Reavivados por Sua Palavra


ECLESIASTES 4 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
7 de novembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ECLESIASTES 4 – Primeiro leia a Bíblia

ECLESIASTES 4 – BLOG MUNDIAL

ECLESIASTES 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ECLESIASTES 4 by Luís Uehara
7 de novembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/4

Meu marido e eu somos pais adotivos de crianças clinicamente frágeis, mas também acolhemos temporariamente crianças com alguma particularidade em nossa fazenda terapêutica. Essas crianças são uma imagem vívida da opressão, como terem apenas alface com sal para o jantar, porque era tudo o que havia na geladeira, ou meninas ainda crianças serem coagidas a trabalhar nas ruas para poder colocar comida na mesa a fim de alimentar seus irmãos menores. Algumas dessas crianças nasceram com muitas complicações de saúde devido a drogas ou tiveram danos cerebrais porque foram severamente espancadas.

Tudo isso me lembra continuamente que este mundo não é o nosso lar. Não precisamos nos apegar a este mundo. Ao mesmo tempo, sou grata a Deus por meu marido, que se sacrifica tanto a fim de ser o meu ajudador na criação desses preciosos filhos. Ele é meu melhor amigo e o amor da minha vida.

Lembremo-nos das sábias palavras de Salomão, em cada um desses capítulos, de que este mundo é vazio e sem sentido quando destituído de Deus e do serviço aos outros. Assim como aconteceu com Salomão, precisamos descobrir que a vida não se trata apenas de ser temporariamente populares ou bem-sucedidos, mas de sair da nossa bolha segura e ver as necessidades daqueles que nos rodeiam.

Jill Simpson Marier
Primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia de Augusta
Lincolnton, Geórgia, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/4
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli



ECLESIASTES 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
7 de novembro de 2023, 0:50
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1 … Opressões. Do heb. ‘ashuquim, de uma raiz que significa “oprimir”, “ser injusto com”, “extorquir”. Está relacionada a uma palavra árabe que significa “rudeza” ou “injustiça”.  Salomão se refere aos padecimentos dos fracos e pobres através da história (ver Jó 35:9; Am 3:9; cf 1Sm 12:4)…

Consolasse… O coração aflito anseia por palavras de consolo de alguém que o compreenda, e sua angústia se aprofunda quando ninguém o conforta (ver Sl 69:20; Lm 1:2).

2 … Mais do que os que ainda vivem. Comparar com Jó 3:13 e as palavras de Cristo referentes a Judas (Mt 26:24). Em certas más circunstâncias, e a partir de determinados pontos de vista, poderia ser melhor estar morto do que continuar a viver. É deste ponto de vista que Salomão escreve. Ele representa um estado de espírito despertado pelas desigualdades e maldades que resultaram de milhares de anos de pecado. Hoje, mais do que no passado, homens e mulheres sentem a futilidade da vida.

3. Mais […] feliz. Mediante a fé em Deus e firme confiança no salvador (Mt 11:28) se enfrenta melhor o pessimismo, que procede do diabo (comparar com a calma confiança de Paulo, em Rm 5:1).

4… Inveja. A rivalidade desperta inveja e amargura à medida que se intensifica a competição. O princípio aqui apresentado se aplica a condições de trabalho, rivalidade nos negócios, questões internacionais e relacionamentos pessoais.

Correr atrás do vento. Uma figura de linguagem que descreve a futilidade do sucesso mundano como garantia de felicidade.

6… Punhado de descanso. Literalmente, “completar a mão com serenidade”. O hebraico indica uma mão em concha.Sem dúvida, “serenidade” aqui se refere à paz mental…

Cheias de trabalho. Atividade intensa, uma agitação nervosa no empenho de realizar muito cada dia a fim de obter a recompensa máxima. Uma vida plena e feliz não depende de abundância de coisas desta vida.

7. Considerei outra vaidade. Salomão se refere a outro fenômeno da vida: a avareza.

8. Um homem sem ninguém. A descrição  é de uma pessoa solitária, sem amigos ou pessoas próximas…

Não tem filho nem irmã. Um quadro patético de solidão,  com pouco incentivo para estimular alguém em seus esforços. Trabalhar para prover as necessidades de pessoas amadas é uma tarefa nobre e traz satisfação…

Não se fartam de riquezas. Quanto mais se acumula, mais se deseja. A aquisição de riqueza se torna uma obsessão para o avarento (ver Pv27:20). Poucas pessoas estão contentes com sua sorte.

Nego à minha alma… É uma virtude cristã ser laborioso, porém, plenamente satisfeito sob a mão de Deus (Rm 12:11; Ef 4:28; 1Tm 6:8; Hb 13:5). A indolência é reprovável em um cristão (Pv 12:24; Ec 10:18)…

11. Se dois dormirem juntos. O v. 10 trata de auxílio e apoio na dificuldade; o v. 11, de conforto. Neste verso, Salomão se refere ao calor do dia seguido pelo frio da noite e a pobreza de uma pessoa comum, cuja única roupa de cama com frequência se consistia somente de sua vestimenta externa (ver Êx 22:26, 27).

12. Se alguém quiser prevalecer. Aqui são enfatizadas as bênçãos  da ajuda e da proteção. A mesma verdade se expressa no aforismo: “a união faz a força”.

Cordão de três dobras. Separadamente, três pedaços de corda podem se romper com facilidade, mas quando trançado em uma corda, é muito difícil rompê-las. Alguns comentaristas têm exagerado ao tentar explicar este verso. Eles pretendem ver aqui uma alusão à Trindade; citam incidentes como o amor e companheirismo entre Lázaro e suas irmãs Marta e Maria; e também a Cristo, quando escolheu três discípulos para acompanhá-Lo ao jardim do Getsêmani. Tais exegeses fantasiosas devem ser evitadas.

13… E insensato. Seria melhor “mas insensato”.

14. Saia do cárcere… O significado é que um jovem pode vencer as desvantagens que enfrenta e, se for sábio e dócil para o ensino, se tornará um sucesso na vida. Ele poderá até mesmo ocupar os postos mais elevados da nação (ver 1Rs 11: 26-28).

15… O jovem sucessor. Este verso pode se referir ao entusiasmo que acompanha a ascenção do novo governante ao ocupar o lugar do que foi deposto.

16… Tampouco […] se hão de regozijar nele. A aclamação pública  de hoje pode se  transformar em condenação pública amanhã. José, no Egito, ilustra a inconstância da recompensa do mundo (Êx 1:8).

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.



Eclesiastes 04 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
7 de novembro de 2023, 0:45
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Ao finalizar “a Sua obra, que fizera” (Gn.2:1), completando a semana da criação, Deus a coroou com o sábado, um dia de descanso para que o homem sempre mantivesse na lembrança a sua origem divina. Um dia antes, Deus havia criado Adão e permitido que ele mesmo notasse que ali ainda “não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (Gn.2:20). Então, Deus formou a mulher e, unindo-a ao homem, compôs o primeiro “cordão de três dobras” (v.12) do planeta recém-criado. Ao iniciar sua vida, o primeiro casal desfrutou de seu primeiro dia nas horas do sábado andando lado a lado com o Criador. A primeira lição dada ao recém-formado casal se resume em uma sentença: dependência de Deus.

No sábado, o homem e a mulher aprenderam que a verdadeira adoração não é baseada no que fazemos, e sim no que Deus faz. O Éden foi o presente de casamento que receberam “para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). A ligação do homem com a terra vem da sua composição e também de sua primeira lida. A eles não foi dado apenas um trabalho, mas o meio mais eficaz e salutar de manter-se integralmente em harmonia com o Criador. Nas flores a desabrochar, nas sementes a brotar, nos frutos prontos para colher, no curso dos rios, na doçura das pequenas e grandes criaturas, Adão e Eva aprendiam juntos as ricas lições da natureza.

Infelizmente, em dado momento em que a mulher se distanciou de seu companheiro, Satanás encontrou uma oportuna fragilidade. O primeiro diálogo de Satanás com um membro da raça humana revela a importância e verdade nas palavras do sábio: “Melhor é serem dois do que um” (v.9). “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” (v.12). Mas o pecado veio, e com ele a maldição da terra, a fadiga e “os cardos e abrolhos” (Gn.3:17-18). Ainda assim, “lavrar a terra” (Gn.3:23) foi o trabalho que o Senhor deixou aos cuidados do homem realizar. Pode não se tratar da atividade mais fácil ou mais lucrativa, mas certamente a que mais se aproxima das atividades edênicas.

A agricultura, no entanto, não é um fim em si mesma, nem garantia de intimidade com Deus, mas um dos meios deixados por Ele com essa finalidade. Lembre que Caim era agricultor, e nem por isso reconheceu o cuidado de Deus em suas obras. Na realidade, a vida campestre, onde há a oportunidade de conectar-se com a criação e instruir os filhos o mais distante possível das corruptoras influências do mundo, ainda é a melhor opção. As discussões e tantas controvérsias com relação à vida no campo poderiam ser dissolvidas tão somente se o assunto fosse estudado com oração e humildade, e sincero desejo de conhecer a vontade de Deus a esse respeito.

Em um mundo voluntariamente competitivo e capitalista, o Senhor tem um chamado para cada cristão que se dispõe a largar as redes do serviço egoísta e dar o passo de fé, aceitando o convite de Cristo: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mc.1:17). Nem todos são chamados a abandonar seu trabalho laboral por completo, mas todos somos chamados a viver a vontade de Deus e abandonar as obras que “provêm da inveja do homem contra o seu próximo” (v.4).

Hoje, o Senhor nos chama para nos unirmos a Ele num cordão inquebrável que nem a morte pode romper (Rm.8:38-39). O Criador nos convida a olhar para as Suas obras e delas extrair as lições que nos edificam aqui e preparam para a vida porvir. Hoje, Jesus nos estende o Seu convite: “Segue-Me” (Mt.9:9). Porque mais felizes não são “os que já morreram” (v.2), ou “aquele que ainda não nasceu” (v.3), mas “o que confia no Senhor, esse é feliz” (Pv.16:20).

Oh, Pai, que geração egoísta e egocêntrica a nossa! Não paramos mais para refletir sobre nossas palavras e ações, e isso tem nos trazido um grave prejuízo emocional e, consequentemente, espiritual. Desperta-nos, Senhor! Retira de nós o egoísmo! Que contemplando a Cristo nosso eu seja subjugado e as virtudes do nosso Redentor preencham o nosso coração. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, chamados para um propósito divino!

Rosana Garcia Barros

#Eclesiastes4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Eclesiastes 4 – Comentário Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
7 de novembro de 2023, 0:40
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ECLESIASTES 4 – O livro de Eclesiastes era lido durante a festa dos tabernáculos, também conhecida como Sucot – uma das festas judaicas mais importantes. Devido a possuir uma mensagem com tom reflexivo e filosófico sobre a vida, incluindo questões sobre a existência, o propósito da vida e a inevitabilidade da morte, este livro mantém sua relevância.

A festa dos tabernáculos era celebrada no outono e tem ligação com a colheita. Durante essa festa, os judeus construíam tendas temporárias para relembrar a peregrinação de Israel pelo deserto após a libertação do Egito. O outono é uma época de transição, quando os grãos e frutos estão sendo recolhidos e as pessoas se preparam para os meses de inverno. É um momento em que as pessoas são motivadas a refletir sobre a natureza passageira da vida e a efemeridade das coisas materiais.

Eclesiastes oferece uma perspectiva sobre a importância de aproveitar a vida e encontrar significado, mesmo em meio aos invernos da existência, como a inevitabilidade da morte. No capítulo 4, seguindo a estrutura de Merril Unger, tendo em vista as desigualdades da vida, o sábio rei Salomão…

• …Reflete no desatino de desperdiçar a vida em inveja e mesquinhez (versos 1-6). Durante as festas de tabernáculo, é importante lembrar da gratidão e da partilha. Refletir sobre o desperdício da vida em inveja e mesquinhez destaca a necessidade de valorizar as bênçãos recebidas com a colheita, promovendo uma atitude de gratidão – o que está alinhado com o espírito dessa festa.
• …Analisa a riqueza do avarento como um pobre substituto da companhia humana (versos 7-12). Durante a festa dos tabernáculo, as pessoas viviam juntas, promovendo amizade e união entre os fieis, deixando claro que a verdadeira riqueza está nas relações e no apoio mútuo, não no acúmulo de bens materiais.
• …Medita na efemeridade da fama e do poder régios (versos 13-16). Durante a festa, as pessoas viviam em cabanas simples, lembrando da dependência de Deus em vez de confiar na habilidade e destreza humana – a transitoriedade da fama e do poder está alinhada com a atitude de reverência e temor a Deus celebrada durante a festa.

Nós cristãos, que aguardamos o cumprimento profético da festa dos tabernáculos (Zacarias 14:16-19; Apocalipse 7:9), devemos praticar os princípios de Eclesiastes 4! Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ECLESIASTES 3 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
6 de novembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ECLESIASTES 3 – Primeiro leia a Bíblia

ECLESIASTES 3 – BLOG MUNDIAL

ECLESIASTES 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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ECLESIASTES 3 by Luís Uehara
6 de novembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/3

Eu não sou uma mulher paciente. Não gosto de esperar por nada e por isso a lição mais difícil para mim aprender tem sido ficar quieta e esperar em Deus. Muitas vezes prejudiquei os planos de Deus por causa da minha impaciência e impulsividade para fazer o trabalho, estragando tudo. Felizmente, Deus tem uma paciência imensa!

Salomão nos lembra que há uma estação para tudo. Há tempo para trabalhar e tempo para descansar – e também tempo para fazer uma pausa e esperar por Deus. Cabe a Ele tomar a decisão sobre o que é verdadeiro a respeito de uma pessoa e fazer o trabalho que precisa ser feito se esse indivíduo se desviou. Enquanto isso, precisamos nos concentrar em trabalhar em nossas próprias vidas a fim de nos tornarmos a pessoa que precisamos ser para Deus.

Serei a primeira a admitir que tudo isso é um enorme desafio e Deus ainda tem muito trabalho a fazer comigo.

Jill Simpson Marier
Primeira Igreja Adventista do Sétimo dia de Augusta
Lincolnton, Geórgia, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/3
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli



ECLESIASTES 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
6 de novembro de 2023, 0:50
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1. … Propósito. De uma palavra hebraica cuja raiz significa “deleitar-se em”, “ter prazer em”. O substantivo basicamente significa ” aquilo em que alguém se deleita”, seja uma profissão ou um passatempo.

4. … Prantear. … É um termo específico para se referir às ruidosas lamentações públicas e expressões de luto manifestadas pelos povos orientais (ver 2Sm 3:31; Jr 4:8; 9:17-22; 49:3).

Saltar de alegria. Ou, “dançar” (NVI). Nos tempos antigos, especialmente no Oriente, a dança era uma parte importante das cerimônias religiosas e festivas (ver 2Sm 6:14, 16; 1Cr 15:29; cf. Mt 11:17; ver com. de Êx 15:20; 32:19).

5 Juntar pedras. Referência à remoção das pedras que estavam no campo impedindo o cultivo, e a utilização delas para construir cercas entre as propriedades ou muros de contenção para os campos e vinhas (ver Is 5:2, 5).

8. … De guerra. Talvez uma ilustração sobre a verdade desta afirmação é que a batalha do grande dia do Senhor, ainda por vir (Ap 16:15-17), será seguida pela paz eterna (Ap 21:22).

10. Trabalho. Ver com. de Ec 1:13. A severa disciplina da vida, necessária ao que busca a imortalidade (ver Rm 2:6, 7) está sob as mãos de um Pai amoroso e onipotente.

11 … Eternidade. Do heb ‘olam, de uma raiz que significa “esconder”, “obscuro” (ver com. de Êx 12:14; 21:6). A tradução de ‘olam como “mundo” (ARC) é mais incomum. Ocorre frequentemente como “eternidade”, “duradouro”, “continuidade”. Nos pensamento humano está implantada uma preocupação profunda com o futuro. Esta consciência do infinito no tempo e no espaço desperta insatisfação com a natureza transitória das coisas da vida (ver com. do v. 14).

No coração. Ou seja, nos pensamentos dele. É desígnio de Deus que o ser humano compreenda que o mundo material não constitui a essência de sua existência. Ele está unido a dois mundos: fisicamente a este mundo, porém mental, espiritual e psicologicamente ao mundo eterno. Apesar da consciência obscurecida pelo pecado, o homem ainda parece ter percepção de que deveria continuar a viver para além dos estreitos limites desta vida transitória.

14. Eternamente. Da mesma palavra hebraica traduzida como “mundo”e “eternidade” no v. 11 [‘olam] (ver com. do v. 11). Aqui Salomão afirma a imutabilidade da vontade divina que atua nos assuntos humanos (ver Sl 33:11; Is 46:10).

15 O que é já foi. Este verso indica a plenitude e permanência das obras de Deus. Em certo sentido, com Ele não há passado nem futuro. A eternidade está sempre presente (ver Ap 1:8).

16 No lugar do juízo. Ou, “lugar de justiça”, isto é, o lugar dedicado à administração da justiça. Suborno e corrupção permitiram que a impiedade reinasse nos átrios sagrados da dispensação da justiça.

18 … Prove. Literalmente “purificar”(ver Is 52:11; Dn 11:35; 12:10), “selecionar”, “testar”, “provar”. Salomão expressou o desejo de que Deus testasse as pessoas como uma medida disciplinar, a fim de purificá-las e limpá-las (ver Jó 5:17; 23:10…).

19 … Morre. Este fenômeno inescrutável da morte acontece a todos os seres viventes, sejam humanos ou animais…

Fôlego. do heb. ruach. Quando o sopro de vida se vai, morre a criatura vivente, seja humanos ou animal (ver com. do v. 21).

Nenhuma vantagem. Todas as criaturas viventes, sem distinção, morrem quando cessa o fôlego. As consequências físicas da morte são as mesmas. As aparências externas não sugerem superioridade para o ser humano. Mas, por meio da fé na Palavra inspirada, cremos que Deus os redimirá do poder da sepultura Iconizei 15:51-58).

21 Quem sabe […]? …O destino do corpo é conhecido: ele retorna ao pó, por meio de um processo de desintegração, mas a sabedoria humana não pode assegurar o que acontece ao “espírito” ou “fôlego”, exceto que “retornará a Deus” (…)…

Fôlego. … Note que tanto o ser humano quanto o animal possuem um ruach e que o ruach do ser humano é “o mesmo do animal”. Se o ruach ou “fôlego” do ser humano se torna uma entidade consciente desencarnada na morte, o mesmo deveria acontecer  com o ruach dos animais. Mas a Bíblia em nenhum lugar afirma que, na morte, um “espírito” consciente, continue a viver fora do corpo. E nenhum cristão faz tal afirmação com relação aos animais. No v. 21, Salomão incredulamente pergunta quem sabe e pode provar que o ruach do ser humano sobe enquanto que o dos animais desce. Salomão desconhecia esse processo e duvidava que alguém o soubesse.

22 Alegrar-se […] nas suas obras. Ou seja, encontrar contentamento e satisfação no que esta vida tem a oferecer. Esta é a perspectiva normal de uma pessoa cuja fé não está firmemente baseada nas coisas eternas.

O que será depois dele? O que jaz  além da sepultura escapa ao alcance do conhecimento humano… Há cristãos que, como os saduceus da Antiguidade, não creem na ressurreição futura. Porém, Deus é o Deus dos vivos (ver Mat 22: 23-32) e os “filhos de Deus” (IJo 3:1,2) viverão novamente. Jesus Cristo tem assegurado a vida eterna além do túmulo (ICo 15:16-22; 2Tm 1:10).

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.



Eclesiastes 03 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
6 de novembro de 2023, 0:45
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Você já ouviu alguém dizendo que o tempo está passando muito rápido? Talvez você tenha esta mesma impressão. Na verdade, há uma batalha invisível acontecendo a fim de que o bom ou o mau uso do tempo pelo homem o aproxime ou o afaste do propósito original e eterno para o qual foi criado. Desde a queda de nossos primeiros pais, a Terra se tornou o palco do grande conflito cósmico entre o bem e o mal. E quanto mais o tempo passa, mais aumenta a expectativa do Universo pelo desfecho desta batalha. De um lado, Aquele que venceu no Céu, no deserto, na cruz e no sepulcro, e que voltará para destruir o mal e o último inimigo: a morte (1Co.15:26). Do outro lado, um inimigo vencido, o originador do pecado e da morte, que será “lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap.20:10) e que sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).

Para Satanás e seus anjos, portanto, o tempo é um recurso que, por estar se esgotando, é utilizado com bastante astúcia e determinado esforço. Enquanto as trevas estão reunidas e focadas em retirar pessoas da eternidade, Deus convoca Seu povo a iluminar o mundo com Sua glória e unir-se a Ele na obra de preparar as pessoas para a vida que, pela fé, já podem começar a experimentar aqui, pois Ele “também pôs a eternidade no coração do homem” (v.11). Enquanto empregamos o valioso dom do tempo de forma egoísta e negligente, existe um plano maligno seguindo o seu curso a fim de destruir a nossa vida e aquelas pelas quais deveríamos nos esforçar por ganhar. No determinado tempo de Seu juízo, o Senhor não exigirá de nós uma lista de boas obras, mas o fiel cumprimento dos talentos que nos confiou.

Assim como “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1), o nosso tempo de vida deve ser confiado a Deus a fim de que cumpra fielmente o plano que Ele estabeleceu. Lembre-se de Noé e sua família, que tiveram sua fé provada durante 120 anos, até que viesse o dilúvio. Lembre-se de Sara e Abraão, que foram provados pela demora em ver cumprida a promessa. Lembre-se de Moisés, que foi educado 40 anos na escola da mansidão para que pudesse suportar 40 anos guiando Israel pelo deserto da provação. Lembre-se de Jesus, que aguardou com paciência o tempo determinado por Deus para só então iniciar o Seu ministério terrestre. O Senhor também tem um chamado individual para cada um de nós. Para identificá-lo, basta estarmos dispostos a obedecer ao conselho do salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl.37:5).

A obra do Espírito Santo na vida é gradual e paciente. Como perfeito Professor, ensina o penitente a lição do tempo, concedendo a cada um a oportunidade de aprender mediante cada circunstância. Em “tempo de chorar”, são provados a fidelidade, a fé e a paciência com o mesmo rigor com que são provados a humildade, a gratidão e a alegria em “tempo de rir” (v.3). A bondade, a benignidade e o amor são virtudes que devem brilhar em “tempo de abraçar” e com mais intensidade incidir a sua luz em “tempo de afastar-se de abraçar” (v.5). A mansidão e o domínio próprio devem ser notados “em tempo de estar calado e tempo de falar” (v.7), em “tempo de guerra e tempo de paz” (v.8).

“Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente” (v.14). E que, dentro em breve, “Deus fará renovar-se o que se passou” (v.15). “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram […] E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá” (Ap.21:1 e 4). Eu almejo esse tempo determinado por Deus com todo o meu coração! Logo, “Deus julgará o justo e o perverso” (v.17). O lugar em que “reinava a maldade” (v.16) será transformado no centro do Universo, habitação dos salvos, e “Deus habitará com eles” (Ap.21:3). Ali, tanto “os filhos dos homens […] como os animais” (v.18) viverão seguros e para sempre felizes.

Mães e pais, mestres e pastores, ou qualquer que seja o posto do dever, “cada um segundo a sua própria capacidade” (Mt.25:15), será coroado por Cristo pela fidelidade com que dependeu dEle no emprego de Seus bens. Da mesma sorte, serão lançados fora os servos infiéis, que julgaram seus esforços próprios como suficientes. É tempo de fervorosa oração e zeloso preparo a fim de sermos nesta Terra exatamente quem o Senhor nos criou para ser: “os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz”, diz o Senhor (Is.43:7).

Senhor, não temos vivido dias fáceis. Há um inimigo que constantemente nos acusa como indignos da salvação. E realmente somos indignos e imerecedores da vida eterna. Mas, como Paulo, podemos dizer: Graças a Deus por nosso Senhor Jesus Cristo! Por isso, Paizinho, confiantes nos méritos de Cristo, clamamos pelo poder do Espírito Santo nos capacitando a administrar o tempo com sabedoria e discernimento, remindo o tempo, pois os dias são maus. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo de Deus do tempo do fim!

Rosana Garcia Barros

#Eclesiastes3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 3 – Comentário Pr Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
6 de novembro de 2023, 0:40
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ECLESIASTES 3 – Num mundo onde tudo parece estar fora de lugar e fora de controle, precisamos ter discernimento e viver pautados pela sabedoria, para não agir loucamente desperdiçando tempo e vida.

Em vez de sucumbir diante ao desespero das adversidades, é necessário aprender com os desafios e se fortalecer com os problemas cultivando resiliência. Devemos aceitar que há coisas que não dá para mudar e situações que não dá para controlar nem alterar, mas podemos escolher nossa atitude perante elas.

• Na aceitação, substituiremos a tensão pela paz, o conflito pela tranquilidade.

A vida é feita de ciclos, e precisamos encontrar significado em cada estação da existência. Assim como há tempo para nascer, e um tempo para morrer, há um tempo para plantar as sementes de sabedoria que renderão frutos de alegria. É sábio entender que nossa vida futura dependerá do que plantamos.

• A velhice depende de como a infância e a juventude foram vividas.

Com Salomão, podemos aprender que cada experiência tem o seu momento adequado. Vivê-los de forma equivocada, nos levará a uma vida frustrada. Contudo, como esse rei sábio, é importante aprender com o passado, corrigir a rota no presente e, manter os olhos no futuro dependendo de Deus e Suas orientações. Portanto, é possível encontrar equilíbrio na aceitação do que não pode ser mudado e na esperança para moldar o que está por vir.

• A vida é feita de ciclos de aprendizagens também, de constante transformação; caso não queiramos aprender, estaremos fadados à deformação, frustrações e insatisfação.

Após explanar sobre os ciclos da vida, Salomão apresenta uma série de contrastes que refletem a dualidade da vida e do tempo. Ele descreve a beleza e a ordem divina na criação, embora reconheça a futilidade e a transitoriedade da vida neste planeta (Eclesiastes 3:9-15).

Por fim, Salomão reflete sobre a natureza humana; ele analisa a injustiça e a opressão existentes no mundo – percebendo que os justos sofrem, e questiona esta triste realidade, revelando incompreensão dos planos divinos (Eclesiastes 3:16-22).

E. Stedman foi clínico ao dizer: “Não conheço outra obra que investigue de maneira tão apaixonada a dor e o prazer, o fracasso e o sucesso; nenhuma outra que demonstre tristeza tão nobre como esse poema insuperável em iluminação espiritual”. Portanto, reavivemo-nos com Eclesiastes! – Heber Toth Armí.