Reavivados por Sua Palavra


NEEMIAS 9 — Rosana Barros by Ivan Barros
12 de junho de 2026, 0:45
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“Porque Tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois Tu fielmente procedeste, e nós, perversamente” (v.33).

A renovação espiritual experimentada pelos judeus, através do estudo da Lei de Deus, gerou um dos capítulos mais ricos das Escrituras. Com jejum, pano de saco e terra sobre a cabeça, os filhos de Israel compunham um cenário de arrependimento e entrega. Mas a forma de nada valeria se não houvesse a essência. Desde a criação em Gênesis, passando por Abraão, Moisés e pelos períodos dos reis, ficou muito clara a distinção entre a fidelidade de Deus e a recorrente desobediência do Seu povo. Algo que aqueles líderes fiéis fizeram questão de destacar: “Porém, Tu, ó Deus perdoador, bondoso e compassivo, tardio em irar-Te e grande em bondade, Tu não os abandonaste” (v.17). “Ainda assim foram desobedientes e se revoltaram contra Ti; viraram as costas à Tua Lei e mataram os Teus profetas” (v.26).

Nenhuma outra nação testemunhou tantos milagres quanto Israel. No Egito, no deserto e em Canaã; nas planícies do Jordão, às margens do mar da Galileia e nas cidadelas de Judá, ambas as gerações foram testemunhas oculares dos prodígios do Senhor. Ainda assim, uma perseguiu e assassinou os profetas do Senhor, e a outra, condenou à cruz Aquele que diziam aguardar. Entre idas e vindas, “cometeram grandes blasfêmias” (v.26), “mas no tempo de sua angústia, clamando eles” (v.27), o Senhor os livrou “muitas vezes” (v.28). “Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de” (v.28) Deus.

Tendo como fundamento o “Livro da Lei do Senhor, seu Deus” (v.3), seus corações foram tocados pela brasa viva do altar do Céu. Como uma chama, cada sentença lida lhes consumia a alma no ardente e sincero desejo de viver conforme o “assim diz o Senhor”. E, tendo como professor o “bom Espírito, para os ensinar” (v.20), reconheceram sua condição vulnerável e sua necessidade da “grande bondade” (v.25) do único Deus verdadeiro: “Só Tu és Senhor, Tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e Tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus Te adora” (v.6).

Arrependimento e confissão de pecados são dois passos fundamentais na jornada cristã. Nenhum desses, no entanto, procede da natureza humana. Porque “a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm.2:4). E o arrependimento é que produz a confissão; o reconhecimento de nossa culpa e de que necessitamos do perdão divino. Não simplesmente uma confissão forçada ou o reconhecimento de algo porque se tornou público, mas a verdadeira tristeza pelo pecado e o real desejo de não mais praticá-lo. Pois “o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13).

Amados, os altos e baixos de Israel e a grande misericórdia do Senhor e Sua terna disposição em perdoar, revelam-nos o que muitas vezes temos dificuldade em admitir: somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17). Quando baixar a guarda torna-se uma opção, abrimos um caminho de largas ideias no campo da iniquidade. E, sob a encomenda de um coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), nos afastamos da influência do Espírito Santo e de Seu divino discernimento. Esse é um perigo terrível, meus irmãos. Ao calar a voz do Espírito, entregamos a nossa consciência à balança de conceitos humanos, e isso pode implicar um caminho sem volta, pois “para o que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão” (Lc.12:10).

“Eis que hoje somos servos” (v.36). Servos de nossos gostos, servos do pecado que em nós habita. E, a menos que busquemos andar com Deus, clamando por Seu auxílio e misericórdia, permaneceremos mortos em nossos delitos. Agora é o tempo de estabelecermos uma “aliança fiel” (v.38) com o Deus de nossa salvação. Agora é o momento no qual o Espírito Santo deseja selar essa aliança em nosso coração com tinta que não se apaga. Propensos como somos a falhar, como o salmista, seguremos firme no braço que não pode tombar: “Todavia, estou sempre Contigo, Tu me seguras pela minha mão direita” (Sl.73:23).

“Bendito seja o Teu nome glorioso, que ultrapassa todo bendizer e louvor. Só Tu és Senhor!” Tu és o nosso Deus Criador. “Tu és o Senhor, o Deus” que nos escolheu para fazer aliança conosco. Cumpriste cada uma das Tuas promessas, “porque és justo”. Ó, Senhor, não temos desculpa alguma para andar no erro, se temos toda a Tua Revelação, dada através dos Teus servos, os profetas. Agora, pois, clamamos que perdoes os nossos muitos pecados e, por Tua bondade e compaixão, não retires de nós o Teu Santo Espírito, para que sejamos dia a dia ensinados do Senhor e o Teu conhecimento nos conceda a vida eterna. É porque cremos que Tu és Deus clemente e misericordioso, que Te fazemos esta oração, pelo nome e pelos méritos de Cristo Jesus, nosso Salvador, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, salvos pelo “Deus perdoador” (v.17)!

Rosana Garcia Barros

#NEEMIAS9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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