Reavivados por Sua Palavra


I JOÃO 2 – Comentário Pr Heber Toth Armí
14 de setembro de 2018, 0:45
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I JOÃO 2 – Quando há conflitos, brigas e divisões numa comunidade é preciso saber o jeito certo de resolver. Igrejas cristãs com crentes genuínos enfrentam problemas de relacionamento, o certo não é se afastar, mas resolver os problemas.

Conforme pontuou Merrill F. Unger, após João apontar o fundamento da comunhão (a encarnação e a vida eterna 1:1-4) e revelar as condições da comunhão (andar na luz e confessar os pecados 1:5-10), João continuar aprofundando o tema:

1. Cristo, o advogado e a comunhão:
• Cristo, atuando como advogado, mantém a comunhão voltada para Deus (v. 1);
• A eficácia de Cristo como advogado (v. 2).
2. Obediência e comunhão:
• A certeza de estar em comunhão: a obediência (vs. 3-5);
• O dever do crente que afirma estar em comunhão: Imitar a Cristo permanecendo nEle (v. 6).
3. O amor fraternal e a comunhão:
• Amor, a expressão da comunhão (vs. 7-8);
• O ódio, a negação da comunhão (vs. 9-11).
4. Maturidade espiritual e a comunhão:
• A família do Pai (v. 12);
• A comunhão e crescimento cristão (vs. 13-14).
5. O perigo da secularidade e a comunhão:
• Alerta sobre o perigo: “não ameis o mundo”; “nem o que nele há” (v. 15);
• A razão do alerta: O amor pelo mundo exclui o amor de Deus e, o mundo é passageiro e efêmero (vs. 15-17).
6. A lealdade à fé e a comunhão:
• Desvio doutrinário, o adversário da comunhão (vs. 18-21);
• A essência do desvio doutrinário: Negação da divindade de Jesus (vs. 22-23).
7. Permanência em Cristo e a comunhão:
• O apego à verdade (vs. 24-26);
• A confiança no Espírito Santo (vs. 27-29).

Pelas dificuldades existentes nas comunidades seria mais fácil não congregar com outros irmãos. Além dos problemas de relacionamento, quantas coisas nos distraem tais como choro de crianças, e cochichos, na hora do culto! Contudo, congregar é o melhor método para promover a maturidade, utilizado por Aquele que instituiu a igreja como comunidade.

A falta de comunhão revela imaturidade. Como aprender tolerância se todos fossem iguais? Como desenvolver atos de graça se todos fossem merecedores de nossas boas ações?

No capítulo estudado temos a receita para desenvolver a comunhão, apliquemos cada princípio a nossa vida e reavivemo-nos!

Combatamos a desunião! Lutemos para promover a comunhão entre os irmãos! – Heber Toth Armí



I JOÃO 2 – Comentado por Rosana Barros
14 de setembro de 2018, 0:30
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“Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (v.4).


O surgimento do pecado no coração de Lúcifer deu início ao pior conflito dos séculos. E a entrada do pecado no mundo, através de nossos primeiros pais, resultou em consequências terríveis e, na vida de muitos, irreversíveis. Faz parte da razão humana o poder de decisão. O Senhor nos criou e nos dotou da liberdade de escolha, contudo, como Deus de amor, estabeleceu um prazo de validade para o mal. O Criador, em Sua onisciência, já sabia que o homem pecaria, mas o Seu amor foi maior do que a nossa rebeldia. Mesmo antes da fundação do mundo, já havia a solução através do perfeito plano da salvação. A vitória de Cristo nos garantiu uma defesa incontestável e insuperável: “Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (v.1).

Todos os pecados do mundo, desde Adão até o último ser humano antes do segundo advento de Jesus, foram pagos na cruz (v.2). Esta é uma garantia irrevogável. Mas será que basta apenas acreditar nesta verdade? Israel esperava pelo Messias, e verdadeiramente acreditava na promessa. Porém, a falta de conhecimento do Pai os fez rejeitar o Filho, pois Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo 1:11). Jesus lidava com as pessoas ao Seu redor com um amor tão grande e, ao mesmo tempo, ensinava com uma autoridade e paciência, sem fazer acepção alguma, que foi visto como um rebelde e, não poucas vezes, como um blasfemo. Rejeitado, humilhado e desprezado, prosseguia em fazer a vontade do Pai independente das reações negativas de muitos. Pela falta de conhecimento do amor do Pai, o povo não reconheceu o amor do Filho e perdeu o sublime privilégio de conhecer a vida eterna. Pois “a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17:3).

Conhecer a Jesus está intimamente ligado à observância dos Seus mandamentos e ambos não podem ser separados. Aquele que diz que conhece a Deus e vive em desobediência “é mentiroso, e nele não está a verdade” (v.4). “Aquele, entretanto, que guarda a Sua Palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus” (v.5). Permanecer em Cristo deve nos levar a “andar assim como Ele andou” (v.6). As obra de Jesus manifestadas na vida através de um espírito manso e humilde (Mt 11:29), são as maiores evidências da atuação do Espírito Santo. Não se trata de algo forçado, mas naturalmente realizado por Deus através da entrega diária do eu. Transformação e aperfeiçoamento de caráter só acontece quando permitimos que o Espírito de Deus derrame em nosso coração a inscrição do perfeito amor (Rm 5:5). Um amor que inunda o nosso coração e nos faz amar até mesmo quem não merece, é a prova contundente de que o maior dos dons é sobrenatural e é divino.

Filhos, pais e jovens são chamados a viver o ministério de Jesus, o ministério do amor. Andar como Ele andou é prosseguir no caminho sobremodo luminoso. Ele não nos deu “mandamento novo” (v.7), e sim “novo mandamento” (v.8), ou seja, um mandamento que sempre existiu, mas que nEle foi engrandecido, aperfeiçoado. João chamou de cego espiritual aquele “que odeia a seu irmão” (v.11). E não adianta pagar “penitência” ocupando-se em atividades religiosas e filantrópicas enquanto o coração range de ódio e de inveja. Não há como amar a Deus e odiar aqueles que foram resgatados a alto preço. Como também não há como amar a Deus e amar o mundo e o que ele oferece (v.15-16). Paulo só percebeu sua cegueira espiritual quando sua visão física foi interrompida. Sinceramente errado, ele não percebia a sua incoerência até que a luz de Jesus lhe iluminou o coração.

E nós, possuindo “unção que vem do Santo” (v.20) e conhecendo que “já é a última hora” (v.18), só não seremos enganados por nosso próprio coração e pelos anticristos e mentirosos que saem “de nosso meio” (v.19), se, como o apóstolo dos gentios, permanecermos nas verdades que ouvimos “desde o princípio” (v.24). Permanecendo em Cristo até que Ele venha, não nos afastaremos “envergonhados na Sua vinda” (v.28), mas, nascidos dEle (v.29), receberemos a fiel “promessa que Ele mesmo nos fez, a vida eterna” (v.25).

Bom dia, filhinhos!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1João2 #RPSP

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I JOÃO 1 – Comentado por Rosana Barros
13 de setembro de 2018, 0:30
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“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (v.9).


De filho do trovão a discípulo do amor, João continua sendo um poderoso testemunho do poder transformador de Deus. Mais do que no evangelho segundo João e em Apocalipse, através de suas epístolas conseguimos enxergar a mudança realizada em sua vida, mesmo que ele não fale de si mesmo. Assim como no início de seu evangelho, o apóstolo amado descreveu a pessoa de Jesus como o “Verbo da vida” (v.1). Pelo que viu, ouviu, contemplou e apalpou, sua vida revela a autoridade de quem compreendeu o que significa ser uma testemunha de Cristo. Não foi só o privilégio de ter andado lado a lado com o Mestre o que o transformou, mas cada palavra que saía de Sua boca era para o inexperiente discípulo um renovado fôlego de vida.

O Verbo que Se fez carne e veio habitar entre pecadores (Jo 1:14) foi a mais comovente e constrangedora prova do grande amor de Deus pela humanidade. Quando João entendeu isso, e o plano salvífico que teve origem “desde o princípio” (v.1), com que profundo amor e reverência proferia: “Jesus, o Verbo da vida!”. A noção que dantes possuía do temor a Deus como sendo uma forma de aplicar o próprio senso de justiça aos semelhantes, como o foi quando, junto com seu irmão, sugeriu que Jesus fizesse descer fogo do Céu para destruir os samaritanos (Lc 9:54), foi completamente mudada quando, ao pé da cruz, viu o Seu Senhor em agonia, proferir as palavras mais carregadas de amor e de misericórdia que ele já ouviu: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).

Estas coisas que João escreveu, portanto, é como um manual de comunhão plena com Deus “para que a nossa alegria seja completa” (v.4), assim como o foi com ele. “Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma” (v.5). E a luz que emana da vida e da entrega de Jesus por seres humanos imerecedores, deve refletir em nossa vida e em nossa entrega pessoal como uma renovação diária e crescente, ou não passaremos de “admiráveis” mentirosos, cujo brilho tem prazo de validade. “Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (v.7). Aquele cujo espírito rude e vingativo havia desejado a morte dos samaritanos, revelou um trato amável e misericordioso quando as suas faculdades foram entregues ao transformador e restaurador poder do amor.

Amados, todos pecamos e não podemos dizer “que não temos pecado nenhum” (v.8). Por mais lindas e notórias que sejam as mudanças realizadas em nós através da atuação do Espírito Santo, ainda somos reféns da natureza humana, que é pecadora. Contudo, esse entendimento não pode e não deve ser uma desculpa para se viver pecando. Ser pecador é uma coisa, ser conivente com o pecado é outra completamente distinta. O Espírito trabalha em nosso coração e intercede por nós “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26), para que confessemos “os nossos pecados” diante de Deus, e a graça que advoga a nosso favor nos garante que “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (v.9). Continuemos sendo reavivados e transformados pela Palavra que nos leva ao conhecimento de Deus e de Cristo. Será esse conhecimento que nos levará à “vida eterna” (v.2).

Bom dia, purificados pelo sangue de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1João1 #RPSP

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II Pedro 3 – Comentário Pr Heber Toth Armí
12 de setembro de 2018, 0:45
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II Pedro 3 – Até na igreja verdadeira pode existir falsos mestres. Mas, foi para orientar-nos, que o Espírito Santo inseriu as páginas desta carta de Pedro em nossas Bíblias.

João Calvino percebeu a importância dos detalhes desta carta. Ele declarou: “A majestade do Espírito de Cristo manifesta-se em cada parte da epístola”.

O estímulo para adquirir o conhecimento verdadeiro e para obter discernimento diante de tantos embusteiros da fé são constantes. Observe as análises de J. Sidlow Baxter:

• O capítulo 1 trata do verdadeiro “conhecimento” em todo o seu decorrer (vs. 2-3, 5-8). Na primeira metade do capítulo (vs. 2-11), ficamos sabendo como as verdades deste conhecimento devem ser ampliadas. A segunda metade do capítulo (vs. 12-21) nos informa porque “estas coisas” devem ser sempre “lembradas”.

• O capítulo 2 concentra-se inteiramente nos falsos mestres que, infelizmente, deveriam surgir entre o rebanho do Senhor e causar grandes prejuízos.

• Finalmente, o capítulo 3, trata da suprema “promessa” (note como a “promessa” se repete) da volta do Senhor. O qual, baseando-me em Michael Green ofereço este esboço:

1. Reiteração do propósito da carta (3:1-2);

2. Os escárnios dos que zombam da segunda vinda de Jesus (3:3-4);

3. Pedro argumenta com base:

• Na história (3:5-7);

• Nas Escrituras Sagradas (3:8);

• No caráter de Deus (3:9);

• Na promessa de Cristo (3:10).

4. As implicações éticas da segunda vinda de Cristo (3:11-14);

5. Pedro cita Paulo como apoio aos seus argumentos teológicos (3:11-14);

6. Conclusão da carta (3:17-18).

O conhecimento bíblico…

• …é fundamental para não ser enredado em falsas teorias ou para não titubear frente aos ataques dos supostos intelectuais ou suposta ciência que intentam provar que “tudo continua como desde o princípio da criação” (v. 4).

• …orienta nossas perspectivas, atiça nossa mente e coração para expectativas reais prometidas por Deus no futuro próximo, além de nos alertar contra os escarnecedores que intentarão minar a fé dos cristãos no tempo do fim (vs. 5, 17).

• …nos dá a razão da aparente demora para a restauração do caos causado pelo diabo e seus anjos maus: Deus está sendo paciente, esperando nossa entrega total a Ele e a Seus planos salvíficos (v. 9).

• …nos garante que nossa esperança não será frustrada, mas completada (vs. 10-13).

Temos boas razões para reavivarmo-nos e reformarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí #ebiblico #rpsp #rbhw

Qual foi tua experiência com estas cartas de Pedro?



II PEDRO 3 – Comentado por Rosana Barros
12 de setembro de 2018, 0:30
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“Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (v.13).


Temos visto, pelo exame das Escrituras, que toda ela aponta para o reencontro do Criador com Sua criatura. A entrada do pecado no mundo causou uma ruptura que só a cruz pôde desfazer. Pedro encerrou sua última epístola destacando que em ambas as epístolas que escreveu, ele não apresentou um evangelho novo, mas procurou “despertar com lembranças” (v.1) a mente dos cristãos, a fim de que recordassem do que já estava escrito “pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos… apóstolos” (v.2). Ou seja, o Antigo e o Novo Testamento. Eis a nossa regra de fé e prática: “Toda a Escritura” (2Tm 3:16).

Por outro lado, outro ponto deveria ser levado “em conta”: “nos últimos dias”, surgiriam escarnecedores da genuína fé, que pela defesa de uma vida “segundo as próprias paixões” (v.3), pondo em dúvida a volta de Jesus, usariam a natureza como prova de que a sublime promessa não tem razão de ser. O apóstolo usou, então, o relato do dilúvio para contestar tal argumento. Assim como Deus enviou o dilúvio “sobre o mundo de ímpios” (2Pe 2:5), certamente cumprirá o seu derradeiro juízo, com fogo, na “destruição dos homens ímpios” (v.7). Contanto que muitos julguem demorado o retorno do nosso Senhor e Salvador, para Ele, “um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (v.8). Deus, portanto, não retarda “a Sua promessa, como alguns julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo” (v.9).

A longanimidade de Deus aguarda a nossa decisão. A demora, então, não é um atraso, mas um tempo de misericórdia. O desejo do Pai é de “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (v.9). Nada é tão precioso para o Criador do que a obra-prima de Sua criação! “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor” (v.10). Não no sentido de que será um evento silencioso, mas em que não sabemos nem o dia nem a hora em que ele ocorrerá. Pois Pedro continua dizendo: “… no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas… os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão” (v.10 e 12). Será o evento mais ruidoso e espetacular que este mundo jamais testemunhou!

Vivemos no tempo de não somente esperar, mas também de apressar “a vinda do Dia de Deus” (v.12). A nossa espera, na verdade, deve refletir o nosso anseio pelo Lar de justiça que o Senhor nos preparou. E o nosso empenho deve ser na direção de sermos “achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (v.14), tendo sempre em mente de que a paciência de Deus é sinônimo de salvação, e não de retardo. O reforço dado às cartas de Paulo aponta para outra grande lição: a firmeza nas verdades eternas. O cuidadoso estudo das Escrituras deve ser acompanhado de humildade e profundo desejo por ouvir a voz de Deus. A atuação do Espírito Santo apresenta, através da Palavra, o “conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v.18).

É a construção de um relacionamento íntimo com o Senhor da Palavra através da comunhão pessoal diária, que crescemos “na graça e no conhecimento” de Jesus (v.18). Que esta seja a nossa realidade hoje e sempre, até aquele grande Dia!

Bom dia, “os que vivem em santo procedimento e piedade” (v.11)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Pedro3 #RPSP

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II PEDRO 2 – Comentário Pr. Heber Toth Armí
11 de setembro de 2018, 0:45
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II PEDRO 2 – Após apresentar que “a vida cristã deve ser vivida no poder de Deus, não segundo este mundo mau” e, para isso, “à fé, os crentes devem acrescentar virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor (1.5-7)” e depois de dizer que cristãos “não devem ser ineficientes e infrutíferos, cegos e míopes, esquecidos de que já foram purificados do pecado (1.8-9)” (Leon Morris), Pedro lida com o tema: Falsos mestres.

Os falsos mestres são crentes hereges, desviados da fé bíblica, que intentam influenciar crentes com a religião espúria, mediante doutrinas forâneas às Escrituras. Eles estão por toda parte, como estiveram em todas as épocas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

Peter H. Davids sintetiza assim o capítulo em pauta: Condenação aos falsos mestres:

1. Introdução aos falsos mestres (vs. 1-3);
2. Argumentos para a condenação dos falsos mestres (vs. 4-22).

O estudo criterioso do capítulo desafia-nos a tomar sérios cuidados com aqueles que ensinam preceitos e conceitos que não nos fazem crescer piedosamente, que não nos aproximam de Cristo, ou nos fazem negar os efeitos do plano de salvação.

A grande motivação destes adulteradores das doutrinas bíblicas é a avidez por obter dinheiro, arrancando os recursos que Deus deu aos Seus filhinhos. Em outras palavras, os falsos mestres roubam bênçãos dos fieis utilizando palavras fingidas em histórias emocionantes. Eles blasfemam o caminho da verdade, pois muitos rejeitam o cristianismo verdadeiro por causa desses líderes espirituais fraudulentos.

Existem exemplos que ilustram os falsos mestres e o que está reservado no futuro para eles (vs. 4-22):

• Os anjos que se apostataram, e se tornaram demônios, serão condenados;
• Os habitantes nos dias de Noé que, por arrogância, não entraram na arca, foram destruídos;
• Os moradores de Sodoma e Gomorra foram consumidos pelo fogo para exemplo ao que vivem impiedosamente;
• Deus livra os piedosos como Ló, mas não pode salvar os perversos. Portanto, os indisciplinados, que seguem os desejos carnais, que são insolentes e arrogantes, receberão retribuição pela injustiça que causaram;
• A Bíblia geralmente não é tão apreciada pelo fato dela condenar a vida injusta do leitor, e descrever o destino de quem se apostata da fé, como Balaão.

Cuide-se para não trilhar pelo caminho dos falsos mestres!

“Senhor, livra-nos dos hereges e apóstatas” – Heber Toth Armí.



II PEDRO 2 – Comentado por Rosana Barros
11 de setembro de 2018, 0:30
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  1. “E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade” (v.2).

Da mesma forma que existem profetas verdadeiros, também existem os falsos profetas. A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que se passavam por homens inspirados por Deus quando, na verdade, não passavam de charlatães. O grande problema está em que esta falsidade tem o poder destrutivo de arrebanhar multidões. A primeira multidão ganha pela mentira foi a terça parte dos “anjos quando pecaram” (v.4), tornando-se o primeiro público-alvo de Satanás, “porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8:44). E após causar a primeira grande dor no coração de Deus, fez sangrar o coração do Criador ao macular a obra-prima de Sua criação. Desde então, falsas predições e falsos ensinamentos têm se alastrado mundo afora, inclusive, “no meio do povo” (v.1) de Deus.

Misericordiosamente, um tempo de graça foi estabelecido para os antediluvianos se arrependerem. Dia após dia e ano após ano, o “pregador da justiça” (v.5) alçava a voz acima das marteladas e, diante da gigantesca estrutura, declarava a verdade presente para o seu tempo. Certamente, Noé teve de lidar não só com a corrupção que predominava no mundo, mas também com pessoas “religiosas” que introduziram,  “dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor” (v.1), até que viesse “o dilúvio sobre o mundo de ímpios” (v.5). Apesar da Bíblia não fazer menção de algum chamado para Ló, as cidades de Sodoma e Gomorra não pereceram na ignorância. Um grande sonido fora dado, mas ignorando por completo a voz da Onipotência, foram reduzidos “a cinzas”, chegando “à ruína completa” (v.6).

Bem mais do que nestes dois relatos, e mesmo nos tempos dos profetas e de Cristo, fomos advertidos quanto à grande apostasia e engano que nos assaltariam em nossos dias: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24). E o maior perigo não está fora, mas dentro do cristianismo, através da sutil mistura da verdade com o erro. Diversas doutrinas têm surgido e com elas as “práticas libertinas” que acabam por infamar “o caminho da verdade” (v.2). Líderes religiosos, “movidos por avareza”, fazem da religião um comércio e “com palavras fictícias” (v.3) arrastam milhares de pessoas, enquanto transmitem a outras milhares a mensagem distorcida do evangelho.

A quem temos seguido? Homens que fazem da religião uma barganha com Deus, ou a pura e simples verdade das Escrituras? Estamos do lado da maioria ou dos restantes da descendência da última igreja de Cristo (Ap 12:17)? Deus não nos têm chamado como “almas inconstantes” (v.14), enganados por todo vento de doutrina, mas como Seu derradeiro exército de justos que marcham nas pegadas no nosso General, Cristo Jesus. Lembrem que apenas “Noé… e mais sete pessoas” (v.5) foram salvos do dilúvio. Apenas Ló foi considerado justo entre as multidões de Sodoma e Gomorra. Não é a maioria que determina a verdade. Ellen White faz uma advertência quanto a isso:

Tempos perigosos nos estão à frente. Todo o que possui o conhecimento da verdade deve despertar e colocar-se, corpo, alma e espírito, sob a disciplina de Deus. O inimigo está em nosso encalço. Precisamos estar bem despertos, em guarda contra ele. Precisamos revestir-nos de toda a armadura de Deus. Temos que seguir as instruções dadas por meio do Espírito de Profecia. Temos que amar a verdade para este tempo e a ela obedecer. Isto nos guardará de aceitar fortes enganos. Deus nos falou por Sua Palavra. Falou-nos pelos Testemunhos Para a Igreja, e pelos livros que têm ajudado a esclarecer o nosso dever presente bem como a posição que devemos ocupar agora. As advertências que têm sido dadas, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, devem ser tomadas a peito. Se as menosprezarmos, que desculpa poderemos apresentar?” (Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 275).

Amados, ter o sublime privilégio de conhecer “do Senhor e Salvador Jesus Cristo”, e voltar a revirar-se no lixo deste mundo torna o estado do homem “pior que o primeiro” (v.20). Temos buscado a Palavra de Deus e o conhecimento da verdade como o sedento busca por água e o faminto por pão? Eis que o Senhor está preparando o Seu povo de propriedade exclusiva que, como Noé, não teme cumprir a Sua vontade conforme está escrito. Deus não chama um povo que infama a outros, mas que procura viver, sob a graça de Jesus, o exemplo que Ele mesmo nos deixou. Oxalá façamos parte deste povo até o fim!

Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Pedro2 #RPSP

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II Pedro 1 – Comentário Pr Heber Toth Armí
10 de setembro de 2018, 0:45
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II PEDRO 1 – Reflita…

• Teus relacionamentos interpessoais evidenciam teu relacionamento com Deus, ou ausência de intimidade com Ele?

• Como podemos dizer que somos cristãos se não conhecemos nem refletimos a Cristo?

• Como podemos refletir a Cristo se não conhecemos suficientemente Sua Palavra?

• Como podemos viver os princípios do reino sem estudarmos todo o conselho de Deus?

• Como podemos alcançar o ideal que Cristo espera de nós se não ensinamos as pessoas por preceito e exemplo a guardarem todas as coisas?

Como nos faz falta estudar mais detidamente a Palavra de Deus! Nesta carta, observa Edouard Cothenet, “observa-se a importância dada ao ‘conhecimento’” (ver 1:3, 8; 2:20). Multidões desconhecem a Bíblia. Poucos cristãos estão realmente bem inteirados da teologia pregada por Pedro.

• Vamos estudar a Palavra?

Merril F. Unger enfatiza que “a palavra ‘conhecer’ e suas cognatas ocorrem treze vezes” nesta carta de três capítulos. Conhecer a verdade é a melhor forma de aprender a discernir o certo do errado. O primeiro capítulo tem princípios que valem a pena abrigar no coração:

• O conhecimento bíblico promove a graça e a paz de Jesus, a piedade e desperta a consciência nas promessas que tornam pecadores em participantes da natureza divina, transformando a conduta radicalmente (vs. 1-4);

• Como uma pirâmide, ao caráter do cristão são postos os atributos divinos quando o indivíduo utiliza todas as suas forças e habilidades para acrescentar cada tijolinho, cujo topo é o amor (vs. 5-7);

• O cristão íntegro não é ocioso nem infrutífero no pleno conhecimento de Jesus, pois possui todos os aspectos de uma vida cristã genuína; sem possuir todos os tijolinhos de um caráter cristão, a cegueira transforma ilusão em convicção, contaminação em purificação, libertinagem em liberdade e, perdição em salvação (vs. 8-11);

• A exortação é essencial para combater a enfermidade espiritual, a apatia religiosa e a negligência à prática da piedade. Os apelos são fundamentais para despertar os apáticos e mornos na fé a tal ponto de resultar num reavivamento e reforma completos (vs. 12-15);

• O conhecimento da Palavra de Deus, a interpretação correta das profecias, e, a submissão ao Espírito Santo, não podem faltar no desenvolvimento espiritual (vs. 16-21).

Sem conhecer genuinamente à Escritura Sagrada fica inviável aprender os princípios para obter uma vida realmente consagrada. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí



II PEDRO 1 – Comentado por Rosana Barros
10 de setembro de 2018, 0:30
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“Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (v.21).


Em sua segunda carta, o apóstolo Pedro já não mais se refere aos “forasteiros da Dispersão” (1Pe 1:1), mas aos que “obtiveram fé igualmente preciosa na justiça” (v.1) de Jesus Cristo, assim como ele e os demais conversos haviam obtido. A preciosa graça que os havia alcançado, certamente rasgaria as cortinas do tempo até atingir o coração da última geração de cristãos dos últimos dias. O que o pastor Pedro escreveu, certamente alcançaria as últimas ovelhas do rebanho do Senhor. Mesmo após a sua morte, sua voz não seria calada e, por meio destas cartas, tremendas advertências nos são dadas para que possamos crescer “no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (v.2); o conhecimento fundamental e indispensável para “todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm 4:8).

Conduzidos “à vida e à piedade, pelo conhecimento completo dAquele que nos chamou para a Sua própria glória e virtude” (v.3), os filhos de Deus têm recebido grande luz, e, à cada geração, apesar das trevas morais e espirituais que têm se multiplicado, Deus os têm suprido de sabedoria e entendimento. O conhecimento de Deus e do Seu Cristo através de uma vida de comunhão e de relacionamento diários, e a plena esperança nas Suas “preciosas e mui grandes promessas”, os estão tornando “coparticipantes da natureza divina” (v.4). Santo e sagrado privilégio! O ser humano é convidado a refletir o caráter de Cristo ainda aqui, através da diligente prática dos seguintes atributos, perfeitamente associados, nesta ordem:

  1. Fé;
  2. Virtude;
  3. Conhecimento;
  4. Domínio Próprio;
  5. Perseverança;
  6. Piedade;
  7. Fraternidade;
  8. Amor.

Através destas coisas, existindo em nós e em nós aumentando (v.8), o Espírito Santo  cuida de produzir e multiplicar o Seu sublime fruto. E Pedro enfatiza a importância de uma procura diligente quanto a “confirmar a [nossa] vocação e eleição” (v.10), o que lança por terra a teoria de “uma vez salvo, salvo para sempre”. Assim como o próprio Jesus cumpriu com diligência cada etapa de Seu ministério terrestre, perdendo a Sua vida para reconquistá-la ao terceiro dia, como Seus discípulos, somos chamados para morrer para as “paixões que há no mundo” (v.4) e vivermos segundo a eleição até que, por Sua graça, alcancemos o galardão naquele grande Dia. “Pois desta maneira é que [nos] será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v.11).

O pecado nos tornou naturalmente egoístas e, dentro deste contexto, nossas tendências estão sempre voltadas a atender as nossas próprias vontades e ambições. Abrimos mão dos benefícios da providência divina quando nos rebaixamos a atender aos caprichos de nosso enganoso e corrupto coração. Somente a constante entrega do humilde suplicante pode promover a transformação do coração e o crescimento tão necessário do conhecimento de Deus e de Cristo. Aquele que nos guia “a toda a verdade” (Jo 16:16), possui verdades de valor inestimável para o nosso tempo, mas nem todos estão dispostos a aceitá-las e vivenciá-las, como enfatizou Ellen White:

“Os que apresentam a verdade para este tempo não devem esperar ser recebidos com mais favor do que o foram os primeiros reformadores. A grande controvérsia entre a verdade e o erro, entre Cristo e Satanás, há de aumentar em intensidade até ao final da história deste mundo” (O Grande Conflito, p. 66).

A Bíblia não é um livro comum, nem tampouco um compêndio de “fábulas engenhosamente inventadas” (v.16). Toda ela aponta para o reencontro da criatura com o Seu Criador. “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve” (Rm 9:28). E assim como Pedro foi testemunha ocular na primeira vinda do nosso Salvador, nós o seremos em Sua segunda vinda. Busquemos, pois, com muito mais empenho, estar confirmados na verdade presente (v.12), pois, conforme “a palavra profética”, ela é como “uma candeia que brilha em lugar tenebroso”, e nos aponta o caminho para Casa. Lembrem-se: “Crede no Senhor, vosso Deus e estareis seguros; verde nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr. 20:20).

Bom dia, “coparticipantes da natureza divina” (v.4)!

Dica de leitura: Leia o capítulo “Nossa única salvaguarda”, do livro “O Grande Conflito”, de Ellen G. White.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Pedro1 #RPSP

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I PEDRO 5 – Comentário Pr Heber Toth Armí
9 de setembro de 2018, 0:45
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I PEDRO 5 – Precisamos conhecer e viver o evangelho para que seu poder tenha realmente importância em nossa existência.

“O evangelho é o poder de Deus que nos salva do castigo e do poder do pecado, da condenação e da contaminação”, observa William MacDonald. Ligado a isso, ele declara: “Conhecer Deus é vida eterna (João 17:3) e crescer no conhecimento de Deus é crescer em santidade. Quanto mais O conhecemos, mas nos tornamos semelhantes a Ele”.

• Teus atos revelam que você conhece mais a Deus ou mais ao diabo?

Além disso, o cristão que é apático aos chamados de Cristo está iludido com seu cristianismo pervertido. A teologia de Pedro apresenta cinco chamados; veja: Chamado…

• …das trevas do pecado para a maravilhosa luz de Jesus (I Pedro 2:2-9);

• …para seguir a Cristo em meio às dificuldades por viver a verdade (I Pedro 2:21-25);

• …para pagar o mal com bênçãos (I Pedro 3:9);

• …para a eterna glória de Deus Pai (I Pedro 5:10);

• …a refletir a glória e virtudes do caráter divino (II Pedro 1:3-7).

Tem indivíduos que ainda precisam aceitar estes chamados evangélicos para serem cristãos genuínos. Observe os pontos:

• Liderança eclesiástica: Cristo pastoreia Seu rebanho através dos líderes da Igreja (vs. 1-5);

• Membros da igreja: devem aprender a lidar com momentos difíceis, manterem-se firmes e confiantes em Deus (vs. 6-11);

• Conclusão da carta: despedida (vs. 12-14).

Pastores e anciãos são instituídos por Cristo para guiar Sua igreja no crescimento e amadurecimento na fé e na graça.

“Pedro refere-se também a este tema apresentando a Cristo como o supremo Pastor (vs. 5). Isso quer dizer que os presbíteros não possuem nenhuma autoridade, senão por delegação de Cristo, como representantes Seus, já que Ele é o único dono do rebanho. Quando Jesus transmitiu esse cargo a Pedro, disse-lhe de forma significativa: ‘Apascenta meus cordeirinhos, apascenta minhas ovelhas’ (João 21:15-17). Nem Pedro, nem os presbíteros devem esquecer que o rebanho não lhes pertence e que não podem impor às ovelhas suas próprias concepções” (Edouard Cothenet).

Como exemplo “a estratégia de Pedro para atingir seu objetivo [que é fortalecer seus leitores] reforça a identidade e a crença das igrejas para que eles possam continuar existindo como cristãos em um ambiente pagão e hostil” (Álvaro César Pestana).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí