Reavivados por Sua Palavra


2Crônicas 25 – Comentado por Rosana Barros
9 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Fez ele o que era reto perante o Senhor; não, porém, com inteireza de coração” (v.2).

Quando o rei Davi pecou com Bate-Seba e mandou matar Urias, parecia que sua mente estava num estado de torpor espiritual. Ele não conseguiu enxergar seus pecados por si mesmo nem tampouco buscou a ajuda de Deus a fim de se redimir. O Senhor, porém, lhe enviou o profeta Natã para adverti-lo e despertá-lo ao arrependimento. Ao compreender o terrível mal que havia feito, profundamente arrependido, Davi se humilhou perante Deus e clamou por Seu perdão. Após este episódio, Davi compôs um dos Salmos mais belos da Bíblia, o Salmo 51. Com o coração pesaroso e contrito, o mavioso salmista de Israel orou:

“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; e, segundo a multidão das Tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões” (Sl.51:1).

De igual modo, Deus enviou os Seus profetas ao rei Amazias, descendente de Davi. Diante de uma guerra iminente, as palavras do “homem de Deus” (v.7) foram prontamente obedecidas, ainda que sob o prejuízo de “cem talentos de prata” (v.9). Amazias retornou com seu exército vitorioso e com “grande despojo” (v.13), segundo a palavra do Senhor, mas também “trouxe consigo os deuses dos filhos de Seir, tomou-os por seus deuses, adorou-os e lhes queimou incenso” (v.14). Uma atitude bem estranha dadas as circunstâncias. E, novamente, o Senhor enviou o Seu profeta a fim de abrir os olhos de Amazias. Sua resposta desta vez nem correspondeu à sua resposta anterior, muito menos à reação de seu antepassado Davi. À repreensão profética, ele respondeu: “Para com isso”. “Então, parou o profeta” (v.16).

Amados, o limite entre o “assim diz o Senhor” e o ser humano somos nós mesmos que estabelecemos. Deus não ultrapassa a linha que traçamos a fim de bloquear o que não queremos ouvir nem tampouco obedecer. Ele respeita o nosso livre arbítrio e age somente até onde nosso coração permite que Ele atue. Por isso que Jesus comparou uma vida nascida do Espírito com o vento (Jo.3:8). Porque quem é guiado pelo Espírito Santo pode até tropeçar nas pedras das provações, mas nunca ficará no chão para lamentá-las. Ao perceber seus grandes pecados, Davi se arrependeu, se humilhou diante de Deus e os confessou. Ao ser repreendido, Amazias ignorou as palavras do Senhor, calou o profeta e foi atrás de sua própria morte.

Em nome de Jesus, não troque a Palavra do Senhor por conselhos malignos (v.17)! Satanás coloca diante do homem os deuses deste mundo em forma de recompensas, tentando-o como fez com Jesus no deserto: “Tudo isto te darei se prostrado me adorares” (Mt.4:9). Mas o Senhor nos diz, hoje: “Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor” (v.9). Porque Satanás “vem somente para roubar, matar e destruir”, Jesus, contudo, veio “para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo.10:10). Tudo nos foi dado quando da cruz Jesus bradou: “Está consumado” (Jo.19:30). E nossa recompensa eterna virá quando do santuário celestial Ele declarar: “Feito está” (Ap.16:17). Que Jesus nos encontre fazendo o que é reto perante Ele com inteireza de coração. Seja o desejo de Davi o nosso clamor todos os dias:

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Sl.51:10).

Vigiemos e oremos!

Bom dia, puros de coração!

Rosana Garcia Barros

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2Crônicas 24 – Comentado por Rosana Barros
8 de fevereiro de 2023, 0:45
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“[…] Fez Joás o que era reto perante o Senhor todos os dias do sacerdote Joiada” (v.2).

Mesmo se tratando de ser apenas uma criança em um trono, Joás havia recebido uma educação especial e seu instrutor permanecia ao seu lado como seu mais íntimo e fiel conselheiro. Desde a sua vida conjugal até os assuntos de interesse nacional, em tudo Joiada teve um papel a cumprir. Mas parece que os interesses de ambos não se harmonizaram tanto com relação a “restaurar a Casa do Senhor” (v.4). Ao perceber que suas ordens não foram cumpridas como desejava, prontamente requereu de Joiada uma resposta àquele descaso.

Joás foi além, trazendo para o lado de fora, “à porta da Casa do Senhor” (v.8), um cofre em que todo o Judá e Jerusalém pudesse ali depositar os recursos que seriam utilizados para a reforma do templo. Aconteceu que “todos os príncipes e todo o povo se alegraram, e trouxeram o imposto” (v.10). Todos se alegraram em participar da obra que embelezaria a Casa de Deus e os “que tinham o encargo da obra trabalhavam, e a reparação tinha bom êxito com eles” (v.13). Tudo estava acontecendo de forma favorável e até mesmo “o resto do dinheiro” (v.14) foi utilizado para fazerem utensílios e outros objetos para o serviço no templo.

É interessante observar que a fidelidade de Joás e do próprio povo estava condicionada à presença de Joiada: “Fez Joás o que era reto perante o Senhor TODOS OS DIAS DO SACERDOTE JOIADA” (v.2, grifo meu). “E continuamente ofereceram holocaustos na Casa do Senhor, TODOS OS DIAS DE JOIADA” (v.14, grifo meu). E esse tipo de fidelidade condicionada tem prazo de validade, e o deles acabou quando Joiada “morreu farto de dias” (v.15). Talvez a pouca importância que Joiada inicialmente deu ao pedido de Joás em reformar o templo reflita a sabedoria do sacerdote em perceber que o clamor pela reforma estava mais patente do que pelo reavivamento.

Isso fica muito claro quando Joás mandou matar o filho de Joiada porque ele, pelo poder do “Espírito de Deus” (v.20), havia declarado o “assim diz o Senhor”. Porque a reforma sem o reavivamento pode até embelezar por fora, mas nunca poderá operar a mudança que precisa ocorrer por dentro. Não podemos depender da fé de outros para manter a nossa em pé. E caso isso aconteça, logo a fragilidade e a corrupção humana ficarão expostas, de forma que “O Senhor o verá e o retribuirá” (v.22). E de uma história que tinha tudo para se desenvolver e terminar bem, corremos o sério risco de acabar como Joás, de menino rei àquele que não foi considerado digno de ser sepultado “nos sepulcros dos reis” (v.26).

Amados, é certo que todos nós temos referências espirituais; pessoas que admiramos e que podemos dizer: “Ali vai um homem de Deus (uma mulher de Deus)”! E isso é saudável e faz parte da edificação de nossa fé. Contudo, essa admiração precisa obedecer ao limite de que a fé provém da minha experiência pessoal com Deus. A fé e o testemunho de outros devem constituir como ferramentas divinas para a construção de minha própria fé e testemunho. Portanto, usar de muito zelo e rigor em reformar enquanto se negligencia o reavivar mais cedo ou mais tarde só lhe deixará “gravemente enfermo” (v.25) da malignidade do pecado. Que a minha e a sua vida sejam templos do Espírito Santo, das quais “Deus é o arquiteto e edificador” (Hb.11:10). Vigiemos e oremos!

Bom dia, templos do Espírito do Senhor!

Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas24 #RPSP

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2Crônicas 23 – Comentado por Rosana Barros
7 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Joiada fez aliança entre si mesmo, o povo e o rei, para serem eles o povo do Senhor” (v.16).

Quando Deus ordenou a Moisés que Lhe construísse um santuário, ainda que fosse provisório e móvel, revelou nesta ordem o Seu desejo em estar sempre com o Seu povo: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx.25:8). Desde o Éden, Deus tem manifestado o Seu prazer em Se relacionar com o ser humano. Esse relacionamento, contudo, é fruto de uma convivência. Uma relação sadia requer tempo, dedicação e humildade. Os quase sete anos em que o pequeno Joás passou morando no templo foi o suficiente para que Joiada se animasse a ungi-lo como rei. Joás tornou-se um excelente aluno, aprendendo aos pés de um líder espiritual que para reger a nação com sucesso bastava manter um relacionamento sadio com o Rei do Universo.

Assim, tudo foi devidamente organizado com zelo e muita cautela. Afinal, tratava-se da exposição do remanescente de Davi, cuja existência havia sido desconhecida até então. Obstinada por assumir o poder sem ameaças de ser deposta, vimos que Atalia mandou matar todos os possíveis herdeiros ao trono. Joás foi o sobrevivente daquela chacina, criado e educado às escondidas “na Casa do Senhor” (v.12), para assumir o trono usurpado. Estrategicamente, Joiada preparou todo o cenário do dia em que Judá celebraria o fim de um reino perverso e o início de um novo tempo. Sacerdotes e levitas, capitães e soldados, cantores “e todo o povo da terra se alegrava, e se tocavam trombetas” (v.13), pois o descendente de Davi assumia novamente o trono, segundo a promessa divina.

Com a morte de Atalia, houve um verdadeiro reavivamento e reforma no meio do povo. Primeiro, renovaram a sua aliança com Deus, a começar de seu líder espiritual, “para serem eles o povo do Senhor” (v.16). Em seguida, “todo o povo se dirigiu para a casa de Baal e a derribaram; despedaçaram os seus altares e as suas imagens e a Matã, sacerdote de Baal, mataram perante os altares” (v.17). Todo o serviço do santuário foi retomado “como está escrito na Lei de Moisés” (v.18). “Alegrou-se todo o povo da terra, e a cidade ficou tranquila” (v.21). Após aproximadamente seis anos, “no sétimo ano” (v.1), o povo pôde ver o livramento do Senhor. Nas palavras do salmista: “Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria” (Sl.30:11).

Todos nós também estamos sob o governo cruel e desleal do inimigo de Deus. Por todos os lados podemos ver seus altares malignos, onde milhares depõem suas vidas a custo de obter prazeres temporais e destrutivos, até que se deem conta de que tudo não passa “das alfarrobas que os porcos [comem]” (Lc.15:16). Muitos não estão dispostos a largar o lixo de Satanás. Outros, porém, necessitam do auxílio de quem lhes mostre o caminho da salvação e caminhe junto com eles. Joiada representa todo líder espiritual consagrado e dedicado à obra do Senhor; todo aquele que encaminha o povo para uma genuína entrega a Deus e abandono de tudo aquilo que O desagrada ou que O não representa; todo aquele que conhece o tempo e se anima em fazer o trabalho de Deus, a fim de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17).

Mas Joiada não poderia realizar tudo o que foi feito se ninguém tivesse lhe dado ouvidos. Os “capitães de cem” (v.1), “os levitas de todas as cidades de Judá e os cabeças das famílias de Israel” (v.2), “os sacerdotes” (v.6), “todo o povo da terra […] os cantores” (v.13), representam a diversidade de dons e de chamados do Espírito Santo para reunir “o povo do Senhor” (v.16) num só propósito, para o maior evento que esta terra jamais viu. “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mt.24:27). Quando a igreja de Deus derrubar de seu meio a falsa adoração, despedaçando tudo aquilo que se assemelha às filhas de Babilônia, apresentando ao Senhor o que Ele nos pede, que é o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:1), então, e só então, estaremos prontos para dar o alto clamor, e Jesus voltará.

Reavivamento e reforma não é fanatismo, amados! Reavivamento e reforma é a resposta incontestável daqueles que buscam andar com Deus “para serem eles o povo do Senhor” (v.16). Isso não significa usar de grosseria uns com os outros, mas de uma fé que, atuando pelo amor, une coração a coração, agindo pelo poder e eficácia do Espírito. Aguardemos as cenas que se seguem neste mundo com a firme esperança de que, após seis mil anos de pecado, logo nos alegraremos no sétimo milênio ao entrarmos na cidade santa e tranquila de nosso Deus. Que essa esperança aqueça o nosso coração e nos motive a perseverar na certeza de que muito em breve poderemos gritar: Viva o Rei Jesus! Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas23 #RPSP

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2Crônicas 22 – Comentado por Rosana Barros
6 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Fez o que era mau perante o Senhor, como os da casa de Acabe; porque eles eram seus conselheiros depois da morte de seu pai, para a sua perdição” (v.4).

Ao clamor de Israel por um rei terreno que o governasse, Deus deixou bem claro ao profeta Samuel: “Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não reinar sobre ele” (1Sm.8:7). E uma série de consequências advindas desta escolha sobreviriam à nação, as quais Deus expôs que certamente haveriam de acontecer. Apesar disso, a resposta do povo refletia o que estava em seu coração: “Porém o povo não atendeu à voz de Samuel e disse: Não! Mas teremos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras” (1Sm.8:19-20). O povo estava unido no propósito de ser semelhante a “todas as nações”; uma escolha trágica que bem se reflete no capítulo de hoje.

Naquele tempo era muito comum se firmar acordos de paz entre nações através do casamento. Vários – se não a maioria – dos casamentos de Salomão foram acordos de paz com as nações pagãs. A Bíblia diz que, como consequência disto, “suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o Senhor, seu Deus” (1Rs.11:4). Já ali, Israel começou a colher as consequências de desejar assemelhar-se às demais nações. Por meio de escolhas e relacionamentos não aprovados por Deus, o povo se corrompeu e o resultado foi apostasia e ruína. Mesmo o reino de Judá, conservado pelo Senhor, por causa da aliança feita com Davi, estava em constante decadência, caminhando para o fim da monarquia. Logo, o Reino do Norte e o Reino do Sul não teriam mais ninguém em seus tronos.

A dinastia dos reis de Judá estava enfrentando uma fase muito difícil. O povo era guiado por uma liderança ímpia e amante dos prazeres. Foi um período de duras provas para os que ainda temiam a Deus e perseveravam em andar segundo Seus mandamentos e juízos. Tomando conselho com os da casa de Acabe, Acazias seguia os passos de seu pai e era instruído por sua mãe, que “o aconselhava a proceder iniquamente” (v.3), “para a sua perdição” (v.4). Seu avô, Josafá, apesar de ter feito o que era reto perante o Senhor, ao “ajudar ao perverso e amar aqueles que aborrecem o Senhor” (2Cr.19:2), aliando-se a Acabe e fazendo aliança mediante o casamento de seu filho com a filha de Acabe, acabou por contribuir para a degradação do reino de Judá.

Todos nós fomos chamados por Deus para a missão que consiste em seguir “a verdade em amor” (Ef.4:15). Isso não significa, porém, sacrificar a verdade em prol do amor. O amor, segundo a Palavra de Deus, é expresso na obediência à verdade. “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos” (1Jo.5:3). O profeta Jeú foi ungido pelo Senhor “para desarraigar a casa de Acabe” (v.7). Sua missão consistiu em executar o juízo de Deus matando os descendentes de Acabe e Jezabel. Não foi um chamado fácil, nem tampouco um ministério aclamado. Poucos conhecem o profeta Jeú e o que ele realizou, mas ao tempo em que ele fazia o que Deus lhe havia ordenado, Atalia se levantou a fim de matar todos os descendentes ao trono de Judá. Pois quando Deus realiza a Sua obra na Terra, Satanás sempre tem uma contrafação a apresentar.

O Senhor, porém, preservou a Sua semente. Através do pequeno Joás, mais uma vez revelaria o Seu poder em tornar glorioso aquilo que aparentemente se mostrava desvantajoso. Israel escolheu andar nos caminhos das nações pagãs. Acazias escolheu andar “nos caminhos da casa de Acabe” (v.3). E nós, amados? Nossa vida define para onde estamos andando, e não somente isso, mas ela é o GPS para muitos que nos observam. Nossas escolhas têm apontado “para o encontro do Senhor nos ares” (1Ts.4:16)? Ou para a “repentina destruição” (1Ts.5:3)? Quão sério e solene é o tempo presente! Há um juízo definitivo prestes a acontecer. Oh, amados, não tomemos conselho com os que amam o mundo e as coisas que há no mundo! Pois “se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo.2:15).

Quer viver uma vida de santificação, em amor e verdade? Então busque aconselhar-se com o Senhor através de Sua Palavra. Ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sl.119:105). Ela nos recomenda a Cristo, o nosso perfeito exemplo, e nos diz que em conhecê-Lo e em conhecer o Pai, está a vida eterna (Jo.17:3). Se ela for o nosso prazer todos os dias; se não nos contentarmos com uma leitura apressada e sem profundidade, mas a examinarmos com diligente perseverança e confiança de que é a voz de Deus para nós, então, ela operará em nós todas as bênçãos e promessas para aqueles que por ela são santificados.

Assim como Jesus, andemos na luz do Senhor. Seja a nossa vida o cumprimento do que está escrito: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto faz será bem-sucedido” (Sl.1:1-3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados pela Palavra de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas22 #RPSP

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2Crônicas 21 – Comentado por Rosana Barros
5 de fevereiro de 2023, 0:45
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“[…] E se foi sem deixar de si saudades; sepultaram-no na Cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis” (v.20).

A palavra saudade significa sentir a ausência de algo ou alguém, e vem do latim “solitas ou solitatis”, que quer dizer solidão. Geralmente é um sentimento provocado pela distância ou pela morte. Mas o relato de hoje fala de alguém que se foi sem deixar saudades. Seu caráter foi em essência tão cruel, que além disso, nem na morte recebeu um sepultamento digno de sua posição, pois “sepultaram-no na Cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis” (v.20). Seu nome: Jeorão. Com a morte de Josafá, Jeorão assumiu o trono de Judá, e além de primogênito, tratou logo de tornar-se filho único, pois “matou todos os seus irmãos à espada” (v.4). E se ele não teve o mínimo de misericórdia de seus irmãos biológicos, que dirá do povo que governava.

Josafá foi um líder espiritual consagrado a Deus, contudo, também cometeu seus deslizes. Um deles foi ter feito aliança com o rei de Israel por meio do casamento de Jeorão com Atalia, filha de Acabe com Jezabel. Esta aliança política usurpou o coração de Jeorão de uma forma, que só “fez o que era mau perante o Senhor” (v.6). Pior ainda: “seduziu os habitantes de Jerusalém à idolatria, e fez desgarrar a Judá” (v.11). Ou seja, desfez todas as reformas religiosas que seu avô e seu pai haviam feito.

Contudo, apesar de toda a desgraça causada por Jeorão, Deus “não quis destruir a casa de Davi por causa da aliança que com ele fizera, segundo a promessa que lhe havia feito” (v.7). O que nos afirma que ainda que se levantem infiéis em meio aos fiéis, o Senhor mantém as Suas promessas por amor a estes. Como está escrito: “O mau, é evidente, não ficará sem castigo, mas a geração dos justos é livre” (Pv.11:21).

A carta do profeta Elias a Jeorão não se tratava de um castigo arbitrário da parte de Deus, mas de uma última oportunidade de arrependimento para aquele rei ímpio. Entretanto, mesmo ciente de tudo o que lhe sobreviria caso permanecesse em sua maldade, Jeorão permitiu que a “enfermidade incurável” (v.18) do pecado lhe consumisse até às entranhas. E ele morreu sem família, sem amigos, sofrendo “terríveis agonias” (v.19), sepultado como um indigente, simplesmente porque escolheu viver sem Deus.

Do que valeu seu esforço para o mal? Qual foi a vantagem em matar os seus irmãos? Qual foi o resultado de dar as costas a Deus e ao Seu profeta? Lembram da mensagem de ontem? “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Quão diferente teria sido a vida de Jeorão, do povo e de sua família se tão somente ele tivesse abandonado o seu orgulho e se convertesse ao Senhor. Mas este relato também pode ser uma oportunidade que o Senhor está usando, hoje, para transformar corações.

Quem sabe, como Jeorão, você veio de um lar cristão, cresceu ouvindo a Palavra de Deus, e por alguma circunstância da vida se encontra longe do Senhor. Amado ou amada de Deus, preste muita atenção: o Senhor te ama tanto que usa até situações aparentemente ruins para te chamar de volta para Ele. Não faça como fez Jeorão. Mas, “hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Ainda que se sinta só; ainda que suas atitudes tenham feito com que ninguém sinta a sua falta; há Alguém que sente por você uma eterna saudade! Oh, amado(a), volta para o Senhor enquanto há tempo e Ele fará de você um herdeiro da promessa (v.7)! Vigiemos e oremos!

Feliz semana, herdeiros da promessa!

Rosana Garcia Barros

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2Crônicas 20 – Comentado por Rosana Barros
4 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém! Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (v.20).

Quando você ouve a palavra deserto, o que lhe vem à mente? Calor? Areia? Peregrinação? Tentação? Josafá havia acabado de renovar sua aliança com Deus por meio da segunda reforma em seu reinado. E “depois disto” (v.1), passou por uma das piores provas de sua vida. Dois grandes povos, Moabe e Amom, “com alguns meunitas”, ameaçaram destruir a nação de Judá. A Bíblia diz que “Josafá teve medo” (v.3). Só que esse medo o fez buscar socorro no lugar certo: “e se pôs a buscar ao Senhor” (v.3).

Todo o Judá se reuniu na Casa do Senhor, a mesma Casa que Deus disse que se o Seu povo orasse, se humilhasse e O buscasse, com genuíno arrependimento, Ele o ouviria, o perdoaria e o ajudaria (2Cr.7:14). Pois bem, lá estava todo o povo fazendo exatamente como disse o Senhor que fizesse: pedindo “socorro ao Senhor” (v.4). E que oração a de Josafá! Ele estava prestes a entrar no deserto. Ele sabia disso. E ele não procurou aliados políticos, não se apegou ao seu exército, mas na força e no poder do Senhor dos Exércitos. Não confiou em suas próprias forças, mas fixou os olhos em Deus: “porém os nossos olhos estão postos em Ti” (v.12).

Prontamente, o Espírito Santo veio sobre Jaaziel, que trouxe a mais fiel mensagem de Deus a todo filho em angústia: “Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus” (v.15). “não tereis de pelejar […] ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará […] porque o Senhor é convosco” (v.15,17). Uau! Você pôde sentir o poder saindo de cada palavra? Não há como duvidar de um Deus assim! Meus irmãos, sempre que resolvemos fazer a vontade de Deus, podemos ter a certeza de que desertos virão. Surgirão provações que nos farão sentir medo, desânimo. Inimigos se levantarão para tentar nos tirar a paz. No entanto, em meio a tudo isso, se assumirmos a atitude de Josafá, e buscarmos ao Senhor de todo o nosso coração, Ele nos diz:

— Não precisa ter medo, filho(a), a guerra não é tua, é Minha. Você não tem que lutar. Apenas contemple o livramento que te darei, pois Eu sou contigo.

Que outra atitude podemos ter diante de um Deus tão maravilhoso, senão a atitude que teve Josafá e todo o povo? — Oh, Senhor, nos prostramos diante da Tua face e Te adoramos! (v.18). Mas para que Deus nos ajude no deserto da tentação, precisamos “pela manhã cedo” (v.20) nos dirigir ao deserto da comunhão. A nossa luta não é “contra o sangue e a carne”, amados (Ef.6:12), mas contra as forças do mal que tentam nos destruir. Eis aí a receita da vitória:

Levanta-te, povo do Senhor, todos, “como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos” (v.13), e de manhã cedo buscai ao Senhor por meio do estudo da Palavra e da oração, para crer no Senhor e no que Ele nos deixou escrito por intermédio de Seus profetas.

Lembrem-se que foi por meio de jejum, oração e do “está escrito” que Cristo venceu Satanás no deserto (Mt.4). Se seguirmos essa receita espiritual, logo estaremos “no vale da Bênção” (v.26), rendendo “graças ao Senhor, porque a Sua misericórdia dura para sempre” (v.21). Oh, amados, não percamos esse foco e Deus há de nos dar “repouso de todos os lados” (v.30). Há um recado do Céu para cada um de nós, hoje:

Não permita que Deus tenha que “destruir as tuas obras” (v.37) para que então você perceba que elas não têm poder para te fazer vencer. Você está sendo ameaçado? Busque ao Senhor. Está sendo perseguido? Busque ao Senhor. Alguém te faz sofrer? Busque ao Senhor. Circunstâncias adversas te afligem? Busque ao Senhor. Creia em Deus e estarás sempre seguro. Creia em Sua Palavra, e Ele te fará prosperar. “Tomai posição” (v.17) com os joelhos no chão e Jesus no coração, e apenas com os teus olhos contemplarás o livramento que Deus te dará, conduzindo-te ao eterno vale de Bênção. “Não temais”, povo de Deus, “nem vos assusteis […] porque o Senhor é convosco” (v.17). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, crentes perseverantes!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Crônicas 19 – Comentado por Rosana Barros
3 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; tomai cuidado e fazei-o, porque não há no Senhor, nosso Deus, injustiça, nem parcialidade, nem aceita Ele suborno” (v.7).

Depois de voltar “para sua casa em paz” (v.1), Josafá se deparou com as palavras de repreensão do profeta “Jeú, filho de Hanani” (v.2), aquele que anteriormente fora usado por Deus para repreender o seu pai. Foi-lhe dito: “Devias tu ajudar ao perverso e amar aqueles que aborrecem o Senhor?” (v.2). Josafá havia se unido a Acabe não somente em batalha, mas estabeleceu uma aliança de resultados duradouros e desastrosos, ao permitir o casamento de seu filho Jeorão com Atalia, filha de Acabe com Jezabel. Josafá se mostrou como um homem de coração bondoso, mas também ingênuo no quesito relacionamentos.

Não podemos confundir o princípio bíblico de amar os inimigos, com a insensatez de nos tornarmos cúmplices deles. Não podemos confundir compaixão com condescendência. Compaixão é colocar-se no lugar do outro; é sofrer junto. Já a condescendência, de acordo com o dicionário, é “atitude de quem concorda com algo, embora tenha vontade de o recusar”. Josafá tolerou as ações de Acabe, embora soubesse que eram contra a vontade de Deus. Ele foi conivente. Foi isso que provocou “a ira da parte do Senhor” (v.2). No entanto, Josafá não recebeu apenas uma repreensão, mas uma admoestação plena de misericórdia: “Boas coisas, contudo, se acharam em ti; porque tiraste os postes-ídolos da terra e dispuseste o coração para buscares a Deus” (v.3).

A partir de então, Josafá deu início a uma nova reforma em seu reino, estabelecendo juízes para que julgassem o povo “da parte do Senhor” (v.6). Ao aceitar a repreensão profética, buscou admoestar as autoridades locais a andar no “temor do Senhor” (v.7). A Bíblia diz que “o temor do Senhor é a sabedoria” (Jó 28:28). Temer a Deus seria o sustentáculo da justiça no ofício daqueles juízes. E a mesma coisa Josafá ordenou aos levitas, sacerdotes e cabeças das famílias de Israel: “Assim, andai no temor do Senhor, com fidelidade e inteireza de coração” (v.9). Se o temor de Deus é sabedoria, então, se tememos a Ele, fazemos o que Ele nos pede; se tememos a Deus, nossa vida é governada pelo “assim diz o Senhor”; se tememos a Deus, temos amor e compaixão pelo próximo, mas não nos tornamos participantes de seus pecados; se tememos a Deus, não levantamos falso juízo contra nossos semelhantes; se temos o temor de Deus, o Senhor nos torna bons (v.11) assim como Ele é.

Josafá agiu corretamente ao consultar um profeta de Deus antes de ir à batalha, mas falhou ao aliar-se com Acabe. Como está escrito: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2Co.6:14). Isso não significa que devemos viver isolados do mundo, mas que temos a escolha de rejeitar o que ele nos oferece. Jesus nos deixou escrito o que devemos fazer para alcançar este propósito: “Eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt.10:16). Então, amados, “fazei assim e não vos tornareis culpados” (v.10).

A primeira voz angélica anuncia a plenos pulmões: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Muito em breve os juízes desta terra darão lugar ao Justo Juiz, e Ele não julgará simplesmente as ações de nossas mãos, mas as intenções de nosso coração. O princípio apresentado no livro de Jó, reforçado por Josafá e proclamado pela primeira voz angélica, deve ser a nossa motivação e escolha diária: temer a Deus, “com fidelidade e inteireza de coração” (v.9). “Sede fortes no cumprimento disso, e o Senhor será com os bons” (v.11). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, bons filhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Crônicas 18 – Comentado por Rosana Barros
2 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Respondeu Micaías: Tão certo como vive o Senhor, o que meu Deus me disser, isso falarei” (v.13).

Vocês sabem, meus irmãos, qual é a principal diferença entre o verdadeiro e o falso? É a sua origem. A diferença entre uma nota de real falsa e uma verdadeira é que esta foi fabricada na Casa da Moeda e aquela em algum lugar escuso. E para distinguir uma nota da outra precisamos conhecer bem a verdadeira. Essa técnica não funciona apenas com notas de dinheiro, mas com praticamente tudo na vida. No relato de hoje, Josafá cometeu um deslize ao fazer aliança com um rei perverso e maligno. Acabe foi um dos piores monarcas israelitas. Juntamente com sua mulher Jezabel, tornaram Israel pior do que as nações pagãs.

Diante da iminente guerra contra Ramote-Gileade, Acabe persuadiu Josafá a unir forças com ele. O rei de Judá, porém, lhe fez um pedido: “Consulta, primeiro, a palavra do Senhor” (v.4). Acabe, então, convocou quatrocentos profetas, que prontamente foram identificados por Josafá como falsos. Eles repetiam e repetiam a mesma coisa, como se uma mentira dita muitas vezes por muitas pessoas se tornasse uma verdade. Entretanto, aquele bando de falsários estava diante de um conhecedor das Escrituras. E aqueles que estudam a Bíblia com sinceridade e oração jamais serão enganados, a menos que assim desejem.

A pergunta de Josafá revela isso. Era como se ele tivesse dito assim: — Certo, já vi o que tinha de ver. Agora, será que dá para trazer aqui um profeta de verdade, que realmente fale o “assim diz o Senhor”? (v.6). “Há um ainda” (v.7), disse Acabe. Um, ele disse. Mas aquele “um” era pedra no seu sapato. Por quê? Porque falava a verdade. Porque dizia o que ele não queria ouvir. Só por isso. Fico tentando imaginar a fisionomia de Josafá diante daquela cena patética. Um bando de “atores” liderados por Zedequias “chifres de ferro” (v.10), pensando que seu teatro seria convincente o bastante para enganar o rei de Judá.

Micaías não era popular em Israel, pois falava a verdade. Isso não é um tanto confuso? Mas, será que estamos longe dessa realidade, amados? Vejamos:

Hoje não é nem um pouco popular dizer que o sábado é o dia do Senhor e que Deus o separou para que possamos adorá-Lo de uma forma especial nesse dia (Leiam Gn.2:1-3; Êx.20:8-11; Is.66:22-23; Ez.20:12, 20, Lc.4:16 e 31). Dia em que a Bíblia declara mais de 200 vezes que devemos guardar e que em lugar algum autoriza a mudança para outro dia da semana. Também não é popular dizer que as pessoas precisam abandonar seus vícios e buscar uma mudança em seu estilo de vida (Leiam 1Co.10:31). Não é popular dizer que o dia das bruxas é uma abominação e que Deus condena tais práticas (Leiam Dt.18:9-14). Não é popular dizer que existem espécies de animais que Deus deixou muito claro: Não comam! (Leiam Gn.7:2; Lv.11), e que existem uniões que Ele chamou de abomináveis (Leiam Lv.18:19-30; Rm.1:24-27). Essas mensagens não lotam igrejas, amados. Mas há um detalhe especial nelas: SÃO VERDADEIRAS!

Portanto, o que houve naquele episódio, muito mais existe hoje. Enquanto Micaías falava “a palavra do Senhor” (v.18), os falsos profetas falavam o “assim dizemos o que o rei deseja ouvir”. Daí, eu pergunto: Acabe deu ouvidos a quem? E qual foi o resultado do seu disfarce? Pois é. É exatamente isso o que acontece com quem prefere crer em mentiras a viver a vontade do Senhor. Notem que Acabe sabia que Micaías falava da parte de Deus, mas, ainda assim, o desprezava, porque, ao contrário da turba de profetas mentirosos, Micaías dizia o que Acabe precisava ouvir e não o que ele desejava ouvir.

De que lado você está hoje? Da verdade ou do engano? A Bíblia está à nossa disposição. O Senhor nos chama para que O busquemos em primeiro lugar, então não seremos enganados. E prestem muita atenção! A mensagem de Micaías está longe de ter sido apenas para Acabe: “Ouvi isto, vós, todos os povos!” (v.27). Isso mesmo. É para todos nós! Josafá quase perdeu a vida por não ter dado ouvidos ao profeta de Deus. Não nos contentemos em apenas conhecer a verdade, mas permaneçamos ao lado dela ainda que caiam os céus. Vigiemos e oremos!

Bom dia, atalaias da verdade!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Crônicas 17 – Comentado por Rosana Barros
1 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Ensinaram em Judá, tendo consigo o Livro da Lei do Senhor; percorriam todas as cidades de Judá e ensinavam ao povo” (v.9).

Após a morte de Asa, seu filho Josafá reinou em seu lugar. O caráter de Josafá e suas obras revelam a importância da educação pelo exemplo, principalmente nos primeiros anos de vida. A fidelidade inicial de Asa foi transmitida a seu filho que, “procurou ao Deus de seu pai e andou nos Seus mandamentos e não segundo as obras de Israel” (v.4). A primeira atitude de Josafá como rei foi de instruir o povo no “Livro da Lei”, além de fortalecer as cidades e as fronteiras de Judá. Ao contrário de reis anteriores, aliviou o fardo da nação e, com isso, conquistou-lhe a simpatia, recebendo presentes de todo o Judá, governando um reino com “riquezas e glória em abundância” (v.5).

O coração de Josafá tornou-se ousado “em seguir os caminhos do Senhor” (v.6), eliminando de Judá “os altos e os postes-ídolos” (v.6), que alimentavam a idolatria da nação. Não limitou-se, contudo, a simplesmente tirar do povo as abominações, mas a ensinar-lhe o caminho sobremodo excelente. Para este mister, enviou os príncipes, levitas e sacerdotes, que usando o Livro da Lei do Senhor como fundamento, “percorriam todas as cidades de Judá e ensinavam ao povo” (v.9).

Grande tempo precisou ser empreendido no serviço de ensinar o povo. Um trabalho dedicado e minucioso foi realizado em Judá a fim de promover a educação religiosa, resgatando o propósito pelo qual foi escolhida. Com um exército fortalecido e um povo esclarecido, Josafá liderou um movimento ainda mais significativo do que a reforma empreendida por seu pai. Com isso, “Josafá se engrandeceu em extremo, continuamente” (v.12).

Em um tempo onde a tecnologia se supera à cada dia, favorecendo uma verdadeira explosão de mídias sociais, parece que estamos em situação mais vantajosa e célere do que a dos nobres professores de Judá. Todavia, essa facilidade também tem sido uma grave distração. Temos, realmente, usado esta ferramenta para promover a causa do Senhor e apressar a Sua vinda? A nossa vida tem declarado que fazemos parte do povo de Deus?

Ensinar as Escrituras é um privilégio que trabalho algum pode superar. Todos os nossos esforços devem ser concentrados nesta obra. Desde a mão que nina o bebê até o ministro que lidera uma multidão, desde o mais leigo até o mais instruído, todos possuem uma parcela na seara do Senhor, e precisamos administrá-la com temor e tremor. Como Amasias, “que, voluntariamente, se ofereceu ao serviço do Senhor” (v.16), essa deve ser a postura de todo cristão que aguarda com ansiedade o glorioso Dia de seu resgate.

A Bíblia, amados, é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sl.119:105). Ela é a verdade (Jo.17:17). Ela é eterna (Is.40:8). E a Palavra é Cristo (Jo.1:1). Toda ela se resume na pessoa de Jesus Cristo e Sua missão de salvar o pecador. Se as Escrituras testificam de Jesus e almejamos nos assemelhar a Ele, é nela que devemos nos debruçar clamando pelo auxílio do Instrutor divino, o Espírito Santo. Portanto, Cristo em nós, é o conhecimento que não possui rival. Permita que a Palavra do Senhor opere esse milagre em sua vida. Vigiemos e oremos!

Bom dia, ensinados do Senhor!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas17 #RPSP

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2Crônicas 16 – Comentado por Rosana Barros
31 de janeiro de 2023, 0:45
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“Porque, quanto ao Senhor, Seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-Se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dEle” (v.9).

Após uma vitória milagrosa contra a Etiópia e anos de paz e de reformas espirituais significativas, parecia que Judá estava começando a reviver a glória do reinado de Salomão. Contudo, Israel tornara-se uma ameaça constante a essa paz. Por algum motivo, Asa, antes tão firme em seu propósito de servir a Deus, seguiu por um caminho sobremodo perigoso, fazendo aliança com o rei da Síria ao invés de consultar ao Senhor. Viu na nação pagã a oportunidade de fazer tombar seu irmão do Norte.

Através desta aliança bélica, Asa revelou um coração bem diferente dos anos em que havia empreendido como reformador de Judá. Aproveitando-se de sua função, tratou de exercê-la tomando decisões precipitadas e certificando-se de que seus planos tivessem êxito. Aos seus olhos, a vitória da Síria contra Israel e os despojos de Ramá eram provas do sucesso de sua liderança. “Naquele tempo” (v.7), ou seja, no momento em que celebrava suas conquistas, a alegria do rei foi interrompida pelas duras palavras de Hanani, e a sua reação mostrou o quanto estava longe do Senhor.

Encerrando o profeta no cárcere e oprimindo “alguns do povo” (v.10), indignado e enfurecido, Asa não compreendeu a ação divina por trás da repreensão profética, ou, não quis aceitá-la. Como no Éden, na mais triste viração do dia, o Senhor indagou ao insensato rei: “Onde estás?” (Gn.3:9). Onde estava aquele líder espiritual extraordinário? Onde estava aquele rei que promoveu o reavivamento da nação eleita? Onde estava aquele guerreiro cujo escudo era a fé? Mas ele preferiu confiar em homens do que em Deus, e “na sua enfermidade não recorreu ao Senhor, mas confiou nos médicos” (v.12).

Sabem, amados, todos os dias o Senhor nos desperta para reafirmar o Seu fiel concerto conosco. Um Deus que entregou o Seu Filho unigênito como sacrifício por pessoas imerecedoras e rebeldes, deveria ser o nosso mais profundo objeto de estudo diário. Um dia que seja sem esse vínculo com o Céu pode significar duas coisas: um tempo precioso que foi perdido ou o fim do tempo que nos foi concedido.

Certamente, Asa teve muitas oportunidades de retornar ao primeiro amor, mas as desperdiçou. Ao invés de ser um perfume do Senhor em vida, seu corpo foi preparado “segundo a arte dos perfumistas” (v.14) na morte. Há um tempo precioso que não podemos desperdiçar: “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Hoje, agora, é o tempo que temos de andar com o nosso Deus, entregando a nossa vida por completo em Suas mãos. Ele Se mostra “forte para com aqueles cujo coração é totalmente dEle” (v.9) e logo voltará para buscar aqueles cuja vida foi “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, bom perfume de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100