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“Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que Ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr do sol?” (v.14).
O diálogo entre sogro e genro revelou o amor que os envolvia. Jetro muito se alegrou “de todo o bem que o Senhor fizera a Israel” (v.9). Como é maravilhoso ter pessoas que nos amam e se preocupam conosco! Esta é uma característica especial de quem é guiado pelo Espírito Santo: alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm.12:15). A visita de Jetro certamente foi como um bálsamo para o fatigado líder, que além de receber sua família de volta, também teve a sua carga aliviada.
O conselho de Jetro frente ao fardo “pesado demais” (v.18) é um dos maiores ensinos sobre liderança. Muitos há que têm assumido posições de grande responsabilidade e carregado um peso além de suas forças. É propósito de Deus que o Seu povo se una em auxílio mútuo e que, antes de qualquer coisa, levem suas causas a Ele. É certo que algumas responsabilidades não podem ser delegadas, outras, porém podem ser atribuídas àqueles que sejam considerados capazes de assumi-las.
No entanto, alguns líderes se esquecem que a mais sagrada obra está em trabalhar pela salvação de seu lar, e esta não pode ser transmitida a terceiros. O Senhor jamais exigirá de alguém um serviço que ponha em risco a salvação da família. Deus necessita hoje de: “homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza” (v.21). Homens que assumam o seu papel como sacerdotes do lar e que sejam sábios no uso do tempo; que reconheçam suas limitações e, mais do que reconhecer que precisam da ajuda humana, reconheçam a sua total dependência de Deus. Homens que não temam fazer a vontade divina ainda que esta os conduza a uma obra desafiadora.
Nesses últimos dias, quando Cristo está às portas, há um trabalho a ser feito, um evangelho eterno a ser pregado. E o Espírito Santo está chamando “dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade” (v.21). Aceitas este chamado? Então comece esta obra em sua casa. “Se isto fizeres” (v.23), é certo de que terás bom êxito. Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo18 #RPSP
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“E Moisés edificou um altar e lhe chamou: O Senhor é minha Bandeira” (v.15).
“Que farei a este povo?” (v.4), foi a pergunta de Moisés ao Senhor diante de mais um motim contra a sua liderança. A falta de água era apenas mais uma desculpa para apontar Moisés como o culpado de tê-los tirado do Egito. O idoso líder tornou-se alvo da ira de uma nação que precisava experimentar privações nas necessidades mais básicas para entender a sua necessidade mais urgente: confiar em Deus.
Prestes a erguer a mão contra seu líder, a sede de Israel foi saciada e sua rebelião aplacada por uma rocha ferida. Entretanto, Israel precisava passar por muitas dificuldades a fim de crescer e amadurecer como nação santa. Não foi o erguer das mãos de Moisés que deu a vitória ao povo eleito, mas a fé que os moveu a submeter-se ao “assim diz o Senhor”. E a escola do deserto certamente revelaria o ouro e a escória, habilitando uma geração que pudesse estar preparada para herdar a terra prometida.
Cristo é a Rocha da salvação e a Água da Vida! Ele foi ferido para que possamos receber de graça da água que jamais acaba (Ap.22:17). Assim como Moisés estava sentado sobre a rocha para descansar e permanecer firme, devemos construir a nossa vida sobre a rocha que é Cristo (Mt.7:24) e aceitar o auxílio de irmãos que nos apoiam e ajudam a perseverar na obra que o Senhor nos confiou.
Que o nosso caráter revele a mesma atitude de Arão e de Hur, servindo de apoio aos nossos semelhantes, principalmente, aos nossos líderes espirituais. E que nossa vida seja uma constante e confiante declaração: “O Senhor É Minha Bandeira” (v.15). Lembre-se: beber da Água da Vida e dar apoio aos nossos semelhantes são experiências valiosas e imprescindíveis em nossa jornada à Canaã celestial. Num mundo que se torna um deserto cada vez mais difícil de atravessar, Deus nos convida a olhar para as situações mais críticas e crer que Ele pode suscitar as soluções mais improváveis, no entanto, totalmente eficazes. Como bater em uma rocha para obter água ou erguer os braços para vencer uma guerra não fazia sentido, humanamente falando, muitas vezes não precisamos encontrar sentido nos planos de Deus, mas simplesmente podemos confiar em Seus propósitos. Portanto, vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo17 #RPSP
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“Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que Eu ponha à prova se anda na Minha lei ou não” (v.4).
Elim era um oásis no deserto. O frescor de suas fontes de águas e as tão disputadas sombras de suas palmeiras tornaram-se para o povo delícias que não desejavam trocar pelo calor e dificuldades do deserto. Mas ali ainda não era a terra que o Senhor havia prometido a seus pais. Precisavam continuar marchando. Acompanhados da coluna de nuvem durante o dia e da coluna de fogo durante à noite, não havia recado mais claro do constante cuidado de Deus. A próxima parada, porém, foi o palco de mais um motim, originado pela saudade dos alimentos do Egito.
Mais uma vez, Moisés e Arão foram acusados de liderar uma missão fracassada. Em cada dificuldade, os filhos de Israel murmuravam e lançavam sobre seus líderes a culpa por cada infortúnio. A paciência de Deus pode ser melhor compreendida quando estudamos esses relatos. Israel reclamava a seus líderes providências que só o Senhor era capaz de tomar. E diante de uma tumultuada sessão de murmurações, Moisés deixou isto bem claro: “As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o Senhor” (v.8). Cada voz que reclamava a sua necessidade, era uma declaração aberta de sua incredulidade. Enquanto não se desapegassem do Egito, jamais conseguiriam desfrutar da plena confiança no poder de Deus, nem tampouco poderiam entrar na terra que Ele lhes havia prometido.
Muito além de apenas alimentar o Seu povo, de prover-lhes o necessário para que suportassem a árdua jornada, o Senhor usou o maná para provar a fidelidade dos israelitas. Antes mesmo de declarar-lhes os dez mandamentos no monte Sinai, disse-lhes: “Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor” (v.23). Os quatro séculos no Egito e a dura vida de escravidão haviam deitado por terra a observância do dia que, originalmente, o Senhor reservou para o homem como uma lembrança eterna de Sua criação: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). Assim como a cada dia o povo tinha que recolher a sua porção de maná, a cada semana, o Senhor lhe dava os Seus sábados.
O profeta Ezequiel escreveu sobre o resultado do apego do povo às coisas do Egito: “Mas a casa de Israel se rebelou contra Mim no deserto, não andando nos Meus estatutos e rejeitando os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os Meus sábados. Então, Eu disse que derramaria sobre eles o Meu furor no deserto, para os consumir” (Ez.20:13). Semelhante a Israel, também estamos em jornada à Terra Prometida. Israel passou pelas águas e foi levado ao deserto. Jesus foi batizado nas águas e levado ao deserto (Mt.4). Diversas teorias e doutrinas religiosas têm pregado mundo a fora um evangelho “ornamentado” por falsos ensinos. E o discurso de prosperidade e de conforto continua arrebanhando multidões famintas que têm buscado a saciedade no lugar errado.
Há uma porção do pão do Céu sendo derramada sobre o povo de Deus a cada dia. São filhos do Reino que, à semelhança do eunuco etíope na estrada “de Jerusalém a Gaza” (At.8:26), esperam por alguém que lhes responda o questionamento: “Que é isto?” (v.15). Como “Moisés” atuais, fomos chamados pelo Senhor para uma obra que requer de nós uma íntima comunhão com Ele e com Sua Palavra. Deus não requer de ninguém algo além do que possa discernir. Nem todos são teólogos ou doutores da lei. Em Seu ministério, Cristo tinha em Sua companhia leigos, pescadores, coletores de impostos e mulheres. Cada qual desfrutava do Pão da Vida conforme a sua necessidade pessoal. Mas a verdade nunca pôde e nunca poderá ser desmerecida à simples estatura do ponto de vista humano.
O sábado foi instituído na criação (Gn.2:1-3); foi escrito pelo dedo de Deus em tábuas de pedra (Êx.31:18); foi observado por Cristo (Lc.4:16), pelos discípulos e as mulheres (Lc.23:56), como também pelo apóstolo Paulo (At.17:2). O profeta Isaías escreveu que, na eternidade, os salvos continuarão adorando ao Senhor “de um sábado a outro” (Is.66:23). O sábado é o clímax da gratidão; é o Elim de Deus para nos aliviar das tensões dos desertos deste mundo. Todo verdadeiro adorador deve compreender isto e desfrutar do dia que o Senhor fez “por causa do homem” (Mc.2:27). E em cada semana de dificuldades, Deus nos concede um dia de oásis.
Aceite este presente dado a você pelo Criador e o sábado não será um dia de sair para colher, mas de desfrutar da bênção dobrada da perfeita provisão divina. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, agraciados pelo santo e abençoado repouso de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo16 #RPSP
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“O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por salvação; este é o Meu Deus; portanto, eu O louvarei; Ele é o Deus de meu pai; por isso O exaltarei” (v.2).
Com Sua destra “gloriosa em poder” (v.6), Deus guiou o Seu povo na travessia do Mar Vermelho. Este episódio despertou o temor nas demais nações. Diante de tão grande livramento, os filhos de Israel foram tomados de uma gratidão sem precedentes. O Senhor abateu os egípcios com mão poderosa e guiou o Seu povo à liberdade de servi-Lo. O Deus de Abraão, seu pai, guerreou por eles. Havia um profundo reconhecimento pelos benefícios do Senhor e certeza de Seu perfeito cuidado. Parecia que dali por diante tudo daria sempre certo. Os inimigos que mais temiam estavam mortos. E, pela primeira vez após quatrocentos anos, Israel se sentiu livre.
Havia um desejo claro do povo em estabelecer a sua morada na habitação de Deus. Sabiam que a terra prometida estava à distância de apenas alguns dias de viagem. Sua esperança aumentaria a cada romper do dia. Ora, se Deus havia desbaratado as hostes de Faraó, certamente faria o mesmo com os exércitos das demais nações. A recente experiência do Mar Vermelho lhes concedeu esta confiança. E o cântico que irrompeu em vozes de louvor, foi sucedido pelo cântico de Miriã e das mulheres, que os seguiram “com tamborins e danças” (v.20). Mas tão logo se deparassem com a próxima dificuldade, os louvores e os pulos de alegria seriam substituídos pela murmuração de um povo que constantemente revelaria a sua incredulidade.
Três dias depois, a grande festa de louvor e gratidão foi substituída pela descrença e reclamação. Que mudança! Não somos nós assim também? Mas não precisa ser assim. Há bênçãos sem medida reservadas para todo aquele cujo coração fala a linguagem da gratidão. Aquele que reconhece a sua constante dependência de Deus vive mais e melhor. Sua vida não está limitada a boas circunstâncias. Cada momento de alegria e cada momento de prova tornam-se oportunidades de louvar a bondade do Senhor e Seu poder em subjugar todo o mal. O Deus que transformou as águas amargas em águas doces é O mesmo que deseja nos tirar deste mundo de pecado e nos levar “à habitação de [Sua] santidade” (v.13). Mais do que um povo que deseja o Céu, há um Céu que deseja a nossa salvação!
Cada dia é uma nova oportunidade de reconhecermos as misericórdias e a graça do Senhor em nossa vida. Hoje é dia de louvar ao Deus que nos prometeu: “voltarei, e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Hoje é dia de ouvir “atento à voz do Senhor, teu Deus”, e fazer “o que é reto diante dos Seus olhos”, e dar “ouvidos aos Seus mandamentos”, e guardar “todos os Seus estatutos”. Se assim o fizer, “nenhuma enfermidade virá sobre ti”, das que o Senhor enviou “sobre os egípcios”, porque Ele é “o Senhor, que te sara” (v.26). Deus quer cuidar de você. Não permita que as amarguras do deserto te façam esquecer que você tem um Deus que luta por você e que já venceu. Você foi adquirido pelo sangue de Cristo para salvação! Que este dia seja um dia de louvor e de gratidão ao Senhor que te salvou. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, povo adquirido pelo Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo15 #RPSP
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“Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a Mim? Dize aos filhos de Israel que marchem” (v.15).
Os filhos de Israel receberam a ordem de Deus de retroceder de sua marcha para acamparem-se “junto ao mar” (v.2). Aquela parada logo chegou aos ouvidos de Faraó, que tomando os filhos de Deus por “desorientados na terra” (v.3), reuniu toda a sua força bélica e partiu para o que pensava ser uma batalha ganha. A reação temerosa do povo ao avistar Faraó e seu exército é uma prova de que as manifestações sobrenaturais não são em si suficientes para sustentar a fé. Mesmo depois de terem sido testemunhas oculares dos grandes prodígios do Senhor no Egito, Israel precisava aprender a indispensável e diária lição da confiança em Deus. Lição esta que confirmaria a fé de uns e a descrença de outros.
Antes de Israel estar cercado por um exército covardemente armado e pelas águas do mar, estava cercado pelo medo. Creio que Moisés seria severamente agredido ou quem sabe morto, não fosse a imediata intervenção divina. O Senhor dos Exércitos se interpôs entre os egípcios e o Seu povo. Para os egípcios, a nuvem de Deus “era escuridade”, mas para os filhos de Israel “esclarecia a noite” (v.20). Para os filhos da desobediência, Deus e Seus feitos lhes escurece ainda mais a consciência cauterizada, mas para os filhos da obediência, Deus e Seus milagres lhes ilumina a vida. Andando “pelo meio do mar em seco” (v.22), Israel não tinha mais o mar como um obstáculo intransponível, mas como um muro de proteção “à sua direita e à sua esquerda” (v.29) e como o carrasco de seus inimigos.
Sem dúvida alguma, este foi o episódio que mais marcou o início da jornada de Israel. Deus já havia provado ser o Criador do céu, através das pragas da chuva de pedras e da escuridão, além de revelar-Se como o Criador da terra, transformando o pó da terra em piolhos. Chegada era a hora de revelar-Se como o Criador do mar, o que foi notoriamente visto pelos egípcios e reconhecido pelos israelitas. A verdadeira liberdade consiste na adoração Àquele que fez “os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11). Logo, o Senhor lembraria o Seu povo do selo de Sua criação (Êx.20:8). O sábado é o presente do Criador à criatura, como memorial eterno (Is.66:22-23) da criação e da redenção.
Nos dias em que antecedem o triunfante retorno de Cristo, a realidade que nos cerca deixa cada vez mais claro de que “o mundo inteiro jaz no maligno” (1Jo.5:19). Para onde olhamos há inimigos e um mar de tribulações. E muitos, encurralados pelas circunstâncias, têm acreditado que atentar contra a própria vida é a única saída. Outros, buscam logo um culpado ou um alvo para descarregar as suas emoções. Alguns ainda, frustrados, julgam ser melhor voltar à escravidão do pecado do que colocar o pé na água. E no meio deste emaranhado de situações, o Espírito Santo não desiste de nos consolar: “Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará” (v.13).
Que neste dia de preparação para o santo sábado do Senhor, você não olhe para os inimigos ou para a fúria do mar. Que os teus olhos se abram para ver “o Anjo de Deus” (v.19), que te protege por detrás e por diante. Que, pelos olhos da fé, você enxergue a gloriosa coluna que ilumina o teu caminho e que não permite que o inimigo toque em um só fio do teu cabelo. Acredite: assim como foi com Israel, o mar passa, os inimigos passam, o deserto desta vida já tem hora e data marcadas para terminar e, muito em breve, nos uniremos às vozes do Céu, dizendo: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap.11:15). Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo que marcha para o Céu!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo14 #RPSP
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“Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” (v.22).
Arregimentada para a grande marcha, a multidão dos filhos de Israel recebeu as últimas instruções de Moisés sobre a consagração dos primogênitos do povo. As primícias da madre deveriam ser consagradas a Deus de forma especial; “os machos serão do Senhor” (v.12), como um símbolo da aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó e da aliança eterna que Cristo, o Unigênito de Deus, viria confirmar. Vimos que a celebração da festa dos pães asmos possuía uma conotação de purificação, de santificação. Assim como, naqueles dias, nenhum fermento deveria ser encontrado em todo o território de Israel, também Israel deveria livrar-se de todos os costumes pagãos que traziam consigo da terra do Egito.
Novamente, o Senhor reforçou um dos princípios que rege a verdadeira educação: a transmissão de valores e princípios de pai para filho. “E será como sinal na tua mão e por memorial entre teus olhos; para que a lei do Senhor esteja na tua boca” (v.9). Aos pais cumpria o dever de perpetuar a lei de Deus e torná-la a primazia na vida de seus filhos. Como um sinal de identificação, deveriam cumpri-la de todo o coração a fim de que, pelo exemplo, ensinassem seus filhos a verdadeira adoração. Creio que todos nós temos um testemunho a dar acerca da atuação da graça de Deus em nossa vida. Como pais, a nossa responsabilidade constitui em um hábil e constante serviço. Tal obra é considerada pelo Céu como a maior escola missionária da Terra.
A vida de cada pai e de cada mãe de Israel deveria instigar seus filhos a lhes perguntarem: “Que é isso?” (v.14). Cada pai e cada mãe, hoje, deve buscar viver a lei do Senhor movidos pelo amor que têm pelo Senhor da lei. A nossa resposta ao resgate feito pelo nosso Salvador, deve ser sempre esta: “O Senhor com mão forte nos tirou da casa da servidão” (v.14). A nossa vida deve ser uma constante declaração de que Cristo nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (2Pe.2:9). Aquele que está em Cristo Jesus “é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (1Co.5:17). E é esta novidade de vida, é esta transformação que promove o desejo nos filhos em saber como seguir no caminho estreito. O exemplo sempre foi e sempre será o melhor método de educação do lar.
Não existe tarefa mais difícil e melindrosa do que a educação de filhos. Somos limitados e falhos no que diz respeito à nossa natureza pecaminosa, mas, arraigados em Cristo, somos por Ele instruídos e capacitados para tão sagrada obra. Semelhante a coluna de nuvem que guiava o povo durante o dia e a coluna de fogo que os guiava durante a noite, o Senhor promete ser conosco se confiarmos em Sua provisão. Ele deseja nos salvar e salvar a nossa família. Há um desejo ardente de Deus por salvar o nosso lar! E para isso, precisamos buscar a santificação, deixando para trás tudo aquilo que pode se tornar em pedra de tropeço durante a caminhada. Deus está disposto a caminhar conosco “de dia e de noite” (v.21). Aceite a Sua companhia e Ele, o “Senhor, seu Deus, naquele dia […] salvará [você e sua família], como ao rebanho do Seu povo; porque [vocês] são pedras de uma coroa e resplandecem na terra dEle” (Zc.9:16). Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias que caminham com o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo13 #RPSP
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“Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor” (v.12).
O Senhor instituiu a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos antes da saída dos filhos de Israel do Egito. As duas celebrações passariam a compor o calendário judeu das festas cerimoniais anuais. A primeira, que inaugurava as demais, representava a libertação. O sacrifício de “um cordeiro para cada família” (v.3) simbolizava o sacrifício de Cristo e Sua obra de salvação em cada lar de Seus filhos, como está escrito: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). “O cordeiro […] sem defeito” (v.5), o sangue nos umbrais das portas (v.7), anunciavam o plano da redenção em Cristo Jesus. Assim como o plano original do Criador girava em torno da família, o plano de resgate da raça humana possui o mesmo objetivo. É desejo do Senhor que cada lar seja redimido pelo sangue do Cordeiro e que todos estejam preparados, com “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão” (v.11), como Seu exército militante rumo ao triunfo.
Há um claro recado em toda a Escritura acerca do resultado do pecado, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). O fermento tornou-se um símbolo de impureza e pecado, e os pães asmos, ou pães sem fermento, materializavam a pureza e ausência de corrupção, como o foi Jesus, o Pão da Vida (Jo.6:35). Deus desejava purificar o Seu povo e elevá-lo à estatura de Cristo. E para isso, Israel precisava compreender que o Senhor deve ser entronizado no coração como o primeiro e o último. A inauguração da celebração com uma “santa assembleia” (v.16) e o encerramento sendo realizado de igual forma, promovia a atmosfera de comunhão plena e educava o povo a antes de celebrar, adorar. A verdadeira adoração consiste no reconhecimento não apenas dos benefícios do Senhor, mas também na renúncia de tudo aquilo que possa roubar-Lhe a adoração que só a Ele é devida.
Deus deixou “para [nós] outros e para [nossos] filhos” (v.24) a Sua Palavra em linguagem humana. Um tesouro que deve ser transmitido de geração em geração. “Quando [nossos] filhos [nos] perguntarem” (v.26) a respeito das Sagradas Letras, é nosso dever ensinar-lhes e que eles percebam que tudo o que têm aprendido pode ser notoriamente visto através de nosso fiel procedimento. Israel estava prestes a viver a maior experiência de sua existência. A décima e última praga abriu caminho para que iniciassem uma árdua e longa jornada até o lugar prometido. Uma multidão carregada dos despojos do Egito saiu às pressas da terra da opressão, de forma que “não haviam preparado para si provisões” (v.39). Naquele mesmo dia, “todas as hostes do Senhor saíram da terra do Egito” (v.41). Um momento que deveriam “todos os filhos de Israel comemorar nas suas gerações” (v.42).
Infelizmente, a marcha que começou com celebração e adoração, foi perdendo o compasso da fé, de modo que a transmissão de valores e os ensinos mosaicos foram sendo esquecidos e paulatinamente abandonados. O registro da história de Israel é uma das maiores provas do amor incondicional de Deus e de Suas ricas misericórdias. Em nosso contexto, como povo de Deus dos últimos dias, será que estamos distantes de incorrer no mesmo erro do antigo Israel? Eis o nosso discurso: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma”. Mas eis a realidade: “e nem sabes que és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17).
A nossa terrível condição só pode ser mudada caso aceitemos a completa e perfeita intervenção divina. Satanás está lançando sobre o mundo as suas mais fatais armadilhas. Chegada é a hora de despertarmos e tomarmos uma firme decisão ao lado do Senhor. Ao abrirmos a porta do nosso coração para Cristo, a primeira coisa que Ele nos promete não é a realização de uma festa em nossa casa, e sim que Ele será o primeiro a nela entrar: “entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Busquemos viver, a cada dia, uma experiência pessoal com Cristo, entregando nossa família no altar do Senhor, e Ele “não permitirá ao Destruidor que entre em [nossas] casas, para [nos] ferir” (v.23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias lavadas pelo sangue de Cristo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo12 #RPSP
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“Moisés disse: Assim diz o Senhor: Cerca da meia-noite passarei pelo meio do Egito” (v.4).
Antes mesmo de derramar a primeira praga sobre o Egito, o Senhor havia declarado a Faraó por intermédio de Moisés: “Digo-te, pois: deixa ir Meu filho, para que Me sirva, mas, se recusares deixá-lo ir, eis que Eu matarei teu filho, teu primogênito” (Êx.4:23). Desconsiderando as palavras do Senhor, Faraó revelou o que um ser humano que não conhece a Deus é capaz de fazer. A supremacia de seu trono era o seu deus e, o seu orgulho, a fonte de todo o mal que lhe endurecia o coração cada vez mais. Mesmo diante de tanta resistência, o Senhor postergou o luto de Faraó nove vezes até que finalmente chegada era a hora do fatídico dia: “Haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve, nem haverá jamais” (v.6).
Pela primeira vez, a Bíblia diz que Moisés saiu da presença de Faraó “ardendo em ira” (v.8). Não foi tarefa fácil para ele ver a sua terra natal sendo arrasada pelas pragas, resultado da teimosia do rei. Para um homem que viveu quarenta anos na pacata ocupação de pastor de rebanhos, foi um extremo desgaste testemunhar as trágicas consequências de um coração delinquente. Enquanto a sua liderança era pensando no benefício de seu povo, a liderança de Faraó revelava o egoísmo de quem não se importava com seus liderados, desde que seus desejos egoístas fossem satisfeitos e sua glória não fosse ameaçada.
Seca, insalubridade, doenças, fome e medo, muito medo. Grande foi a ruína do país que antes se destacava por sua fartura e inigualável arquitetura. Restava apenas uma nação fragilizada e marcada pela insanidade de um rei tolo. A tolerância e a paciência de Deus não possuem precedentes, mas também não podem ultrapassar o limite estabelecido por Ele. Este limite tem a ver com libertação e salvação. Deus jamais negará um só segundo de Sua paciência se estiver em jogo nem que seja uma vida apenas. É a Sua longanimidade que ainda sustenta este mundo caótico na esperança de salvar a todos (2Pe.3:9). Mas, até quando, amados? Não sabemos. Mas uma coisa é certa: estamos muito perto da meia-noite.
O Senhor concedeu a Moisés alguém que o apoiasse e encorajasse na difícil missão de libertar os filhos de Israel. Sem dúvida alguma, a companhia de Arão foi para ele como um oásis no deserto. Precisamos estar em constante comunhão com Deus e com nossos irmãos a fim de sermos fortalecidos em nossa árdua jornada. Precisamos estabelecer vínculos fraternos com pessoas que nos ajudem a crescer e avançar espiritualmente. No caminho à Canaã celestial, encontraremos muitos corações endurecidos, incapazes de amar, mas também sempre haverá aqueles que estão dispostos a sofrer e se alegrar conosco.
Seja a nossa vida um testemunho do amor e da misericórdia de Deus. Assim como Moisés revelava a Faraó a Palavra do Senhor e se retirava de sua presença, que sejamos sábios e prudentes em nossos relacionamentos, revelando a vontade de Deus e fazendo o bem sem permitir que a dureza de coração de alguns abale as nossas emoções e a nossa fé. Que nos momentos finais da história desta Terra façamos parte do “Israel de Deus” (Gl.6:16), que, composto por irmãos que se amam mutuamente, caminha a passos firmes “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14). Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos da misericordiosa paciência de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo11 #RPSP
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“Agora, pois, peço-vos que me perdoeis o pecado esta vez ainda e que oreis ao Senhor, vosso Deus, que tire de mim esta morte” (v.17).
Após sete terríveis pragas, Faraó não mais endureceu o coração, mas, de fato, estava “de coração endurecido” (Êx.9:35). Uma vida que continuamente se recusa a dar ouvidos à voz de Deus, corre o sério risco de fechar de uma vez por todas a porta do coração. Petrificado pela soberba, o orgulhoso monarca permanecia firme em seu propósito de não deixar ir os filhos de Israel. Não obstante a sua oposição, o Senhor a usaria para fazer os Seus “sinais no meio deles” (v.1) e para que as futuras gerações de Seu povo soubessem que Ele é o Senhor (v.2).
Mesmo diante da incredulidade irredutível de Faraó, Deus não desistia de lhe falar, apelando-lhe à consciência: “Até quando recusarás humilhar-te perante Mim?” (v.3). Enquanto o seu antepassado reconheceu, através de José, o Senhor como Deus verdadeiro, ele permanecia negando obedecer-Lhe a voz e trazendo ruína sobre toda a terra do Egito. As consequências da oitava praga foram aterradoras, de forma que a fala de Faraó parecia bem convincente de que, finalmente, não só deixaria ir o povo de Deus, mas também de que o seu próprio coração havia sido quebrantado. Contudo, motivações erradas produzem frutos indignos da bênção divina. E como a escuridão que dominava o coração de Faraó, toda a terra do Egito seria mergulhada em densas trevas.
Ignorando as advertências da Palavra de Deus, muitos têm caminhado como que tateando no escuro enquanto sustentam a falsa ideia de que está tudo bem. Cerrando o coração aos apelos do Espírito Santo, insistem em desafiar o poder do Senhor e ignorar Seus instrumentos humanos enviados para o próprio benefício deles. E confundindo liberdade com libertinagem preferem arriscar a própria vida e a de outros, a ter que se submeter à vontade de Deus. Muitos egípcios morreram por causa da teimosia de seu governante. De igual modo, milhares têm perecido devido à impiedade de seus líderes. As escolhas erradas que fazemos não nos afetam apenas, mas podem tornar-se flechas fatais na vida de outros.
Você e eu recebemos do Senhor uma missão desafiadora e urgente. Proclamar o evangelho eterno a todo mundo (Ap.14:6). Há um “Egito” que precisa conhecer a Deus, e mesmo que nem todos aceitem a Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas, certamente alguns o farão. Quando Jesus voltar, “nem uma unha ficará” (v.26) daqueles que O amam. Mas todo aquele que resistir ao último chamado de Deus, morrerá em seus pecados no dia em que vir o Seu rosto. Aproxima-se o tempo em que a graça estará encerrada e após um curto período de “trevas espessas” (v.22), quando o relógio deste mundo marcar a hora mais escura, brilhará o Sol da Justiça trazendo em Seus raios a luz triunfante da salvação, mas também, a terrível recompensa daqueles que a rejeitaram.
Há uma Canaã prometida para você e para mim. Que estejamos prontos para subir, fazendo a vontade de Deus em todo o momento, “até que cheguemos lá” (v.26). Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que amam a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo10 #RPSP
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“Mas, deveras, para isso te hei mantido, a fim de mostrar-te o Meu poder, e para que seja o Meu nome anunciado em toda a Terra” (v.16).
O Egito estava em colapso. A população, afetada pelas manifestações divinas, gemia diante da possibilidade de novas pragas. De forma que alguns do povo começaram a temer a palavra do Senhor e obedecer às orientações dadas por Moisés. Peste nos animais, úlceras e chuva de pedras arrasaram aquela superpotência da antiguidade de uma forma tão grande, que o Egito jamais voltaria a ser uma nação de destaque novamente. Tudo o que o Senhor realizava naquela nação ganharia notoriedade mundial e todos os povos saberiam quem era o Deus de Israel.
“O Senhor designou certo tempo” (v.5) para a realização de Seu quinto prodígio. Ele jamais manifesta a Sua ira sem que haja tempo para o homem se arrepender. Mais uma vez, Faraó recebeu o prazo divino, mas ao invés de buscar ao Senhor diante dos resultados de sua rebelião, “mandou ver” (v.7) se realmente os animais dos hebreus não haviam sofrido dano. E, tomando ciência de que, em Gósen, havia paz e tranquilidade, de novo endureceu o coração, de forma que Deus ainda mostraria outras revelações de Seu poder.
Para quem dizia não conhecer ao Senhor, Faraó tornou-se instrumento involuntário para revelar ao mundo inteiro que só o Senhor é Deus. Após terem sofrido com muitas úlceras, “o Senhor deu trovões e chuva de pedras, e fogo desceu sobre a terra” (v.23). Toneladas de pedras caíam do céu ao chão, ferindo homens, animais e vegetação. O som dos trovões era tão intenso e alto e a chuva e o fogo causaram tamanha ruína e sofrimento, que o próprio Faraó, pela primeira vez, reconheceu a sua condição de pecador e ao Senhor como justo Juiz. E pedindo que os líderes de Israel orassem por ele, não mostrou resistência quanto a permitir que o povo finalmente fosse mandado embora. Mas, cessada a chuva, “tornou a pecar” (v.34), cauterizando o coração, tornando-o cada vez mais endurecido.
Deus nunca avalia ninguém pelo que tem ou pela situação em que se encontra. Deus olha para o que somos e sonha com o que podemos ser se apenas aceitarmos a Sua graça transformadora. A presunção, o orgulho e a cobiça são a escória da maldade, muitas vezes disfarçados das vestes da humildade. Muitos há que, à semelhança de Faraó, demonstram arrependimento e confessam seus pecados, mas basta a tempestade passar para que tornem a pecar e endurecer o coração. Não possuem intenções sinceras e nem o desejo real de fazer a vontade de Deus. Baseados em conceitos criados pelo próprio coração enganoso, aparentam arrependimento, mas na primeira oportunidade, demonstram o que realmente contém dentro de si.
Meus irmãos, será que estamos sendo tementes à Palavra do Senhor, ou não estamos lhe dando a devida importância deixando o que temos e somos ao relento, onde facilmente podemos perecer? Há livramento e segurança para aqueles que permanecem no aprisco do Senhor; para aqueles que entendem que praticar a Palavra de Deus não é um teatro, nem um discurso convincente, e sim o resultado da entrega genuína de quem verdadeiramente se dispõe a conhecer ao Senhor e adorá-Lo com inteireza de coração. A todo aquele que ainda não fez esta entrega total e sincera, ainda há esperança. Ainda não foi encerrada a maravilhosa obra intercessora de Cristo no santuário celestial. Entregue o seu enganoso coração aos cuidados do Senhor e, certamente, Ele não permitirá que caia sobre você a tempestade da destruição, e sim a chuva serôdia, o aguaceiro de poder do Espírito Santo. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, tementes à Palavra do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo9 #RPSP
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