Reavivados por Sua Palavra


Juízes 12 – Comentado por Rosana Barros
24 de agosto de 2022, 0:45
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“Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e passei contra os filhos de Amom, e o Senhor os entregou nas minhas mãos; por que, pois, subistes, hoje, contra mim, para me combaterdes?” (v.3).

Apesar de Efraim ser o filho mais novo de José, antes de morrer Jacó colocou sobre ele a sua mão direita para abençoá-lo (Gn.48:14). Foi profetizado que seria um grande povo, maior do que Manassés. E, de fato, assim aconteceu, mas as escolhas erradas levaram os filhos de Efraim a um caminho bem diferente do que o Senhor tinha para eles.

Quando estudamos nos capítulos anteriores sobre a história de Gideão, vimos que, após o Senhor lhe dar vitória sobre os midianitas, os efraimitas vieram e “contenderam fortemente com ele” (Jz.8:1). Gideão foi sábio ao aplacar-lhes a ira e evitar o confronto. Contudo, a reação de Jefté foi diferente e usando de uma estratégia um tanto incomum, dizimou quarenta e dois mil efraimitas.

Fica muito claro que os descendentes de Efraim tornaram-se homens sanguinários e vingativos. Pela segunda vez, eles fizeram questão de ter sido chamados para a guerra. E ao encontrar um líder que resolveu responder-lhes à altura, além do confronto pela espada, tiveram de enfrentar um “trava-línguas” da morte. A tribo de Efraim tinha tudo para ser uma das mais poderosas e bem-sucedidas tribos de Israel, mas escolheram ser guiados por seus próprios impulsos. E por suas ações e por suas palavras foram derrotados. E sabem o que é mais triste, amados? Em Apocalipse 7:5-8, encontramos uma divisão simbólica dos salvos dos últimos dias, representados pelas 12 tribos de Israel. E, além da tribo de Dã, a tribo de Efraim também foi excluída da profecia dos salvos.

Entendam. Não foi o simples fato de não saberem pronunciar um fonema que eles foram mortos. Foi muito além disso.

Quando Cristo foi acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Belzebu (Mt.12:24), mais a frente lhes disse: “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração” (Mt.12:34). Os efraimitas faziam confusão justamente porque permitiram que o ódio e a vingança prevalecessem em seu coração. Podiam até fazer parte da nação eleita e estar dentro da herança do Senhor, mas o Senhor não estava neles.

A palavra “chibolete”, em hebraico, possui dois significados: “espiga de cereal” ou “águas correntes”. Como “chibolete”, aquela tribo recebeu a recompensa de seus maus desígnios; como espiga de cereal mirrada foi lançada fora; como águas correntes foi levada pela correnteza de corações corrompidos. Por analogia, “chibolete” representa a advertência que Cristo nos faz: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). O que falamos diz muito quem realmente somos. Os efraimitas representavam a classe “encrenqueiros de plantão”. Você conhece alguém assim? Você tem agido assim? Precisamos ter muito cuidado, amados! Como filhos do Reino, nossas palavras devem corresponder à obra purificadora do Espírito Santo em nosso coração. Precisamos clamar pelo Espírito Santo!

Há uma grande e urgente obra a ser realizada no meu e no seu coração. O Espírito Santo deseja imprimir em nós o puro e santo caráter de Cristo. Ou nos apegamos a Cristo esforçando-nos por permanecer em Sua presença, inculcando na mente a Sua Palavra “com toda oração e súplica” (Ef.6:18), ou nossa vida nunca irá corresponder àquela que se está preparando para habitar com o Senhor e com os Seus anjos. Sobre isto, a inspiração nos diz o seguinte: “Deus está a guiar avante um povo que é peculiar. Ele os limpará e purificará, habilitando-os para a trasladação. Tudo o que é carnal será separado dos peculiares tesouros de Deus, até que se tornem como ouro purificado sete vezes” (Testemunhos Para a Igreja, v.1, CPB, p.431).

Mesmo que a nossa natureza pecaminosa por vezes nos desvie do caminho que o Senhor nos traçou, a Sua Palavra é poderosa para nos trazer de volta ao caminho eterno. Gostaria de saber o que Deus deseja que ocupe o seu coração e os seus pensamentos? Está escrito: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8). Se assim o fizermos, nossas palavras e nossa vida exprimirão a linguagem do Céu. Vigiemos e oremos!

Bom dia, santificados pela Palavra!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Juízes12 #RPSP

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Juízes 11 – Comentado por Rosana Barros
23 de agosto de 2022, 0:45
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“E ela disse: Pai meu, fizeste voto ao Senhor; faze, pois, de mim segundo o teu voto; pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom” (v.36).

Após o genuíno arrependimento dos filhos de Israel, Deus suscitou um homem para livrá-los dos filhos de Amom. Jefté era filho de Gileade com uma prostituta. E devido à sua linhagem bastarda, ele foi rejeitado e provavelmente ameaçado por seus irmãos, já que teve de fugir. Andando com “homens levianos” (v.3), certamente recebeu influências negativas que o afastaram do Senhor. Porém, o mesmo título dado a Gideão também lhe foi atribuído: “homem valente” (v.1). Isso levou os anciãos de Gileade a buscá-lo de volta para que liderasse Israel contra os filhos de Amom.

Jefté tornou-se o cabeça de todo o Israel e a Bíblia diz que o Espírito do Senhor veio sobre ele. Mas já no verso seguinte, vimos que Jefté fez um voto equivocado ao Senhor. Ele não fez simplesmente um voto, mas tentou barganhar com Deus. Percebendo, porém, a tragédia que sua promessa insensata lhe causaria, “rasgou as suas vestes e disse: Ah! Filha minha, tu me prostras por completo; tu passaste a ser a causa da minha calamidade, porquanto fiz voto ao Senhor e não tornarei atrás” (v.35).

Alguns estudiosos afirmam que Jefté, ao proferir o voto, não especificou se referir a sacrifício humano, mas de um animal, já que os animais, naquela época, ficavam à porta das casas e que, de modo algum os sacerdotes aceitariam sacrificar uma pessoa; outros dizem que ele realmente se referiu a sacrificar uma pessoa, já que o sacrifício humano era um costume pagão e Israel já havia adquirido muitos destes costumes, mesmo sabendo que Deus não aprovava (Lv.18:21; Dt.18:10). Interessante que ele observou a lei dada a Moisés para ser fiel ao voto feito ao Senhor (Lv.19:12), em detrimento de outra ainda mais importante, pois preservava a vida.

A fim de evitar as consequências desastrosas de juramentos humanos insensatos, Jesus condenou os juramentos: “de modo algum jureis […] Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:34 e 37). Não era desígnio de Deus que Jefté sacrificasse a própria filha e nem ser humano algum, muito menos que a entregasse ao celibato. Mas a atitude da filha, cujo nome a Bíblia não revela, manifesta a mesma rendição que encontramos em Isaque, ao aceitar que seu velho pai o sacrificasse (Gn.22:9); e a mesma disposição de Cristo quando declarou: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt.26:39).

Quando a filha de Jefté disse: “Pai meu, fizeste voto ao Senhor”, vejo ali uma expressão de profunda entrega. Porém, observem as suas primeiras palavras: “Pai meu”. Assim como Cristo apelou “Meu Pai”, esta filha apelou ao seu pai. Era como se ela dissesse: “O senhor é o meu pai, aquele que me ama mais do que tudo, e se achas por bem cumprir o teu voto, eis-me aqui, não questionarei e nem frustrarei os planos daquele que mais me ama!”. Uma coisa é certa, amados: aos pais foi confiado o mais caro dever de zelar pela herança do Senhor (Sl.128:3) e pela negligência ou imprudência podem expor os filhos a circunstâncias ruins que poderiam ser evitadas.

Naquela época, uma moça solteira era sinônimo de desgraça e, o fato de ser a única filha de Jefté, significava que o nome de seu pai seria esquecido sem uma descendência. Mas a sua atitude submissa lhe rendeu uma posição de honra na história de Israel, como bem pontua Warren Wiersbe: “Ela merece ser colocada ao lado de Isaque como filha fiel, disposta a obedecer tanto ao pai quanto a Deus a qualquer preço” (Comentário Bíblico Expositivo, v.2, p.141). Jefté foi infeliz em seu voto, mas sua filha lhe deu um “banho” de fidelidade. E quantos, pelas efêmeras coisas deste mundo, têm trocado a direção do Espírito Santo pela perigosa voz do próprio coração enganoso. Sobre isso, Ellen White escreveu: “Deixaram seu verdadeiro e amoroso Amigo, para seguirem o caminho da conveniência e dos prazeres mundanos. […] Os divertimentos frívolos, o orgulho no vestir, a satisfação do apetite, lhes endureceram o coração e embotaram a consciência, de maneira que não ouviram a voz da verdade” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.558).

E a questionável história de uma simples virgem, nos lembra a inquestionável história do Filho do Homem. Ela foi o cumprimento de um voto falível e transitório. Jesus, o cumprimento de um voto infalível e eterno. O maior “sacrifício” que Deus aceita é a entrega completa do coração a Ele. Não precisamos fazer juramentos para garantir que Deus nos abençoe. Basta atendermos ao que está escrito: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos do Pai de amor!

Rosana Garcia Barros

#Juízes11 #RPSP

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Juízes 10 – Comentado por Rosana Barros
22 de agosto de 2022, 0:45
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“E tiraram os deuses alheios do meio de si e serviram ao Senhor; então, já não pôde Ele reter a Sua compaixão por causa da desgraça de Israel” (v.16).

Novamente, “tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o Senhor” (v.6), de forma que “acendeu-se a ira do Senhor contra Israel” e foram entregues nas mãos dos filisteus e dos filhos de Amom, cujos deuses escolheram servir. No entanto, a opressão destes povos sobre a nação eleita foi tão grande “de maneira que Israel se viu muito angustiado” (v.9).

E como nas situações anteriores, clamaram ao Senhor para que os livrasse das mãos daqueles povos pagãos. Nesta circunstância, porém, a resposta de Deus foi diferente e intrigante: “Ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto” (v.14). Então, os filhos de Israel insistiram, voltando a clamar ao Senhor. Só que desta vez eles não apenas clamaram, mas tomaram uma atitude livrando-se dos deuses estranhos do meio de si e servindo somente ao Senhor. E, mediante aquele reavivamento e reforma, Deus não mais pôde reter a Sua compaixão.

Você pode ter se questionado após a leitura de hoje: Quer dizer que Deus Se cansou das idas e vindas de Israel e deu as costas quando eles clamaram? Era como se dissesse: “Não escolheram servir após outros deuses? Porque eles não os livram agora?” Mas não foi esta a intenção do Senhor. Esta não é a interpretação correta do caráter de Deus, mas um julgamento conforme a natureza humana. Na verdade, o Senhor esperava uma entrega completa de Seu povo, e não simplesmente um pedido de socorro. Eis o que Deus espera de Seus filhos: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, SE HUMILHAR, E ORAR, E ME BUSCAR, E SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14). A expressão “Se” exige uma condição. Deus está pronto a nos ouvir, perdoar e curar, se antes estivermos dispostos a nos humilhar, orar, buscar a Sua face e mudar a direção de nossa vida.

Ora, é muito fácil para nós lermos a história dos filhos de Israel e julgá-los por suas ações. E nós, amados? Ainda existem “ídolos” em nossa vida que nos afastam de Deus? Pode ser a televisão, a vaidade, a internet, as redes sociais, o excesso de trabalho, a fofoca, a gula, ou até mesmo uma pessoa. O que você precisa “tirar do meio de si” (v.16) para que então possa servir com integridade ao Senhor? Foi quando Israel orou, se humilhou, buscou ao Senhor e se converteu, tirando do meio de si as abominações, que Deus não pôde mais reter a Sua compaixão (v.16). Quando o Senhor é o único Senhor em nossa vida, não temos o que temer. Pois, “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl.33:12). Ele move céus e terra em favor de um filho que se arrepende! Porque a redenção da nossa alma, meus irmãos, “é caríssima” (Sl.49:8).

Quem foi que disse que você e eu não valemos nada? Nós valemos o que Deus tinha de mais precioso: o Seu único Filho. Nós valemos o precioso sangue do Cordeiro de Deus! E foi por Deus nos amar tanto, que Ele não pôde reter a Sua compaixão, nos dando “o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Não podemos esperar a redenção, se a trocamos pelas coisas banais deste mundo. Porque qualquer escolha que façamos ao lado de Deus, qualquer coisa que abandonemos por amor a Jesus, não se compara e nunca poderá ser comparado ao que Deus fez por nós e à eternidade que Ele nos prometeu. Foi por isso que Josué proferiu palavras de decisão ao povo: “Escolhei a quem sirvais” (Js.24:15). Porque é uma questão de escolha, de decisão pessoal. Como Jesus mesmo advertiu: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt.6:24). Não dá para dividir o nosso coração entre Deus e os ídolos que nos levam a um caminho diferente de Sua vontade. Quando o povo não apenas clamou, mas agiu, alcançou a misericórdia de Deus. Compreendem?

Agora é o tempo de profundo exame do coração e de termos a nossa vida transformada pelo Espírito Santo. É agora! Cristo está às portas! Hoje, a Palavra nos admoesta: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2Co.13:5). “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). É tempo de reavivamento e reforma, que deve começar na minha e na sua vida. O Senhor procura pelos fiéis da Terra! “Quem será o homem [a mulher] que começará a pelejar contra” (v.18) as abominações que se cometem no meio do povo de Deus? “Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.4:6). É hora de clamarmos, como nunca antes, pelo Espírito Santo, seguindo o supremo exemplo de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, erguendo “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda oração e súplica, ORANDO em todo tempo no Espírito e para isto VIGIANDO com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:17-18). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos da obediência!

Rosana Garcia Barros

#Juízes10 #RPSP

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Juízes 09 – Comentado por Rosana Barros
21 de agosto de 2022, 0:45
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“[…] e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão” (v.3).

A atitude insensata de Gideão deu origem a um desastre familiar que se estendeu ao povo de Siquém. A fabricação da estola sacerdotal de ouro, “veio a ser um laço a Gideão e à sua casa” (Jz.8:27). Por mais que Gideão não tivesse a intenção de tornar a estola um objeto de idolatria, todo o Israel se prostituiu após ela. Ele teve 70 filhos, pois tinha muitas mulheres, além de outro filho com uma concubina siquemita, a quem chamou de Abimeleque.

A proposta que Gideão havia rejeitado de ser o primeiro monarca de Israel, Abimeleque, filho ilegítimo, reivindicou para si. Contratando a seu serviço “homens levianos e atrevidos que o seguiram” (v.4), Abimeleque matou os seus setenta irmãos “sobre uma pedra” (v.5), restando apenas o filho mais novo de Gideão, Jotão, que havia se escondido. E foi da boca deste que foi proferida a profecia de maldição sobre Abimeleque e sobre o povo que o havia declarado rei.

Resumindo: em cima de uma pedra Abimeleque matou os seus irmãos, e por meio de uma pedra lançada do alto, recebeu o golpe de morte. Que história trágica, não é mesmo? Mas duas coisas me chamaram a atenção nesta narrativa: primeiro, que a linhagem familiar ou o fato de pertencer a um grupo seleto não significa que todos sejam dignos de confiança. Segundo, que o mal feito a outrem volta-se ao próprio malfeitor; é só uma questão de tempo.

Em Seu ministério terrestre, Jesus foi maltratado e rejeitado pelos Seus, por aqueles que se autodeclaravam justos. Mas sobre isso Ele nos deixou advertência: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens” (Mt.10:16-17). O conselho do Mestre aos Seus discípulos se estende a nós hoje. Jesus se relacionava com todos, e Seus ensinos eram para todos, mas Seus amigos pessoais restringiam-se a doze pessoas. E mais restrito ainda era o grupo que O acompanhava aos Seus lugares de refúgio e oração. E, mesmo entre os doze, estava Judas, aquele que O trairia. Cristo não o rejeitou, mesmo conhecendo os desígnios de seu coração. Antes, o amou, demonstrando isto por preceito e por exemplo.

Passaremos a vida andando entre amigos e também entre inimigos. Mas a sabedoria que Jesus nos adverte a ter não é com a finalidade de nos afastarmos das pessoas, mas daqueles cujas atitudes possam nos afastar dEle. A arte da convivência requer de nós constante comunhão com o Senhor. Só a intimidade com Deus nos ajudará a termos sabedoria na escolha de nossos amigos mais íntimos. A Bíblia deixa bem claro de que Pedro, Tiago e João, estes três discípulos, definitivamente eram amigos íntimos de Cristo. Porque eram infalíveis? Não, amados. Pelo contrário, por Sua íntima comunhão com o Pai, Jesus enxergou neles pedras brutas que, se lapidadas, exerceriam influência poderosa no estabelecimento e fortalecimento da igreja cristã.

Abimeleque foi declarado rei simplesmente por um critério: “É nosso irmão” (v.3). Em nenhum momento o Senhor foi consultado. Agiram por impulso e receberam as trágicas consequências de uma escolha insensata. O apóstolo Paulo escreveu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo” (Rm.16:17). Ou seja, não se envolvam em intrigas e maledicências, pois tais práticas provém daqueles que servem ao inimigo de Deus, que “com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm.16:18).

Clamemos, pois, ao Senhor, por prudência e sabedoria em nossos relacionamentos, para que nenhum deles nos seja pedra de tropeço em nossa comunhão com Ele. Sigamos o exemplo de Cristo, que nos ensinou o cumprimento da lei: “amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam” (Lc.6:27-28). Que assim como o foi com Jesus, que o Espírito Santo nos torne sábios praticantes do amor. Eu gostaria de encerrar o comentário de hoje com um texto do espírito de profecia que nos ajuda a compreender o nosso papel como membros do corpo de Cristo:

Vocês terão muitas perplexidades a enfrentar em sua vida cristã em relação com a igreja; porém, não se esforcem demasiadamente por moldar seus irmãos. Se virem que não satisfazem as reivindicações da Palavra de Deus, não condenem; se eles provocam, não retribuam na mesma moeda. […] Havendo feito tudo quanto possam para salvar um irmão, deixem de afligir-se e prossigam calmamente com os outros deveres urgentes. […] Busquem unidade; cultivem amor e conformidade com Cristo em tudo. Ele é a fonte da unidade e da força” (Testemunhos Para a Igreja, v.5, p.347-348). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, sábios e símplices do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Juízes9 #RPSP

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Juízes 08 – Comentado por Rosana Barros
20 de agosto de 2022, 0:45
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“Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará” (v.23).

Após a vitória sobre os midianitas, Gideão ainda teve que aplacar a insatisfação dos efraimitas, que se sentiram excluídos da batalha. Mas ao colocar a sua linhagem como sendo menor do que “os rabiscos de Efraim” (v.2) e engrandecer a vitória de Efraim contra os príncipes midianitas, Gideão conseguiu aplacar-lhes a ira. Começava ali a surgir um tímido espírito de divisão entre as tribos de Israel que despontaria na futura divisão da nação.

Cansados mas ainda perseguindo” (v.4), Gideão e seu exército de trezentos homens precisavam de provisão de alimento, o que lhes foi negado duas vezes. Gideão “deu severa lição aos homens de Sucote” (v.16) e de Penuel e, ao descobrir que os reis dos midianitas, “Zeba e Salmuna” (v.18), que estavam em seu poder haviam matado seus irmãos, “dispôs-se, pois, Gideão, e matou a Zeba e a Salmuna” (v.21).

Vendo os filhos de Israel que Gideão liderava com valentia e acumulava conquistas, desejaram, através dele, dar início a uma sucessão de reis em Israel. Tal pedido demonstrava o total descaso e distanciamento do povo para com Deus, atribuindo a um homem a vitória do Senhor. Israel ainda não havia compreendido que o homem é apenas instrumento e que o efetuar vem de Deus. Almejaram uma monarquia terrena assim como viam nos povos cananeus. Mas a resposta de Gideão frustrou-lhes os propósitos na direção de levantar quem quer que fosse para liderá-los: “Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará” (v.23).

Gideão não aceitou tal pedido, contudo, sua atitude posterior revelou um coração ainda dividido. Mesmo que não houvesse a intenção de tornar aquela estola de ouro um objeto de adoração, ele não consultou ao Senhor. Agindo por conta própria, lançou sobre si mesmo, sua família e todo o povo uma armadilha que novamente faria de Israel uma nação prostituída. Obscurecidos os olhos da fé, e seu desejo pelo visível e palpável tornou-se tão grande quanto o de seus inimigos. Ellen White escreveu:

O perigo de inatividade que se segue a uma grande luta acha-se muitas vezes repleto de maiores perigos do que o tempo de conflito. A este perigo estava Gideão agora exposto. Um espírito de inquietação o possuiu. Até ali se contentara com realizar o que Deus lhe determinava; mas agora, em vez de esperar guia divina, começou a fazer planos por si mesmo. Havendo os exércitos do Senhor ganho assinalada vitória, Satanás redobrara seus esforços para transtornar a obra de Deus. Destarte, ideias e planos foram sugeridos à mente de Gideão, pelos quais o povo de Israel se transviou” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.555).

Hoje, líderes religiosos têm sido aclamados como senhores, e Deus, tratado como um curandeiro ou um banqueiro que é obrigado a abrir as portas do cofre sem reservas. As pessoas têm seguido líderes que prometem curas milagrosas e uma vida financeira abundante. E em meio a uma geração doente e financeiramente necessitada, quem não deseja saúde e prosperidade? E é errado desejar tais coisas? De modo algum. Mas é errado ir em busca de Deus apenas movidos por estas coisas. Estamos buscando ao Senhor ou as bênçãos que Ele pode nos oferecer? Israel pensou: ‘Vamos seguir este homem (Gideão) pois ele é bem-sucedido em tudo o que faz!’ E multidões igualmente têm trocado o “assim diz o Senhor” pelo assim diz o líder religioso.

Temos a Palavra de Deus como a nossa regra de fé e prática, amados! Enquanto Gideão era guiado pelas palavras do Senhor, prosperou. Mas quando tomou decisões sem consultá-Lo, teve de sofrer os prejuízos. Como diz a letra da canção: “No trono do viver só existe lugar pra um, lugar de quem governa todo o ser. No trono do viver só pode haver um senhor, se forem dois, um será amado e outro rejeitado” (Arautos do Rei). Que o Senhor Deus reine soberano em nosso coração! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, servos do Rei dos reis e Senhor dos senhores!

Rosana Garcia Barros

#Juízes8 #RPSP

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Juízes 07 – Comentado por Rosana Barros
19 de agosto de 2022, 0:45
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“Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para Eu entregar os midianitas nas suas mãos; Israel poderia se gloriar contra Mim, dizendo: A minha própria mão me livrou” (v.2).

Confiante de que Deus o chamou na missão de livrar Israel dos midianitas, Gideão reuniu “todo o povo que com ele estava” (v.1) para marchar contra os inimigos. Gideão certificou-se de que todos os homens de guerra o acompanhassem naquela investida, quando foi surpreendido com a ordem divina de fazer uma espécie de processo seletivo. Inicialmente, o Senhor ordenou que todos os tímidos e medrosos voltassem para casa. E pasmem! Voltaram do povo vinte e dois mil! Isto já nos diz algo muito importante, amados: o que enxergamos como sendo um exército grande e forte, pode não passar de um bando de tímidos e medrosos. A quantidade não revela a qualidade.

Na sequência, restaram dez mil homens. E disse Deus: “Ainda há povo demais” (v.4). Deus não necessita de multidões para ver cumpridos os Seus propósitos, porque o pouco com Deus se torna a maioria. Ele sabia exatamente a quem usar. E daqueles dez mil, 300 foram destacados. Divididos “em três companhias” (v.16), aqueles homens estavam dispostos a compartilhar com Gideão as recompensas da confiança em Deus. Confiaram no Deus de seus pais e confiaram em seu líder, obedecendo-lhe a ordem: “Olhai para mim e fazei como eu fizer” (v.17). Com espírito humilde e manso, à semelhança do Anjo do Senhor que o elevou de agricultor à comandante da nação, Gideão tornou-se um líder digno de ser imitado.

Conhecendo-lhe o coração e de como começou a ser ameaçado pelo medo, o Senhor propôs a Gideão outra prova. Na companhia de seu servo, ele ouviu da boca de seus inimigos a confirmação de sua vitória, e “adorou” (v.15). Foi quando Deus mesmo propôs o sinal de Seu cuidado e o confirmou, que Gideão finalmente compreendeu o cerne da questão: a verdadeira adoração. Ao experimentar a benignidade do Senhor, tornou-se um eficiente instrumento para transmiti-la a seus liderados. A espada de Gideão não era outra, senão a Palavra de Deus. Tudo quanto o Senhor havia ordenado, assim fez Gideão. Quanto mais devemos lhe imitar o exemplo! “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).

Dos trezentos é dito isto: “E permaneceu cada um no seu lugar” (v.21). O Senhor tem uma obra específica para cada um de nós. Ninguém é chamado ao ócio na seara do Senhor. Há um sagrado ofício e uma santa convocação a todos os que, como Gideão, manifestam depender de Deus. Antes de ouvir qualquer voz humana, Gideão buscava ouvir a voz de Deus. Sua insegurança foi mudada em dependência; seu medo, em confiança; sua fraqueza, em força. E no Senhor e na força do Seu poder, liderou o pequeno grupo de valentes apenas com trombetas e cântaros iluminados. Porque onde há genuíno louvor e adoração, há o fogo do Espírito; e onde há o fogo do Espírito, a vitória é garantida.

Veremos no capítulo de amanhã que, infelizmente, Gideão não perseverou em sua fidelidade, o que causou um terrível prejuízo para a sua família e para a nação de Israel. O que deixa bem claro que precisamos ser santificados pelo Espírito Santo todas as horas ou corremos o mesmo risco de abandonar o primeiro amor. Como Paulo, que nossa vida revele um crescente, sólido e maduro relacionamento com Cristo: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Vigiemos e oremos!

Bom dia, fortes e vitoriosos no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Juízes7 #RPSP

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Juízes 06 – Comentado por Rosana Barros
18 de agosto de 2022, 0:45
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“Então, Se virou o Senhor para ele e disse: Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei Eu?” (v.14).

Como um bumerangue que alça voo mas acaba voltando para o mesmo lugar, Israel era inconstante e sempre voltava às práticas que o tinha levado à escravidão. Após quarenta anos em paz, os filhos de Israel voltaram a fazer “o que era mau perante o Senhor” (v.1), tendo que submeter-se ao jugo dos midianitas. Dessa vez, “Israel ficou muito debilitado”, e “os filhos de Israel clamavam ao Senhor” (v.7). Porém, antes de levantar um novo libertador, o Senhor lhes enviou um profeta a fim de que compreendessem a razão exata de seu sofrimento: “não destes ouvidos à Minha voz”, disse Deus (v.10).

Após ter escolhido uma mulher para liderar o Seu povo, o Senhor escolheu um simples homem do campo que, segundo ele mesmo, pertencia à família “mais pobre em Manassés”, além de ser o menor na casa de seu pai (v.15). Gideão estava malhando o trigo para escondê-lo dos midianitas; estava garantindo a subsistência de sua casa e não tinha intenção alguma de chamar a atenção de quem quer que fosse. Seus pensamentos, contudo, vagueavam na esperança de livramento, e em muitos questionamentos acerca do que estava acontecendo com Israel, foi abordado pelo “Anjo do Senhor” (v.11).

A expressão “Anjo do Senhor” é um dos nomes dados a Jesus. Mas a princípio, Gideão não percebeu que estava falando com o próprio Jesus e simplesmente começou a verbalizar tudo o que estava lhe afligindo o coração: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?” (v.13). Ele havia ouvido falar sobre as maravilhas realizadas por Deus a favor de Israel, e diante da realidade de ter de esconder até o próprio alimento, desabafou: “Porém, agora, o Senhor nos desamparou” (v.13). Contudo, ao ver consumida a sua oferta, percebeu que aquele diálogo tinha sido entre Criador e criatura.

Na inocência de quem desejava fazer o que era correto e na prudência de estar seguro quanto ao seu dever, Gideão provou a Deus. Sua força e coragem, entretanto, não lhe foram características próprias, mas doadas por Aquele que sonda os corações. Orientado pelo Senhor, Gideão destruiu o altar de Baal e o poste-ídolo e ergueu ali um altar de adoração ao único Deus verdadeiro. Ele não fez isso à luz do dia, “mas de noite” (v.27). Parece que tudo o que Gideão fazia, o fazia às escondidas. Mas em sua insegurança, Deus enxergou um líder obediente e capaz de arriscar a própria vida em favor de sua família e de seu povo.

Quantos se encontram na mesma situação de Gideão, envoltos em seu labor, tendo de enfrentar situações difíceis, enquanto questionam: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?” (v.13). E não conseguem perceber que Jesus está com a mão estendida pronto para conceder livramento. Quantos têm pedido por sinais e provas do cuidado de Deus, e enquanto se ocupam em fazer tantas coisas, pacientemente o Senhor diz: “Esperarei até que voltes” (v.18).

Dê ouvidos à voz de Deus! Faça de sua casa um lugar de adoração a Ele, e, certamente, “o Espírito do Senhor” (v.34) lhe revestirá com poder para que sejas uma testemunha de Jesus no final deste grande conflito. E mesmo em meio à perseguição e à tribulação, você conseguirá ouvir a voz de Cristo a te dizer: “Paz seja contigo! Não temas! Não morrerás!” (v.23). Vigiemos e oremos!

Bom dia, valentes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Juízes6 #RPSP

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Juízes 05 – Comentado por Rosana Barros
17 de agosto de 2022, 0:45
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“Assim, ó Senhor, pereçam todos os Teus inimigos! Porém os que Te amam brilham como o sol quando se levanta no seu esplendor” (v.31).

Como o foi com Moisés, após o livramento do Mar Vermelho, Débora, juntamente com Baraque, entoou um cântico de gratidão ao Senhor pela vitória contra Jabim. Creio que seja o primeiro dueto musical registrado na Bíblia. Este poema, ou salmo hebraico, é atribuído à autoria de Débora e perfaz com louvor a conquista dada a Israel. “Naquele dia” (v.1), em que Deus humilhou seus inimigos, Débora fez de seu cântico o som de uma trombeta em vitória. Todo o Israel deveria ouvir aquele salmo e bendizer ao Senhor.

Como “mãe em Israel” (v.7), Débora buscou orientar, encorajar seu povo como a um filho e a falar “dos atos de justiça do Senhor”, que os conduziu “ao seu lar” (v.11). Ao mesmo tempo, reconheceu que este despertamento deveria começar por ela mesma: “Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico” (v.12). Houvesse ela olhado para a condição miserável do povo ao invés de confiar em Deus e de tomar uma atitude pessoal, “até que eu, Débora, me levantei” (v.7), quão diferente teria sido o desfecho dessa história.

Em tempos de crise espiritual em que se repete a atitude dos rubenitas: “Entre as facções de Rúben houve grande discussão” (v.16), há um predominante espírito de divisão e dissensões entre aqueles que deveriam ser os nobres da Terra: “Então, desceu o restante dos nobres, o povo do Senhor em meu auxílio contra os poderosos” (v.13). E isto inclui os líderes, pois, depois de Débora, “desceram guerreiros”, “desceram comandantes […] os que levam a vara de comando” (v.14).

Qual tem sido a nossa atitude frente às investidas do inimigo e a realidade de uma igreja morna? Precisamos despertar, amados! Precisamos acordar do sono de uma vida cristã acomodada e crítica para a fulgurante vida que irradia a luz da glória de Deus. Nunca foi tão contemporânea a advertência do apóstolo: “já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).

Avante, ó minha alma, firme!” (v.21). Ore e peça ao Senhor que a mudança comece em você e farás parte do “restante dos nobres” (v.13) que entoarão o cântico dos salvos (Ap.15:2-4) e que serão conduzidos para a terra de eterna paz. Vigiemos e oremos!

Bom dia, nobres de Deus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Juízes5 #RPSP

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Juízes 04 – Comentado por Rosana Barros
16 de agosto de 2022, 0:45
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“Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo” (v.4).

Não era desejo do Senhor que este livro tivesse registros de tanto derramamento de sangue, mas a tocha de Sua misericórdia era constantemente rejeitada por povos que escolhiam andar nas mais densas trevas. Pela reiterada desobediência, Israel também teve de sofrer vários períodos de retorno à escravidão. Contudo, bastava clamar ao Senhor para que Ele Se compadecesse de Seu povo e lhe provesse um meio de escape. A eleição divina de Débora como juíza de Israel foi inusitada, mas por todo o povo reconhecida. Sua biografia resumida a ter sido “mulher de Lapidote” também contava com o fato de ter sido uma profetisa. Como alguém que transmitia ao povo as palavras de Deus, Débora tornou-se respeitada como a única mulher a assumir tal posição política em Israel.

Ainda absorto pela responsabilidade de comandar os filhos de Israel contra um exército aparentemente imbatível, Baraque só consentiu em avançar se Débora o acompanhasse. Aquela mulher de Deus transmitia segurança e coragem. Suas palavras tinham a força de um exército em batalha e a sua presença, a imponência de quem anuncia a vitória, aliada à brandura e paz de quem acalenta uma criança. Tudo indica que os exércitos inimigos com seus carros de ferro foram conduzidos a um atoleiro. “E o Senhor derrotou a Sísera, e todos os seus carros, e a todo o seu exército a fio de espada diante de Baraque” (v.15).

Uma segunda personagem feminina fez a diferença neste episódio. Os queneus eram descendentes do sogro de Moisés, e, portanto, tinham algum grau de parentesco com Israel. Apesar disso, “Héber, queneu” (v.11), havia feito um acordo de paz com os inimigos de Israel; o que não era do agrado de sua esposa Jael que, na primeira oportunidade, provou ser temente a Deus e a favor de Israel. Grandes coisas acontecem quando o Senhor empreende Seus propósitos “às mãos de uma mulher” (v.9), quando estas aceitam andar em harmonia com a vontade divina.

O principal empreendimento dado pelo Senhor às mulheres está na edificação do lar. “A mulher sábia edifica a sua casa” (Pv.14:1). Isto não implica que a mulher não possa assumir outras funções laborais, mas desde que estas não descaracterizem e nem minimizem a sua função principal como esposa e mãe. Ao descrever Débora primeiro como profetisa, ou seja, como mulher guiada por Deus, e depois como mulher de Lapidote, isto é, esposa e dona de casa, e, por último, como juíza em Israel, a Bíblia nos revela a ordem de prioridades que deve reger a nossa vida: 1° Deus, 2° família e 3° trabalho.

O espírito voluntário de Débora em ser usada por Deus e a coragem de Jael em exterminar o mal de sua casa devem nos inspirar a buscar no Senhor a sabedoria necessária para que sejamos homens e mulheres que andem concordemente. Precisamos, portanto, como nunca antes, atender ao apelo deixado por Paulo: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1Co.1:10).

Se perseverarmos nesse sentido, buscando em oração o Espírito Santo, é certo de que não somente veremos a promessa se cumprir, mas a nossa vida revelar-se-á como sendo o cumprimento da promessa: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At.1:8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Juízes4 #RPSP

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Juízes 03 – Comentado por Rosana Barros
15 de agosto de 2022, 0:45
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“Tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses” (v.6).

Ignorando a ordem de Deus, os homens de Israel cobiçaram e tomaram para si as mulheres de Canaã, selando o seu total descaso com o “assim diz o Senhor”. Firmaram aliança entre o santo e o profano e o resultado disso foi idolatria e escravidão. Dormindo com o inimigo, Israel gerou uma descendência ainda pior que a anterior, pois não tinha a referência de pais tementes a Deus, e sim, de pais coniventes com o pecado.

O casamento é um passo que deve ser dado com todo o zelo e cuidado. A união entre um homem e uma mulher tem mais impacto social do que possamos imaginar. Assumir tal compromisso sem a devida preparação e certeza da aprovação divina é arriscar ter sua vida marcada por traumas e feridas difíceis de cicatrizar. E quando a emoção e o romance inicial assumem o controle da razão, decisões são tomadas de forma precipitada, dando início a um relacionamento sem estrutura para suportar as dificuldades da vida a dois.

O grande erro dos filhos de Israel nesse quesito foi o jugo desigual. A mistura com os povos pagãos causou grande ruína ao povo de Deus, levando-o à mesma condição de escravidão que seus pais viveram no Egito. O jugo desigual, contudo, não se trata apenas de diferença de crenças, mas de tudo o que possa causar danos a curto ou longo prazo no casamento e na família. Existem casamentos entre cristãos que terminam em divórcio, simplesmente porque o tempo de namoro não foi maduro o suficiente para perceberem que apenas o romance não é o bastante para sustentar o matrimônio. Fossem eles, como Israel, ao Senhor em humilhação, e Jesus, o justo Juiz, lhes mostraria o caminho excelente de um casamento feliz e abençoado.

Clamaram ao Senhor os filhos de Israel, e o Senhor lhes suscitou libertador” (v.9). Da mesma forma, Deus deseja nos libertar de todos os males que fazem de nosso século “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Foi por tomar para si das mulheres da Terra, que os filhos de Deus se corromperam na época de Noé (Gn.6:2). O Senhor não enviará mais um dilúvio sobre o mundo, mas virá com juízo definitivo. Até lá, em tempo de graça, Ele nos suscitou Libertador. Mas Jesus não invade a vida e nem o casamento de quem não clama por Seu auxílio. Ele diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20).

Se você ainda não deu o passo inicial para o casamento, entregue este assunto nas mãos de Deus, certo de que será um passo dado de forma racional. Se, porém, você já vive em jugo desigual, saiba que Jesus tem o poder de santificar o seu casamento. Basta reconhecer que necessita e depende dEle, crendo que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc.18:27). Vigiemos e oremos!

Bom dia, libertos por Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Juízes3 #RPSP

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