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“Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (v.3).
Já no início, nos é mostrado o objetivo principal de Apocalipse: revelar Jesus Cristo. Não há suspense ou verdades encobertas, mas uma mensagem especialmente importante para o tempo do fim. Uma hierarquia é estabelecida: Deus deu a revelação a Jesus, Jesus a enviou “por intermédio do Seu anjo”, para notificar “ao Seu servo João” (v.1), que foi uma notável testemunha de Jesus Cristo, “quanto a tudo o que viu” (v.2). Então, uma promessa é estabelecida para com todos os “que leem e… que ouvem as palavras da profecia e guardam” o que nela está escrito (v.3). Apesar de se dirigir diretamente às sete igrejas da Ásia, veremos que estas sete igrejas representam sete fases na história do mundo até o retorno de Cristo.
Esta introdução nos revela detalhes muito importantes no plano da salvação. A Trindade Se apresenta já nos primeiros versículos: Pai, Filho (v.1) e Espírito Santo (v.4). Os “sete Espíritos” são uma referência à terceira pessoa da Trindade e podemos melhor compreender esta expressão quando lemos o que está escrito no livro do profeta Isaías: “Repousará sobre Ele [Cristo] o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11:2). Antes mesmo da fundação do mundo, o Deus Trino já havia estabelecido o resgate dos Seus filhos, resgate este que foi prometido aos nossos primeiros pais: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15). Já no Éden, Satanás teve decretada a sua derrota. Cristo viria e pagaria o preço dos nossos pecados, de uma vez por todas.
Estamos a poucos passos da gloriosa promessa do grande EU SOU: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (v.7). Desde então, como sacerdotes de Cristo (v.6), aguardamos a fiel promessa, assim como João a almejava. Imagino a saudade que João tinha de seu Mestre e com que profunda afeição recordava do tempo em que recostava a cabeça em Seu peito. Na ilha de Patmos, o solitário prisioneiro buscava em Cristo conforto, “no dia do Senhor” (v.10). Seus grilhões não o impediam de O adorar. Estando ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (v.9), foi surpreendido com “uma grande voz, como de trombeta” (v.10), ordenando que Ele escrevesse em livro tudo o que lhe seria mostrado e declarado.
Qual não foi a surpresa do fiel apóstolo, ali estava Jesus, não mais como o Homem de Nazaré, mas com o sublime aspecto de Sua glória celeste. A descrição verbal de João acerca de Jesus nos dá um vislumbre do que ele contemplou, uma cena tão acima de toda comparação que o fez cair “a Seus pés como morto” (v.17). A primeira mensagem que João recebeu não foi de um anjo, mas do próprio Cristo. O toque dAquele que um dia lavara seus empoeirados pés, é então sentido e a mesma voz que tanto ouvira e que abrandara o seu rude coração, foi outra vez ouvida. Despertado de seu desmaio e fortalecido pela destra de Deus, compreendeu que estava sob sua responsabilidade escrever o livro que revelaria à humanidade o perfeito cumprimento do plano da redenção.
Ao contrário do que muitos acreditam, Apocalipse não é um livro obscuro, e sim a “revelação de Jesus Cristo” (v.1), a carta de amor de Deus para todos os que creem em Cristo e amam a Sua vinda. Veremos que a própria Bíblia nos fornece o significado dos símbolos proféticos, a começar pelos “sete candeeiros de ouro” (v.12) e pelas “sete estrelas” (v.16), que significam, respectivamente, as sete igrejas da Ásia e “os anjos das sete igrejas” (v.20). Portanto, já no início, Jesus deixa bem claro que é uma mensagem que Ele mesmo deseja que a compreendamos. Esta primeira visão já nos remete à figura do santuário, mas não mais o santuário feito por mãos humanas, mas “do santuário e verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2).
Jesus nos convida, a partir de hoje, para entrarmos com Ele no Santuário Celeste e contemplarmos, pela fé, as cenas que nos mostram o perfeito cumprimento das promessas divinas. Você está disposto a aceitar este convite? Então, em espírito de oração, busquemos do alto sabedoria e coração puro para ler, ouvir e guardar tudo o que o Senhor nos deixou revelado.
Bom dia, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse1 #RPSP
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“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (v.3).
A mensagem deste livro parece um tipo de preparo para o que vem logo em seguida. Como um prólogo de Apocalipse, Judas revela verdades tão intimamente ligadas ao tempo do fim quanto as profecias apocalípticas. A finalidade do autor foi tão somente declarar o que o Espírito Santo o inspirou a escrever sobre a grande batalha espiritual desde tempos antigos e que muito em breve será definida. A diligente batalha pela fé precisa ser enfrentada sabendo que, de forma dissimulada, Satanás tem introduzido seus agentes para tentar desanimar e derrubar “aos chamados” (v.1), os que têm sido despertados para viver conforme toda a luz revelada para os últimos dias. E da mesma forma que, no passado, tanto anjos quanto homens selaram seu destino de eterna perdição, “homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus”, “desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação” (v.4).
Quando o inimigo minou o coração de terça parte dos anjos com sua iniquidade, que grande vazio foi deixado no Céu e no coração do Criador! Quão terrível e fatídico deve ter sido aquele dia! As hostes que outrora abrilhantavam as abóbadas celestes, foram expulsas das moradas santas, pois a corrupção que lhes manchara o caráter não poderia ter ligação alguma com o santo lugar, nem tampouco com a presença do Senhor que é “Santo, Santo, Santo” (Ap 4:8). Este mesmo conflito que teve início no Céu, após a entrada do pecado, foi transferido para a Terra. A humanidade passou a ser o novo alvo do inimigo, porém, de forma ainda mais específica, ele procura exercer toda sorte de maldades a fim de afligir e magoar os santos do Altíssimo. Foi assim com a primeira família humana, foi assim com Israel e o será até o fim quando ele lançar a sua última ira contra a igreja de Deus e “pelejar contra os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).
Deus tem um povo que tem perseverado em fazer a Sua vontade e rejeitado as coisas que há no mundo. Bem como há inserido no meio do Seu povo muitos que teimam em transformar a fé em uma vitrine do “eu acho”. Que tipo de adoração estamos oferecendo a Deus quando não estamos dispostos a aceitar e viver o claro e sonoro Assim diz o Senhor? Se a bela e apetitosa oferta de Caim, se as suas boas intenções, se a sua forma de adorar foram consideradas por Deus como indignas de aceitação, porque pensamos que podemos fazer o mesmo hoje diante de um Deus que não muda (Ml 3:6)? “Ai deles” (v.11), está escrito! Ai de nós, se seguirmos tamanha imprudência! Mas ainda que estejamos no caminho correto, isto não nos autoriza a difamar o nome de ninguém, mesmo que este esteja completamente errado. O fato de Miguel, que é Jesus, o Senhor dos Exércitos, não ter ousado “proferir juízo infamatório” contra o diabo; “pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (v.9), deveria ser para nós o grande exemplo de como podemos vencer nossas batalhas contra o mal: entregando tudo nas mãos do Deus Todo-Poderoso.
Toda a Terra tem manifestado que perto está o grande Dia do Senhor. E o Espírito Santo têm levantado os grandes reformadores atuais que, possuindo o mesmo brio de Lutero, estão a apregoar a fortes pancadas as teses da última verdade presente. Homens, mulheres, jovens e crianças que cheios da unção do Espírito, estão a revelar ao mundo não uma religião egocêntrica, mas “a religião pura e sem mácula” de Cristo (Tg 1:27). Creio que este exército de salvação já está sendo guardado e preparado para viver os últimos instantes deste mundo e, assim como Enoque, ser participante da graça de contemplar “o Senhor entre Suas santas miríades” (v.14) ainda em vida. Se esta era a esperança do apóstolo Paulo, porque não ser também a nossa? Devemos buscar viver cada dia com a intensidade de Jó: “Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:27).
“No último tempo”, amados, “haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões” (v.18). E não pensem que estes surgirão do meio cético, mas, principalmente, do nosso próprio meio. Irmãos que dantes aparentavam cortesia e amizade, se revelarão como “aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (v.16) e “são estes que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito” (v.19). “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (v.20-21). Tenhamos compaixão daqueles que ainda “estão na dúvida” (v.22), e sejamos veículos de salvação para livrá-los “do fogo”, detestando toda e qualquer aparência do mal (v.23).
Olhem para o alto, meus irmãos! Eis que a nossa redenção se aproxima! Clamemos com intenso fervor “Àquele que é poderoso para [nos] guardar de tropeços e para [nos] apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória” (v.24).
“Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (v.25).
Bom dia, “amados em Deus Pai e guardados por Jesus Cristo” (v.1)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Judas #RPSP
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III JOÃO – Já avançado em idade, sentindo o peso da experiência e calejado no lidar com diversas pessoas, o único apóstolo vivo dará uma aula de como aprender dos bons exemplos e como não seguir os maus elementos existentes dentro da igreja.
Abra a tua Bíblia e leia esta minúscula carta de João várias vezes, em diferentes versões. Depois, observe atentamente este esboço, realizado por Karen H. Jobes:
1. Receptor da carta e saudação (vs. 1-4):
• Receptor da carta;
• Um desejo de bem-estar;
• Base da confiança do ancião;
• Exortação implícita.
2. Razão para escrever (v. 4):
• Confirmação da hospitalidade de Gaio;
• Exortação a fazer o certo.
3. O problema com Diótrefes (vs. 9-11):
• Não recebe exortação do ancião;
• Publicamente faz observações depreciativas sobre o ancião;
• Não acolhe a cristãos recomendados pelo ancião;
• Proíbe aos membros da igreja local acolhê-los;
• Expulsa da igreja aos que acolhem os enviados pelo ancião;
• Exortação a fazer o que é certo.
4. Apresentação de Demétrio (v. 12):
• Todos os que o conhecem dão bom testemunho dele;
• Demétrio fica confirmado pela verdade em si mesma;
• O ancião recomenda pessoalmente a Demétrio;
• O ancião confirma a veracidade de seu conhecimento da verdade.
5. Fechamento (vs. 13-15):
• Há mais para dizer, si se produz ou quando acontecer a visita do ancião;
• Benção de paz em situação problemática;
• Intercâmbio de saudações.
Assim como Gaio, precisamos dos conselhos do velho apóstolo João. Relacionado à conduta de Diótrefes, temos este apelo: “Amigo, não tenha parte nessa maldade”. Além disso: “Sirva de exemplo”. Porque é fato: “Quem faz o bem faz o trabalho de Deus. Quem faz o mal falsifica o que é de Deus e nada sabe sobre Ele” (v. 11).
Existem líderes e membros na igreja como Diótrefes, autoritários e egoístas; ore por eles, mas jamais seja como eles. Há, também, pessoas amáveis, compassivas e bondosas – como Demétrio – as quais são dignas da amizade dos servos de Deus.
“Nas três personalidades mencionadas nesta carta, temos três modelos de comportamento cristão na igreja. Podemos escolher imitar qualquer um dos três, mas não devemos ter ilusão quanto a chegar a resultados diferentes dos demonstrados” (Jonathan Gallagher).
Se um apóstolo escrevesse uma carta inspirada ao novo pastor de tua congregação, o que ele escreveria sobre você? – Heber Toth Armí.
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“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (v.4).
Apesar de citar o nome do destinatário, a identidade de Gaio é desconhecida. Provavelmente, ele fosse membro de alguma igreja que estava passando por um momento de séria crise e que precisava de motivação e conforto. Acima de tudo, ou antes de tudo, João fez votos pela “prosperidade e saúde” de seu amado irmão, assim como obteve conhecimento de sua fidelidade espiritual (v.2-3). Gaio certamente foi alguém cujo testemunho e hospitalidade teve grande impacto em sua comunidade e que ajudou a fortalecer a fé de muitos.
João se enchia de alegria ao ouvir os bons testemunhos daqueles que conheceram a verdade por seu intermédio. Como um pai, nada lhe trazia maior alegria do que saber que seus filhos estavam andando na verdade (v.4). Ou seja, estavam avançando e perseverando no caminho eterno. Mas o cerne da questão aqui é a distinção entre o bom e o mau testemunho. Enquanto Gaio procedia fielmente tanto com judeus quanto com estrangeiros, agindo como um cooperador da verdade, Diótrefes, pelo contrário, agia movido pela ambição e pela inveja. Além de não praticar a hospitalidade, também impedia quem queria fazê-lo e, mesmo que João não deixe claro que tipo de posição Diótrefes ocupava, fica claro que ele tinha certa autoridade sobre a igreja.
Um terceiro nome, porém, é citado validando o seu bom testemunho: Demétrio. Sua identidade também é desconhecida, mas “até a própria verdade” (v.12) testificava de seu bom procedimento e o quanto sua vida cooperou para a pregação do evangelho. João não só confirmou a fidelidade de Gaio, mas também lhe deu quatro importantes orientações:
- Encaminhe os irmãos para que andem “por modo digno de Deus” (v.6);
- Acolha esses irmãos, tornando-se cooperador da verdade (v.8);
- “Não imites o que é mau” (v.11);
- Estabeleça boas amizades (v.12).
Fomos chamados para ser testemunhas de Jesus; para contar ao mundo o que vimos, ouvimos e experimentamos em nossa jornada cristã, sem fazer acepção de pessoas. Há uma igreja invisível lá fora que precisa conhecer a verdade que liberta da escravidão do pecado. E de que lado nós estamos hoje? Como “Gaios” e “Demétrios” atuais que procedem fielmente naquilo que praticam “para com os irmãos” e para com todos (v.5)? Ou como “Diótrefes” (v.9), preocupados com cargos e posições, enquanto, por nosso mau testemunho, expulsamos da igreja aqueles que Jesus comprou a tão alto preço (v.10)?
Amados, não imitemos “o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus” (v.11). Que como corpo de Cristo e Suas fiéis testemunhas, se cumpra em nós o propósito que o Senhor estabeleceu desde tempos antigos: “A sua posteridade será conhecida entre as nações, os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is 61:9).
Bom dia, fiéis testemunhas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #3João #RPSP
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II JOÃO – O discípulo amado pega pesado nesta segunda carta enviada à igreja no primeiro século. Quanto a seus ensinamentos, carecemos talvez mais deles agora que os crentes de outrora.
Sua mensagem deve ser proclamada atualmente tanto quanto foi a motivação de João alertar os crentes. As verdades contidas nos treze versículos devem ser diligentemente aplicadas no viver diário do cristão quanto foi a intenção do apóstolo ao escrevê-las.
Embora o mandamento do amor deve ser devidamente seguido, e realmente devemos amar uns aos outros, a prática do amor tem limites. “Quando o enganador procura os crentes, eles não devem abrir suas casas para ele nem lhe dar boas vindas. Mas essa proibição não contradiz a regra cristã primitiva de demonstrar hospitalidade a estranhos (Hebreus 13:1)”, nem mesmo, “João está falando do viajante que precisava de hospedagem por uma noite. Ele se refere ao mestre que tem a intenção de destruir a igreja de Jesus Cristo” (Simon J. Kistemaker).
Por isso, a síntese desta carta pode ser assim elaborada:
• Saudação à senhora igreja, noiva de Cristo (vs. 1-4);
• Recomendação de fé e amor, a essência de um relacionamento íntimo com o Senhor (vs. 5-6);
• Advertência contra enganadores, não vendedores de produtos falsos, mas charlatões que pervertem o evangelho e a natureza de Cristo (v. 7);
• Aviso aos crentes: Que cuidem de si mesmos em relação aos que manipulam a fé (v. 8-9);
• Ultimato quanto ao fato de tornar-se cúmplice apoiando hereges e inimigos disfarçados dos cristãos (vs. 10-11);
• O amor anseia falar mais do que escrever, pois o sentimento fica limitado quando expresso em palavras escritas; por isso, João encerrou logo sua redação e propôs visitar a igreja destinatária desta missiva (vs. 12-13).
O amor a Deus e a submissão a Cristo tornam-nos fieis a Seus ensinamentos. Por isso, esta cartinha “é um tesouro num pequeno frasco, que convida os leitores de todas as idades a viver o amor e a verdade de Jesus Cristo” (Bíblia Andrews).
A atitude certa para com enganadores nos levará a ter atitudes corretas em relação a Cristo e a Sua verdade; portanto, é muito importante estudar esta carta que visa alertar-nos quanto a essa realidade!
“Senhor, ajude-nos a andar na verdade, amar de verdade, e fugir da falsidade!” – Heber Toth Armí.
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“E o amor é este: que andemos segundo os Seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor” (v.6).
Diferente de livros cuja autoria é desconhecida, a segunda epístola de João traz um destinatário enigmático. Conforme a raiz da palavra “eklekte kyria“, que significa senhora escolhida ou senhora eleita, João tanto pode ter escrito para uma mulher e seus filhos, ou, seguindo a orientação profética quanto ao significado da palavra mulher, pode ter se dirigido a uma determinada igreja e seus membros. O fato é que o discípulo amado prosseguiu em transmitir o mesmo princípio que norteou sua primeira epístola: o amor. Estendendo o seu sentimento como sendo o mesmo de “todos os que conhecem a verdade” (v.1), ele clarificou o conceito intrínseco de amar: conhecer a verdade.
Todos os que são conhecedores da verdade e que nela permanecem são condutos do amor do Pai. Um dos sinais que apontam para a proximidade da volta de Cristo é justamente o desamor provocado pelo crescimento da iniquidade (Mt 24:12). O que nos leva a este raciocínio:
→ Se a falta de amor vem pelo aumento da iniquidade, e a iniquidade, ou o pecado, “é a transgressão da lei” (1Jo 3:4), logo, o amor advém do crescimento em obediência à verdade, através do Espírito Santo, “que Deus outorgou aos que Lhe obedecem” (At 5:32). Percebem?
Satanás diz: Não precisa obedecer, viva do seu jeito! (Isto produz morte: “porque o salário do pecado é a morte” Rm 6:23).
Deus diz: A obediência é fruto do genuíno amor, viva do Meu jeito! (Isto produz vida: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” Ap. 2:10).
Não se trata de salvação por obras, mas de sermos impulsionados a viver não mais conforme os nossos gostos e desejos egoístas, mas sob o constante governo do Espírito Santo. Não é o que eu faço, e sim o que Ele faz em mim, por mim e através de mim. Não se trata de um governo arbitrário, mas eleito pela entrega dos “que que andam na verdade” (v.4). O Senhor deseja restaurar em nossa vida o que no princípio foi estabelecido. E isto só acontece quando permitimos que o Espírito Santo nos guie “a toda a verdade” (Jo 16:16), “porque muitos enganadores têm saído pelo mundo afora” (v.7) e precisamos estar vigilantes para não perdermos “aquilo que temos realizado com esforço”, mas para recebermos “completo galardão” (v.8).
Devemos vigiar e orar para perseverar “em verdade e amor” (v.3). Mas o que exatamente é a verdade? A Bíblia nos apresenta as cinco colunas da verdade:
- Deus é a verdade: Jr. 10:10; 1Jo 5:20;
- Jesus é a verdade: Jo 14:6;
- O Espírito Santo é a verdade: 1Jo 5:6;
- A própria Bíblia é a verdade: Jo 17:17;
- A Lei de Deus é a verdade (principalmente, no que se refere aos dez mandamentos): Sl 119:142, 151, 152; Êx 20:3-17.
Ultrapassar “a doutrina de Cristo” (v.9) é estabelecer conceitos e ideias incompatíveis com o que Ele já nos revelou por meio de Sua Palavra. Notem que João disse basicamente assim, parafraseando: “Eu não estou escrevendo nada diferente, mas o mesmo mandamento que vocês já conhecem desde que se converteram: devemos nos amar uns aos outros. E o conceito desse amor é este: praticar os mandamentos de Deus. Portanto, amar ao próximo consiste em andar nesse amor” (v.5-6). Examinem os evangelhos e verifiquem se a vida de Jesus não foi o cumprimento perfeito da verdade e do amor. E a “todos os que conhecem a verdade” (v.1), Ele diz: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo 15:10).
O amor bíblico, amados, não se pode comparar com o amor barato que tem sido vendido nos púlpitos a preço da ingenuidade de muitos. O amor conforme as Escrituras é esclarecedor, é verdadeiro e nele não há confusão. Permita que este maravilhoso amor continue sendo derramado em seu coração pelo Espírito Santo (Rm 5:5). Que Ele te guie a toda a verdade e, nesta jornada rumo aos Céus, muito em breve, “conversaremos de viva voz” com o nosso amado Jesus, para que então, “a nossa alegria seja completa” (v.12).
Bom dia, “todos os que conhecem a verdade” (v.1)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2João #RPSP
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I JOÃO 5 – Fica claro nestes cinco capítulos que “não há nada mais importante na vida cristã do que o amor”; que contrasta com o amor de quem não tem Cristo, pois, “somente porque experimentamos o amor que vemos na cruz é que amamos da maneira que distingue o cristão” (Leon Morris).
Morris ainda destaca que “é impressionante que” as cartas de João, “que dão tanta ênfase ao amor, tenham mais referências aos mandamentos de Deus do que qualquer outro livro do Novo Testamento”.
Assim, já na introdução do capítulo, João atesta que, “o teste da verdade para saber se amamos ou não os filhos de Deus é este: amamos a Deus? Guardamos Seus mandamentos? A prova de que amamos a Deus está na guarda dos Seus mandamentos, e eles não parecem difíceis” (vs. 1-3).
Avance em teu estudo. O esboço de Merrill F. Unger auxilia a obter visão mais geral do capítulo em questão:
1. Fé e comunhão:
• A fé nos insere na comunhão (vs. 1-3);
• A fé traz a vitória (vs. 4-5).
2. Testemunho e comunhão:
• O testemunho a respeito do Filho (vs. 6-10);
• A crença no testemunho de Deus (vs. 11-12).
3. A oração e a comunhão:
• A importância da certeza (v. 13);
• O poder da oração (vs. 14-15).
4. A comunhão na oração e o cristão pecador:
• A oração e o problema do pecado grave (vs. 16-17);
• O pecado e seu remédio (vs. 18-20);
• Incumbência final (v. 21).
A fé que não está pautada no amor é insignificante, sem valor para Deus. A fé que não se submete aos mandamentos divinos é deficiente, falha e insuficiente para agradar a Deus, pois está desprovida de submissão ao Salvador. A prática do amor altruísta é o cumprimento da Lei de Deus (Romanos 13:8; Tiago 2:8).
Aquele que é cristão de verdade, ama genuinamente; quem ama de verdade, apreciará grandemente a comunhão com Deus e com os membros de Sua igreja. A fé não repele, ela aproxima e atrai!
A fé em Jesus concede vitória sobre o pecado e o mundanismo; ela dá garantia de vida eterna, certeza da resposta às orações, e transforma nosso coração. Nascer de Deus significa renunciar ao mundo radicalmente.
Após refletir nessas profundas verdades, resta-nos erguer e reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os Seus mandamentos” (v.2).
Estamos vivendo no limiar do grande conflito e, como última igreja de Cristo, somos chamados para fazer parte do Seu remanescente: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 14:12). “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (v.3). E “a vitória que vence o mundo” (v.4) é a nossa fé em Jesus, pois Ele mesmo venceu o mundo (Jo 16:33). O batismo de Jesus, representado pela água, e a Sua morte, representada pelo sangue, significam a confirmação da nova aliança entre Deus e Seu povo. Todo aquele que deseja seguir o exemplo do Mestre, e ser batizado seguindo a Sua ordem, encontrará resistência como Ele mesmo encontrou. E a menos que esteja munido da armadura de Deus (Ef 6:10), revelará uma fé frágil que sucumbirá à primeira prova.
Assim como “o Pai, a Palavra”, que é Cristo “e o Espírito Santo” são um (v.7), fomos chamados a sermos um com o Senhor e a termos o Seu testemunho na Terra. Gosto de pensar que “o Espírito, a água e o sangue” (v.8), representam as três atuações de Deus na vida do cristão:
- O sangue, quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas;
- A água, como o batismo, o lavar regenerador de Deus no coração e início da carreira cristã;
- O Espírito, que nos guia a toda a verdade, nos convence do pecado, da justiça e do juízo, levando-nos a uma vida de santificação em Cristo Jesus (Jo 16:8-13).
Estes três “são unânimes num só propósito” (v.8), o propósito de preparar um povo para reencontrar o Seu Deus. Todo aquele, pois, que nisto crê, “tem, em si, o testemunho” (v.10). “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Seu Filho” (v.11). Portanto, se temos o Filho, temos a vida; se, porém, não temos o Filho, não temos a vida (v.12). Quando o apóstolo Paulo declarou: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20), ele não declarou ter alcançado o estágio final da perfeição, mas a sua entrega, unida à constante obra do Espírito Santo, inculcavam em sua mente a fé firme na fiel promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). Por isso que ele denominou a batalha espiritual de “bom combate” (2Tm 4:7), porque todo aquele que é nascido de Deus e “não vive pecando”, tem como seu fiel guarda Jesus, o Senhor dos exércitos, “e o Maligno não lhe toca” (v.18).
A oração intercessora, neste grande conflito em que vivemos, terá um papel decisivo no limiar dos últimos dias. Quando um servo ou uma serva de Deus ergue suas súplicas altruístas e empenha-se diariamente a abençoar seus irmãos através de suas orações, sua própria vida recebe um novo fôlego, o Espírito Santo imprime em sua mente o verdadeiro senso de missão e derrama em seu coração o amor de Deus em generosas porções. Não podemos desistir daqueles que Cristo adquiriu com Seu sangue. O “pecado para morte” (v.16) é aquele em que o pecador se recusa a ouvir a voz de Deus e repele o Espírito Santo de sua vida. Aquele que sonda os corações e conhece as intenções nos chama a fazer parte de Seu grande exército, “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6:18).
Se “sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno” (v.19), tanto mais precisamos nos firmar nas verdades eternas e perseverar em ter uma vida de oração. Certamente, somos alvo das orações de alguém, ou de alguns, assim como podemos ser instrumentos de Deus para conduzir pessoas a Cristo por este ministério tão grandioso. O silêncio do suplicante diante dos homens é transformado pelo Espírito em “gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26) diante do trono de Deus. Façamos uso deste recurso tão grandioso em benefícios! Só a eternidade revelará o seu real alcance. Imitemos o sublime Exemplo: “Tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava” (Mc 1:35).
“Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (v.20).
Bom dia, exército de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1João5 #RPSP
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“Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (v.8).
O amor revelado em Jesus é a chave que abre o coração humano para compreender o amor com que Ele deseja que nos amemos uns aos outros. Confessar “que Jesus Cristo veio em carne” (v.2), possui um significado muito maior do que simplesmente professar nEle crer. Confessar o nome de Jesus envolve um compromisso de vida ou morte. E, na época em que João escreveu, a acentuada perseguição provava quem realmente era de Deus. Dar ouvidos a esta mensagem, portanto, não era apenas uma questão de aceitar o evangelho, mas de vivê-lo conforme as verdades reveladas. Decisão esta que exigia fé, coragem e abnegação da própria vida.
O maior dos dons, aumentado e aperfeiçoado na vida cristã, promove o sublime e indispensável conhecimento de Deus, o conhecimento que supera todos os demais e blinda a mente contra “o espírito do erro” (v.6). Podemos dizer que o amor é a fé em ação, como bem escreveu o apóstolo Paulo: “a fé que atua pelo amor” (Gl 5:6). Entretanto, este amor produzido pela fé em Cristo, é manifestado em nós através de um ato que antecedeu a nossa fé: “em haver Deus enviado o Seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dEle” (v.9). Ou seja, é um amor que não vem de nós; um amor que está além do nosso alcance produzir; um amor extravagante em graça; “é dom de Deus” (Ef 2:8).
E “se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (v.11). O fato de jamais termos visto a Deus e, ainda assim, declarar amá-Lo, só se torna uma verdade quando permitimos que o Espírito Santo derrame em nosso coração o amor de Deus e este amor seja revertido, por preceito e por exemplo, na vida de outros. Há no mundo um equivocado conceito de amor que acaba por confundir a muitos. Amor não se resume a gracejos e atitudes isoladas de simpatia. “Deus é amor” (v.16), e esta verdade, por si só, deveria despertar em nós um senso urgente de meditar na vida de Cristo e nela buscar a essência do evangelho.
Os profetas foram escolhidos pelo Senhor para transmitir as Suas palavras à humanidade. Jesus foi enviado à Terra como a própria Palavra, o Verbo que “Se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14). Mas Jesus não nos deixou órfãos, e “nisto conhecemos que permanecemos nEle, e Ele, em nós: em que nos deu do Seu Espírito” (v.13). Portanto, confessar “que Jesus é o Filho de Deus” (v.15) é ser Sua testemunha à todas as nações pelo poder do Espírito Santo. É o Espírito que aperfeiçoa o perfeito amor em nossos corações, “para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança” (v.17) e não medo, porque “o perfeito amor lança fora o medo” (v.18).
Resumindo, amados, “nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (v.19). Simples assim. O amor de Deus na vida promove o amor altruísta; amor que regenera, cura, perdoa e salva. Que pela comunhão diária, perseveremos em ser aperfeiçoados no amor pela oração e pelo estudo das Escrituras. Sejamos, pois, vasos de honra cheios e transbordantes do amor divino!
“Que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (v.21).
Feliz semana, nascidos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1João4 #RPSP
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“E aquele que guarda os Seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que Ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (v.24).
A paternidade de Deus para com a humanidade é algo tão grandioso e sublime, que não pode ser comparada com a paternidade terrena. O único amor que Ele mesmo usou como uma analogia, para fins de compreensão humana, foi o amor de mãe (Is 49:15). O amor de Deus, porém, é um amor incomparável e acima de nosso intelecto limitado. Só a eternidade explicará um amor que dá a própria vida para salvar pessoas que não merecem ser salvas. Ele nos chama de Seus filhos e a Sua graça e misericórdia nos estende o tempo de espera de um Pai que está pronto para correr em nossa direção e nos envolver com beijos e abraços (Lc 15:20). Este capítulo, portanto, se trata do mais lindo recado de amor de um Pai para Seus filhos.
“Amados, agora, somos filhos de Deus” (v.2), e como Seus filhos representamos os Seus interesses e somos herdeiros da fiel promessa. E, “quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é” (v.2). Crendo nesta esperança, somos purificados, “assim como Ele é puro” (v.3). Não faz parte, porém, da vida de um filho de Deus a prática do pecado, porque “aquele que permanece nEle não vive pecando; todo aquele que vive pecando não O viu, nem O conheceu” (v.6). Aqui nós entramos em um assunto extremamente delicado, que muitos não têm compreendido (ou feito questão de não compreender). João não afirmou que deixamos de ser pecadores, mas que não vivemos mais pecando. Gosto muito de um termo utilizado pelo teólogo Leandro Quadros, quando ele se refere a quem vive na prática do pecado: “pecadeiro”, que é diferente de ser pecador (intrínseco à natureza humana caída).
Diante da dificuldade do ser humano em fazer diferença entre o bem e o mal, o Senhor nos deixou Sua preciosa Palavra e os escritos do Espírito de Profecia, para que possamos compreender qual a largura, altura e profundidade da última “arca” da salvação. “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém” (v.7). Temos a verdade presente em mãos para aprender e praticar a justiça que vem de Deus. E o que temos feito com este tesouro celeste? Buscado do Senhor a unção do Espírito Santo para fazer a Sua vontade, ou ignorado tudo aquilo que vai de encontro à nossa própria vontade? Jesus não apenas Se manifestou para nos salvar, mas também “para destruir as obras do diabo” (v.8). E se o diabo veio “para roubar, matar e destruir” (Jo 10:10), todo aquele “que pratica o pecado procede do diabo” (v.8).
Aquele que possui “recursos deste mundo” e nega ajudar um irmão em necessidade, “como pode permanecer nele o amor de Deus?” (v.17). Aquele “que odeia a seu irmão é assassino” (v.15)! Amar “de fato e de verdade” (v.18) envolve uma boa consciência diante de Deus e diante dos homens. Ser da verdade não é deixar de errar, mas a constante busca por um coração em paz “diante de Deus” (v.21). E as nossas orações passam a ser atendidas “porque guardamos os Seus mandamentos e fazemos diante dEle o que Lhe é agradável” (v.22). Desta forma, permanecemos em Deus, e Deus, em nós, através da constante atuação do Espírito Santo em nossa vida. E a virtude inaugural de Seu maravilhoso fruto é o amor (Gl 5:22). “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (v.16).
A abordagem de João com relação a Caim é muito clara. Porque Caim matou Abel? “Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (v.12). A inveja despertou-lhe o ódio homicida, e este mesmo sentimento vil tem transformado a igreja de Deus no único exército que mata os seus próprios soldados. Até quando a longanimidade do Senhor terá de suportar este conflito “sangrento”? Os filhos de Deus “devem ser os mensageiros vivos para proclamar uma mensagem viva nestes últimos dias” (EGW, Igreja Remanescente, p 60). Precisamos odiar o pecado que há no mundo, não as pessoas que nele estão. Declarar a verdade é diferente de atacar usando a verdade. Percebem? Que ungidos pelo Espírito Santo, como filhos de Deus que somos, sejamos sal e luz do mundo, iluminados pelo amor do Pai!
Bom dia e feliz sábado, filhos do Pai celeste!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1João3 #RPSP
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