mas consistentemente usa o termo limnê, “lago”. Os demais escritores evangélicos, no entanto, sempre o chamam thalassa, “mar”. CBASD, vol. 5, p. 810, 811.

Genesaré. Nas proximidades estava a fértil planície de Genesaré, que possivelmente dera nome ao lago (ver Mt 14:34; Mc 6:53). … A Galileia foi povoada principalmente por judeus… A região estava afastada do preconceito e da animosidade do judaísmo e, em muitos aspectos, foi o ambiente ideal para Cristo realizar Sua obra. CBASD, vol. 5, p. 811.

lavavam as redes. Depois de cada viagem, as redes era examinadas, emendadas e lavadas para a próxima viagem. Os barcos (naquele momento) não estavam em uso e, assim, Jesus pôde sentar-se no barco de Simão pedro e afastar-se da multidão. Bíblia de Genebra.

e, assentando-Se. Posição em que normalmente se ensinava (ver nota em 4.20). O barco oferecia uma situação ideal, afastada da pressão da multidão, mas suficientemente perto de Jesus, para vê-Lo e ouvi-Lo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

nada apanhamos. Os esforços feitos por nossa próprias forças algumas vezes se mostram completamente infrutíferos, porque os resultados desejados podem ser assegurados apenas por meio da cooperação com um poder mais alto. … Apenas quando o poder divino combina-se com o esforço humano, principalmente na obra de pescar homens, os resultados podem ser eficientes e permanentes. Uma grande quantidade de peixes foi pescada em circunstâncias semelhantes, aproximadamente um ano e meio depois (ver Jo 21:11). CBASD, vol. 5, p. 812.

mas. Como pescador experiente, Pedro pensava que seu conhecimento sobre pesca era superior ao de Cristo, que era carpinteiro. No entanto, por amor ao Mestre e numa confiança baseada no que tinha visto Cristo fazer, Pedro e seus companheiros atenderam ao pedido de Cristo. De qualquer forma, nada poderia ser-lhes pior que a noite anterior. CBASD, vol. 5, p. 812.

Contra todas as indicações (hora, desânimo), Pedro obedeceu a seu Mestre, gr epistata, “aquele que tem o direito de mandar” (só aparece em Lc), confiando na ordem recebida. Bíblia Shedd.

grande quantidade. Esta pesca bem sucedida foi o resultado da obediência e não da habilidade ou técnica. Bíblia de Genebra.

irem a pique. Gr buthizesthai, “afundar”, empregado só aqui e em 1 Tm 6.9, onde descreve a descida para a perdição dos que desejam riquezas. Bíblia Shedd.

prostrou-se. Isto é, enquanto os barcos ainda estavam no lago e os outros estavam segurando o conteúdo das redes, Cristo ainda estava no barco. CBASD, vol. 5, p. 813.

retira-Te de mim, porque sou pecador. É a reação imediata do pecador convicto diante da santidade de Deus (cf Ap 6.16). Bíblia Shedd.

Sobre a consciência de Pedro pesou fortemente o reconhecimento de sua indignidade em estar associado a Jesus. No entanto, ele se agarrou a Cristo, testemunhando que suas palavras refletiam um senso de profunda indignidade em vez de real desejo de estar separado de Jesus (ver DTN, 246). CBASD, vol. 5, p. 813.

sou pecador. Na presença de um policial, um  ladrão naturalmente se sente desconfortável, mesmo que o policial não conheça seus atos criminosos. Quanto mais, então, um pecador sentiria vergonha e indignidade na presença de um Salvador perfeito! Esse senso de indignidade é a primeira reação no coração humano quando Deus, por meio de Seu Espírito, começa Sua obra de transformar a vida e o caráter. … Despertou-se em Pedro, talvez pela primeira vez, um profundo senso de sua necessidade espiritual.  CBASD, vol. 5, p. 813.

10 Tiago e João. O fato de que tanto neste versículo como em outros Tiago seja mencionado antes de seu irmão sugere que ele era o primogênito. CBASD, vol. 5, p. 813.

serás pescador de homens. Do gr zogreo, … “pegar vivo” ou “capturar”. … A ilustração não é inteiramente nova, pois muito tempo antes desse episódio o profeta Jeremias usou linguagem semelhante (ver Jr 16:16). Pedro, André, Tiago e João foram, nesse momento, pegos na rede do evangelho; não havia escapatória;na verdade, não havia o desejo de escapar. CBASD, vol. 5, p. 813, 814.

serás pescador de homens. Somente após Pedro ter reconhecido a autoridade de Jesus e reconhecido sua própria pecaminosidade é que Jesus o chamou a se unir em trazer pessoas ao Reino. Andrews Study Bible.

11 deixando tudo, O seguiram. No momento de significante sucesso econômico, seguir Jesus se tornou a única coisa importante aos discípulos. Ver também 5:28; 10:27; 14:33. Andrews Study Bible.

A lição da “Pesca Maravilhosa”, para Pedro, seria a de que Cristo cuidaria de todas as necessidades pessoais e da família daquele que não temesse e cumprisse o mandamento do Senhor, de lançar redes para ganhar homens perdidos. Bíblia Shedd.

É digno de nota que Pedro é chamado duas vezes, após duas pescas maravilhosas – primeiro para o discipulado; depois, para o apostolado (Jo 21.1-18). Bíblia Shedd.

Até então, pelo menos três dos quatro (Pedro, André e João) tinham acompanhado a Jesus. O chamado que receberam dois outonos antes foi para receber a Jesus como o Messias, o Cordeiro de Deus, que veio para tirar o pecado do mundo … Então, foram chamados a unir sua vida e destino com os dEle, não apenas como crentes, mas como aprendizes e obreiros. Antes disso, nenhum deles havia se unido a Jesus plena e permanentemente (DTN, 246). … O amor divino pouco a pouco transformou seu coração e a mente, na medida em que eles se rendiam a Cristo. Quando saíram do período de treinamento, não eram mais incultos e iletrados; eram homens perspicazes e de bom senso. Eram tão parecidos com Jesus, que as outras pessoas percebiam que haviam estado com Ele. CBASD, vol. 5, p. 814, 815.

12 homem coberto de lepra. Algumas doenças de pele eram chamadas de lepra. Elas tornavam as pessoas cerimonialmente imundas e podiam desfigurar ou matar. A quarentena era a única defesa contra a disseminação da doença. Bíblia de Genebra.

Somente Lucas chama a atenção para a gravidade da sua moléstia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

se quiseres. Como Cristo no Getsêmani, (22:42), o leproso submete seu pedido à vontade de Deus. Ver também Mt 8:2. Andrews Study Bible.

O leproso aproxima-se de Jesus contrariando a lei (Lv 13). Vem em humildade e submissão, como todo pecador arrependido. A cura (como o perdão), é instantânea, quando Jesus toca no homem. Bíblia Shedd.

 tocou-lhe. Uma pessoa com lepra estava excluída da vida social e religiosa. Aquele que tocasse um leproso era também considerado como ritualmente impuro (Lv 13-14). Jesus quis fazer isto mesmo quando o milagre podia ter ocorrido sem o toque. Andrews Study Bible.
14 mostra-se ao sacerdote. O sacerdote era uma espécie de inspetor de saúde, que podia atestar que o leproso estava limpo ou curado. O sacerdote também oferecia sacrifícios apropriados pelo fim da imundície ritual. Bíblia de Genebra.

Com essa ordem, Jesus instou o homem a guardar a lei, apresentar mais provas de sua cura, testificar às autoridades a respeito do ministério de Jesus e adquirir a certidão ritual de purificação, a fim de que fosse reintegrado à sociedade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários [NKJV: wilderness, “lugares ermos”, “lugares desertos”]. Lucas resume aqui o hábito de Jesus de deixar lugares habitados para estar sozinho com Deus. Andrews Study Bible.

17 fariseus. Grande grupo religioso que buscava santidade perante Deus através do cumprimento cuidadoso das leis bíblicas e da tradição. Ver também Mc 2:16; 12:13. Andrews Study Bible.

Josefo refere que havia cerca de seis mil fariseus. Eles se consideravam como “separados” para Deus e procuravam servi-lo bem. Muitos deles eram piedosos, porém sua ênfase sobre atos externos e tabus rituais tornavam outros endurecidos e formais. Estes se opunham a Jesus vigorosamente. Bíblia de Genebra.

mestres da lei. Escribas cujo trabalho consistia na interpretação da lei de Deus. Muitos deles eram fariseus. Bíblia de Genebra.

mestres. Literalmente, “professores” … A palavra portuguesa para “doutores” significa originalmente “professor”; na verdade, como a palavra “doutrina” ou “ensino”, origina-se da palavra latina doctor, “professor”. A aplicação do termo “doutor” a um médico é um uso atual da palavra. CBASD, vol. 5, p. 815.

20 vendo-lhes a fé. Isto incluía os amigos bem como o paralítico. Jesus começa por perdoá-lo e não pela cura. Bíblia de Genebra.

21 Blasfêmia é um ataque à majestade divina, demonstrada aqui pela aparente usurpação de um direito que se acreditava pertencer a Deus, somente. Andrews Study Bible.

Os fariseus consideravam a blasfêmia o pecado mais grave que se podia cometer. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos. Deparamos com mais uma evidência que Jesus é divino, pela capacidade de conhecer plenamente os pensamentos de todos (cf 2.24, 25). Bíblia Shedd.

23 Qual é mais fácil? Enquanto o perdão do pecado não pode ser verificado pelos homens, a restauração do doente é comprovada na hora. Bíblia Shedd.

24 para que saibais. A questão implícita é: Deus daria poder para restaurar um homem a alguém que estava agindo de forma blasfema? Andrews Study Bible.

O poder que tinha Jesus de curar era confirmação visível de seu poder de perdoar pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

autoridade. É divina, gr exousia (cf Mt 28.18). A autoridade e o título “Filho do Homem” são prerrogativas messiânicas (cf Dn 7.13, 14). A operação de milagres é uma prova da presença do Rei e do Reino na terra (10.9). Bíblia Shedd.

27 Levi. Mateus, o autor do primeiro evangelho (cf 9.9), era publicano, chefe dos fiscais de impostos a serviço do tetrarca Herodes, no caminho entre Acre e Damasco (cf Mc 2.13-30). Bíblia Shedd.

28 deixando tudo. Apenas Lucas registra esse detalhe da narrativa. Mateus não retornou, na verdade, nem poderia retornar a seu trabalho em regime parcial, como Pedro, André e João fizeram durante o primeiro ano e meio depois de encontrarem a Cristo no Jordão. CBASD, vol. 5, p. 816.

Levi nunca mais voltaria a cobrar impostos; sua ação foi definitiva. Bíblia de Genebra.

Como Simão Pedro e seus parceiros, Levi deixou tudo (significando sua profissão e modo de vida). Ele não se tornou imediatamente pobre. Em vez disso, sua casa e seus recursos foram dedicados ao serviço de Jesus. Andrews Study Bible.

29 um grande banquete. Quando Levi começou a seguir Jesus, não foi às escondidas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30 murmuravam. Do gr gogguzo, uma palavra que imita o arrulho das pombas, que parecem discutir entre si. CBASD, vol. 5, p. 816.

publicanos e pecadores. Do ponto de vista dos fariseus, não havia diferença entre eles. Um “publicano” automaticamente era um “pecador”, em virtude de ser um coletor de impostos. CBASD, vol. 5, p. 816.

Enquanto os fariseus procuravam a salvação por meio da segregação, Jesus oferecia a graça de Deus na comunhão. Bíblia Shedd.

31 Os sãos não precisam de médico. Um dos temas preponderantes nas parábolas sobre a salvação é: os que se julgam justos, separam-se da graça salvadora de Cristo (18.9-14). Bíblia Shedd.

O objetivo aqui … era dar a entender … que todos precisam reconhecer-se pecadores para poder ser curados espiritualmente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 O único jejum prescrito na lei era o do Dia da Expiação (Lv 23.27), mas as pessoas religiosas jejuavam em outros dias (Zc 7.3, 5). Jesus não ordenou jejuns, embora ele mesmo jejuasse (4.2) e permitisse o jejum entre seus seguidores (Mt 6.16-18). Bíblia de Genebra.

35 Dias virão … em que lhes será tirado o noivo. A primeira referência de Jesus à Sua morte. Naquela ocasião, a tristeza levaria os discípulos a jejuar. Bíblia Shedd.

36-38 Jesus não traz uma correção às tradições dos fariseus, mas um maneira de entendimento completamente diferente. Andrews Study Bible.

Fazer remendo de pano tirado de veste nova em veste velha estraga os dois – o novo por ter o remendo tirado dele e o velho porque o remendo não combina. Vinho novo em odres velhos fermenta e rompe os odres; assim, ambos, vinho e odres, se perdem. Bíblia de Genebra.

39 O vinho velho [já fermentado] é melhor! (NVI) Jesus estava mostrando a relutância de alguns de abandonar seus métodos religiosos e tradicionais e experimentar o evangelho. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cristo diz que uma pessoa acostumada ao vinho velho acha que ele é agradável ao paladar; isto lhe convém e é o bastante. Ele não mudará seus hábitos antigos. Esta parábola ilustra o profundo preconceito dos fariseus. CBASD, vol. 5, p. 816.



LUCAS 05 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
16 de junho de 2021, 0:45
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“Ele, porém, Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16).

Como vimos na experiência de Cristo no capítulo anterior, há um caminho a ser percorrido, uma porta estreita a ser atravessada, “e são poucos os que acertam com ela” (Mt.7:14). Após o batismo veio o deserto, e Jesus o venceu com jejum, oração e com a infalível “espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). Revestido do poder do Espírito Santo, Jesus cumpriu Seu ministério terrestre ensinando, pregando e curando. Como nosso Professor, Pastor e Médico, Ele nos deixou o perfeito exemplo da obra do Espírito Santo na vida do crente submisso e dos resultados eternos em resposta a essa entrega.

O Filho de Deus”, escreveu Ellen White, “era submisso à vontade de Seu Pai, e dependente de Seu poder. Tão completamente vazio do próprio eu era Jesus, que não elaborava planos para Si mesmo. Aceitava os que Deus fazia a Seu respeito, e o Pai os desdobrava dia a dia. Assim devemos nós confiar em Deus, para que nossa vida seja uma simples operação de Sua vontade” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.139).

O evangelista Lucas deu destaque aos seus relatos com a constante conjugação do verbo “acontecer”. Ou seja, ele afirma que algo ocorreu, que houve uma ação real; que a pesca maravilhosa, a cura de um leproso e a cura de um paralítico foram fatos verídicos que precisavam ser registrados e lembrados. Não foram registrados apenas pelos milagres em si, mas pelos ensinamentos contidos em cada um deles. A noite de fracasso no “lago de Genesaré” (v.1) tornou-se na manhã gloriosa da milagrosa pescaria porque Pedro confiou no poder da palavra de Cristo (v.5). A pele arruinada do leproso tornou-se em pele sadia porque ele confiou no poder da palavra de Cristo. Aquele paralítico foi perdoado e ficou curado porque Jesus viu a sua fé e de seus amigos (v.20) no poder de Sua palavra.

Após o milagre, “Pedro prostrou-se aos pés de Jesus” (v.8), confessando ser um pecador. Antes do milagre, o leproso, “ao ver Jesus, prostrando-se rosto em terra” (v.12), suplicou pela cura. Nem sempre o milagre acontece porque pedimos. Pedro não pediu a Jesus que enchesse as suas redes, contudo, Jesus sabia que aquele prodígio seria o marco inicial na vida daquele que se tornaria um “pescador de homens” (v.10). Mas Jesus também Se encontra em posição favorável a todo aquele que necessita de Seu poder de cura. Como foi com o leproso e com o paralítico, Seus lábios continuam a proferir Seu amor verbalizado e como Aquele que experimentou a natureza humana, Ele continua a dizer nesses últimos dias: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (v.31-32).

Precisamos fixar os nossos olhos no perfeito Modelo. Jesus nos deixou o exemplo não para que O busquemos imitar em nossos próprios esforços limitados e defeituosos. O reconhecimento de nossa condição pecadora e necessidade de um Salvador é, na verdade, o que deve reger a nossa devoção diária. Muitos estão a se envolver com exercícios espúrios denominados “espirituais” com o fim de alcançar uma paz interior e afirmação espiritual que nada tem a ver com o que dizem as Escrituras. Através da prática de Yoga, e outros exercícios de meditação, pensam estar desfrutando de uma intimidade com Deus, quando estão seguindo pelo caminho largo do inimigo das almas. A Bíblia não diz que Jesus ia para lugares solitários para buscar a paz interior, e sim que Ele “Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16), a fim de ser preenchido pelo “poder do Senhor” (v.17).

Cuidado, amados! Muito cuidado, pois, abaixo de Deus, Satanás é o maior especialista da mente humana. Não precisamos de mantras nem de outros artifícios místicos para nos conectar com Deus. Precisamos sim nos colocar constantemente sob a Palavra de Deus (v.5) e, como Lucas, acreditar que tudo o que “aconteceu” (v.1, 12 e 17) está registrado na Bíblia como o meio suficientemente eficaz para o nosso crescimento e santificação pessoal. A nossa vida de oração e os nossos jejuns (v.35) devem estar sempre fundamentados no claro e poderoso “assim diz o Senhor”. Assim foi na vida de Cristo. E assim deve ser na vida de todo aquele que deseja deixar tudo para trás e segui-Lo (v.28). A Bíblia é o instrumento do Senhor para nos unir a Ele como “odres novos” (v.38) e preparar-nos para a Sua segunda vinda. Portanto, examinemos as Escrituras, vigiemos e oremos!

Bom dia, seguidores de Cristo Jesus!

* Oremos pelo discernimento do Espírito Santo através do estudo da Bíblia. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 5 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
16 de junho de 2021, 0:40
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LUCAS 5 – Caso tenhamos disposição para entender a missão de Jesus, precisaremos decidir pelo arrependimento.

Lucas revela que Jesus tem as prerrogativas apontadas nas promessas do Antigo Testamento; Ele era o verdadeiro Messias, profetizado por décadas e milênios. Ao ler na sinagoga, Isaías 61, e logo afirmar: “Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lucas 4:21), Jesus declarava claramente ser o Messias.

No capítulo 5, Lucas explora o cumprimento profético de Isaías nas atividades diárias do Messias:

1. Sendo Jesus o Criador e Senhor do Universo, deu ordens a Pedro (o qual fracassara na pesca durante a noite toda), para lançar as redes do outro lado do barco. Ao obedecer à palavra aparente ilógica do Mestre, Pedro experimentou um milagre; então, imediatamente reconheceu Sua indignidade e junto a Tiago e João abandonaram tudo para segui-lO (vs. 1-11).

2. Jesus libertou leproso, quando a lepra era uma das piores doenças da época e símbolo de pecado e contaminação; além disso, curou e perdoou pecados do paralítico. Consequentemente, impressionou a muitos: a uns positivamente, a outros, negativamente (vs. 12-26).

3. Ao envolver-Se com os pobres e párias da sociedade, Jesus foi severamente criticado; os críticos acompanharam de perto o ministério profícuo de Jesus. Estes críticos questionaram as companhias de Jesus, Sua forma de comer (vs. 27-32) e Suas práticas (ou não práticas) espirituais (vs. 33-39).

Jesus, com Seu jeito de ser, impressionava aos críticos e o público em geral.

“Com lógica irretorquível, indicou que são os doentes, e não os são, que precisam de médico. Seu trabalho era entre os pecadores. Não viera, no entanto, para deixá-los no seu pecado. Chamava-os ao arrependimento. A referência de Jesus aos justos é, naturalmente, irônica. Mas os fariseus se consideravam assim, e, segundo as premissas deles mesmos, a conduta de Jesus era justificada. O fato de que deixaram de tornar-se discípulos talvez tenha conexão com o fato de que o arrependimento não é fácil para os respeitáveis e justos aos seus próprios olhos. Lucas está muito interessado no tema do arrependimento, e o desenvolve muito mais plenamente do que Mateus e Marcos (ver 3:3, 8; 10:13; 11:32; 13:3, 5; 15:7, 10; 16:30; 17:3, 4; 24:47)” (Leon L. Morris).

Portanto, arrependamo-nos de nossos pecados, assim seremos libertos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



LUCAS 4 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
15 de junho de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO LUCAS 4Primeiro leia a Bíblia

LUCAS 4 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

LUCAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



LUCAS 4 by Jobson Santos
15 de junho de 2021, 0:55
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lc/4

Jesus ensinou seus discípulos a orar “não nos deixes cair em tentação” (Lucas 11:4), mas o Espírito Santo levou Jesus à tentação e a ficar sem comer por quarenta dias. Por que o Espírito Santo levou Jesus para o deserto? Nas respostas de Jesus a essas tentações, encontramos respostas.

Saber onde travar uma batalha é essencial. Jesus lutou em Seu terreno, a Palavra de Deus. O diabo sempre nos tenta a duvidar de quem somos: “Se você é o Filho de Deus, mande a esta pedra que se transforme em pão” (Lucas 4:3). Jesus não deu uma resposta pessoal à dúvida de Satanás acerca da sua divindade. Em vez disso, Jesus usou a melhor arma contra toda tentação: “Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor.” (Deuteronômio 8:3).

Provamos a Satanás e a nós mesmos que somos filhos de Deus, não por nossas boas obras, mas pelas promessas de Deus e Suas providências em nossas vidas. Jesus citou a Palavra de Deus quando Moisés falou aos filhos de Israel: “Lembre-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não.” (Deuteronômio 8:2).

Douglas Jacob
Professor de Ministério da Igreja e Homilética
Seminário, Southern Adventist University

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1223
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



LUCAS 04 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
15 de junho de 2021, 0:50
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“Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (v.43).

Cheio do Espírito de Deus, Jesus iniciou o Seu ministério das águas para o deserto. Ali, tentado por Satanás, Sua missão foi exaltada pelo princípio ativo de Seu caráter obediente à Palavra e submisso ao Pai. Colocando em dúvida Sua origem divina, o inimigo tentou a Jesus não somente em Sua humanidade, mas O incitou a usar do poder divino a fim de atender Suas próprias necessidades e Se valer de Sua natureza celestial e eterna. Jesus, porém, não veio para ser servido ou provar a Satanás a Sua divindade, “mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45). Sua obra incluía a vitória sobre o pecado, e, como nosso Substituto, o precioso Cordeiro de Deus cumpriu com perfeição o “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Como Aquele de quem até mesmo Seus familiares e amigos mais próximos desprezaram, Jesus prosseguiu em Seu santo ministério “para pôr em liberdade os oprimidos” (v.18). Suas palavras eram cheias “de graça” (v.22) e de autoridade, de forma que “todos na sinagoga tinham os olhos fitos nEle” (v.20). As pessoas reconheciam que havia algo de diferente e sublime na pessoa de Jesus, mas a influência espiritual de seus líderes havia alimentado no povo uma expectativa que não encontrava harmonia nos ensinamentos e no estilo de vida do Mestre. E, lembrando-se de Sua origem terrena, aqueles que antes se maravilharam das palavras de Cristo, “O levaram até ao cimo do monte […] para, de lá, O precipitarem abaixo” (v.29).

Foi um tempo de pânico para Satanás e os seus anjos. Finalmente, a profecia dada a Adão e Eva estava se cumprindo (Gn.3:15); o plano que dia após dia era relembrado através dos rituais do santuário estava prestes a ser consumado. E nunca houve tanto alvoroço por parte dos demônios, que temiam e tremiam diante dAquele que poderia subjugá-los com uma simples palavra: “Ah! Que temos nós Contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (v.34). Eles conheciam a origem de Jesus: “Tu és o Filho de Deus!” (v.41). Reconhecer quem Cristo é e crer que Ele é o Filho de Deus não pode, portanto, se resumir a um mero pronunciamento. Jesus precisa ser o meu e o seu Cristo. Como a “viúva de Sarepta” (v.26) e “Naamã, o siro” (v.27), que obedeceram aos profetas do Senhor, Deus deseja atender as nossas necessidades e curar as nossas enfermidades. Mas, para isso, precisamos dar o passo da fé, buscando fazer a vontade de Deus ainda que tenhamos que sair de nossa zona de conforto.

Constantemente, Jesus Se retirava “para um lugar deserto” (v.42) a fim de descansar nos braços de Seu Pai. Sua vida diária de oração e de santa consagração era o que O fortalecia para lidar com os mais diversos dilemas humanos e com as constantes ciladas do Maligno. Quanto necessitamos deste lugar deserto a cada dia! Nossa natureza carnal só pode ser vencida se estivermos cheios do Espírito. É a nossa submissão a Deus e entrega diária do coração que nos confere forças para resistir ao diabo e que nos habilita como cidadãos do reino celeste. A nossa vida aqui é o que define para onde estamos indo.

O ministério terrestre de Jesus era sempre uma evidência de que não vivia para Si mesmo, mas para a glória de Deus. E, assim, Ele anunciava “o evangelho do reino de Deus” (v.43), pregando, ensinando, curando, amando. Ele veio a este reino de trevas para que, com Ele, possamos em breve estar no reino dos céus. Que a nossa vida, cheia do Espírito Santo, faça Satanás e seu exército tremer e, mesmo que admirados ou rejeitados pelos homens, nossa missão consista em temer a Deus e dar-Lhe glória (Ap.14:7), “pois para isso é que” fomos criados (Ec.12:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, futuros cidadãos dos Céus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
15 de junho de 2021, 0:45
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[Nota: Devido à riqueza dos comentários, esta compilação ficou mais longa que o costume, com 2631 palavras. Aconselhamos aos que não não dispuserem do tempo necessário para uma leitura contemplativa, a consultarem somente os comentários dos versos de interesse, deixando os demais para data/hora oportuna.]

1 guiado pelo Espírito Santo. O tempo verbal grego indica que a condução do Espírito Santo não se limitou à viagem ao deserto, mas continuou durante a Sua permanência ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 798.

O Espírito Santo desceu sobre Jesus no batismo e permaneceu com Ele, O enchendo e guiando. Andrews Study Bible.

2 quarenta dias. Mateus deixa claro que as três maiores tentações ocorreram no final dos 40 dias (ver com. de Mt 4:2, 3), um fato evidente também a partir de Lc 4:2. Quando Jesus entrou no deserto, estava rodeado pela glória do Pai e, quando a glória partiu, Ele foi deixado sozinho para lutar com a tentação (DTN, 118). As tentações de Satanás continuaram durante todos os 40 dias de jejum de Jesus. As três mencionadas nos v. 3 a 13 representaram o clímax das tentações, no final do período (ver SP2, 90). CBASD, vol. 5, p. 798.

sendo tentado. Os ataques do diabo são contra o Messias, o cabeça da Nova Humanidade (cf Cl 2.15) … Em contraste com Adão, o cabeça da velha humanidade, que caiu, ainda que vivendo em condições ideais, o Segundo Adão venceu o diabo em total fraqueza da carne (cf 40 dias de jejum). Bíblia de Genebra.

3-13 O diabo procura desviar Jesus de Sua missão divinamente estabelecida. … A narrativa de Lucas realça o paralelo entre a tentação de Jesus e as provações de Israel no deserto. Jesus foi tentado por 40 dias no deserto e Israel peregrinou por quarenta anos no deserto (Nm 14.34). Israel falhou no teste da obediência, enquanto Jesus foi plenamente obediente ao Pai. Bíblia de Genebra.

3 manda esta pedra transformar-se em pão. O diabo sempre faz com que suas tentações pareçam atraentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 Não só de pão viverá o homem. O contexto de Deuteronômio [Dt 8:3] que Jesus cita, frisa a completa dependência do homem para com o Senhor. Sem Sua bênção, a fartura material de nada adianta. Bíblia de Genebra.

5-8 Esta tentação [a 2ª] vem em terceiro lugar em Mateus. A razão para esta diferença de ordem não é conhecida. A tentação é para Jesus estabelecer um poderoso império mundial, mas ao custo de cultuar Satanás. Outra vez Jesus repele a tentação, citando as Escrituras (Dt 6.13). Bíblia Shedd.

6 Compare 1Jo 5.19. A tentação era inaugurar o Reino sem a cruz. Bíblia de Genebra.

ela me foi entregue. Isto é, por Adão quando ele pecou. Depois da Queda, Satanás denominou a si mesmo o “príncipe” deste mundo (DTN, 114), esquecendo-se que Adão mantinha o título apenas em virtude da obediência ao Criador. Satanás insinuou que Adão o escolheu como soberano e como seu representante no Céu. CBASD, vol. 5, p. 798.

9 Se é o Filho de Deus. Deus acabara de declarar esse fato (3.22). O diabo ainda usa a artimanha de suscitar dúvidas a respeito da Palavra de Deus (Gn 3.1). Bíblia de Genebra.

o pináculo. Este pode ter sido o topo do muto do templo, de onde se podia ver o vale de Cedrom ou, talvez, pode ter sido o ponto mais alto do próprio templo. Jesus foi tentado a demonstrar publicamente o Seu poder miraculoso, mas reponde citando outra vez as Escrituras (v. 12). A passagem citada (Dt 6.16) novamente recorda a experiência de Israel no deserto. Bíblia Shedd.

10 Pois está escrito. Dessa vez, Satanás também citou as Escrituras, embora tenha aplicado erroneamente Sl 91.11, 12. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 até momento oportuno. Isto é, até o tempo conveniente, quando outra oportunidade se apresentasse. Desde os primeiros anos, Cristo foi atacado pelo tentador (DTN, 71, 116). CBASD, vol. 5, p. 798.

14 Então, Jesus, regressou para a Galileia. Aqui começa o ministério de Jesus na Galileia, e que termina em 9.50. Bíblia de Genebra.

Jesus realizou um intensivo ministério antes de retornar a Nazaré. Bíblia Shedd.

poder do Espírito (cf 5.17). A mesma palavra “poder”, gr dunamis, aparece na promessa do Espírito em At 1.8, mas é traduzida como “milagres” em Lc 10.13; 19.37, etc., indicando que o poder sobrenatural de Deus é oferecido ao crente, pelo Espírito. Bíblia de Genebra.

15 E ensinava. O ensino era o modo costumeiro com o qual Jesus transmitia a verdade . … O ensino tende a ser mais eficaz do que a pregação, pois os ouvintes são participantes, enquanto na pregação eles são passivos. … Feliz é o pregador que consegue dar à sua pregação a qualidade adicional de ensino. CBASD, vol. 5, p. 799.

glorificado. Ou “honrado”, “louvado”. A Galileia era um campo mais favorável à obra do Salvador do que a Judeia (DTN, 232). Para onde Jesus ia, “grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). CBASD, vol. 5, p. 799.

16-20 Esta narrativa é o mais antigo registro conhecido a respeito da ordem do culto no serviço de uma sinagoga. O culto incluía uma leitura da Lei e uma dos Profetas. Jesus ou o dirigente da sinagoga pode ter escolhido Is 61.1-2 e 58.6. Era costume levantar-se para a leitura, numa demonstração de respeito para com a Palavra de Deus e, em seguida, sentar-se para o sermão. A leitura escolhida mostra uma forte preocupação para com o pobre (1.51-53; nota; Sl 9.18, nota). Bíblia Shedd.

16 Indo para Nazaré. Esta foi a primeira visita de Cristo a Nazaré, desde que Ele deixou a carpintaria no outono de 27 d.C. para se dedicar ao ministério público (DTN, 236). Este seria, possivelmente, o final da primavera de 29 d.C., e quase metade do período de Seu ministério público já havia se passado. Uma ano mais tarde, possivelmente no inicio da primavera de 30 d.C., Jesus fez Sua última (DTN, 241) visita a Nazaré. … Em Nazaré ainda moravam a mãe, os irmãos e irmãs de Jesus (DTN, 236), que, sem dúvida, estavam entre os adoradores na sinagoga, nesse sábado, em especial. CBASD, vol. 5, p. 799.

Provavelmente todos os acontecimentos de Jo 1.19-4.42 se deram entre Lc 4.13 e 4.14. Bíblia de Estudo NVI Vida.

entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume. A simples declaração de Lucas de que Jesus frequentava as reuniões sagradas da sinagoga no dia de sábado, o qual Ele especifica como o sétimo dia da semana (Lc 23:56-24:1), deixa claro o dever do cristão que ama seu Mestre e quer seguir os Seus passos (ver Jo 14:15; 1Pe 2:21). O fato de Cristo pessoalmente ter observado o mesmo dia da semana que os demais judeus observavam é evidência de que a contagem do tempo não havia sido perdida desde o Sinai, ou mesmo desde a criação.  Cristo é “Senhor também do sábado” (Mc 2:28); isto é, Ele o fez (Gn 2:1-3; cf Mc 2:27) e o reivindica como Seu guia. Seu exemplo ao observá-lo é um modelo perfeito para o cristão, tanto com relação ao tempo como quanto à maneira de observá-lo. … observar o sétimo dia da semana é guardar o sábado como Cristo o fez. Desde aquela época, há milhões de judeus espalhados por todo o mundo civilizado, e seria impossível que todos eles, simultaneamente, cometessem o mesmo erro ao calcular o sétimo dia da semana. … Cristo tinha o hábito de frequentar as reuniões regulares da sinagoga aos sábados. A esta sinagoga em Nazaré, Ele havia sido regularmente convidado na juventude, para ler os Profetas, e Ele extraía lições de Seu profundo conhecimento das Escrituras, as quais comoviam o coração dos adoradores (DTN, 74; cf 70). CBASD, vol. 5, p. 799.

levantou-se. A reverência pela Palavra escrita exigia que aquele que a lesse publicamente permanecesse em pé. A Lei e os Profetas eram lidos dessa forma, mas não os Escritos [poéticos], que não desfrutavam de conhecimento semelhante. CBASD, vol. 5, p. 800.

17 Então, Lhe deram. Isto é, pelo diácono ou chazzan, cujo dever era tirar os rolos sagrados e entregá-los ao leitor, e retorná-los à arca após a a leitura (ver p. 44). Dessa forma, em harmonia com o ritual da sinagoga, o chazzan tirou da arca o rolo dos Profetas, removeu a cobertura e o entregou, fechado, a Jesus. É evidente que Jesus não apenas falava a linguagem comum do povo [aramaico], como também lia bem em hebraico – naquela época, uma linguagem quase morta, exceto nas reuniões religiosas. A lição para o dia era sempre lida em hebraico. CBASD, vol. 5, p. 800.

Esta é a única referência à Sua capacidade de ler. teria lido o trecho em hebraico, traduzindo-o para o aramaico, antes de pregar. Bíblia Shedd.

18 ungiu. Referência ao Messias, que significa “ungido” (9.2n). A profecia foi cumprida no batismo (3.22). Bíblia Shedd.

No contexto messiânico, esta passagem pode ser traduzida desta forma: “Ele me fez o Cristo” ou “Ele me fez o Messias” (ver com. de Is 61:1). CBASD, vol. 5, p. 800, 801.

19 ano aceitável. Isto é, a era do evangelho…  lembra o ano do jubileu, quando os escravos eram libertados, os débitos eram cancelados e as terras herdadas eram devolvidas aos proprietários originais. … Neste ponto, Jesus concluiu a leitura de Isaías 61:1 e 2. a frase seguinte, que era o clímax da passagem para o judeu patriota – “o dia da vingança do nosso Deus” – Ele não leu. Os judeus ingenuamente criam que a salvação era para eles, e a retribuição, para os gentios (ver Sl 79:6). A ideia judaica de que a salvação era uma questão de nacionalidade em vez de uma submissão pessoal a Deus, cegou o povo para a verdadeira natureza da missão de Cristo e os levou a rejeitá-Lo. … Gostavam de pensar na ideia que o julgamento de Deus estava reservado para os outros e, possivelmente, surpreenderam-se quando Jesus não mencionou isso. Quando, em Seu sermão, Jesus exaltou a fé dos pagãos, indicando a falta de fé dos judeus, o público ficou fora de si, cheio de ressentimento e fúria. CBASD, vol. 5, p. 802.

20 Tendo fechado o livro. Isto é, enrolando o livro de Isaías em seu cilindro. CBASD, vol. 5, p. 802.

sentou-Se. …para o sermão, que se seguia a leitura, o orador se sentava num lugar especial, algumas vezes chamado “a cadeira de Moisés”. … Com frequência, Cristo Se assentava enquanto pregava e ensinava (Mc 4:1; Lc 5:3; Jo 8:2), um costume também seguido, pelo menos ocasionalmente, pelos Seus discípulos (ver At 16:13, ver p. 45). CBASD, vol. 5, p. 802.

21 passou Jesus a dizer-lhes. Jesus popularmente era considerado um rabino ou professor (ver Jo 1:38, 49; 3:2; 6:25). Era de se esperar que, como rabino visitante, fosse solicitado que Ele fizesse o sermão, principalmente em vista do fato de que Nazaré era Sua cidade natal … É evidente que Lucas fez um esboço dos comentários de Cristo nesta ocasião, selecionando os que produziram o efeito registrado no v. 22 e a violenta reação dos v. 28 e 29. CBASD, vol. 5, p. 802, 803.

Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Este comunicado conscientizou as pessoas de que Jesus as considerava pobres, quebrantadas de coração, cativas, cegas e oprimidas (DTN, 237). CBASD, vol. 5, p. 803.

22 Não é este o filho de José? Eles recusavam crer que Jesus, a quem conheciam tão bem, fosse o Prometido,. CBASD, vol. 5, p. 803.

23 Sem dúvida. Assim como Jesus lia os rostos e corações da audiência, Ele bem conhecia os pensamentos que os perturbavam. Sua tentativa de revelar aos ouvintes sua verdadeira atitude e condição (ver Lc 4:23-27), os enfureceu ainda mais e os levou a atentar contra Sua vida. Jesus, com frequência deixava claro que lia os pensamentos das pessoas e, desse modo, evidenciava Sua divindade. … Foi essa parte do discurso de Jesus (v. 23-27) que evidenciou que Ele lia os pensamentos secretos (DTN, 238). … Alguns tem sugerido que Ele interpretava os pensamentos deles como significando: “Você tem mostrado muitos sinais de cura e milagres relacionados a outros [significando o povo de Cafarnaum], agora mostre um sinal em favor de Si mesmo [isto é, ao povo de Nazaré]. Você afirma ser o Messias da profecia; deixe-nos ver alguns “milagres”. … Essa exigência silenciosa deixa claro que Jesus não realizou milagres durante Sua infância e juventude, como reivindicam os evangelhos apócrifos. CBASD, vol. 5, p. 803, 804.

26 e a nenhuma delas. Deus não pode fazer nada pelos que têm o coração endurecido e são incrédulos, que não sentem sua necessidade. … A falta de fé dos cidadãos de Nazaré impediu que Jesus realizasse milagres ali (Mc 6:5, 6). Não que Ele fosse incapaz de realizá-los, mas porque estavam despreparados para receber as bênçãos que Ele desejava lhes outorgar. CBASD, vol. 5, p. 804.

Jesus queria dizer que quando Israel rejeitou o mensageiro da redenção enviado por Deus, este o enviou aos gentios – e assim acontecerá de novo caso se recusarem a aceitar Jesus (v. 10.13-15; Rm 9-11). Bíblia de Estudo NVI Vida.

28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas. A repreensão implícita do Senhor caiu pesadamente sobre seus corações relutantes. Conscientes, por um instante, de seu caráter falho e de sua necessidade do verdadeiro arrependimento e conversão, o coração deles se rebelou (ver Rm 8:7). CBASD, vol. 5, p. 804, 805.

se encheram de ira. Conscientes de que as palavras de Jesus os descrevia perfeitamente, eles não desejavam mais ouvi-Lo. Para aceitá-Lo, deveriam admitir que não eram melhores que os pagãos, a quem consideravam como cães. … Embora tivessem sido tocados, sua consciência culpada se ergueu rapidamente para silenciar as penetrantes palavras da verdade. O forte orgulho nacional se ressentiu do pensamento de que as bênçãos do evangelho deveriam estar disponíveis aos pagãos e, em seu preconceito irracional, estavam prontos a assassinar o Príncipe da vida (ver at 3:15). CBASD, vol. 5, p. 805.

29 levantando-se. O povo de Nazaré parou de ouvir antes que Jesus parasse de falar. Eles “não O receberam” (Jo 1:11). O assassinato estava no coração deles, mesmo no dia de sábado, e eles estavam prontos a destrui-Lo. CBASD, vol. 5, p. 805.

O levaram até o cima do monte … para, de lá, O precipitarem abaixo. CBASD, vol. 5, p. 805.

30 passando por entre eles. Os anjos O cobriram e O levaram a um local seguro, como fizeram noutra ocasião (cf Jo 8:59), como regularmente protegeram as testemunhas celestiais em todas as épocas (ver DTN, 240). CBASD, vol. 5, p. 805.

31 desceu a Cafarnaum. Do vilarejo de Nazaré, no alto das colinas, até Cafarnaum, … é literalmente uma “descida” de 349 m acima do nível do mar para 209 m abaixo dele. CBASD, vol. 5, p. 805.

os ensinava no sábado. Como era a prática do Senhor (ver com. do v. 16). CBASD, vol. 5, p. 806.

32 se maravilhavam. Em contraste com os fariseus e mestres da lei, que apelavam para a tradição e mestres anteriores, Jesus provocou um sentimento de admiração no povo, porque não citava autoridades. Bíblia Shedd.

33 Há poucos exemplos de possessão demoníaca no Antigo Testamento ou no Novo Testamento, fora dos Evangelhos. Nas Escrituras, tal possessão é, primariamente, parte da oposição do mal à vinda do Filho de Deus. Bíblia Shedd.

38-39 Mateus e Marcos, ambos, registram este milagre, porém, só Lucas menciona a febre alta, o que pode indicar o seu interesse médico. O fato de Jesus “repreender” a febre pode significar que Ele viu Satanás por trás disso, de algum modo. Bíblia Shedd.

40 Era ao pôr do sol que o sábado terminava, possibilitando assim o transporte dos doentes sem se contrariar a lei mosaica. Bíblia Shedd.

cada um. Cristo nunca perde de vista o indivíduo, mesmo quando as massas o envolvem (42; 5.1; cf 8.42-48). Cumpriu-se literalmente a profecia de Isaías, citada nos vv 18, 19. Bíblia Shedd.

41 os repreendia [aos demônios]. Ou “não os permitia”. Jesus passou imediatamente a silenciá-los, talvez porque o testemunho poderia ser entendido como significando que Ele estava em aliança com os demônios. CBASD, vol. 5, p. 806.

Jesus nega aos demônios o direito de anunciá-Lo, porque nada têm em comum com Ele. As testemunhas de Jesus devem ser puras. Bíblia Shedd.

o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.

42 Instavam. isto é, eles queriam impedir que Cristo os deixasse, aprentemente fazendo o que podiam para dificultar Sua partida.o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.

43 reino de Deus. Esta é a primeira menção de Lucas a respeito do reino de Deus, o mais frequente tema da pregação de Jesus. Bíblia Shedd.

também às outras cidades. Quando a oportunidade de ouvir de Jesus é limitada a um grupo, contrariamos tanto o mandamento como a prática de Jesus (Mt 28.19, 20; Jo 3.16). Bíblia Shedd.

Judeia. Alguns manuscritos bem como os relatos paralelos (Mt 4.23; Mc 1.39) trazem Galileia, e não Judeia [cf tb nota textual NVI]. Bíblia de Estudo NVI Vida.



LUCAS 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
15 de junho de 2021, 0:40
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LUCAS 4 – Estar plenamente cheio do Espírito Santo significa dependência total do Pai e obediência a Sua Palavra. Alguns pontos merecem nossa atenção do capítulo em questão:

· No auge da consagração de Cristo, Satanás aproximou-se dEle. O diabo não tentou Jesus antes dEle orar, mas depois dEle orar e jejuar. Então, se a oração tem poder para expulsar as potestades malignas, por que Jesus recebeu tal visita quando mais consagrado estava? (vs. 1-12).

· Jesus conseguiu expulsar Satanás de Sua presença só depois da terceira tentação; contudo, não o venceu definitivamente. O líder dos demônios apartou-se de Cristo até obter outras oportunidades estratégicas (v. 13). Não muito tempo depois, agora em público, um demônio desafiou a identidade de Cristo (vs. 33-36).

· O confronto do diabo com Jesus, por mais negativo que fosse, resultava em sucesso para o líder do bem. Jesus atraia a multidão em cada batalha ganha contra o líder das forças espirituais do mal. Isso porque o Messias estava cheio do poder do Espírito Santo e Seu ensino revelava o poder da Palavra de Deus (vs. 14-15, 37).

· O poder de Cristo tornou-se evidente nos milagres e curas realizadas, as quais certamente impactaram a mente intelectual do médico Lucas e, também as pessoas que recebiam um tratamento fora do comum do Mestre da Saúde total (vs. 31-32, 42-44).

Apesar dessa demonstração sobrenatural de poder físico e espiritual, nem tudo foi fácil para Jesus. Embora orasse e jejuasse, e buscasse um lugar deserto para meditar e consagrar (evidente no começo e no fim do capítulo), não só o diabo não dava trégua, como também Seus conterrâneos (vs. 16-30) – “se encheram de ira” contra Ele. “Eles o agarraram e o levaram para… o cume de uma montanha… e queriam jogá-lo lá do alto”.

Satanás odeia Jesus, mas apenas sugeriu-Lhe para pular dum lugar alto (v. 9), contudo as pessoas, mesmo religiosas, desprovidas de consagração genuína, queriam atirá-Lo de um lugar alto.

· Ainda hoje, tem quem ama e tem quem odeia Jesus, quem é você nesse aspecto?

Cheio do Espírito Santo, Jesus atuou de forma exemplar aqui neste mundo permeado pelo mal. Ele enfrentou todo tipo de tentação a fim de providenciar para nós o escape e a vitória frente às investidas do diabo!

“Senhor, fortaleça-nos!!!” – Heber Toth Armí.




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