Reavivados por Sua Palavra


I PEDRO 2 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO  by Jeferson Quimelli
11 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: I PEDRO 2 – Primeiro leia a Bíblia

I PEDRO 2 – BLOG MUNDIAL

I PEDRO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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I PEDRO 2 by Luís Uehara
11 de março de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1pe/2

“Respeite a todos.” Minha leitura deste texto é moldada pela lembrança que tenho de ouvir o teólogo Miroslav Volf falar sobre essa frase bíblica em uma conferência alguns anos atrás. Foi um daqueles momentos em que um trecho da Bíblia que, de outra forma, seria facilmente passado por alto ganhou vida com as implicações transformadoras de uma ordem aparentemente simples.

Imagine como nosso mundo, nossas igrejas e nossas comunidades poderiam ser diferentes se levássemos a sério essa ordem divina! Como isso poderia transformar as interações com outras pessoas? Como nossos relacionamentos podem ser afetados? Como novos relacionamentos podem ser criados? Como nosso evangelismo e testemunho podem ser moldados por adotarmos a prática do respeito?

O fato de estarmos alicerçados em Jesus – “a pedra que os construtores rejeitaram” – nos possibilita aceitarmos de bom grado a recomendação: “Tratem todos com respeito e amem seus irmãos em Cristo.” (1 Pedro 2:17 NVT).

Significa que procuramos incentivar todas as pessoas no bom trabalho que fazem.

Significa que procuramos incluir o maior número possível de pessoas na comunidade, missão e ministério da igreja.

Significa que podemos dar o nosso melhor, ao trabalharmos juntos para amar os outros e compartilhar a esperança que temos.

Significa que nossa primeira atitude como cristãos é servir uns aos outros e a todos do nosso mundo.

Nathan Brown
Escritor e editor, Signs Publishing Company, Melbourne, Austrália

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1pe/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



I PEDRO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
11 de março de 2025, 0:50
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423 palavras

Leite. Isto é, os princípios elementares, fundamentais do evangelho (ver com. de Hb 6:1, 2). CBASD, vol. 7, p. 611.

Rejeitada. As pessoas olharam para Cristo e O examinaram. Entretanto, entenderam que Lhe faltavam as qualidades desejadas no Messias, por isso O rejeitaram como salvador. A nação judaica fez essa escolha e vários indivíduos de muitas nações fizeram o mesmo desde então (cf. At 4:11). CBASD, vol. 7, p. 611.

Pedras que vivem. O apóstolo aplica aos crentes o mesmo termo que usou para se referir a Cristo (v. 4). Cada cristão é uma pedra viva por causa da união com o Cristo vivo. Sem conexão vital com Jesus Cristo ninguém pode ter via santa (ver com. de Jo 6:51, 57; 15:1-6) nem expectativa de vida eterna (ver com. de Jo 14:19). CBASD, vol. 7, p. 612.

Sacerdócio santo. Pedro se refere ao fato de todos os cristãos desfrutarem liberdade de acesso a Deus em virtude da obra de mediação realizada por Cristo e, por isso, não necessitam de mediador humano (ver com. Hb 4:16). O sacerdócio se caracteriza  não só pelo acesso direto a Deus, mas também pela santidade, separação do mundo, por privilégios e obrigações especiais. Os remidos serão  “sacerdotes de Deus e de Cristo” durante o milênio (ver com. de Ap 20:6). CBASD, vol. 7, p. 612.

Sacrifícios espirituais. Isto é, sacrifícios caracterizados por um espírito de amor e devoção a Deus, em contraste com os sacrifícios animais do sistema ritual que havia passado a significar pouco mais do que a conformidade com a forma. Somente aquele que adoram ao Senhor “em espírito e em verdade”(João 4;23, 24) podem oferecer sacrifícios “agradáveis a Deus”. Os motivos e as atitudes são a prova da sinceridade (ver com. de Mt 20:15; comparar com os sacrifícios de Caim e Abel, ver com. de Gn 4:4, 5). CBASD, vol. 7, p. 612.

Agradáveis a Deus. O sacrifício vivo de uma vida dedicada sempre é “agradável a Deus”(ver com. de Sl 51:16, 17; Rm 12:1). CBASD, vol. 7, p. 612.

Sacerdócio real. No papel de sacerdotes, os cristãos devem oferecer a Deus “sacrifícios espirituais” (1Pe 2:5); também devem se apresentar como sacrifícios vivos (ver com. de Rm 12:1), um corpo de crentes consagrados ao Senhor. Eles não necessitam de sacerdote humano como mediador diante de Deus, pois só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (ver com. de Hb 7:17; 7:24-28; cf. Hb 4:16). CBASD, vol. 7, p. 614.

25 Pastor. Este termo sugere o cuidado e a proteção de Cristo por Suas ovelhas (ver com. de Jo 10:11). Nos muros das catacumbas, trabalhos artísticos dos primeiros cristãos retratam Jesus como pastor. CBASD, vol. 7, p. 620.

Bispo. Do gr. episkopos, “supervisor”, “superintendente”, “guardião”(ver vol. 6, p. 12, 25; ver com. de At 20:28). CBASD, vol. 7, p. 620.



1PEDRO 2 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
11 de março de 2025, 0:45
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Antes do início de qualquer construção, é realizada uma fase de limpeza. O solo precisa ser preparado e estar livre de toda sujeira que possa atrapalhar. Só então estará pronto para receber o alicerce que irá sustentar toda a edificação. Assim é em nossa vida espiritual, amados. Quando nos despojamos “de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências” (v.1), preparamos o solo do nosso coração para ser edificado em Cristo Jesus como casa espiritual, a fim de sermos Seu sacerdócio santo (v.5). Foi quando os discípulos resolveram suas divergências e uniram-se em oração, que tornaram-se aptos para receber o poder do Espírito Santo e serem testemunhas de Jesus. Onde há contendas e invejas, difamações e ruins suspeitas, não há “crescimento para salvação” (v.2), nem tampouco o poder do Espírito.

Fomos chamados, como “povo de Deus” (v.10), para proclamarmos “as virtudes” de Cristo (v.9). “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios” (v.11-12). O mundo precisa de servos e servas de Deus como Daniel, que quando observado pelos inimigos, não pôde ser acusado, “porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn.6:4). “Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos” (v.15). Pois “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nEle é divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1Jo.3:9).

Eis o resumo da “ópera”, amados: “Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei” (v.17). A vida de Jesus foi a perfeita sinfonia e não houve sequer uma nota dissonante, pois Ele “não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca” (v.22). Em Sua incomparável obra pelo resgate da raça caída, “quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente” (v.23). Fomos chamados para seguirmos os Seus passos (v.21) e, como Ele, suportar a injustiça, retribuindo sempre o mal com o bem. O apóstolo Paulo também escreveu aos romanos: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21).

Pelas chagas de Cristo fomos sarados (v.24). Pela morte mais injusta sobre a face da Terra, nos foi garantida a justiça eterna que nos habilita para o Céu. Tendo em mente que foram os nossos pecados que pregaram o corpo de Jesus “sobre o madeiro” (v.24), vivamos “como servos de Deus” (v.16), praticando o bem ainda que retribuídos com o mal. A hora de maior provação se aproxima. E isso exigirá de nós a fé e a perseverança que possuía a igreja cristã primitiva. Tertuliano, um líder cristão muito respeitado que viveu entre o primeiro e o segundo século, escreveu o seguinte a fim de fortalecer um grupo de cristãos que estavam há muito tempo na prisão: “Os pés não sentem as correntes quando a mente está no Céu” (Que Falem os Primeiros Cristãos, p. 55).

Eu não sei quanto a vocês, mas essa frase me impactou profundamente. “Os pés não sentem as correntes quando a mente está no Céu”. Mas ela define bem a fé inabalável daqueles homens e mulheres dispostos a seguir na senda ensanguentada do Príncipe Emanuel. Que com o coração alicerçado em Cristo Jesus, nossas palavras e atitudes sejam luz para a glória do Pai, pelo poder do Espírito Santo. Se assim perseverarmos a cada dia, o Senhor nos sustentará nos dias finais e ficará muito claro diante do Universo, que Deus ainda tem um povo para chamar de Seu.

Pai Santo e Bendito, graças Te damos pelo sangue do Cordeiro, que lava as nossas vestes e as alveja, a fim de sermos Teu sacerdócio santo! Graças Te damos por nosso Salvador Cristo Jesus, que por Sua maravilhosa graça nos remiu e por Teu Espírito que nos santifica mediante a Tua Palavra! Senhor, purifica o nosso coração e dá-nos a mente de Cristo! Enche o nosso coração do Teu amor, de maneira que possamos Te contemplar a cada dia, e pela contemplação, sermos transformados à Tua imagem. Firma o nosso coração em Ti, de forma que não importa o que aconteça, a nossa mente esteja no Céu. Nós confiamos em Ti e oramos no maravilhoso nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1Pedro2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



I PEDRO 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
11 de março de 2025, 0:40
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I PEDRO 2 – Em meio a um mundo que muitas vezes nos rejeita e não nos compreende, encontramos em Cristo a nossa Rocha, o nosso Refúgio Seguro. Pedro mostra claramente que Jesus é nossa esperança, nossa força e nossa inspiração. E, como pedras vivas, unidas em Seu amor, podemos construir um lindo legado de fé, esperança e amor, que transcende o tempo e a eternidade.

Como pedras vivas, somos moldados e lapidados pelo Espírito Santo, encaixando-nos perfeitamente no projeto divino. Somos escolhidos, valorizados e honrados, como parte do sacerdócio real, uma nação santa, um povo exclusivo de Deus. Como resposta, nossa missão é proclamar as grandezas dAquele que nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz (I Pedro 2:4-8, 18-25).

Para isso, através de Pedro, somos incitados a abandonar a malícia, o engano, a hipocrisia, a inveja, a maledicência, como quem se desfaz de roupas velhas e sujas. Em contrapartida, somos chamados a ansiar pelo leite espiritual puro, a Palavra de Deus, que nos nutre e nos faz crescer de verdade na vida espiritual (I Pedro 2:1-3, 11-17).

Não podemos esquecer que somos uma pedra bruta, rude e sem forma, encontrada em meio a um campo vasto e pedregoso. Assim éramos nós, antes de sermos tocados pela graça divina. Mas, então, o Mestre Construtor, Jesus Cristo, nos encontrou e nos convidou a fazer parte de algo grandioso: a construção de um templo espiritual, uma casa feita de pedras vivas – onde Ele habita.

Neste templo, Jesus Cristo é a Pedra Angular, a base sólida sobre a qual tudo se sustenta. Ele é a Pedra rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa para Deus. E nós, como pedras vivas, somos chamados a refletir a Sua luz e a manifestar a Sua glória em todos os aspectos da sociedade em que estamos inseridos (I Pedro 2:11-21).

I Pedro 2:4-10 “não tem nenhuma ordem em relação à igreja, apenas uma descrição desta; todo o parágrafo doutrinário [deste texto] é composto de indicativos, embora cercado de imperativos. O propósito dessa descrição eclesiológica era encorajar a igreja em meio aos desafios que enfrentava (perseguição, mau comportamento, desânimo, apostasia, etc.), a fim de que a igreja agisse em conformidade com a sua identidade” explica Heber Campos Jr.

Reavivemos nossa identidade espiritual! – Heber Toth Armí.



I PEDRO 1 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO  by Jeferson Quimelli
10 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: I PEDRO 1 – Primeiro leia a Bíblia

I PEDRO 1– BLOG MUNDIAL

I PEDRO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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I PEDRO 1 by Luís Uehara
10 de março de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1pe/1

Ao longo deste capítulo, há um contraste recorrente entre o temporário e o eterno. Os crentes, aos quais a carta é dirigida, são estrangeiros, residentes temporários e exilados no mundo, enquanto aguardam sua herança eterna. As provações que eles experimentam são apenas temporárias, mas há uma grande alegria pela frente e algumas delas podem ser experimentadas mesmo agora, mesmo em meio às provações atuais. Houve aqueles que não entenderam as realidades da obra de Deus e do Seu amor, mas agora Jesus foi totalmente revelado. Nossas vidas humanas são frágeis e passageiras, mas uma vida baseada na Palavra de Deus durará para sempre.

Definidas desta forma, as comparações são nítidas. O apóstolo está questionando seus leitores sobre como eles estão investindo suas vidas, energia e atenção. Não faz sentido dar prioridade a coisas que simplesmente não duram. As escolhas que vêm por seguir Jesus muitas vezes não são as opções mais fáceis, mas são as mais valiosas, as mais duradouras, as mais reais. As histórias, os ensinamentos e as promessas de Jesus nos dão uma visão de longo prazo e uma perspectiva diferente para pensar acerca de nossas vidas e escolhermos viver de maneira diferente.

Nathan Brown
Escritor e editor, Signs Publishing Company, Melbourne, Austrália

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1pe/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



I PEDRO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
10 de março de 2025, 0:50
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311 palavras

1 Em sua saudação, Pedro se dirige aos cristãos que vivem fora da Palestina como “peregrinos” ou “estrangeiros”, com a implicação de que esta terra é apenas temporária enquanto o céu é o lar permanente dos fiéis a Jesus. Nossa fidelidade é obtida através do poder de Deus, que nos concede uma “esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (v. 3 NVI). Cindy Tutsch, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/12/.

Dispersão. Literalmente, “da Diáspora” (ver com. de Jo 7:35). A palavra “diáspora” (ver vol. 5, p. 47, 48) é usada desde aquela época para se referir aos judeus dispersos entre as nações fora da Palestina. Entretanto, não se restringe a esse significado específico. Paulo classificava cristãos e gentios espalhados pela região do Mediterrâneo como membros da “diáspora”. CBASD – Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 600.

2 Eleitos. Do gr. ekletoi, literalmente, “os escolhidos” (ver com. de Rm 8:33). Os cristãos são aqui considerados escolhidos porque haviam atendido ao chamado de Deus (sobre eleição e salvação, ver com. de Rm 8:29). CBASD, vol. 7, p. 600.

13 Revelação. Do gr. apokalupsis (cf. v. 5, 7). Nessa passagem, Pedro define a caminhada cristã como a realidade crescente da presença de Jesus Cristo, uma comunhão aprofundada que ultrapassa a mais íntima das amizades terrenas. Dia a dia, a vida e a obra do Salvador serão cada vez mais reveladas ao filho de Deus, até que a “revelação”final ocorra na segunda vinda. Os que o adorarão quando O virem são os que já O conhecem nesta vida. CBASD, vol. 7, p. 601.

22 Amor fraternal. Do gr. philadelphia (ver com. de Rm 12:10). A obediência à verdade deve resultar deve resultar em amor pelos irmãos (ver com. de Jo 13:34; IJo 2:9-11; 3:10-18). CBASD, vol. 7, p. 608.

Não fingido. Do gr. anupokritos, “sem disfarce”, “sem hipocrisia”.  CBASD, vol. 7, p. 608.

Amai-vos. Do gr. agapaō, afeição governada pela razão e pelo entendimento, na busca do melhor para a pessoa amada (ver com. de Mt 5:43; Jo 21:15). CBASD, vol. 7, p. 608.



1PEDRO 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
10 de março de 2025, 0:45
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Já na primeira carta de “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo” (v.1), podemos perceber a obra santificadora do Espírito Santo na vida daquele que, de todos os discípulos de Cristo, certamente era o mais impulsivo e impetuoso. Ao enfatizar a eleição de Deus, Pedro lançou por terra o conceito judaico, que por tanto tempo ele mesmo havia defendido, de conquistar a salvação por obras. A eleição divina, no entanto, não significa a obra de um Deus que escolhe uns para a salvação e outros para a perdição, “porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Consiste, porém, na resposta humana ao chamado de Deus. A “presciência de Deus Pai” (v.2), isto é, o fato de Deus conhecer todas as coisas do princípio ao fim, não interfere em nada no livre arbítrio que Ele mesmo nos deu. Não podemos, por exemplo, ir às urnas votar em pessoas que não se candidataram à eleição, mas somente nos candidatos que cumpriram todos os requisitos legais para a candidatura. Percebem? Da mesma forma, o Senhor não elege aqueles que, voluntariamente, rejeitam a “santificação do Espírito” (v.2).

A eleição divina e obra de santificação, “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5), ao contrário do que a maioria acredita, não é uma aquisição única e uma exposição de palavras sem sentido e gestos enlouquecidos, e sim “para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo” (v.2). Notem que a obediência vem pela santificação, como um resultado da obra contínua do Espírito Santo na vida do cristão. E assim como a aspersão do sangue do cordeiro no santuário significava a purificação dos pecados, o sangue de Cristo nos lava e nos purifica de todo o pecado. Só por meio da obra redentora de Jesus alcançaremos “a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (v.5). Como está escrito: “Eles, pois, o venceram [Satanás] por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).

Aquele que experimentou o terrível preço de negar três vezes o Seu Salvador, aprendeu que mesmo “contristados por várias provações” (v.6), os eleitos de Deus devem perseverar na certeza de que, Aquele que sonda os corações, “segundo a Sua muita misericórdia” (v.3), nos estenderá o mesmo olhar de amor que fez estremecer a Pedro naquele dia fatídico (Lc.22:61). Porque é na provação que a nossa fé é fortalecida e confirmado o seu valor, tornando-se “mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo”, para que “redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (v.7). Porque este é o resultado da nossa fé: “a salvação da [nossa] alma” (v.9). Todos os esforços estão sendo feitos na Terra “pelo Espírito Santo enviado do Céu” (v.12), e todo o Céu tem trabalhado para que a nossa “fé e esperança estejam em Deus” (v.21) e nEle permaneçam.

Como filhos da obediência” (v.14), somos chamados para sermos santos “segundo é santo Aquele que [nos] chamou” (v.15). Este processo de santificação que resulta em obediência é obra de toda uma vida, amados. E ela não acontece simplesmente pela estrita observância da Lei, mas pela experiência pessoal de quem é guiado pelo Espírito Santo a praticar a essência da Lei: o amor. Leia com muita atenção as citações seguintes do pastor Morris L. Venden:

“Atualmente há pessoas que ficaram tão frustradas com a melhor obediência que puderam prestar em sua própria força, que decidiram abandonar totalmente sua crença na vitória. Sim, os discípulos pecaram, falharam e caíram repetidamente, mas há algo além disso! Através do contínuo relacionamento com Cristo foram transformados à Sua imagem e se tornaram mais do que vencedores por Aquele que nos amou […] Somente o cristão fiel poderá compreender e experimentar o que é realmente a obediência. Não é simplesmente outro esforço para ajudar-se a si mesmo, nem mudança de comportamento, nem o enfoque do pensamento positivo que proporciona mudanças exteriores àqueles que têm suficiente força de vontade para consegui-las. A obediência pela fé provém unicamente do coração e só é alcançada por aqueles que mantém comunhão diária com Jesus Cristo” (Como Conhecer a Deus, p. 118, 119 e 125).

Portemo-nos, pois, “com temor durante o tempo da [nossa] peregrinação” (v.17), “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis” (v.18) que fomos resgatados de nossos pecados, “mas, pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (v.19). Prossigamos em sermos regenerados e reavivados pela “Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (v.23), pois, “seca-se a erva e cai a sua flor; a Palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a Palavra que vos foi evangelizada” (v.24-25). Permita que ela continue te guiando para Casa!

Nosso Pai e Senhor, graças damos pelas Tuas misericórdias que nos alcançam mais um dia e por Tua Palavra que nos santifica! Paizinho, queremos estar entre os filhos da obediência e Te prestar verdadeira adoração. Almejamos ser santos como Tu és Santo! Este é um milagre que só o Teu Espírito pode realizar. Batiza-nos com o Espírito Santo de modo que a nossa vida revele que somos Tuas testemunhas! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos da obediência!

Rosana Garcia Barros

#1Pedro1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



COMENTÁRIO I PEDRO 1 – Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
10 de março de 2025, 0:40
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I PEDRO 1 – A vida cristã é regada de desafios. Há um grande conflito espiritual, que os fiéis sentem na pele e no coração. Diante dessa realidade, precisamos de motivação e esperança.

Para compreender a situação na época da primeira carta de Pedro, é importante saber o que acontecia:

“Ocorreu por aquele tempo um terrível incêndio em Roma, pelo qual quase metade da cidade se queimou. O próprio Nero, falava-se, ateara o fogo, mas para desviar as suspeitas, fez uma ostentação de generosidade, prestando assistência aos que ficaram sem lar e destituídos de seus bens. Foi contudo acusado do crime. O povo ficou agitado e enraivecido, e Nero, a fim de inocentar-se e também ficar livre de uma classe que ele temia e odiava, voltou a acusação contra os cristãos. Seu expediente foi bem-sucedido, e milhares de seguidores de Cristo – homens, mulheres e crianças – foram cruelmente mortos”, contextualiza Ellen White.

Quando o fogo da perseguição consumia vidas inocentes em Roma, Pedro acendia a chama da esperança em corações aflitos. Sua carta não nega o sofrimento, mas aponta para uma herança incorruptível (I Pedro 1:1-12).

Os cristãos eram lançados às feras, queimados vivos e desprezados pelo mundo, mas Pedro os lembrava de que eram escolhidos por Deus, peregrinos na Terra, e cidadãos de um reino eterno.

Nero usou as chamas da perseguição para espalhar o medo, mas Pedro usou a Palavra de Deus para espalhar a fé. Diante da perseguição, ele escreve não sobre vingança, mas sobre santidade, esperança e redenção (I Pedro 1:13-25).

O Império de Nero queimava cidade e vidas, mas Pedro lembrava que os fiéis eram resgatados “não por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro”, “mas pelo precioso sangue de Cristo” (I Pedro 1:18-19).

Se o mundo odeia os cristãos, Deus os ama. Se Roma os chamava de criminosos, Deus os chama de eleitos. Se Nero os condenava ao fogo, Pedro os apontava para a glória eterna.

A vida humana é frágil. Nossa existência terrena é passageira, limitada pelo tempo e marcada pela corrupção do pecado. Entretanto, Pedro lembra-nos que há um nascimento que não é determinado por sangue, nem pela vontade da carne ou do homem, mas por Deus. É pela Palavra de Deus que esse novo nascimento acontece! – Heber Toth Armí.