Reavivados por Sua Palavra


ECLESIASTES 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
9 de novembro de 2023, 0:50
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2. Riquezas, bens e honra. … A “honra”referida neste verso é a da glória e do esplendor materiais, como a que Deus concedeu a Salomão (1Rs 3:13; 2Cr 1:11, 12).

Alma. Ou seja, o próprio ser humano (ver Ec 2:24, 4:8).

O estranho. … Neste verso, a ênfase está sobre um homem que não terá herdeiro nascido de si para executar sua obra e perpetuar seu nome (comparar com a experiência de Abraão em Gn 15:2).

3 Cem filhos. … Ter muitos filhos era a esperança de todo judeu, pois eram considerados como uma rica bênção recebida do Senhor (Gn 24:60; Sl 127:3-5). … No entanto, compare o tamanho da família de Roboão (2Cr 11:21) com a de Acabe (2Rs 10:1).

Não tiver sepultura. Este é o ponto culminante de todos os males que podem sobrevir a uma pessoa. Não ser sepultado adequadamente era considerado como extremamente desonroso. Comparar com a ameaça de Davi a Golias (1Sm 17:46) e com a experiência de Jeoaquim (Jr 22:18, 19). Como os pagãos ao redor, os hebreus davam grande importância ao sepultamento com honra (ver Is 14:19, 20; Jr 16:4, 5).

Aborto. Uma criança que nasceu morta, que nunca viveu (ver Jó 3:16; Sl 58:8). Um filho natimorto não desfruta os prazeres da vida, porém não sofre com as dores e os desapontamentos.

4 Debalde vem o aborto. Aquele que nasce morto vem ao mundo sem nenhum propósito.

Trevas. O filho natimorto é imediatamente eliminado, sem ritos funerários nem cerimônias para lhe prestar honra, para guardá-lo na lembrança. ele permanece sem nome, sem registro.

5 Não viu o sol. Uma figura de linguagem em que o sol representa todas as experiências e os prazeres da vida (ver Jó 3:16; Sl 58:8).

6 Duas vezes mil anos. Ou, 2 mil anos. Se a pessoa rica vivesse duas vezes o que viveu Matusalém (ver Gn 5:27), mas obtivesse pouco ou nenhum prazer verdadeiro da vida, a longevidade seria de pouco proveito para ela. Sem saúde e felicidade, estender os anos é pouco vantajoso.

Não gozasse o bem. É melhor não ter nascido do que perder o supremo bem que Deus deseja para cada um de Seus filhos. A vida só vale a pena ser vivida se este supremo bem for compreendido.

Mesmo lugar. Os antigos judeus criam que todos os seres humanos, bons ou maus, iriam para um único lugar: a sepultura (Ec 3:20; ver com. de Pv 15:11).

7 Boca. Uma metáfora para a indulgência com os prazeres dos sentidos (Sl 128:2; Pv 16:26; Ec 2:24; 3:13).

Apetite. Do heb nefesh. A mesma palavra ocorre no v. 3 como “alma” e no v. 9 como “desejo”. A referência aqui é ao aspecto mais sensual do ser (ver Jó 12:11; Pv 16:26; Is 29:8). O sábio observa que a vida é gasta em contínuo trabalho a fim de satisfazer às exigências de um apetite insaciável, porém ser alcançar o bem supremo.

8 Que vantagem tem o sábio […]? … Como o tolo, o sábio se esforça para satisfazer os desejos do apetite.

Ou o pobre […]? … O pobre tem aprendido com a pobreza e as circunstâncias adversas a fazer o melhor com o que ele tem. O tolo, sem pensar em nada além dos seus desejos e apetites, constantemente se agita e se esforça para obter mais do que já tem. No entanto, o pobre e o tolo são semelhantes no sentido que nenhum deles consegue tudo o que quer.

9 Melhor é a vista dos olhos do que o olhar ocioso da cobiça. É melhor restar contente com o que se tem em mãos do que estar sempre desejando o que não tem. Os olhos do tolo estão sempre nos confins da terra.

Andar ocioso. Desejar intensamente aquilo que está além do alcance induz, com frequência, a crimes e violência.

10 Já se lhe deu o nome. Outro modo de se dizer o que está expresso em Eclesiastes 1:9: “Nada há, pois, novo debaixo do sol.

É o homem. Não importa de que se trate, é um ser humano como os outros. A palavra hebraica utilizada aqui para “homem”é ‘adam, que descreve um ser humano tomado do pó, ‘adamah (ver com. de Gn 1:26; Nm 24:3). As pessoas mais eminentes são mortais, destinadas a voltar ao pó (Ec 12:7).

11 Coisas. De preferência, “palavras”, o sentido básico da palavra hebraica traduzida neste verso. As pessoas são propensas a falar e reclamar, mas a superabundância de palavras não melhora nenhuma situação. É mais vantajoso que a pessoa aprenda a confiar no seu Criador (Is 45:11-18; At 17:24-31).

Que aproveita isto ao homem? … Muitas palavras e vãs especulações contribuem pouco para a solução dos problemas da vida.

12 O que é bom. Ou seja, as coisas na vida pelas quais vale a pena viver. Como o ser humano não pode descobrir por si mesmo o bem fundamental da vida, ele deve reconhecer a futilidade de reclamar e discutir com Deus. Esta pergunta antecipa uma resposta negativa.

Sombra. O ser humano é comparado a uma sombra passageira, presente por um breve momento e depois se vai (ver 1Cr 29:15; Jó 8:9; Sl 102:11; 144:4; cf. Tg 4:14).

O que será. As pessoas não podem revelar o futuro. Sua vida é apenas um momento entre duas eternidades. As coisas terrenas são transitórias; as coisas invisíveis são eternas e estão nas mãos de Deus (ver 2Co 4:17, 18).

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.



Eclesiastes 06 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
9 de novembro de 2023, 0:45
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A abundância ou escassez de bens sempre foram motivo de contendas entre os homens. O ser humano é insaciável (v.7) e a ganância tem trazido tantos males para o mundo quanto os trágicos efeitos de uma pandemia. “O proveito da terra é para todos” (Ec.5:9), mas nem todos têm usufruído dessa dádiva divina. Muitos têm depositado sua confiança em algo que é inseguro e incerto, privando a si mesmos e ao próximo das bênçãos da caridade.

Cresci em uma família que era bem estruturada financeiramente. Meu pai tinha um comércio e levávamos uma vida tranquila de classe média. Até que o comércio entrou em falência e nossa situação mudou completamente. Precisei enfrentar um ensino público defasado e, não fosse a generosidade de um irmão na fé que me concedeu uma bolsa de estudos, não teria concluído com êxito o ensino médio. Sempre gostei muito de estudar, mas precisei ir trabalhar ao invés de ingressar numa faculdade. Me entristeceu o tempo em que tive que ficar afastada dos livros, porém, hoje olho para trás e percebo o quanto aquela experiência me fez crescer. No pouco que tínhamos, o Senhor jamais permitiu que nos faltasse o básico. E com minha mãe, aprendi e tenho aprendido ricas lições de economia e de altruísmo que escola alguma pode ensinar.

“Quem ama o dinheiro jamais dele se farta” (Ec.5:10) é uma verdade tão real quanto o fato de você estar lendo ou ouvindo este comentário agora. Quem ama ter muito, nunca se sentirá satisfeito com o que tem. Mas aquele que experimenta compartilhar o que possui, quanto mais distribui, mais recebe e mais é feliz. Na matemática de Deus, o dividir equivale ao multiplicar. Experimente abrir as portas do seu guarda-roupas, e você verá que quanto mais roupas dá, mais roupas tem. Experimente abrir as portas da sua dispensa, e perceberá que a feira que não durava um mês renderá muito mais. Isto é barganha? Não, amados. Isto é cumprimento de uma promessa divina: “O que dá ao pobre não terá falta” (Pv.28:27).

Deus, sendo o dono do ouro e da prata (Ag.2:8), deseja dar o melhor para os Seus filhos. Mas Ele nunca dará para um justo além ou aquém do que ele possa administrar. Muito mais do que riquezas terrestres, Ele deseja nos dar tesouros celestes. Este foi o propósito de Jesus no pedido feito ao jovem rico. A versão deste relato, aos olhos de Marcos, descortinou a real intenção do Salvador: “E, Jesus, fitando-o, o amou” (Mc.10:21). As palavras: “Vai, vende tudo o que tens”, atingiu no alvo o pecado que não o deixava dormir em paz (Ec.5:12). “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt.16:26). Portanto, “não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt.6:24).

Ter riquezas não é pecado, amados. O perigo está em fazer da riqueza a razão da vida. Precisamos buscar no Senhor a mesma alegria e contentamento que o apóstolo Paulo descobriu: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp.4:11-13).

Os pedidos de Jesus para nós sempre vêm acompanhados de um mesmo propósito: Salvação. Não faça a escolha do jovem rico. Escolha crer que o melhor para a sua vida é seguir Aquele que deu tudo por você e que hoje, fitando-o com amor, te chama: “Vem e segue-Me” (Mc.10:21).

Senhor, nosso Deus, Tu és o dono do Universo e, ainda assim, nos destes o melhor do Céu, o Teu Filho amado. Que o nosso coração, ligado ao de Cristo, manifeste a bondade dEle aos nossos semelhantes. E que no pouco ou no muito, estejamos satisfeitos e felizes sabendo que o Senhor cuida de nós. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros das riquezas eternas!

Rosana Garcia Barros

#Eclesiastes6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



COMENTÁRIO ECLESIASTES 6 – PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
9 de novembro de 2023, 0:40
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ECLESIASTES 6 – Este capítulo é uma obra rica em reflexões sobre a vida, a sabedoria e o propósito humano. Contém temas que tratam de diversos aspectos da existência:

• Posses materiais e riquezas não passam de meras futilidades; são bugigangas que iludem aos sofredores neste mundo de aflições (Eclesiastes 6:1-2). É ironia ter riquezas e não poder desfrutá-las plenamente, tanto quanto é loucura trabalhar de forma insana para depois usar os recursos para tratar doenças resultantes do trabalho.
• Por mais intensa e extensa que seja a vida, se não houver satisfação e verdadeiro contentamento, será pior que ter sido abortada. A insatisfação é insaciável sem intimidade com o Criador; o pecador morre como qualquer animal (Eclesiastes 6:3-6).
• O trabalhador incansável com uma família grande, porém desprovido de verdadeiro contentamento, passará pela vida como se não tivesse vivido (Eclesiastes 6:7-9). O contentamento, independente das circunstâncias, só se obtém com investimento no relacionamento com Deus.
• A ignorância da humanidade é confrontada pelo estudo correto da Palavra de Deus. As perguntas retóricas servem para nos colocar em nosso lugar e nos fazer reconhecer nossa tremenda necessidade e carência de Deus como prioridade em nossa existência (Eclesiastes 6:10-12).

Eclesiastes 6 destaca a efemeridade da vida e dos bens materiais, enfatizando que a verdadeira realização não pode ser encontrada em coisas de valor meramente terreno. Salomão salienta a importância de encontrar contentamento na vida, reconhecendo que a verdadeira sabedoria para aproveitar bem os anos vem de Deus, o Autor da vida.

Eclesiastes 6 também aborda a questão da ambição, da cobiça que domina nosso coração. Nossa filosofia é: Quanto mais tem, mais quer. Somos naturalmente insaciáveis. Leroy Froom reconhece que…

“A cobiça é um dos inimigos mais terríveis do ser humano”. Ao analisar esse tema, ele afirma que “a maldição das riquezas trouxe mais sofrimento à raça humana do que talvez qualquer outra coisa. Ela inspirou os atos mais baixos da história. Impérios foram destruídos, nações arruinadas, continentes mergulharam em guerras mais devastadoras e pessoas se envolveram em disputas amargas, não por causa da pobreza extrema, mas do abuso injusto do dinheiro”.

Em outras palavras, qualquer coisa que substituir o lugar de Deus em nossa vida, só promoverá terríveis desgraças! Isso está comprovado. Então, urgentemente devemos reavivar-nos em Sua Palavra! – Heber Toth Armí



ECLESIASTES 5 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
8 de novembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ECLESIASTES 5 – Primeiro leia a Bíblia

ECLESIASTES 5 – BLOG MUNDIAL

ECLESIASTES 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ECLESIASTES 5 by Luís Uehara
8 de novembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/5

Tentamos arduamente obter o pão de cada dia, cumprir obrigações, alcançar metas dignas, nos preparar para a aposentadoria. São ruins essas coisas? Não, mas elas não podem nos salvar. Se achamos que sim, ainda não aprendemos o que significa Deus ser o Senhor da nossa vida.

Buscamos riqueza para termos segurança, respeito, influência, oportunidades, acesso a pessoas influentes e bem-sucedidas, conforto (casa, carro, roupas, brinquedos, etc.), prazeres e hobbies.

A busca pela riqueza, entretanto, vem acompanhada de algumas armadilhas em potencial: estresse, preocupações, problemas de saúde, esforço infrutífero, falsa segurança, vazio, egocentrismo e distração de coisas mais dignas.

Veja alguns bons conselhos de Salomão e seus colegas bíblicos:

  • Não faça da riqueza o seu foco. Invista o seu amor e paixão em áreas com valor duradouro. Onde estiver o seu tesouro, também estará o seu coração. Mateus 6:21
  • Não deixe a riqueza, ou a falta dela, definir seus relacionamentos. Não fique com inveja das pessoas porque elas têm mais nem menospreze as pessoas que têm menos.
  • Esteja disposto a deixar a riqueza ir embora. Nada é garantido, mesmo que seus investimentos e ativos pareçam os melhores. Aproveite o presente enquanto durar.
  • Seja generoso e compassivo. Faça coisas positivas com a riqueza que você tem. Assim como Paulo, esteja contente com ou sem as riquezas. Troque suas preocupações por oração, gratidão e paz que ultrapassam o entendimento.

Art Kharns
Diretor de Música
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Simi Valley, Califórnia, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc54
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli



ECLESIASTES 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
8 de novembro de 2023, 0:50
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1. Guarda o pé… equivale à expressão coloquial “olhe por onde anda” e é usada aqui em sentido figurado (comparar com Gn 17:1; Sl 119:101)…

Sacrifícios de tolos… Aquele em cuja presença estão (v. 2), seus pensamentos se concentram em coisas terrenas, como resultado, suas palavras são imprudentes, precipitadas e demasiadas. Os que vão à igreja, inconscientes da presença de Deus, que continuamente pensam e conversam sobre assuntos triviais, são aqui classificados pelos sábios como “tolos”. A adoração deles é externa e formal.

Fazem mal. Ignorantes dos requerimentos espirituais, eles não rendem culto a Deus com sinceridade e inteligência (ver Jo 4:24). Pecam em sua ignorância voluntária e, como resultado, Deus não aceita seu culto nem suas ofertas.

2. Precipites… Palavras apressadas, descuidadas e precipitadas, seja em conversação, petição ou oração, são perigosas…

Diante de Deus. deus deve ser tratado com respeito reverente (ver 1Rs 8:43). Não se pode aproximar-se dEle como se aproxima de seres humanos.

8… Opressão. É comum a exploração por meio de governantes corrompidos. Sistemas políticos raramente beneficiam os pobres. O próprio Salomão era culpado de oprimir os pobres a fim de executar seus grandiosos planos (1Rs 12:4).

10. Ama o dinheiro. A vida devotada à aquisição de riquezas raramente é satisfeita com o que é acumulado…

Abundância. O avarento, não importa quanto aumentem suas posses, ele as julga insuficientes e deseja mais.

11. Também se multiplicam… Com o aumento da riqueza, o rico amplia seu círculo de relações. Ele é convidado a se divertir profusamente. Assessores, servos e dependentes se multiplicam e  parentes pedem ajuda financeira.

Que mais proveito […]?… O acúmulo, investimento e a proteção da riqueza podem ser a causa de grande ansiedade e levar ao colapso nervoso. os ricos deste mundo não dispõe de passaporte para a imortalidade.

12. Trabalhador… Um dia de trabalho físico é uma preparação excelente para uma boa noite de repouso.

Não o deixa dormir. A  responsabilidade de cuidar das riquezas geralmente acarreta problemas e rouba o descanso da pessoa,  a ponto de prejudicar a saúde e ocasionar um colapso nervoso.

13… Para o próprio dano. Perda de sono devido à ansiedade sobre o investimento e a  vigilância sobre a riqueza aflige com frequência o seu possuidor (ver v. 12)… Ficam também preocupados em pensar que seus herdeiros esbanjarão os frutos de seus árduos labores. Porém o caráter do possuidor é que sofre mais pelo acúmulo de riquezas (ver Pv 11:24; Lc 12: 16-21).

14. Má aventura. Melhor seria “uma aventura ruim” (RSV), ou seja, um mau investimento, ‘mau negócio” (NVI) que resulta em séria perda. A especulação imprudente pode acabar com as economias de toda uma vida do dia para a noite. É essencial o cuidado constante para que o negociante mantenha o capital e obtenha o lucro.

15… Nada poderá levar consigo.  Somente a “riqueza” espiritual que a pessoa tiver acumulado na vida é que poderá ser levada para além do túmulo (ver Jo 3: 36; cf Ap 22:14). O caráter é o único tesouro que se pode levar deste mundo para o mundo futuro (PJ, 332).

16… Trabalhado para o vento. Esta é uma figura que denota absoluta futilidade (ver Jó 15:2; Pv 11:29). O vento é insubstancial, invisível e não pode ser agarrado e segurado. Assim são os bens deste mundo.

17. Nas trevas comeu. Uma metáfora que descreve o fato de que uma pessoa que vive exclusivamente para acumular riquezas materiais nunca alcança a satisfação que espera. Contrasta com a perspectiva de alguém cuja esperança está nas coisas eternas (Mq 7:8), que suporta os desconfortos materiais do presente mundo com vistas a realidades que são vistas apenas com os olhos da fé (Hb 11:27).

18. Eu vi. Nos v. 12 a 17, Salomão demonstrou claramente a loucura de acumular bens para benefício próprio. Então, a partir do cenário de sua própria experiência, ele  observa que a riqueza tem valor somente quando  é empregada para suprir as necessidades  e alegrias da vida.

19. Comer. Aqui é utilizado  no sentido figurado de empregar as “riquezas e bens” em lugar de acumulá-los (ver v. 13).

Dom de Deus. a habilidade de adquirir riquezas vem de Deus (Dt 8:18; Tg 1:16, 17). Todas as faculdades que o ser humano  possui são dons de Deus. Tudo que se adquiriu em virtude destas habilidades deve ser  motivo de gratidão a Deus.

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.



Eclesiastes 05 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
8 de novembro de 2023, 0:45
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No santuário, tanto o móvel no deserto, quanto o suntuoso templo de Jerusalém, havia o pátio e dois compartimentos: o lugar Santo e o lugar Santíssimo. O acesso ao lugar Santo era permitido apenas aos sacerdotes e ao sumo sacerdote. No lugar Santíssimo só poderia entrar o sumo sacerdote, uma vez ao ano. O pátio, porém, também era um lugar de extrema solenidade, onde eram oferecidos os sacrifícios e um lugar também reservado à oração (Is.56:7). Por isso que Jesus reagiu energicamente quando viu o lugar de oração transformado em “um covil de salteadores” (Mt.21:13). A reverência descrita no versículo 1 diz respeito não apenas à forma de adoração, mas à intenção: “chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos”. Não é o sacrifício que agrada a Deus, e sim se há por trás do sacrifício um coração que agrada ao Senhor.

Quando Saul descumpriu as ordens de Deus e usou os sacrifícios como desculpa, a resposta do profeta Samuel lançou por terra as suas obras: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender a Deus, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm.15:22). Apesar de não termos mais a prática de sacrificar animais, pois o verdadeiro Cordeiro de Deus pagou o preço de forma perfeita e completa (Hb.10:14), os “sacrifícios” ganharam uma nova roupagem, e muitas vezes têm tirado o foco do principal: fazer a vontade de Deus.

Jesus está sempre à porta do nosso coração, porém, Ele não entra se não for convidado. Ele diz que está à porta e bate (Ap.3:20). Mas se a nossa atenção estiver voltada para “sacrifícios de tolos” (v.1) ou “palavras néscias” (v.3), abafamos a Sua voz com os ecos de uma adoração vazia. Então, não sentindo preenchido o coração com o Único capaz de saciá-lo, fazemos votos na tentativa de angariar pontos com Deus. E diante de um deslize quanto ao voto feito, nós mesmos nos sentenciamos culpados. Lembre-se de Pedro. Tão impetuoso e tão rápido com as palavras. Diante da possibilidade de ver o seu Salvador sentenciado à morte, prontamente Lhe fez um voto: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo Te negarei” (Mt.26:35). Porém, na prática, as suas palavras não se consumaram, e após negar a Jesus por três vezes, caindo em si, “saindo dali, chorou amargamente” (Mt.26:75).

A conclusão do versículo 7 resume em uma frase qual deve ser a minha e a sua atitude: “Tu, porém, teme a Deus”. Toda a Bíblia confirma o fato de que usar mais os ouvidos e menos a boca é sinônimo de sabedoria e de discernimento espiritual. Pois está escrito:

“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).

“Amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz” (Dt.30:20).

“[…] e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (Ne.8:3).

“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o coração” (Sl.95:7).

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc.4:9).

“Bem-aventurados aqueles […] que ouvem as palavras da profecia” (Ap.1:3).

De Gênesis a Apocalipse encontramos a confirmação das Escrituras a este respeito. Precisamos nos calar mais e permitir que o Senhor fale. É quando calamos o nosso eu, que percebemos com clareza a voz de Deus. Sejamos, pois, prudentes no falar. Se tivermos de falar, que sigamos o conselho do próprio Pedro, após compreender esta verdade: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus” (1Pe.4:11) “[…] a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).

Querido Deus e Pai amado, clamamos a Ti que nos conceda a sabedoria de Cristo para falar e também para calar, e um coração quieto para discernir a voz do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, ouvintes do Senhor e proclamadores das Suas virtudes!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Eclesiastes5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



COMENTÁRIO ECLESIASTES 5 – PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
8 de novembro de 2023, 0:40
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ECLESIASTES 5 – A festa dos tabernáculos duravam 7 dias no Antigo Testamento; cujo objetivo era comemorar a peregrinação dos israelitas no deserto após a libertação egípcia. Vivendo em cabanas, os judeus relembravam a proteção de Deus e a dependência dEle durante a jornada no deserto.

Nós fomos libertos da escravidão do pecado não por meio de Moisés, mas através do Messias. Estamos numa jornada árida neste mundo aguardando adentrar à “Canaã Celestial” (João 14:1-3). Sendo que Eclesiastes era lido durante a festa dos tabernáculos, devemos considerar seus ensinamentos; pois, em breve Jesus nos levará para a maior de todas as festas (Apocalipse 7:9).

Eclesiastes 5 oferece paralelos simbólicos com os temas da festa dos tabernáculos, ambos destacam a transitoriedade da vida e a importância de depender de Deus em vez de confiar nas riquezas materiais ou nas realizações humanas.

O instinto religioso do ser humano é importante, mas pode ser manipulado, a religiosidade pode ser adulterada e a espiritualidade pode ficar comprometida; por exemplo, “a religiosidade pode impedir as pessoas de perceber a necessidade da salvação como dom gratuito da graça de Deus. Além disso, a religiosidade humana talvez seja apenas uma manifestação exterior sem nenhuma solidez interna. Como em qualquer outra área humana, a vaidade também pode se infiltrar na vida religiosa até mesmo com mais profundidade. Portanto, no capítulo 5, Salomão apresenta alguns conselhos para o leitor se precaver contra o formalismo e a exterioridade no relacionamento com o Criador”, analisa William MacDonald.

Alegar crer em Deus mas confiar nas realizações humanas e nos bens materiais é hipocrisia. Segundo Merril Unger, Eclesiastes 5 apresenta o desenvolvimento do tema do vazio da vida em vista da insinceridade religiosa e da riqueza. Isso porque o mesmo orgulho que um rico pode ter de suas riquezas, pode ser do religioso que exibe sua opulenta espiritualidade.

A hipocrisia no relacionamento com Deus (Eclesiastes 5:1-8), nas relações sociais e econômicas (Eclesiastes 5:8-14), a ilusão de confiar nas posses materiais (Eclesiastes 5:15-20) precisam ser libertas pela sincera busca por Deus.

As fragilidades das cabanas na festa dos tabernáculos deveriam ensinar a necessidade de total dependência de Deus para tudo e a integração dos fieis na jornada da vida; deste modo, precisamos hoje destas mesmas lições de vida! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ECLESIASTES 4 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
7 de novembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ECLESIASTES 4 – Primeiro leia a Bíblia

ECLESIASTES 4 – BLOG MUNDIAL

ECLESIASTES 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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ECLESIASTES 4 by Luís Uehara
7 de novembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/4

Meu marido e eu somos pais adotivos de crianças clinicamente frágeis, mas também acolhemos temporariamente crianças com alguma particularidade em nossa fazenda terapêutica. Essas crianças são uma imagem vívida da opressão, como terem apenas alface com sal para o jantar, porque era tudo o que havia na geladeira, ou meninas ainda crianças serem coagidas a trabalhar nas ruas para poder colocar comida na mesa a fim de alimentar seus irmãos menores. Algumas dessas crianças nasceram com muitas complicações de saúde devido a drogas ou tiveram danos cerebrais porque foram severamente espancadas.

Tudo isso me lembra continuamente que este mundo não é o nosso lar. Não precisamos nos apegar a este mundo. Ao mesmo tempo, sou grata a Deus por meu marido, que se sacrifica tanto a fim de ser o meu ajudador na criação desses preciosos filhos. Ele é meu melhor amigo e o amor da minha vida.

Lembremo-nos das sábias palavras de Salomão, em cada um desses capítulos, de que este mundo é vazio e sem sentido quando destituído de Deus e do serviço aos outros. Assim como aconteceu com Salomão, precisamos descobrir que a vida não se trata apenas de ser temporariamente populares ou bem-sucedidos, mas de sair da nossa bolha segura e ver as necessidades daqueles que nos rodeiam.

Jill Simpson Marier
Primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia de Augusta
Lincolnton, Geórgia, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/4
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli