Reavivados por Sua Palavra


JÓ 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
16 de julho de 2026, 0:50
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908 palavras

Este é o segundo discurso de Zofar. Seu propósito é mostrar que não importa a que altura o ímpio seja exaltado, não importa quão próspero ele possa se tornar, Deus o humilhará e fará com que ele sofra. A referência a Jó é óbvia demais para não ser notada. O cap. 19 terminou com uma advertência feita por Jó. Zofar se ressente do fato de Jó dirigir sua ameaça de castigo contra seus amigos, já que está seguro de que somente Jó é culpado (CBASD, vol 3. p. 619).

Zofar, em termos aterradores, descreve o terrível castigo que sobrevém aos perversos. Despreza, porém, o apelo de Jó para o juízo final, pois diz que os perversos serão fulminados aqui na terra (v 4,5). Notamos, então, que os três consoladores de Jó continuam cegos e confusos, como antes, nada compreendendo na verdadeira natureza da situação de Jó. Esquecidos de seu papel de consoladores, se sentem impulsionados pelo desejo de vencer Jó nos argumentos, cf. 20.2,3 (Bíblia Shedd).

meus pensamentos me impõem resposta. Os pensamentos de Zofar não constituem calma reflexão ou profunda meditação. Ele está agitado. Seus pensamentos parecem ser expressos de maneira confusa e desordenada (CBASD, vol 3. p. 619).

Eu me apresso. Zofar admite seu temperamento impetuoso (CBASD, vol 3. p. 619).

eu ouvi a repreensão. Na verdade, o que Zofar está dizendo é: ”Você me acusou falsamente, e meu ressentimento me compele a responder.” Este verso revela o caráter de Zofar: ele é irritável e impetuoso. Mal pôde esperar Jó terminar, para começar a falar indignadamente (CBASD, vol 3. p. 619).

meu entendimento. Não é incomum que uma pessoa impetuosa afirme falar guiada pelos princípios da calma sabedoria (CBASD, vol 3. p. 619).

momentânea. Este verso explica a solução de Zofar para o problema da prosperidade dos ímpios. Ele admite que eles podem gritar de triunfo, mas que essa alegria é momentânea. Em parte, Zofar está certo, mas seu argumento é fraco porque ele não reconhece que um pecador pode parecer triunfar ao longo de toda a sua vida mortal (ver Sl 37:35, 36; 73:1-17). A curta duração do triunfo dos maus é um dos principais pontos de desacordo entre Jó e seus oponentes (CBASD, vol 3. p. 619).

como um sonho. Uma figura que descreve a instabilidade dos ímpios. Nada é mais irreal e passageiro do que um sonho (CBASD, vol 3. p. 619).

12 ainda que o mal lhe seja doce. Este verso inicia uma nova estrofeA impiedade tem seus prazeres, mas eles são superficiais e transitórios (CBASD, vol 3. p. 620).

Debaixo da língua. O pecado é descrito como um doce que o ímpio conserva debaixo da língua para ir saboreando por bastante tempo antes de o engolir (v 13), e quando o engolir, então percebe quão venenoso realmente é (v 14) (Bíblia Shedd).

13 e o saboreie. O gosto da impiedade é saboroso. O pecador odeia separar-se de sua loucura e de seu prazer. Ele é como a criança que procura fazer um pedaço de doce durar o máximo possível (CBASD, vol 3. p. 620).

14 contudo, […] se tranformará. O pecado, depois de engolido, fica amargo e se torna como o veneno da áspide (CBASD, vol 3. p. 619).

18 devolverá. A fim de compensar aqueles a quem roubou, o ímpio terá de dar-lhes a riqueza que ganhou honestamente (CBASD, vol 3. p. 620).

19 desamparou os pobres. Estas acusações de maus-tratos aos pobres são, pela primeira vez, insinuadas contra Jó. Mais tarde, serão feitas abertamente por Elifaz (Jó 22:5-9). Jó nega as acusações (Jó 29:11-17) (CBASD, vol 3. p. 620).

23 Deus mandará sobre ele o furor da Sua iraA única abundância, porção ou herança dos ímpios gananciosos será, afinal, a ira divina (Bíblia Shedd).

Zofar obviamente está aplicando estas palavras a Jó. Em meio à prosperidade, Jó foi humilhado. As palavras de Zofar tem o objetivo de ferir. Ele tenta apresentar Jó como um pecador que experimenta o furor da ira de Deus (CBASD, vol 3. p. 620).

25 Resplandecente. Do heb. baraq, literalmente “raio”, usado aqui figurativamente para descrever a ponta reluzente de uma flecha (CBASD,vol 3. p. 620).

felNum esforço desesperado de salvar a sua vida, arranca a flecha que o transpassara, só para averiguar que já atingira seu fígado (Bíblia Shedd).

26 contra todos os seus tesouros. Todo tipo de calamidade aguarda os tesouros que o ímpio ajuntou e acumulou para si (CBASD, vol 3. p. 620).

fogo não assoprado. Um fogo não aceso pelo homem (Bíblia Shedd).

27 manifestarão a sua iniquidade. Esta é a resposta de Zofar ao apelo de Jó (16:18, 19): para que o céu e a terra deem testemunho a seu favor. O céu, diz ele, em vez de falar a favor de Jó, revelará sua iniquidade. A terra, em vez de tomar partido por ele, se levantará contra ele (CBASD, vol 3. p. 620).

29 tal é […] a sorte. Esta conclusão é semelhante à que Bildade tirou no final de seu discurso (Jó 18:21). Nesta seção de sua fala, Zofar quis transmitir a Jó que ele não podia esperar sorte diferente da que lhe cabia.

Isto conclui a participação de Zofar. Ele não participa do terceiro ciclo de discursos. Sua fala representa o ápice da atitude estreita, legalista e crítica dos amigos. Dificilmente seria possível enfatizar, de maneira mais terrível e vívida do que Zofar o fez, a visão de que o ímpio rico é punido por Deus. Para Zofar, Jó é um ímpio, que enfrenta os resultados de seus próprios pecados. Ele é culpado de ganho injusto; portanto, Deus consome suas posses. Zofar procura minar a nova confiança em Deus que Jó havia expressado [19:25-27]. Não se pode discernir em seu discurso nenhum sinal de bondade ou simpatia (CBASD, vol 3. p. 621).



JÓ 20 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
16 de julho de 2026, 0:30
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JÓ 20 – Existe teologia fabricada no inferno. O Diabo teve a Deus como seu professor de Teologia, não houve e nem há no Universo melhor seminário teológico do que ele frequentou. Ademais, deve ter durado mais dos 4 ou 5 anos de duração de um seminário teológico. Ele teve as melhores respostas para suas mais profundas indagações. Contudo, sua teologia é deturpada. Satanás insinuava que Jó servia a Deus por interesse, que a religião não passa de barganha com Deus.

Considerando isso, analise atentamente os discursos dos amigos de Jó. Todos os três discursam com um viés de interesse e barganha na religião. Eles criam que prosperidade e bem-estar sinalizavam bênçãos divinas; e, o sofrimento e a desgraça sinalizavam castigo pelos pecados. Diante disso, sendo merecedor do sofrimento, o pecador imprescindivelmente precisa arrepender-se para obter vantagens. Tudo por interesse, barganha.

Tal visão implica manipular a Deus, fazer acordos com Ele, negociar (barganhar). É muito sutil, mas é exatamente isso. A teologia dos amigos de Jó coaduna com a de Satanás – ambas visões teológicas estão concatenadas.

A percepção de Jó, a condição em que ele se encontra e a revelação de Deus nos primeiros capítulos, corretamente entendidos, desafiam nossa visão tacanha em relação à teologia bíblica. Viver a religião por impulso, sem estudo e profunda reflexão dependendo do Espírito Santo, não nos levará ao ideal almejado por Deus. Além disso, o relato de Jó nos mostra que serviço e obediência a Deus não se baseiam apenas em bênçãos ou recompensas terrenas, mas em um relacionamento íntimo e pessoal com Ele.

Zofar é um exemplo de mestres que cursam teologia no inferno, cujo professor é o próprio diabo. Sua teologia o cega para perceber a fidelidade de Jó para com Deus apesar de tamanho sofrimento que o assolava. Por isso, acusava de ímpio ao fiel servo de Deus, merecedor do sofrimento, digno da justiça divina!

As acusações fortes e duras para Jó foram reações de Zofar, que se ressentiu “do fato de Jó dirigir a ameaça de castigo contra seus amigos” no final do capítulo anterior, “já que está seguro de que somente Jó é culpado” (CBASD).

Estudando Jó é possível adquirir recursos para distinguir teologias oriundas do inferno das que são reveladas pelo verdadeiro Deus do Céu. Portanto, reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí



JÓ 19 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
15 de julho de 2026, 1:30
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Texto bíblico: JÓ 19 – Primeiro leia a Bíblia

COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

COM. PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 19 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
15 de julho de 2026, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 19

Por quanto tempo ainda você vai me atormentar e me atacar com suas palavras? Eu estou arrasado.

Aqueles que amo se voltaram contra mim. Tenha piedade!
Quando a doença e a tragédia ocorrem, é comum que o doente seja mal interpretado, atacado verbalmente ou abandonado por amigos e familiares. Quando a doença ou perda não é facilmente resolvida ou explicada, muitas pessoas são incapazes de lidar com o sofrimento a longo prazo. Então eles se afastam, deixando o doente se sentindo esquecido e sozinho, se perguntando por que os entes queridos se recusam a cuidar e apoiar.

Outras vezes, familiares e amigos atacam os motivos do coração do sofredor, acusando-os de coisas terríveis. Com demasiada frequência, os doentes são duplamente feridos, a dor da perda ou da doença agravada pelas palavras cruéis daqueles que se recusam a entender. Aqueles que mais deveriam se importar são geralmente os que menos se importam.

Deus ouve as palavras que te ferem e difamam. Ele vê as atitudes que te atacam e os corações que te rejeitam. Ele conhece as feridas do teu coração. Se amigos e familiares o abandonarem, Deus te defenderá. Ele trará pessoas compassivas à tua vida como bálsamo para as tuas feridas, pessoas que trarão vida à tua vida com o amor curador de Deus. Confie no coração dEle.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/19
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Pr Jobson Santos



JÓ 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – “EU SEI QUE MEU REDENTOR VIVE”
15 de julho de 2026, 0:50
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1171 palavras

Nesta resposta, Jó acusa seus “consoladores” de caluniarem e perseguirem-no. Logo a seguir, porém, cheio de coragem, atesta a sua inocência, e expressa sua clara convicção de que o seu Redentor está vivo (Biblia Shedd).

respondeu. Jó responde ao segundo discurso de Bildade, protestando contra a falta de consideração dos amigos e reiterando sua miséria (CBASD, vol. 3, p. 614).

Nesta resposta, Jó acusa os seus “consoladores” de caluniarem e perseguirem-no. Logo a seguir, atesta a sua inocência, e expressa sua clara convicção de que o seu Redentor está vivo (Biblia Shedd).

até quando afligireis a minha alma […]? Jó […] não é insensível aos ataques de seus amigos. Ao contrário, as palavras deles lhe causam sofrimento e tortura e ferem sua alma. O ataque de Bildade foi o mais cruel de todos. A resposta de Jó indica quão profundamente ele foi afetado. Bildade havia perguntado até quando Jó continuaria a falar (cap 18:2). Jó responde perguntando até quando Bildade vai continuar a feri-lo (CBASD, vol. 3, p. 614, 615).

3 A expressão “dez vezes” (v. 3)  provavelmente foi usada como um superlativo equivalente a “o máximo” ou “o último” […]. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 111.

haja eu, na verdade, errado. Não necessariamente uma admissão de culpa moral, mas um reconhecimento de suas limitações humanas (CBASD, vol. 3, p. 615).

Comigo ficará. “Isso não prejudica ninguém exceto a mim mesmo.” (CBASD, vol. 3, p. 615).

Mesmo que Jó tivesse pecado, ele não estava prejudicando seus amigos, mas estava sendo duramente castigado; portanto, eles não precisam irar-se (Biblia Shedd).

Deus é quem me oprimiu. Jó não era vítima no sentido de ser mal interpretado por seus amigos, mas também no sentido de se achar objeto da ira de Deus. Bildade havia mencionado as armadilhas, ciladas e redes preparadas para os ímpios (cap. 18:7-12) e insinuou que Jó havia caído nas armadilhas que ele próprio armou. Jó responde que a rede em que está preso foi armada por Deus (CBASD, vol. 3, p. 615).

10 como a uma árvore. A expectativa de Jó era levar uma vida tranquila e piedosa, cercado por parentes e amigos, até atingir idade avançada e poder descer à sepultura dignamente. Essa esperança havia sido arrancada pelas raízes quando lhe sobrevieram as calamidades (CBASD, vol. 3, p. 615).

11 seu adversário. Jó não diz que ele e Deus são inimigos, mas sim, que Deus o trata como se ele fosse inimigo, e Jó não consegue entender o porquê disso (CBASD, vol. 3, p. 615).

13-19 Os parentes de Jó, os seus amigos íntimos, os seus servos e a sua própria esposa, todos o abandonaram com repugnância e ele ficou privado do afeto daqueles que mais significavam para si (Biblia Shedd).

15 vim a ser estrangeiro. Isto é, deixaram de me tratar como o chefe da família (CBASD, vol. 3, p. 616).

16 não me responde. Jó estava acostumado à obediência por parte de seus servos. Nesse período, eles o ignoravam (CBASD, vol. 3, p. 616).

18 crianças. As crianças são descritas como se não estivessem dando a Jó o respeito devido à sua idade (CBASD, vol. 3, p. 616).

20 pele dos meus dentes. Só as gengivas ficaram (Biblia Shedd).

21 compadecei-vos. É disso que necessitava Jó, e não quiseram fazê-lo (Biblia Shedd).

Este é um dos apelos mais tocantes do livro. Jó mostrou como se encontrava abandonado e solitário e retratou seu infortúnio de maneira eloquente. Aqui, ele implora piedade aos amigos (CBASD, vol. 3, p. 616).

22 devorar a minha carne. Um idiomatismo oriental que significa: “Porque vocês estão me caluniando?” Em Daniel 3:8, a palavra traduzida como “acusaram” é, literalmente, “comeram fragmentos de”. O caluniador ou acusador é figurativamente alguém que devora a carne de sua vítima (CBASD, vol. 3, p. 616).

23 Escritas. Jó quis apelar para o julgamento da posteridade, já que os contemporâneos não quiseram compreender sua situação; naquela hora, Jó, nem sequer poderia pensar que sua luta viria a ser narrada num livro, que seria um instrumento nas mãos de Deus para inspirar milhões (Biblia Shedd).

24 esculpidas na rocha. Jó deseja que seu relato seja gravado na rocha com um cinzel de ferro e que os caracteres esculpido em baixo relevo sejam preenchidos com chumbo (CBASD, vol. 3, p. 616).

25-27 As palavras de Jó em 19:25-27 são um dos grandes mistérios retóricos e espirituais do livro. Elas não podem ser explicadas como decorrência lógica ou emocional do que ele estava dizendo até então. Encontram-se em um ponto crucial em seu diálogo com seus amigos e são o clímax espiritual de sua resposta às falsas acusações de Elifaz e Bildade. De acordo com a resposta inspirada de Jó, a lealdade de Deus a seus filhos fiéis é mais poderosa do que a morte e a decadência física (v. 26). Os amigos de Jó ainda queriam corrigi-lo, pensando que ele fosse o verdadeiro problema. Ele os lembrou de que, em vez disso, Deus, o justo Juiz, os corrigiria. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 111, 112.

25 Eu sei que meu Redentor viveÉ a resposta à dúvida e à esperança de 14.13-14 (Bíblia Shedd).

Redentor. Heb gô’ēl, libertador, protetor, defensor, redentor, justificador ou vindicador. É Ele, segundo a esperança e certeza de Jó, que vai livrá-lo das acusações infundadas dos seus amigos (Bíblia Shedd).

No texto hebraico de Jó 19:25, o “eu” é enfático. Jó tinha certeza de seu futuro porque confiava na fidelidade de seu Redentor. Ele olhou para um tempo depois da morte, quando teria um encontro pessoal com o Deus que é o Primeiro e o Último e que era o seu Redentor (cf. Is 44:6). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 111.

Esta é uma das passagens mais frequentemente citadas do livro. Representa um avanço significativo na trajetória de Jó, do desespero para a confiança e esperança. “Das profundezas do desencorajamento e do desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e no poder salvador de Deus” (PR, 163). A palavra hebraica traduzida como “redentor”, go’el, também é traduzida como “vingador” (Nm 35.12, 19, 21, 24, 25, 27), “parente chegado” (NTLH) ou “resgatador” (Rt 2:20; 3:9, 12; 4:1, 3, 6, 8, 14). Deus é frequentemente chamado de go’el, no sentido de que Ele vindica os direitos de seus filhos e resgata os que foram colocados sob o domínio de outrem (Is 41:14; 43:14; 44:24; 47:4, etc.). Jó havia expressado seu desejo de ter um “árbitro” entre ele e Deus (Jó 9:32-35). No cap 16:19, ele havia declarado sua convicção de que sua “testemunha está no Céu”; no cap. 16:21, ele pede a Deus que seja o seu fiador. Tendo reconhecido a Deus como “árbitro”, testemunha, advogado e fiador, é perfeitamente lógico que ele chegasse ao reconhecimento de Deus como seu redentor. Este texto representa uma das revelações do AT sobre Deus como redentor do ser humano, uma verdade profunda que foi plenamente revelada na pessoa e na missão de Jesus Cristo (CBASD, vol. 3, p. 616, 617).

Por fim. O significado é que, por mais tempo que Jó tivesse de sofrer, por mais prolongadas que fossem suas calamidades, ele tinha a máxima confiança no fato de que Deus finalmente o vindicaria. As palavras dos v. 25 e 26 indicam que a vindicação divina ocorreria quando Deus se levantasse sobre a terra e quando Jó visse a Deus. Este é um vislumbre inequívoco da ressurreição (CBASD, vol. 3, p. 617).

29 O Vindicador de Jó será também juiz dos seus falsos acusadores (Bíblia Shedd).



JÓ 19 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
15 de julho de 2026, 0:30
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JÓ 19 – Através das palavras gravadas, as verdades eternas não são apagadas. Os testemunhos relatados, dos fieis servos de Deus, são bênçãos para nossa compreensão e motivação em forma de legados. Por isso, temos o livro de Jó!

Na verdade, este livro foi um anseio de Jó quando submergia no oceano das críticas dos amigos e dos ataques do Inimigo de Deus (Jó 19:23-24).

Em Jó 19, nota-se que a esperança exerce função primordial no sofrimento. Sem ela, o lamento de Jó não teria fim. A esperança o ergueu do fundo do mais profundo poço. Mesmo sem ver qualquer saída ou solução, sendo atacado pelas picadas venenosas das serpentes farisaicas que se gabavam de santidade, Jó conseguiu através da fé colocar-se em pé sobre a esperança provida por Deus (Jó 19:25-27).

Os supostos crentes piedosos Elifaz, Bildade e Zofar exaltavam-se acima de Jó, e o atacavam usando sua própria humilhação (Jó 19:5). Mais do que as circunstâncias adversas e ameaçadoras, Jó era esmagado pelas “intenções de ajudar” de seus supostos “amigos” (Jó 19:1-22). Um dos mais elevados enganos que o pecado pode levar os crentes é o de ser culpados de pecados dos quais estão inconscientes. Tanto é que, no final do capítulo, Jó precisou “jogar duro” com seus amigos. Veja:

“Se vocês disserem:
‘Vejamos como vamos persegui-lo,
pois a raiz do problema está nele’,
melhor será que temam a espada,
porquanto por meio dela
a ira trará castigo a vocês,
e então vocês saberão
que há julgamento”.

Sempre há aqueles que se levantam para defender suas teorias como certas, enfrentando tudo e todos, discordando de gente que estudou mais que eles, que conhece mais que eles; suas teimosias preservam suas tolas heresias.

Desta forma, os especialistas e doutores são descartados por leigos a fim de endeusarem suas ideias erradas. Mesmo provando o contrário, o orgulho não as deixa se renderem. Com atitude petulante, tais pessoas demonstram que não têm intenso respeito nem temor por Deus. Neste caso, precisam de palavras fortes como as de Jó no final do capítulo de seu livro.

A Bíblia é um livro que visa abrir nossos olhos quando somos inflexíveis como os amigos de Jó. Deus a preservou para indicar-nos a direção certa da verdadeira religião. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 18 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
14 de julho de 2026, 1:30
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Texto bíblico: JÓ 18 – Primeiro leia a Bíblia

COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

COM. PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 18 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
14 de julho de 2026, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 18

Neste capítulo, Bildade argumenta com Jó. De acordo com o raciocínio de Bildade, se alguém está sofrendo neste mundo, é por causa do pecado de sua parte.

Todos os homens recebem sua justa recompensa nesta vida? Nem todos os homens recebem seu justo julgamento nesta vida. Somos advertidos como crentes a tomar cuidado para não invejar os ímpios. Para todas as aparências externas, os ímpios estão florescendo. Portanto, eles devem ser imitados. Certamente que não, dizem os mensageiros de Deus.

Neste capítulo, Bildade faz acusações a Jó. Esse suposto amigo critica Jó porque, afinal de contas, deve ter havido algo que Jó fez para merecer esse castigo.

Na realidade, Deus ainda pode ser justo, nós podemos ser inocentes e ainda assim, nossa vida nesta terra pode ser cheia de sofrimento. Nem todos os homens recebem sua justa recompensa nesta vida. Alguns sofrem ao longo desta vida, mas são recompensados no reino eterno de Cristo. Outros têm abundância de coisas materiais nesta vida, mas não são admitidos no reino celestial. As riquezas em si não são o problema.

No dia da vinda de Cristo, será visto quão pouco importa o que está em nossa conta bancária. Apenas uma coisa importará naquele dia: o caráter. Jó tinha esse caráter. Jó continuou confiando em Deus em meio a suas dificuldades. Façamos todos o mesmo.

Chris Hufnagel
Pastor, igrejas IASD de Brunswick/Camden, Divisão Georgia-Cumberland, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/18
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Pr  Jobson Santos/Luis Uehara



JÓ 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
14 de julho de 2026, 0:50
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620 palavras

O segundo discurso de Bildade. Começando por censurar a Jó, descreve graficamente os terrores e a ruína que estão reservadas para os perversos, inclusive Jó, que quer mudar a ordem do mundo (Bíblia Shedd).

Bildade pensava que sabia como o universo funcionava e ele via Jó como uma ilustração da consequência do pecado. Bildade rejeitou o lado de Jó da história porque não se ajustava ao seu modo de ver a vida. É fácil condenar Bildade porque seus erros são óbvios; infelizmente, contudo, agimos da mesma maneira quando nossas ideias são ameaçadas. Life Application Study Bible Kingsway.

respondeu Bildade. Grandemente irritado pelo fato de Jó tratar o conselho de seus amigos com tanto desprezo, Bildade não consegue mais conter suas emoções. Ele amontoa observações desdenhosas sobre Jó e tenta aterrorizá-lo para que siga o conselho dado por eles. Ele traça o quadro mais terrível de todos já apresentados sobre o fim dos ímpios, e insinua que Jó pode esperar algo até pior se não mudar seus caminhos. Para Bildade, Jó se tornou um homem ímpio (v. 5, 21), uma personificação do mal (CBASD, vol. 3, p. 612).

considera. Isto é: “Observe, preste atenção e medite. Pense um pouco, em vez de falar; depois, calmamente e sem pressa, começaremos a responder ao que você disse (CBASD, vol. 3, p. 612).

aos teus olhos passamos por curtos de inteligência. A ideia geral parece ser que Jó não mostrara consideração pelos pontos de vista deles, como eles achavam que aqueles sábios conceitos mereciam (CBASD, vol. 3, p. 612).

a luz do perverso se apagará. As palavras aqui podem ser referir aos costumes da hospitalidade árabe, segundo os quais fogueiras eram mantidas acesas para benefício de estranhos e de hóspedes (CBASD, vol. 3, p. 612).

A luz se escurecerá. A luz, aqui, simboliza a prosperidade do morador da tenda; o estilo de Bildade é cheio de alusões e provérbios, e esta expressão é típica entre os árabes na hora da desgraça (Bíblia Shedd).

O apagar-se de uma lâmpada é, para os orientais, uma imagem de completa ruína. Uma luz acesa na casa e o fogo ardendo na lareira são símbolos de que a boa fortuna do proprietário está preservada. Quando esta se acaba, a luz se apaga (ver Jó 21:17) (CBASD, vol. 3, p. 612).

13 primogênito da morte. Parece que as doenças são descritas como filhas da morte, isto é, “filhas que causam morte”. Neste caso, o “primogênito da morte” seria uma doença de natureza particularmente grave. Provavelmente a referência seja a Jó e sua aflição (CBASD, vol. 3, p. 613).

14 rei dos horrores. A própria morte, cúmulo dos perigos alistados (Bíblia Shedd). Uma referência metafórica à morte (CBASD, vol. 3, p. 613). Vívida figura de linguagem que se refere à morte, personificada no v. 13. […] Isaías inverte essa figura de linguagem e visualiza o Senhor tragando a morte para sempre (Is 25.8; v. 1Co 15.54). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O “rei dos horrores” é uma figura de linguagem que se refere à morte. Bildade via a morte como uma grande devoradora (18:13), mas a Bíblia ensina que Deus tem o poder de devorar até a morte (Sl 49:15; Is 25:8, 1; ICo 15:54-56). Life Application Study Bible Kingsway.

15 enxofre. Símbolo de ter sido castigado por Deus, como Sodoma (Bíblia Shedd).

20 ocidente […] oriente. Lit “posterior” e “anterior”, podem ser gerações do passado e do futuro, os contemporâneos e sua posteridade (Bíblia Shedd).

21 tais são, na verdade. Bildade não apresenta algo novo na denúncia encontrada neste capítulo. Ele expressa com renovada veemência seu conceito de que as calamidades de Jó são resultado de seus pecados. Pode ser que a renovada fúria do ataque de Bildade se devesse, em parte, à frustração pelo fato de suas admoestações prévias terem sido desconsideradas. Talvez Bildade já tivesse esgotado sua lógica e agora tentasse usar a veemência para suprir essa falta (CBASD, vol. 3, p. 613).



JÓ 18 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
14 de julho de 2026, 0:30
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JÓ 18 – Quando você estuda um texto bíblico, é muito importante analisar toda a Bíblia como contexto. Sem esse exercício, pode-se cair facilmente em armadilhas do próprio diabo (Mateus 4:6). Como acontece a Bildade!

Leia com atenção o discurso dele, baseado na suposição de que o sofrimento é exclusivamente resultado direto de pecados pessoais.

Em Jó 18, Bildade chamou Jó de insensato/tolo, alegando estar colocando-se acima de Deus; classificou como ímpia a atitude de Jó. E falou da punição inevitável que o perverso recebe por seus pecados.

Enquanto Bildade acusa Jó de pecado e insinua que ele realmente era merecedor do sofrimento que estava enfrentando, o salmista diz que Deus está perto de quem tem o coração quebrantado e salva os de espírito contrito (Salmo 34:18).

Enquanto Bildade afirma veementemente que o sofrimento é resultado de um pecado pessoal, o apóstolo Paulo afirma que o sofrimento faz parte da experiência cristã (Filipenses 1:29).

Os justos passam por tribulações, e Deus precisa livrá-los delas; as aflições nem sempre são consequências diretas de algum erro cometido contra Deus; elas podem, ao contrário, resultar da fidelidade a Deus (Salmo 34:17; Apocalipse 2:10). João foi preso numa ilha de segurança máxima, lugar de prisioneiros de alta periculosidade justamente por pregar a Palavra divina (Apocalipse 1:9).

Os justos passam sim por muitas aflições, e precisam que Deus os livre de todas – devido a serem maiores que suas próprias habilidades de livrarem-se delas. O apóstolo Paulo escreveu algo positivo sobre as tribulações, que deixa horrorizados os simpatizantes de Bildade: “Nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou Seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu” (Romanos 5:3-5).

O apóstolo Pedro vai na jugular da teologia de Bildade ao declarar: “Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para prová-los, como se algo estranho estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a Sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria” (I Pedro 4:12-13).

Se Bildade tivesse usado corretamente a teologia, suas palavras teriam sido bálsamo ao coração de Jó. Interessante não?

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.