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“Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou pelo deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os Seus mandamentos” (v.2).
A recordação sempre gera alguma reação, que pode ser positiva ou negativa. Lembrar de situações ou de pessoas, reviver momentos difíceis ou felizes é algo que traz à tona sentimentos e emoções capazes de influenciar na dinâmica, inclusive, de nossa saúde mental, física e, até mesmo, espiritual. A exortação de Moisés a Israel no capítulo de hoje, trata exatamente disto, de trazer à memória toda a jornada do povo no deserto. Na verdade, o próprio Moisés iniciou este processo desde o seu primeiro discurso.
Israel precisava relembrar todos os feitos do Senhor, a aplicação dos Seus juízos sobre os impenitentes e a provisão de água e alimento durante a sua peregrinação. Em seu coração precisava estar bem claro “que, como um homem disciplina a seu filho” (v.5), assim o Senhor os disciplinava. Como um Pai amoroso, nunca permitiu que Seus filhos andassem maltrapilhos, mas lhes conservou novas as vestes em todo o trajeto até Canaã. E mesmo que caminhando por terras áridas, o Senhor não permitiu que Seus pés inchassem.
A descrição que se segue da “boa terra” (v.7) que seria dada a Seus filhos dá um vislumbre da terra que o Senhor prometeu aos que amam a Sua vinda. Lembre de como o Senhor tem te conduzido pelo caminho. Faça uma retrospectiva pessoal de como Ele tem te chamado para viver uma vida santa ao Seu lado aqui, até que você chegue à boa terra, onde nada te faltará (v.9). Ali, você comerá e se fartará, “e louvarás o Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu” (v.10). Mas, enquanto aqui estivermos, comamos e nos fartemos “de tudo o que sai da boca do Senhor” (v.3).
Como peregrinos neste mundo, “não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios… revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação” (1Ts.5:6 e 8). Para que não “se eleve o teu coração, e te esqueças do Senhor, teu Deus” (v.14), que te libertou do cativeiro do pecado para te levar a um lugar mui excelente. “Não diga, pois, no teu coração” (v.17), que as bênçãos alcançadas vieram do teu esforço próprio, e sim que o Senhor te deu forças para alcançá-las (v.18).
“Há um país nas terras de além rio, cheio de flores, de prazer e luz. É destinado às almas resgatadas, lá não terão mais lutas, nem mais cruz” (HASD, n°572). Você almeja chegar a este país? “Recordar-te-ás”, pois, que o passaporte já foi garantido com o visto do sangue do Cordeiro. Aguardemos, pois, com perseverança, a ordem de embarque: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34).
Vigiemos e oremos, e louvemos ao Senhor por Seus grandes feitos!
Bom dia, benditos do Senhor Deus de Israel!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio8 #RPSP
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“Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que Lhe fosse o Seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (v.6).
Cientes de que que estavam para entrar em terras de gigantes e de povos mais numerosos do que eles, os filhos de Israel deveriam sustentar fé consistente no Senhor que os livrara das cadeias do Egito. Aquelas “sete nações” (v.1), que haviam rejeitado anos de misericórdia deveriam ser totalmente destruídas e ignorada qualquer aliança que tentassem fazer com Israel. Casamentos mistos também foram proibidos a fim de preservar o povo da idolatria (v.4).
Israel não fora eleita por predileção ou por ser um povo destacado dentre os demais, mas, sendo “o menor de todos os povos” (v.7), o Senhor Deus o amou e cumpriria com fidelidade o juramento feito aos seus pais. A fidelidade da aliança e da misericórdia do Senhor é mantida às gerações “que O amam e cumprem os Seus mandamentos” (v.9), bem como o Seu juízo, aplicado “aos que O odeiam, fazendo-os perecer” (v.10). Israel não deveria temer os seus inimigos, mas confiar no poder de Deus para detê-los em suas obras perversas.
As bênçãos decorrentes da obediência faz do fiel povo de Deus “bendito… mais do que todos os povos” (v.14). Há, porém, um abismo de diferença entre ser obediente à letra da Lei e ser obediente ao Senhor da Lei. Na conquista de Jericó, por exemplo, toda a cidade foi destruída, menos uma mulher e sua família, Raabe. A orientação do Senhor era clara: “totalmente as destruirás” (v.2). Porém, um notável testemunho foi dado por aquela mulher que, por sua fidelidade, teve a sua vida poupada e entrou para a privilegiada galeria das mulheres que fizeram parte da genealogia de Jesus Cristo.
Precisamos compreender a Palavra de Deus à luz de Seu caráter justo e misericordioso. Ainda que nos deparemos com muitos inimigos pelo caminho, precisamos confiar que o Senhor, nosso Deus, está no meio de nós, “Deus grande e temível” (v.21), e que, “pouco a pouco” (v.22), cada inimigo será derrotado no tempo determinado. Até lá, cumpre-nos buscar viver com integridade diante de Deus, guardando a nossa mente e a nossa casa da conformidade com as abominações deste século.
Há um último povo sendo separado pelo Senhor. Não mais uma nação apenas, mas um remanescente de “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Uma igreja invisível que, tendo “tudo em comum” (At.2:44), caminha sobre as mesmas pegadas deixadas pelo Salvador. Que a minha e a sua família façam parte deste exército militante. E ainda que, até lá, inimigos se levantem, confiemos na promessa divina:
“Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; Ele vem e vos salvará” (Is.35:4). Aleluia! Amém!
Vigiemos e oremos!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio7 #RPSP
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“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (v.4).
Neste capítulo está contido o Shemá que, em hebraico, significa “ouve”. Este trecho das Escrituras revelava a necessidade em que Israel desse ouvidos aos mandamentos, estatutos e juízos do Senhor, tendo como esteio legal o amor: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (v.5). Os três aspectos (mental, espiritual e físico) deveriam estar em plena ligação com Deus. Não se tratava de uma subserviência cativa, mas de uma adoração voluntária; a ordem de Deus obedecida por amor.
Esta obediência, porém, deveria ultrapassar os limites individuais do coração dos pais e servir de escola na vida dos filhos. A gentil e paciente educação deveria ser a tônica de cada lar israelita. Competia aos pais ensinar seus filhos através da rotina diária que Deus era o único Senhor. O sinal na mão e “por frontal entre os olhos” (v.8) significa o caráter não somente teórico, mas também prático da Palavra de Deus. Cada pai e cada mãe que compreenda a sua responsabilidade doméstica, deve buscar no Senhor uma vida de santidade, tendo como objetivo principal o aperfeiçoamento do caráter, seu e de seus filhos.
Uma vida de obediência gera três coisas muito importantes:
- Temor a Deus: “para que temas ao Senhor” (v.2) – Eis a primeira voz angélica para os nossos dias: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegado o dia do Seu juízo” (Ap.14:7). Temer a Deus não significa ter medo de Deus, e sim o respeito como reconhecimento por quem Ele é, como continua dizendo o primeiro anjo: “… e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (idem). Eu preciso deixar bem claro diante do Universo que eu e a minha casa servimos, adoramos e tememos ao Deus Criador;
- Recompensas aqui e no porvir: “casas cheias de tudo o que é bom… poços abertos… vinhais e olivais” (v.11); “para que bem te suceda, e entres, e possuas a boa terra” (v.18); “para o nosso perpétuo bem” (v.24). O Senhor não nos prometeu apenas bênçãos neste mundo, afinal, antes de chegar a Canaã, Israel teve de atravessar o deserto. Contudo, há bênçãos prometidas para todo aquele que busca fazer “o que é reto e bom aos olhos do Senhor” (v.18). Mas ainda que as adversidades atinjam o lar dos filhos de Deus, as recompensas eternas sobrepujam todo e qualquer sofrimento transitório. Além do mais, a prosperidade aqui também pode ser uma ameaça, por isso, “guarda-te, para que não esqueças o Senhor” (v.12)
- A justiça de Deus: “Será por nós justiça, quando tivermos cuidado de cumprir todos estes mandamentos perante o Senhor, nosso Deus, como nos tem ordenado” (v.25). A justificação pela fé é atribuída a todo aquele que crê em Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. Isto é fato. Entretanto, este “crê” muitas vezes é entendido de forma equivocada, como se não dependesse de nenhuma resposta de nossa parte. A fé requer de nós mudança de rota, renúncia e, por vezes, o risco de morte. Lembremos de Abraão que saiu da casa de seu pai para ir a uma terra desconhecida, e que estava disposto a sacrificar o próprio filho para obedecer ao mandado do Senhor. Ou de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que entregaram seus corpos para serem queimados mesmo não tendo conhecimento do livramento divino.
Antes da obediência, amados, vem o amor, e, somente pela “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), podemos experimentar a graça de um coração e de um lar regido pelo Espírito Santo. Quando nossos filhos questionarem a nossa fé, seja esta a nossa resposta, por palavras e por exemplo: “O Senhor nos ordenou cumpríssemos todos estes estatutos e temêssemos o Senhor, nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como tem feito até hoje” (v.24).
Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias vitoriosas em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio6 #RPSP
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“Cuidareis em fazerdes como vos mandou o Senhor, vosso Deus; não vos desviareis, nem para a direita, nem para a esquerda” (v.32).
O segundo discurso de Moisés foi inaugurado com a repetição dos dez mandamentos. Perante “todo o Israel” (v.1), ele proferiu a transcrição do caráter divino que o próprio Deus escrevera “em duas tábuas de pedra” (v.22). A importância de transmitir as palavras de Deus e de inculcá-las na mente do povo envolvia a preservação daquela e das demais gerações que deveriam conservar não um mero sistema religioso, mas um só coração guiado pelo Espírito Santo.
Relembrando o que estudamos em Êxodo 20, nos mandamentos do Senhor encontramos os dois pilares da fé cristã: o amor a Deus e o amor ao próximo. Os quatro primeiros mandamentos nos reportam a Deus, como o único Deus verdadeiro e digno de toda a adoração. Os seis últimos revelam como devemos amar o nosso semelhante. E na junção de todos eles encontramos a perfeita harmonia da lei áurea, que aponta para a nossa falibilidade em cumpri-la e o plano infalível de Deus através de Jesus Cristo.
Mesmo que a nossa obediência não seja a causa da salvação, e sim o resultado, ela nos ajuda a dar passos maiores na direção de Deus. A gloriosa manifestação do Senhor no Sinai fora uma cena maravilhosa demais para Israel. A voz do Senhor “do meio do fogo” (v.24), o terremoto, os trovões, encheram os filhos de Israel de grande temor; de modo que rogaram a Moisés que ele fosse o mediador e porta-voz entre Deus e eles. A comunhão de Moisés com o Senhor e sua obediência em fazer tudo quanto Ele ordenara lhe conferiu o privilégio de vê-Lo face a face.
“[Todos] os que, hoje, aqui estamos vivos” (v.3) devemos ouvir, aprender e cuidar em cumprir a lei de Deus como uma manifestação do Seu amor derramado em nosso coração por intermédio do Espírito Santo. A respeito dos nossos pecados, Jesus nos diz:
“Somente Meu sangue pode apagá-lo. Se você quiser daqui para diante escolher o caminho da humilde obediência e confiar somente nos méritos do Meu sangue para cobrir suas transgressões passadas, ‘Eu … sou o que apaga as tuas transgressões … e dos teus pecados Me não lembro.’ (Is.43:25). Mas se você escolher o caminho dos transgressores, deve ceifar a recompensa do transgressor. ‘O salário do pecado é a morte.’ (Rm.6:23)” (Testemunhos Seletos, v.1, p.543).
“Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22).
Vigiemos e oremos!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio5 #RPSP
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“Por isso, hoje, saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há” (v.39).
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“Não os temais, porque o Senhor, vosso Deus, é O que peleja por vós” (v.22).
Os últimos anos da jornada de Israel no deserto foram marcados por conflitos e batalhas com os povos vizinhos. As nações pagãs haviam enchido o cálice da ira de Deus, de modo que, semelhante à Sodoma e Gomorra, desde o menor até ao maior, todos davam publicidade ao mal.
Tão perto como estava da terra prometida, Moisés fez um último pedido ao Senhor, de que permitisse a sua entrada em Canaã. Seu velho coração almejava colocar os pés naquela terra separada por Deus como herança ao Seu povo; na mesma terra onde pisaram Abraão, Isaque e Jacó. Mas apenas os seus olhos contemplariam aquele lugar. Deus tinha algo incomparavelmente melhor para o Seu servo sofredor. A aparição de Moisés para Cristo na transfiguração é uma prova inequívoca de que o grande líder de Israel não pôde viver para entrar na Canaã terrestre, mas passou por uma ressurreição especial para viver na Canaã celeste (Veja Mt.17:1-8 e Jd.9).
O objetivo de Deus para o Seu povo era que Israel se tornasse uma nação modelo diante dos demais povos da Terra. Ele não ordenaria a destruição completa de nações se ali tivessem pessoas dispostas a conhecê-Lo e servi-Lo. Sabemos, porém, que o Senhor não interfere em nosso livre arbítrio e que requer que O amemos sem reservas, ainda que as nossas expectativas não sejam atendidas, porque, semelhante a Moisés, Ele deseja nos dar muito além do que possamos imaginar.
A nossa luta, hoje, “não é contra contra o sangue e a carne”, ou seja, não é contra pessoas, “e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso”, contra Satanás e seus anjos (Ef.6:12). E neste grande conflito não teríamos a mínima chance de vitória não fosse a vitória de Cristo por nós. Jesus é O que peleja por nós e nesta certeza devemos avançar como exército militante rumo ao eterno triunfo.
“Não temas” (v.2) diante das circunstâncias adversas da vida. Permita que o Senhor faça delas oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento do caráter. Ainda que aqui não alcancemos os nossos sonhos, lembre de que o sonho de Deus para nós supera qualquer expectativa desta Terra. Pois, “como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9).
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, aqueles que amam a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio3 #RPSP
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“Tendes já rodeado bastante esta montanha; virai-vos para o norte” (v.3).
A rebelião de Israel os levou a retroceder para o lugar inicial de suas peregrinações. E após uma jornada prolongada ao redor da montanha de Seir, o Senhor orientou o Seu povo a marchar para o norte. Passariam pelas fronteiras das terras dos filhos de Esaú, que ficariam com medo ao avistar aquela numerosa e organizada multidão. A ordem dada por Deus, contudo, incluía um procedimento pacífico tanto para com eles, como também para com os descendentes dos filhos de Ló.
Em um trajeto consideravelmente curto, Israel demorou “trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu no meio do arraial, como o Senhor lhes jurara” (v.14). Mesmo sob as ordens de atravessarem as terras inimigas em paz, o Senhor sabia da recusa de Seom em conceder a Israel uma passagem pacífica e tanto este reino quanto outros testemunharam da força de um povo cujo Deus é o Senhor. Ao ouvirem da fama de Israel, todas as nações tremeriam diante dela e seriam tomadas por terrível angústia.
Seom representou as primícias da terra que Deus prometera aos filhos de Israel. Após uma longa jornada, aquela geração estava preparada para a tão aguardada conquista. Muitos julgam árdua e demorada a jornada cristã neste mundo. É indubitável que já se passaram quase dois mil anos desde que Jesus nos prometeu as moradas do Pai (Jo.14:1-3), e Ele sabe que andamos “por este grande deserto” (v.7). No entanto, o Senhor, nosso Deus, tem estado com o Seu povo todo este tempo e, sendo o bom Pastor, jamais permitiu que nada nos faltasse (v.7).
Quem anda no Caminho excelente já pode provar aqui das primícias do celeste Lar. Por Seu Espírito, Deus nos concede o gozo de experimentarmos a Sua bondade na Terra e a paz “que excede todo o entendimento”, guardando o nosso coração e a nossa mente “em Cristo Jesus” (Fp.4:7). Pelos frutos do Espírito podemos provar das delícias que havemos de usufruir pelos séculos eternos. “Levantai-vos, agora” (v.13), Israel de Deus, e marchemos “à terra que o Senhor, nosso Deus, nos dá” (v.29)!
“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:35-37).
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, geração de eleitos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio2 #RPSP
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“O Senhor, vosso Deus, vos tem multiplicado; e eis que, já hoje, sois multidão como as estrelas dos céus” (v.10).
Na planície do Jordão, Moisés iniciou o seu primeiro discurso ao povo antes de sua morte. O livro de Deuteronômio compõe um rico compêndio da história de Israel, suas leis, a importância da obediência, a repetição dos dez mandamentos e das cerimônias, de uma série de quatro sermões do grande líder. Diante de uma nova geração que, em sua maioria, não testemunhou os prodígios do Egito e a manifestação do Senhor no Sinai, Moisés proferiu as palavras deste livro a fim de entregar a Josué uma nação ciente de seus direitos e deveres para com Deus e uns para com os outros.
Notem que Moisés não iniciou o discurso com as experiências do Egito. Ao rememorar a trajetória no deserto, deu ênfase à fase de Israel não como povo cativo, mas como nação livre. Caminhada após caminhada, a mão do Senhor conduzia Israel “como um homem leva a seu filho” (v.31), disciplinando-o quando necessário e amando-o em todo o tempo. Mas diversas foram as circunstâncias que levaram o povo a murmurar contra Deus e contra seus líderes. Nem mesmo os inúmeros milagres e bênçãos visíveis e palpáveis foram suficientes para aplacar a ira de um povo habituado a reclamar. Contudo, serviam a um Deus fiel e que cumpriu a antiga promessa dada a Abraão: “Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes… Será assim a tua posteridade” (Gn.15:5).
Em um século onde a palavra-chave é lucro, multidões têm seguido pelo caminho de uma religião circunstancial. As circunstâncias governam a vida e sob a mínima prova, depõem sua fé. O que ocorrera com Israel acontece hoje no “grande e terrível deserto” (v.19) deste mundo. E o mesmo consolo nos é dado: “Não temas e não te assustes” (v.21). Porém, à semelhança da antiga nação, muitos permanecem “rebeldes à ordem do Senhor, nosso Deus” (v.26), compondo uma “maligna geração” (v.35) que não verá a terra eterna.
Assim como Israel parou para ouvir o discurso de seu líder, precisamos parar para ouvir o que o Senhor deseja nos falar por meio de Sua Palavra. Lembrem-se de que os comentários são auxiliares, e não podem jamais substituir a sua busca e contato pessoal com as Escrituras. Nestes dias decisivos precisamos compreender que a verdadeira adoração não consiste apenas em fazer parte de Israel, mas em ser um verdadeiro adorador do Deus de Israel, independente das circunstâncias. Que tão perto como estamos da pátria celestial, oxalá diga o Senhor a nosso respeito: “ele(a) ali entrará” (v.38).
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio1 #RPSP
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“São estes os mandamentos e os juízos que ordenou o Senhor, por intermédio de Moisés, aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó” (v.13).
Pensando na divisão da herança, alguns representantes da tribo de Manassés consultaram Moisés acerca da parte que caberia às filhas de Zelofeade. Apesar da conquista dessas mulheres de um direito divinamente reconhecido, seus irmãos de tribo visualizaram o prejuízo que lhes sobreviria caso elas casassem com homens de outras tribos. A transmissão daquelas terras diminuiria a herança daquela tribo e acrescentaria às tribos de seus supostos maridos.
Considerando justa a preocupação da “tribo dos filhos de José” (v.5), bem como havia tido como justo o pedido das filhas de Zelofeade, o Senhor ordenou que tanto estas quanto qualquer filha de Israel que possuísse alguma herança, se casasse “com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais” (v.8). Assim fizeram as filhas de Zelofeade, casando-se “nas famílias dos filhos de Manassés” (v.12), conservando a herança de sua tribo.
Na fronteira da terra prometida, era necessário um povo comprometido com o Senhor e Sua Palavra. Os “mandamentos e os juízos” (v.13) de Deus deviam ser obedecidos para que os filhos de Israel experimentassem os deliciosos frutos da obediência. A repartição da herança seria um dos frutos de sua fidelidade a Deus e a oportunidade de provar e ver que Ele é um Deus justo que não dá a um menos e a outro mais, mas em justa medida divide a recompensa.
Havia uma visível preocupação do Senhor para com as famílias de Israel. Se os casamentos fossem realizados conforme às regras estabelecidas por Deus, grande bênção os acompanharia. Semelhante às filhas de Zelofeade, precisamos confiar no “Assim diz o Senhor”, na certeza de que Ele não irá nos desamparar. Aos solteiros, Ele diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Aos casados, diz: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor… Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama” (Ef.5:22 e 28).
Jesus voltará para buscar um povo composto por famílias que buscaram viver a vontade de Deus com integridade. Que a minha e a sua família façam parte desta última estatística.
Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números36 #RPSP
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“Não contaminareis, pois, a terra na qual vós habitais, no meio da qual Eu habito; pois Eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel” (v.34).
Das quarenta e oito cidades estabelecidas por Deus como cidades dos levitas, seis delas foram separadas para um fim especial. Cada tribo de Israel daria cidades para a habitação dos levitas e para as cidades de refúgio “na proporção da herança” (v.8) que recebesse. As cidades de refúgio serviam para acolher o homicida que matasse “alguém involuntariamente” (v.11). Na linguagem jurídica atual, poderíamos denominar tal homicídio de culposo, ou seja, sem a intenção de matar.
Mesmo que fosse um ato involuntário, o homicídio derramava na terra um sangue que precisava ser expiado, assim como o crime culposo hoje, apesar de ter uma pena amenizada, não deixa de ter a sanção penal prevista. Enquanto aguardava um julgamento que levasse em conta a ausência de dolo, o homicida não poderia sair dos muros da cidade de refúgio, devendo ficar ali “até à morte do sumo sacerdote, que foi ungido com o santo óleo” (v.25). A morte do sumo sacerdote prefigurava o sacrifício de Cristo, que faria expiação por toda humanidade. Mas se o homicida saísse “dos limites de sua cidade de refúgio, onde se tinha acolhido, e o vingador de sangue” o encontrasse “fora dos limites dela”, este poderia matá-lo sem que fosse “culpado do sangue” (v.26-27).
Feliz é aquele que faz do Senhor o seu refúgio. Para este há sempre a segurança em saber que a sua vida está nas melhores mãos. Diz o salmista: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Somos todos pecadores, e, portanto, culpados do sangue do Inocente. Porque “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm.5:12). “Mas Ele foi trespassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Is.53:5).
Somente em Cristo podemos permanecer seguros até que Ele venha. Sair de sua presença significa colocar em risco a própria vida, podendo selar o destino eterno para a perdição. Ao contrário do vingador de sangue em Israel, que geralmente era um dos parentes mais próximos da vítima buscando vingar o sangue derramado, há um derramador de sangue espreitando cada vida humana esperando a mínima oportunidade para matar e destruir todo aquele que abandona o seguro refúgio divino. Portanto, amados, “sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8).
Enquanto estivermos abrigados no esconderijo do Altíssimo, Satanás continuará apenas em derredor. À cada manhã, apegue-se à Palavra de Deus e à oração, e você permanecerá seguro durante todo o dia, até aquele Grande Dia.
Vigiemos e oremos!
Bom dia, refugiados no Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números35 #RPSP
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