Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 12 – Rosana Barros by Ivan Barros
17 de junho de 2025, 0:45
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“Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor” (v.12).

A Páscoa foi a primeira experiência religiosa daquele povo há tanto tempo escravizado. Era essencial que ele fosse novamente ensinado sobre a verdadeira adoração. Com “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão” (v.11), os filhos de Israel deveriam comer com pressa o cordeiro, as ervas amargas e os pães sem fermento. Seria “um cordeiro para cada família” (v.3), com a opção de convidar o vizinho mais próximo, caso a família fosse pequena. O sangue do animal deveria ser passado “em ambas as ombreiras e na verga da porta” (v.7), como uma marca de proteção para que o “Destruidor” não os ferisse. Este rito seria lembrado todos os anos e transmitido de geração em geração. Diante de tudo isso, “o povo se inclinou e adorou” (v.27), cumprindo tudo o que Deus havia orientado “a Moisés e a Arão” (v.28).

Então, como o Senhor havia dito, “à meia-noite”, Ele feriu “todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó […]” até “os primogênitos dos animais” (v.29). Naquela mesma noite, o Senhor deu livramento ao Seu povo, pois os egípcios expulsaram os filhos de Israel com pressa e lhes deram “objetos de prata, e objetos de ouro, e roupas” (v.35). “E despojaram os egípcios” (v.36). Após “quatrocentos e trinta anos” (v.40), aquela geração finalmente respirava o ar da liberdade, e “todas as hostes do Senhor saíram da terra do Egito” (v.41), pois “tirou o Senhor os filhos de Israel do Egito, segundo as suas turmas” (v.51).

A Páscoa era uma ilustração da justificação pela fé e seus resultados. Cada família foi instruída a manter-se em casa, comendo o cordeiro e o pão com ervas amargas, pronta para partir, e com a porta marcada com o sangue do cordeiro. Essa era uma cerimônia que, se o povo tivesse compreendido seu verdadeiro significado e, como o Senhor orientou, a tivesse transmitido de geração em geração, Jesus teria nascido rodeado pela nação de Israel em festa. Cada detalhe dado por Deus para esse momento deveria ser obedecido e era uma questão de vida ou morte. Passar o sangue na porta, mas não ter preparado o cordeiro como orientado, ou se o pão fosse levedado, implicaria em ser atingido pelo Destruidor. Ou observar todo o rito dentro de casa e não marcar a porta com o sangue do cordeiro também implicaria em morte. Percebem, amados?

A fé de passar o sangue nos umbrais da porta deve nos impulsionar a alimentar nossa família com o Cordeiro e o Pão do Céu. E mesmo que tenhamos que provar das “ervas amargas” da vida, no final do dia podemos encontrar em Cristo – o Cordeiro imolado – a força e a paz que nos saciam a alma. O Espírito Santo, então, preenche o nosso coração e nos mantém de malas prontas para a eternidade. Cristo, “Justiça Nossa” (Jr.33:16), Cristo, em nós, “a esperança da glória” (Cl.1:27), sempre foi a mensagem central das Escrituras. Era essa mensagem que Israel deveria entender, viver e compartilhar. Mas falhou em entender, com o tempo se negou a viver e, com isso, tornou-se incapaz de compartilhar.

Meus irmãos, o desejo do Senhor em nos libertar é muito maior do que nosso próprio anseio por liberdade deste mundo mau. Mas por que será que ainda estamos aqui? Porque ainda não entendemos, não vivemos e, por consequência, não compartilhamos a mensagem de que Jesus é a nossa justiça. Desde o primeiro cordeiro imolado por Adão, cada sacrifício apontava para Cristo como nosso único e suficiente Salvador. A obediência de Israel deveria ser fruto da fé que tinham no Deus que havia prometido livrá-los da escravidão e da morte. Havia condições estabelecidas pelo Senhor para que o povo obedecesse. Por que achamos que é diferente conosco hoje? Se o próprio Jesus foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8)?

Ó, amados, estamos em tempos solenes e decisivos. Até quando nos comportaremos como se Jesus fosse voltar daqui a cem anos? É tempo de andarmos com “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão”! É tempo de termos até a porta de nossa casa como um lembrete vivo de que ali habita uma família que pertence ao Senhor. É tempo de alimentarmos a nossa família com a Palavra de Cristo e compartilharmos esse alimento com nossos vizinhos mais próximos. Então, o destruidor não nos atingirá. Eu não sei você, mas eu estou cansada daqui. Cansada de mim mesma. Cansada de ver tanto sofrimento. E com muita, muita saudade de Jesus e do Céu! E eu não digo isso porque me acho digna de ver o Salvador e entrar nas moradas do Pai. Muito pelo contrário. É na justiça de Cristo que me agarro a cada dia e clamo para que ela esteja sobre mim quando Ele voltar.

Não nos cabe saber o tempo da volta de Jesus, mas a Palavra nos diz que podemos não somente aguardar, mas também apressar “a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). Então, clamemos pelo Espírito Santo! Clamemos para que, mesmo nesse tempo de dormência, de sonolência, “à meia-noite” (Mt.25:6), despertemos com nossas lâmpadas acesas, cheias do precioso azeite e possamos entrar com Cristo “para as bodas” (Mt.25:10). Por favor, estude com mais interesse e profundidade a justificação pela fé, pois ela é a última mensagem a ser dada ao mundo, ela “é, na verdade, a mensagem do terceiro anjo” (Eventos Finais, CPB, p.215).

Nosso amado Pai Celestial, Tu tens sido muito paciente com o Teu povo. De geração em geração, tens conservado filhos fiéis que confiaram em Ti, ainda que não compreendessem muitas das coisas que o Senhor pedia que fizessem. Santo Deus, há uma promessa para nós, hoje, de que o Teu Espírito nos guiará a toda a verdade, e esta promessa é uma bênção porque é a verdade que nos liberta, e nós queremos desfrutar da completa liberdade que o Senhor nos oferece, a nós e a nossos filhos. Mas, antes, o Espírito Santo precisa nos convencer do pecado, da justiça e do juízo, para que possamos discernir a Tua verdade. Portanto, nos livra de nós mesmos e nos concede uma mente lúcida para que sejamos, nesta geração, filhos fiéis que vivam a Tua vontade pela fé no nosso Fiador, apressando o Seu grande Dia. Que de nossa casa saia o alto clamor que amadurecerá a Terra para a última colheita. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescente do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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