Reavivados por Sua Palavra


I PEDRO 4 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO  by Jeferson Quimelli
13 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: I PEDRO 4 – Primeiro leia a Bíblia

I PEDRO 4 – BLOG MUNDIAL

I PEDRO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



I PEDRO 4 by Luís Uehara
13 de março de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1pe/4

Continuando seu discurso dos versos 18-22 do cap. 3, Pedro lembra aos seus leitores dos sofrimentos de Cristo como motivação para que eles modelem suas vidas, tanto pensamentos quanto ações, conforme o exemplo d’Aquele que morreu em nosso lugar. Nós ainda podemos cometer erros (ver Mensagens aos Jovens, p. 338), mas escolhemos firmemente nos desviar da vida anterior de rebelião contra Deus.

Antigos amigos ou pessoas seculares podem expressar raiva e ódio contra cristãos que não participam com eles em suas más práticas, entretanto a única opinião que importa é a de Jesus Cristo. O evangelho não foi pregado às almas dos mortos; foi pregado às pessoas enquanto estavam vivas mas que agora estão mortas. Aqueles que morreram (v. 6) serão julgados com base em como viveram após terem conhecido a Cristo. Eles não terão uma “segunda oportunidade” de ouvir o evangelho.

Depois de um último apelo para permanecermos fiéis a Jesus em meio a perseguição e julgamento, Pedro lembra-nos que a nossa segurança eterna está em nosso fiel Criador, o “Pastor das nossas almas” (I Ped 2:25).

Pr. Cindy Tusch, DMin
Diretora Associada Aposentada
Patrimônio Ellen G. White, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1pe/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



I PEDRO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
13 de março de 2025, 0:50
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600 palavras

3 Borracheiras (ARA; NVI: “bebedeiras”). Do gr. oinophlugia, de oinos, “vinho”, e phluo, “transbordar”. A passagem se refere à atitude devassa nas festas com bebedeiras. CBASD, vol. 7, p. 633.

Orgias. Do gr. komoi, palavra usada com frequência na literatura secular para se referir a procissões e festas descontrolada, caracterizadas por bebedeira e sensualidade. CBASD, vol. 7, p. 633.

Difamando-os. Os pagãos falavam mal dos cristãos porque julgavam que eles assumiam uma postura de superioridade ao se recusarem a participar do “mesmo excesso de devassidão”. Com frequência, esse conceito pagão errôneo era o que despertava perseguição. CBASD, vol. 7, p. 633.

Para este fim. Cada um será julgado com base em sua resposta pessoal à medida da verdade que recebeu. CBASD, vol. 7, p. 634.

A mortos. As Escrituras ensinam o estado de inconsciência após a morte (ver com. de 1Pe 3:19). Logo,  a única conclusão coerente com os ensinos da Escritura como um todo é que os “mortos”, na época de Pedro, haviam ouvido o evangelho antes de morrerem. CBASD, vol. 7, p. 634.

O fim de todas as coisas. Isto é, o fim do mundo.  CBASD, vol. 7, p. 635.

8 Amor. Do gr. agape, “amor” (ver com. de Mt 5:43; 1Co 13:1). O amor não conhece fronteiras e nunca falha. Ele une em comunhão cristã pessoas de diferentes origens e opiniões. Qualquer problema da igreja pode ser resolvido em uma atmosfera de amor inteligente e altruísta. CBASD, vol. 7, p. 635.

Cobre. Uma citação de Pv 10:12; ver com. de Tg 5:20. Quando falta amor, há a tendência de ampliar os defeitos e falhas dos outros. Quando o amor reina, as pessoas ficam dispostas a perdoar e esquecer. Além disso, um espírito de amor fraternal certamente atrai a atenção dos não conversos e leva muitos deles ao conhecimento salvador de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 635.

11 Oráculos (ARA; NVI: “a palavra”). Do gr. logia (ver com. de At. 7:38; Rm 3:2). Um exemplo da “multiforme graça” de Deus (v. 10) é a habilidade de falar com fluência e convicção. No entanto, tal dom só deve ser usado para a glória do Senhor. Os talentos dados por Deus devem ser cuidados e desenvolvidos com segurança, a fim de que a propagação do evangelho nunca seja atrapalhada pela falta de sinceridade ou frivolidade. CBASD, vol. 7, p. 636.

12 Fogo ardente. A ferrenha perseguição de Nero logo assolaria a igreja; as perturbações crescentes entre judeus e romanos era um prelúdio do holocausto iminente. Satanás tentou todas as estratégias que conseguiu imaginar para destruir a infante igreja. Levando em conta que a hora do juízo se aproxima, os cristãos atuais fariam bem em dar ouvidos às palavras de Pedro à igreja de sua época. CBASD, vol. 7, p. 636.

17 Casa de Deus. Isto é, a igreja (ver com. de 1Tm 3:15). CBASD, vol. 7, p. 638.

18 Se é com dificuldade que o justo é salvo. Neste versículo, o apóstolo cita a LXX [a Septuaginta, versão em latim do AT] (de Pv 11:31; ver com. ali). É somente em virtude dos méritos de Cristo que os justos são salvos. É só pelo fé nEle que podem reclamar a misericórdia divina no dia do juízo. CBASD, vol. 7, p. 638.

19 Encomendem. A segurança do cristão está na certeza de que Deus nunca abandona Seus filhos (ver com. de 2Tm 1:12; 2:19). Como pastor, Pedro guia seus irmãos de fé ao único Porto Seguro diante da tempestuosa perseguição. CBASD, vol. 7, p. 638.

A sua alma. Eles confiam sua vida ao único capaz de protegê-los do mal e de fortalecê-los para suportar o sofrimento (sobre “alma”, ver com. de Mt 10:28). CBASD, vol. 7, p. 638.

Prática do bem. O cristão deve fazer seu melhor, pela graça e pelo poder de Deus, em qualquer circunstância, e deixar o restante nas mãos do Senhor.  CBASD, vol. 7, p. 639.



1PEDRO 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de março de 2025, 0:45
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Uma nova vida em Cristo requer abnegação e renúncia do que é mau e dedicação e serviço “na prática do bem” (v.19). Sepultado o velho homem nas águas do batismo, é dado o “start” da vida cristã a fim de que o Espírito Santo conceda doses diárias da pureza de Cristo. O batismo, porém, como um símbolo da morte e ressurreição de Cristo, não é garantia de santidade, mas apenas o início da jornada cristã. Pedro aprendeu esta lição à duras penas. Só compreendeu que não eram as suas obras, mas a perfeita obra do Senhor que o salvaria, quando o cantar do galo o despertou para encontrar o olhar penetrante e perdoador de seu Redentor. Cristo mesmo, após ser batizado, foi levado pelo Espírito ao deserto, de onde saiu vitorioso contra o diabo. Aqueles que entendem o batismo como um fim em si mesmo ou a solução de tudo, geralmente terminam como as sementes lançadas entre pedras ou entre espinhos (Mt.13:20-22), e logo abandonam o evangelho que um dia os cativou.

A exortação de Pedro rompe as barreiras do tempo e chega até nós como uma mensagem tão atual quanto o noticiário de amanhã: “no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (v.2). E qual é a vontade de Deus, amados? O apóstolo Paulo nos responde: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). Precisamos estudar a Palavra de Deus não para obter informações, mas para sermos por ela transformados. E esta transformação causa estranheza entre aqueles que eram acostumados ao nosso antigo estilo de vida. Alguns compreendem, outros, porém, tornam-se nossos perseguidores. “Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão” (v.4). E quer nós, os vivos, quanto aqueles que já morreram, todos tivemos a oportunidade de ser alcançados pelo evangelho (v.6), porque Deus é o mesmo e não muda, desde o princípio (Ml.3:6; Tg.1:17). Só ao Senhor competirá “julgar vivos e mortos [ou seja, aqueles que já morreram e serão ressuscitados]” (v.5) no dia do Seu juízo.

Ora, o fim de todas as coisas está próximo” (v.7), meus irmãos, e “a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (v.17). E o que irá separar os cabritos das ovelhas (Mt.25:32), será justamente o amor e a obediência. Todos aqueles que permitiram que a perfeita obra do Espírito Santo fosse completada, que não a tomaram por mérito próprio, que preferiram se humilhar a revidar, que suspiraram e gemeram “por causa das abominações” que eram cometidas na Terra (Ez.9:4), estes, colocados pelo Rei da Glória à Sua destra, ouvirão: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). Estes tiveram “amor intenso uns para com os outros” (v.8), amaram os seus inimigos e, aos seus perseguidores, retribuíram com orações (Mt.5:44). Eis a genuína transformação realizada pela Palavra do Amor!

Amados, “como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (v.10), que nossas palavras e serviço glorifiquem a Deus, “por meio de Jesus Cristo, a Quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (v.11). Portanto, não estranhemos “o fogo ardente que surge no meio de [nós]”, dando ênfase a este tipo de coisa (v.12), mas que a alegria que brota de um coração diariamente purificado pelo sangue de Cristo, nos motive a perseverar até alcançarmos a exultante alegria de ver o nosso Salvador regressar e de estarmos com Ele para sempre. “Se, pelo nome de Cristo, [somos] injuriados, bem-aventurados [somos], porque sobre [nós] repousa o Espírito da glória de Deus” (v.14). É melhor sofrermos fazendo a vontade de Deus do que praticando o que não nos convém. Não considere, pois, “sofrer como cristão” (v.16) motivo de vergonha, mas como oportunidade de glorificar “a Deus com esse nome” (v.16).

Nosso Deus e Pai, é inevitável sofrermos quando julgados e perseguidos de forma injusta. A verdade é que o nosso coração se entristece, e sentimos ainda mais saudades de um Deus que nunca vimos e de um Céu que nunca fomos. O nosso Salvador carregou uma cruz que era nossa e morreu a nossa morte para que nEle tenhamos vida, e vida eterna. Então, não Te pedimos que não passemos por aflições, mas Te pedimos que nos conceda a força e a fé necessárias para que possamos perseverar até o fim. Ouve o clamor do Teu povo, Senhor! Pois Te oramos nos méritos e no nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, fieis até o fim!

Rosana Garcia Barros

#1Pedro4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



I PEDRO 4 – Comentário Pastor Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
13 de março de 2025, 0:40
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I PEDRO 4 – “A experiência pessoal de Pedro e seu relacionamento com o Senhor o qualificaram para ministrar aos cristãos que enfrentavam sofrimento por causa da fé. Pedro fracassou de maneira trágica em seu primeiro embate com o sofrimento (Mt 26:69-75), mas demonstrou arrependimento genuíno e se tornou um ousado pregador diante da oposição e perseguição (At 4:1-20; 5:17-32; 12:1-17)”, relembra a Bíblia Andrews.

A missão cristã está presente nesta preciosa carta de Pedro de diversas formas, especialmente no chamado dos crentes para viverem como estrangeiros neste mundo, testemunhando a graça de Deus em meio às provações.

• Os cristãos foram eleitos por Deus para uma vida santa e missionária, mesmo diante do sofrimento.

I Pedro revela que cristãos foram regenerados para uma viva esperança (1:3) e chamados à santidade (1:15-15), vivendo de maneira irrepreensível para influenciar pessoas. Os cristãos são “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus” para proclamar a libertação providenciada por Cristo (2:9) – Deus nos salva para que anunciemos a salvação. Os cristãos precisam manter um bom testemunho entre os descrentes (2:12), para que, ao verem suas boas obras, glorifiquem a Deus – a missão não meramente verbal, mas também vivencial (3:1-2). Também precisam estar preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que perguntar sobre sua fé (3:15). O sofrimento injusto é apresentado como uma oportunidade para testemunho (3:17). Assim como Cristo sofreu para trazer salvação (3:18), os cristãos devem estar dispostos a sofrer para que outros conheçam a verdade.

• A responsabilidade missionária é individual, mesmo em contextos hostis.

Em I Pedro 4, os crentes são exortados a viverem para a vontade de Deus, não para os desejos humanos (vs. 1-3). O texto reforça que o estilo de vida cristão causará estranhamento e até oposição do mundo (v. 4-9) – porém, isso faz parte da missão!

Pedro destaca que cada um de nós deve usar seus dons espirituais para servir aos outros, administrando a graça de Deus (I Pedro 4:10). Depois explica que o sofrimento por causa de Cristo não deve ser motivo de vergonha, mas de glória, pois representa participação na missão do próprio Senhor (4:11-19).

• Aprendamos que, o sofrimento não interrompe a missão; ele a confirma, pois seguimos os passos de Cristo para glorificar a Deus!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



I PEDRO 3 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO  by Jeferson Quimelli
12 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: I PEDRO 3 – Primeiro leia a Bíblia

I PEDRO 3 – BLOG MUNDIAL

I PEDRO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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I PEDRO 3 by Luís Uehara
12 de março de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1pe/3

Continuando as suas recomendações práticas, Pedro aconselha maridos e esposas a que sejam respeitosos e amorosos, considerando-se mutuamente como herdeiros “do dom da graça da vida” (v. 7 NVI). Ele lembra as mulheres que o que as torna mais atraentes é ter uma conduta semelhante à de Cristo, ao invés de adornos externos para chamar a atenção. Pedro lembra também que Deus não abençoará o marido tirânico, egoísta e dominador para com sua esposa.

Pedro se dirige aos cristãos em geral, exortando-os para que sejam unidos em espírito. O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia sugere que o termo traduzido por “unidade” no verso 8 não significa uniformidade. Pedro reconhece que diferenças de opinião podem surgir e exorta os crentes a amarem uns aos outros, mostrando cortesia e compaixão, ao invés de se envolverem em brigas e xingamentos.

Alguns têm sido incomodados pelos versos 18-20, supondo que Jesus ou Noé pudessem ter pregado o evangelho para as pessoas no inferno. Na realidade, o que a passagem quer dizer é que Cristo pregou através do Espírito Santo (v. 19) para as pessoas que vivem na prisão do pecado (Sl 142:7).

Um dos maiores desafios deixados por Pedro para nós, como seguidores de Jesus, ocorre no verso 15, onde ele nos exorta: “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”. É impossível cumprir esta advertência sem um estudo cuidadoso das Escrituras, em espírito de oração, para que entendamos a vontade de Deus ou sem a unção do Espírito para nos conceder sabedoria e tato.

Pr. Cindy Tusch
Diretora Associada Aposentada
Patrimônio Ellen G. White, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1pe/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



I Pedro 3 – Comentários Selecionados – OS ESPÍRITOS EM PRISÃO EM I PEDRO 3:19 by Jeferson Quimelli
12 de março de 2025, 0:50
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1364 palavras

Dedicamo-nos, por sua importância, a estudar especificamente o verso 19. O que Pedro quis dizer com os “espíritos em prisão” aos quais Jesus teria pregado?

Ele [Cristo] foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito, 19 no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão 20 que há muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, enquanto a arca era construída” I Pedro 3:18a-20 (NVI).

“Por meio de Noé, o Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo, pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado.” Paráfrase do prof. Leandro Quadros, “Na Mira da Verdade” (Casa), vol. 2, p. 52.

“Alguns defendem que a epístola (1Pe 3:18-20; 4:6) apoia a doutrina da imortalidade da alma e da consciência após a morte e que, durante o intervalo entre a crucifixão e a ressurreição, Cristo desceu ao hades, o reino figurado dos mortos (ver com. de Mt 11:23), para pregar aos espíritos desencarnados definhando ali. Todavia, a lógica desse ponto de vista requer que os “espíritos” aqui mencionados estivessem em um tipo de purgatório quando Cristo pregou para eles e que o propósito da pregação fosse lhes dar uma chance de ser salvos e escapar dali. No entanto, a maioria dos protestantes que creem que Pedro ensina a consciência do ser humano após a morte ficaria horrorizada em aceitar a doutrina papal do purgatório e o conceito igualmente antibíblico de uma segunda chance. Quem defende que Pedro apoia aqui a crença na suposta imortalidade da alma também precisa explicar por que Cristo seria parcial em não dar aos pecadores de outras gerações a mesma oportunidade dada aos “espíritos” dos pecadores da época de Noé” CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 629.

pregou. Cristo falou pelo Seu Espírito através de Noé, proclamando a mensagem da salvação. Esta passagem não pode ser usada para ensinar que no período entre Sua crucifixão e Sua ressurreição Cristo foi e pregou às almas imortais do povo do tempo de Noé. Adicionalmente ao fato de que a Bíblia não provê apoio ao conceito de que a alma é imortal, em sua segunda epístola Pedro exclui a possibilidade que o povo do tempo de Noé tivesse uma segunda chance e pudessem ainda ser salvos …  Andrews Study Bible.

espíritos. A palavra utilizada para espírito frequentemente se refere a seres humanos (e.g., 1Co 14:32; Heb 12:23; 1Jo 4:1). Os espíritos (pessoas) do tempo de Noé eram cativos na prisão do pecado. De acordo com a Escritura, somente oito pessoas escaparam dela (1Pe 3:20). Andrews Study Bible.

prisão. O fato de somente oito pessoas terem escapado do dilúvio (Gn 6:5-13; 1Pe 3:20) evidencia que os antediluvianos estavam firmemente presos ao pecado. Ninguém, além de Cristo, é capaz de libertar os seres humanos dos hábitos e desejos maus que Satanás usa para acorrentá-los. CBASD, vol. 7, p. 630.

O Dr J. Rawson Lumby, comentando I Pedro 3:17-22 em The Expositor’s Bible, observa que, durante os primeiros séculos, período em que a religião católica, com sua crença no purgatório, era dominante, a passagem foi interpretada significando que Cristo foi pregar a almas no inferno. “Mas no tempo da Reforma, as principais autoridades expunham a pregação do Espírito de Cristo através do ministério do patriarca [Noé]”. O Dr. John Pearson, em sua Exposition of the Creed, uma obra clássica da Igreja Anglicana, observa: “É certo, portanto, que Cristo pregou àquelas pessoas que nos dias de Noé foram desobedientes; todo aquele tempo ‘a longanimidade de Deus aguardava’ e, consequentemente, o arrependimento era oferecido. E é tão certo que Ele nunca lhes pregou depois que elas morreram”. Respostas a Objeções (Casa), p. 314.

Jesus “pregou aos espíritos” dos mortos? Com base em 1Pedro 3:19, muitos cristãos creem que, durante Sua morte, Cristo desceu até o inferno e pregou aos “espíritos em prisão”. … Ao ler 1 Pedro 3:19, deveríamos fazer pelo menos as seguintes perguntas ao texto:
1º Quem pregou?
2º Que “espíritos” são esses?
3º Que “prisão” é essa mencionada por Pedro?
4º Existe oportunidade de salvação depois da morte? … Vamos ver as respostas que a Bíblia nos disponibiliza:

1ª resposta: Quem pregou não foi Jesus, e sim o Espírito Santo. No final do verso 18 é dito que Cristo foi vivificado pelo Espírito” e, por isso a NVI está corretíssima em traduzir o termo “Espírito” com letra maiúscula no referido versículo. Isso está em desarmonia com o que Jesus disse em João 16:8, quando declarou aos discípulos que é a Terceira Pessoa da Divindade a função de convencer o mundo “do pecado, da justiça e do juízo”.
Tendo isso em mente, não fica difícil entendermos a primeira parte do verso 19 que diz: “no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão”. “No qual” se refere ao “Espírito” do verso 18 e, por isso, se alguém tivesse “descido ao inferno” para “pregar aos espíritos que lá estavam”, esse alguém foi o Espírito Santo, o “Espírito” que “vivificou” a Cristo, ressuscitando-O dos mortos (Rm 8:11).

2ª resposta: Os “espíritos em prisão” não são espíritos de pessoas mortas, mas pessoas que estavam vivas quando a Palavra de Deus foi pregada a elas. Isso fica evidente quando lemos o verso 20, que descreve esses “espíritos” como sendo aqueles que “desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente, nos dias de Noé […].” Essas pessoas que desobedeceram a Deus no tempo de Noé foram os antediluvianos, pessoas reais e não espíritos desencarnados.
Através de 1Pedro 3:19, 20 é possível ver que em alguns casos os autores bíblicos usam a palavra “espírito” para se referir a pessoas vivas. Leia, por exemplo, 1João 4:1, onde os falsos profetas (vivos, nos dias de João) são chamados de “espíritos”. Já, Hebreus 12:22, 23 usa a mesma palavra para descrever os justos a quem a carta de Hebreus foi escrita. …

3ª resposta: A “prisão” na qual se encontravam os antediluvianos é a prisão do pecado. O termo é usado simbolicamente e não se refere a um lugar literal onde os mortos podem, em meio às chamas, parar para ouvir a Palavra de Deus enquanto agonizam no “fogo do inferno”. Provérbio 5:22 nos responde a esta terceira pergunta de modo satisfatório, como podemos ler a seguir: “Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com cordas do seu pecado será detido” (ARA).
O apóstolo Pedro nos informa que Noé foi o “pregador da justiça que levou o aviso divino ao “mundo antigo” (2Pe 2:5) de que deveriam se arrepender dos seus pecados antes que viessem as águas do dilúvio (Cf. toda a história em Gn 6-9). Porém, os antediluvianos estavam tão presos pelas cordas dos próprios pecados que não quiseram atender aos apelos do Espírito Santo feitos por meio de Noé.

4ª resposta: O próprio apóstolo Pedro, em sua segunda carta, ensina que os antediluvianos e habitantes de Sodoma e Gomorra não receberam uma segunda chance de salvação depois de estarem mortos (leia 2Pe 2:5, 6). E não poderia ser diferente, pois nosso destino eterno é decidido nesta vida: “Ao contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo pecado” (Hb 3:13). Pelo fato de o pecado endurecer a pessoa, a Bíblia recomenda que o pecador aceite a Jesus hoje, pois amanhã poderá ser tarde demais (2Co 6:2). … Com base nessas informações, ao lermos 1Pedro 3:19 juntamente com os versos 18 e 20 e outros textos paralelos, podemos, sem medo de errar, traduzir o texto como se segue:

“Por meio de Noé, o Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo, pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado.”

Pedro escreveu a cristão que estavam sendo injustamente insultados pelos pagãos por causa de suas crenças (1Pe 2:12; 3:9; 16; 4:14) e pede que seus leitores vejam um contraste entre o mundo mau dos dias de Noé e o mundo em que eles viviam, para encorajá-los a perseverar em seguir a Deus, mesmo sendo a minoria, assim como Noé fazia parte da minoria.

E, do mesmo modo que Cristo sofreu pelos pecados da humanidade (1Pe 3:18), os crentes foram convidados a sofrer por fazer o bem (1Pe 3:17), certos de que receberão a recompensa do Senhor (cf. Mt 5:11, 12). Afinal, todas as autoridades, sejam humanas ou angélicas, estão sujeitas ao Salvador que saiu vitorioso da sepultura e voltou ao Céu para assumir o governo do Universo. … O assunto abordado pelo apóstolo nada tem a ver com “vida após a morte”, e sim com fidelidade e perseverança cristã em meio aos insultos dos descrentes. Prof. Leandro Quadros, Na Mira da Verdade, vol. 2 (Casa), p. 50-52.



1PEDRO 3 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
12 de março de 2025, 0:45
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Os conselhos matrimoniais contidos neste capítulo não definem um casamento perfeito, mas incidem luz sobre os cônjuges dispostos a viver as orientações deixadas por Deus. Em uma igreja em ascensão, era comum que muitas mulheres aceitassem a mensagem do evangelho quando já casadas. E diante do desafio de permanecer firmes na fé, Pedro as exortou não a encher os ouvidos de seus maridos incrédulos com discursos religiosos, mas a conquistá-los “por meio do procedimento” (v.1). Um “honesto comportamento cheio de temor” (v.2) era, e continua sendo, o melhor método evangelístico, principalmente dentro de casa.

Uma mulher temente a Deus, trajada “de um espírito manso e tranquilo” (v.4) não significa, contudo, uma mulher desleixada, mas cuja beleza interior reflete no exterior. Seu foco não está em exibir o que é corruptível, mas em respeitar seu marido e esperar em Deus (v.5). Sara é citada como exemplo de submissão e de esposa idônea. “Pela fé”, ela “recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel Aquele que lhe havia feito a promessa” (Hb.11:11). Sua confiança foi honrada, assim como o Senhor tem honrado toda mulher que nEle confia. Também o marido, herdeiro “da mesma graça de vida” (v.7), deve desempenhar sua função levando em consideração os sentimentos de sua esposa, tratando-a com dignidade, para que suas orações não sejam interrompidas (v.7).

Do relacionamento conjugal, Pedro avançou para o relacionamento fraternal. Como filhos e filhas de Deus, fomos chamados para abençoar, ainda que tenhamos de “sofrer por causa da justiça” (v.14). Viver em paz com os outros não significa ser conivente com suas más ações, e sim praticar “o que é bom” (v.11), mesmo que o retorno não seja positivo. “Porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal” (v.17). Noé e sua família tiveram de suportar as mais cruéis perseguições e zombarias, mas permaneceram firmes no propósito de fazer a vontade do Senhor. Através do idoso pregador, Jesus “pregou aos espíritos em prisão” (v.19), ou seja, aos antediluvianos presos nas trevas do pecado. Estiveram frente a frente com a verdade que liberta (Jo.8:32), enquanto “a longanimidade de Deus aguardava” (v.20). Escolheram, porém, recusar o último chamado de Deus e “poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água” (v.20).

Amados, “ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois” (v.14). Simplesmente segui a prática do bem e a paciência, “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós […] com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo” (v.15-16). Confiem que, da mesma forma que o Senhor Se manifestou em defesa de Moisés: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (Nm.12:8), assim Ele Se levantará para fazer justiça aos Seus servos atuais.

Portanto, não paguem o “mal por mal ou injúria por injúria, antes, pelo contrário”, bendizei os que vos amaldiçoam, “pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança” (v.9).

Nosso Pai amado, bendito seja o Senhor, que por Sua Palavra nos fala, nos exorta, nos repreende e nos instrui na justiça! Ajuda-nos, mediante o agir do Espírito Santo, a sermos homens e mulheres tementes a Ti e que bem Te representem. Abençoa os casamentos do Teu povo! Abençoa os relacionamentos da Tua igreja! E abençoa os que nos maldizem, pois assim o Senhor nos orienta a fazer! Esvazia o nosso coração do nosso eu, e enche-o do Teu amor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, praticantes do bem!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#1Pedro3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



I PEDRO 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
12 de março de 2025, 0:40
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I PEDRO 3 – No capítulo anterior, o apóstolo ensinou que o cristão deve abandonar atitudes pecaminosas como maldade, falsidade, hipocrisia, inveja e maledicências – fofocas, difamações, calúnias, etc.

Além de ter tratado da vida cristã como contínuo amadurecimento espiritual, também abordou a identidade cristã – que deve ser refletida num comportamento distinto da sociedade secular/pagã. Isso inclui orar a todos, amar os irmãos na fé, temer a Deus e respeitar os governantes.

Dando continuidade à identidade cristã, I Pedro 3 inicia revelando que a esposa deve ser submissa ao marido, especialmente se este for descrente, para ganhá-lo sem palavras, apenas pelo comportamento diferenciado.

• Para tanto, a mulher cristã deve entender que o verdadeiro adorno não deve ser o exterior do corpo, mas o interior – com um espírito manso e tranquilo.

Em I Pedro 3:7, o apóstolo orienta diretamente aos maridos cristãos, destacando a importância de um relacionamento conjugal fundamentado no respeito e na compreensão. Numa sociedade que frequentemente desvaloriza a mulher, Pedro salienta que, no matrimônio cristão, a esposa deve ser tratada com honra – com alta consideração.

• Isso é tão sério que o mau tratamento à esposa afeta a comunhão do marido com Deus!

I Pedro 3:1-7 mostra que o relacionamento conjugal tem impacto direto na vida espiritual, pois um matrimônio pautado em desrespeito torna-se obstáculo na comunhão com Deus.

No restante do capítulo, Pedro volta a tratar do sofrimento do cristão. Aqui, o sofrimento por fazer o bem é tratado como uma oportunidade de testemunho, destacando que aqueles que sofrem por causa da justiça são bem-aventurados e devem responder com mansidão e temor, confiando na vitória final de Cristo.

Em sua carta, Pedro apresentou o sofrimento como uma experiência inevitável para os cristãos, mas que possui um propósito redentor. Por isso, ele encoraja os cristãos a verem suas provações como meio de purificação da fé – comparando-as ao ouro refinado no fogo – e, ressalta a esperança viva na herança incorruptível em Cristo (capítulo 1). No capítulo 2, Pedro reforça a ideia de suportar as injustiças com paciência, apontando para o exemplo de Cristo, que sofreu sem revidar, confiando plenamente em Deus.

• Assim, “Pedro enfatiza os sofrimentos e a exaltação de Jesus como exemplo para nós (2:21-25; 3:18-22)” (Bíblia Andrews).

Portanto, reavivemo-nos mesmo em meio ao sofrimento! – Heber Toth Armí.