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739 palavras
1 Se alguém for surpreendido. Isto é, se cai é porque a tentação é muito forte. A linha de pensamento do cap. 5 continua sem interrupção. Paulo se refere ao fato de que um cristão pode, em um momento de debilidade ou de descuido espiritual, baixar a guarda. Não é um hipócrita obstinado. Seu propósito era “andar no Espírito”, porém caiu, vencido pela tentação. Havia se empenhado para que o “fruto do Espírito” fosse evidente na sua vida, porém, para sua tristeza, descobriu que retornara a algumas das antigas “obras da carne”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1090.
Brandura. Jesus foi um exemplo de mansidão (Mt 11:29), e aqueles que seguem Seu exemplo serão amáveis e tolerantes ao lidar com seus irmãos. Não criticarão, nem censurarão, nem se apressarão a aplicar sem piedade a disciplina da igreja sobre os que erram, seu zelo pela justiça será temperado com misericórdia. CBASD, vol. 6, p. 1091.
Guarda-te. Não podemos restaurar os outros a menos que sejamos corretos, e não podemos saber se somos corretos, a menos que verifiquemos constantemente nossa vida pelo padrão divino e participemos diariamente da vida de Jesus. Quando procuramos corrigir os defeitos alheios, devemos fazer uma autoanálise. Os que desejam resgatar a seu próximo da correnteza do pecado devem ter seus próprios pés bem plantados em terra firme. A preocupação com nossa posição espiritual diante de Deus é um requisito indispensável antes que nos dediquemos aos quem necessitam de ajuda. CBASD, vol. 6, p. 1091.
5 Fardo. Do gr. phortion, “carga”, “fardo”, algum objeto que se deve transportar. Os “fardos” do v. 2 podem ser deixados de lado com certa facilidade, se for necessário, ao passo que o “fardo” do v. 5 é de tal natureza que, não importa quais sejam as circunstâncias, deve continuar a ser suportado. Cada soldado deverá levar seu próprio equipamento; esta é sua responsabilidade. As vezes, talvez ajude a outros a levar seus fardos. Ele será chamado a dar contas de seu próprio fardo, mas não necessariamente dos fardos dos outros. E digno de louvor aquele que leva os fardos dos outros, mas é indesculpável negligenciar os próprios. CBASD, vol. 6, p. 1092.
7 Zomba. Do gr. muktêrizõ, “zombar”, “levantar o nariz para”. Os que zombam de Deus, considerando levianamente o conselho que Ele envia, terão que sofrer as consequências de sua conduta. CBASD, vol. 6, p. 1092.
9 Se não desfalecermos. Só quem perseverar até o fim pode esperar receber a recompensa por haver praticado o bem. Com frequência, muitos que pareciam ser soldados da cruz têm renunciado à luta cristã e desistido. Vencidos pela tentação ou desanimados no caminho, eles se cansaram de seguir o Mestre. CBASD, vol. 6, p. 1093.
11 Com que letras grandes. O fato de que Paulo escrevera com “letras grandes” sugere que, pelo menos no momento em que ele escreveu aos Gálatas, sua caligrafia estava imperfeita. A grande erudição de Paulo exclui a possibilidade de que o apóstolo não soubesse escrever de modo aceitável. Alguns têm sugerido que sua má caligrafia era o resultado da visão deficiente (2Co 12:7-9; Gl 4:15); outros, que suas mãos tinham sofrido lesões mais ou menos permanentes devido aos maus tratos infligidos pelos seus perseguidores (2Co 11:24-27). CBASD, vol. 6, p. 1094.
14 Longe esteja de mim. Literalmente, “que não seja”, uma afirmação muito vigorosa. CBASD, vol. 6, p. 1095.
O mundo está crucificado. O “mundo” aqui é equivalente a “carne” (Gl 5:16-21). Estes não tinham mais influência sobre o pensamento e a conduta de Paulo. Era como se já não existissem. CBASD, vol. 6, p. 1095.
17 Marcas. Do gr. stigmata, “marca”, assinalando escravos ou outra propriedade com o nome do proprietário ou símbolo de identificação. Por “marcas de Jesus”, Paulo se refere às cicatrizes deixadas em seu corpo pela perseguição e pelo sofrimento (2Co 4:10). Seus opositores insistiam em obrigar seus conversos gentios a aceitar a marca da circuncisão como sinal de sua submissão ao judaísmo. Contudo, Paulo tinha marcas que indicavam de quem ele havia se tornado escravo, e para ele não havia outra lealdade a não ser a Cristo (Gl 6:14). CBASD, vol. 6, p. 1096.
18 Graça. Ao longo da epístola, Paulo destacou o fato de que somente se alcança a salvação por meio da graça, e que ela nunca pode ser conquistada pelas obras. Não há outra maneira de estar em paz com Deus. A graça é mais do que um atributo passivo de Deus; é o amor divino e a bondade divina em ação. Paulo conclui assim seu apelo às igrejas da Galácia, cujos membros ele amava e pelos quais sentia uma solícita preocupação. CBASD, vol. 6, p. 1096.
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536 palavras
1 Não vos submetais. Ou, “não sejais seduzidos”. Os gálatas tinham saído da escravidão aos ídolos quando receberam o evangelho de Paulo. Porém, aceitar os princípios do judaísmo seria retornar a um estado semelhante de escravidão. Isso significava praticamente renunciar por completo a Cristo. Negar ou abandonar a verdade deixa a pessoa vulnerável ao erro e ao pecado. É pecado não fazer o que sabemos ser correto (Tg 4:17). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1079.
6 A fé que atua. Fé tem obras, mas estas não são as “obras da lei” (Gl 2:16). Assim, excluem-se todas as “obras” realizadas com o propósito de obter justiça. As “obras” que acompanham a fé genuína são inspiradas pelo espírito de gratidão pelo dom da graça divina, pelo amor a Deus e ao próximo (Mt 22:34-40). Tiago fala de obras como essas quando declara que “a fé sem obras é morta” (Tg 2:26). Neste ponto, concordam os ensinamentos de Paulo e de Tiago. Os dois não estão em conflito, como alguns apressadamente concluem. A fé que não produz o “fruto do Espírito” na vida é falsa. A suposta fé que leva a pessoa a se considerar eximida de obedecer à vontade de Deus tal como se expressa no decálogo, que é simplesmente uma breve descrição de como se deve demonstrar o amor a Deus e ao ser humano, é uma falsificação. CBASD, vol. 6, p. 1082.
9 Fermento. A influência dos judaizantes havia começado de forma aparentemente restrita, porém, alcançou proporções surpreendentes. Quando Paulo cita esse provérbio em sua epístola aos Coríntios (ICo 5:6), refere-se ao exemplo contagioso de alguns membros cuja conduta Paulo se sentia compelido a repreender. Se o movimento na Galácia continuasse, com o tempo, toda a igreja cristã teria voltado à prática dos ritos e cerimônias do judaísmo. CBASD, vol. 6, p. 1083.
17 Contra o Espírito. A guerra aparentemente interminável continua, ou seja, a luta entre a inclinação para fazer o bem e a inclinação para fazer o mal. Quando Paulo analisou esse conflito em sua experiência passada, ele viu que a vitória só é possível por intermédio de Jesus Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1086.
18 Não estais sob a lei. Paulo adverte aos gálatas que o Espírito Santo nunca leva as pessoas a buscar a salvação mediante a conformidade com os requisitos do sistema ritual judaico, ou por qualquer sistema de justiça legal. Por outro lado, os que se submetem a uma religião legalista estão em guerra com o Espírito Santo (ver com. de GI 2:16). CBASD, vol. 6, p. 1086.
24 Crucificaram a carne. Ou seja, renunciaram completa e irrevogavelmente a cada tendência natural que não estava em harmonia com a vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1088.
26 Possuir de vanglória. Ou, “vaidade”, “egoísmo”. Os cristãos não devem se orgulhar nem mesmo em seu coração de suas realizações espirituais, mas humildemente considerar os outros superiores a si mesmos (Fp 2:3). CBASD, vol. 6, p. 1088.
Provocando uns aos outros. Nada pode ser mais ofensivo aos outros do que a presunção de que somos mais virtuosos ou superiores do que eles. CBASD, vol. 6, p. 1088.
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1 Ó gálatas insensatos! Os gálatas haviam demonstrado sua falta de entendimento ao ceder à influência dos falsos mestres. Não havia nenhuma razão válida para a decisão de renunciar à salvação pela fé. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1053.
Quem vos fascinou […]? Eles haviam sido enganados. Paulo lhes escreve na esperança de que eles vissem a incoerência e se afastem do erro evidente em que tinham caído. Eles deviam ter sido submetidos a alguma influência além da razão, pois a razão condenaria esse procedimento. Sua escolha, não pode ter resultado do julgamento sóbrio baseado em fatos. CBASD, vol. 6, p. 1053.
7 Filhos de Abraão. Ou seja, seus descendentes espirituais, e não necessariamente segundo a carne. Todos os que têm a mesma fé inabalável de Abraão são considerados seus herdeiros espirituais; são justificados como ele o foi e estão em condições de receber todas as bênçãos prometidas a ele. CBASD, vol. 6, p. 1055.
10 Maldição. A lei de Moisés continha bênçãos maravilhosas para os obedientes (Dt 28:1-14) e terríveis maldições para os desobedientes (Dt 27:15-26; 28:15-68). A mais leve violação das ordenanças da lei era suficiente para resultar em maldição. Mais tarde, o legalismo foi desvirtuado em um minucioso esforço para evitar incorrer na maldição da lei. Porém, mesmo evitando a maldição da lei, na melhor das hipóteses, o indivíduo só conseguiria obter uma justiça legal. Ele ainda não teria alcançado a justificação diante de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1056.
Livro da lei. “A lei” era o título comum aplicado pelos judeus dos tempos do NT aos escritos de Moisés. Esta referência provavelmente seja ao livro de Deuteronômio, em particular, que, às vezes, era chamado de Livro da lei. A citação é de Deuteronômio 27:26, na forma negativa: “aquele que não confirmar”. Paulo a torna positiva: “todos quantos são das obras da lei”. Aqueles que rejeitam o plano divino de salvação por meio da fé nunca poderão atender aos requisitos mínimos da lei. Seus esforços estão fadados ao fracasso. CBASD, vol. 6, p. 1056.
13 Fazendo-Se […] maldição. Nosso Senhor nasceu sob a lei (Gl 4:4) a fim de poder “resgatar os que estavam sob a lei”. Sua morte na cruz expiou as “transgressões que havia sob a primeira aliança” (Hb 9:15), bem como aquelas praticadas depois da cruz. Por isso, Ele tomou sobre Si “a maldição” em que incorreram aqueles que, embora vivendo “sob a lei”, confiavam na expiação que Ele um dia haveria de proporcionar. CBASD, vol. 6, p. 1057.
16 Ao teu descendente. O objetivo da aliança de Deus com Abraão foi a vinda do Messias e a salvação da humanidade. Todas as outras promessas eram acessórias. Havia grandes bênçãos para os israelitas, caso cooperassem com Deus, mas, infelizmente, não cumpriram com sua parte. Por essa razão, perderam o direito de desempenhar sua missão como instrumentos divinos para a salvação do mundo. Apesar de tudo, Deus superou a falha deles, de tal maneira que o Messias veio à Terra na plenitude dos tempos, como filho de Abraão. CBASD, vol. 6, p. 1058.
19 Adicionada. Do gr. prostithêmi, literalmente, “juntar”, “acrescentar”. E por que a lei foi “adicionada” se a aliança abraâmica era suficiente para a salvação? A resposta é: “por causa das transgressões”. A diferença entre os tempos de antes do Sinai e depois não era quanto à existência das grandes leis de Deus, mas quanto à revelação explícita delas. No Sinai, houve uma apresentação concreta da lei moral em duas tábuas de pedra e de outras leis no “Livro da lei”. Mas, nos séculos anteriores ao Sinai, os patriarcas de Deus possuíam, em grande medida, a lei moral escrita em seu coração, portanto, eram conscientes dos elevados padrões morais de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1060.
21 Contrária às promessas. A lei parece incompatível com a aliança. Pode até dar a impressão de ter substituído a promessa da salvação pela fé por um plano de salvação pelas obras. CBASD, vol. 6, p. 1062.
De modo nenhum! Ou seja, “pereça este pensamento!”, “uma coisa dessas nunca poderia acontecer!” Deus foi o autor tanto da lei como das promessas, e Ele não repudiaria Sua promessa incondicional de salvação pela fé em Cristo (Hb 6:17-20). Se assim fizesse, negaria Sua integridade como Deus e demonstraria ser incoerente e indigno de confiança. CBASD, vol. 6, p. 1062.
28 Um em Cristo Jesus. À medida que se põem em prática os preceitos divinos de amor a Deus e ao próximo, os corações humanos se unem em um vínculo íntimo de comunhão mútua, sob a guia de seu Pai, celestial. CBASD, vol. 6, p. 1065.
29 Herdeiros. Os cristãos, como filhos espirituais de Abraão, se tornam “coerdeiros com Cristo” (Rm 8:17). Como Filho de Deus, Cristo é também herdeiro da honra e glória do Céu, e aqueles que creem nEle se tornam herdeiros de uma posição de honra no universo que nunca teria sido possível aos seres criados desfrutar se o Verbo não Se tivesse feito carne (Jo 1:1, 14). CBASD, vol. 6, p. 1065.
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GÁLATAS 3 – Considerar rituais da Lei como superiores ao sacrifício de Cristo é um erro crasso. Apegar-se à Lei mais do que a Seu doador é simplesmente uma perversão do evangelho.
Desprezar o sacrifício de Cristo é uma forte evidência de tolice, de que a pessoa está espiritualmente néscia, desprovida de sabedoria divina. O mesmo se pode dizer daqueles que consideram o sacrifício de Cristo insuficiente para justificá-los. Vamos à Bíblia?
F. F. Bruce sintetiza assim o capítulo em análise:
• Primazia da fé sobre a Lei (vs. 1-6);
• A bênção de Abraão (vs. 7-9);
• A maldição da Lei (vs. 10-14);
• A prioridade e permanência da promessa (vs. 15-18);
• O propósito da Lei (vs. 19-22);
• Liberação da Lei (vs. 23-25);
• Judeus e Gentios são um em Cristo (vs. 26-29).
Além de ter distorcido a relação de um povo em detrimento de outro, “o pecado distorceu a relação entre homens e mulheres (Gn 3:16) e, ao longo das eras, inúmeras mulheres têm sido anuladas e oprimida por homens […]. Homens e mulheres são iguais não só pela criação, mas também pela redenção. Aliás, a criação e a redenção são os dois grandes niveladores dos seres humanos. Tanto homens quanto mulheres foram criados por Deus e, de igual modo, salvos pelo sacrifício expiatório de Cristo na cruz. Não surpreende então que Paulo tenha destacado que não há ‘homem nem mulher’, pois todos são ‘um em Cristo’ (Gl 3:28)” (Alberto R. Timm).
Embora sejam diferentes na sexualidade, em Cristo, homem e mulher estão no mesmo nível de igualdade. Jesus veio para corrigir a disparidade imposta pelo homem na sociedade. “Durante Seu ministério terreno, Cristo respeitou, protegeu e defendeu as mulheres de discriminações de ordem social e religiosa (Jo 4:1-42; 8:1-11). Qualquer forma de abuso sexual e discriminação social contra elas é uma ofensa direta contra o Criador e Mantenedor das mulheres” (Timm).
Em Cristo somos libertos da escravidão moral e social promovidos pelo pecado, somos restaurados para viver em conformidade com os propósitos de Deus traçados em Sua Palavra.
A Lei não nos salva; judaizantes distorceram sua função. Ela visa mostrar nossa situação e o caminho para Cristo, o Libertador. Através da vinda de Cristo, a promessa a Abraão se cumpriu, assim, tornamo-nos filhos de Deus pela fé. Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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GÁLATAS 2 – Interpretação correta da verdade gera comportamento certo. As cartas a Corinto revelam que a igreja precisava de correção moral, já a carta à Galácia revela a necessidade de correção teológica.
• Não existiu e não existe nenhuma igreja perfeita.
Identificada como a carta magna da liberdade cristã, a carta de Paulo aos Gálatas tem causado grandes efeitos na vida de muitas pessoas. Será que causou ou causará algum efeito em você?
“O pequeno livro de Gálatas é minha carta”, disse Martinho Lutero, e completou: “dediquei minha vida a ela; este livro é minha esposa”. Curtin Vaughan declarou: “Poucos livros têm sido de grande influência à mente humana, este modificou significativamente o curso da história da humanidade, ou permaneceu com grande relevância para as necessidades mais profundas da vida moderna”.
No capítulo anterior Paulo apresentou o evangelho verdadeiro como a razão de sua conversão e transformação de vida, de zeloso perseguidor a poderoso proclamador de Cristo. Neste capítulo em pauta, ele avança!
Timothy George intitula este capítulo de “O mensageiro apostólico – Confirmação e desafio”. E então o divide assim:
1. A segunda visita a Jerusalém (vs. 1-10):
• Motivo da visita (vs. 1-2);
• Tito e os falsos irmãos (vs. 3-5);
• Paulo e os pilares (vs. 6-11);
• Preocupação pelos pobres (v. 10).
2. O incidente de Antioquia (vs. 11-21):
• Problema: Comunhão na mesa (vs. 11-13);
• Protesto: Desavença entre os apóstolos (v. 14);
• Princípio: Justificação pela fé (vs. 15-21).
Frente à apostasia dos Gálatas (1:5-10), Paulo faz sua apologia à verdade (1:11-2:21).
Reflita: Paulo e Pedro tinham personalidades fortes. Ambos levavam a sério suas opiniões, mesmo quando estavam errados. Paulo, antes da conversão mostrou-se zeloso de suas crenças deturpadas; agora, Pedro, mesmo após sua conversão, faz o mesmo.
Neste mundo estamos todos fadados ao erro, seja ele consciente ou inconsciente.
Observe atentamente: “Não surpreendem, portanto, as divergências ocasionais entre Pedro e Paulo, dois líderes fortes da jovem igreja (2:11). Seu conflito não se deveu a uma questão de princípios, mas, sim, de coerência. Em algum momento, Pedro havia visitado Antioquia e compartilhado de bom grado refeições com os gentios de lá. Quando, porém, chegaram alguns da parte de Tiago, Pedro mudou seu comportamento (2:12a)” (Samuel Ngewa).
Não erramos como Pedro? E não precisamos de correção dos Paulos? – Heber Toth Armí.
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Gl 2:15 e 16 não são nada fáceis de entender, se não olharmos para o contexto e para quem Paulo estava escrevendo. Eles fazem parte de uma argumentação que só se completa com os versos 19 e 20.
Penso que poderíamos entender melhor estes versos se os lermos assim:
2:15: OK, Pedro, como cristãos judeus, nós estamos de acordo que os gentios são pecadores, porque eles nem mesmo têm a lei como parâmetro para saber isso, de que são pecadores.
2:16 Mas nós mesmo, os judeus, que temos a lei, que nos mostra aonde erramos, somente somos declarados como justos PELA FÉ de que Deus nos considera/declara justos, colocando a nossa culpa em um cordeiro, que assume a nossa culpa. Este cordeiro que matamos nos nossos sacrifícios, não é nada mais, nada menos que um símbolo de Cristo, o Cordeiro que morreu pelas nossas culpas.
2:17 Mas, se em nossa tentativa de viver a vida de Cristo, vemos como incompetentes somos de faze – lo, isto quer dizer que Cristo só serve pra nos sentirmos mais perdidos ainda, mais culpados (Cristo, ministro do pecado)?
2:19 e 20: Não e não! O segredo de viver com Cristo e como Cristo é morrer com Ele (ser crucificado com Ele) a cada dia. A cada dia devemos sentir nossa incompetência de viver uma justa e renegar todos os nossos interesses e desejos por amor a Ele. Assim poderemos viver nova vida com Ele. Como o grão, que precisa primeiro morrer (ser enterrado) para germinar. Só assim teremos paz com Deus.
Jeferson/Equipe Reavivados
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Observe que, “Paulo escreveu esta carta em resposta a uma crise doutrinária que surgiu no seio da igreja do Novo Testamento e que consistia em um falso ensinamento que Paulo chama ‘um evangelho diferente’ (ver Gálatas 1:7-9). Este evangelho falso era promovido por um grupo de cristãos de origem judaica que talvez tinha sido fariseu antes de sua conversão ao cristianismo. Várias traduções bíblicas se referem a este grupo como ‘a seita dos fariseus’ (Atos 15:5). Outras versões os denominam ‘o partido dos fariseus’. Os estudantes contemporâneos da Bíblia geralmente se referem a eles como ‘judaizantes’” (Marvin Moore).
Após este breve vislumbre introdutório, obtenha uma ideia geral da carta. Note que Timothy George a divide em três partes; tal divisão favorece nossa compreensão dessa pequena, mas poderosa missiva paulina:
1. História: Não existe outro evangelho (1:1-2:21)
2. Teologia: Justificação pela fé (3:1-4:31);
3. Ética: Vida no Espírito (5:1-6:18).
Faça uma leitura atenciosa nos seis capítulos desta carta e em tua Bíblia identifique cada parte; passe tempo refletindo na ligação desses três itens e pense por que Paulo usou tal sequência: História, Teologia e Ética.
Fragmentado, o capítulo em pauta fica assim, baseando-me em Ronald Y. K. Fung:
1. Defesa autobiográfica 1: Contexto (vs. 1-10);
• Saudação: Remetente, receptores e cumprimento (vs. 1-5);
• Condenação do falso evangelho: Crise espiritual, maldição aos pregadores de evangelhos diferentes (vs. 6-9) e a única preocupação do apóstolo (v. 10).
2. Defesa autobiográfica 2: O evangelho e o apostolado independente de Paulo (1:11-2:14):
• Origem divina do evangelho de Paulo;
• Vida de Paulo antes da conversão;
• Seu chamado ao apostolado;
• Sua primeira visita a Jerusalém após sua conversão;
• Paulo na Síria e Cilícia.
Verdadeiros servos de Deus não têm por objetivo agradar a homens, mas agradar a Deus que ama aos homens. Por isso, o cristão deve testemunhar ousadamente de Cristo com amor, ainda que tenha de confrontá-los.
Paulo escreveu o evangelho aos que o haviam ouvido, mas desviaram-se. Avaliemos o evangelho que cremos baseando-nos em Gálatas! Estamos certos?
“Senhor, reaviva-nos no evangelho verdadeiro!” – Heber Toth Armí.
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1 Paulo não demora em lançar o fundamento que indica o propósito da epístola. O evangelho que ele prega não é de origem humana, mas divina. Seu apostolado, posto em dúvida pelos judaizastes (v. 7), ;e importante para sustentar a veracidade de sua mensagem. Bíblia Shedd.
Apóstolo. Habitualmente, Paulo fala de si mesmo como apóstolo sem tentar justificar sua reivindicação ao título. Aqui, no entanto, a defesa prolongada de seu apostolado indica que as igrejas às quais ele se dirigia tinham dúvidas a esse respeito. Seu evangelho era de origem divina. Ele era genuinamente convertido e tinha sido recebido à comunhão das igrejas da Judeia. Sua posição sobre a circuncisão fora aprovada pelos líderes de Jerusalém. Seu chamado como apóstolo aos gentios fora reconhecido por eles. Sua autoridade como apóstolo era igual à dos doze. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1034.
Não da parte de homens. Seus oponentes negavam sua pretensão de autoridade apostólica, alegando que ele não havia sido, nomeado nem comissionado pelos doze. Isso ele admite, mas, ao mesmo tempo, reivindica uma ordenação ainda mais importante. CBASD, vol. 6, p. 1035.
Ele não tinha uma chamada normal de um ministro comum, mas uma chamada extraordinária do céu para esse ministério. … Os homens não devem, de forma alguma, orgulhar-se de qualquer autoridade que possuam, todavia, às vezes, pode ser necessário afirmá-la. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
O ressuscitou dos mortos. A ressurreição é a afirmação central da fé cristã (v. At 17.18; Rm 1.4; 1Co 15.20; 1Pe 1.3), e, como Paulo tinha visto o Cristo ressurreto, tinha a qualificação para ser apóstolo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Galácia. Paulo provavelmente emprega o nome em referência à província romana da Galácia (a moderna Turquia Central), incluindo uma área ao sul, que ele percorreu em sua primeira viagem missionária. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
irmãos meus. A mensagem de Paulo não é sua opinião particular; em vez disso, contava com o apoio da comunidade como um todo. Bíblia de Estudo Andrews.
2 igrejas. Que se reuniam nas casas. Bíblia de Estudo Andrews.
Essa era uma carta circular, dirigida a várias congregações. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 graça a vós outros e paz. Todas as cartas de Paulo começam mencionando essas duas bênçãos de Deus. “Graça”traduz o termo grego charis, que significa “um ato de bondade imerecido”. … Aplica-se a tudo o que Deus nos deu em Cristo, sem que tivéssemos obtido por merecimento ou que possamos devolver. “Paz” aplica-se ao relacionamento inaugurado pela morte e ressurreição de Cristo (1.4) entre Deus e os que crêem no evangelho. Bíblia de Genebra.
A graça inclui a boa vontade de Deus para conosco e a paz sugere todo conforto interior e a prosperidade exterior que nos são necessários; elas vêm de Deus, o Pai, por Jesus Cristo. Observa-se primeiro a graça, e depois a paz, pois não pode haver uma verdadeira paz sem a graça. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Deus, nosso Pai e do [nosso] Senhor Jesus Cristo. Salienta a identidade e a harmonia entre o Deus do AT e o Cristo do NT. Bíblia de Estudo Andrews.
4 presente era perversa. Ao contrário da era do porvir (o contrário da era messiânica), essa era presente é caracterizada pela iniquidade (Ef 2.2; 6.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A verdade central do evangelho – a morte expiatória de Cristo no nosso lugar – também nos extrai deste mundo corrupto e nos coloca no reino de Deus (Cl 1.13). Bíblia Shedd.
6 Admira-me (RA; ARC: “Maravilha-me”). Expressão de profundo desagrado de Paulo. Bíblia de Estudo Andrews.
A deserção deles lhe encheu da maior tristeza e angústia. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
tão depressa. Tão pouco tempo após a sua conversão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo admirava a susceptibilidade dos gálatas aos argumentos dos seus oponentes. Bíblia Shedd.
vos chamou na graça. A graça de Deus vem até nós por iniciativa dele mesmo, através de seu chamado, e não por causa de coisa alguma que tenhamos feito por merecer-la (1.15; Rm 4.4-8; 8.30; 9.11-13). Bíblia de Genebra.
outro evangelho. Os oponentes de Paulo ensinaram que a circuncisão seria um rito que aperfeiçoaria a fé em Cristo. Bíblia de Estudo Andrews.
7 outro. (gr allos). Do mesmo tipo e valor. “Outro”, no v. 6, é heteros: de tipo diferente. Bíblia Shedd.
algumas pessoas. Os judaizantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Os judaizantes estavam em ação na Galácia quando Paulo escreveu esta carta. Bíblia de Estudo Andrews.
Cristãos judeus que acreditavam, entre outras coisas, … que o gentio convertido ao cristianismo agisse de acordo com certos ritos do AT, especialmente a circuncisão.
Provavelmente cristãos de origem judaica provenientes de Jerusalém, os quais insistiam em exigir dos gentios não apenas que cressem em Jesus Cristo mas também que aceitassem a circuncisão e, desse modo, se tornassem judeus (2.3-5, 12; 6.12-13). Vário indícios dessa ideia estavam disseminados entre os cristãos de origem judaica na Igreja Primitiva (At 15.1; 21.20-21; Fp 3.2-3). Bíblia de Genebra.
Perturbam. Do gr. tarassõ, “agitar”, “perturbar”, “confundir” a mente com relação a alguma coisa. Neste caso, sugerindo dúvidas e escrúpulos acerca da validade do evangelho proclamado por Paulo. CBASD, vol. 6, p. 1037.
8 anátema. Condenado à danação eterna. Bíblia de Estudo Andrews.
Do gr. anathema, “uma coisa amaldiçoada”, isto é, dedicada ao castigo merecido. Neste caso, a sofrer a ira de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1037.
8-9 Aqueles que exigem mais do que a fé em Jesus Cristo para a salvação, ainda que suas credenciais sejam as melhores, distorcem completamente o evangelho. Os pregadores do falso evangelho estão debaixo da condenação de Deus. Bíblia de Genebra.
9 já dissemos. Não se refere ao v. anterior, mas à segunda visita aos gálatas (At 14.21 ss), quando os missionários os advertiram contra essa propaganda insidiosa. Bíblia Shedd.
evangelho … que recebestes. Em 2:16, Paulo faz uma síntese do evangelho que estabelece os parâmetros da proclamação cristã. Bíblia de Estudo Andrews.
10 favor. Tentar obter a aprovação. A pessoa preocupada demais com a opinião dos outros a seu respeito não pode servir a Deus (ver 6:14). Bíblia de Estudo Andrews.
Em sua doutrina, ele não se conformava às pessoas, nem para ganhar afeição, nem para evitar o ressentimento delas; mas o seu grande cuidado era ser aprovado diante de Deus. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Agradar a homens e a Cristo ao mesmo tempo é impossível. … se Paulo é um escravo (gr doulos) de Cristo, não pode ambicionar o favor dos homens. Bíblia Shedd.
Servo de Cristo. Paulo anteriormente levava o “jugo da escravidão”(5.1), mas, tendo sido liberto do pecado pela redenção que há em Cristo, passou a ser escravo da justiça, escravo de Deus (v. Rm 6.18, 22). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como servo de Cristo, Paulo devia fazer todo o possível para salvar as pessoas, não para agradá-las. Se ele tentasse “agradar as pessoas”, sem considerar sua obrigação como pregador do evangelho, ele não seria fiel à sua vocação como servo de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1037.
11 não é segundo o homem. Paulo argumenta que a sua autoridade vem tão somente de Deus, apenas confirmada pelos apóstolos de Jerusalém. Bíblia de Genebra.
12 mediante revelação. Ver At 9.3-5; 22.6-10; 26.13-18; 1Co 15.8. Bíblia de Genebra.
13 “Judaísmo” é o termo para a fé e o modo de vida judaicos desenvolvidos no período entre o AT e o NT [período intertestamentário] … O termo é derivado de Judá, o Reino do Sul, extinto no século VI a.C, com o exílio na Babilônia. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
Paulo foi criado na religião judaica. Além de ter rejeitado a religião cristã, ele foi um perseguidor da mesma e havia se aplicado com a maior ira e violência a destruir os cristãos. O apóstolo não foi levado ao cristianismo puramente por aprendizado, pois ele foi criado em inimizade e oposição ao mesmo. Eles poderiam razoavelmente supor que precisaria ter sido algo extraordinário que realizou uma mudança tão grande nele. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
14 tradições de meus pais. Referência ao farisaísmo, que seguia as tradições judaicas, além das Escrituras. Bíblia de Estudo Andrews.
extremamente zeloso. Paulo gostava de mostrar a oponentes como os da Galácia que ser um judeu, ainda que um judeu zeloso, não é suficiente para a salvação. Paulo via sua própria experiência como prova de que o zelo pela lei não podia salvar (Rm 9.30-10.4; 2Co 11.22; Fp 3.4-6). Bíblia de Genebra.
15 me separou antes de eu nascer. Alusão à consagração de Jeremias no útero materno (Jr 1:5). Bíblia de Estudo Andrews.
me chamou. O encontro de Paulo com Jesus na estrada de Damasco (At 9:3-6) não foi uma mera experiência de conversão, mas um chamado para ser “profeta às nações [os gentios]” como Jeremias (Jr 1:5). Bíblia de Estudo Andrews.
16 gentios. Lit. “nações”ou “povos”. O termo geralmente designava estrangeiros – daí pagãos, ou o mundo não-judaico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não consultei. Outra evidência da origem divina de sua comissão era o fato de que ele não teve nenhum contato com os líderes em Jerusalém por três anos, após sua conversão, e que não recebeu nenhuma instrução deles a respeito de como pregar sobre Jesus. CBASD, vol. 6, p. 1039.
carne e sangue. Seres humanos. Bíblia de Estudo Andrews.
17 Arábia. O reino nabateu da Transjordânia que se estendia de Damasco ao Suez, no sudoeste [ que incluía Amã e Petra]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém. A primeira viagem de Paulo a Jerusalém, mencionada em At 9:26, deve ter ocorrido após os três anos de sua permanência na Arábia, por volta de 37 d.C. Bíblia de Estudo Andrews.
avistar-me com. Tradução da palavra grega que significa visitar alguém com o propósito de obter informação. Bíblia de Genebra.
para avistar-me com Cefas. É possível que Barnabé tenha organizado esse encontro. Bíblia de Estudo Andrews.
Cefas. Nome aramaico de Pedro. Tanto “Cefas” como “Pedro”significam “pedra”. Bíblia de Genebra.
19 Tiago, o irmão do Senhor. Ver Mt 13.55 e Mc 6.3. Esse Tiago não é o discípulo Tiago que aparece frequentemente junto com Pedro e João nos Evangelhos. Herodes assassinou aquele Tiago nos primórdios da igreja (At 12.2). Bíblia de Genebra.
Mencionado em Mc 6:3. Tiago não cria em Jesus durante Seu ministério terrestre (Jo 7:3-5), mas teve um encontro com Ele após a ressurreição (1Co 15:7) e se tornou um dos apóstolos. Depois de um tempo, transformou-se numa figura central na igreja de Jerusalém (Gl 2:9, 12; At 15:13; 21:18). Bíblia de Estudo Andrews.
20 Afirmo perante Deus que não minto. O juramento é um apelo a Deus para testemunhar a veracidade de uma afirmação ou o caráter obrigatório de uma promessa … Na época de Cristo, a lei do AT a respeito dos juramentos (Êx 22.11) foi bastante pervertida pelos escribas, e nosso Senhor, portanto, condenou abertamente o ato do juramento. Ele afirmava que as pessoas deveriam ser honestas a ponto de os juramentos se tornarem desnecessários. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
21 Cilícia. Nesta ocasião estava ligada à Síria e sob a administração romana. A cidade principal da Cilícia era Tarso, onde Paulo tinha sido criado e agora anunciava o evangelho (23). Bíblia Shedd.
23 Aquele que […] nos perseguia. Paulo tinha sido sincero na perseguição à então odiada seita (At 26:9, 10). Não satisfeito com desarraigar o cristianismo de Jerusalém e das cidades da Judeia, continuou com o seu propósito nas regiões fora da Palestina. CBASD, vol. 6, p. 1041.
24 E glorificavam a Deus a meu respeito.O relato dessa poderosa mudança nele os enchia de alegria, e os motivava a dar glória a Deus por causa disso. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Ou seja, eles encontravam em Paulo, em sua conversão e no seu ministério, um motivo para louvar a Deus. CBASD, vol. 6, p. 1041.
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1 Duas ou três testemunhas. Este capítulo constitui a última mensagem escrita de Paulo aos coríntios. Um estado crítico de declínio espiritual ainda prevalecia em parte da igreja (2Co 12:20, 21), pelo qual as epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3), uma possível segunda visita de Paulo (ver com. de 2Co 12:14) e a obra de Tito (2Co 2:13; 7:6, 13, 14; 12:18) parecem ter realizado pouco ou nada para reverter. Paulo adverte os membros a respeito desse grupo voluntarioso (2Co 13:1-4). Resta apenas uma alternativa: lidar com eles firme e severamente no poder e autoridade de Cristo. Na expectativa de seu procedimento pretendido ao discipliná-los, Paulo cita uma reconhecida lei judaica (Nm 35:30; Dt 17:6; 19:15), a qual Cristo referendou (Mt 18:16). Numa visita anterior, Paulo tinha tratado esse grupo rebelde com leniência e evitou tomar medidas decisivas contra ele. O grupo interpretou essa atitude como fraqueza, até mesmo como covardia da parte de Paulo. O apóstolo se referiu àquela visita como uma experiência humilhante (2Co 2:1, 4; 12:21). A minoria insubordinada constantemente pedia prova de sua autoridade apostólica (ver com. de 2Co 2:1; 12:14). CABSD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1022.
2 Já o disse anteriormente. Isto é, nas epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3; cf. 1Co 4:13-19). Na visita anterior, ele fez o mesmo verbalmente (ver com. de 2 C o 12:14). Eles foram advertidos por um considerável período de tempo. CABSD, vol. 6, p. 1022.
E a todos os mais. Paulo dirige esta advertência à igreja como um todo, para que ninguém diretamente envolvido fosse simpático aos acusados. CABSD, vol. 6, p. 1022.
Não os pouparei. Eles tiveram chance de se arrepender. Caso se mantivessem obstinados, seriam sujeitos à mais rígida disciplina da igreja. CABSD, vol. 6, p. 1022.
3 buscais prova de que, em mim, Cristo fala. Paulo tinha sido poderoso em verdade, em doutrina, em livrar pessoas do pecado, em levar-lhes regeneração espiritual e em realizar milagres (2Co 12:12), para que houvesse entre os próprios coríntios cartas vivas para Cristo (2Co 3:3). A evidência de seu apostolado era irrefutável a todos os que a examinassem francamente (ver com. de 2Co 12:11, 12). Tiveram evidência abundante de que Cristo falara por meio de Paulo. No entanto, mercenários não são impressionados por esse tipo de evidência (1Co 2:14-16). Na verdade, os inimigos de Paulo acusam Cristo, não Paulo. CABSD, vol. 6, p. 1023.
4 Crucificado em fraqueza. Paulo encontra consolo no pensamento de que ninguém deveria parecer mais fraco e indefeso que Cristo enquanto pendia na cruz em vergonha e agonia. Contudo, Cristo vive e é exaltado (Fp 2:6-9). Todos os que seguem a Cristo podem esperar partilhar não apenas Sua humilhação, mas também Sua força, que é “aperfeiçoada” na fraqueza (2Co 12:9; cf. Rm 6:3-6). CABSD, vol. 6, p. 1023.
Vive pelo poder de Deus. Os rebeldes coríntios teriam que lidar com o Cristo vivo “pelo poder de Deus”, não apenas com um Paulo “fraco”, como pensavam. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Nós … somos fracos. Paulo admite sua fraqueza, mas se gloria no poder de Cristo que opera nele e por meio dele (ver 2Co 11:30; 12:9, 10), a despeito de sua fraqueza. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Pelo poder de Deus. Os coríntios testemunharam deste poder e o experimentaram. Não podiam negá-lo. CABSD, vol. 6, p. 1023.
5 Examinai-vos. Começando com o v. 5, Paulo desvia a atenção de si mesmo e desafia os coríntios a olhar para eles mesmos criticamente. Eles seriam cristãos genuínos? Cada seguidor de Cristo pode examinar a vida pessoal diariamente. Se fôssemos mais autocríticos, criticaríamos menos os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.
A vós mesmos. Muitos dos coríntios estavam mais prontos a julgar os outros do que a si mesmos (ver 1Co 11:31, 32; cf. Gl 6:4). Antes de serem competentes em julgar os outros, as pessoas devem se provar. Deveríamos estar dispostos a aplicar a nós mesmos o teste que aplicamos aos outros (ver com. de Mt 7:1-5). A trave deve ser removida de nossos olhos. As pessoas geralmente se inclinam a ter uma visão muito favorável de si mesmas, de seu caráter e importância. Restringem a avaliação pessoal, a fim de que não descubram que não são tudo o que imaginam. Poucos conseguem suportar verem-se como realmente são. … Em vez de se encararem como realmente são, focalizam as faltas alheias. Agindo assim, perdem de vista as faltas pessoais e se convencem de que são b em melhores do que os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Na fé. Não no sentido doutrinário, mas prático. Paulo se refere a uma profunda convicção com respeito ao relacionamento pessoal com Deus; confiança e fervor santo nascem da fé em Cristo como Senhor e Salvador. CABSD, vol. 6, p. 1023, 1024.
Jesus Cristo está em vós? Isto é, vivendo os princípios da vida perfeita de Cristo na vida pessoal (ver com. de Rm 8:3,4; Gl 2:20). CABSD, vol. 6, p. 1024.
Reprovados. Do gr. adokimoi, literalmente, “reprovar em teste”. Reprovar no teste era evidência de que Cristo não estava neles e que não eram cristãos genuínos. CABSD, vol. 6, p. 1024.
6 Mas espero reconheçais que não somos reprovados. Paulo sinceramente espera passar no teste do apostolado aos olhos dos coríntios. CABSD, vol. 6, p. 1024.
Embora sejamos tidos como reprovados. Mesmo que eles não vissem em Paulo a evidência de apostolado genuíno, ele esperava que evidenciassem ser cristãos genuínos. Paulo estava disposto a ser considerado um fracassado, se isso os ajudasse a ser bem-sucedidos. CABSD, vol. 6, p. 1024.
8 Nada podemos contra a verdade. Isto é, a verdade como em Cristo Jesus, a verdade da salvação como apresentada na Palavra de Deus (Jo 1:14, 17; 8:32; Gl 2:5, 14). A verdade eterna permanece inalterada independentemente do que as pessoas façam. Os inimigos da verdade sempre falharam. Se os coríntios fossem dedicados à verdade não teriam nada a temer, pois ela os tornaria invencíveis. Quando as pessoas se colocam ao lado da verdade, Deus aceita a responsabilidade pela segurança delas e por seu triunfo eterno. CABSD, vol. 6, p. 1024.
9 Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós fortes. Paulo ficaria feliz em parecer fraco na aplicação de poder disciplinador, se eles fossem fortes nas graças do Espírito (ver com. do v. 6) e refletissem o caráter de Cristo. CABSD, vol. 6, p. 1024.
Aperfeiçoamento. Ou, “solidez”, “completude”. Paulo anseia ver seus conversos alcançarem a maturidade cristã, com os dons, talentos, faculdades, tendências e apetites devidamente ajustados. Ele deseja que a igreja seja reunida em amor, cada membro do corpo funcionando adequadamente sob o controle da habitação do Espírito (ICo 12:12-31). CABSD, vol. 6, p. 1024.
10 Que o Senhor me conferiu para edificação. O propósito da autoridade do evangelho é a edificação da igreja, o aperfeiçoamento dos santos (Jo 3:17; 20:21-23). Por mais necessário que seja o exercício desse poder em favor da disciplina, ele é inevitavelmente a segunda melhor opção. Não seria agradável a Paulo expulsar um membro da igreja, portanto, ele agiria com severidade apenas como último recurso. CABSD, vol. 6, p. 1025.
11 Consolai-vos. Os coríntios deveriam se encorajar e fortalecer mutuamente a fazer o bem. Nesse caso, não teriam tempo para se devorarem uns aos outros. CABSD, vol. 6, p. 1025.
Sede do mesmo parecer. A unidade cristã foi o objeto da última oração de Cristo por Seus discípulos (Jo 17:11, 21-23). A suprema necessidade da igreja de Corinto era a “unidade do Espírito no vínculo da paz” (ver E f 4:2-7). CABSD, vol. 6, p. 1025.
Vivei em paz. Ou, “vivei em harmonia”. A paz é um dos maiores legados que Cristo transmitiu a Sua igreja (Jo 14:27; 16:33; cf. Jo 20:21, 26; At 10:36). Sempre foi parte essencial do evangelho cristão e um teste de experiência cristã ( Rm 5:1; 10:15; 14:17, 19; 1Co 14:33; Ef 2:14). À altura de sua capacidade, o cristão deve viver em “paz com todos os homens” (Rm 12:18). Se a paz exterior não é possível devido a fatores além do controle do cristão, ele ainda pode desfrutar paz no coração. CABSD, vol. 6, p. 1025.
12 Com ósculo santo. Nos tempos da Antiguidade, e em várias partes do mundo hoje, esta é uma forma cordial de saudação. Era um beijo dado na bochecha, na testa, nas mãos ou mesmo nos pés, mas nunca nos lábios. Assim, homens saudavam homens e mulheres saudavam mulheres. O costume se originou nos tempos do AT (Gn 29:13). Expressava afeição (Gn 27:26, 27; 1Sm 20:41), reconciliação (Gn 45:15), despedida (Rt 1:9, 14; 1Rs 19:20) e homenagem (1Sm 10:1). … Entrou em uso geral pelos cristãos apostólicos como um símbolo de paz, boa vontade e reconciliação (Rm 16:16; 1Co 16:20; 1Ts 5:26). CABSD, vol. 6, p. 1025.
Os santos. Ver com. de At 9:13; Rm 1:7. Os cristãos são denominados assim no NT porque foram chamados a viver vida santa. Paulo faz referência especial aos cristãos da Macedônia, onde ele se encontrava no momento da escrita. CABSD, vol. 6, p. 1025.
13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Ver com. de Rm 3:24; 2Co 1:2. Este versículo é único porque, em todo o NT, ocorre apenas aqui em sua forma completa que seria conhecida como a bênção apostólica. Desde os tempos antigos, tornou-se parte da liturgia da igreja. A bênção também era pronunciada em batismos e no encerramento das reuniões cristãs. Junto com Mateus 28:19 este versículo fornece a síntese mais completa e explícita da doutrina da Trindade (ver Nota Adicional a João 1). A ordem dos nomes da Divindade apresentada neste versículo difere da ordem apresentada em Mateus. Geralmente, nas epístolas de Paulo, o nome do Pai precede o do Filho (Rm 1:7; 1Co 1:3; 2Co 1:2). Aqui, a ordem está invertida. A fórmula de despedida do AT, a bênção araônica, também era de natureza tripla (Nm 6:24-26). 0 teste da verdadeira experiência cristã é companheirismo e comunhão com Deus por meio do Espírito Santo. CABSD, vol. 6, p. 1025.
Com todos vós. Logo após enviar esta carta, Paulo fez outra visita a Corinto e passou três meses ali (At 20:1-3), tempo durante o qual escreveu as epístolas aos Romanos e aos Gálatas. Essa atitude sugere que os crentes coríntios aceitaram sua segunda epístola e agiram em harmonia com o conselho dado. Na epístola aos Romanos, Paulo indica que teve bondosa recepção em Corinto (Rm 16:23). Além disso, a coleta em Corinto para os pobres em Jerusalém foi bem-sucedida (Rm 15:26-28). Os registros da igreja apostólica não fornecem informação adicional a respeito da igreja de Corinto até o final do século, quando Clemente de Roma endereçou uma carta a eles. CABSD, vol. 6, p. 1025.