Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 21, Comentado por Rosana Barros
11 de outubro de 2017, 0:30
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“Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: A espada, a espada está afiada e polida” (v. 9).


Os juízos de Deus nunca são derramados sem que antes as Suas misericórdias tenham sido incessantemente abundantes. De forma persistente e amorável, o SENHOR clama ao coração do homem para que se converta de seus maus caminhos e se arrependa de seus pecados. Não era diferente com o povo da promessa. Israel havia se rendido às transgressões das nações vizinhas e corrompido até o seu lugar de adoração. A rebelião era constante e a sensação de tranquilidade lhes promovia uma falsa paz que contrastava com a amargura de coração na vida do profeta (v.6).

As “novas” (v.7) que o profeta levou aos filhos de Israel foram recebidas com desprezo e gracejo diante da letargia que os envolvia. E enquanto Ezequiel profetizava: “A espada está… afiada para matança”, Israel dizia: “Alegremo-nos!” (v.9 e 10). Em tempo de gritos e gemidos (v.12), o povo se alegrava e se banqueteava. Isto não nos lembra outro episódio? Como a voz de Deus, o som que vinha das madeiras aparelhadas ecoavam no mundo antigo, bem como a voz do pregador que com vigor e alto clamor, bradava: “Arrependam-se todos, pois eis que Deus derramará o Seu juízo em forma de dilúvio sobre toda a terra!” (cf. 2Pe 2:5). Porém a resposta à mensagem de juízo de Noé era a zombaria do mundo antediluviano.

A mensagem de Deus através de Noé é a mensagem para o mundo, hoje. Aqueles que não dão crédito ao relato do dilúvio, esquecem que o próprio Jesus o confirmou e ainda o utilizou como um antítipo do tempo do fim: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem”. E continuou dizendo: “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E NÃO O PERCEBERAM, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, ASSIM SERÁ TAMBÉM A VINDA DO FILHO DO HOMEM” (Mt 24:37-39).

Enquanto Israel se alegrava em seu estado espiritualmente falido, a espada do SENHOR estava “afiada para matar” (v.15). Deus estava prestes a “realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (Is 28:21). Da mesma forma, amados, “haverá uma prova” (v.13), uma prova final que se aproxima e que revelará os verdadeiros adoradores que suspiram “de coração quebrantado e com amargura” (v.6) e que sentem que o “tempo do castigo final” (v.29) se apressa para o seu cumprimento. Tempo em que “será exaltado o humilde e abatido o soberbo” (v.26).

Não podemos ignorar os constantes apelos do Espírito Santo e o fato irrefutável de que é o SENHOR quem fala e não o homem (v.32). Meus queridos irmãos, nem eu e nem ninguém que faz parte deste projeto espiritual ganha nenhum benefício financeiro para que você receba estas mensagens. O Reavivados por Sua Palavra é um ministério voluntário e um ministério de amor. A nossa maior alegria é que você encontre prazer no estudo da Bíblia e na comunhão com Deus. E que, juntos, recebamos o preparo do Céu para o grande Dia do SENHOR. Portanto, não ignore as advertências das Escrituras, pois elas são tão valiosas quanto as palavras de conforto, e possuem, em sua essência, a máxima do evangelho de que “Deus é amor” (1Jo 4:8). Peça, agora, ao SENHOR a humildade para reconhecer isso e persevere em estudar a Sua Palavra, pois é ela que prepara e santifica o povo do advento (Jo 17:17).

Bom dia, santificados pela Palavra!

Desafio do dia: Renovados após uma linda jornada espiritual, é hora de colocarmos em prática. Compre, ou separe brinquedos usados em bom estado e doe para crianças em necessidade.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Ezequiel21
#RPSP

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EZEQUIEL 20, Comentado por Rosana Barros
10 de outubro de 2017, 0:30
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“Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o SENHOR que os santifica” (v. 12).


O maior Salmo e também o maior capítulo das Escrituras é dedicado a detalhar a expressão do caráter de Deus. Ali, encontramos, dentre outros termos, que os mandamentos do SENHOR são bons (Salmo 119:39), verdadeiros (Idem, v. 86), ilimitados (Idem, v. 96), “a própria verdade” (Idem, v. 142) e eternos (Idem, v. 160). Mediante tamanho conhecimento, entendemos porque Jesus foi o cumprimento exato e perfeito da lei que Ele mesmo sancionou com tinta que não se apaga (Fp 2:8).

Mas quando vamos ao texto de Êxodo 20, percebemos que há um mandamento específico sobre o qual Deus Se revela de um modo muito especial. De todos os mandamentos, o único que aparece no relato da criação, antes do pecado, é o quarto mandamento do Decálogo: “E abençoou Deus o sétimo dia e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn 2:3). O descanso sabático foi criado para o benefício do ser humano e difere dos sábados cerimoniais que tinham uma finalidade de apontar para o plano da redenção. Mas o sábado do sétimo dia “é o sábado do SENHOR” (Êx 20:10).

Ao contrário do que se pensa, o quarto mandamento não se trata de uma desculpa para o ócio, mas de um incentivo ao labor: “seis dias trabalharás” (Êx 20:9). O sábado é, portanto, um “carregador de baterias” e refrigério sagrado, onde Deus deseja ter um encontro especial com Seus filhos. Em um mundo secularizado e domesticado pelo sistema capitalista, parar enquanto todos correm requer e amor. Israel havia perdido esta relação íntima com o Criador ao andar “após os seus ídolos” (v. 16). Isto não nos deixa bem claro que o afastamento dos mandamentos do SENHOR tem tudo a ver com a diversidade dos “ídolos” modernos que o homem tem erguido no coração?

A primeira mensagem angélica possui três características que devem ser seriamente consideradas: é “um evangelho ETERNO”, mundial e que deve ser pregado “em grande voz”. Agora perceba a segunda parte da mensagem: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:6-7). É um chamado à adoração ao Criador. E qual é o único mandamento que aponta o SENHOR como o Criador? “Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou” (Êx 20:11). A profanação do sábado não é apenas uma quebra de mandamento, mas é a criatura declarando que não precisa do Criador. É o barro dando as costas ao Oleiro. O filho ignorando o Pai.

Israel havia quebrado a aliança do SENHOR, mas Ele não permitiria que o Seu nome fosse “profanado diante das nações” (v. 22). O sábado, além de um sinal de identificação, é uma revelação do Deus EU SOU (v. 20). Perante as demais nações, as bênçãos sabáticas deveriam ser uma evidência inquestionável de que Israel era governada pelo cetro do Eterno. No entanto, o povo que foi chamado para ser luz, dizia em seu coração: “Seremos como as nações, como as outras gerações da terra” (v. 32).

Biblicamente, podemos afirmar que o SENHOR não está com a maioria, mas com aqueles que O amam como Ele deseja ser amado. Foi por isso que Ele salvou Noé e sua casa, porque “Noé andava com Deus” (Gn 6:9). E este andar o levou a fazer “consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn 7:22). Certa vez, ouvi uma frase que me marcou e que revela uma grande verdade a respeito da observância dos dez mandamentos: “Se fossem dez sugestões, poderíamos nos sentir livres para honrar a Deus quando quiséssemos” (Filme “Como tudo começou“). Mas Ele mesmo escolheu este dia santo como um presente à humanidade. Dia este que foi cumprido por Jesus na vida, quando, no sábado, congregava nas sinagogas e fazia o bem (Lc 4:16; Mt 12:12), e na morte, quando repousou no sábado fazendo do memorial da criação também o memorial da redenção.

A guarda do sábado, bem como a observância dos mandamentos de Deus, nunca foi e nunca será a causa de nossa salvação, mas a consequência dela. O maior dos mandamentos está revelado na primeira tábua da lei divina “e o segundo, semelhante a este” (Mt 22:39), na segunda tábua. Você, de fato, ama a Deus? Então, saiba que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10). Não permita que o seu coração seja envolvido pelo grande mal das multidões dos últimos dias, em que “o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24:12), mas comungue da “perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Pois aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13). Eis o sinal de Deus sobre o Seu remanescente!

Bom dia, santos perseverantes!

Desafio do dia: Jornada espiritual “O Último Chamado de Deus“, 7° dia: Espero que esta jornada tenha sido o início de uma caminhada que não terá fim. Como Noé, escolha andar com Deus, todos os dias, e peça ao Espírito Santo que este seu andar cumpra o último chamado de Deus como uma testemunha do verdadeiro amor ao mundo. “Então, virá o fim” (Mt 24:14).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Ezequiel20
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EZEQUIEL 19, Comentado por Rosana Barros
9 de outubro de 2017, 0:30
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“E tu levanta uma lamentação sobre os príncipes de Israel” (v. 1).


Do hebraico “qinah”, lamentação significa “cântico fúnebre”. Era realmente lamentável a situação de uma nação que tinha tudo para ser a capital do mundo sendo destruída por seu próprio orgulho. O SENHOR usou de duas parábolas para se referir aos mesmos eventos, assim como Jesus usou várias parábolas para se referir ao Reino dos Céus. A leoa e a videira, ambas, representam Jerusalém ou todo o Israel. “Um dos seus filhotinhos” (v.3) representa o rei Jeoacaz, e “outro dos seus filhotes”, Joaquim (v.5).

Sob a opressão de Faraó-Neco, Joacaz foi levado cativo para o Egito e lá morreu (2Rs 23:34). Joaquim foi preso por Nabucodonosor que, por sua vez, constituiu a Zedequias como novo rei (2Rs 24:17). A sucessão de invasões e capturas redundaria em uma nação completamente diferente do plano original do SENHOR e fracionada em territórios gentílicos.

A árvore que deveria ter dado muito fruto para a eternidade, “foi arrancada” (v.12), furtivamente, do solo fértil e deitou raízes “numa terra seca e sedenta” (v.13) e “secou-lhe o fruto” (v.12). Estavam simplesmente colhendo os resultados da negativa às palavras do SENHOR. Israel havia perdido a sua identidade como povo do Deus verdadeiro.

No Salmo inaugural, o salmista descreve a diferença entre os justos e os ímpios. E novamente a figura da árvore é utilizada como referência: “Ele [justo] é como árvore plantada junto a corrente de águas” (Salmo 1:3). Mas os “ímpios não são assim; são, porém, como a palha” (Idem, v. 4). A Bíblia toda deixa bem claro que sempre houve dois grupos de pessoas: ímpios e justos, trigo e joio, néscios e prudentes. Não à toa que o sábio Salomão dedicou quase treze capítulos de Provérbios para fazer esta distinção.

O desejo de Deus não é o de que fiquemos “servindo de lamentação” (v.14), mas que tenhamos fé firme de que a nossa identidade não é daqui, mas possuímos identidade superior a qual nos habilita a igualmente afirmar que a nossa cidadania não pertence a este mundo. Fomos todos criados para propósitos grandiosos que ultrapassam a nossa finita compreensão. E somos chamados para ser testemunhas de Jesus (At 1:8) e não Seus representantes genéricos. Ao contrário do rei Jeoacaz, que a expressão “as nações ouviram falar dele” (v.4) não seja para vergonha nossa. Temos “um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6).

Qual é a sua identidade neste grande conflito no qual estamos todos inseridos? Não há meio termo, amado. Diante de nós está o caminho da vida e o caminho da morte, a bênção e a maldição. Todas as vezes que Israel caiu em apostasia foi por dar as costas ao SENHOR, às Suas leis e aos Seus profetas. Porém, a fidelidade para com Deus produz fruto tão excelente que promove no justo um deleite nas coisas celestiais. O “seu prazer está na lei do SENHOR” e nela se deleita em meditar “de dia e de noite” (Salmo 1:2).

Continue sendo reavivado pelas Escrituras e por elas sendo motivado a seguir os passos do teu Salvador (1Pe 2:21).

Bom dia, testemunhas de Jesus!

Desafio do dia: Jornada espiritual “O Último Chamado de Deus“, 6° dia: Além de restaurar o altar da família, restaure também o altar da comunhão pessoal. Dedique a primeira hora do seu dia para ter um encontro particular com Deus e você perceberá que este sempre será o melhor momento de cada dia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Ezequiel19
#RPSP



EZEQUIEL 18, Comentado por Rosana Barros
8 de outubro de 2017, 0:30
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“Eis que todas as almas são Minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é Minha; a alma que pecar, essa morrerá” (v. 4).


As Escrituras nos mostram que o homem não tem uma alma, ele é uma alma: “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2:7). A alma, portanto, não é uma entidade que sai do corpo após a morte, mas a junção da matéria (corpo) + fôlego de vida (sopro de Deus). E o SENHOR deixa isto bem claro ao afirmar no texto de hoje: “a alma que pecar, essa morrerá”.

Todavia, o mérito da questão não está na alma, mas no destino dela. Reclamando de sua condição, como se Deus fosse injusto, o povo no exílio insinuava que estava recebendo por conta um salário que não lhe cabia. Porém, o SENHOR elenca, dos versos cinco ao nove (releia), a conduta de todo aquele que considera como sendo justo e conclui afirmando: “o tal justo, certamente, viverá, diz o SENHOR Deus” (v.9). E como prova disto, ao citar o nome de três de Seus justos no capítulo quatorze de Ezequiel, Ele incluiu o nome de um dos contemporâneos dos exilados: Daniel.

Levado cativo ainda jovem, Daniel recebeu privilégios que poderiam tê-lo desviado de pronto de sua fé. Longe dos pais, de sua nação e do templo, inserido no centro da corrupção da antiguidade, ele tinha “desculpas” suficientes para alegar a impossibilidade de permanecer fiel. Mas “resolveu Daniel, firmemente” (Dn 1:8), não se contaminar com as “finas iguarias” de Babilônia. A oferta do inimigo sempre vem com o disfarce encantado da ilusão, sob o manto do engano de seu primeiro discurso: “É certo que não morrereis” (Gn 3:4). Enquanto o SENHOR deixa bem claro que o fim do perverso é: “Não viverá” (v.13).

O SENHOR não tem prazer “na morte de ninguém” (v.32), antes, o Seu desejo é que o perverso “se converta dos seus maus caminhos e viva” (v.23). A culpa das iniquidades de um pai não recai sobre o filho e nem a do filho sobre o pai (v.20). Deus julgará “a cada um segundo os seus caminhos” (v.30) e o Seu maior desejo é o de salvar a todos. Por isso que o Seu convite de amor tem sido estendido até os nossos dias com o constante apelo: “Convertei-vos e vivei” (v.32)!

Não haverá desculpas para o pecado que não foi abandonado quando a glória do SENHOR se manifestar sobre as nuvens do céu. A vontade de Deus revelada através de Sua Palavra está à nossa disposição. E o que temos feito dela? Não se engane amado, perante Deus, perverso não é somente o homicida ou o ladrão, mas todo aquele que se desvia do ASSIM DIZ O SENHOR conscientemente.

Eis que diante de nós está o tempo de misericórdia antediluviano, e o SENHOR está convocando os “Noés” que farão entrar na arca suas famílias. Com a mesma fé e firmeza de Daniel, farão tremer todo o exército inimigo através de uma vida de oração. Então, como troféus diante do Universo, Deus os erguerá como “Jós” atuais que terão de enfrentar a grande fúria do maligno, mas que, com Cristo, sairão “vencendo para vencer” (Ap 6:2). O tríplice exemplo de fidelidade será visto no derradeiro grupo de justos que “certamente, viverá” (v.19) PARA SEMPRE!

Bom dia, justos do SENHOR!

Desafio do dia: Jornada espiritual “O Último Chamado de Deus“, 5° dia: Além de desviar seus olhos de coisas seculares, de erguer o altar da família em sua casa e de guardar a lei do SENHOR em seu coração, fortalecido pelo dia de oração e jejum, peça ao SENHOR o auxílio para dar início a uma reforma de saúde em sua vida e em sua casa e, como Daniel, decida firmemente perseverar neste propósito.

Acesse: www.novotempo.com/vidaesaude

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Ezequiel18
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EZEQUIEL 17, Comentado por Rosana Barros
7 de outubro de 2017, 0:30
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“Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Tão certo como Eu vivo, o Meu juramento que desprezou e a Minha aliança que violou, isto farei recair sobre a sua cabeça” (v. 19).


Após a primeira leva de cativos judeus para a Babilônia, Nabucodonosor estabeleceu a Zedequias como rei em Jerusalém (2Rs 24:17). Apesar da aliança feita entre eles, Zedequias “se rebelou contra o rei da Babilônia, enviando os seus mensageiros ao Egito” (v.15). Este era o significado da parábola ou enigma apresentado ao profeta.

Por algum motivo plausível, o SENHOR aprecia falar ao homem através de parábolas. Na verdade, por pelo menos dois motivos. Observe que a maioria das parábolas é representada através do uso das coisas criadas. Ou seja, a natureza está repleta de ricas lições espirituais e, em contemplá-la como uma segunda revelação do Criador, há grande sabedoria. O outro motivo é o de provar o ser humano com respeito à sensibilidade para discernir as coisas espirituais. Não foi sem razão que os discípulos questionaram a Jesus acerca disto: “Por que lhes falas por parábolas?” (Mt 13:10). E a resposta foi praticamente outro enigma: “Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem” (Mt 13:13).

Jesus não queria com isso confundir ainda mais os Seus discípulos, mas simplesmente repetiu as palavras que Ele, seu Pai e a pessoa do Espírito Santo proferiram a Seu profeta Isaías: “Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos” (Mt 13:15; Is 6:9-10; At 28:25-27; Jo 12:40-41). E encerrou dizendo: “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (Mt 13:16). O SENHOR não pode atuar em um coração que decide permanecer petrificado. Ele nunca vai desrespeitar o nosso livre arbítrio. A essência do Seu governo é o amor, jamais a tirania. Portanto, a única barreira que pode nos impedir de sermos beneficiados pela bem-aventurança é “o eu não consagrado” (Ellen G. White, The Review and Herald, 5 de Março de 1908).

É certo que é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm 2:4), mas só obtemos os resultados quando aceitamos a ação divina. Satanás tem trabalhado arduamente para garantir que o homem continue buscando a satisfação de seus próprios interesses e ignore por completo a aliança eterna que o SENHOR estabeleceu com a humanidade. Infelizmente, os apelos do Espírito Santo têm sido desprezados e os convites satânicos aceitos como entretenimentos inocentes quando, na verdade, são passaportes para a morte.

Deus não selou Seu compromisso conosco com um simples “aperto de mão” (v.18), mas com o sangue de Seu Unigênito (Jo 3:16). Foi a transgressão da lei do SENHOR que pendurou no madeiro o nosso Salvador. Se o “pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3:4) e “o salário da pecado é a morte” (Rm 6:23), a pergunta é: “Violará a aliança e escapará?” (v.15). Assim como um dia Deus fez nascer um renovo (v.22), enviando Jesus a este mundo, a segunda vinda de Cristo é certa e tudo tem apontado para a Sua brevidade. E todo aquele que insistir em fazer parte da terrível turba do mal dos últimos dias (2Tm 3:1-5), dividirá com o diabo e seus anjos o salário do pecado.

Quantas chacinas, crimes hediondos e cenas de destruição precisarão acontecer para que o homem entenda que o mundo está em contagem regressiva? Erguei-vos, homens e mulheres de Deus! Já é chegada a hora do sonido do Alto Clamor, “antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR” (Jl 2:31). “Buscai ao SENHOR e vivei… Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o SENHOR, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis” (Am 5:6 e 14). Porque “está perto o grande Dia do SENHOR; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf 1:14). Mas, “se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, NÃO TARDARÁ” (Hc 2:3).

Feliz sábado, povo da aliança!

Desafio do dia: Jornada espiritual “O Último Chamado de Deus“, 4° dia: Hoje, a Associação Geral da Igreja Adventista convoca todo o exército do Deus vivo a unir-se em um dia especial de jejum e oração “Lutando pelo Mundo”. Revestidos da armadura de Deus, cumpramos o que está escrito em Efésios 6:18: “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 16, Comentado por Rosana Barros
6 de outubro de 2017, 0:30
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“Portanto, ó meretriz, ouve a palavra do SENHOR” (v. 35).


Não, Deus não estava se referindo a Babilônia neste capítulo, e sim a menina dos Seus olhos: Jerusalém. Naquele tempo muitas meninas que nasciam eram abandonadas à própria sorte, mas Deus usou desta analogia para declarar o Seu amor pelo Seu povo desde o nascimento. Semelhante ao louvor poético do livro de Cantares, o SENHOR não economiza palavras de afeto para descrever a Sua noiva. Com ela, Ele firmou concerto adornando-a com o melhor de Seu reino e cobrindo-a com Sua glória (v.14). Eis que “era tempo de amores” (v.8).

Porém, como uma mulher cujo coração não pertence a seu marido, Jerusalém exaltou-se a si mesma como objeto de cobiça (v.15). A sua fama, ao invés de causar-lhe profunda gratidão por Aquele que a amou primeiro, tornou-se em arrogância e orgulho. Permitiu que o mesmo sentimento que despertou rebelião no Céu fosse aflorado no coração. E mediante a sua formosura, multiplicou a sua prostituição (v.26).

De forma pejorativa, e em linguagem forte, Jerusalém tornou-se um antro de práticas abomináveis, abrindo “as pernas a todo que passava” (v.25). As nações que antes a admiravam, passaram a vê-la como sua igual. Não havia mais diferença entre o povo de Deus e os ímpios, a ponto de sacrificarem seus próprios filhos (v.20) e o SENHOR exclamar: “Ai, ai de ti!” (v.23). A falsa adoração a despojou do título de “rainha” (v.13) para o de “meretriz descarada” (v.30). E sobre a sua cabeça recairiam os juízos de Deus segundo o seu procedimento (v.43). Comparada a Sodoma e a Samaria, Jerusalém praticou coisas piores do que aquelas aos olhos de Deus. A soberba e o egoísmo tornaram-na hostil para com as necessidades do próximo (v. 49 e 52).

No livro de Apocalipse também encontramos a descrição de uma “grande meretriz” (Ap 17:1). Esta sim, referindo-se a Babilônia. E assim como o provérbio citado em Ezequiel: “Tal mãe, tal filha” (v.44), encontramos algo semelhante na visão de João: “BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (Ap 17:5). A profecia nos revela que há um poder religioso apostatado cuja apostasia gerou filhas e práticas abomináveis perante o SENHOR. Apesar da degradação de Jerusalém, o seu meretrício cessaria e Deus a conduziria ao arrependimento (v.63). Porém, com relação à Babilônia atual, o chamado ao arrependimento é para todo aquele que dela aceita se retirar: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap 18:4).

Estamos vivendo em tempos difíceis e decisivos. Deus sempre teve e sempre terá um povo para chamar de Seu. A ruína que sobreveio à Jerusalém foi o resultado da maldade que ali governava. Esquecendo-se dos dias de sua mocidade (v.43), provou das consequências de seu fraco coração (v.30). Pela concupiscência dos olhos e da carne caiu em profunda crise espiritual, a ponto de adorar a Deus e aos ídolos ao mesmo tempo. Erguida foi a bandeira da insanidade e deposta a verdadeira Bandeira (Êx 17:15).

O urgente e derradeiro chamado de Deus ao Seu povo no tempo do fim não é diferente em seu objetivo. O SENHOR deseja estabelecer com o Seu Israel atual “uma aliança eterna” (v.60). As práticas abomináveis aos olhos do SENHOR, hoje, não diferem das que levaram Jerusalém à queda. Inseridos em um mundo onde a máxima é de que não há verdade absoluta, a humanidade pensa ter aberto um terceiro caminho, quando a Bíblia deixa bem claro que só existem dois (Dt 30:15; Mt 7:13-14). E nesta busca insaciável pelo prazer a qualquer custo, o homem ergue em seu fraco coração ídolos que jamais conseguirão preencher o espaço que só o Eterno é capaz de preencher (Ec 3:9).

Deus está chamando homens que, semelhante a Josué, assumam o seu sacerdócio do lar e declarem firme e corajosamente ao mundo: “se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais… Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15). Deus está chamando mulheres que não temam a pressão feminista e, como a “mulher virtuosa” (Pv 31:10), assumam a sua “missão de mãe” (1Tm 2:15) como uma sagrada e santa obra. Deus está chamando filhos que, à semelhança de José, honrem a seus pais e ao SENHOR a despeito das tentações que os assaltam (Gn 39:12) e da geração de zumbis que os rodeiam.

Eis o último chamado de Deus às famílias. Eis o cumprimento da profecia dada a Malaquias: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml 4:6). Estamos prestes a ver “outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Idem, 3:18). Não se engane! Não há uma terceira opção.

Bom dia, adoradores do SENHOR!

Desafio do dia: Jornada espiritual “O Último Chamado de Deus“, 3° dia: Nestes últimos dias, Deus tem um povo cuja missão é pregar “as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19:9). Mas esta missão deve começar em seu lar. Erga o altar da família em sua casa, realizando o culto familiar pela manhã e ao final do dia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Ezequiel16
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EZEQUIEL 15, Comentado por Rosana Barros
5 de outubro de 2017, 0:30
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“Filho do homem, porque mais é o sarmento de videira que qualquer outro, o sarmento que está entre as árvores do bosque?” (v.2).


Conforme o dicionário, o sarmento é o “rebento anual da vide e de outras plantas”. Em outras palavras, são os ramos da vide. Mas a linguagem profética se refere aos sarmentos ou ramos ladrões que precisam ser podados para o bom crescimento da videira. De acordo com especialistas, quanto mais próximo for o ramo da posição vertical, maior vigor ele terá. Mas os sarmentos inadequados para uma boa produção devem ser cortados ou se tornarão uma ameaça para toda a planta.

Diante desta análise, percebemos a situação dramática que envolvia os “habitantes de Jerusalém” (v.6). Deus os comparou a sarmentos que para mais nada serviam, a não ser para serem lançados ao fogo (v.4). Suas “graves transgressões” (v.8) tornaram-lhes ramos infrutíferos que ameaçavam a ruína completa do povo de Deus. A começar de seus líderes, Israel havia se desconectado da Fonte da vida.

No livro de João, também no capítulo quinze, Jesus afirma: “Eu sou a videira verdadeira, e Meu Pai é o agricultor” (Jo 15:1). Se você ler a respeito dos cuidados que se devem ter na viticultura, perceberá que o SENHOR não fugiu em nada do que é necessário para se obter uma boa colheita, pois que Ele mesmo estabeleceu as leis naturais. Ramos que não dão bons frutos são peso morto em uma videira e prejudicam aqueles que frutificam. A analogia utilizada pelo profeta e por Jesus é lógica e totalmente compreensível: o homem que dá as costas ao Seu Criador rejeita a vida.

Toda a criação revela o cuidado e a existência de um Deus que através dela Se manifesta: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm 1:20). Então, Deus Se utiliza da natureza para expressar em linguagem humana os Seus propósitos a fim de que possamos compreendê-los. A figura de linguagem utilizada por Jesus, portanto, nos habilita a entender o que Ele falou no sermão da montanha, que nem todo o que diz “Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt 7:21).

Israel já não sabia mais discernir o certo do errado. Já não mais fazia diferença entre o santo e o profano. E, como sarmentos secos, tanto os líderes como a maior parte do povo estavam prontos para a poda. Aquele que afirma ser cristão, mas, como um ramo seco, não produz o fruto do Espírito (Gl 5:22-23), é cortado pelo Agricultor para receber o salário inevitável (Rm 6:23). Tiveram o inigualável privilégio de estar na Videira (Jo 15:2), contudo, recusaram ser limpos por Sua Palavra e nela permanecer (Jo 15:3 e 5). E como podemos permanecer ligados à Videira verdadeira? Jesus mesmo nos ensina: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo 15:10).

Percebem que tudo está baseado no amor? A perfeita expressão do caráter divino é o amor. E é este amor que Ele nos convida a viver. Por isso que Ele virá buscar não um povo legalista, mas um remanescente que compreendeu o perfeito amor de Deus na observância dos Seus mandamentos. O grande Legislador deseja replicar o que um dia escreveu com o próprio dedo em tábuas de pedra (Êx 31:18), nas tábuas de carne do teu coração (2Co 3:3). Você não foi criado para aquecer a fornalha do castigo que foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41), mas “para a vida eterna” (Mt 25:46). Portanto, apegue-se à Videira, permita ser limpo por Sua Palavra e permaneça nela dando “muito fruto” (Jo 15:8).

Bom dia, ramos frutíferos da Videira verdadeira!

Desafio do dia: Jornada espiritual “O Último Chamado de Deus”, 2° dia: O Espírito Santo “não agirá para sempre no homem, pois este é carnal” (Gn 6:3). Hoje, peça ao SENHOR que mediante a ação do Espírito Santo lhe ajude a memorizar e a viver os Seus mandamentos (Êx 20:3-17).

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 14, comentado por Rosana Barros
4 de outubro de 2017, 0:30
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“Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvariam apenas a sua própria vida, diz o SENHOR Deus” (v. 14).


Ao ser avisado acerca da destruição de Sodoma e Gomorra, Abraão questionou o SENHOR acerca da possibilidade de haver justos naquelas cidades. Por amor a seu sobrinho Ló, ele iniciou o seu questionamento com um grupo de cinquenta justos até chegar ao pequeno grupo de dez, recebendo de Deus a promessa de que as cidades seriam poupadas do juízo caso ali habitassem ao menos dez justos. Qual não foi a sua surpresa, a destruição foi consumada e apenas Ló e suas duas filhas escaparam da morte (Gn 18 e 19). Com base neste relato e na misericórdia divina, o povo de Israel acreditava que Deus pouparia Jerusalém do juízo por amor aos justos que ali habitavam.

Porém, esta teoria foi lançada por terra diante da resposta do SENHOR ao profeta. Cegos espirituais, os líderes religiosos guiavam o povo segundo os ídolos que levantaram “dentro do seu coração” (v.3). Aparentemente, tinham uma vida religiosa exemplar, mas em seus corações erguiam altares abomináveis, e cultuavam seus ídolos em secreto. Porém, diante do Deus que tudo vê, foram apanhados “no seu próprio coração” (v.5). Confiavam que a comunhão e a fidelidade do remanescente os livraria de receber o castigo que lhes cabia.

Noé, Daniel e Jó são citados por Deus como Suas fiéis testemunhas. A vida destes três homens deixou um legado de confiança, abnegação e serviço. O trabalho de suas mãos e as palavras de seus lábios foram frutos diretos de um coração governado pelo SENHOR. A justiça que lhes regia não era proveniente de si mesmos, mas da poderosa destra de seu Legislador. Em seus corações não havia espaço para nada que pudesse ganhar mais atenção do que a adoração ao verdadeiro Deus. E ainda que estes servos do Altíssimo vivessem em Jerusalém naquela época, nem assim o SENHOR deixaria de derramar os Seus juízos. “Pela sua justiça salvariam apenas a sua própria vida” (v.20).

Amados, a integridade e a retidão que eram notórias na vida daqueles três homens não são hereditárias, mas podem ser inculcadas. O meio em que vivemos e o que contemplamos têm grande influência em nossas futuras escolhas, mas não definem o meu e o teu destino eterno. Ao afirmar a seguinte verdade a Samuel: “O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração” (1Sm 16:7), Deus deixou bem claro que Ele conhece os Seus e os que não são Seus. Ele sabe com quem pode contar e com quem não pode. Ele vê as intenções do coração humano ainda que estejam muito bem escondidas. Não adianta, em hipótese alguma, esconder maus sentimentos, malícias e pecados acariciados. Como diz o ditado popular, isso é dar um tiro no próprio pé. E porque não dizer: no próprio coração?

A repreensão dada pelo SENHOR ao Seu povo é seguida de um convite: “Convertei-vos, e apartai-vos dos vossos ídolos, e dai as costas a todas as vossas abominações” (v.6), que é seguido do objetivo: “Então, diz o SENHOR Deus: Eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (v.11). O juízo divino nunca foi e nunca será derramado sem propósito de salvação (v.23). Não podemos jamais confiar na espiritualidade de ninguém como garantia de que estamos seguros. Mas devemos permitir que Jesus assuma o controle de nossa embarcação e dEle receber a própria porção do maná do Céu. Porque no grande Dia do SENHOR, cada um responderá pela própria vida e não haverá desculpas para o ócio espiritual.

Os quatro ventos estão para ser soltos e as taças da ira de Deus, derramadas na Terra. (Ap 7:1; 16:1). “Mas eis que alguns restarão nela” (v.22) e seu caminho e seus feitos serão um último chamado de Deus antes que venha a grande assolação. Suas vidas darão testemunho da fidelidade à Palavra do SENHOR assim como Noé, Daniel e Jó. Como não poupou o mundo antigo, Deus não deixará de derramar sobre a Terra os Seus juízos. Contudo, como preservou aqueles Seus servos, cumprir-se-á na vida dos Seus restantes dos últimos dias a profecia dada ao salmista: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido” (Sl 91:7). Portanto, atendamos AGORA ao amável e urgente convite do SENHOR: “Convertei-vos“!

Bom dia, corações convertidos ao SENHOR!

Desafio do dia: Acompanhe-me, a partir de hoje, em uma jornada espiritual muito especial de sete dias, com o título: “O Último Chamado de Deus”. Jesus disse que os nossos olhos são a lâmpada do corpo (Mt 6:22). Durante estes sete dias faça uma limpeza visual, não assistindo e nem lendo nada que seja secular (A não ser por questões laborais).

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 13, Comentado por Rosana Barros
3 de outubro de 2017, 0:30
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“Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito sem nada ter visto!” (v.3).


O dom de profecia tem sido dado por Deus ao homem desde que o pecado o separou de Seu Criador. Mesmo não sendo chamado de profeta, o livro de Judas revela Enoque como sendo o primeiro a profetizar: “Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o SENHOR entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra Ele” (Jd 14 e 15). Vocês entendem que desde a geração de Adão foi revelado ao mundo, através da profecia, que Jesus há de vir para exercer um juízo final e definitivo?

Os pseudo profetas de Israel não diziam o ASSIM DIZ O SENHOR, mas exprimiam o que lhes vinha do coração (v.2). Fazendo um apanhado bíblico acerca do que provém do coração humano, encontramos a seguinte realidade: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr 17:9). “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15:19). Analisando este lixo, percebemos que o SENHOR foi bem misericordioso ao chamar o que eles falavam apenas de “visões mentirosas” (v.8) e “visões falsas” (v.9).

Não estamos diante de um livro qualquer. Você não acabou de examinar páginas de um periódico semanal, mas do “que sai da boca de Deus” (Mt 4:4) e que tem validade eterna (Is 40:8). Profetizar e afirmar que “o SENHOR disse” (v.6) quando Ele não disse é mergulhar de cabeça para a morte. A divulgação de mentiras em troca de popularidade e de ganhos pessoais têm levado multidões a acreditar em um dos maiores enganos de todos os tempos: “Paz, quando não há paz” (v.10).

Acesse os principais sites de notícias mundiais e você verá que eu não estou profetizando, mas afirmando o que está escrito: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt 24:10). A humanidade está destruindo a Terra e uns aos outros. O direito à vida já deixou de ser um direito e transformou-se em uma luta pela sobrevivência. Quer ouvir a verdade? Eis a verdade: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts 5:3).

As dores estão aumentando. “Haverá chuva de inundar” (v.11). Deus está para derramar a Sua tempestade de juízos sobre a Terra. E a quem você está dando ouvidos? Ao ASSIM DIZ O SENHOR ou ao assim diz o homem que o SENHOR disse? Quer saber se um profeta é verdadeiro? Prove-o segundo a Palavra de Deus: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20).

As chamadas “filhas do teu povo” (v.17) também estavam profetizando, ou melhor, praticando a feitiçaria, usando o nome de Deus para fins egoístas. O dom profético não é um dom exclusivo para os homens, já que a Bíblia mesmo faz menção de mulheres que foram usadas por Deus com este propósito, como: Míriam (Êx 15:20), Débora (Jz 4:4), Hulda (2Rs 22:14), as quatro filhas de Filipe (At 21:9). Portanto, Deus pode chamar homens e mulheres para este ministério de acordo com a necessidade dos santos. Pois “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv 29:18).

Em um momento de real necessidade, o SENHOR concedeu o dom profético a uma mulher que, humanamente desprovida de qualquer capacidade, foi erguida de forma sobrenatural para que as verdades que haviam sido lançadas por terra (Dn 8:12) pudessem novamente ser reveladas ao mundo. Sim, eu estou falando de Ellen G. White. Uma pessoa comum como você e eu, mas que escolheu morrer para o eu e viver para a glória de Deus. Ela não foi escolhida por ser especial, mas tornou-se especial por se deixar ser escolhida. Ao fazer menção de sua pessoa aqui não estou levantando a bandeira de uma denominação, mas a bandeira da Palavra de Deus. Pois não há como ler seus escritos (com profunda humildade) e não ser levado a amar a Bíblia.

Do mesmo modo com que a destruição virá aos mentirosos, virá também aos que rejeitaram a verdade. Os escritos da irmã White não provocam divisões, mas são para a edificação da igreja (1Co 14:4), para subir “às brechas” e fazer “muros para a casa” do Israel espiritual de Deus, “para que ela permaneça firme no Dia do SENHOR” (v.5). Foi com este objetivo que Deus a chamou e usou. As classes que têm se levantado a provocar divisões no corpo de Cristo têm cometido uma abominação ao SENHOR. Querem saber se os escritos de Ellen White procedem de Deus? Então, provai “se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo 4:1).

“Põe-te contra” (v.17) os falsos profetas, amado, mas cuidado, muito cuidado para não dar as costas ao verdadeiro! Deus já está realizando a obra de soltar “livres como aves as almas” (v.20) que foram presas por falsos ensinos. Elas farão parte do remanescente de Deus, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). E “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Ap 19:10). Quer continuar cego e surdo? Deus respeita a sua decisão. Mas quer ser liberto desta condição? Então, vá ler o que o SENHOR inspirou a Sua serva a escrever e você descobrirá que foi mais uma forma que Ele encontrou de lhe dizer: “Prepara-te, filho Meu, pois Eu logo voltarei!”

Bom dia, remanescentes de Cristo!

Desafio do dia: Instale em seu celular o aplicativo EGW Writings e leia o livro “Caminho a Cristo”.
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iOS: https://itunes.apple.com/br/app/egw-writings-2/id994076136?mt=8

Rosana Garcia Barros

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EZEQUIEL 12, Comentado por Rosana Barros
2 de outubro de 2017, 0:30
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“Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Não será retardada nenhuma das Minhas palavras; e a palavra que falei se cumprirá, diz o SENHOR Deus” (v. 28).


A situação de Ezequiel não era nada fácil. Ele morava “no meio da casa rebelde”, entre cegos e surdos espirituais (v.2). O SENHOR lhe chamou, primeiramente, para profetizar “à vista deles” (v.4). Numa espécie de encenação muda, o profeta não falaria nada, mas faria uma sequência de ações diante do povo. No outro dia, porém, o povo não deveria mais ver, mas ouvir as palavras do SENHOR através de Seu servo (v.10).

A vida de Ezequiel era um claro recado de Deus ao Seu povo. Apesar de toda rebeldia, o SENHOR não desistia de Israel: “Bem pode ser que o entendam, ainda que eles são casa rebelde” (v.3). Ao fechar as entradas da alma para o SENHOR, Israel tornou-se como folhas ao vento, lançadas em todas as direções. A profecia cumpriu-se à risca na vida de Zedequias (v.13; Jeremias 52:11) e o povo sofreu as consequências de suas obras.

Entendam amados, não há a bênção de Deus onde não há unidade de propósito. Lembram que Zedequias tinha acesso constante às palavras do SENHOR através de Jeremias? Mas do que adiantou, se ele não deu ouvidos a nenhuma delas? Da mesma forma, Ezequiel servia de sinal, de aviso, de alerta, de orientação… mas o povo escolheu fechar os olhos e os ouvidos. E o que estamos fazendo hoje diante das admoestações do SENHOR?

Percebam o anseio, o clamor de Deus para com os Seus filhos! Ele mostra o Seu amor aos cegos e fala sobre ele aos surdos! Pois só Ele pode romper as barreiras que para nós são intransponíveis. Ezequiel não foi apenas um sinal dos juízos vindouros, mas um “mostruário” das misericórdias e do amor de Deus. No entanto, o provérbio popular da época nos revela o que a maioria escolheu: “Prolongue-se o tempo, e não se cumpra a profecia” (v.22). Sabem qual é o engano central nesta afirmação? O desejo do homem em ser o dono da verdade. Por possuir o título de nação eleita, Israel tornou-se a “rainha da verdade”. Mas Deus a chamou de cega e de surda!

Não somos os donos da verdade! Aquele que é a Verdade (João 14:6) disse: “Os dias estão próximos e o cumprimento de toda profecia” (v.23), e prometeu: “voltarei” (João 14:3). Se não soubermos por experiência pessoal, na comunhão diária, que Jesus é o SENHOR, certamente descobriremos este fato incontestável no Dia de Seu retorno, quando já será tarde demais. Porque, qualquer um que tenha escolhido permanecer cego a vida inteira, não poderá fugir do que irá acontecer, quando “todo olho O verá” (Ap. 1:7).

Jesus não vai demorar “muitos dias”, amados. Nem tampouco o Seu retorno será em “tempos que estão mui longe” (v.27). É tempo de cantar, sonhar e viver que BREVE JESUS VOLTARÁ! Ele não retarda a Sua promessa, nossa teimosia é que a retarda, pois Ele espera com paciência por cada um de nós (2Pedro 3:9). E já não nos resta mais tempo a perder transportando bagagens que não nos edificam em nada espiritualmente. Mas precisamos, “pela manhã” (v.8) estar prontos para ouvir a voz de Deus.

O momento para termos um encontro real com Cristo, é agora! O momento para que as escamas caiam de nossos olhos, é agora! Porque, naquele grande Dia, as escamas não mais cairão para arrependimento, mas para juízo.

Bom dia, povo do advento!

Desafio do dia: Hoje, eleja algum lugar de sua casa como o seu Getsêmani e separe pelo menos três momentos do dia para estar ali em oração.

Rosana Garcia Barros

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