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“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (v. 16).
Damos início ao primeiro livro da Bíblia com o nome de uma mulher e que relata a sua história de uma forma muito especial. Primeiro, porque Rute era uma moabita, ou seja, uma estrangeira; e ainda assim ganhou destaque na Bíblia a ponto de ter um livro próprio contando a sua história. Segundo, que esta estrangeira fez uma escolha que superou a fé de sua sogra Noemi e que demonstrou um amor que Israel há muito tempo havia deixado de praticar. O livro também inicia dizendo que “nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra” (v.1). Então, Noemi, seu marido e filhos, foram viver em Moabe. Lembram da origem dos moabitas? Este povo surgiu da relação incestuosa de Ló e suas filhas, dando origem aos moabitas e aos amonitas, inimigos de Israel (Gn.19:37-38).
Passado algum tempo, o que era imprevisível aconteceu, e a tragédia assolou a casa de Elimeleque, restando apenas três viúvas. Sabendo que havia alimento em sua terra, Noemi decidiu retornar a Judá e insistiu para que suas noras voltassem à casa de seus pais. Foi com grande pesar que se despediu das noras que tinha aprendido a amar como filhas. Rute e Orfa foram conquistadas pelo amor que Noemi lhes devotava, e em prantos pediram para acompanhá-la. Mas Noemi havia perdido as esperanças. O amor que suas noras haviam lhe ofertado aqueles anos a fez olhar para elas com compaixão e despedi-las. Percebam que as três já estavam caminhando “de volta para a terra de Judá” (v.7), quando Orfa, com muito pesar, retornou a Moabe. Mas Rute não. Muito além de amar a Noemi, Rute aprendeu a amar o Deus de Noemi. Isto estava de tal modo enraizado no coração de Rute, que já não fazia sentido continuar em terra pagã e casar-se com um moabita que a fizesse retornar “ao seu povo e aos seus deuses” (v.15).
Noemi sabia que não seria fácil a vida de uma estrangeira dentro de Israel. Mas Rute se apegou a ela, que, na aflição, demonstrou profundo pesar e amargura, a ponto de dizer que não mais se chamava Noemi, e sim Mara, que significa “amarga”. Mulher, viúva, idosa e sem recursos, Noemi sabia que voltaria à sua terra para lá tentar sobreviver de caridade. Os laços de amor que havia construído com suas noras não lhe permitia levá-las consigo para terem que passar por tais privações. Mas mesmo diante do conselho impensado de uma viúva amargurada, a resolução de Rute revela uma fé viva e sólida: “faça-me o Senhor o que bem Lhe aprouver” (v.17). A decisão de Rute foi totalmente contrária a que vimos ontem no último verso do livro de Juízes: “cada um fazia o que achava mais reto” (Jz.21:25). Que contraste! Como poderia uma estrangeira demonstrar uma fé tão genuína, enquanto Israel dava as costas ao Senhor?
Rute, como uma boa moabita, foi ensinada, desde a infância, a adorar outros deuses. Provavelmente, de início, tenha sido difícil compreender a religião de seu marido. Como assim adorar a um único Deus? Como acreditar no Invisível? Todavia, Rute creu e sua fé a tornou grande! E o testemunho de sua sogra a tocou profundamente. O amor que lhe devotou a fez enxergar um Deus diferente dos deuses de seus pais. Rute viu na vida de Noemi um Deus que ama, que cuida e que não faz acepção de pessoas. Neste pequeno relato podemos contemplar 1Coríntios, capítulo 13. O dom supremo superabundou, e, por consequência, resultou em fé e esperança. Noemi poderia ter rejeitado suas noras e lhes acusado de sua desgraça. Mas escolheu amá-las, e, ao fazer isso, foi instrumento do Senhor em Seu plano de ação.
O discípulo do amor escreveu: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1Jo.3:18). É muito fácil e muito cômodo expressar amor em palavras. Desafio é viver o que se diz. Lembremos, meus irmãos, que Deus sonda os corações. Orfa até amava a Noemi e havia aprendido a honrar o Deus de Israel, mas não foi o suficiente para perseverar no caminho para a terra de Judá. Rute amou, porque Noemi a amou primeiro. E nós amamos, porque Deus nos amou primeiro (1Jo.4:19). O amor de Deus não é para ser falado, é para ser vivido. E não vem de nós, é um dom de Deus (Leia Rm.5:5).
O amor prático, eis a maior e mais poderosa pregação do evangelho! Não faça como Orfa, voltando no meio do caminho para a velha vida. Escolha o que Rute escolheu. Persevere no caminho do amor. Certamente não é o caminho mais fácil, mas, como disse Jesus: é “o caminho que conduz para a vida” (Mt.7:14). Se você caminhar olhando para o Senhor, Ele habitará em você, “pois Deus é amor” (1Jo.4:8). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, praticantes do verdadeiro amor!
Rosana Garcia Barros
#Rute1 #RPSP
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“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (v.25).
Último capítulo do livro de Juízes, e seu último versículo resume bem essa fase de Israel: desorientada. O que atesta que todos os episódios horríveis que lemos neste livro foram consequências de suas más escolhas. E, mais uma vez, o povo tomou decisões sem consultar a Deus. Eles deram as costas ao Rei dos reis e Senhor dos senhores! Quando estudamos o Pentateuco, em cada um dos estatutos e leis percebemos um cuidado especial de Deus a fim de que o povo fizesse diferença entre o santo e o profano, entre o limpo e o imundo, buscando assim a santificação.
Através de uma vida de obediência em amor, Israel revelaria ao mundo o caráter de Deus. Em Sua oração sacerdotal, Jesus declarou: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). A intercessão de Cristo por Seus filhos define bem o papel que os sacerdotes de Israel negligenciaram. Como líderes espirituais da nação, deveriam conduzi-la à verdadeira adoração e santificação. Cristo, como o nosso Sumo Sacerdote, resumiu perfeitamente, em Sua oração em João 17, o que deveria ter sido promovido no antigo Israel, mas não o foi.
Há uma sequência lógica na oração de Cristo de que Seus seguidores O conheçam, escutem a Sua voz, sejam santificados por Sua Palavra e vivam a unidade cristã. Percebem? Existe uma senda bem ordenada para alcançar o objetivo da unidade: “a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em nós” (Jo.17:21). Todo aquele que se aproxima de Deus com o coração sincero e contrito torna-se um promotor da unidade, um reparador de brechas. Mas todo o que conserva um coração endurecido, mais cedo ou mais tarde revela a sua natureza bruta e separatista. Israel estava fazendo guerra entre si. E devido à atitude estúpida de um levita, quase toda uma tribo foi dizimada.
Nos juramentos dos filhos de Israel percebemos como levavam mais a sério o cumprimento de seus votos do que de demonstrar misericórdia. Apesar de terem cometido um quase genocídio, ainda restaram alguns filhos de Benjamim. Então, Israel usou de sutilezas para conceder esposas para eles. Confuso, não? Mas tudo o que acontece sem a bênção de Deus é assim: uma confusão! E como explicar o verso 15? “Então, o povo teve compaixão de Benjamim, porquanto o Senhor tinha feito brecha nas tribos de Israel”. E agora? Foi Deus o causador da divisão das tribos? De forma alguma! Deus não causou, Deus permitiu. Porque a nossa vontade é o único lugar em que Deus não interfere, a menos que o permitamos. Israel provocou as próprias brechas, se envolvendo em guerras civis desnecessárias, causando o desequilíbrio da nação.
Apesar de compreender 12 tribos, Israel era um só povo, que deveria estar sob o senhorio de um só Deus. Assim deveria ter sido a nação eleita. Assim deve ser o Israel de Deus hoje, conforme Cristo orou: “[…] a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade” (Jo.17:23). Israel representa o corpo de Cristo. Cada tribo tinha a sua função. Cada tribo tinha a sua importância. Cada tribo era essencial nos planos de Deus. Mas o povo resolveu agir da forma que lhe fosse mais conveniente, e não da forma que Deus havia ordenado. Quantos não têm agido do mesmo modo, pensando estar fazendo o que é certo, quando na verdade estão fazendo uma tremenda confusão! Fazem o que têm vontade de fazer, e pronto. E o resultado de tamanha insensatez se resume nas palavras de pesar dos filhos de Israel: “Disseram: Ah, Senhor, Deus de Israel, por que sucedeu isto em Israel, que, hoje, lhe falte uma tribo?” (v.3).
Deus quer o teu coração para que nele possa estabelecer o Seu trono. Lembrem-se que Jesus não orou pelo mundo: “Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são Teus” (Jo.17:9). E quem são estes? Jesus mesmo nos diz: “eram Teus, Tu mos confiaste, e eles têm guardado a Tua Palavra” (Jo.17:6). O fato de ter Deus amado o mundo de forma tão intensa a ponto de dar o Seu único Filho (Jo.3:16), não significa que todos herdarão a salvação. Pois todos são convidados às bodas do Cordeiro, contudo, somos convidados, e não intimados. Jesus bate à porta do coração, Ele não a força. A minha oração e o meu desejo é que todos possamos compreender que entregar o coração a Deus envolve dependência e renúncia. E, que como o apóstolo Paulo, possamos dizer do íntimo de nosso ser: “logo, não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20). Que Jesus reine soberano em nosso coração, e estaremos tão ligados a Ele e uns aos outros como Ele e o Pai são um. Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo feliz cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Juízes21 #RPSP
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“Tornaremos a sair ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão, ou desistiremos? Respondeu o Senhor: Subi, que amanhã Eu os entregarei nas vossas mãos” (v.28).
Ao espalhar entre as tribos de Israel as partes do corpo de sua concubina, o levita provocou grande revolta. De maneira que “todo o povo se levantou como um só homem” (v.8). De início, foi pedido que os filhos de Benjamim entregassem apenas os “filhos de Belial” para que estes fossem mortos, mas “Benjamim não quis ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel” (v.13). Estava, portanto, instalado o cenário de guerra entre irmãos. Tudo por causa de um levita que foi conivente com a brutalidade cometida contra a sua concubina e que omitiu de seus irmãos tudo que não lhe fosse favorável. Como chefe de família e líder espiritual, seria sua obrigação defender a mulher com a própria vida (Ef.5:25), o que não aconteceu.
A sequência foi a seguinte: primeiro Israel se reuniu como um só homem, ou seja, com um só propósito: vingar a atrocidade cometida pelos benjamitas, confiando apenas na palavra do levita. Antes de consultarem a Deus, consultaram ao homem. Logo após, novamente sem consultar ao Senhor, enviaram mensageiros à Benjamim. Prosseguindo em seus desígnios, declararam guerra. E adivinhem só? De novo, Deus não foi consultado. Apenas quando prontos para a batalha, decidiram ir à presença de Deus. Era como se dissessem mais ou menos assim: “Senhor, já decidimos que vamos para a guerra, só queremos que nos diga quem vai à frente”. Era só isso que eles queriam saber. Então, Deus deu exatamente a resposta que eles desejavam.
Ao voltarem com menos vinte e dois mil homens, choraram perante o Senhor e a pergunta então mudou: “Então, Senhor, podemos voltar à guerra?” “Vão”, respondeu o Senhor. Resultado: mais dezoito mil mortos dos exércitos de Israel. Apenas na terceira vez, Israel fez o que deveria ter feito desde o início: “Então, todos os filhos de Israel, todo o povo, subiram, e vieram a Betel, e choraram, e estiveram ali perante o Senhor, e jejuaram aquele dia até à tarde; e, perante o Senhor, ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas” (v.26). E, finalmente, fizeram a pergunta certa: “Tornaremos a sair ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão, ou desistiremos?” E para uma pergunta certa, Deus tem a resposta certa: “Subi, que amanhã Eu os entregarei nas vossas mãos” (v.28).
O mesmo orgulho e espírito competitivo que percebemos naquelas doze tribos, também foi perceptível na vida dos doze discípulos de Jesus. Por vezes indagavam entre si quem seria o maior no Reino dos Céus. Não haviam compreendido a real missão de Cristo na Terra. Mas quando em atitude de humilhação, oraram juntos e ofereceram a Deus a oferta pacífica de um coração entregue à Sua vontade, que, cheios do Espírito Santo, passaram a viver a verdadeira piedade: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At.2:46-47).
Unanimidade na oração, eis o segredo da vitória! Foi quando Israel compreendeu isso, que o Senhor venceu por eles. Não permita que seus impulsos o dominem. A vingança, o orgulho e o rancor são armas que matam o próprio agressor. O amor, a paz e a bondade proporcionam cura e libertação. Mas tanto o livramento do que é mau quanto a recepção do que é bom, deve ser resultado de uma vida consagrada a Deus em oração. Foi quando o povo orou que veio a vitória. Foi quando os discípulos oraram que veio o Espírito Santo. Os benjamitas olharam para Israel e viram a face da vitória. As pessoas olharam para os discípulos e viram neles o poder do Espírito de Deus. Se estivermos unidos a Cristo, num mesmo propósito, Ele trará a nossa justiça à luz (Jr.51:10) e seremos Suas testemunhas (At.1:8), anunciando entre as nações a Sua glória (Is.66:19). Assim, “será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14). Vigiemos e oremos!
Bom dia, meus amados irmãos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Juízes20 #RPSP
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“Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (v.30).
Após a leitura deste terrível relato (creio eu que seja o mais desagradável para as mulheres), surgem alguns questionamentos: Como pode uma história tão horrível estar nas páginas da Bíblia Sagrada? Deus não poderia ter apenas citado que Israel cometeu muitas maldades e pronto? Precisava contar os detalhes? É que são justamente nos detalhes que percebemos os pecados que levaram o povo a uma apostasia sem limites. O concubinato nunca foi plano de Deus, mas havia se tornado costume em Israel, onde as mulheres concubinas não possuíam os mesmos direitos das esposas e, em sua maioria, eram tratadas como mercadorias.
A rejeição por parte da concubina provavelmente se tenha dado por razão de maus tratos. Passado algum tempo, porém, o levita “foi após ela para falar-lhe ao coração, a fim de tornar a trazê-la” (v.3). Apresentou-se como um homem agradável e ganhou a afeição de seu sogro. Todavia, aquele homem com título de líder religioso logo provaria a sua covardia e insanidade. Não encontrando quem os recebesse em Gibeá, eis que “um homem velho” (v.16) os acolheu em sua casa. “Enquanto eles se alegravam” (v.22), enquanto ignoravam seus corações endurecidos pelo pecado, enquanto buscavam prazer em coisas temporais, estavam prestes a tornarem-se cúmplices de um crime hediondo.
A casa do homem velho foi cercada por “filhos de Belial” (v.22), que insistiam para que o homem lhes entregasse o levita a fim de que pudessem abusar dele. Juízes 19 não nos faz lembrar de Gênesis 19? Da mesma forma que Ló chegou a oferecer suas filhas virgens para aplacar a fúria dos sodomitas, aquele homem ofereceu sua filha virgem e a concubina do levita para que delas abusassem. Por razões que não conhecemos, apenas a concubina foi lançada à mão daqueles homens malignos, sofrendo um estupro sem precedentes. Creio que este seja o crime mais temido por toda mulher. Agora imaginem ser entregue pelo próprio marido para sofrer tamanha maldade! Pior ainda, sendo o seu marido um sacerdote, um líder religioso! Este episódio é uma prova inequívoca do que o homem sem Deus é capaz de fazer.
No caso de Ló, suas filhas foram poupadas e os anjos os conduziram em segurança para fora daquela cidade perversa. E por que a pobre da concubina não foi poupada também? Não sei, amados. Só sei de uma coisa: ela não foi a única vítima da perversidade de Israel. A sua triste morte ilustra a situação do ser humano longe do Criador: pior do que um animal. O esquartejamento da concubina também é um registro que reflete esse cenário. “Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai”. Três ações diretas que deveriam abrir os olhos de Israel para o grande horror em que estavam vivendo.
A condição espiritual de Israel tornou-se deplorável. Mas por pior que fossem suas atitudes, até então, nada se comparava com aquela brutal covardia. E ainda mais covarde foi a atitude do levita, que foi conivente com aquele crime a fim de salvar sua própria vida. A multiplicação da iniquidade naqueles dias aponta para uma sociedade insensível e egoísta; aponta para o tempo do fim: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Certamente aquela concubina gritou por socorro. Hoje, podemos ouvir gritos de socorro da parede ao lado de nossa casa, da mesa de um colega de trabalho, dos corredores da escola. Ao nosso redor, eis o cenário da dor! Não permita que o seu coração se torne insensível às necessidades de seus semelhantes, mas que, como os anjos que livraram Ló e suas filhas, sejamos instrumentos de Deus, levando o evangelho de Cristo e a esperança de Sua breve volta a um mundo que está em contagem regressiva. Ponderai nisso, considerai e falai. Vigiemos e oremos!
Bom dia, arautos do evangelho eterno!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Juízes19 #RPSP
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“Então, se alegrou o sacerdote, tomou a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de escultura e entrou no meio do povo” (v.20).
Esses capítulos que sucedem a história de Sansão não estão em ordem cronológica. Ou seja, não aconteceram logo após Sansão, mas em período anterior. E foi nesse período que a tribo de Dã buscava a sua herança. Na verdade, já a havia recebido (Js.19:40-46), mas julgaram pequena a sua porção (Js.19:47) e foram pelejar contra a cidade de Laís. Antes, como de costume, alguns homens foram enviados para “espiar e explorar a terra” (v.2). E nessa missão, os cinco espias pernoitaram na casa de Mica.
Estando ali, reconheceram a voz do levita, que lhes explicou como Mica o havia recebido e como lhe havia oferecido tudo o que precisava para o seu sustento. Então, aqueles espias pediram ao levita para lhes dar resposta sobre a conquista da terra de Laís. Resumindo: o levita deu o seu parecer favorável, os espias perceberam que a cidade era de “um povo em paz e confiado” (v.27), convocaram 600 homens para tomá-la e, no fim, ainda levaram consigo os ídolos de Mica e o levita que lhe servia de sacerdote.
Os filhos de Dã não tinham pequena porção, mas demonstraram insatisfação com a herança que receberam. E ao pedido de seus espias, veio-lhes a resposta: “Disse-lhes o sacerdote: Ide em paz; o caminho que levais está sob as vistas do Senhor” (v.6). Mas que resposta mais fajuta! Primeiro, que quando um profeta ou homem de Deus ia falar da parte do Senhor, antes O consultava; o que não aconteceu. Segundo, que ele não prometeu nenhuma vitória, só expressou uma bênção comum àqueles dias: “Ide em paz”. E por último, declarou um dos atributos divinos: a onipresença. Pois, “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv.15:3). Portanto, não houve uma profecia, e sim um diagnóstico abstrato, praticamente uma previsão de horóscopo.
Os danitas roubaram os ídolos da casa de Mica e ofereceram ao sacerdote um cargo mais importante e mais riquezas, o que nos leva a concluir que aquele que era para ser um mensageiro de Deus não passava de um ambicioso charlatão. Duas formas de falsa adoração se destacam no capítulo de hoje: a fé em palavras de falsos profetas e a fé depositada em imagens.
O Senhor, em todo o tempo, tem enviado profetas para encaminhar o Seu povo. “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). Mas, Jesus mesmo nos advertiu: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Querem, pois, saber se uma profecia é verdadeira? Prove-a, se está em harmonia com as Escrituras: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is.8:20).
A segunda forma de falsa adoração é uma contrafação aos dois primeiros mandamentos da lei eterna do Senhor: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4). Vejamos o que diz o salmista: “Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam” (Sl.115:4-8). E em Apocalipse 9:20, está escrito: “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar”.
Entendam, amados. Esse estudo não é um ataque a fé de ninguém, e sim a explanação das Escrituras tal como ela é: a verdade que liberta (Jo.8:32), a inspiração de Deus (2Tm.3:16). O desejo do Senhor para cada um de nós é que aceitemos a Sua Palavra, ainda que não seja aquilo que gostaríamos de ouvir, mas, sem dúvidas, sempre será o que precisamos ouvir. Como disse Jesus: “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt.13:9). Que adoremos apenas ao Senhor Deus, e que a única imagem que busquemos seja a imagem de Cristo refletindo em nós, pelo agir do Espírito Santo. Pois “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” (1Jo.2:6). Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Juízes18 #RPSP
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“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto” (v.6).
A sequência de histórias que veremos a partir do capítulo de hoje, confirma o que está relatado no início do livro de Juízes: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (Jz.2:10). Ou seja, era uma geração idólatra, corrompida, onde cada um determinava o que era correto ou não. O povo tinha se corrompido de tal forma, que veremos nos próximos capítulos as consequências terríveis que isto lhes causou.
“Havia um homem da região montanhosa de Efraim cujo nome era Mica” (v.1). Sua mãe havia sido furtada. Levaram dela “mil e cem ciclos de prata” (v.2), o que era uma grande riqueza para a época. Na tentativa de reaver o seu dinheiro, ela lançou uma maldição sobre a pequena fortuna. As maldições eram muito temidas entre os povos do Oriente. Certamente, com receio da “praga” lançada pela mãe, Mica resolveu confessar que havia sido o autor do furto: “eis que esse dinheiro está comigo; eu o tomei”. Para espanto e temor da mãe, o que havia sido uma maldição tentou transformar em bênção: “Bendito do Senhor seja meu filho” (v.2).
Na tentativa de afastar do filho a maldição que ela mesma lançou, pensou estar fazendo grande feito destinando parte daquela soma para a confecção de imagens de escultura. E Mica passou “a ter uma casa de deuses” (v.5). Certo dia, ia passando um levita que andava errante e pensando: “vou ficar onde melhor me parecer” (v.9). Mica lhe ofereceu a sua “casa de deuses” e uma vida tranquila se ali ele ficasse e lhe oficiasse como sacerdote. “Então, disse Mica: Sei, agora, que o Senhor me fará bem, porquanto tenho um levita por sacerdote” (v.13).
Todo este relato apresenta elementos de bastante relevância para a nossa compreensão sobre a importância em conhecer o Senhor e a Sua Palavra. Quando um casal começa a namorar, por exemplo, essa fase entre namoro e noivado é justamente um período de conhecimento, onde começam a firmar laços de amizade, de amor, de companheirismo, de respeito, enfim, de tudo o que é necessário para que assumam o futuro compromisso de viverem juntos até que a morte os separe. E esse período é extremamente importante, porque se não conhecemos o suficiente a pessoa com quem vamos casar, corremos o risco de entrar em um grande apuro.
Deus havia firmado uma aliança com o Seu povo e jamais voltaria atrás. Mas Israel abandonou o Senhor, deu as costas ao primeiro amor. Adulterou com outros deuses permitindo que a imagem de Deus fosse apagada de seu coração. Sentiam a necessidade de imagens de fundição, pois não conheciam o verdadeiro Deus. A fala do levita: “vou ficar onde melhor me parecer” (v.9), ilustra a realidade de muitos que possuem título de cristão, mas que, na realidade, buscam somente uma religião que lhes seja conveniente. Não estudam a Bíblia para descobrir a verdade, mas para adaptá-la aos seus próprios conceitos.
A tentativa de Mica em adorar a Deus da forma errada é um retrato de gerações e gerações que têm seguido pelo mesmo caminho. Por isso que Jesus, referindo-se ao grande Dia de Sua volta, disse que muitos se achegarão a Ele dizendo: “Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:22-23).
Fazer o que pensamos ser correto e não o que Deus nos manda fazer não se chama adoração, e sim contrafação. Assim diz o Senhor: “Estendi Minhas mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos” (Is.65:2). Tendo à nossa disposição o Espírito Santo como nosso Guia e Mestre da Palavra de Deus, não temos desculpas para permanecer no erro. À semelhança do eunuco, que foi ensinado por Filipe (At.8:26-40), o Espírito do Senhor permanece recrutando servos e servas de Deus com a mesma disposição de apresentar o evangelho eterno aos que, de coração sincero, desejam aprendê-lo e vivê-lo.
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Então, “como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o Teu Deus” (Is.62:5). Que em uma geração de verdades relativas, a verdade absoluta da Palavra de Deus seja lâmpada para os nossos pés e luz para nossos caminhos (Sl.119:105). Você tem separado um tempo especial de comunhão com Deus nas primeiras horas da manhã, através da oração e do estudo da Bíblia? Não conheço a sua realidade, mas imagino que deva corresponder à rotina da maioria: corrida e cansativa. O Senhor nos desafia a provar de Sua bondade. Acorde de madrugada se preciso for. Encontre o Senhor nas primeiras horas da manhã e não O perderá de vista no restante do dia. Desperta, povo do Deus Altíssimo! Eis que vem o Noivo! Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Juízes17 #RPSP
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“Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Deus, peço-Te que lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus […]” (v.28).
Governado por seus impulsos e desejos sensuais, Sansão provocou o seu próprio infortúnio. O capítulo de hoje encerra a vida daquele que tinha tudo para ser um dos líderes mais respeitados de Israel. Ao invés disso, os últimos instantes de sua vida foram relatados como sendo exposto ao ridículo. Aquele que conseguiu arrancar a porta de uma cidade e carregá-la montanha acima, permitiu que os desejos de seu coração o empurrassem precipício abaixo. E ao se envolver com Dalila, uma filisteia, provou que, se não fosse a intervenção de Deus, selaria para sempre o seu destino eterno.
Os filisteus ofereceram a Dalila riquezas para toda uma vida se ela descobrisse o segredo da força de Sansão. A partir daí, foi dado início ao diálogo da morte. Por três vezes Sansão tentou enganá-la. Por três vezes Sansão brincou com o inimigo. Por três vezes pensou ser muito esperto e estar no controle da situação. Sua autoconfiança o fez agir com indiferença à estranha insistência daquela mulher. Enquanto pensava ter conquistado o seu coração, ela o amarrava em uma cilada mortal. “E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede” (Pv.7:22). Dalila “seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas de seus lábios o arrastou” (Pv.7:21).
Nos braços de Dalila, Sansão perdeu a última força racional que possuía, e foi assim que perdeu a principal: a força que vem de Deus. Dalila foi tão insistente, que “apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar” (v.16) – e foi de matar mesmo! – Foi a partir dali que Sansão ofereceu a Dalila o que ele nunca havia oferecido a Deus: todo o coração. “[…] agora, me descobriu ele todo o coração” (v.18). Unicamente a entrega completa do coração ao Senhor tem como consequência uma vida santificada e feliz. Eis que Ele nos apela, hoje: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26).
O pecado não entra em nossa vida instantaneamente. Ele começa a entrar através de pequenas concessões. E quando fazemos como fez Sansão, acariciando o pecado pensando ter o total controle da situação, eis o perigo! Quanto maior a nossa confiança própria, maior será a queda. Sansão depositou em seus cabelos a pouca dignidade que lhe restava. Exaltou o seu voto de nazireado e desprezou o Autor do voto. Pensando ser forte o bastante, tornou-se fraco e motivo de piada.
No entanto, ainda não era o fim. Deus não desistiu daquele homem que procurou a própria ruína. E isso é o que há de mais precioso na história de Sansão. Não foi a sua força sobrenatural, nem a sua queda por mulheres pagãs o que se destacou em sua vida, e sim a misericórdia de Deus sobre ele, a ponto de ser citado na galeria dos heróis da fé: “E o que mais direi? Certamente, me faltará tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão […] os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça […] da fraqueza tiraram força […]” (Hb.11:32-34).
Se a resposta de Sansão a Dalila tivesse sido: “O Senhor é a minha força” (Sl.28:7), sua história teria um registro final bem diferente. Como o salmista, declare, hoje, que o Senhor é a sua força, e como Paulo, que você possa experimentar a verdadeira força: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Sansão precisou ficar cego para enxergar que dependia totalmente de Deus. Se as suas más escolhas lhe trouxeram severas consequências, tenha certeza de uma coisa: Deus está disposto a transformá-las em pontes de ligação com o Céu. Que a nossa força seja notoriamente conhecida como um dom de Deus. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, fortalecidos no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Juízes16 #RPSP
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“Disse-lhes Sansão: Se assim procedeis, não desistirei enquanto não me vingar” (v.7).
Após o desastre daquela festa de casamento, Sansão voltou para a casa de seus pais contrariado e ali passou algum tempo. Na época da colheita do trigo, a Bíblia diz que “Sansão, levando um cabrito, foi visitar a sua mulher” (v.1). Contudo, o pai da moça, pensando que Sansão a tinha desprezado, a entregou por esposa “ao companheiro de honra de Sansão” (Jz.14:20). Grande cólera apoderou-se dele que, contrariado e humilhado, tomou trezentas raposas e com elas causou grande destruição nas plantações dos filisteus. Sem esposa, caçado pelos filisteus e odiado por seus compatriotas, nada lhe restou a não ser o isolamento em uma caverna.
Sansão havia decidido casar-se com aquela mulher sem o consentimento de Deus, sem a aprovação de seus pais, movido apenas por uma paixão cega. Só que seus planos foram frustrados. E em suas duas falas percebemos o que o dominava: “não desistirei enquanto não me vingar” (v.7); “Assim como me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles” (v.11). No coração de Sansão só havia lugar para ódio e vingança! Sua impulsividade o fazia agir antes mesmo de pensar. Ele sabia que sua força física vinha do poder de Deus, mas suas motivações estavam distantes dos propósitos divinos.
De acordo com o dicionário, vingança significa “punição, revide”. Em linguagem jurídica, poderíamos dizer que se trata de uma sanção. Mas Deus cuidou em deixar bem claro que a Ele “pertence a vingança” (Rm.12:19). Ou seja, vingança é um ato divino que não nos foi outorgado decidir, pois só Ele é o Juiz justo. É certo que Sansão foi um instrumento de Deus contra os filisteus, mas jamais podemos tomar em nossas próprias mãos qualquer assunto que seja que tenha a finalidade de prejudicar alguém, seja quem for.
Observem que Deus não deixou de usar Sansão para cumprir a Sua promessa de libertar Israel dos filisteus (v.14), mas isso não queria dizer que Ele aprovasse as suas intenções. Uma coisa faltava em Sansão, e ele não buscava: esperar em Deus. Ele não esperava que o Senhor fizesse justiça, mas se antecipava em sua vingança. Está escrito, meus irmãos: “De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã Te apresento a minha oração e fico esperando” (Sl.5:3). Esta é a atitude de todo cristão verdadeiro. Esta era a atitude de Jesus: “Naqueles dias, retirou-Se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus” (Lc.6:12). Uma vida de comunhão, de oração, resulta em uma vida de confiança e intimidade com Deus, refreando a carne e alimentando o espírito.
Do que chamamos de força, dos maus propósitos que nos orgulhamos, das nossas ações egoístas, das vantagens que contamos, das aparentes vitórias sobre aqueles que julgamos serem inimigos, só pode haver um resultado: sentimento de fracasso. A sede de Sansão foi muito além de uma necessidade apenas física, mas uma necessidade da alma! Havia acabado de exterminar mil homens sozinho (v.15). O que acontecia após as vitórias de Israel sobre os inimigos? O povo entoava cânticos de vitória, não é verdade? Já estudamos sobre o cântico de Moisés, de Miriã, de Débora, da filha de Jefté.
Onde está, então, o cântico de Sansão? Não houve cântico, não houve gritos de alegria. Houve apenas um trágico sentimento de morte. Pois disse ele: “morrerei eu agora […]?” (v.18).
Deus “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10). Se Ele o fizesse, estaríamos todos perdidos. Que seja esta a nossa oração, hoje: “Não permitas que meu coração se incline para o mal” (Sl.141:4), “vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl.139:24). Eis o que o Senhor espera de nós: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Esta é precisamente a força que o Espírito Santo deseja nos outorgar. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, aqueles que esperam no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Juízes15 #RPSP
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“Porém, seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos ou entre todo o meu povo, para que vás tomar esposa dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque só desta me agrado” (v.3).
No capítulo anterior estudamos sobre o nascimento de Sansão, suas implicações e missão. A Bíblia não relata a infância de Sansão, mas revela o mais importante: a bênção de Deus estava sobre ele. Entre o desejo de Deus em nos abençoar e a nossa aceitação em fazer a vontade dEle há um espaço chamado livre arbítrio. E Sansão resolveu usar desta liberdade para se casar com a mulher que seus olhos cobiçaram. Entretanto, surge uma intrigante questão no versículo quatro, quando diz: “Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor […]”. Parece que tudo ficou confuso agora, não é mesmo? Mas eu lhes convido a analisar o contexto:
Deus escolheu Sansão para ser libertador de Israel, correto? Correto. Ele cresceu debaixo da bênção de Deus, certo? Sim. Então, isto o obrigava a sempre fazer a vontade de Deus, certo? Errado! Apesar do sábio Salomão dizer que é nosso dever temer a Deus e guardar os Seus mandamentos (Ec.12:13), não é algo que nos é imposto. Quando Adão e Eva pecaram, bastava Deus ter os destruído e criado outros em seu lugar. Mas Ele não fez isso. Não faz parte de Seu caráter justo e de amor agir de tal forma. Por que, pois, a Bíblia diz que aquela união em jugo desigual vinha de Deus? Em Êxodo 34:12 e 16, lemos: “Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada […] e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses”. Esta ordem do Senhor era para preservar o povo de duas coisas: da corrupção moral dos pagãos, e da idolatria que os faria esquecer do Senhor e de Seus mandamentos.
Muitas vezes tomamos a direção contrária à vontade de Deus, mas Ele, que sonda os corações, sempre faz de tudo para trazer Seus filhos novamente para o caminho seguro. Ao colocar um leão no caminho de Sansão, Deus provou ainda estar com ele mesmo diante de sua constante rebeldia. A princípio, não foi o melhor dos encontros e nem tampouco era o que podemos chamar de caminho seguro, mas foi o que Deus usou para evitar um casamento que seria bem pior do que enfrentar um animal selvagem. E Deus usou da ocasião para que Sansão ferisse os filisteus, dando início ao cumprimento da missão que lhe foi designada como libertador de seus irmãos.
Assim como o Espírito Santo fez Sansão matar aquele leão com as próprias mãos, Deus não permite que as dificuldades sejam maiores do que a força que Ele nos promete para vencê-las. Porém, quando escolhemos o caminho fácil, aparentemente sem “leões”, ou sem ninguém para interferir em nossos gostos e vontades, acontece como naquele casamento; há um curto período de festa e de alegria, mas no fim percebemos a amargura de nossas más escolhas e que elas afetam não somente a nós, mas a todos os envolvidos. Entendem agora o sentido do versículo quatro? Não que Deus aprovasse aquele casamento, mas que o usaria para tentar salvar Sansão de si mesmo, de seu egoísmo e presunção. Ele podia ser o homem mais forte fisicamente, mas havia se tornado o mais débil espiritualmente. Sobre as más escolhas de Sansão, Ellen White escreveu:
“Em sua festa nupcial foi levado Sansão à associação familiar com os que odiavam ao Deus de Israel. Quem quer que voluntariamente entre para uma relação tal, sentirá a necessidade de se conformar até certo ponto com os hábitos e costumes de seus companheiros. O tempo assim despendido é mais que desperdiçado. Entretêm-se pensamentos e falam-se palavras que tendem a derribar as fortalezas dos princípios e enfraquecer a cidadela da alma” (Patriarcas e Profetas, p.563).
Aquela ilustração da colmeia na boca do leão era a tentativa divina de dizer a Sansão que o caminho que ele havia escolhido era um caminho de perigo, mas que se ele obedecesse à Sua Palavra, o Senhor o levaria a saborear o doce sabor da vitória. Como o salmista, sigamos o caminho que conduz à vida: “De todo mau caminho desvio os pés, para observar a Tua Palavra […] Quão doces são as Tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca!” (Sl.119:101 e 103). Escolha ser fiel, enfrente seus “leões” com Deus, e Ele lhe dará a mais doce vitória. Vigiemos e oremos!
Bom dia, fortes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Juízes14 #RPSP
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“Então, Manoá orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer” (v.8).
Do nascimento à morte de Sansão, temos o cenário da história de Israel. Deus gerou de Abraão uma nação que deveria ser consagrada a Deus. Até ali, todos os juízes de Israel foram indicados por Deus quando já em fase adulta. Desta vez, o Senhor estabeleceu que o próximo juiz fosse consagrado a Ele “desde o ventre de sua mãe” (v.5). Para anunciar a inesperada gravidez, o próprio Jesus apareceu e orientou a futura mamãe consoante às restrições que envolviam o nazireado. Atordoado com a notícia dada por sua mulher, “Manoá orou ao Senhor” (v.8), a fim de que o Mensageiro celeste novamente aparecesse e lhes ensinasse o que deveriam fazer ao menino que havia de nascer.
Manoá acreditou nas palavras de sua mulher, creu que o menino nasceria, mas agora a sua real preocupação era sobre uma nova missão: a de ser pai; pai de uma criança cujo nascimento moveu um Ser celestial a descer para dar a notícia. Ele não duvidou das palavras de sua mulher, nem tampouco orou para ter a confirmação, ele orou como um pai de primeira viagem que necessitava desesperadamente do auxílio divino. Sabemos que Israel aguardava a chegada do Messias, e o fato do nascimento de Sansão ter movido o Céu para anunciar, provavelmente encheu de expectativa o coração do velho pai. Como educar aquela criança? Qual seria “o modo de viver do menino e o seu serviço”? (v.12).
Vendo a sincera preocupação de Manoá, Deus ouviu a sua voz, “e o Anjo de Deus veio outra vez à mulher” (v.9). Correndo para chamar seu marido, os dois se apressaram em comparecer perante o Anjo do Senhor. A Sua tremenda aparência lhes causou grande temor, mas ao mesmo tempo alegria e profunda gratidão. O convite para uma refeição era prova disso. Contudo, as respostas quanto à identidade daquele Mensageiro deveriam por si só revelá-la. “Ele respondeu: Eu sou” (v.11); “Por que perguntas assim pelo Meu nome, que é Maravilhoso?” (v.18). Quando Jesus apareceu a Moisés, Ele disse: “Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros” (Êx.3:14). A respeito de Jesus, o profeta escreveu: “e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro […]” (Is.9:6).
A aparição de Cristo àquele casal foi tão pessoal que até O convidaram para comer com eles. Mas, ao oferecerem ofertas ao Senhor, a Bíblia diz que “o Anjo do Senhor se houve maravilhosamente” (v.19), enquanto Manoá e sua mulher apenas O observavam. Jesus estava diante de um símbolo de Seu próprio sacrifício. Aquela oferta queimada representava a Sua entrega por cada ser humano. E na chama daquele altar, Ele subiu ao Pai, como um Deus que não via a hora de vir à terra, cumprir Sua missão e Se fazer oferta por nós. Por isso “Se houve maravilhosamente” (v.19) diante da sombra do que seria a Sua própria entrega pela humanidade.
O encontro dos pais de Sansão com Cristo revela a mais importante e primeira lição que todo pai e toda mãe devem saber: antes de apresentar Cristo a seu filho, é preciso conhecê-Lo! À mãe em especial é dado o privilégio de ter este encontro com Cristo de forma muito particular, e atender-Lhe a ordem: “Guarde-se a mulher de tudo quanto Eu lhe disse” (v.13). Como podemos apresentar a nossos filhos o Deus que não conhecemos? A insistência de Manoá em saber quem era o Anjo do Senhor deve ser a nossa também. Quem é Deus para você? O segredo para a vitória na paternidade e na maternidade estava diante deles: o Eu Sou, o Maravilhoso! Pais que conhecem a Deus pelo nome ensinarão seus filhos a serem, antes de qualquer laço humano, filhos de Deus.
Sansão pode não ter sido o melhor dos filhos. Você pode ser um pai ou uma mãe que sofre por um filho que tomou um caminho diferente do que você ensinou. Mas tenha certeza de uma coisa: se você segurou na mão do Senhor para instruir este filho de acordo com a vontade de Deus, ele tem o melhor pai ou a melhor mãe que poderia ter! Quando os filhos largam de nossas mãos, os nossos joelhos se apegam ao chão! Portanto, não desista de ser um pai ou uma mãe que conhece ao Senhor, pois a sua missão vai “desde o ventre materno até ao dia de sua morte” (v.7). Como Manoá, clame por orientação divina e cumprir-se-á em seu lar a palavra profética: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6). Vigiemos e oremos!
Bom dia, pais que conhecem o Senhor!
Rosana Garcia Barros
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