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“Na mesma noite, lhe apareceu o Senhor e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24).
Isaque estava prestes a passar por experiência semelhante a que seu pai havia passado. Em dias de fome, teve de buscar auxílio na terra dos filisteus. As terras do Egito, porém, certamente lhe eram uma possibilidade posterior. Mas o Senhor lhe apareceu, dando-lhe uma ordem expressa: “Não desças ao Egito. Fica na terra que Eu te disser” (v.2). A obediência de Abraão pôde ser vista em seu filho e, igualmente, a reprodução de suas ações precipitadas. Assim como Abraão mentiu a respeito de Sara, Isaque mentiu sobre o parentesco com Rebeca, “porque era formosa de aparência” (v.7).
Seu amor por sua amada esposa, contudo, não poderia ficar em secreto por muito tempo. “Abimeleque, rei dos filisteus, olhando da janela, viu que Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher” (v.8). Mais uma vez, a mentira foi descoberta e a misericórdia de Deus sobrepuja a falível natureza humana. Isaque “prosperou, ficou riquíssimo… de maneira que os filisteus lhe tinham inveja” (v.13, 14). E cada poço “que os servos de seu pai haviam cavado” (v.15), os filisteus enchiam de terra. Até que a prosperidade de Isaque tornou-se causa de sua expulsão daquele lugar.
Prontamente, “Isaque saiu dali e se acampou no vale de Gerar, onde habitou” (v.17). E sem conflitos ou intenção de provocá-los, ele tornou a abrir “os poços que se cavaram nos dias de Abraão, seu pai” (v.18), e passou a abrir novos poços. Mas estes também foram motivo de contenda para “os pastores de Gerar” (v.20), que lhe tomavam o direito àquela água. E assim se sucedeu duas vezes, até que, na terceira, não houve contenda. Isto foi um bálsamo ao coração do pacífico Isaque e à sua paciência o Senhor respondeu com bênção: “Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24). Seguindo o exemplo de seu pai, Isaque “levantou ali um altar” e invocou o nome do Senhor (v.25).
A vida do herdeiro da promessa era um testemunho vivo de que a bênção do Senhor o acompanhava, de forma que isso era claramente visto, inclusive por seus inimigos (v.28). Aquele acordo de paz representa a fidelidade do que está escrito: “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, Este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv.16:7). O fato de que “eles se foram em paz” (v.31) também estabelece um limite de convivência. Viver em paz uns com os outros nem sempre significa intimidade ou estar perto. Por vezes, a distância é a melhor alternativa ao se estabelecer uma aliança de paz. Que o Senhor nos conceda sabedoria em nossos relacionamentos e que, como Isaque, sejamos cavadores de poços de paz, e não entulhadores de poços de contendas. Seja dito a nosso respeito: “Tu és agora o abençoado do Senhor” (v.29).
Bom dia, abençoados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis26 #RPSP
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“Cresceram os meninos. Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato, habitava em tendas” (v.27).
A vida dos grandes homens e mulheres de Deus do passado nos deixaram um legado de fé, fidelidade e temor a Deus. Voluntariamente permitiam que o Senhor lhes indicasse o caminho a ser seguido e buscavam servi-Lo. Não obstante, também eram homens como nós, sujeitos “aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17) e, com muita frequência, podemos comprovar isso nas Páginas Sagradas. Não sabemos exatamente em que período Abraão tomou para si “outra mulher” (v.1), mas, certamente, o Senhor deixou bem claro que sobre o Seu propósito original estava a Sua bênção: “Depois da morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu filho” (v.11).
Mesmo habitando em tendas, afastado dos costumes e tradições pagãs das cidades circunvizinhas, a natureza humana mostrava a sua real condição pecaminosa. Abraão não só maculou os laços sagrados de seu matrimônio, como também abriu brechas para inculcar na mente de seus demais filhos a predileção divina referente a Isaque. Isaque não era o preferido de Deus, mas o cumprimento da promessa feita por Ele a Abraão. Por vinte anos Isaque “orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (v.21). Já no ventre, a luta era sentida e o primeiro lugar disputado.
Infelizmente, os sentimentos de Abraão e as lições aprendidas de sua especial eleição, motivaram Isaque a apegar-se mais a um filho do que ao outro. Esaú mostrava-se um homem forte e decidido. Aos olhos de seu pai, não poderia haver outro mais capaz para assumir a liderança da família e dar continuidade à descendência de Abraão. Jacó, por sua vez, era homem pacífico, sossegado. Enquanto Esaú empreendia planos e era ávido por grandes aquisições, Jacó apreciava a vida pacata e a simplicidade de suas habitações. Em tudo eram diferentes e em tudo divergiam. Fossem, porém, ensinados a unir suas diferenças para um bem comum, muitos sofrimentos poderiam ter sido evitados.
Como primogênito e herdeiro por herança, Esaú não cogitava a possibilidade de perder o seu direito adquirido. Mas Jacó, influenciado por sua mãe, aproveitou-se de uma situação casual para conquistar para si o que Deus já havia dito que seria seu. E, como no Éden, Esaú foi vencido pelo apetite, rebaixando sua primogenitura à estatura de um “cozinhado de lentilhas” (v.34). Da mesma forma, nós não estamos livres de sofrer pelas consequências de nossas próprias escolhas. “Porque Deus amou ao mundo” (Jo.3:16) já é um recado bem claro de que “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Contudo, Ele que conhece o fim desde o princípio, também conhece o coração humano e suas intenções. Nossos erros ou acertos não servem de termômetro de santidade. Deus conhece os Seus e os identifica desta forma ainda que tudo conspire de forma contrária. Não despreze o seu direito como filho ou filha do Rei do Universo! Não permita que nada neste mundo substitua a herança que Cristo conquistou para você!
Bom dia, herdeiros da vida eterna!
Rosana Garcia Barros
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“Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe” (v.67).
Dos patriarcas, aquele cuja história é mais resumida e que uniu-se apenas a uma mulher, foi Isaque. Após a grande prova a que fora submetido no monte Moriá e a morte de sua mãe, o próximo relato da vida de Isaque está descrito no capítulo de hoje. “Era Isaque de quarenta anos, quando tomou por esposa a Rebeca, filha de Betuel” (Gn.25:20). Sob a disciplina e orientação de seus pais, o tão esperado filho mostrava em sua vida um caráter digno de um servo de Deus. Não requereu tomar para si mulher que lhe fosse do próprio agrado, mas tão submisso quanto o fora no Moriá, confiou ao Senhor a escolha de sua futura esposa.
A ordem de Abraão refletia o seu conhecimento acerca dos propósitos de Deus e do perigo em desviar-se deles. Lembrando-se de Ló e da ruína que unir-se aos ímpios trouxera à sua casa, temeu e tremeu diante da possibilidade de seu filho unir-se a alguém que lhe maculasse o caráter. “Cautela!” (v.6), ponderou o sábio ancião, a fim de preservar-lhe a integridade. Grande peso foi posto sobre o fiel servo de Abraão, que seguiu viagem consciente da missão desafiadora que recebera. Mas ele conhecia o Deus de seu senhor Abraão e presenciara por anos o quanto a Sua fidelidade era constante na vida do patriarca. Tinha certeza de que Deus não deixaria Abraão sem resposta.
Creio que lhe pesou no coração o fato de ter que, pela primeira vez, assumir a frente como procurador daquele a quem toda vida serviu e admirou. Será que o Senhor lhe seria favorável como sempre fora a seu senhor? E, com humildade de coração, orou clamando pelo favor divino: “Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses de bondade para com o meu senhor Abraão!” (v.12). Certamente, isto prova que aprendera aos pés de Abraão as mais sublimes lições acerca da verdadeira educação, habilitando-o para a suprema finalidade: servir a Deus e ao próximo. E foi sob esta mesma perspectiva que aquele servo ponderou ser a melhor forma de identificar a moça escolhida: aquela que prontamente lhe servisse.
Qual não foi a surpresa do servo, quando o Senhor colocou em seu caminho a jovem Rebeca, neta de Naor, irmão de Abraão. Além de atender às expectativas de sua oração, a moça ainda “era mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído” (v.16) e da linhagem de Abraão. Isaque confiara na provisão de Deus, e Deus lhe daria a mais bela bênção. A união entre Isaque e Rebeca retrata uma das mais lindas histórias de amor da Bíblia Sagrada. Quão grato ficou aquele servo diante do agir de Deus! E quão ansioso estava por apresentar-se diante de seu senhor terreno com a mui formosa vitória! E a comitiva que dantes conduzira com pesado fardo, voltaria com o gozo e a celebração de uma marcha nupcial.
Sob a relva do campo, em um lindo pôr do sol, Deus celebrou aquele casamento com uma alegria tão grande quanto casara nossos primeiros pais. Quando o véu lhe cobriu a face, Rebeca aprontou-se para receber o seu amado. E após conduzi-la para a câmara nupcial, as Escrituras dizem que “ele a amou” (v.67). Foi amor à primeira vista! Ao retirar o véu, seu coração palpitou de emoção ao perceber a mui formosa provisão divina e ao notar nos olhos de Rebeca a alegria em recebê-lo como marido. Esta união é prova suficiente de que todo aquele que confia sua vida nas mãos do Senhor e O busca, através de uma vida de comunhão com Ele, Deus envia ao seu encontro as mais formosas bênçãos. E a maior de todas elas, Ele prometeu exatamente a “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). Um dia, o cortejo não será da noiva, mas do Noivo, em busca de Sua amada igreja. Que Ele nos encontre cobertos com o véu da pureza e justiça de Cristo e, certamente, seremos levados para as bodas que celebrarão o início da nossa união eterna com Ele!
Bom dia, esposa do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis24 #RPSP
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“Depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, fronteiro a Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã” (v.19).
A longa espera por um filho foi recompensada com trinta e sete anos de maternidade. Sara desfrutou de sua alegre bênção com a dedicação de quem entendia que Isaque representava o cumprimento da promessa divina não somente a Abraão, mas como aquele através do qual todas as nações da Terra seriam abençoadas. A Bíblia não apresenta detalhes dos últimos momentos da vida de Sara, mas acredito que ela descansou na certeza de que, na ressurreição, verá os lindos frutos de sua fé. Pois “pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel Aquele que lhe havia feito a promessa” (Hb.11:11).
Após ter chorado e lamentado a morte de sua amada esposa, Abraão levantou-se e foi ter com o povo de Canaã. Ele pediu aos filhos de Hete que lhe concedessem o direito de comprar o campo de Macpela para sepultar a sua mulher. Deveria ser um belo lugar, que lembrava a beleza singular de Sara. Um local que se tornou o sepulcro oficial dos principais da descendência de Abraão. É interessante o diálogo entre aquele povo e o patriarca enlutado. Eles o chamaram de “príncipe de Deus” (v.6), tamanho o respeito que Abraão havia conquistado naquele lugar e o testemunho que ali deixou. E não apenas o receberam bem, como também ofereceram de graça o seu pedido. Contudo, Abraão ofereceu pagamento por uma porção da terra que Deus já havia prometido que seria de sua descendência.
Meus irmãos, a atitude de Abraão nos ensina algo muito importante. Ele não se autodenominou príncipe, mas foi chamado e considerado assim. E, como um verdadeiro líder e príncipe de Deus, portou-se como tal, colocando-se na condição de servo diante daquele povo. Que lindo tipo de Cristo foi Abraão naquele lugar! Não usou sua eleição divina como um meio de angariar privilégios, mas se despiu de si mesmo a fim de ser uma bênção por onde quer que andasse. E erguendo um altar em cada acampamento, Abraão deixava para trás o áureo testemunho dAquele que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45).
Hoje, temos o privilégio de sermos chamados como testemunhas de Jesus (At.1:8). Que, pelo poder do Espírito Santo, a nossa vida revele o genuíno serviço de quem está contemplando o genuíno Modelo. Eis a atitude de um verdadeiro príncipe de Deus. Eis a atitude de uma verdadeira testemunha de Jesus. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, príncipes e princesas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis23 #RPSP
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Abraão foi severamente provado, e em nenhum momento duvidou da ordem divina. Como um tipo do Pai Celeste, deveria tomar o seu único filho, a quem tanto amava, e oferecê-lo em holocausto sobre um monte.
Ainda de madrugada, o fiel ancião levantou-se e seguiu na mais angustiante viagem de sua vida. A partir do pé do monte, seguiram somente Abraão e Isaque. Sobre Isaque foi colocada a madeira, enquanto Abraão tinha nas mãos os instrumentos de morte. Ao perceber o que estava para acontecer, Isaque não mostrou qualquer resistência e o velho pai teve certeza da nobreza de caráter de seu precioso filho. Abraão ergueu o cutelo, mas do Céu, ouviu a voz familiar a impedi-lo de prosseguir com o intento. Ao erguer os olhos, viu a salvação.
Amados, um dia, Deus tomou Seu Filho amado e O levou para o sacrifício. Só que no monte do Calvário não houve substituto que O favorecesse. Naquele dia de densas trevas, o verdadeiro Cordeiro de Deus foi morto. Assim foi provido o preço de nosso resgate.
A história de Isaque é profética. É o relato que mais se aproxima da história da cruz .Louvado seja Deus por seu imenso amor!
Rosana Garcia Barros
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“Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não Me negaste o filho, o teu único filho” (v.12).
De todos os homens que foram tipos de Cristo no Antigo Testamento, certamente o capítulo de hoje aponta Isaque como o protagonista do relato que mais se aproxima da história da cruz. Abraão foi severamente provado, mas como aquele que conhecia a voz do seu Deus, em nenhum momento duvidou da ordem divina, e, como um tipo do Pai Celeste, deveria tomar o seu único filho, a quem tanto amava, e oferecê-lo em holocausto sobre um monte (v.2). Ainda de madrugada, o fiel ancião se levantou e seguiu na mais angustiante viagem de sua vida. “Erguendo Abraão os olhos” (v.4), viu o lugar do sacrifício.
A partir dali, era somente ele e Isaque. Seus servos não poderiam ter parte alguma naquele holocausto. Mas ele fez uma promessa: “voltaremos para junto de vós” (v.5). Sobre Isaque foi colocado o peso da lenha, enquanto Abraão tinha nas mãos os instrumentos de morte. “Assim, caminhavam ambos juntos… seguiam ambos juntos” (v.6 e 8). Ao perceber o que estava para acontecer, Isaque não mostrou qualquer resistência e o velho pai teve certeza da nobreza de caráter de seu precioso filho. O cutelo foi erguido, mas do Céu, ouviu a voz do seu Senhor a impedí-lo de prosseguir com o intento. Novamente, Abraão ergueu os olhos, mas, desta vez, ele viu a provisão de Deus.
Amados, um dia, Deus tomou Seu Filho, seu único Filho, a Quem tanto ama, e O levou para um sacrifício. Jesus levou sobre Si não apenas o peso do madeiro, mas de pecados que jamais cometeu. No monte do Calvário não houve substituto que O favorecesse, mas Ele mesmo Se fez substituto por nós. Enquanto cruzava a via dolorosa, Ele e o Pai “seguiam ambos juntos” (v.8). Era uma obra exclusivamente divina. Aos Seus servos, Ele já havia dito: “Não se turbe o vosso coração… voltarei e vos receberei para Mim mesmo” (Jo.14:1-3). Naquele dia de densas trevas, o verdadeiro Cordeiro de Deus foi morto e “no monte do Senhor” (v.14) foi provido o preço de nosso resgate. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Creia nesta preciosa promessa e, assim como “voltou Abraão aos Seus servos, e, juntos, foram para Berseba, onde fixou residência” (v.18), Cristo voltará para buscar os Seus servos e os levará para fixar residência na Cidade de Deus!
Que Deus vos conceda um lindo e feliz sábado!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis22 #RPSP
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“E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo” (v.6).
Finalmente chegara o “tempo determinado” (v.3). Finalmente Abraão seguraria nos braços o tão almejado filho da promessa. Após longa espera e momentos de expectativa, aquele casal de idosos contemplou o milagre em forma de um recém-nascido. Quando o Senhor disse a Abraão que de Sara lhe daria um filho, ele “se riu” (Gn.17:17). Da mesma forma, quando Sara ouviu o prenúncio de sua gravidez, “riu-se, pois, Sara no seu íntimo” (Gn.18:12). Deus transformou o que julgamos ter sido uma atitude de incredulidade, em verdadeiro motivo de riso. Nada mais poderia ter causado tantos sorrisos e tanta alegria àquele longevo casal do que aquele filho. Isaque era a prova visível da fidelidade do Deus a quem serviam.
Havia, contudo, o filho da serva, que, sob a influência de sua mãe, tornou-se uma ameaça à segurança de Isaque. Nutrido o sentimento de inveja pelo título dado a Isaque de herdeiro da promessa, Ismael crescia sentindo-se injustiçado em seu direito de primogenitura. Por certo, o desmame de Isaque ter sido elevado à ocasião de grande celebração, foi a gota d’água para ele. Em seus olhos, Sara pôde ver o ódio homicida de quem poderia cometer o mesmo erro de Caim. Não foi por capricho que ela disse a Abraão que mandasse embora Agar e seu filho, nem tampouco pelo orgulho da maternidade, mas foi temendo pela vida de Isaque.
Aquele pedido, contudo, “pareceu mui penoso aos olhos de Abraão” (v.11). Como despediria um filho com sua mãe sem terem para onde ir? Como dizer adeus àquele que por tantos anos lhe fora o consolo na velhice? A ordem de Deus pode soar para nós como severa, mas Ele jamais falha em Suas palavras e ações. Seguir a orientação de Sara era o melhor a se fazer. É certo que o patriarca teve que pagar o preço esmagador de mandar embora um filho. Mas Ismael cresceria sempre vendo e ouvindo que de Isaque Deus suscitaria um povo escolhido, verdade esta que o seu coração não estava disposto a conviver e nem a aceitar. O Senhor proveu grande livramento, para ambos os lados, quando anuiu com a despedida de Agar e Ismael.
Os olhos de Deus, contudo, repousavam sobre a criança gerada de Abraão e Agar. Quando “ela saiu, andando errante pelo deserto” (v.14), Ele já estava lá para socorrê-la. Mas existe um momento nos desertos desta vida em que não conseguimos mais enxergar a possibilidade de continuar. Agar só conseguia ver a sede do menino. Fixando os olhos no que achava não ter mais solução, “levantou a voz e chorou” (v.16). Notem que a Bíblia não diz que Deus ouviu o lamento de Agar, e sim “a voz do menino” (v.17). A voz de uma criança moveu o coração de Deus, enquanto sua mãe foi interrogada: “Que tens, Agar?” (v.17). Ela sabia que por trás daquela pergunta havia a inquestionável verdade de que ela mesma provocara o seu próprio infortúnio. A inveja e a discórdia de Ismael não fora herança de nascimento, mas da influência direta de sua mãe que construiu o seu caráter, “tijolo” por “tijolo”, na ganância de possuir o que não lhe pertencia.
Pela segunda vez, Agar foi alcançada pela misericórdia divina e “abrindo-lhe Deus os olhos” (v.19), percebeu que a solução de seu problema estava a poucos passos de distância. E, apesar da decisão precipitada de Abraão e Sara em gerar um filho da escrava, apesar da rebeldia de Agar ou de seu filho não ser o filho da promessa, “Deus estava com o rapaz” (v.20). “Por esse tempo” (v.22), o rei Abimeleque, reconhecendo que Abraão servia ao Deus Todo-Poderoso, fê-lo jurar que não mais usasse de mentiras para com ele e nem com os seus descendentes. Pelo que Abraão jurou e defendeu um direito que era seu sobre um “poço de água” (v.25).
Percebam, amados, que este poço era o mesmo “poço de água” (v.19) em que Agar foi dar de beber a seu filho, no deserto de Berseba (v.14 e 31). Ou seja, antes que Agar e Ismael chegassem àquele deserto, Deus já havia movido Abraão a ali cavar o poço que lhes salvaria a vida. E Abraão já havia plantado “tamargueiras em Berseba” (v.33), uma espécie de arbusto. E onde foi que Agar refugiou Ismael do calor do deserto? “Colocou ela o menino debaixo de um dos arbustos” (v.15). Deus já providenciou a solução para cada um de nossos problemas, precisamos apenas pedir como uma criança e Ele abrirá os nossos olhos para enxergarmos as Suas bênçãos. Vá até Jesus com a humildade e a dependência de uma criança e Ele lhe dará da água que jamais esgota: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17).
Bom dia, saciados pela água da vida!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis21 #RPSP
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“Disse Abraão de Sara, sua mulher: Ela é minha irmã…” (v.2).
Não bastasse a experiência vivida no Egito e a reprovação do Senhor quanto à sua mentira, Abraão novamente provou que não passava de um homem fraco e dependente da graça divina. Temos a tendência de colocar seres humanos em pedestais, quando, na verdade, eles nunca teriam alcançado suas conquistas não fosse a boa mão do Senhor. A saída da casa de seu pai, suas peregrinações, a demora em ter um filho, tudo isso serviu como propósito de Deus para forjar-lhe o caráter. Certamente Abraão foi um homem diferenciado, mas não deixava de ser um homem sujeito a fraquezas e imperfeições.
A beleza de Sara é revelada pela Bíblia como incomum. De feições raras, sua formosura era tão encantadora que já no início de suas peregrinações Abraão a fez prometer que em todo lugar onde entrassem, ela diria a respeito dele: “Ele é meu irmão” (v.13). Agora imaginem esta situação ocorrendo com uma mulher de noventa anos! Sara gozava de uma espécie de “jovial velhice”. Deus conservara seu corpo a fim de logo cumprir Sua promessa. Mas o favor divino encontrou o temor humano. Ao entregar sua esposa a Abimeleque, Abraão não só a expôs ao perigo, mas também abriu brechas à possibilidade de frustrar o cumprimento da promessa: “Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, Eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela” (Gn.17:15).
Quantas vezes o Senhor tem provado o Seu amor para conosco e nós simplesmente respondemos com incredulidade, agindo pelos impulsos de nossas emoções. Foi assim quando Abraão resolveu dar ouvidos ao conselho de Sara casando-se com Agar. Foi assim, quando ele mentiu ao rei do Egito. E foi assim quando, pela segunda vez, declarou o que ele defendeu como uma “meia verdade” (v.12). Mas as perguntas que não querem calar saíram da boca de Abimeleque como se ditas por Deus: “Que é isso que nos fizestes?” (v.9); “Que estavas pensando para fazeres tal coisa?” (v.10).
Este episódio, bem como os demais que revelam as fraquezas de Abraão, não contradizem a fé do profeta de Deus, eles só reforçam a verdade sobre a salvação: ela provém da maravilhosa graça de Deus, através de Jesus Cristo. Como bem confessou Abraão, “eu que sou pó e cinza” (Gn.18:27), quando confessamos ser esta a nossa condição perante o Senhor, estamos reconhecendo a nossa total dependência dEle. Um alto preço foi pago por nosso resgate “antes da fundação do mundo” (1Pe.1:20). Um plano perfeito foi estabelecido para salvar a raça caída. Mas o ser humano fez do sacrifício de Cristo algo comum, como se não passasse de um símbolo religioso e nada mais. Se a beleza de uma mulher de idade avançada não podia atravessar reinos sem ser notada, porque a beleza da salvação em Cristo tem sido passada por alto como se fosse uma mensagem ultrapassada?
O fato é, meus irmãos, que não há desculpas para o pecado. É certo que Abimeleque foi enganado, mas Deus o avisou sobre tal engano e lhe deu a oportunidade de fazer o que era correto. Abraão, por sua vez, também teve a oportunidade de se desculpar, mas usou de desculpas para não admitir o seu erro. Só que, independente de nós mesmos e de nossas imperfeições, Deus é fiel. Abraão ainda tinha muito a crescer e aprender debaixo da paciência e da misericórdia do Senhor. Não é diferente conosco, amados. Fomos escolhidos por Deus para a salvação em Cristo Jesus e ai daquele que se coloca em nosso caminho como pedra de tropeço:
“Coisa perigosa é ocasionar dano a um filho do Rei do Céu. O salmista se refere a este capítulo da vida de Abraão, quando diz, falando do povo escolhido, que Deus ‘por amor deles repreendeu reis, dizendo: Não toqueis nos Meus ungidos, e não maltrateis os Meus profetas’ (Sl.105:14,15; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p.85).
Abraão aprenderia da forma mais dolorosa a confiar plenamente no Senhor e em Sua Palavra. Não encaremos os momentos difíceis como sendo para o nosso malefício, mas sejamos confortados com a certeza de que há um Deus no Céu que não desampara os Seus filhos, que das nossas fraquezas suscita forças (2Co.12:10) e que nos está preparando para entrarmos na Canaã Celestial.
Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Deus em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis20 #RPSP
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“Ao amanhecer, apertaram os anjos com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, que aqui se encontram, para que não pereças no castigo da cidade” (v.15).
Os mesmos anjos que estavam com o Senhor e com Abraão, seguiram em direção às cidades de Sodoma e Gomorra. Abraão ainda podia avistá-los, enquanto intercedia pelos homens perante o Senhor. Até que, finalmente, percebeu que o veredito divino já havia sido estabelecido. Em seu coração, uma tremenda angústia o fazia estremecer ao pensar em seu sobrinho Ló. Porém, “lembrou-se Deus de Abraão e tirou a Ló” (v.29) do lugar da destruição. Aqueles anjos não foram enviados para juízo somente, mas também por misericórdia (v.16). Quando Ló se separou de seu tio, a Bíblia relata que ele “ia armando as suas tendas até Sodoma” (Gn.13:12). O fato dos anjos o terem encontrado à porta da cidade demonstra que ele já possuía um cargo de destaque ali e, portanto, já não mais habitava em tendas, mas fixara residência na cidade iníqua.
Percebam que a reação de Ló ao avistar os anjos foi a mesma de Abraão quando dantes os recebera. Ele levantou-se, foi ao encontro deles, prostrou-se com o rosto em terra, insistiu para que fossem à sua casa e lhes ofereceu uma refeição. Não demorou, contudo, para que a maldade daquele lugar fosse manifestada. Logo, “os homens daquela cidade cercaram a casa” de Ló, “tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados” (v.4), e lhe exigiram que os entregassem os anjos para que pudessem abusar deles (v.5). Ló, por sua vez, fez uma proposta odiosa àqueles homens: “tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer” (v.8). Certamente, isto prova o quanto a moral de Ló fora corrompida e que o seu resgate era fruto da misericórdia de Deus e da intercessão de Abraão.
A recusa de Ló em atender aos reclamos dos ímpios causou-lhes um ódio sem limites, de forma que “arremessaram-se… contra Ló” (v.9). Os anjos, porém, “estendendo a mão, fizeram entrar Ló e fecharam a porta” (v.10). Feridos de cegueira, aqueles homens ficaram ali até que “se cansaram à procura da porta” (v.11). Avisado da iminente destruição, Ló foi incumbido de transmitir esta mensagem aos seus genros, mas a reação destes revela a omissão do patriarca da família quanto a ensinar à sua família o temor do Senhor: “Acharam, porém, que ele gracejava com eles” (v.14). Na verdade, o próprio Ló ainda não havia compreendido, de fato, a urgência daquela mensagem, de forma que os anjos tiveram de despertá-lo ao amanhecer e, percebendo ainda a sua demora, “pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o puseram fora da cidade” (v.16). A mensagem final foi muito clara: “Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares… foge para o monte… para que não pereças” (v.17).
Mesmo diante de tudo aquilo, Ló ainda insistiu em não seguir a primeira ordem dos anjos, mas pediu autorização para fugir para outra cidade. A sua falta de confiança na vontade de Deus e a sua demora em responder aos apelos divinos, porém, lhe custou a vida de sua esposa. Bastava ter confiado na boa mão do Senhor e assumido com responsabilidade o seu papel como sacerdote do lar, o coração de sua mulher não teria ficado em Sodoma. Não foi simplesmente o olhar para trás que a converteu em uma estátua de sal. Quando ela olhou para Sodoma em chamas, seu coração reclamou para si a mesma destruição. Em sua mente, caráter e conduta estava a inscrição: “Eu sou de Sodoma”. E a atitude promíscua de suas filhas só confirmou o quanto a negligência de Ló como chefe espiritual de sua casa e sua insensatez em fixar residência na roda dos escarnecedores causaram a ruína de sua família.
Amados, estamos vivendo em tempos muito difíceis, onde os valores da família têm sido lançados por terra como nunca antes. Sem o temor do Senhor, os pais vivem numa corrida desenfreada em busca do sustento e os filhos, por consequência, entregues aos próprios desejos. As escolas são obrigadas a assumir um papel que não lhes compete e a aceitar comportamentos que refletem a desordem de cada família. E assim, a “deseducação” torna-se uma influência inevitável. Conforme estudamos nos livros de Daniel e Apocalipse, estamos vivendo no limiar dos últimos dias. Chegará o momento em que o Senhor fechará a porta da graça e o mundo cairá em densa cegueira espiritual. A mensagem final para nós, hoje, é a mesma: “Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás” (v.17). Jesus mesmo disse: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc.17:32).
Não há gracejos nesta mensagem. É uma questão de vida ou morte eterna! Infelizmente, à semelhança do dilúvio e da destruição de Sodoma e Gomorra, assim se dará no Grande Dia do Senhor. Poucos estarão apercebidos e multidões perecerão por terem dado as costas ao último chamado de Deus. Como derradeiro povo do Senhor, temos cumprido com fidelidade a obra que Ele nos confiou? Saibam que esta obra possui uma ordem que precisa ser obedecida: do meu coração para a minha casa, da minha casa para a igreja e da igreja para o mundo. Sigamos o exemplo do pai da fé que, “de madrugada”, ia à presença do Senhor em oração (v.27). Salva-te e salva a tua família! Não te demores! Eis que o Senhor ainda está à porta e bate (Ap.3:20)!
Bom dia, alvos da misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis19 #RPSP
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“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo…” (v.19).
É muito importante que examinemos a Bíblia à luz da própria Bíblia, como está escrito: “Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:10). O relato de hoje nos apresenta a aparição do Senhor a Abraão e com Ele dois homens, que, no capítulo seguinte, veremos que se tratam de dois anjos. Este relato possui uma mensagem profética nas entrelinhas. “Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: […] Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem […] O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem Se manifestar” (Lc.17:20, 26, 28 e 29). Analisemos o contexto do capítulo de hoje:
No momento mais quente do dia (no momento mais difícil), Abraão estava “assentado à entrada da tenda” (v.1) (atitude de letargia). Quando ele levantou os olhos (despertamento) viu aqueles três homens que tinham uma mensagem especial para lhe dar (Deus nos deu as três mensagens angélicas, Ap.14:6-12). Abraão correu (percepção de urgência) e “prostrou-se em terra” (v.2) (atitude de submissão). Abraão se apressou, e fez com que toda a sua casa participasse desse momento (“…antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor, ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” Ml.4:5-6; “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” At.16:31). O Senhor e os anjos comeram do banquete oferecido (Aquele que abre a porta do coração para Jesus, Ele promete: “cearei com ele e ele Comigo” Ap.3:20). Abraão “permaneceu de pé” (v.8) (“Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” Lc.21:36).
O Senhor prometeu a Abraão: “Certamente voltarei a ti” (v.10) e Ele também nos prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). “Abraão e Sara já eram velhos, avançados em idade” (v.11). O longo tempo de espera pode causar desânimo, mas a promessa é certa, porque “não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Deus escolheu Abraão para ordenar seus filhos e sua casa a fim de que permanecessem fiéis à Sua Palavra. Deus suscitou um povo exclusivamente Seu a fim de ensinar, pregar e curar, seguindo nos passos de Cristo, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
O Senhor disse que desceria para ver como o pecado de Sodoma e Gomorra havia se agravado. Como o foi com aquelas cidades ímpias, a queda de Babilônia já foi anunciada pelo segundo anjo: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). E o Senhor tem um convite à porção do Seu povo que ainda se encontra em Babilônia: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). “Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor” (v.22). “Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós, no Filho e no Pai” (1Jo.2:24). “Destruirás o justo com o ímpio?” (v.23), “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (v.25), interrogou Abraão ao Senhor. Salomão gastou mais de dez capítulos do livro de Provérbios só fazendo distinção entre o justo e o ímpio. Jesus fez diferença entre o justo e o ímpio, entre o trigo e o joio. Certamente, o derradeiro juízo de Deus revelará “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Mas, até lá, o Senhor nos convida a termos a mesma atitude de Abraão. Em atitude de humilhação, reconhecendo a sua condição de “pó e cinza” (v.27) perante o Deus Todo-Poderoso, Abraão intercedeu a Deus pelos homens. “Insistiu” (v.30) o pai da fé em súplicas intercessoras diante do Senhor e continuou até o tempo do último clamor: “lhe falo somente mais esta vez” (v.32). Então, “retirou-Se o Senhor; e Abraão voltou para o seu lugar” (v.33). Está chegando a hora em que o Consolador irá Se retirar desta terra, pois “o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado Aquele que agora o detém” (2Ts.2:7). É tempo, portanto, povo escolhido de Deus, de orarmos como nunca oramos! Oremos, clamemos, supliquemos “em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18)! Proclamemos as três mensagens angélicas, servindo ao Senhor como Abraão, correndo, se apressando, suplicando diante da urgência desta mensagem. Não tardará, quando levantaremos os nossos olhos e veremos o Senhor não mais com apenas dois anjos em Sua companhia, mas com todas as Suas miríades de anjos celebrando a nossa vitória em Cristo.
Bom dia, último exército de oração de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis18 #RPSP