Reavivados por Sua Palavra


COMENTÁRIO GÊNESIS 2– PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
18 de abril de 2025, 0:40
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GÊNESIS 2 – O livro de Gênesis revela quem somos em um mundo com muitas vozes tentando nos diminuir, humilhar e nos tirar a dignidade concedida por Deus. Os versículos 7 e 22 deste capítulo nos informam que fomos criados por Deus, modelados por Suas próprias mãos.

Moisés se aproximou dos escravos israelitas no Egito e apresentou seu novo livro: Gênesis. Talvez Gênesis seja ainda mais necessário a nós nestes últimos dias do que o foi para seu primeiro público alvo. Gênesis revela nossa nobre origem quando estamos submergido numa sociedade que debate ideias degradantes procurando obstruir os princípios divinos que nos dão valor e sentindo à vida.

Gênesis 2 mostra que Deus pensou em tudo visando proporcionar o maior bem e felicidade às pessoas O representariam no mundo recém criado. Inspirado por Deus, Moisés nos mostra com maestria que os seres humanos são frutos do plano de um Deus de amor, idealizado e originado em Seu coração, criados por Suas próprias mãos; ou seja, não somos resultados de um caos, uma explosão evolutiva ou um desenvolvimento melhorado de uma criatura inferior.

Gênesis 2 revela que originalmente os humanos foram colocados num jardim perfeito plantado por Deus. Os filhos de Abraão não foram criados para serem escravos, nem para serem humilhados nos fornos de tijolos, amassando barro na escravidão, tratados pior do que tratam animais. Com Gênesis, Deus almeja apresentar o valor da humanidade.

O número 7 é especial para Deus. Gênesis 1:1 possui 7 palavras no hebraico. Gênesis 2:2 contém 2×7 palavras, ou seja, 14 palavras. O capítulo 2 encerra um ciclo de 7 parágrafos do relato de nossa origem falando do sétimo dia da criação.

No sexto dia, Deus havia criado os animais terrestres, o homem e a mulher. Havia plantado um jardim para o casal, ministrara o primeiro casamento e presenteado Seu jardim aos noivos recém-casados. O sétimo dia da criação de Deus era o primeiro dia inteiro do primeiro casal da história. A lua de mel foi uma viagem espetacular com Deus apresentando Sua criação!

Esse dia especial foi o sábado: O dia em que Deus parou de criar para dedicar a Seus filhos. Deus ainda anseia por esse relacionamento especial para o qual fomos criados. Devemos ansiar por esse relacionamento também.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



GENESIS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – texto expandido by Jeferson Quimelli
18 de abril de 2025, 0:30
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2486 palavras

1 Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e tudo que há neles. Declaração sintética que enfatiza o término bem-sucedido da criação dos céus, da terra e de seu “preenchimento”. Bíblia de Estudo Andrews.

Exército. A palavra “exército”, tsaba, denota todas as coisas criadas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 202.

2 Descansou. O verbo “descansou”, shabath, significa, literalmente, “cessar”um trabalho ou atividade (ver Gn 8:22; Jó 32:1; etc.). … Deus não descansou porque precisa disso (ver Is 40:28). O descanso de Deus não foi resultado nem de exaustão nem de fadiga, mas de uma cessação de Sua ocupação prévia. CBASD, vol. 1, p. 202.

O descanso de Deus, no sétimo dia, compreende a cessação do trabalho criador e a satisfação em face do que tinha sido realizado. Trata-se de um dia separado (consagrado) para um propósito especial, incluindo o repouso físico e o reconhecimento da bondade divina mediante o culto (cf Êx 20.7 N. Hm). Bíblia Shedd.

3 E abençoou Deus o dia sétimo. A bênção sobre o dia sétimo subentendia que, dessa forma, ele era declarado objeto especial do favor divino e um dia que traria bênçãos a Suas criaturas. CBASD, vol. 1, p. 203.

E o santificou. O ato de santificação consistiu numa declaração de que o dia foi santo, ou separado para propósitos santos. … O sábado semanal do sétimo dia tem sido frequentemente considerado uma instituição para a dispensação judaica, mas o relato inspirado declara que ele foi instituído mais de dois mil anos antes do nascimento do primeiro israelita (um descendente de Jacó, ou Israel). Há, além disso, a palavra do próprio Jesus, ao declarar: “O sábado foi feito por causa do homem”(Mc 2:27), indicando claramente que esta instituição não foi estabelecida apenas para os judeus, mas para toda a humanidade. CBASD, vol. 1, p. 203.

Porque nele descansou. Deus não poderia ter razão mais elevada para ordenar o descanso no sétimo dia do que o fato de que, ao assim fazê-lo, o homem pudesse desfrutar a oportunidade de refletir sobre o amor e bondade de seu Criador, e tornar-se semelhante a Ele. … O sábado requer a abstenção do trabalho físico comum e a devoção da mente e do coração às coisas santas. … Os evangelhos atestam que ele foi usado dessa forma por Cristo e pelos apóstolos (Lc 4:16; At 17:2; 18:4) e que deveria continuar a ser observado pelos cristãos após a conclusão do ministério terrestre de Cristo (Mt 24:20). O fato de que o sábado continuará a ser celebrado na nova Terra como dia de adoração (Is 66:23) é uma clara indicação de que Deus nunca planejou ter sua observância transferida para outro dia. … A rejeição do sábado é uma rejeição ao Criador e abre as portas para todo tipo de falsas teorias. CBASD, vol. 1, p. 203, 204.

O término da criação se encontra intimamente ligado à criação do sábado. O sétimo dia é o auge supremo da criação por abrir tempo e espaço para a santidade e a comunhão. […] De todos os dias da criação, Deus só abençoou e santificou o sétimo dia, indicando que pertence a ele de maneira especial. […] o descanso sabático não se originou com a ordem divina dada a Israel no monte Sinai [em Êx 20:8-11]. Em vez disso, começou com a atividade pessoal e criativa de Deus durante a semana da criação. Bíblia de Estudo Andrews.

4 Esta é a gênese. A palavra “gênese”, toledoth, é geralmente usada em referência à história familiar de uma pessoa, isto é, ao nascimento de seus filhos (ver Gn 5:1; 6:9; 11:10; etc.). … Um comentarista sugere que “gênese” se refere adequadamente à “história ou relato de sua produção”. CBASD, vol. 1, p. 204.

Nenhuma planta. Os v. 4-6 antecipam a criação do homem (v. 7), ao descrever brevemente a aparência da superfície, particularmente com respeito à vegetação, pouco antes do momento em que ele foi trazido à existência no sexto dia da semana da criação. Ali estava o paraíso perfeito, onde só faltava alguém “para lavrar o solo”. CBASD, vol. 1, p. 204.

Uma neblina. Podemos pensar em “neblina” como sinônimo de “orvalho”. O fato de as pessoas do tempo de Noé zombarem da ideia de que chuva vinda do céu pudesse trazer destruição à Terra, no dilúvio, e de Noé ser elogiado por crer em “acontecimentos que ainda não se viam” (Hb 11:7) indica que a chuva era desconhecida para os antediluvianos (ver PP, 96-97). CBASD, vol. 1, p. 205.

formou. O verbo denota a ação deliberada de um oleiro (Is 29:16; Jr 18:4-6). O homem (heb ‘adam) foi criado do pó da terra (heb ‘adamah), não da matéria divina, como em outras narrativas da criação da mesma época. Ele retornaria ao pó quando morresse (Gn 3:19). O fôlego divino criador de vida transformou o pó numa criatura feita à imagem de Deus e continuamente dependente dele: o homem (Jó 27:3). Bíblia de Estudo Andrews.

Do pó da terra. O fato de o homem ser composto por materiais derivados do solo, elementos da terra, é confirmado pela ciência. A decomposição do corpo humano após a morte dá testemunho disso. CBASD, vol. 1, p. 205.

O fôlego de vida. “Fôlego”, neshamah. Vindo da Fonte de toda a Vida, o princípio vital entrou no corpo inanimado de Adão. É dito que o meio pelo qual a centelha da vida foi transferida para seu corpo foi o “sopro”de Deus. … Ao ser comunicado ao homem, o “fôlego” é equivalente à sua vida; é a própria vida em si (Is 2:22). CBASD, vol. 1, p. 205.

Alma vivente.Uma interpretação mais adequada seria “ser vivente” (NVI), em vez de alma. A palavra hebraica traduzida por “alma” significa vida ou pessoa, não uma entidade separada. Nas Escrituras, as pessoas não têm alma, elas são almas/seres/pessoas. […] A morte acaba com a associação entre o fôlego de Deus e os elementos da terra, e a pessoa, ou ser vivo, deixa de existir(sobre a natureza da morte, ver Sl 115:17; 146:4; Dn 12:2; Jo 11:11-14; 1Ts 4:13, 14). Bíblia de Estudo Andrews.

Quando o divino “fôlego”(neshamah) de vida foi infundido na escultura inanimada do homem, este se tornou uma “alma”(nefesh) vivente. … Note que a nefesh é feita por Deus (Jr 38:16), pode morrer (Jz 16:30), ser morta (Nm 31:19), ser devorada (metaforicamente, Ez 22:25), ser resgatada (Sl 34:22) e ser refrigerada (Sl 19:7). Nada disso se aplica ao espírito, ruah, o que indica claramente a grande diferença entre os dois termos. É óbvio, diante disso, que a tradução “alma”para a palavra nefesh em Gn 2:7 não é apropriada, especialmente quando se tem em vista a expressão comumente usada “alma imortal”. Embora popular, esse conceito é alheio à Bíblia. A passagem pode corretamente ser traduzida da seguinte forma: “O homem se tornou um ser vivente” (NVI). Quando “alma”é considerada sinônimo de “ser”, alcança-se o significado bíblico de nefesh presente nesta passagem. CBASD, vol. 1, p. 206.

E plantou o Senhor Deus um jardim. A localização do Éden é desconhecida. O dilúvio alterou de tal forma as características físicas da terra, que se tornou impossível a identificação atual de locais existentes antes dessa catástrofe. CBASD, vol. 1, p. 206.

Árvore do conhecimento do bem e do mal. O artigo definido “o” antes da palavra “conhecimento” significa que a árvore não podia fornecer todo e qualquer tipo de conhecimento, mas apenas certo tipo: o triste conhecimento do “mal”, em contraste com o “bem”. CBASD, vol. 1, p. 207.

10 Um rio. Muitos eruditos têm feito grande esforço em tentar esclarecer os v. 10-14, mas, provavelmente, nunca seja encontrada uma explicação satisfatória , porque a superfície da Terra após o dilúvio tem pouca semelhança com o que era antes. Uma catástrofe de tal magnitude capaz de fazer surgir elevadas cadeias de montanhas e formar vastas áreas oceânicas dificilmente teria deixado intactos acidentes geográficos menores como rios. Portanto, não se pode ter esperanças de identificar locais antediluvianos pelos acidentes geográficos atuais da Terra, a menos que a inspiração o faça para nós (PP, 105-108)CBASD, vol. 1, p. 207.

11 Pisom. O nome do primeiro rio, Pisom, é desconhecido em qualquer fonte extra bíblica, e mesmo na própria Bíblia esse nome não é mencionado em nenhuma outra parte. As opiniões dos eruditos que identificam esse rio com o Indo ou o Ganges na Índia, com o Nilo no Egito, ou com rios da Anatólia, são infundadas. CBASD, vol. 1, p. 207.

13, 14. GiomTigreEufrates. Com respeito aos v. 13 e 14, ver o com. do v. 10. CBASD, vol. 1, p. 207.

15 Os seres humanos foram colocados no jardim com dois propósitos. O primeiro, de “cultivar” ou trabalhar nele, destacando o importante conceito de que o trabalho é um dom divino, não uma punição que veio depois do pecado. Bíblia de Estudo Andrews.

17 Da árvore do conhecimento do bem e do mal. É fútil especular sobre que tipo de fruto essa árvore produzia, uma vez que isso não foi revelado. A própria presença dessa árvore no jardim revelava que o homem era um agente moral livre. O serviço do homem não era forçado; ele podia obedecer ou desobedecer. A decisão era dele. CBASD, vol. 1, p. 208.

No dia em que dela comeres. O pronunciamento divino “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”, ou, literalmente, “morrendo, morrerás”, significa que no dia da transgressão a sentença seria pronunciada. O homem passaria do status de imortalidade condicional para o de mortalidade incondicional. … a separação da fonte da vida só podia trazer, inevitavelmente, a morte. Os mesmos princípios ainda são válidos. A punição e a morte são resultados certos da livre escolha, por parte do homem, de se colocar em rebelião contra DeusCBASD, vol. 1, p. 209.

18 Uma auxiliadora que lhe seja idônea. Isto é, […] para complementá-lo. CBASD, vol. 1, p. 209.

19 Todos os animais do campo. Moisés está registrando não o momento, mas simplesmente o fato da criação dos animais. CBASD, vol. 1, p. 209.

Trouxe-os ao homem. Adão devia estudar esses animais e se envolver na importante tarefa de lhes dar nomes apropriados, exercício este que requeria compreensão dos mesmos e de seus hábitos. Isso o qualificaria ou, talvez, demonstraria que ele estava qualificado para governá-los. Ao mesmo tempo, ele perceberia a via familiar que desfrutavam e, assim, sua própria falta de uma companhia. Reconhecendo também que Deus o havia criado infinitamente mais elevado que os animais, perceberia que não era possível escolher essa companhia entre eles. Para que a formação da mulher preenchesse totalmente o propósito do Criador, Adão precisava sentir sua própria incompletude e sua necessidade de companhia – em outras palavras, que não era bom que ele permanecesse só. CBASD, vol. 1, p. 209.

20 Não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. O estudo que Adão fez da criação animal lhe proporcionou considerável conhecimento, mas não satisfez seu anseio pela companhia de outro ser que fosse igual a ele. Este fato indica a participação igual que a mulher devia desfrutar com o homem. CBASD, vol. 1, p. 209.

22 Transformou-a numa mulher. A costela de Adão constituiu o material básico do qual sua companheira foi “construída”. A mulher foi formada para ter uma unidade inseparável e um companheirismo por toda a vida com o homem, e o modo de sua criação devia lançar o alicerce para a ordenança moral do matrimônio. … O matrimônio é um tipo [símbolo] do companheirismo de amor e vida que existe entre o Senhor e Sua igreja (Ef 5:31, 32). CBASD, vol. 1, p. 210.

E lha trouxe. O próprio Deus solenizou o primeiro casamento. Após criar a mulher, Ele a levou até Adão, que, àquela altura, já devia ter despertado de seu profundo sono. Como Adão era o “filho de Deus”(Lc 3:38), assim Eva podia ser, com propriedade, chamada de a filha de Deus; e como seu Pai, Deus a levou a Adão e a apresentou a ele. CBASD, vol. 1, p. 210.

23 Esta, afinal, é osso dos meus ossos. Adão, reconhecendo nela a companheira desejada, recebeu-a alegremente como noiva e expressou sua alegria numa exclamação poética. As palavras “esta, afinal” refletem sua agradável surpresa quando viu na mulher a realização do desejo de seu coração. O fato de ele ter repetido três vezes o pronome “esta”(no hebraico), aponta vividamente para aquela sobre quem, com feliz assombro, seus olhos então repousam com a intensa emoção do primeiro amor. … Ele a devia amar daí em diante como a seu próprio corpo, pois, amando-a, estaria amando a si mesmo. O apóstolo Paulo enfatiza essa verdade (Ef 5:28). CBASD, vol. 1, p. 210.

Essa frase e a história da criação de Eva são o ponto que faz com que o casamento seja a mais íntima das relações humanas. Também é importante observar que Deus cria apenas uma Eva para Adão, não várias Evas nem outro Adão. Isso aponta para a monogamia heterossexual como padrão divino para o casamento, que Deus estabeleceu na criação. Bíblia de Estudo SBB NAA.

Chamar-se-á varoa. O nome que Adão deu a sua recém-criada companheira refletia o modo como Deus a criara. A palavra heb. ’ishah, “mulher”, é formada pela palavra ’ish,“homem”, com a terminação feminina. A palavra inglesa “woman” (do anglo saxão wife-man) está relacionada à palavra “man”da mesma forma. O mesmo ocorre em várias línguas. CBASD, vol. 1, p. 210.

A associação íntima entre “homem” (‘ish) e “mulher” (‘ishah) é expressa por meio da semelhança de sons das palavras hebraicas. O casamento cria uma unidade de existência humana completamente nova. Bíblia de Estudo Andrews.

24 Deixa o homem pai e mãetornando-se os dois uma só carne. Estas palavras expressam a mais profunda unidade física e espiritual de um homem e de uma mulher, e exaltam a monogamia diante do mundo como a forma de casamento ordenada por Deus. Gênesis 2:24 não recomenda um abandono do dever filial e do respeito para com o pai e a mãe, mas se refere primariamente ao fato de que a esposa de um homem deve estar em primeiro lugar em suas afeições e de que seu primeiro dever é com ela. Seu amor a ela deve exceder, mas certamente não substituir, o apropriado amor aos pais. CBASD, vol. 1, p. 210.

Tornando-se uma só carne. A unidade entre marido e mulher é expressa em palavras inequívocas, pois existe entre ambos uma unidade de corpos, uma comunidade de interesses e uma reciprocidade de afeições. É significativo o fato de que Cristo usa exatamente esta passagem em Sua forte condenação ao divórcio (Mt 19:5). CBASD, vol. 1, p. 210,211.

se une. Enfatiza a unidade íntima e vai além da união sexual. O termo é utilizado no contexto da aliança (Dt 10:20; Js 23:8, 12) e denota lealdade absoluta. Bíblia de Estudo Andrews.

25 Estavam nus. Adão e Eva não tinham necessidade nenhuma de roupas materiais, pois ao seu redor o Criador havia colocado um manto de luz, um manto simbólico de Seu próprio caráter justo, que era perfeitamente refletido neles. Quando a imagem moral do Criador novamente se refletir em Seus filhos e filhas terrenos, Ele voltará para reclamá-los como Seus (ver Ap 7:9; 19:8; PJ, 69, 310). Esse manto branco de inocência é a veste com a qual os salvos da Terra estarão trajados quando adentrarem os portões do paraíso. CBASD, vol. 1, p. 211.

Estavam nus e não se envergonhavam. Esta descrição final nos vs. 18-25 oferece uma imagem de prazer inocente e antecipa os futuros desdobramentos da história. O tema da nudez do casal é tratado em 3.7-11, e um jogo com sons semelhantes das palavras “nus” (hebr. arummin) e “astuta” (3.1, hebr. arum) liga o término deste capítulo ao próximo. Bíblia de Estudo SBB NAA.



GÊNESIS 1 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
17 de abril de 2025, 1:30
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Texto bíblico: GÊNESIS 1 – Primeiro leia a Bíblia

GÊNESIS 1 – BLOG MUNDIAL

GÊNESIS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – sintético

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

GÊNESIS 1 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS – expandido

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



GÊNESIS 1 by Luís Uehara
17 de abril de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/1

Gênesis 1 dá o tom para toda a Bíblia. Estabelece o fato de que Deus é o Criador dos céus e da terra. No primeiro capítulo da Bíblia, Deus é revelado como Criador trinta e uma vezes. Há três expressões significativas a serem observadas em Gênesis 1. Elas são “Deus disse”, “Deus criou” e “Deus viu que era bom”. Essas expressões estão cheias de significado para nossas vidas hoje.

Quando Deus fala, Ele cria. O que Deus diz é feito da maneira como Ele ordenou, mesmo que nunca tenha sido assim antes, porque quando Deus diz, torna-se assim. A palavra de Deus é realidade e o resultado de aceitar o que Deus diz é “bom”. A Palavra de Deus é uma Palavra viva e criativa. Quando cremos no que Deus disse por causa de nossa confiança naquele que o disse, a Palavra viva e criativa transforma nossas vidas. Todo o poder criativo que trouxe os mundos à existência está na Palavra de Deus. De que maneiras a Bíblia falou ao seu coração? Convido você a compartilhar com outros, nos comentários deste blog, algo que você aprendeu com a Palavra de Deus e que lhe fez muito bem.

Mark Finley
Evangelista aposentado
Estados Unidos

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara



GÊNESIS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – texto resumido by Jeferson Quimelli
17 de abril de 2025, 0:50
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1160 palavras

1 Este versículo é a base teológica de Gênesis e, por extensão, das Escrituras. Deus (em contraste com o ateísmo) criou sozinho (em contraste com o politeísmo) e exerce domínio sobre a criação (em contraste com o panteísmo). Os leitores são lembrados que a matéria teve um início (em oposição ao materialismo) e que a realidade suprema é Deus (não a humanidade). Bíblia de Estudo Andrews.

No princípio. O título hebraico do livro provém de suas primeiras palavras (bereshith – “no princípio”). Por todo o livro, nota-se que o propósito do livro é tratar de “princípios”. Nenhuma razão existe para que se estabeleça uma data para a criação do mundo ou do universo com base neste versículo. Bíblia Shedd.

2 Sem forma e vazia. Mais precisamente, “desolada e vazia”, tohu wabohu. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 189.

O Espírito de Deus pairava. “Espírito”, ruah. Em harmonia com o uso bíblico, o Espírito de Deus é o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade. Desse ponto em diante, ao longo de toda a Escritura, o Espírito de Deus tem o papel de agente divino em todos os atos criadores, quer na Terra, na natureza, na igreja, na nova vida ou no novo homem. CBASD, vol. 1, p. 189.

5 Houve tarde a manhã, o primeiro dia. […] o primeiro dia da criação, indicado pela expressão hebraica “foi tarde, foi manhã, dia um”, consistiu de um dia de 24 horas. CBASD, vol. 1, p. 190- 192.

6 Firmamento. As “águas sobre o firmamento”(v. 7) geralmente são consideradas pelos comentaristas como sendo vapor d’água. As condições da Terra originalmente perfeita eram diferentes das de hoje. CBASD, vol. 1, p. 192.

12 A terra, pois, produziu. A vegetação do terceiro dia brotou do solo. Isso não significa que o poder para produzir plantas vivas estava no solo. A ideia de geração espontânea é tão alheia às Escrituras como o é à ciência. CBASD, vol. 1, p. 192.

14 Haja luzeiros […] Sejam eles para sinais. Isto é, marcarão o ano para o serviço de Deus (Lv 23.4) e o bem do homem. Bíblia Shedd.

Alguns têm pensado, equivocadamente, que os corpos celestes têm também o propósito de determinar o destino individual das pessoas. Astrólogos têm recorrido ao v. 14 para justificar sua prática. Contudo, a Bíblia condena tão vigorosamente [ver Jr 10:2; Is 47:13, 14] qualquer forma de adivinhação e leitura da sorte, que deve ser enfaticamente rechaçada a ideia de que Deus designou o sol a lua e as estrelas para servirem de guia aos astrólogos na predição do destino e dos negócios humanos. CBASD, vol. 1, p. 193.

20 Seres viventes. O original desta frase, nefesh hayyah, faz uma clara distinção entre os animais e a vegetação criada dois dias antes. CBASD, vol. 1, p. 194.

21, 22 Criou … multiplicai-vos. O poder de Deus demonstrado na criação de toda criatura do nada (ex nihilo), continua em forma derivada na procriação autônoma de suas criaturas. A fertilidade não é divina, como muitas religiões dos tempos do AT entenderam, mas é uma graciosa extensão do poder de Deus a suas criaturas. Bíblia Shedd.

25 Segundo a sua espécie. Estas palavras inspiradas contradizem a teoria da evolução, a qual declara que as formas mais elevadas de vida se desenvolveram das inferiores, e sugere ainda ser possível produzir matéria viva a partir da terra inanimada. Ao passo que estudos científicos confirmam a declaração bíblica de que todos os organismos vivos são feitos da terra, pois não contém nenhum elemento além dos que a terra possui, os cientistas nunca conseguiram produzir, a partir da matéria inanimada, uma única célula capaz de viver e reproduzir sua espécie. CBASD, vol. 1, p. 196.

Deus viu que a sua obra era boa. Às vezes, as pessoas se sentem culpadas por se divertirem ou por se sentirem bem com uma realização. Isso não precisa ser assim. Assim como Deus se sentiu bem com a sua obra, nós podemos ficar satisfeitos com a nossa. No entanto, não deveríamos nos sentir bem com a nossa obra se Deus não estiver bem com ela. O que você está fazendo que agrada tanto a você quanto a Deus? Life Application Study Bible Kingsway. 

26 Façamos o homem [ser humano]. A terceira pessoa do plural era quase unanimemente considerada pelos teólogos da igreja primitiva como um indicador das três pessoas da Divindade. … A palavra “homem” [ser humano], no hebraico, é ‘adam, o próprio vocábulo que Deus empregou ao dar nome ao pai da raça humana (Gn 5:2). CBASD, vol. 1, p. 197.

À nossa imagem. “O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter”(PP, 45). Essa imagem era especialmente evidente em termos de sua natureza espiritual. Ele se tornou uma “alma vivente”, ou seja, um ser vivo dotado de livre-arbítrio, uma personalidade autoconsciente. Essa natureza refletia a santidade divina do Criador até que o pecado empalideceu tal semelhança. É somente através de Cristo, o resplendor da glória de Deus e a “expressão exata do Seu ser”(Hb 1:3), que a natureza humana é novamente transformada à imagem de Deus (Cl 3:10; Ef 4:24). CBASD, vol. 1, p. 197.

Homem e mulher. Um novo elemento é introduzido na informação dada sobre a criação do homem ao se mencionar a diferença de sexos. As duas palavras, “homem”e “mulher”, são traduções de adjetivos hebraicos [‘ish e ‘ishah] que indicam os dois sexos. CBASD, vol. 1, p. 198.

A sexualidade faz parte do plano divino e seria o veículo para a concretização da bênção expressa no v. 28. Além disso, nem homem nem mulher sozinhos correspondem à imagem de Deus, mas juntos formam a humanidade completa. Bíblia de Estudo Andrews.

Deus criou o homem e a mulher à sua imagem. Nem o homem nem a mulher são feitos mais à imagem de Deus do que o outro. Desde o princípio, a Bíblia coloca tanto o homem quanto a mulher no ápice da criação de Deus. Nenhum dos sexos é exaltado, nem menosprezado. Life Application Study Bible Kingsway. 

29 Todas as ervas. Não era a vontade de Deus que o homem matasse animais para alimento, ou que os animais devessem ser predadores uns dos outros. Consequentemente, a destruição violenta e muitas vezes dolorosa da vida por parte do ser humano e dos animais é resultado da entrada do pecado no mundo. […] O fato de nenhum animal de qualquer tipo comer carne, no princípio, pode ser inferido dos anúncios proféticos de Isaías 11:6-9 e 65:25 sobre as condições da nova terra, onde a cessação do pecado e a completa transformação do mundo no reino de Deus serão acompanhadas pelo fim da matança de qualquer das criaturas de Deus. CBASD, vol. 1, p. 199.

29, 30 Eis que vos tenho dado todas as ervas […] para mantimento. Deus é apresentado como um provedor beneficente que cuida das necessidades alimentares de seres humanos e animais. Somente depois do dilúvio a carne passou a fazer parte da dieta humana (Gn 9:3) e, mesmo então, com restrições (Lv 11; Dt 14). Bíblia de Estudo Andrews.

Esta avaliação [“era muito bom”] não reflete apenas o sexto dia, mas “toda” a criação, inclusive a matéria. Portanto, a sugestão de que a matéria é má e o espírito é bom cria uma falsa dicotomia. Bíblia de Estudo Andrews.



Gênesis 01 – Rosana Barros by Ivan Barros
17 de abril de 2025, 0:45
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Há apenas alguns anos, este versículo tornou-se para mim um dos textos sagrados mais significativos. E eu vou explicar o porquê voltando no tempo até o ano de 1993, quando ganhei do meu pai a minha primeira Bíblia. Ao abri-la, me deparei com o texto de João 1:1, que diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

Não sei explicar, mas com apenas dez anos de idade eu senti o meu coração arder e o desejo muito forte de entender o que estava lendo. Os anos se passaram, continuei estudando, conheci a verdade, me batizei, e somente há três anos, enquanto estudava a Bíblia em casa, que percebi o Espírito Santo fazendo conexões do primeiro versículo do evangelho de João com Apocalipse 3:14, que diz que Jesus é “o Princípio da criação de Deus”, e com Gênesis 1:1. Então, cheguei à conclusão de que o primeiro versículo da Bíblia poderia ser lido da seguinte maneira:

[Em Cristo], criou Deus os céus e a terra”.

Fiquei emocionada com o que percebi, mas fiquei calada, pois não sabia se de fato era algo que pudesse compartilhar. Até que, na mesma semana, assistindo a um sermão do dr. Rodrigo Silva, ele explicou que, segundo o texto massorético (texto hebraico tradicional) a expressão “No princípio” também pode ser lida como “No Primeiro” ou “No Primogênito”. Eu pergunto: Quem é o Primeiro e quem é o Primogênito? Só há uma resposta, amados: Jesus Cristo.

Já nos primeiros versículos da Bíblia encontramos as três pessoas da Trindade unidas num só propósito: executar o plano da criação (v.1-2). Uma leitura rápida e superficial pode até nos oferecer algumas informações, mas somente o estudante dedicado e sincero, disposto a aprender com humildade, pode descobrir os tesouros da sabedoria de Deus.

O plano original do Criador era que desfrutássemos de uma natureza perfeitamente harmônica (v.9-24), de uma alimentação totalmente saudável (v.29) e de uma íntima comunhão com Ele e uns com os outros (v.26-28). Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus e o que Ele criou para que fosse “muito bom” (v.31), Ele deseja recriar para a eternidade. Imagem em hebraico é a palavra “tselem”, que significa aparência física. E semelhança é a palavra “demut”, que significa caráter. Você percebe? O desejo do Senhor é de nos recriar por inteiro. A pergunta é: Você aceita esta obra recriadora? O meu desejo e a minha oração é que você permita que o Verbo, o Princípio da criação de Deus, opere esse milagre em sua vida.

Nosso Criador, o Senhor tem o poder de nos recriar se assim permitirmos. Envia-nos Teu Espírito nos convencendo da nossa grande necessidade de mudança. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos! E até amanhã, pela graça e misericórdia de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



COMENTÁRIO GÊNESIS 1 – PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
17 de abril de 2025, 0:40
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GÊNESIS 1 – Começamos o estudo do primeiro livro da Torá e da Bíblia cristã. É o primeiro dos 66 livros inspirados por Deus, o qual possui 50 capítulos e 1534 versículos. Representando 6,85% do Antigo Testamento, Gênesis é o quarto maior livro da Bíblia – perdendo apenas para Salmos, Jeremias e Isaías.

Moisés escreveu Gênesis após ter escrito o livro de Jó. Depois de sair do Egito com 40 anos, foi ao deserto de Midiã pastorear as ovelhas de Jetro; ali teve tempo suficiente para meditar, refletir e então, inspirado pelo Espírito Santo, escrever seu primeiro livro: Jó.

Numa época em que a escrita ainda era embrionária e poucos sabiam ler e escrever, Deus permitiu que Moisés recebesse a melhor formação educacional da época, conhecer bem as letras e a literatura para então fazer dele o primeiro escritor bíblico.

Isso mostra que Deus usa pessoas intelectuais. Ele anseia que Seus servos estudem; que se preparem ao máximo para alcançar altos patamares do conhecimento, tornando-se mais bem preparados para atuarem em Sua causa. Paulo, que escreveu mais da metade do Novo Testamento, é outro exemplo de como Deus precisa das pessoas cultas, Ele aprecia indivíduos consagrados ao estudo. Nestes últimos dias precisamos de mais pessoas como Moisés e Paulo na obra de Deus!

O propósito divino com Gênesis visava mostrar ao povo humilhado na escravidão egípcia suas reais origens. Partindo do geral para o particular, Moisés falou da gênese (origem) do Céu e da Terra, chegando ao ápice da revelação: Os filhos de Abraão no Egito.

De certa forma, todos estamos no Egito espiritual, sofrendo diversas formas de humilhação, carecendo de libertação. Deste modo, o ponto de partida do cristianismo não é Mateus 1:1, é Gênesis 1:1. Pois, o que se acredita sobre a origem do Universo determina nossas crenças sobre estilo de vida e nosso destino. Sem compreender Gênesis 1 não é possível entender Mateus 1 corretamente. Não há como assimilar o Salvador sem entender que Jesus é também o nosso Criador.

O primeiro capítulo mostra um Deus organizado, evidente em cada dia da criação. Em síntese, mostra que o ser humano não veio do acaso, sem planejamento. Você tem valor para Deus. Você é importante para Deus. Ele criou o ser humano à Sua imagem e semelhança! – Heber Toth Armí.



GÊNESIS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – Expandido by Jeferson Quimelli
17 de abril de 2025, 0:30
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2860 palavras

1 Este versículo é a base teológica de Gênesis e, por extensão, das Escrituras. Deus (em contraste com o ateísmo) criou sozinho (em contraste com o politeísmo) e exerce domínio sobre a criação (em contraste com o panteísmo). Os leitores são lembrados que a matéria teve um início (em oposição ao materialismo) e que a realidade suprema é Deus (não a humanidade). Bíblia de Estudo Andrews.

No princípio. O título hebraico do livro provém de suas primeiras palavras (bereshith – “no princípio”). Por todo o livro, nota-se que o propósito do livro é tratar de “princípios”. Nenhuma razão existe para que se estabeleça uma data para a criação do mundo ou do universo com base neste versículo. Bíblia Shedd.

Estas palavras lembram o fato de que tudo que é humano tem um princípio. Somente Aquele que está entronizado como Senhor soberano do tempo não tem princípio nem fim. … Nada se sabe sobre o método da criação além da concisa declaração de Moisés: “Disse Deus”e “assim se fez”, que é a misteriosa e majestosa nota dominante no hino da criação. Estabelecer como a base de raciocínio que Deus deve ter feito desta ou daquela forma ao criar o mundo, pois do contrário as leis da natureza teriam sido violadas, é escurecer os desígnios de Deus com palavras sem conhecimento. Além disso, essa atitude abre espaço para o ceticismo que sempre insiste no fato do registro mosaico não ter credibilidade porque supostamente viola as leis da natureza Por que colocar a sabedoria humana acima do que está escrito? … Quando o vasto campo da especulação propicia vaguear por áreas desconhecidas de tempo e espaço, o melhor a fazer é enfrentar a situação com a simples resposta; “Está escrito”. Sempre há segurança dentro dos limites protetores das aspas de uma citação da Escritura. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 187, 188.

No princípio Deus. A Bíblia sempre torna por certo e jamais discute a existência de Deus. embora todas as coisas tenham tido um começo, Deus sempre existiu. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Criou Deus. O verbo “criar” vem do hebraico ‘bara, que na forma aqui usada descreve uma atividade de Deus, nunca do ser humano. … As primeiríssimas palavras da Bíblia apontam para o fato de que a criação traz a marca da atividade do próprio Deus. CBASD, vol. 1, p. 188.

os céus e a terra. Esta expressão tem sido compreendida como uma referência ao universo inteiro. Todavia, por causa do foco no relato da criação na Terra, ela também pode designar a Terra e o céu atmosférico que a cerca. Ambos os pontos de vista são possíveis. Bíblia de Estudo Andrews.

2 Sem forma e vazia. Mais precisamente, “desolada e vazia”, tohu wabohu. CBASD, vol. 1, p. 189.

Havia trevas sobre a face do abismo. A palavra “abismo” [tehom], proveniente de uma raiz que significa “rugir”e “bramir”, é frequentemente aplicada às águas que rugem, às ondas que bramam, ou à inundação, e, portanto, às profundezas do mar (Sl 42:7; Êx 15:5; Dt 8”7; Jó 28:14; 38:16). … O relato bíblico mostra que originalmente não havia luz na terra e que a matéria na superfície estava em estado fluido, porque nesse verso a frase “a face do abismo”está em paralelo com “as águas”, ou “a face das águas”. CBASD, vol. 1, p. 189.

O Espírito de Deus pairava. “Espírito”, ruah. Em harmonia com o uso bíblico, o Espírito de Deus é o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade. Desse ponto em diante, ao longo de toda a Escritura, o Espírito de Deus tem o papel de agente divino em todos os atos criadores, quer na Terra, na natureza, na igreja, na nova vida ou no novo homem. … A obra do Espírito de Deus deve ter alguma ligação com a atividade que estava para se iniciar: criar ordem a partir o caos. O Espírito de Deus já estava presente, pronto para agir logo que a ordem fosse dada. Essa é precisamente a obra que o Espírito Santo tem feito. Esse agente divino sempre esteve presente para auxiliar na obra de criação e de redenção, para reprovar e fortalecer almas desobedientes, para confortar os tristes e para apresentar as orações do crente de forma aceitável a Deus. CBASD, vol. 1, p. 189.

3 Disse Deus. O relato de cada um dos seis dias da criação se inicia com essa declaração. … Alguns tem se ofendido com a frase “disse Deus”, por achar que ela torna Deus demasiado semelhante a um ser humano. Mas como o escritor inspirado poderia ter transmitido a mentes finitas o ato da criação realizado pelo Deus infinito, a não ser usando termos que o ser mortal pudesse compreender? CBASD, vol. 1, p. 190.

Haja luz. Sem luz não poderia haver vida, e quando o Criador começou a obra de produzir ordem a partir do caos e introduzir várias formas de vida vegetal e animal na Terra, era essencial que houvesse luz. A luz é uma forma visível de energia , que por sua ação sobre as plantas, transforma elementos e compostos inorgânicos em alimento para o ser humano e para os animais. … A luz é um símbolo da presença divina. Como a luz física é essencial à vida física, a luz divina é necessária para que os seres racionais tenham vida espiritual e moral. “Deus é luz” (1Jo 1:5); e, àqueles em cujo coração está em processo a obra que os recria à semelhança divina. Ele vem novamente hoje, ordenando que fujam das sombras do pecado, da incerteza e do desânimo, ao dizer: “Haja luz”. CBASD, vol. 1, p. 190.

4 E viu Deus. Esta expressão, repetida seis vezes (v. 10, 12, 18, 21, 25, 31), transmite em linguagem humana uma atividade de Deus – a avaliação de cada ato particular da criação como algo que cumpre totalmente o plano e a vontade do Criador. Como o ser humano que contempla e examina o produto de seus esforços e declara que cumpre seus planos e propósitos, Deus também declara, após cada ato criador, que o produto de Sua atuação está perfeitamente de acordo com Seu plano. CBASD, vol. 1, p. 190.

5. Houve tarde a manhã, o primeiro dia. Muitos eruditos têm interpretado essa expressão como um longo e indefinido período de tempo, crendo que algumas das atividades dos dias seguintes, como a criação das plantas e dos animais, não poderiam ter sido realizadas dentro de um dia literal. Ele pensam ter uma justificativa para essa interpretação nas palavras de Pedro: “para o Senhor, um dia é como mil anos” (2Pe 3:8). Que esse texto não pode ser usado para se averiguar a extensão dos dias da criação fica óbvio quando se lê o restante do verso: “e mil anos, como um dia”. O contexto das palavras de Pedro deixa claro que ele enfatiza a independência de Deus em relação ao tempo. O Criador pode fazer em um dia a obra de mil anos, e um período de mil anos, que é um longo tempo para os que esperam que os juízos de Deus se cumpram, pode ser considerado por Ele como apenas um dia. O Salmo 90:4 transmite a mesma ideia. A declaração literal: “Foi tarde [com as horas sucessivas da noite] e foi manhã [com as horas sucessivas do dia], dia um”, é claramente a descrição de um dia astronômico, isto é, um dia com a duração de 24 horas. … os hebreus, que nunca tiveram dúvidas quanto ao significado dessa expressão, começavam o dia com o pôr do sol e o terminavam com o pôr do sol do dia seguinte (Lev 23:32; Dt 16:6). Além disso, a linguagem do quarto mandamento não deixa dúvidas quanto ao fato de a tarde e a manhã do relato do relato da criação serem as etapas que compõem um dia na terra. O mandamento, reportando-se em palavras inequívocas à semana da criação, declara: “Porque em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou”(Êx 20:11). A tenacidade com que muitos comentaristas se apegam à ideia de que os dias da criação foram longos períodos de tempo, e mesmo milhares de anos, em grande parte encontra explicação no fato de que eles tentam fazer com que o relato da criação se harmonize com a teoria da evolução. Geólogos e biólogos têm ensinado as pessoas a crerem que a história primitiva da Terra abrange milhões de anos, nos quais as formações geológicas foram vagarosamente tomando forma e as espécies vivas, evoluindo. Ao longo de suas páginas, a Bíblia contradiz a teoria da evolução. A crença numa criação divina e instantânea como resultado de palavras pronunciadas por Deus se encontra em completa oposição à teoria defendida pela maioria dos cientistas modernos, de que o mundo, com tudo o que há nele, veio à existência por meio de um vagaroso processo de evolução que durou eras incalculáveis. Outra razão pela qual muitos comentaristas declaram que o dias da criação foram longos períodos de tempo é a rejeição do sábado. … As Escrituras falam claramente de sete dias de criação (Êx 20:11), e não de períodos de duração indefinida. Portanto, somos compelidos a declarar enfaticamente que o primeiro dia da criação, indicado pela expressão hebraica “foi tarde, foi manhã, dia um”, consistiu de um dia de 24 horas. CBASD, vol. 1, p. 190- 192.

6 Firmamento. As “águas sobre o firmamento”(v. 7) geralmente são consideradas pelos comentaristas como sendo vapor d’água. As condições da Terra originalmente perfeita eram diferentes das de hoje. CBASD, vol. 1, p. 192.

12 A terra, pois, produziu. A vegetação do terceiro dia brotou do solo. Isso não significa que o poder para produzir plantas vivas estava no solo. A ideia de geração espontânea é tão alheia às Escrituras como o é à ciência. CBASD, vol. 1, p. 192.

14 Haja luzeiros. A palavra “luzeiros”, me’oroth, não é a mesma que “luz”, ‘or, dos v. 3 e 4. Significa fontes de luz, portadores de luz, luminares. A expressão que os descreve como estando localizados no firmamento, ou na expansão dos céus, é usada porque é lá que os habitantes da Terra os veem. CBASD, vol. 1, p. 193.

Sejam eles para sinais. Isto é, marcarão o ano para o serviço de Deus (Lv 23.4) e o bem do homem. Falarão de Deus, e não de azar (Jr 10.2). É negada aqui toda a astrologia, antiga e moderna, sendo que os luzeiros governam somente como fornecedores de luz, não com poderes sobre a vida humana. Bíblia Shedd.

Alguns têm pensado, equivocadamente, que os corpos celestes têm também o propósito de determinar o destino individual das pessoas. Astrólogos têm recorrido ao v. 14 para justificar sua prática. Contudo, a Bíblia condena tão vigorosamente [ver Jr 10:2; Is 47:13, 14] qualquer forma de adivinhação e leitura da sorte, que deve ser enfaticamente rechaçada a ideia de que Deus designou o sol a lua e as estrelas para servirem de guia aos astrólogos na predição do destino e dos negócios humanos. CBASD, vol. 1, p. 193.

15 Para luzeiros. Não para introduzirem a luz pela primeira vez neste mundo, pois Deus ordenou a existência da luz no primeiro dia, mas a fim de servirem como instrumentos permanentes para a distribuição da luz neste planeta. CBASD, vol. 1, p. 194.

16 E fez também as estrelas. A palavra “fez” foi acrescentada. … As “estrelas”, embora já criadas anteriormente, são aqui mencionadas de passagem por Moisés, uma vez que ele está discutindo os luminares dos céus. CBASD, vol. 1, p. 194.

20 Seres viventes. O original desta frase, nefesh hayyah, faz uma clara distinção entre os animais e a vegetação criada dois dias antes. CBASD, vol. 1, p. 194.

21, 22 Criou … multiplicai-vos. O poder de Deus demonstrado na criação de toda criatura do nada (ex nihilo), continua em forma derivada na procriação autônoma de suas criaturas. A fertilidade não é divina, como muitas religiões dos tempos do AT entenderam, mas é uma graciosa extensão do poder de Deus a suas criaturas. Bíblia Shedd.

25 Segundo a sua espécie. Estas palavras inspiradas contradizem a teoria da evolução, a qual declara que as formas mais elevadas de vida se desenvolveram das inferiores, e sugere ainda ser possível produzir matéria viva a partir da terra inanimada. Ao passo que estudos científicos confirmam a declaração bíblica de que todos os organismos vivos são feitos da terra, pois não contém nenhum elemento além dos que a terra possui, os cientistas nunca conseguiram produzir, a partir da matéria inanimada, uma única célula capaz de viver e reproduzir sua espécie. CBASD, vol. 1, p. 196.

Deus viu que a sua obra era boa. Às vezes, as pessoas se sentem culpadas por se divertirem ou por se sentirem bem com uma realização. Isso não precisa ser assim. Assim como Deus se sentiu bem com a sua obra, nós podemos ficar satisfeitos com a nossa. No entanto, não deveríamos nos sentir bem com a nossa obra se Deus não estiver bem com ela. O que você está fazendo que agrada tanto a você quanto a Deus? Life Application Study Bible Kingsway. 

26 Façamos o homem. A terceira pessoa do plural era quase unanimemente considerada pelos teólogos da igreja primitiva como um indicador das três pessoas da Divindade. … A palavra “homem”, no hebraico, é ‘adam, o próprio vocábulo que Deus empregou ao dar nome ao pai da raça humana (Gn 5:2). CBASD, vol. 1, p. 197.

À nossa imagem. “O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter”(PP, 45). Essa imagem era especialmente evidente em termos de sua natureza espiritual. Ele se tornou uma “alma vivente”, ou seja, um ser vivo dotado de livre-arbítrio, uma personalidade autoconsciente. Essa natureza refletia a santidade divina do Criador até que o pecado empalideceu tal semelhança. É somente através de Cristo, o resplendor da glória de Deus e a “expressão exata do Seu ser”(Hb 1:3), que natureza humana é novamente transformada à imagem de Deus (Cl 3:10; Ef 4:24). CBASD, vol. 1, p. 197.

imagem […] semelhança. Os termos se referem a uma cópia ou representação próxima. Gn 1:26 é a declaração da intenção de Deus. ele criou o ser humano à sua imagem e depois ordenou que este tivesse domínio. A imagem parece ser necessária para a função; portanto, a imagem aponta para os dotes físicos, intelectuais, sociais e espirituais que seriam necessários para a humanidade cumprir o propósito de Deus para ela. Os seres humanos foram criados à imagem de Deus e refletem características divinas (como a moralidade e a capacidade de escolha), mas não são inerentemente divinos. Bíblia de Estudo Andrews.

Homem e mulher. Um novo elemento é introduzido na informação dada sobre a criação do homem ao se mencionar a diferença de sexos. As duas palavras, “homem”e “mulher”, são traduções de adjetivos hebraicos que indicam os dois sexos. CBASD, vol. 1, p. 198.

A sexualidade faz parte do plano divino e seria o veículo para a concretização da bênção expressa no v. 28. Além disso, nem homem nem mulher sozinhos correspondem à imagem de Deus, mas juntos formam a humanidade completa. Bíblia de Estudo Andrews.
Deus criou o homem e a mulher à sua imagem. Nem o homem nem a mulher são feitos mais à imagem de Deus do que o outro. Desde o princípio, a Bíblia coloca tanto o homem quanto a mulher no ápice da criação de Deus. Nenhum dos sexos é exaltado, nem menosprezado. Life Application Study Bible Kingsway. 
Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou (Nova Almeida Atualizada). Essa “imagem” e essa dignidade se aplicam a ambos os sexos: “masculino” e “feminino”. Bíblia de Estudo NAA SBB.

28 E lhes disse. Este verso contém a primeira revelação de Deus ao homem. CBASD, vol. 1, p. 198.

29 Todas as ervas. Não era a vontade de Deus que o homem matasse animais para alimento, ou que os animais devessem ser predadores uns dos outros. Consequentemente, a destruição violenta e muitas vezes dolorosa da vida por parte do ser humano e dos animais é resultado da entrada do pecado no mundo. Foi somente após o dilúvio que Deus deu ao homem permissão para comer a carne de animais (ver Gn 9:3). … O fato de nenhum animal de qualquer tipo comer carne, no princípio, pode ser inferido dos anúncios proféticos de Isaías 11:6-9 e 65:25 sobre as condições da nova terra, onde a cessação do pecado e a completa transformação do mundo no reino de Deus serão acompanhadas pelo fim da matança de qualquer das criaturas de Deus. CBASD, vol. 1, p. 199.

29, 30 Eis que vos tenho dado todas as ervas […] para mantimento. Em contraste com os deuses da Mesopotâmia, que “exigiam” aos humanos que lhes dessem comida, Deus é apresentado como um provedor beneficente que cuida das necessidades alimentares de seres humanos e animais. Somente depois do dilúvio a carne passou a fazer parte da dieta humana (Gn 9:3) e, mesmo então, com restrições (Lv 11; Dt 14). Bíblia de Estudo Andrews.

31 E eis que era muito bom. A aplicação do termo “bom” a tudo o que Deus havia feito e a repetição da palavra acompanhada pela expressão enfática “muito”, no final da criação, sendo o ser humano sua coroa e glória, indica que nada imperfeito havia saído das mãos de Deus. Esta expressão de admiração exclui inteiramente a possibilidade de qualquer imperfeição na criação ter sido responsável pela fraqueza demonstrada por Adão e Eva diante da tentação. CBASD, vol. 1, p. 199.

Esta avaliação [“era muito bom”] não reflete apenas o sexto dia, mas “toda” a criação, inclusive a matéria. Portanto, a sugestão de que a matéria é má e o espírito é bom cria uma falsa dicotomia. Bíblia de Estudo Andrews.



Que tal compartilharmos? by Jeferson Quimelli
16 de abril de 2025, 14:50
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16 de abril de 2025, 1:30
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