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“Porque o Senhor Se agrada do Seu povo e de salvação adorna os humildes” (v.4).
Detentora de um conjunto de leis e estatutos dados pelo próprio Deus por intermédio de Seu servo Moisés, Israel tinha tudo para ser uma nação modelo diante das demais. Desde o santuário, suas celebrações e assembleias solenes, seu estilo de vida, educação e princípios, deveriam cumprir o propósito divino “perante os olhos dos povos”, que diriam: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Não era, porém, ornada para orgulho nacional, mas para iluminar o mundo com a glória de Deus.
Contudo, mais do que cerimônias e práticas externas, o que de mais precioso havia em Israel era o que estava “nas suas mãos, espada de dois gumes” (v.6), “a sentença escrita” (v.9). Para uns bênção e vida, para outros, maldição e morte. A “espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef.6:17), declara a jurisdição do Criador, a autoridade do Senhor dos senhores, a inscrição do Rei dos reis e o poder de Deus. Sobre ela, Paulo escreveu: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb.4:12).
Há uma virtude indispensável para o fiel entendimento das Escrituras: a humildade. Sob o olhar vigilante do Espírito Santo, cada leitor da Bíblia define recebê-Lo ou repeli-Lo. As intenções são investigadas, os pensamentos sondados e quantas vezes o Senhor, ansioso por abrir as janelas do Céu e derramar sobre todos as bênçãos advindas de Sua vontade, tem de retê-las e deixar na escuridão o descuidado ou ambicioso estudante. Quão límpida quanto a água pura é a Palavra de Deus para o fiel e humilde adorador, mas como enigma e loucura, se mostra aos orgulhosos.
“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1Co.1:18). Por não compreender que as Escrituras apontavam para Cristo e Seu sacrifício perfeito, foi que Israel declinou de sua eleição. Em sua visão do Apocalipse, João viu sair da boca de Jesus “uma afiada espada de dois gumes” (Ap.1:16). A “palavra que procede da boca de Deus” (Dt.8:3, Mt.4:4), é oferecida como a completa nutrição para a alma mediante a obediência ao protocolo divino: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc.8:8).
Logo, Cristo voltará. Virá “para exercer vingança entre as nações e castigo sobre os povos… para executar contra eles a sentença escrita” (v.7 e 9). Como Israel espiritual de Deus, busquemos nas Escrituras a inteligência, a sabedoria e o conhecimento de Cristo a fim de sermos “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15); que manifesta na vida “um novo cântico” (v.1) ao Senhor; uma declaração viva de que há um povo na Terra que ama a Deus e ao próximo de forma genuína e sincera. Só então, seremos habilitados a proclamar o último chamado de Deus ao mundo, declarando “as virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo149 #RPSP
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“Ele exalta o poder do Seu povo, o louvor de todos os Seus santos, dos filhos de Israel, povo que Lhe é chegado. Aleluia!” (v.14).
Em toda a Bíblia, só encontramos a expressão “Aleluia” 22 vezes no livro de Salmos e 4 vezes no livro do Apocalipse. Aleluia vem do hebraico Hallelujah, que significa Louvado seja Deus. Com uma aplicação de louvor e adoração ao Deus verdadeiro, esta palavra, apesar de ter se tornado popular no vocabulário pentecostal num contexto apenas musical, está relacionada na Bíblia basicamente em torno de dois temas: Deus como Criador e Deus como Justo Juiz.
O Salmo de hoje é um convite a toda a criação, incluindo os elementos abióticos e todas as milícias celestes, para conferir a Deus o louvor que Lhe é devido. Obedecendo ao comando do Criador, a natureza cumpre o seu propósito e canta da grandeza do Onipotente. Na vida conferida pela luz do astro diurno, nas estrelas que permanecem em seu lugar, nas árvores a nos dar o sustento, nas pessoas tão diferentes umas das outras mas tão igualmente amadas pelo Pai, tudo, ainda que degradado pelo pecado, declara que Deus mandou, “e foram criados” (v.5).
Tudo e todos pertencemos a Deus. De Suas mãos viemos, e se nEle permanecermos, para elas retornaremos. É só uma questão de tempo, e o Criador virá como Juiz para vindicar o que é Seu. Ele mesmo declarou: “Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas coisas” (Ap.22:16). Ele não nos abandonou nas trevas, mas, em Sua vida e obras nos deixou a clara revelação do caráter imaculado, humilde e compassivo de Deus. Muitos julgam demorada a promessa do segundo advento, “dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:4). Mas creio, como Pedro, estarmos vivendo em tempos de misericórdia, em que o Senhor nos aguarda (2Pe.3:9).
Deus está aguardando “um povo preparado” (Lc.1:17), uma igreja militante, “para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5:27). Uma igreja que, reconhecendo a sua condição morna e miserável busque em Jesus viver a melodia de Seu perfeito exemplo. Declaremos Aleluias ao Cordeiro mediante uma vida de fé prática, tendo a plena convicção que isso não vem de nós, “é dom de Deus” (Ef.2:8). Abramos o nosso coração para a obra do Espírito Santo e Ele nos conduzirá às Aleluias celestes. Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo148 #RPSP
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“Agrada-se o Senhor dos que O temem e dos que esperam na Sua misericórdia” (v.11).
Muitos há que têm buscado respostas para questionamentos que fogem ao entendimento da mente humana. Como seres finitos, não somos capazes de compreender O infinito em Sua plenitude. O Senhor é grande “e o Seu entendimento não se pode medir” (v.5). Querer desvendar os mistérios de Deus é como querer transformá-Lo em um ser finito. O que Ele nos deixou em Sua Palavra é o suficiente para dEle aprendermos e nEle vivermos, como está escrito: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt.29:29).
O Senhor conhece cada um de Seus filhos. Ele conhece o nosso íntimo. Ele sabe o que nos alegra e o que nos faz chorar. Amados, se Ele sabe quantas estrelas existem em todo o Universo “chamando-as todas pelo seu nome” (v.4), o que nos faz pensar que Ele não olha para nós? Enquanto estivermos neste mundo manchado pelo pecado, muitas vezes sentiremos o nosso coração em pedaços e a vida nos marcará com feridas que parecem que nunca irão sarar. Mas se, apesar de tudo, confiarmos no Senhor que nos ampara (v.6), Ele mesmo sarará o nosso coração e tratará de cada uma de nossas feridas (v.3).
Temer a Deus requer confiança, mas também requer ação. Precisamos clamar ao Senhor para que possamos sempre viver uma fé prática. Uma fé que não se abale ainda que não consigamos compreender a razão de passarmos por algum tipo de aflição. Jó sofreu uma provação sobremodo terrível, e ainda assim, em nenhum momento duvidou da fidelidade e da grandeza de Deus. Pelo contrário, o seu sofrimento resultou em conhecer a Deus de um modo que ele jamais havia experimentado: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:5).
O Todo-Poderoso tem o controle de tudo. Ele é “o Princípio e o Fim” (Ap.22:13). Assim como Ele estabeleceu leis da natureza, Ele também “mostra a Sua Palavra… as Suas leis e os Seus preceitos” (v.19) a todo aquele que O teme e que espera em Sua misericórdia (v.11). Portanto, não ignoremos os ensinamentos que Ele nos deixou (v.20). A falta de fé é proveniente de uma vida que não se deleita em ouvir e estudar a Palavra do Senhor, pois “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm.10:17).
Lembre-se da palavra que o Senhor nos deixou: “O justo viverá por fé” (Hc.2:4). Jesus tem nos chamado a segui-Lo e nos deixou o “GBS” da fé, a Grande Bíblia Sagrada. Continuemos sendo por ela reavivados. Aceitemos o gentil convite do Senhor a nEle esperar. E teremos motivos de sobra para todos os dias declarar: “Aleluia!” (v.20) “Grande é o Senhor nosso e mui poderoso” (v.5)! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, homens e mulheres de fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo147 #RPSP
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“Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor, seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a Sua fidelidade” (v.5-6).
Na natureza estão as digitais do Criador, uma declaração constante de Seu poder e amor. Em céu, terra e mar podemos ver na diversidade e complexidade dos seres animados e inanimados, em sua composição e no funcionamento perfeito de cada organismo vivo, as claras evidências de seu Arquiteto e Edificador. As teorias humanas que surgem da necessidade de uma explicação palpável acerca da origem e manutenção do mundo e dos que nele habitam, têm transmitido o que muitos julgam ser algo concreto e aceitável, quando não passam de ideias sem sentido e vazias.
O Salmo que inicia uma sequência de Salmos de “Aleluia!” (v.1, 10), introduz o princípio ativo desde a fundação do mundo: a falibilidade humana e a fidelidade do Criador. Sendo o último na tríade dos patriarcas, Jacó foi duramente provado. Fugitivo do lar, escravo da culpa e fatigado pelos anos de trabalho exaustivo, ele sentiu em sua própria experiência a advertência do salmista: “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação” (v.3). Mas Deus revelou a Sua fidelidade para com Abraão, Seu servo, e estendeu perante Jacó a escada do perdão e da salvação (Gn.28:12), e esta escada é Cristo (Jo.1:51).
O Senhor mostrou que não era apenas o Deus de Abraão e de Isaque, mas também o Deus de Jacó. O terceiro patriarca, porém, precisava sofrer os resultados do engano e ser forjado nos moldes do Céu. Em retorno para a sua terra, lhe veio à tona, com força avassaladora, a culpa e o medo. Logo teria de estar frente a frente com Esaú, o que lhe causou terrível pavor. Mas foi na noite mais escura de sua vida, foi na hora em que mais sua indignidade e fraqueza lhe afligiu, que Cristo Jesus veio ao seu encontro. Mas Jacó estava tão atordoado na percepção de seu íntimo, que entendeu ser um inimigo Aquele que viera em seu favor.
Milhares têm se perdido por dar mais ouvidos aos homens e ao próprio coração enganoso, negando que há um Criador que nos convida a participar de Sua alegria e um Salvador que veio para que tenhamos vida, “e vida em abundância” (Jo.10:10). Rejeitam a Bíblia, a criação e a redenção em troca de fábulas de homens que, morrendo, “perecem todos os seus desígnios” (v.4). Já no ato da criação, o Senhor nos deixou um memorial, um dia separado a fim de que a humanidade não esquecesse de sua origem nem de seu Originador. O sábado não é uma imposição arbitrária, mas um presente semanal de Deus para o homem. É um lembrete constante de que o Criador nos ama e é fiel em todas as Suas promessas.
Jacó aprendeu a amá-Lo e conhecê-Lo do modo mais difícil. Mas foi em sua luta de dor mais intensa, que percebeu estar lutando com Deus, a sua única oportunidade de cura e libertação. Manco de uma coxa, mas completamente em paz, a bênção recebida lhe tornou príncipe de Deus e herdeiro de uma recompensa eterna. Você “tem o Deus de Jacó por seu auxílio” (v.5)? Então, você é verdadeiramente feliz. Porque a felicidade como um dom divino não pode ser comparada à oferta mundana de uma felicidade falsa e temporária. A felicidade de Deus pode ser resumida na declaração do apóstolo Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20).
Cristo na vida, eis a verdadeira felicidade. Ele é quem faz justiça por você. Ele é o Pão da Vida. Ele te liberta do cativeiro do pecado. Ele abre os seus olhos, te levanta e te diz: “Eu te amo”! Ele te guarda em sua peregrinação, te ampara quando te abandonam e te consola no luto. “O Senhor reina para sempre” (v.10) e quer te levar para o Seu reino eterno. Louve ao Senhor todos os dias e, O louve ainda mais a cada sábado. Adore “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar e as fontes das águas” (Ap.14:7). “Aleluia!” (v.10). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, amados pelo Criador!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo146 #RPSP
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“Todos os dias Te bendirei e louvarei o Teu nome para todo o sempre” (v.2).
A exaltação ao nome de Deus e a propagação de Sua Palavra teve início na fonte original da humanidade. Desde Adão, o Criador e as obras de Suas mãos têm sido anunciados de geração em geração. Da primeira à última família, eis a mensagem que deve ecoar de cada lar cristão: “O Senhor é bom para todos, e as Suas ternas misericórdias permeiam todas as Suas obras” (v.9). A bondade de Deus que nos “conduz ao arrependimento” (Rm.2:4) e as Suas misericórdias que “são a causa de não sermos consumidos” (Lm.3:22), provam a fidelidade do Senhor “em todas as Suas palavras” (v.13).
“Todos os dias” (v.2) há um convite do Céu para você e para mim de meditarmos no glorioso esplendor da majestade de Deus e nas Suas maravilhas (v.5) e de falarmos e divulgarmos os Seus feitos e a Sua “muita bondade” (v.7). Este louvor de Davi reflete o caráter da verdadeira adoração. O foco não está em sensações e emoções, mas em uma entrega racional de nossas faculdades a Deus, fortalecidos os sentidos pelo poder da Palavra. Somente mediante experiência pessoal somos habilitados pelo Espírito a pregar o evangelho do reino pela eficácia deste relacionamento. Primeiro, precisamos conhecer Jesus, para só depois, apresentá-Lo a outros.
Davi obteve esse conhecimento que vivifica e nos deixou os testemunhos escritos de sua experiência. Também existem dois personagens que, para mim, mesmo anônimos, foram gigantes no quesito evangelismo prático e eficiente: o endemoniado geraseno e a mulher samaritana. O primeiro foi liberto de uma condição tão degradante e baixa, que qualquer um de nós julgaria impossível haver solução. Dominado por uma legião de demônios, aquele pobre homem era considerado um caso perdido e, à vista da sociedade, uma ameaça pública. Mas Jesus rompeu as barreiras malignas e Se deparou com um coração desesperado por libertação. Frente ao grande milagre de sua sanidade completamente recuperada, seu desejo de seguir o seu Libertador foi negado diante da seguinte ordem: “Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. Então, foi ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito” (Lc.8:39). A outra personagem também andava às margens da sociedade. Cabisbaixa e envergonhada, caminhava entre os seus patrícios como se expostas as marcas de sua vida de pecado. Mas na hora em que o calor do sol se torna mais intenso, brilhou em sua vida o Sol da justiça. Cansada de ser enganada e usada pelos homens, ela se deparou com o Homem que jamais mente e jamais decepciona. Sua sede física foi totalmente esquecida diante da Água Viva que inundou-lhe a alma. E, abandonando o seu cântaro, anunciou àqueles que a desprezavam: “Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será Este, porventura, o Cristo?!… Muitos samaritanos daquela cidade creram nEle, em virtude do testemunho da mulher” (Jo.4:29 e 39).
Amados, não nos falta recursos necessários para a pregação do evangelho. Nos falta o principal. O Pai do Céu está ansioso por nos dar o Seu Espírito, a fim de sairmos mediante poder ainda maior do que moveu Pedro a declarar: “Não possuo prata nem ouro, mas o que tenho, isto te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” (At.3:6). A igreja primitiva não tinha recursos, mas tinha o poder. Nos sobram os recursos, mas nos falta o poder. Em meio a uma geração de coxos espirituais, o Senhor está convocando a Sua última igreja a fim de, como a primeira, revelar na vida os frutos do Espírito Santo.
“Perto está o Senhor de todos os que O invocam, de todos os que O invocam em verdade” (v.18). Aceitemos ao chamado de Deus e Ele estará sempre conosco, fazendo da nossa vida um louvor “ao Seu santo nome, para todo o sempre” (v.21). Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo145 #RPSP
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“Bendito seja o Senhor, rocha minha, que me adestra as mãos para a batalha e os dedos, para a guerra” (v.1).
Como guerreiro, para Davi a linguagem da guerra lhe era bem familiar. Suas indumentárias, seus valentes soldados e estratégias faziam de Davi um comandante temido e odiado pelos inimigos. No entanto, a sua origem simples de um ofício humilde nos prados de Belém, permanecia em sua essência, fruto dos ditosos anos de sua infância e juventude em lida campestre.
Para Davi, não havia nada mais poderoso e nem infalível do que a boa mão do Senhor sobre ele. Mediante firme confiança, enfrentava gigantes e exércitos com a precisão de quem sabia exatamente o que deveria fazer. Sua destreza, porém, era compreendida como um dom de Deus conferido a um pobre mortal: “Senhor, que é o homem para que dele tomes conhecimento? E o filho do homem, para que o estimes? O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa” (v.3-4).
Esta linguagem bélica não foi uma exclusividade de Davi. O apóstolo Paulo também a usou em sua carta aos efésios, para ilustrar o grande conflito em que estamos envolvidos. Couraça, cinto, calçados, escudo, capacete e espada compunham a armadura de um soldado e cada um cumpria uma função diferente; mas na ausência de um, todo o resto ficava comprometido tornando vulnerável o guerreiro de traje incompleto (Leia Ef.6:10-18).
A confiança no poder de Deus deve estar em perfeita harmonia com a obra que Ele nos confiou como soldados de Seu exército. Justiça, verdade, paz, fé, salvação e poder do Espírito Santo devem compor a armadura de que necessitamos nos revestir todas as manhãs, mediante uma vida de oração e de intimidade com as Escrituras. O conhecimento de Deus e de Cristo devem penetrar nossa alma conferindo-lhe a devida capacitação para as lutas de cada dia. Só assim, veremos em nossa casa os primeiros frutos da vitória contra o mal:
“Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio” (v.12).
É no seio de um lar bem ordenado que o inimigo de Deus depõe suas armas. Nada é tão poderoso quanto a oração de uma mãe, a firmeza de caráter de um pai e a submissão de um filho. Cada casa é um quartel general. Cada família, um destacamento. Cada membro, um soldado. Como Davi, busquemos no Senhor a vitória sobre o mal e confiemos em Sua provisão. Que diante do que está acontecendo no mundo, que estejamos prontos, em família, para a última grande batalha. Vigiemos e oremos!
Bom dia, soldados de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo144 #RPSP
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“Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma” (v.8).
Há um desejo ardente por parte do salmista em andar na presença de Deus. Em meio à acirrada perseguição de seus inimigos, Davi ergueu uma sincera súplica por auxílio divino. Seu coração anelava por Deus e pela guia do “bom Espírito”, a fim de que pudesse andar “por terreno plano” (v.10). Ainda que enfrentando momentos sobremodo difíceis, ele sabia onde encontrar fiel e justo refúgio: “Responde-me, segundo a Tua fidelidade, segundo a Tua justiça” (v.1).
Ao estudar a história dos grandes homens e mulheres de Deus do passado, suas experiências com Deus e conquistas espirituais, tendemos a criar uma expectativa alta, e algumas vezes até inalcançável, com relação à nossa própria experiência com Deus. Lembramos da vitória de Davi contra Golias, de todos os livramentos que o Senhor operou na vida dele, das promessas divinas que recebeu, e pensamos ser impossível trilhar pela vereda que o tornou um homem segundo o coração de Deus. Não podemos esquecer, porém, que a história de Davi não relata apenas suas vitórias, mas também suas quedas e fracassos.
O Senhor não omitiu as fraquezas e sofrimentos de Seus servos nas Escrituras a fim de dar à humanidade o fiel registro de Suas misericórdias e a infalibilidade de Suas promessas. Não podemos avaliar a nossa condição espiritual por nós mesmos e nem pela experiência de outros. Devemos olhar para os fiéis servos de Deus do passado e do presente com vistas ao fortalecimento e edificação do corpo de Cristo. Mas se queremos ser vivificados e desfrutar de uma real experiência com Deus, como Davi, precisamos olhar na direção certa: “Pois em Ti, Senhor Deus, estão fitos os meus olhos” (Sl.141:8).
Jesus elegeu doze homens com temperamento, educação e origem diferentes, tocou em leprosos, olhou com compaixão para pessoas que há muito tempo andavam à margem da sociedade, libertou os endemoniados, purificou as prostitutas, fez de ladrões homens honestos, comeu com os ricos, alimentou os pobres; muitos desses, pessoas anônimas, mas que experimentaram da mesma Fonte: Jesus Cristo. Não subestime a sua jornada com Deus. O Céu onde estará Davi é o mesmo onde estarão os trabalhadores “da hora undécima” (Mt.20:9) e é para onde o Senhor anseia nos levar também.
Ninguém que, humildemente, inicie o dia clamando a Deus: “Ensina-me a fazer a Tua vontade” (v.10), fica sem resposta. Por vezes, pode até parecer que a resposta não veio, mas ela sempre vem, num processo diário de aprendizado e santificação. Podemos não saber orar tão bem quanto Davi; não ter palavras que expressem tão bem a intensidade de nossas lutas. Contudo, conhecendo a nossa estrutura, o Senhor nos concede o Seu “bom Espírito” (v.10), que intercede por nós “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). Vá até Jesus com suas imperfeições e sofrimentos. Olhe para o Cristo vivo! E Ele lhe transformará à Sua semelhança e tirará da tribulação a sua alma (v.11). Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor de Deus!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo143 #RPSP
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“Atende o meu clamor, pois me vejo muito fraco. Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu” (v.6).
No mais interior de uma caverna um homem clamou quando percebeu que seu algoz estava a alguns passos de encontrá-lo. Na escuridão daquele lugar, Davi se arriscou a aproximar-se de Saul. Seu coração batia tão forte que quase quebrou o silêncio da noite. Ele não disse nada, simplesmente cortou um pedaço da veste do rei e retornou a passos vacilantes, pesaroso pelo que havia feito. (Você pode ler o relato completo em 1Samuel 24).
Davi estava refugiado no fundo de uma caverna e tinha por companhia um pequeno exército que a Bíblia chama de os valentes de Davi. Porém, ainda assim, ele declarou: “nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse” (v.4). Ele sabia que se Saul o encontrasse não teria exército ou caverna alguma que pudesse livrá-lo de sua fúria. O seu único refúgio era o Senhor (v.5).
Sabem porquê Davi se considerou “muito fraco” (v.6), amados? Porque ele sabia que a sua luta não era contra os inimigos em si, mas contra as forças do mal que os governava (Ef.6:12). A nossa batalha não é de uns contra os outros, mas Satanás move toda a sua hoste maligna para destruir o máximo de vidas possível. Se nos consideramos fortes, grande será a nossa queda; mas mediante o reconhecimento de nossa fraqueza, é que Deus nos torna fortes (2Co.12:10).
Se fincarmos a âncora da confiança em nós mesmos, em outros, ou em coisas, mais cedo ou mais tarde descobriremos que já estamos em meio às águas turbulentas quase a naufragar. Contudo, se a nossa confiança estiver firmada no Senhor, saberemos, como Davi e como Daniel, que o Senhor dos Exércitos é Quem luta por nós: “e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe” (Dn.10:21).
Jesus, já venceu a batalha no Céu (Ap.12:7-9), venceu na cruz (Jo.12:31) e voltará “vencendo e para vencer” (Ap.6:2)! Ao lado dEle “somos mais que vencedores” e “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados… nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:37-39). Se a nossa atitude for perseverante neste sentido: “Derramo sobre Ele a minha queixa, à Sua presença exponho a minha tribulação” (v.2), Deus sempre nos livrará do cárcere do mal e a nossa vida será um constante louvor em testemunho a todos ao nosso redor (v.7). Basta orar, confiar e nEle esperar! Vigiemos e oremos!
Bom dia, refugiados no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo142 #RPSP
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“… Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade” (v.5).
Tenho uma profunda admiração e carinho pelo testemunho do profeta Daniel. Sua vida nos deixou um legado de fé, perseverança e serviço. Sua firmeza de princípios o levou à elite babilônica e medo-persa, o que provocou a ira dos demais príncipes do reino. Assim como Davi, Daniel possuía muitos inimigos, porém nenhum deles obteve êxito e nem suas armadilhas deram certo. Na mais feroz tentativa de destruí-lo, suas estratégias, consideradas infalíveis, foram derrotadas por uma única ação de Daniel: “… três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (Dn.6:10).
Quantas vezes agimos segundo os nossos impulsos, quando a solução está em uma vida de oração. A oração aceitável a Deus (v.2) não é a mais longa e nem a mais eloquente, mas aquela que é sincera. Davi fez quatro pedidos neste Salmo:
1. Cala-me, oh Deus! (v.3);
2. Blinda o meu coração da maldade para que eu possa cuidar do Teu santuário (v.4);
3. Que eu aceite ser repreendido pelo justo (v.5);
4. Guarda-me das ciladas dos homens maus, fazendo justiça por mim (v.9 e 10).
Em meio às pressões de um mundo que nos diz que temos que falar o que pensamos e seguir as vontades de nosso coração, ficar calado é considerado tolice. Mas o Senhor nos convida a provar e ver que Ele é bom e fiel, e como o salmista exclamar: “Em Ti confio” (v.8)! A vida de oração de Daniel o livrou incólume da cova dos leões. Da mesma forma, Deus deseja nos abençoar.
O Senhor tem me livrado de diversas “covas” quando a Ele eu clamo, e em algumas delas me concedeu o presente de perder inimigos e ganhar amigos. Temos muitos exemplos lindos sobre o poder da oração na Bíblia, mas Deus nos convida a provar deste mesmo poder a cada dia. Há um poder disponível a todo aquele que O busca com sinceridade, como diz certa frase de autor desconhecido: “O poder do cristão não está na força dos braços estendidos, mas nas marcas dos joelhos dobrados”.
Que a nossa oração seja sempre para que o Senhor contenha os nossos lábios; para que o nosso coração não se incline para o mal e nem para andar em companhia de quem não nos edifica; para que tenhamos humildade em reconhecer nossos erros e ouvir a admoestação de quem nos quer bem; para que se tivermos de falar algo, que sejam palavras agradáveis; e para que Deus nos livre das armadilhas dos ímpios. Então, nas mãos do Senhor dos Exércitos, assim como Davi e como Daniel, poderemos afirmar com convicção: “Eu, nesse meio tempo, me salvo incólume” (v.10). Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo141 #RPSP
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“Digo ao Senhor: Tu és o meu Deus; acode, Senhor, à voz das minhas súplicas” (v.6).
O primeiro inimigo a se levantar no Universo surgiu no seio da família celestial. O mistério da iniquidade no coração de Lúcifer tomou proporções irreversíveis não pela nulidade do amor do Pai, mas pela obstinação do próprio anjo que decidiu declarar guerra contra Deus e Sua vontade. Desde então, além de terça parte dos anjos do Céu, o inimigo tem machucado a humanidade com o fim de magoar o coração do Criador e ajuntar para si um exército que, ele julga, será capaz de destruir o reino de Deus e estabelecer o seu governo maligno e corrupto.
As perseguições, os assassínios e injustiças relatados nas Escrituras, de Abel até os santos do Altíssimo, são os meios usados por Satanás para promover a sua obra na Terra através de uma liderança apoiada na teoria que ele mais aprecia: a de que ele não existe. Mas assim como Davi teve de lidar com inimigos reais, há um inimigo real ao nosso redor “cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Munido de seus espíritos demoníacos e de seus agentes humanos, milhares são induzidos ao engano, “como a serpente” (v.3) seduziu a Eva no Éden (Gn.3:4).
Infelizmente, Adão e Eva depuseram a espada que lançaria fora a cabeça da serpente de uma vez por todas: “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). Se tivessem obedecido às palavras do Criador, certamente Ele teria encerrado a história do mal ali mesmo. Mas não foi assim que aconteceu. E, por isso, Davi teve de lidar com homens perversos, violentos e soberbos. E, por isso, nós temos de lidar com situações de perigo. Mas, dentro em breve, ficará bem claro, perante todo o Universo, as consequências destrutivas do mal e o caráter justo do Pai do Céu.
Todos vivemos numa grande batalha que está prestes a ser encerrada. Protegida a nossa cabeça (v.7) com “o capacete da salvação” (Ef.6:17) e munidos da Palavra de Deus, não nos foi confiada a obra de combater uns contra os outros. “Caiam sobre eles [os ímpios] brasas vivas” (v.10) não por nosso intermédio, mas segundo julgar Deus que assim o deva fazer. Se temos que ter algum tipo de participação nessa obra, eis qual deve ser a nossa contribuição: “Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça” (Rm.12:20).
Portanto, amados, haja entre nós nestes momentos decisivos, um movimento de cristãos que olhem mais para o alto e para dentro do que para fora. Cristãos que, diante da condição de pecadores, reconheçam a sua necessidade de olhar mais para cima, para Cristo. Há sim um inimigo real que “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8), e que usa pessoas para tentar nos magoar, mas, se aceitarmos nos revestir da infalível armadura de Deus, veremos que, estando “debaixo do pecado” (Rm.3:9), necessitamos da justiça de Deus, “por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). E, gratos pela salvação imerecida, buscaremos viver “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). Assim, renderemos graças ao nome do Senhor e habitaremos para sempre em Sua presença (v.13). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, justificados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
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Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100