Este capítulo revela que os amigos de Jesus viram e creram. Só de olhar para dentro do túmulo vazio João “viu e creu” (v. 8, ARA). Maria “viu Jesus” (v. 14) e com seu coração ela se apegou a ele, mas não teve permissão para tocá-Lo (v. 17). Em seguida, ela relatou aos discípulos: “Vi o Senhor!” (v. 18).
Jesus apareceu aos discípulos com a saudação da paz e “lhes mostrou as mãos e o lado” (v.20), como prova de que Ele não era um fantasma ou fruto da imaginação deles, mas uma pessoa real. Eles “alegraram-se ao verem o Senhor” (v. 20). Mais uma vez Jesus lhes disse “Paz seja convosco”, e lhes relembrou a missão. Ele disse: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (v. 21). Tendo dito isso, soprou sobre eles o Espírito Santo. Como Tomé não estivera lá, eles lhe disseram: “Vimos o Senhor!” Mas ele disse: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei” (v. 25).
Uma semana depois, eles estavam noutra reunião de oração e Jesus mostrou-se novamente a eles com a mesma afirmação de consolação “Paz seja convosco!” (v. 26). Não é maravilhoso que Jesus venha estar conosco sempre que nos reunimos em Seu nome? Desta vez, Ele aparece em benefício de Tomé e lhe diz: “Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.” (v. 27). Tomé tem uma resposta surpreendente: “Senhor meu e Deus meu!” (v. 28). Por duas vezes ele utilizou o pronome “meu”, indicando uma fé viva e ardente. Ao dizer: “Senhor meu e Deus meu”, Tomé dá a Jesus o título mais elevado que pode vir de lábios humanos. Desde então, esta tem sido a afirmação cristológica central da igreja viva. O Senhor ressuscitado é Deus! Através das palavras proferidas por Tomé o Filho é honrado do mesmo modo que o Pai (João 5:23).
A fé verdadeira não se fundamenta em ver, cheirar ou tocar, mas na palavra de Deus! João foi ao sepulcro e creu antes de ter visto o Senhor ressuscitado. Nós também podemos acreditar no testemunho daqueles que viram e acreditaram e deste modo sermos abençoados (v. 29).
João decididamente compartilha a razão de ter escrito seu Evangelho: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (v. 31). Você consegue crer em Jesus mesmo sem ter presenciado pessoalmente a sua ressurreição?
Christopher Bullock
Comentário devocional:
Apenas seis dias antes da Páscoa, Jesus está de volta ao povoado de Lázaro e participa de um jantar em sua honra. Muitos judeus estavam em Betânia quando Lázaro havia morrido. E como Jerusalém ficava muito próxima, apenas 3 quilômetros de Betânia, amigos e muitos que tinham vindo pranteá-lo quando de sua morte vieram ver Lázaro vivo novamente.
Compare isso com o que acontece em seguida. Maria leva um frasco de perfume que valia o salário de um ano, derrama-o sobre os pés de Jesus e então começa a limpar os pés dele com os seus cabelos. Maria demonstra o seu amor como nenhuma outra pessoa. O salário de um ano, através daquele perfume, derramado sobre os pés de Jesus! Isso é adoração genuína! Judas Iscariotes critica o ato, porque ele quer uma parte do dinheiro para si mesmo. Adoração falsa e egoísmo!
Uma grande multidão de Judeus ouvira que Jesus estava lá e queria vê-Lo e a Lázaro. Ironicamente, os principais sacerdotes queriam matar também a Lázaro porque ele era um testemunho vivo de que Jesus era o Messias. Segundo pensavam, Jesus representava uma ameaça a segurança nacional dos judeus que se encontravam sob a lei romana.
Por um tempo, muitos judeus passaram a crer em Jesus. Eles até mesmo o receberam em Jerusalém, com ramos de palmeiras e “Hosanas” quando Jesus adentrou a cidade montado num jumentinho. Saudaram a Jesus como o Messias; afinal Suas bênçãos e curas deram prova disso. Ao agitarem ramos de palmeira era como se estivessem balançando a bandeira nacional à vista de seus opressores romanos.
Havia crença e descrença entre os judeus e seus líderes, mas alguns que acreditavam estavam com medo de exporem publicamente a sua fé em Jesus (João 12:42-43). Eles teriam sido bem mais corajosos se soubessem que no domingo seguinte Jesus haveria de ressuscitar!
E você? É um crente autêntico, ou falso? É um verdadeiro adorador, ou um falso adorador? É você um verdadeiro crente ou um crente com medo? Sejamos espiritualmente honestos a respeito de nossa fé.
Adoremos ao Pai como resultado daquilo que Jesus fez por nós! Pois “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores” (João 4:23, ARA)
Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/12/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: João 12
Comentário em áudio
Comentário devocional:
Nossa grande necessidade de Jesus deve ser o primeiro e principal foco de nossas vidas a cada dia. O recebimento da graça, paz e poder de Deus, no início do dia, nos ajudará a nos desviarmos dos ataques do maligno.
Jesus passou um tempo significativo com Deus bem no começo do dia, na leitura de hoje. Assim quando o difícil encontro com os escribas e fariseus aconteceu, Ele estava preparado. Começar o dia em comunhão com Deus é um belo exemplo a seguirmos.
Apesar de não ter sido relatado nos outros três manuscritos gregos dos Evangelhos – apenas no manuscrito de João a narrativa da mulher apanhada em adultério e acusada pelos líderes da igreja é consistente com outras histórias do Novo Testamento. A lição para nós, hoje, é clara. O nosso trabalho, como crentes, não deve ser o de acusar as pessoas e apontar os erros delas – especialmente porque Jesus conhece os pontos fracos de nossa própria vida. Em vez disso, temos que encaminhar as pessoas a Jesus, que tem o poder de perdoá-las e mantê-las longe do pecado. Afinal, a razão pela qual Jesus veio ao mundo foi “para buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19:10).
Ellen White expressa bem o significado daquele momento: “No reerguimento dessa alma caída, Jesus realizou um milagre maior do que na cura da mais terrível doença; curou a doença espiritual que produz morte eterna. Esta arrependida mulher tornou-se um de Seus mais firmes seguidores. Com abnegado amor e devoção, mostrou seu reconhecimento pela perdoadora misericórdia de Jesus. Para essa desviada mulher não tinha o mundo senão desprezo e zombaria; mas Aquele que é sem pecado compadeceu-Se de sua fraqueza, e estendeu-lhe ajudadora mão. Enquanto os fariseus hipócritas acusavam, Jesus mandou-lhe: ‘Vai-te e não peques mais.’ [João 8:11]” (A Ciência do Bom Viver, p. 50).
Ao nos esforçamos para fazer a vontade de Deus, seremos mal interpretados e acusados – como Jesus o foi – de heresia e até de estarmos endemoniados. Não obstante, devemos continuar encorajando as pessoas a irem a Jesus, que é a Verdade, pois Ele irá libertá-las.
Fique perto de Jesus hoje.
Willie Oliver
Diretor dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/8/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: João 8
Comentário em áudio
Filed under: Evangelho | Tags: discípulos, Jesus, Palavra de Deus, parábolas
Comentário devocional:
Lucas 8 inicia falando das mulheres que acompanharam Jesus e seus doze discípulos em Sua turnê evangelística pela Galileia. Em gratidão por terem sido curadas “de espíritos malignos e doenças” (Lucas 8:2, NVI), elas passaram a cuidar das necessidades de seu Senhor e Mestre. O ministério de Jesus tinha atraído pessoas de todos os níveis da sociedade, incluindo Joana, mulher de Cuza, o administrador da casa de Herodes, governador da Galileia. O trabalho dessas mulheres cuidando das necessidades físicas e financeiras de Jesus foi tão essencial como o trabalho dos doze discípulos. Que cura espiritual, mental, social ou física Jesus concedeu a você? Como você pode usar o seu tempo e bens para agradecê-Lo?
Lucas também compartilha conosco a Parábola do Semeador. Como toda parábola, esta também tinha uma verdade central, a de que os corações reagem de forma diferente à pregação do evangelho. Jesus queria enviar os seus discípulos “a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.” (Lucas 9:2). Antes porém, Jesus queria que eles entendessem que as pessoas responderiam de maneira diferente a pregação deles.
Ao ler a parábola do Semeador, peça a Deus que prepare o solo de sua mente e coração de forma que você possa ouvir e dar fruto (Lucas 8:15). Então, peça a Deus coragem e força para continuar compartilhando Sua Palavra, mesmo quando as pessoas não respondam da maneira que você gostaria. Embora os corações de muitas pessoas sejam difíceis, rochosos ou espinhosos, outros serão receptivos à Boa Nova que você está plantando.
No final da parábola Jesus exclamou: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!” (Lucas 8: 8). Jesus confirmou a importância tanto de ouvir a Palavra de Deus como de obedecê-la (Lucas 8:18). Quando sua mãe e seus irmãos não conseguiam chegar até Jesus por causa da multidão, Ele voltou a ressaltar a importância de ouvir e obedecer a Palavra de Deus: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam” (Lucas 8:21).
Lucas 8 termina com histórias que mostram como os ventos e as ondas (Lucas 8:22-25), os demônios (Lucas 8:26-39), a doença (Lucas 8:43-48) e até mesmo a morte (Lucas 8:40, 41, 49-56) obedecem a palavra de Jesus. Hoje, a palavra de Jesus ainda contém Seu poder curador. Conforme ouvimos e obedecemos à Sua Palavra, Jesus repreenderá os maus espíritos, as doenças que enfrentamos. E, se for necessário, restaurará também a nossa saúde mental.
Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 8
Comentário em áudio
Filed under: Evangelho | Tags: anjos, evangelho, nascimento de Jesus, paz
Anos antes de acontecer o primeiro vôo do ônibus espacial americano, visitei a sala de lançamentos no Centro Espacial Kennedy. Lá, um calendário de planejamento para a missão do ônibus espacial cobria uma parede inteira de uma grande sala de controle. Sob cada data listada na linha do tempo do calendário havia tarefas a serem completadas até aquela data. Uma fita vermelha pendurada mostrava onde estávamos na contagem regressiva para o lançamento do primeiro ônibus espacial.
Imagine um calendário de planejamento celestial pendurado diante do trono de Deus, listando todos os eventos que tinham que ocorrer por ocasião do nascimento de Jesus. Um item deve ter sido, “O imperador César Augusto deve proclamar um decreto ordenando que todos sejam registrados” (Lucas 2: 1). Deus cronometrou cada detalhe do censo promulgado por César para que José e Maria chegassem à Belém, a cidade de seus ancestrais, bem a tempo para o nascimento de Jesus: “Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito” (Lucas 1: 6,7, ARA).
Como um bom contador de histórias, Lucas não nos diz diretamente o significado do nascimento de Jesus, ele permite que um anjo do Senhor dê a um grupo de pastores a boa notícia: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:10, 11). De repente, como se eles não conseguissem ficar em silêncio por mais tempo, uma multidão de anjos aparece, dizendo: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem!” (Lucas 2:14).
Cada passagem da Bíblia contém alguma verdade sobre Deus, que é uma boa notícia para você e para mim. Esse é o significado mais básico da palavra Evangelho. O Evangelho é uma boa notícia sobre o que Deus fez, está fazendo ou vai fazer por nós. O relato de Lucas 2 é uma boa notícia para você e para mim hoje. O bebê nascido em Belém é o nosso Salvador, Cristo, o Senhor!
O nosso mundo do século 21 parece estar fora de controle. Mas Deus tem um calendário de planejamento para o “Segundo Advento” de Jesus que está sendo cumprido de forma tão precisa como como aconteceu com o cronograma para o primeiro Advento.
Cada promessa bíblica é uma boa notícia, pois nos fala sobre o que Deus vai realizar. O propósito do nascimento de Jesus, segundo a multidão de anjos, foi nos trazer a paz. Para experimentar a paz de Jesus, você precisa aceitar as palavras do anjo aos pastores como um convite pessoal para aceitar a Jesus como seu Salvador. Você já o aceitou como o seu salvador pessoal? Aproveite este momento para renovar a sua decisão de amá-lo e servi-lo!
Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul
Filed under: Evangelho | Tags: entrega, Jesus, perdão, ressurreição, vitória