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“Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará” (v.8).
Dois convites. O primeiro, legítimo. O segundo, uma contrafação do primeiro. O primeiro, alicerçado na sabedoria e na prudência. O segundo, manietado na loucura e na ignorância. Neste capítulo é manifestada a separação entre a luz e as trevas, introduzindo os capítulos seguintes que fazem diferença entre o justo e o perverso. Através da ilustração de um banquete, Deus manifesta o Seu desejo em reunir a todos em torno de Si e lhes oferecer o melhor do Céu: “Quem é simples, volte-se para aqui. Aos faltos de senso diz: Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei. Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento” (v.4-6).
Observem os contrastes a seguir:
1. “A Sabedoria” (v.1) de um lado, e a mulher louca e ignorante (v.13) do outro;
2. “A Sabedoria edificou a casa, lavrou as suas sete colunas” (v.1), preparou a comida, deu ordens às suas servas e “arrumou a mesa” (v.2). A mulher-loucura “toma uma cadeira” e fica sentada “à porta de sua casa” (v.14) comendo o pão da preguiça;
3. A Sabedoria oferece do que é seu: “a sua casa” (v.1), “os seus animais” (v.2), “o seu vinho” (v.2), “a sua mesa” (v.2), “comei do meu pão” (v.5). A loucura oferece “águas roubadas” e “pão comido às ocultas” (v.17);
4. A Sabedoria repreende os seus convidados para lhes dar a vida (v.11). A loucura ilude os seus convidados para levá-los à morte (v.18).
Estamos diante de um grande duelo. O maior de todos os tempos. Aquele que define a vida de cada ser humano. Que diz se vivemos nesta Terra como justo ou como ímpio. Que revelará “o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Percebam que as palavras que introduzem ambos os convites são as mesmas: “Quem é simples, volte-se para aqui. Aos faltos de senso diz” (v.4 e 16). Há um esforço sobrenatural sendo realizado a fim de manter o homem longe do Senhor e dos propósitos eternos. Mas também há uma obra celestial em favor de todos os que têm invocado a Deus em busca de auxílio. E só conseguirá discernir entre a verdade e o engano aquele que perseverar dia a dia em ouvir e praticar as palavras de Cristo (Mt.7:24).
Jesus prometeu que está preparando o nosso lugar na Casa do Pai e que, quando estiver tudo pronto, Ele voltará para nos levar ao Lar (Jo.14:1-3). Também prometeu que, se vencermos com Ele, seremos colunas no santuário de Deus (Ap.3:12). A minha e a sua vida, escondida em Cristo, será para sempre o troféu da vitória do bem sobre o mal perante todo o Universo. Perante o trono de onde se regem todos os mundos, seremos sempre alvos da plenitude do amor infinito. No banquete que nos aguarda, o próprio Cristo nos servirá. Em nome dEle, não troque esta oferta de graça e bondade pelas alfarrobas que comem os porcos (Lc.15:16). Ainda há tempo de você aceitar o convite do Pai, que, “desde a altura das cidades” (v.3), lhe chama pelo nome. Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios e justos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios9 #RPSP
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“Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza” (v.14).
Estudando o Antigo Testamento, temos escavado verdadeiros tesouros e descoberto verdades que com certeza têm transformado a nossa vida e a nossa maneira de pensar. Ao examinarmos a Sua Palavra, o Senhor nos convida a uma expedição arqueológica, explorando minuciosamente cada capítulo na intenção de encontrarmos as mais belas e preciosas descobertas. Não há nada encoberto que Deus não possa revelar a todo aquele que O ama e que busca nEle a sabedoria.
A narrativa deste capítulo apresenta “a Sabedoria” de forma personificada. Mas não faria sentido a sabedoria dizer que ela é a verdadeira sabedoria e nem o próprio Salomão declarar ser ele mesmo o entendimento. Observem a afirmação central do verso quatorze: “eu sou o Entendimento”. Quem Se declara como o Eu Sou? Está escrito: “Disse Deus a Moisés: Eu Sou o Que Sou” (Êx.3:14), e disse Jesus: “… se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados” (Jo.8:24). Jesus Cristo, o Verbo e o Eu Sou, Ele é a Fonte de toda a sabedoria e de todo o entendimento.
Jesus falou: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida” (Jo.14:6). A sabedoria proclama a verdade, concede a felicidade aos que seguem seus caminhos (v.32) e conduz à vida (v.35). A sabedoria é eterna (v.23), assim como Cristo é eterno. E tudo isto é colocado à nossa disposição se tão-somente pedirmos (Leia Tg.1:5). O apóstolo Paulo descreveu a verdadeira sabedoria, e como encontrá-la: “mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória… mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1Co.2:7 e 10).
A sabedoria de Deus era um mistério antes de ser revelada em Cristo. E a revelação de Jesus Cristo só pode ser entendida através do Espírito Santo. Porque “as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (1Co.2:11). Ou seja, quem não tem o Espírito de Deus não possui sabedoria, e, consequentemente, não tem a verdade, anda sem direção e não tem a vida. Porém, todo aquele que é nascido de Deus possui “a mente de Cristo” (1Co.2:16). Quer uma sabedoria mais privilegiada do que esta? Não existe!
A excelência da sabedoria está em seguir os passos de Jesus, e a vida eterna está em perseverar neste propósito até o fim (Mt.24:13); uma jornada que só é possível mediante a orientação do Espírito Santo. Lembre-se: quanto mais compartilhamos sabedoria, mais a recebemos. Portanto, ouça, agora, a voz do Espírito: “Feliz o homem que Me dá ouvidos” (v.34). E alcançarás o “favor do Senhor” (v.35). Persevere em estudar a Sua Palavra e dela testemunhar, e acharás a vida (v.35). Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios8 #RPSP
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“Guarda os Meus mandamentos e vive… escreve-os na tábua do teu coração” (v.2, 3).
De uma maneira assinalada e insistente, o sábio fez menção ao perigo do adultério e da lascívia. As palavras de apelo que introduzem este capítulo são conselhos tão preciosos em sabedoria, que, se seguidos, evitariam a ruína de muitas famílias. Notem que o discurso da mulher adúltera é disfarçado com romance (v.11 e 13), religiosidade (v.14) e com a promessa de que o jovem insensato não será descoberto (v.19). Apesar da tentação não ser pecado, ela é como um ímã que atrai para o mau caminho. Quando há resistência à tentação, não há consumação do pecado. O inimigo é o tentador, por isso que a Bíblia nos adverte: “… resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7).
Não poderia haver exemplo mais apropriado de um jovem que resistiu a este tipo de tentação do que o exemplo de José. Levado para o Egito como escravo, logo se destacou na casa de seu senhor, e sob os olhares da esposa de Potifar, José procurava ser fiel aos princípios adquiridos na casa de seu pai. Percebem a importância da educação do lar? Sobre este episódio, escreveu Ellen White: “a esposa de seu senhor esforçou-se por seduzir o jovem a transgredir a lei de Deus… José bem sabia qual seria a consequência da resistência. De um lado estavam o encobrimento, os favores e as recompensas; do outro a desgraça, a prisão, a morte talvez… A resposta de José revela o poder do princípio religioso. Ele não trairia a confiança de seu senhor na Terra, e, quaisquer que fossem as consequências, seria fiel ao seu Senhor no Céu” (CPB – Patriarcas e Profetas, p.148-149).
Com a firmeza de um jovem submisso a Deus, José declarou: “Como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?” (Gn.39:9). Lembrando, que José estava longe de casa, Potifar estava viajando, e ele poderia ganhar muitos privilégios se cedesse ao capricho insano da mulher adúltera. Mas ele escolheu andar perante Deus e perante os homens na luz do dia, rejeitando as ofertas da “escuridão da noite, nas trevas” (v.9). O que é realizado às ocultas pode ser encoberto diante das pessoas, mas jamais o é diante do Deus que tudo vê. A motivação de José, contudo, não foi pelo medo de ser descoberto, e sim pelo amor que devotava ao Senhor. Potifar bem sabia que José era inocente, por isso não o entregou à morte, e sim à prisão.
Estamos vivendo em um tempo onde o que era imoral tornou-se relativo; onde o que era praticado às escuras, já pode ser visto em plena luz do dia. E o único meio de nos mantermos seguros é escrevendo a Palavra do Senhor e os Seus mandamentos na tábua do nosso coração (v.3). Não permita que a maldita “flecha [do pecado] lhe atravesse o coração” (v.23). Que as tuas vestes não sejam vestes de prostituição (v.10) e nem o teu espírito inquieto para o mal (v.11), mas que estejas, à cada dia, revestido(a) de um “incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4). E assim como José foi da prisão ao palácio, em breve, o Senhor nos levará de uma vez por todas do império das trevas para “o Reino do Filho do Seu amor” (Cl.1:13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos do Senhor!
Deixe o seu pedido de oração e tome nota de algum pedido aqui registrado para orar ao longo da semana. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios7 #RPSP
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“Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (v.23).
Quatro são as advertências contidas neste capítulo (provérbios que nos apontam as terríveis consequências de erros praticados por atitudes ou palavras). A primeira delas se refere à fiança. A Bíblia deixa claro que não devemos emprestar o nosso nome, assumindo a responsabilidade pela dívida de terceiros. Quer seja ao teu companheiro (amigo chegado) quer seja “ao estranho” (v.1), a fiança pode se tornar em uma armadilha e causadora de desavenças, por isso o contexto apelativo do verso três: “Agora, pois, faze isto, filho meu, e livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro: vai, prostra-te e importuna o teu companheiro”. Portanto, “a ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm.13:8).
A segunda advertência aponta a preguiça como sendo a causa da ruína de muitos. Salomão utilizou aqui uma metáfora: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso” (v.6). Consideradas dentre as classes de bichos mais trabalhadores do mundo, as formigas não apenas trabalham, mas trabalham juntas com o objetivo comum de abastecer o formigueiro e de mantê-lo em bom estado e livre de predadores. Que o trabalho dignifica o homem nós já sabemos. Mas creio que a mais importante lição dada pelo Senhor a nós através desta figura de linguagem seja o que está no final do verso seis: “considera os seus caminhos e sê sábio”. Uma vida de serviço, quando bem ordenada sob a orientação de Deus torna-se em bênção não só para ela própria, mas para todos que se unem no mesmo objetivo.
Grandíssimo pecado incorre quem não dá ouvidos à terceira advertência. Seja em atos ou em palavras, “o homem vil” (v.12) leva consigo uma carga de maldades que maquina lançar sobre quem escolhe afligir, “semeando contendas” (v.14), esquecendo, porém, de que o que semeia ele mesmo o colhe, como está escrito: “Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura” (v.15). Salomão então apresentou uma lista de sete coisas detestáveis a Deus e com um teor abominável à sétima: “o que semeia contendas entre irmãos” (v.19). Sobre isto, o apóstolo Paulo também nos deixou claro apelo: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles” (Rm.16:17).
Na quarta e última advertência, o sábio reforçou sobre o perigo dos pecados sexuais e a segurança que existe em seguir os mandamentos e instruções do lar e, principalmente, a conformidade com a Palavra de Deus e submissão às “repreensões da disciplina” (v.23). Em tempos de largo acesso a todo tipo de torpeza e lascívia, a pornografia tem destruído a vida de muitos como um ídolo do coração. Todo aquele “que pratica tal coisa” “está fora de si” e busca a própria ruína (v.32). Quer pelo ato sexual fora dos limites estabelecidos por Deus quer pela visão entorpecida e impura, incorremos no mesmo pecado como nos advertiu Jesus em Mateus 5:27-32.
Amados, que as mesmas misericórdias a mim conferidas por um Deus que não desistiu de me salvar, os alcancem com o poder recriador de Sua Palavra. Passei muitos anos me enganando e me deixando ser enganada por meu coração corrupto e miserável. Meus pecados quase me levaram a um estado de total cegueira e letargia, mas por Sua bondade e graça o Pai me alcançou, me recebeu em Seus braços e me deixou conhecê-Lo. Hoje vivo a paz em saber que nem o inimigo pode me acusar de pecados que foram apagados pelo sangue do meu Redentor. Louvado seja o nome do Senhor, nosso Deus! Ele deseja realizar o mesmo milagre em sua vida. Permita que a luz de Suas palavras lhe ilumine o coração e faça de você uma testemunha ocular do poder transformador de Deus. Vigiemos e oremos!
Bom dia, transformados pelo amor de Deus!
Desafio da semana: Passe mais tempo com Deus em oração e meditando em Sua Palavra. Experimente trocar o tempo gasto em redes sociais por mais comunhão com o Pai do Céu.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios6 #RPSP
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“Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca” (v.7).
“Não adulterarás” (Êx.20:14) compreende o sétimo mandamento divino do corpo de Sua Lei moral. Estabelecido no Éden como uma instituição santa e imaculada, o casamento entre um homem e uma mulher traz em seu escopo o caráter santo e imaculado do Criador. Trata-se de uma união tão íntima, que após serem criados o homem e a mulher, Deus “os abençoou, e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados” (Gn.5:2). Eram um só corpo em cumplicidade, amor e pureza.
A sexualidade foi dada ao homem como um presente de casamento do Criador. Dentre os propósitos da intimidade sexual estão a capacidade de gerar filhos (Gn.1:28) e a unidade do casal (Gn.2:24), mas também como fonte de alegria e prazer em uma relação de intimidade e admiração mútuas (Ct.4:1-16). A verdadeira fonte do contentamento sexual está na obediência à Palavra de Deus, através de um casamento bem planejado, monogâmico, heterossexual e que não necessita dos recursos da imoralidade para satisfazer a desejos impuros e egoístas.
Infelizmente, Salomão foi grandemente influenciado por contrair matrimônio com 1000 mulheres: “setecentas mulheres princesas e trezentas concubinas” (1Rs.11:3). Apesar de sua muita sabedoria, por causa de sua intemperança casando-se com mulheres pagãs e idólatras, “suas mulheres lhe perverteram o coração” e “fez Salomão o que era mau perante o Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai” (1Rs.11:3 e 6). Mas seus provérbios revelam o apelo de um pai que, por experiência própria, conhecia os resultados do engano e da desobediência, e seu desejo em ver no filho uma história diferente.
Como é triste quando só reconhecemos a verdadeira sabedoria pelo resultado de nossas más escolhas: “Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!” (v.12-13). O Senhor nos deixou em Sua Palavra tudo o que precisamos conhecer a fim de vivermos felizes e plenamente realizados, ainda que as coisas pareçam não ir muito bem, como está escrito: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (Hc.3:17-18).
“Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e Ele considera todas as suas veredas” (v.21). Deus sonda o nosso coração e conhece cada uma de nossas intenções. Não permita que a lascívia, a mentira ou a insensatez destruam a felicidade eterna que o Senhor quer te dar. “Afasta o teu caminho” (v.8) do adultério, da licenciosidade e das baixas paixões. Aos casados, que a bênção de um casamento nos moldes de Deus reavive o amor e a unidade em seu lar. Aos solteiros, que a pureza e a sabedoria os conduza a um casamento feliz e estável. Aos que caíram no erro, ainda existe esperança e perdão; e um Pai amoroso desejoso por recebê-los de volta e mudar-lhes a sorte. Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai das misericórdias!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios5 #RPSP
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“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (v.23).
Não há nada mais confuso e delicado do que o coração humano. Somos movidos por sentimentos e emoções que muitas vezes nos fazem perder a razão. As emoções fazem parte de nossa vida, mas não devem ser colocadas acima da capacidade racional que o Senhor nos dotou. E a nossa única segurança está em obedecer ao conselho sagrado: “Filho Meu, atenta para as Minhas palavras; aos Meus ensinamentos inclina os ouvidos” (v.20).
Salomão enfatizou a importância do relacionamento pais e filhos e a bênção que há na obediência. O relato das palavras de seu pai, justifica o seu pedido ao Senhor quando visitado por Ele em sonhos. A sabedoria está em querer adquirir mais sabedoria a cada dia até que recebamos de Cristo “uma coroa de glória” (v.9). Até lá, o nosso caminho deve ser “a vereda dos justos… que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (v.18). “Ouvi” (v.1), amados, e “não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus” (v.14). Não troquem “a luz da aurora” (v.18) pela “escuridão” (v.19) da ignorância.
“Filho meu”, assim nos diz o Senhor, o que sentimos está intimamente ligado com o que falamos (v.24), com o que vemos (v.25) e por onde andamos (v.26). Por isso que, sobre os olhos, Cristo disse: “São os olhos a lâmpada do corpo” (Mt.6:22); que, sobre a boca, sentenciou: “porque pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37); e que, sobre o caminho em que devemos andar, nos apresentou o Seu chamado: “Segue-Me” (Lc.5:27).
Seguir a Jesus requer de nós a renúncia do “eu” e uma completa entrega do coração para que o Espírito Santo realize a Sua mais linda obra salvífica. É extremamente perigoso expor o nosso coração. Notem que o sábio disse: “guarda”, isto é, não deixe à vontade, cuide, esconda, vigie. Disto depende a nossa vida e a vida de muitos. O nosso coração deve ser morada do Altíssimo e um condutor para que muitos também façam a mesma sábia escolha.
Deus deseja habitar “no mais íntimo do teu coração” (v.21). Ele é teu Pai, e deseja estabelecer um relacionamento pessoal contigo. Basta abrir a porta: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). “Retém [esta] instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida” (v.13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai Celeste!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios4 #RPSP
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“Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da Sua repreensão” (v.11).
A obediência e o temor do Senhor estão intimamente ligados. Aquele que teme ao Senhor, consequentemente O obedece. Mas não se trata de uma obediência cega ou arbitrária, mas daquela que vem do coração: “… e o teu coração guarde os Meus mandamentos” (v.1). Ela deve ser gerada pelo amor, e, pelo amor, cultivada e aperfeiçoada.
O nosso Criador, que “com sabedoria fundou a Terra, com inteligência estabeleceu os céus” (v.19) deseja que a Sua bondade e fidelidade estejam escritas “na tábua do teu coração” (v.3). Da mesma forma que Ele fez questão de escrever com o próprio dedo a Lei que revela o Seu caráter em tábuas de pedra (Êx.31:18), muito mais deseja imprimi-la no coração dos Seus filhos: “Vós sois a nossa carta… estando já manifestos como carta de Cristo… escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co.3:2-3).
Observem que para cada ordem existente neste capítulo há uma recompensa como resultado da obediência. Ser uma carta de Cristo, ou seja, ter a Sua Palavra escrita em nossos corações, redunda em “graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens” (v.4). Tornamo-nos uma declaração viva e real de que somos filhos do Pai do Céu.
Percebam a “listinha” de bênçãos que o Senhor promete conceder aos que Lhe obedecem:
1. Longevidade (v.2);
2. Paz (v.2);
3. Graça (v.4 e 34);
4. Direcionamento (v.6);
5. Saúde (v.8);
6. Bem-estar (v.8);
7. Prosperidade (v.10);
8. Cuidado paterno (v.12);
9. Felicidade (v.13 e 18);
10. Vida eterna (v.22);
11. Segurança (v.26);
12. Um lar abençoado (v.33);
13. Honra (v.35).
Cristo nos deixou bem claro que Deus é nosso Pai e deseja nos dar sempre o melhor. Se nós, que somos maus, desejamos dar coisas boas aos nossos filhos, “quanto mais o nosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que Lhe pedirem?” (Mt.7:11). Mas como vimos no capítulo primeiro, não podemos esquecer que todas as bênçãos não são dadas com objetivo egoísta, mas para que sejamos nós uma bênção. Entendem, amados? “Os sábios herdarão honra” (v.35) é a promessa do Criador que deseja nos conceder uma vida elevada e santa. É por isso que na continuação deste verso, como conclusão do capítulo, recusar obedecer é considerado loucura: “mas os loucos tomam sobre si a ignomínia”.
A sabedoria está em obedecer ao Senhor que a concede e “feliz o homem que acha a sabedoria… felizes são todos os que a retém” (v.13 e 18). Quer ser feliz? Peça a Deus sabedoria (Tg.1:5) e seja por ela guiada. Não seja louco de recusar esta oferta! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios3 #RPSP
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“Porque o Senhor dá a sabedoria, e da Sua boca vem a inteligência e o entendimento” (v.6).
Para que possamos tomar decisões bem acertadas, é necessário haver uma prévia comunicação com a fonte do conhecimento. Através da oração, nossa mente é elevada ao trono da graça e renovada pela fé no plano divino. Nossas aspirações tornam-se cada vez mais íntimas com a vontade de Deus, de forma que, orientados pelo Espírito Santo, caminhamos “na sinceridade” (v.7). Aceitar, esconder, fazer, inclinar, clamar, buscar, procurar, indicam as ações associadas com uma vida de harmonia entre orar e agir. Como Jesus, necessitamos subir ao monte da oração, mas descer de lá com mantimento suficiente para suprir as necessidades de outros.
Os veios da “verdadeira sabedoria” (v.7) devem correr de nossa vida para outras. O pedido de Salomão não foi com vistas a satisfazer um desejo egoísta, mas refletiu em seu reinado, e até hoje surte efeitos por meio de seus escritos. Quantos de nós estamos afligindo o coração perante o Senhor em busca da sabedoria altruísta? Como guardadores dos nossos irmãos, estamos dispostos a entregar ao Senhor o pouco que temos a fim de dEle recebermos alimento suficiente para as multidões?
Deus “conserva o caminho dos Seus santos” (v.8), os iluminando com o resplendor de Sua graça e bondade. Esse reflexo torna-se em inconfundível testemunho ao mundo de que há um povo sábio e inteligente, que diverge das massas falidas e corrompidas pela fragilidade de suas ambições terrenas. Logo, todos terão tomado sua decisão definitiva. Haverá apenas dois grupos: “os que caminham na sinceridade” e em “todas as boas veredas” (v.7, 8) e os que andam “pelos caminhos das trevas” e “que se alegram de fazer o mal” (v.13, 14).
A sabedoria é um presente oferecido por Deus ao homem em doses diárias perfeitamente dosadas ao estudante assíduo de Sua Palavra. Ninguém que humildemente clame a Deus por sabedoria fica sem recebê-la. O dia a dia pode até conferir algumas quedas e fracassos. No entanto, ao andar “pelo caminho dos homens de bem” (v.20), o Espírito Santo os conduz e guarda até o momento em que “habitarão a terra” (v.21). “Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz?” (Pv.8:1). Ouve, pois, e atende ao apelo que, dentro em breve, encerrará o seu prazo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de bem!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios2 #RPSP
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“O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino” (v.7).
Recém-coroado rei e sob circunstâncias desafiadoras, Salomão foi tomado de grande angústia diante da responsabilidade de dar continuidade ao trabalho de seu pai. Com o coração cheio de dúvidas e inquietações, foi visitado pelo Senhor em sonho. “Disse-lhe Deus: Pede-Me o que queres que Eu te dê” (1Rs.3:5). A resposta de Salomão consistiu de três reações: ações de graças pelas bênçãos de Deus a Davi, seu pai (1Rs.3:6); humilhação e submissão: “não passo de uma criança, não sei como conduzir-me” (1Rs.3:7); e um pedido: “Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal” (1Rs.3:9).
O resultado disto foi o posto de homem mais sábio da Terra, e seu reinado consistiu no período mais próspero de Israel. Imbuído de sabedoria, Salomão compreendeu, como primeira e mais excelente lição, que não se tratava de um dom para benefício próprio, mas, compartilhado, surtiria efeitos a longo prazo e para sempre na vida de um público-alvo bem definido: os simples, os jovens, os sábios, os instruídos e os filhos. A ingenuidade define o primeiro desta lista talvez pela maior vulnerabilidade e, por isso, necessidade de prudência a fim de não ser desviado “no caminho em que deve andar” (Pv.22:6).
A juventude, período de pleno vigor, de constantes descobertas e de decisões importantes, é classificada como aquela que necessita de “conhecimento e bom siso” (v.4). Ou seja, o conhecimento de Deus leva o jovem a tomar as melhores decisões, usando de bom senso, de juízo. Salomão viu em sua própria família as consequências da necedade (v.22) de seus irmãos e, portanto, a importância de filhos bem instruídos e de jovens bem encaminhados. Ele também não descartou a importância de que o próprio sábio esteja sempre crescendo “em prudência” (v.5) e de que o instruído seja habilitado para compreender além do que já conhece.
A expressão “Filho meu” (v.8) reflete a ideia de que ele pode ter se dirigido diretamente a um de seus filhos e também uma mensagem a toda casa onde haja filhos dispostos a obedecer às instruções divinas acerca de seus deveres. Os pais, como primeiros professores do lar, possuem a mais sagrada obra já confiada a homens: instruir os filhos no temor do Senhor. Mediante uma vida íntegra e justa, de santa consagração, os pais apresentam aos seus pequenos aprendizes a mais alta vocação, e o Espírito Santo aprova tal educação imprimindo-lhes o caráter de Cristo.
Há, porém, uma segunda lista apresentada por Salomão em contraste com aquela, o que nos ajudará a compreender a mensagem principal deste livro. Nesta lista estão inclusos os loucos, os pecadores, os gananciosos e os néscios, todos os que “aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor” (v.29); os que rejeitam a voz de Deus e não se agradam do que é justo e santo e, por isso, “são mortos por seu desvio” (v.32).
Estamos muito perto do tempo em que veremos “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). “Mas o que me der ouvidos”, diz o Senhor, “habitará seguro, tranquilo e sem temor do mal” (v.33). Ouça a voz de Deus. Persevere em estudar a Sua Palavra. E “Ele Se deleitará em Ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo” (Sf.3:17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Provérbios1 #RPSP
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“Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia!” (v.6).
No livro “Viagem ao Sobrenatural” (Editora CPB), Roger Morneau registrou a sua experiência com o sobrenatural e como de forma milagrosa Deus o livrou do domínio das trevas. Relatando certo episódio, ele revelou uma das formas que Satanás usa para ofender a Deus, através de sessões de louvor usando músicas cristãs como instrumentos de blasfêmia e afronta “contra tudo que se chama Deus e é objeto de culto” (2Ts.2:4). As revelações contidas na biografia de Morneau abrem os nossos olhos para compreendermos ainda mais claramente o grande conflito que se encerra em cada alma.
O convite do último Salmo deixa claro o objetivo de Deus na Terra: salvar a todos. “Todo ser que respira” (v.6) é convidado a participar das alegrias do Céu através de uma vida de verdadeira adoração na Terra. E o conhecimento de que há um inimigo combatendo com “grande cólera” (Ap.12:12) a fim de conquistar para si o maior número possível de seguidores, adoradores de si mesmos e do príncipe deste mundo, nos ajuda a compreender a nossa necessidade de olhar “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2).
Todas as vezes que nos entregamos à oração, somos chamados a entrar “no Seu santuário” (v.1) e entreter com Cristo santa comunhão. Ao abrirmos o nosso coração a Deus em confissão, arrependimento e gratidão por “Seus poderosos feitos” (v.2) em nossa vida, estreitamos cada vez mais os laços sagrados que nos unem a Ele e nos é dado o incomparável privilégio de receber as porções diárias de Seu conhecimento e de “Sua muita grandeza” (v.2). Por meio da oração e estudo das Escrituras somos revestidos da armadura de Deus e Satanás é impedido de fazer o que deseja, impelido pela força imbatível da fiel palavra: “Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18).
Os instrumentos apresentados neste Salmo representam a nossa vida como um todo e os dons que o Espírito nos confere a fim de darmos ao mundo o sonido certo da mensagem evangélica. Empregaremos tudo a serviço dAquele que nos amou primeiro? Entregaremos tudo a Ele a fim de que seja feita a Sua vontade? Oxalá não seja dito a nosso respeito: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8). O verdadeiro louvor procede de um coração manso e humilde. Daí a nossa necessidade de ir a Cristo e dEle aprender (Mt.11:28-29). Entregue agora mesmo o seu coração a Deus em oração e, certamente, “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). “Aleluia!” (v.1). Vigiemos e oremos!
Bom dia, dependentes de Deus!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo150 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100