Reavivados por Sua Palavra


Juízes 09 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“[…] e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão” (v.3).

A atitude insensata de Gideão deu origem a um desastre familiar que se estendeu ao povo de Siquém. A fabricação da estola sacerdotal de ouro, “veio a ser um laço a Gideão e à sua casa” (Jz.8:27). Por mais que Gideão não tivesse a intenção de tornar a estola um objeto de idolatria, todo o Israel se prostituiu após ela. Ele teve 70 filhos, pois tinha muitas mulheres, além de outro filho com uma concubina siquemita, a quem chamou de Abimeleque.

A proposta que Gideão havia rejeitado de ser o primeiro monarca de Israel, Abimeleque, filho ilegítimo, reivindicou para si. Contratando a seu serviço “homens levianos e atrevidos que o seguiram” (v.4), Abimeleque matou os seus setenta irmãos “sobre uma pedra” (v.5), restando apenas o filho mais novo de Gideão, Jotão, que havia se escondido. E foi da boca deste que foi proferida a profecia de maldição sobre Abimeleque e sobre o povo que o havia declarado rei.

Resumindo: em cima de uma pedra Abimeleque matou os seus irmãos, e por meio de uma pedra lançada do alto, recebeu o golpe de morte. Que história trágica, não é mesmo? Mas duas coisas me chamaram a atenção nesta narrativa: primeiro, que a linhagem familiar ou o fato de pertencer a um grupo seleto não significa que todos sejam dignos de confiança. Segundo, que o mal feito a outrem volta-se ao próprio malfeitor; é só uma questão de tempo.

Em Seu ministério terrestre, Jesus foi maltratado e rejeitado pelos Seus, por aqueles que se autodeclaravam justos. Mas sobre isso Ele nos deixou advertência: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens” (Mt.10:16-17). O conselho do Mestre aos Seus discípulos se estende a nós hoje. Jesus se relacionava com todos, e Seus ensinos eram para todos, mas Seus amigos pessoais restringiam-se a doze pessoas. E mais restrito ainda era o grupo que O acompanhava aos Seus lugares de refúgio e oração. E, mesmo entre os doze, estava Judas, aquele que O trairia. Cristo não o rejeitou, mesmo conhecendo os desígnios de seu coração. Antes, o amou, demonstrando isto por preceito e por exemplo.

Passaremos a vida andando entre amigos e também entre inimigos. Mas a sabedoria que Jesus nos adverte a ter não é com a finalidade de nos afastarmos das pessoas, mas daqueles cujas atitudes possam nos afastar dEle. A arte da convivência requer de nós constante comunhão com o Senhor. Só a intimidade com Deus nos ajudará a termos sabedoria na escolha de nossos amigos mais íntimos. A Bíblia deixa bem claro de que Pedro, Tiago e João, estes três discípulos, definitivamente eram amigos íntimos de Cristo. Porque eram infalíveis? Não, amados. Pelo contrário, por Sua íntima comunhão com o Pai, Jesus enxergou neles pedras brutas que, se lapidadas, exerceriam influência poderosa no estabelecimento e fortalecimento da igreja cristã.

Abimeleque foi declarado rei simplesmente por um critério: “É nosso irmão” (v.3). Em nenhum momento o Senhor foi consultado. Agiram por impulso e receberam as trágicas consequências de uma escolha insensata. O apóstolo Paulo escreveu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo” (Rm.16:17). Ou seja, não se envolvam em intrigas e maledicências, pois tais práticas provém daqueles que servem ao inimigo de Deus, que “com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm.16:18).

Clamemos, pois, ao Senhor, por prudência e sabedoria em nossos relacionamentos, para que nenhum deles nos seja pedra de tropeço em nossa comunhão com Ele. Sigamos o exemplo de Cristo, que nos ensinou o cumprimento da lei: “amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam” (Lc.6:27-28). Que assim como o foi com Jesus, que o Espírito Santo nos torne sábios praticantes do amor. Eu gostaria de encerrar o comentário de hoje com um texto do espírito de profecia que nos ajuda a compreender o nosso papel como membros do corpo de Cristo:

Vocês terão muitas perplexidades a enfrentar em sua vida cristã em relação com a igreja; porém, não se esforcem demasiadamente por moldar seus irmãos. Se virem que não satisfazem as reivindicações da Palavra de Deus, não condenem; se eles provocam, não retribuam na mesma moeda. […] Havendo feito tudo quanto possam para salvar um irmão, deixem de afligir-se e prossigam calmamente com os outros deveres urgentes. […] Busquem unidade; cultivem amor e conformidade com Cristo em tudo. Ele é a fonte da unidade e da força” (Testemunhos Para a Igreja, v.5, p.347-348). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, sábios e símplices do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Juízes9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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