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“São estes os filhos de Esaú, e esses seus príncipes; ele é Edom” (v.19).
Mesmo após a sua reconciliação com Jacó, Esaú levou sua família e tudo o que lhe pertencia “e se foi para outra terra, apartando-se de Jacó, seu irmão” (v.6). Semelhante ao problema enfrentado por Abraão e seu sobrinho Ló, “a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado. Então, Esaú, que é Edom, habitou no monte Seir” (v.7-8). A diferença entre os nomes de suas mulheres relatados no texto de hoje e em Gênesis 26:34 e 28:9, pode ser explicada considerando dois costumes orientais:
- Seus nomes podem ter sido mudados naquela fase de sua vida. Este era um costume comum, assim como Abrão tornou-se Abraão, Sarai que recebeu o nome de Sara e o próprio Esaú que foi chamado de Edom;
- Judite e Oolibama, além de serem diferentes os nomes citados no capítulo de hoje, também se diferem no nome de seus pais e na nacionalidade de ambas. As esposas que não tivessem filhos não eram citadas nas genealogias, portanto, pode-se cogitar que as duas primeiras esposas de Esaú citadas no capítulo de hoje fossem outras mulheres, já que aquelas, provavelmente, não tenham lhe dado descendência.
Houve uma junção, por casamento, entre os filhos de Esaú e os filhos de Seir, “moradores da terra” em que Esaú se estabeleceu (v.20). Seus príncipes e reis revelam que se tornaram um povo organizado e regido por governantes antes mesmo “que houvesse rei sobre os filhos de Israel” (v.31). Para Esaú, a conveniência política era mais importante do que fazer a vontade de Deus. Através de seus casamentos, misturando-se com os povos pagãos, decretou de uma vez por todas a sua separação da nação eleita do Senhor. Enquanto Jacó se tornou Israel, príncipe de Deus, Esaú se tornou “pai de Edom” (v.43), fundador de um reino ímpio e idólatra.
As genealogias podem não ser os textos bíblicos mais agradáveis de se ler, mas possuem importantes informações que nos ensinam importantes lições. O Senhor desaprova a união do santo com o profano. Sobre isso, escreveu o apóstolo Paulo: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (2Co.6:14-16). Apesar do contexto mais provável do texto de Paulo referir-se à associação dos coríntios com falsos apóstolos, ele também se aplica a casamentos mistos e associações comerciais ilícitas.
Em cada aspecto da vida, o povo de Deus precisa dar ao mundo uma clara mensagem de sua fé. Ao unir-se, sob qualquer circunstância, em sociedade com o incrédulo, o cristão assume o risco de perder a sua identidade e cair na triste “estatística” de Mahatma Gandhi: “Eu gosto de Cristo. Eu não gosto de vocês, cristãos. Vocês são tão diferentes de Cristo”. Assim como a identidade de Esaú mudou de filho de Isaque para “pai de Edom” (v.43), muitos têm recusado a paternidade divina em troca de vantagens terrenas e provisórias. Mas um título nunca poderá substituir a essência. Esaú era o primogênito, mas foi em Jacó que Deus viu um coração disposto a servi-Lo e a amá-Lo.
Hoje, o Senhor não está dizendo que os casamentos entre fiéis e ímpios devem ser desfeitos, mas que o que um dia começou errado, por Sua infinita graça, seja transformada em uma união harmônica. Que pelo procedimento do fiel, o cônjuge descrente seja ganho para Cristo. Estamos vivendo em um tempo decisivo e nossas escolhas, mais do que nunca, possuem uma influência que tem o poder de selar a nossa vida e a de outros ou para a vida, ou para a morte eterna. Que o Espírito Santo encontre em nós corações dispostos a servir e a amar ao Senhor e que, revestidos de Cristo, nossos pensamentos, palavras e ações revelem que pertencemos à família do Céu.
Feliz sábado, filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis36 #RPSP
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“… Farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei” (v.3).
Após o ocorrido em Siquém, Jacó temeu pela própria vida e pela vida de sua família. A atitude de seus filhos despertaria o ódio geral das cidades circunvizinhas. Porém, Deus fez com que estas cidades fossem tomadas de terror, de forma que não ousassem perseguir a Jacó e seus filhos. A ordem divina para que retornassem a Betel foi seguida de um despertamento e reforma no meio do povo: “Então, deram a Jacó todos os deuses estrangeiros que tinham em mãos e as argolas que lhes pendiam das orelhas” (v.4). Este rito representa uma purificação, uma demonstração de arrependimento e de desapego das influências pagãs.
Ao enterrar aqueles objetos, Jacó deu início a uma nova fase em sua família, assumindo um novo estilo de vida. O Senhor Se agradou disto, lhe aparecendo outra vez, lhe abençoando e renovando a aliança que com ele fizera. A morte de Raquel lhe causaria grande dor, mas o nascimento de Benjamim selaria a sua prole com a promessa de que se tornariam uma “multidão de nações” (v.11). Cada altar erguido ao Senhor simbolizava um lugar de verdadeira adoração. Os doze filhos de Israel possuíam limitações e fraquezas, mas seria a partir de sua descendência que Deus suscitaria uma nação de verdadeiros adoradores.
A purificação é um processo de limpeza que resulta da busca por santificação. Não se trata de uma mudança externa apenas, mas do resultado de uma transformação que começa no coração. Cada “ídolo” rejeitado e cada hábito nocivo abandonado é seguido de uma bênção divina. Para cada degrau avançado, erguemos um altar de adoração ao “Deus Todo-Poderoso” (v.11). Deus não exige de nós uma mudança instantânea, mas nos conduz em uma jornada onde passo a passo nos ensina que a verdadeira adoração não provém de nosso enganoso coração, e sim da entrega deste aos cuidados do Espírito Santo.
A obra de purificação que o Senhor realiza no meio do Seu povo sempre será o resultado da graça e do perdão que Ele nos oferece: “Eu, Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de Mim e dos teus pecados não Me lembro” (Is.43:25). Não há mérito algum naquele que decide abandonar a velha vida para tornar-se uma nova criatura. Mas quando adoramos a Deus através da nossa vida porque O amamos, tudo passa a ter um significado diferente e abandonar a aparência do mal torna-se um resultado inevitável. Isto não significa deixar de ser um pecador, mas, consciente da natureza pecaminosa que domina os nossos membros, colocarmo-nos nas mãos do Oleiro a fim de que Ele nos molde segundo a Sua vontade.
Quer você ser purificado e despir-se das vestes do pecado? Então, o Senhor te diz, hoje: “Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes” (Zc.3:4).
Bom dia, purificados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis35 #RPSP
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“Ora, Diná, filha que Lia dera à luz a Jacó, saiu para ver as filhas da terra” (v.1).
Diná era a única filha de Jacó. A Bíblia não relata a idade da moça, mas ela deveria ser apenas uma adolescente quando a sua curiosidade causou uma tragédia sem precedentes. Acostumada à tranquilidade de seu antigo lar, pensou ser um passeio inocente andar desacompanhada beirando os limites de terras estranhas. E não precisou ir tão longe para deparar-se com o perigo. Além de ter sido vítima de um estupro, sua saída imprudente tornou-se a causa de terrível massacre.
A dissimulação de Simeão e Levi os levou a fazer justiça com as próprias mãos. Não deixariam sem resposta a desonra causada à sua única irmã: “Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta?” (v.31). E, aproveitando-se do dia mais propício para o seu intento, “entraram inesperadamente na cidade e mataram os homens todos” (v.25). Com essa atitude, os filhos de Jacó se mostraram tão covardes e violentos quanto os homens de Siquém.
As consequências desastrosas deste simples passeio foram registradas nas Escrituras a fim de que possamos compreender que qualquer passo em falso em um mundo dominado pelo pecado pode causar danos e marcas irreversíveis. Não podemos ficar passeando à beira do precipício do pecado, amados! Muitos jovens têm se aventurado em sair para ver as “formosas” estratégias do Maligno, e quantos têm perdido a inocência ao aproximar-se das influências deste mundo. Casamentos têm sido destruídos porque um dos cônjuges, ou ambos, escolheram sair para ver o que um relacionamento extraconjugal pode oferecer. “Aquele que procura prazeres entre os que não temem a Deus, está a colocar-se no terreno de Satanás, e a convidar suas tentações” (EGW, Patriarcas e Profetas, p.140).
Em nome de Jesus, meus irmãos, não ousemos sair um só instante da presença de Deus! Eis o que precisamos ver: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22), diz o Senhor. Não brinquem no terreno de quem não está aqui para brincar, e sim “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). “Considerai, eu vos rogo… considerai estas coisas” (Ag.2:18). Ponderai em considerar os ensinos da Palavra de Deus com muita seriedade, pois “os justos são libertados pelo conhecimento” (Pv.11:9). Deus olha para “o aflito e abatido de espírito e que treme da [Sua] Palavra” (Is.66:2). Prossigamos em sermos reavivados pela Palavra do Senhor, e que este conhecimento continue nos guiando ao conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3).
Bom dia, aqueles que contemplam a Deus!
Desafio do dia: Estabeleça um horário especial de oração diária por sua família.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis34 #RPSP
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“Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram” (v.4).
Após uma intensa noite de luta e vitória, Jacó foi encontrar-se com Esaú. Quando seus olhos o avistaram, cuidou de perfilar suas mulheres e filhos. De um lado um exército, do outro, uma família. Mas o que parecia o quadro de um massacre, revelou-se um dos mais comoventes encontros da Bíblia. Enquanto Jacó aproximava-se de seu irmão prostrando-se “à terra sete vezes” (v.3), Esaú correu ao seu encontro. Imagino Jacó vendo Esaú correndo e seu coração disparado esperando o pior. Foi quando, para sua surpresa, recebeu o mais forte e afetuoso abraço de sua vida.
No rosto de Esaú, Jacó pôde contemplar a misericórdia divina. Seu semblante revelou o milagre do perdão. Não obstante, Jacó sabia que precisava agir com cautela. Após tantos anos longe de sua terra e da companhia de seu irmão, todo cuidado era pouco visto aos costumes pagãos que dominavam aquela região. Ele não se adiantou em fazer a vontade de Esaú, mas, pensando em sua família, decidiu andar “no passo dos meninos” (v.14). Também não aceitou receber no meio dos seus “da gente” que estava com Esaú. “Para quê?” (v.15). Não permitiria que estranhos invadissem o seio sagrado de seu lar. E, ao finalmente fixar residência, “levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel” (v.20).
Satanás conhece o poder da influência de uma família consagrada a Deus. A instituição estabelecida no Éden, antes do pecado, sempre foi o principal alvo de seus ataques. Quantos, julgando serem mais importantes outros trabalhos, têm negligenciado a obra sagrada do lar, andando “no passo” acelerado do mundo. E mesmo as atividades religiosas não podem jamais assumir em nossa vida lugar de maior destaque do que os cuidados para com aqueles que Deus nos agraciou (v.5). O apóstolo Paulo sabiamente nos advertiu: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm.5:8).
O que nos falta não são mais ocupações, mais projetos, mais programas, mais redes sociais. O que nos falta é mais de Deus, e Ele nos ajudará a andar “no passo” de uma criança. Apegue-se ao Senhor! Faça de sua casa um altar de adoração ao Deus de Israel! Se Jacó entendeu que deveria andar no passo de seus filhos, não fica mais fácil compreender porque o Senhor ainda não voltou? Pacientemente, Ele tem esperado por nós. Que até lá possamos seguir, junto com a nossa família, a orientação do profeta: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3).
Bom dia, famílias que conhecem a Deus!
Desafio do dia: Não permita que a sua família saia de casa sem a bênção do Senhor. Realizem o culto familiar, diariamente. Se possível, além do culto matinal, façam também o culto vespertino.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis33 #RPSP
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“Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares” (v.26).
Aonde há uma mulher virtuosa ou um um chefe de família temente a Deus, há anjos transformando o lar em um “acampamento de Deus” (v.1). Jacó havia cometido muitos erros, e colhido as consequências destes, mas o Senhor lhe provava constantemente que o Seu amor rompe as barreiras do tempo e alcança qualquer coração que se arrepende de seus pecados, os confessa e deixa. O Espírito Santo anseia por consolar todo aquele que O busca reconhecendo a sua condição de total dependência. Jacó sabia que tinha tomado a decisão correta. Ele confiava na provisão de Deus. Mas estava com medo de estar face a face novamente com aquele que mais prejudicara.
Quando saiu de sua casa, a última imagem que guardou de seu irmão foi um rosto iracundo e um olhar homicida. Temeu não somente por sua vida, mas que o seu erro passado resultasse em vingança contra suas mulheres e filhos. Seu temor não era sem motivo, posto que Esaú, tomando notícia de uma grande caravana que se aproximava de suas terras, fora conferir do que se tratava e a notícia recebida de que era seu irmão Jacó retornando com sua família o fez marchar ao seu encontro na companhia de “quatrocentos homens” (v.6). O pacífico Jacó, que gastara todo o seu tempo fora no ofício de pastor de ovelhas, não teria chance alguma contra Esaú e seu exército. Sentiu-se como uma ovelha indefesa prestes a encontrar-se com um leão.
Lembrou-se Jacó das promessas divinas e com o coração despedaçado pela angústia, clamou e requereu do Senhor o cumprimento das mesmas. Após uma noite de súplicas, levantou-se para aplacar a ira de Esaú com presentes. Foram rebanhos e rebanhos de animais que, àquele tempo, serviam como moeda. Jacó elaborou uma estratégia tentando apaziguar a ira de seu irmão com dádivas, tentando resolver humanamente um problema que só uma intervenção divina poderia resolver.
O plano de Jacó, contudo, não foi de todo rejeitado por Deus e desconsiderado por Esaú. Em cada determinada distância, Esaú deparava-se com uma prova do verdadeiro arrependimento de seu irmão e de sua tentativa em reconciliar-se. A certo ponto, o Espírito de Deus iniciou naquele duro coração um processo de quebrantamento e quanto mais se aproximava do reencontro, a ira de Esaú ia sendo abrandada. Enquanto isso, Jacó tomava todas as medidas necessárias para proteger o seu lar. E após certificar-se de que suas mulheres e filhos estavam em lugar seguro, ficou para enfrentar sozinho os resultados de seu remoto pecado. Ou, pelo menos, pensou estar só.
Às margens daquele ribeiro, o cansado peregrino iniciou uma estranha luta com um estranho homem. À princípio, creio que pensara ser Esaú, tentando resolver no braço o que não conseguira há vinte anos. Fora uma luta intensa e longa, a ponto de durar “até ao romper do dia” (v.24). O Senhor absteu-Se de Sua força divina durante toda uma noite, a ponto de a Escritura relatar que já não podia mais com Jacó, e, a fim de enfraquecê-lo, “tocou-lhe na articulação da coxa” (v.25). A luta que se travara no silêncio deve ter sido quebrada com um brado de dor, mas não com a desistência do ferido homem. E ao pedido urgente: “Deixa-me ir”, sobreveio a resposta mais comovente: “Não te deixarei ir se me não abençoares” (v.26).
Pela última vez Jacó seria lembrado como o usurpador ou enganador. Lutara com Deus com perseverança em busca da bênção e vencera o mal com o bem, através de seus presentes pacíficos. À partir dali, seu nome novo registraria o início da nação eleita de Deus: Israel. Esta noite de luta e profunda angústia também representa o tempo final descrito pelo profeta Daniel, “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Jesus também passou por experiência semelhante, mas com intensidade que não se pode comparar, ao suar gotas de sangue no jardim do Getsêmani (Lc.22:44).
Será que não estamos prestes a enfrentar semelhante noite? Creio que já estamos adentrando em sua escuridão e a nossa única salvaguarda será um testemunho de paz e uma vida de perseverante e intensa oração. Se assim formos encontrados quando vier o nosso Senhor e Salvador, como Israel, poderemos dizer: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (v.30). E Ele mesmo nos dará “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17).
Bom dia, exército de oração!
Desafio do dia: Estabeleça três horários fixos de oração por dia e, em pelo menos um deles, siga as orientações dadas por Jesus, registradas em Mateus 6:5-8.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis32 #RPSP
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“E disse o Senhor a Jacó: Torna à terra de teus pais e à tua parentela; e Eu serei contigo” (v.3).
A prosperidade de Jacó provocou a inveja no coração de Labão e de seus filhos, e a feição daquele que dantes o recebera com festa já “não lhe era favorável, como antigamente” (v.2). Era hora de sair daquele lugar e voltar para casa. E após a confirmação divina e a aprovação de Lia e Raquel, aproveitando-se de um tempo em que Labão estava fora de casa, reuniu sua família e “fugiu com tudo o que lhe pertencia” (v.21). Só após três dias Labão tomou notícia da fuga e, apercebendo-se do sumiço de seus “ídolos do lar” (v.19), saiu no encalço de Jacó com a fúria de quem se sentia traído.
O Senhor, contudo, não permitiu que a raiva de Labão fosse consumada e, em sonho, lhe falou a fim de proteger o seu servo Jacó. O diálogo que se seguiu entre sogro e genro foi amistoso e terminou com um acordo de paz. Antes disso, porém, Labão procurou certificar-se se os seus deuses não estavam naquele acampamento. E a resposta de Jacó se cumpriria com o nascimento de Benjamim: “Não viva aquele com quem achares teus deuses” (v.32). A dissimulação de Raquel e os ídolos que ainda conservava em seu coração e em seu lar lhe custaria a própria vida.Vivemos no limiar do maior evento que o Universo já contemplou. Jesus prometeu: “voltarei” (Jo.14:3). E está chegando o tempo em que os rostos que um dia nos tinham grande consideração não mais nos serão favoráveis. Sob o olhar e a bênção de Deus, o Seu povo marchará para a triunfante vitória. Até lá, o Senhor nos diz: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). É um recado claro e urgente que demanda renúncia e uma firme decisão.
Assim como a mentira e a idolatria de Raquel lhe custaria a própria vida, muitos dentre o professo povo de Deus, conservando os ídolos deste mundo no coração e no lar, sofrerão as dores de quem estava tão perto de chegar em Canaã, mas tão longe da santificação e da pureza de Cristo que são a marca daqueles que atravessarão os portais da eternidade. Com profundo zelo o Senhor reivindica que o Seu povo se mantenha imaculado da contaminação que há no mundo e, inspirando Seu servo, ordenou: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).
Não é hora de esconder ídolos, meus irmãos! É hora de fugir de nós mesmos, de nossas fraquezas, de tudo que nos remete a erros passados e de buscar, no Senhor, forças para continuar marchando até alcançar o nosso verdadeiro Lar. Que até lá, sejamos uns para os outros as mãos que ajudam a levantar, os pés que indicam o caminho certo, os lábios que proferem bênçãos e o coração que transborda o amor de Deus. A jornada é difícil e o caminho é estreito, mas grande e sobremodo poderoso é o Senhor que nos guia e nos diz: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).
Bom dia, peregrinos rumo à Canaã Celestial!
Desafio do dia: Existem muitos ídolos modernos que podem nos roubar a coroa da vida eterna. Ore pedindo ao Espírito Santo que lhe mostre os “ídolos” que acaso você ainda não abandonou e peça forças para livrar-se deles.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis31 #RPSP
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“… Tenho experimentado que o Senhor me abençoou por amor de ti” (v.27).
Enquanto o objetivo de vida de Lia era o de angariar o amor de seu marido, o de Raquel era de dar-lhe filhos. A fertilidade de Lia, porém, causou-lhe ciúmes e o desespero lhe fez exigir de Jacó a sua maternidade: “Dá-me filhos, senão morrerei” (v.1). Pela primeira vez, a Bíblia relata que “Jacó se irou contra Raquel” (v.2). Ao ver-se encurralado pela exigência de sua amada esposa, aceitou tomar a sua serva, Bila, por mulher, assim como Abraão coabitou com a serva egípcia por amor a Sara. Mas a rivalidade entre irmãs tornou-se ainda mais intensa quando Lia também entregou a Jacó a sua serva, Zilpa, por mulher. E, semelhante a Bila, Zilpa também concebeu filhos a Jacó.
Lia ainda nutria o desejo de ter mais filhos. Era impossível competir com a beleza encantadora de sua irmã. Seus filhos eram o seu único consolo. As mandrágoras que Rúben levou para ela eram muito mais do que somente um presente inocente. Acreditava-se que a mandrágora era uma planta afrodisíaca e com poderes místicos. O formato de sua raiz, que assemelha-se a formas humanas, deu origem ao mito de que o seu consumo era uma cura contra a esterilidade. Mas, na verdade, ela contém propriedades tóxicas e que causam alucinações. O desejo de Raquel por consumir tal planta, portanto, não foi o de saciar o apetite, e sim acreditando na suposta magia de sua composição de, finalmente, torná-la fértil.
O tiro, porém, saiu pela culatra. E a fertilidade que buscou de formas escusas, lhe renderam mais alguns anos de espera e o desespero em ver que Lia concebia mais filhos. Mas as misericórdias do Senhor, que “renovam-se cada manhã” (Lm.3:23), foram manifestadas na vida de Raquel. Não foram as mandrágoras que a tornaram fértil. Foram as misericórdias de Deus em resposta às suas orações. A tentativa humana em resolver a seu próprio modo o que julgam ser resultado de um descaso divino, sempre redundam em consequências dolorosas e frustrantes. Raquel precisava esperar e desfrutar de uma experiência real com o Deus de Abraão. O nascimento de José não só representava o fim de seu “vexame” (v.23). Ele representava a salvação de toda a família.
Jacó percebeu que a sua estadia na casa de seu sogro precisava acabar. Finalmente, retornaria ao seu lugar, à sua terra (v.25). No entanto, a forma como o Senhor lhe abençoara era visível e Labão não pretendia perder a sua fonte de lucro. Com astúcia, novamente tentou enganar a Jacó. Só que, desta vez, Jacó foi habilidoso e, sob a bênção divina, ele “se tornou mais e mais rico” (v.43). As mandrágoras que Raquel comprou representam o desejo humano por controlar o tempo e tentar manipular as bênçãos. A atitude de Lia em “alugar” o marido por uma noite representa a tentativa humana em preencher o coração com o que jamais conseguirá satisfazê-lo, posto que Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). E a suposta esperteza de Labão representa aqueles que pensam que suas fraudes lhe trarão benefícios, quando só causam prejuízos.
Diante dessas histórias reais de pessoas como nós, percebemos que o Senhor trabalha de forma individual e singular com cada filho Seu. Aquele que sonda os corações conhece exatamente quais sejam os nossos defeitos de caráter e, mediante as Suas ricas misericórdias, procura corrigi-los. Por vezes não compreendemos o agir de Deus e nem temos paciência para esperar o Seu tempo, mas Ele, que “Se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), compreende as nossas dores e, com longanimidade, espera a nossa entrega. Se tão somente confiarmos no Senhor e em Sua provisão, assim como Jacó obteve ovelhas fortes, Ele nos promete fortes bênçãos (v.42). Permita que Deus seja Deus em sua vida!
Feliz semana, abençoados por Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis30 #RPSP
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“Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram poucos dias, pelo muito que a amava” (v.20).
Após a sua experiência com Deus em Betel, Jacó seguiu viagem. “Olhou, e eis um poço” (v.2). Naquele oásis, estava prestes a ter uma visão que lhe encantaria os olhos e o coração. Ao deparar-se com Raquel, foi tomado de grande comoção, de forma que a beijou “e, erguendo a voz, chorou” (v.11). E por sete anos trabalhou para Labão a fim de desposá-la. Mas, Jacó, o mesmo que usurpara a confiança de Isaque, foi passado para trás por seu tio e futuro sogro. Ao invés de receber Raquel como esposa, recebeu Lia, a irmã mais velha. Assim como enganara seu pai aproveitando-se de sua cegueira, Jacó foi enganado, às cegas, recebendo como esposa a mulher de “olhos baços” (v.17).
Após descobrir que fora enganado, reivindicou o acordo que havia feito com Labão, e este lhe entregou também a Raquel pelo trabalho de mais sete anos. Uma semana depois, Jacó estava casado com as duas irmãs. Era notório o seu amor por Raquel e seu tratamento inferior com relação à Lia. No entanto, ao ver que Lia era preterida, Deus a fez fecunda, “ao passo que Raquel era estéril” (v.31). E, a cada filho que lhe nascia, Lia nutria a esperança de Jacó amá-la mais do que à sua irmã. O que não aconteceu. Em cada gestação, enchia o seu coração de uma esperança que era frustrada a cada nascimento. Então, quando deu à luz a Judá, houve uma mudança de foco. Sua esperança estava sendo depositada no lugar errado e, caindo em si, percebendo que tinha à sua disposição um amor incomparavelmente maior do que o amor de um homem, declarou: “Esta vez louvarei o Senhor” (v.35).
Quantas vezes nós mendigamos o amor de alguém que tanto amamos. Temos a necessidade de ser amados, e isso é importante. Mas, neste relato, Deus nos diz que ainda que aqueles que mais consideramos e amamos não valorizem como deveriam os nossos sentimentos, Ele nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3). Jacó trabalhou 14 anos por amor a Raquel. Deus trabalha por amor a nós, desde a fundação do mundo! Jacó trabalhou arduamente por amor a uma mulher. Deus tanto amou ao mundo “que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Quanto amor do nosso Criador! Aceite agora esse amor, louve ao Senhor e seja verdadeiramente feliz!
Feliz sábado, mui amados do SENHOR!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis29 #RPSP
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“Perto dele estava o Senhor…” (v.13).
Após seu feito corrupto, Jacó fugiu para longe da ira de Esaú, seguindo para casa de seu tio Labão, como ordenara Isaque, a fim de lá encontrar esposa. Em contrapartida, Esaú, percebendo a fuga de seu irmão e a forma como prontamente obedeceu, foi até à casa de Ismael e dali tomou mais uma esposa. Estando Jacó no caminho, ao anoitecer, parou para descansar e teve um sonho: “Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela” (v.12). O SENHOR apareceu para Jacó e lhe revelou as bênçãos que estavam reservadas para ele e seus descendentes. Ao despertar, ainda deslumbrado pelo que viu e ouviu, ele declarou ser aquele lugar a “Casa de Deus, a porta dos céus” (v.17).
A atitude de rebelião de Esaú em contraste com a obediência de Jacó atesta todas as evidências bíblicas de que na obediência há a bênção divina. O Senhor nos deixou a Sua vontade expressa em Sua Palavra. Jesus disse que ainda que estejamos neste mundo, nós não somos daqui (Jo.17:14). Paulo nos admoestou a não nos acostumarmos com “este século”, mas a sermos transformados através de uma mente renovada, a fim de que experimentemos “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Jacó precisava ter sua mente renovada e os anos que passaria sob trabalho que lhe exigiria grande esforço, abnegação e renúncia, o prepararia para retornar à terra que o Senhor lhe prometeu como um homem justo e íntegro.
Deus ainda fala conosco hoje e Ele tem prazer nisso. Quando abrimos o nosso coração para recebê-Lo e ouvi-Lo, onde quer que estivermos estaremos diante da porta dos céus. Jacó ainda tinha muito o que aprender e nunca imaginara que passaria tantos anos na casa de Labão até que pudesse retornar. Deus não fala conosco para nos prometer uma vida de facilidades, e sim a Sua companhia constante em todos os momentos: “Eis que Eu estou contigo” (v.15). Todos olharam para Jacó e viram nele um mentiroso. Deus olhou para ele e enxergou um príncipe que daria nome à Sua nação eleita. Hoje, o Senhor sonda o nosso coração à procura dos que aceitam ser Seus príncipes e princesas. Ele nos está preparando para voltarmos para Casa! Tão somente confiemos que, onde quer que estivermos, o Senhor ali está (v.16).
“O Deus Todo-Poderoso te abençoe” (v. 3) e guie cada passo teu!
Bom dia, príncipes e princesas do SENHOR!
Rosana Garcia Barros
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“Passou Esaú a odiar a Jacó por causa da bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e disse consigo: Vêm próximos os dias de luto por meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão” (v.41).
A rebelião de Esaú ficou evidente a partir do momento em que contraiu matrimônio em jugo desigual. Judite e Basemate “se tornaram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca” (Gn.26:35). Mesmo tendo conhecimento da profecia quanto a Jacó, a predileção de Isaque por Esaú o fez temer subjugar seu primogênito a menor do que seu irmão. Resolveu então simplesmente seguir a orientação da tradição, abençoando o mais velho como chefe da família e principal na continuação de sua descendência. Rebeca, porém, arquitetou um plano que mudaria o curso de suas vidas e levaria Jacó a fugir do destino de Abel (Gn.4:8).
Enganado pelos sentidos, e com a visão comprometida, o velho pai não reconheceu o farsante. Jacó conseguiu disfarçar a pele, o cheiro da roupa, e até mesmo o gosto do cozinhado, mas a voz foi a única coisa que deixou Isaque confuso: “A voz é de Jacó, porém as mãos de Esaú” (v.22). Mesmo sentindo-se inclinado a não anuir aos planos de sua mãe, viu ali a oportunidade de conseguir o que desde o ventre reclamava. Diante de seu pai percebeu que já tinha ido longe demais e, com um engano após outro, consumou o intento. Quão grande foi a amargura e quão terríveis os sentimentos que tomaram o coração de Esaú ao deparar-se com a bênção perdida! Rebeca sofreria a consequência de sua atitude, pois a fuga de Jacó lhe privaria de ver-lhe o rosto novamente.
Amados, o Senhor promete abençoar a todo aquele que nEle confia e se refugia. Não precisamos utilizar de subterfúgios para conseguir o que o Senhor já nos prometeu. Tão certo quanto Ele vive, cada uma de Suas promessas são dignas de confiança. Não era propósito de Deus que Jacó saísse dali deixando para trás um irmão amargurado. Nem tampouco que Rebeca morresse sem nunca mais ver o seu filho. No entanto, apesar das consequências danosas de nossas más escolhas, a misericórdia de Deus sempre nos alcança quando há arrependimento e confissão de pecados. Jacó teria de percorrer uma senda sobremodo difícil a partir dali, mas sua voz encontraria o coração de um Pai que não pode ser enganado.
Muitos há que, à semelhança de Esaú, têm esbanjado a vida com as coisas deste mundo, enquanto professam piedade. E quando se veem na iminência de terem de enfrentar os resultados da desobediência, lançam ódio sobre aqueles que percebem ter sido abençoados. Caim e Abel, Esaú e Jacó, simbolizam o grande conflito entre o bem e o mal. Apesar de irmãos, não fazem parte do mesmo povo. A família de Deus não é constituída de nacionalidade, credo ou posição, mas daqueles que têm seus nomes inscritos no Livro da Vida do Cordeiro. Estamos na iminência de ver o nosso Senhor cumprindo a Sua derradeira promessa. E de que lado nos encontramos neste conflito?
Não haja pois entre nós, meus irmãos, “algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:16-17). O Senhor estava disposto a perdoar a iniquidade de Esaú, tão somente ele aceitasse ser liberto: “quando, porém, te libertares, sacudirás o seu jugo da tua cerviz” (v.40). Que nossos sentidos estejam aguçados para sabermos fazer a diferença entre o santo e o profano e que, familiarizados com a voz de Deus, jamais sejamos confundidos pelo engano.
Bom dia, libertos do mal!
Rosana Garcia Barros
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