Reavivados por Sua Palavra


2Crônicas 35 – Comentado por Rosana Barros
19 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Jeremias compôs uma lamentação sobre Josias […]” (v.25).

A culminância dos atos de Josias como rei reformador destaca uma atitude insensata e impulsiva. Antes das flechas do exército inimigo, Josias foi flechado pelo orgulho. Através do rei do Egito, Deus buscou adverti-lo. Não lhe competia ir a uma guerra que não era dele. “Porém Josias não tornou atrás” (v.22) e à semelhança de Acabe, quando se disfarçou para enganar o exército de Ramote-Gileade (2Cr.18:29), o rei de Judá usou da mesma estratégia, selando a própria morte .

O fim da vida de Josias não precisava ser assim. Em algum momento do caminho, permitiu que o seu coração o enganasse e o levasse a esquecer de todos os benefícios do Senhor para com ele. A ascendente queda de uma Páscoa jamais vista para uma guerra sem sentido precisa abrir os nossos olhos para uma necessidade que é diária: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2Co.13:5).

A necessidade de líderes que se empenhem na obra do ensino das Escrituras e que sejam consagrados ao Senhor é urgente e real. Contudo, o que deve anteceder esse serviço é a obra de cunho pessoal que cada um de nós precisa experimentar. A ordem que estabeleceu uma celebração sem precedentes é a ordem dada pelo Céu a nós, hoje: “Preparai-vos segundo as vossas famílias” (v.4). Cada membro do lar é convidado a celebrar a Páscoa do Senhor diariamente, dando graças a Deus pelo verdadeiro Cordeiro que foi imolado em nosso lugar. Desta forma, lançamos mão de nossa autossuficiência e nos colocamos “sobre o altar do Senhor” (v.16).

Andar com Deus é uma experiência possível e que move o coração do Pai para todo aquele que busca tal comunhão. Da mesma forma que existe esse desejo divino em operar em nós a Sua santificadora influência, há um inimigo nos sugerindo disfarces letais. Josias “se disfarçou para pelejar […], não dando ouvidos às palavras que Neco lhe falara da parte de Deus” (v.22). Não tombará, porém, o soldado que reconhece a sua limitação e a sua necessidade vital da infalível armadura: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13).

Como a vitória de Josias estava em se abster da guerra, a nossa vitória consiste em confiar no “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). Que nossa vida não seja lembrada com “uma lamentação” (v.25), mas como quem deixou no mundo o precioso legado de “que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm.8:4). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, guiados pelo Espírito de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas35 #RPSP

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2Crônicas 34 – Comentado por Rosana Barros
18 de fevereiro de 2023, 0:45
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“[…] Enquanto ele viveu, não se desviaram de seguir o Senhor, Deus de seus pais” (v.33).

Josias começou a reinar quando era apenas uma criança. E, “sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai” (v.3). A Bíblia não relata que Josias foi filho de Amom, nem tampouco de seu avô, Manassés. As Escrituras escavam a genealogia e retrocedem até Davi, o homem segundo o coração de Deus. Pois bem, Josias, filho de Davi, foi tão fiel ao Senhor que “não se desviou nem para a direita nem para a esquerda” (v.2). Há um só caminho traçado para a humanidade, e este caminho é Cristo Jesus. Mas como saber se estamos na direção correta? Acompanhem comigo a sequência de ações deste relato:

1. Ainda na infância todo ser humano é convidado a fazer parte da obra de Deus (v.1): “e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm.3:15);

2. Durante a mocidade (v.3), precisamos buscar a Deus e a Sua purificação: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Ec.12:1);

3. A nossa conversão precisa ser acompanhada de missão, levando outros a seguir pelo mesmo caminho (v.3), utilizando o único meio eficaz que existe: o exemplo. Pois “que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos” (1Pe.2:21);

4. Após o reavivamento, segue-se a reforma, a reparação de tudo o que antes eram ruínas (v. 8-13): “andemos em novidade de vida” (Rm.6:4);

5. Quem se entrega ao Senhor de todo o coração e de toda a alma (v.31), busca em Sua Palavra as orientações que o levarão a andar em retidão: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl.119:11);

6. A verdade contida na Bíblia começa a ser revelada com clareza, e também com clareza passamos a enxergar nossos muitos pecados, e é justamente isso que nos faz reconhecer a nossa indignidade diante da infinita graça de Deus (v.21). A cada descoberta percebemos o quanto estávamos envoltos em escuridão, e o quanto Deus nos ama. E ao experimentarmos a luz, a luz que vai crescendo pela comunhão com a Palavra, descobrimos o caminho sobremodo excelente: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18);

7. E fechando com perfeição, a Palavra de Deus é útil para todos, “desde o menor até ao maior” (v.30). E não é apenas para ser estudada, mas também praticada: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22).

A liderança espiritual de Josias foi tão firme que, enquanto ele viveu, todo o povo não se desviou “de seguir o Senhor” (v.33). Josias sabia em Quem acreditava. Sua fé não estava condicionada a pessoas ou circunstâncias. Mas o povo esteve condicionado à obediência enquanto Josias estava vivo. Meus amados, a sua salvação não depende dos outros, mas de suas próprias escolhas. Se você, jovem, é obediente só quando seus pais estão por perto, sua fidelidade é condicionada. Se você faz seu trabalho com dedicação apenas quando está sob as vistas de seu chefe, o seu desempenho é condicionado.

O Senhor nos convida a anuir à Sua aliança de forma pessoal e por inteiro. Estude a Bíblia sem pressa, com zelo e com inteireza de coração. Então, Deus nos aperfeiçoará e nos conduzirá pela mão até o reino do Filho do Seu amor. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, guiados pelo Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas34 #RPSP

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2Crônicas 33 – Comentado por Rosana Barros
17 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Ele, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais” (v.12).

A oração é como uma chave mestra que abre todas as portas que o homem de outra forma jamais conseguiria abrir.

Em um governo obstinado e déspota, Manassés destruiu tudo o que seu pai havia realizado em Judá. Ezequias havia restaurado a prática da verdadeira adoração não só em Judá, mas disseminado isso por toda a nação de Israel. Quantos quisessem adorar ao Senhor eram bem-vindos em Jerusalém. Sua morte, contudo, revelou que o seu sucesso entre o povo não abrangia os de sua própria casa. Sendo ainda um menino, parece que Manassés assumiu o trono com o firme objetivo de arruinar tudo o que Ezequias havia promovido.

Segundo a idolatria dos pagãos, Manassés agiu. “Fez o que era mau perante o Senhor, segundo as abominações dos gentios que o Senhor expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel” (v.2). Levou o povo a pecar, promovendo no reino de Judá um dos piores períodos de apostasia. Ele não apenas aprovava as práticas pagãs, como ele mesmo “queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para O provocar à ira” (v.6). Ou seja, parece que tudo o que Manassés fazia tinha o propósito específico de contrariar a Deus.

Ainda assim, o Senhor falou “a Manassés e ao Seu povo, porém não Lhe deram ouvidos” (v.10). O profeta Isaías foi um dos profetas de Deus a adverti-los, mas, segundo a tradição judaica, Manassés mandou matá-lo, serrando-o ao meio. Era uma pessoa que, definitivamente, não aceitava e nem tolerava conselhos e advertências que contrariassem as suas perversas convicções. Mas ele estava prestes a descobrir que toda a sua perversidade nunca poderia superar as misericórdias do Deus de seus pais. Preso em ganchos e amarrado com cadeias na sarjeta de um reino pagão, é bem provável que Manassés tenha lembrado das muitas vezes em que viu seu pai de joelhos diante de Deus. Ele lembrou da história que Ezequias lhe contava, de como ele orou e o Senhor enviou o Seu anjo para livrar Judá dos inimigos.

Sua memória familiar foi ativada, e em atitude de profunda humilhação e contrição do coração, Manassés orou “e Deus Se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o Senhor era Deus” (v.13). A história de Manassés é uma das mais importantes histórias de conversão de toda a Bíblia, não pelo que Manassés fez depois de sua entrega a Deus, mas pelo que Deus fez até que houvesse esta entrega. A Bíblia diz que Deus falou com Manassés e com o povo. Em nenhum momento Ele os abandonou, mas os buscou e os amou mesmo em sua aberta rebelião. Através de Seus profetas e das provações que permitia que acontecessem, havia a mais amorosa declaração de que Deus os queria para Si.

Infelizmente, Amom não considerou a mudança de coração de seu pai, e “se tornou mais e mais culpável” (v.23). As diferentes fases do antigo Israel remontam o que vem se repetindo na História. Temos períodos de reavivamento e reforma seguidos de períodos de apostasia; então, Deus levanta outro despertamento espiritual, e Satanás novamente incita a rebelião. O certo é que a maioria geralmente segue pelo caminho “encantado” das trevas. É um grande conflito no qual não precisamos ficar reféns do que é predominante. Quando Manassés se humilhou diante do Senhor e O buscou de todo o coração, teve que voltar e encarar um povo que ele mesmo havia desviado do caminho correto. Não foi fácil restabelecer a verdadeira adoração depois de praticamente meio século de apostasia. Mas ele descobriu que a oração, como dito no início, é a chave mestra que abre todas as portas que o homem de outra forma jamais conseguiria abrir.

Quanto necessitamos orar, amados! Dediquem tempo a estudar as orações na Bíblia e as respostas a estas orações, e vocês descobrirão que existe um inquebrável elo entre Deus e o homem através deste simples instrumento. Quando Ezequias e Isaías oraram, Deus enviou o Seu anjo poderoso. Enquanto Daniel orava, Deus enviou o Seu anjo (Dn.10:12). Enquanto Jesus orava, Deus enviou o Seu anjo (Lc.22:43). Enquanto Cornélio orava, Deus enviou o Seu anjo (At.10:3-4). Enquanto Pedro orava, Deus enviou o Seu anjo (At.10:9-16). Enquanto Paulo orava, Deus enviou o Seu anjo (At.22:17-21). Todas as vezes que um servo do Senhor se põe de joelhos a orar com inteireza de coração, o Céu se abre não só para ouvir, mas para descer até nós em forma de um anjo especial em nosso favor.

Estamos prestes a iniciar um grande movimento de oração. Em nome de Jesus, não negligencie esta oportunidade de estarmos unidos igreja a igreja, coração a coração em busca do batismo do Espírito Santo! Que nossas orações, em harmonia com a intercessão de nosso Redentor, movam o coração de Deus a enviar em nosso auxílio toda a milícia celestial e que o Espírito Santo como pomba cujas asas “são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro” (Sl.68:13), repouse sobre nós capacitando-nos para a obra final. Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, povo de oração!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas33 #RPSP

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2Crônicas 32 – Comentado por Rosana Barros
16 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Porém o rei Ezequias e Isaías, o profeta, filho de Amoz, oraram por causa disso e clamaram ao céu” (v.20).

Todo o Judá e muitos dos filhos de Israel renovaram a sua aliança com Deus e uniram-se a Ezequias e a seus líderes na obra de reavivamento e reforma. Sob a influência da celebração da Páscoa, das mudanças realizadas e da restauração do altar do Senhor, o povo estava vivendo um momento de glória, que há muito não vivia. Foi quando lhes sobreveio repentina tribulação. E o cenário de festa e de celebração, deu lugar à atmosfera de guerra e de angústia.

Satanás não pôde conter o seu ódio frente ao movimento que despertou a nação eleita à verdadeira adoração. Usando seus agentes humanos, tentou lançar por terra a fé de Ezequias e de todo o povo. Senaqueribe e seus subordinados cercaram as cidades fortificadas de Judá intentando “pelejar contra Jerusalém” (v.2). E comparando o Deus de Israel aos “deuses dos povos da terra, obras das mãos dos homens” (v.19), através de palavras escritas e faladas ao “povo de Jerusalém, que estava sobre o muro”, fizeram de tudo “para os atemorizar e os perturbar” (v.18).

A fama da fidelidade de Ezequias ao Deus de Israel havia chegado à Assíria, como se vê nas palavras de Senaqueribe aos filhos de Judá: “Não é Ezequias o mesmo que tirou os seus altos e os seus altares e falou a Judá e a Jerusalém, dizendo: Diante de apenas um altar vos prostrareis e sobre ele queimareis incenso?” (v.12). Mas o rei ímpio não contava com a unidade estabelecida entre Ezequias, os líderes e o povo. Ellen White escreveu: “As forças do mal estão empenhadas em incessante luta contra os instrumentos indicados para disseminar o evangelho; e esses poderes das trevas são especialmente ativos quando a verdade é proclamada diante de homens de reputação e genuína integridade” (Atos dos Apóstolos, CPB, p.167).

Quando o rei propôs uma estratégia para bloquear o abastecimento de água para o exército inimigo, “os seus príncipes e os seus homens valentes […] o ajudaram […] muito povo se ajuntou” (v.3-4). Ezequias “cobrou ânimo” (v.5) e “lhes falou ao coração, dizendo: Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis […] porque Um há conosco maior do que o que está com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e guerrear nossas guerras” (v.6-8). O profeta Isaías e o rei Ezequias oraram e “clamaram ao céu” (v.20), e Deus “enviou um anjo que destruiu” (v.21) todo o exército inimigo, e cobriu de vexame a Senaqueribe, que foi morto por seus próprios filhos.

Mesmo diante de uma grande reforma espiritual, de uma vitória sobrenatural e de uma cura milagrosa, Ezequias “não correspondeu […] aos benefícios que lhe foram feitos; pois o seu coração se exaltou” (v.25). Isso nos revela o perigo de baixar a guarda da vigilância do coração. Mesmo o cristão mais consagrado pode tornar-se o mais orgulhoso na proporção das bênçãos recebidas. Afrouxar, nem que seja por um momento, as rédeas da comunhão com o Céu, pode significar prejuízos aqui ou até mesmo a perda da eternidade.

“Ezequias, porém, se humilhou por se ter exaltado o seu coração” (v.26). Um tempo oportuno lhe foi concedido e ele soube aproveitá-lo, terminando os seus dias em paz e sendo honrado pelo povo que com “obras de misericórdia” (v.32) governou. Sabem, amados, em tempos de guerra ou de paz o Senhor requer de nós idêntica fidelidade. Estamos todos envolvidos em um grande conflito que se encaminha para o fim, enquanto o inimigo de Deus usa das mesmas estratégias:

1. Na guerra, ele tenta nos intimidar: “quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus das minhas mãos” (v.15).

2. Na paz e na prosperidade, ele nos tenta a pensar mais nas conquistas do que no Senhor das conquistas.

Que nas batalhas desta vida, quando o inimigo ameaça nos destruir, tenhamos a firme convicção de que conosco está “o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras” (v.8). E que em tempos de bonança, em que Satanás busca envaidecer o nosso coração, nos humilhemos perante a face de Deus, reconhecendo-O como o nosso Senhor e Mantenedor. Estejamos, pois, unânimes, fortalecendo-nos uns aos outros, nesta lida diária. Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas32 #RPSP

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2Crônicas 31 – Comentado por Rosana Barros
15 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Assim fez Ezequias em todo o Judá; fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o Senhor, seu Deus” (v.20).

Celebrada a Páscoa e encerradas as atividades, todas as estátuas, postes-ídolos e altares pagãos que se achavam em Judá foram destruídos. Como um só homem, os israelitas que se humilharam e dispuseram o coração para buscar o Senhor eliminaram tudo aquilo que fazia de Judá um lugar de adoração dividida. Deitando abaixo os objetos de culto abominável, deram início a um tempo semelhante aos dias de Salomão (2Cr.30:26).

Restabelecido o verdadeiro culto a Deus, Ezequias precisava reaver o pleno e ordenado funcionamento da Casa do Senhor. Divididos por turnos, os sacerdotes e levitas retornariam às suas funções, recebendo o que lhes era devido, “como está escrito na Lei do Senhor” (v.3). Este encargo, no entanto, não se deu inicialmente pelas mãos do povo, mas do seu rei. Ezequias, “da sua própria fazenda” (v.3), destinava a sua devida contribuição para o serviço de Deus. Não exigiria do povo algo que ele mesmo não cumprisse com rigor e com tremor.

A resposta do povo revela a importância de uma liderança influente: “os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância” (v.5). Sob a liderança de Ezequias, seu firme caráter e eloquente exemplo, “todos os que vieram de Israel, como também os estrangeiros” (2Cr.30:25), compreenderam um chamado além da coroa. Não questionaram sobre o destino das ofertas, mas “com fidelidade se houveram santamente com as coisas sagradas” (v.18).

Ao ver aqueles “montões e montões” (v.6) de ofertas, Ezequias e os príncipes de Judá “bendisseram ao Senhor e ao Seu povo de Israel” (v.8), porque houve liberalidade na fidelidade. Ainda que aqueles montões correspondessem a uma quantidade que sobrava, não era o volume que importava, mas a entrega voluntária de suas vidas a Deus. O egoísmo deu lugar ao altruísmo. A idolatria que os afligia deu lugar à adoração que os satisfazia.

Quando falamos de mordomia cristã ou de dízimos e ofertas, a última coisa que importa é o valor econômico. Ezequias não viu naquelas ofertas montões de riquezas perecíveis. Ele não disse: “Benditas sejam estas ofertas”, e sim, “Bendito seja Deus e o povo que Ele escolheu”. O que nos leva à seguinte reflexão: O que ofertamos a Deus, nossos talentos, nossos tesouros, nosso tempo e nosso templo (1Co.6:19-20), glorificam a Deus e revelam que pertencemos ao Seu povo eleito?

Naquele período memorável, Judá, e até mesmo o reino do Norte, foi privilegiado com um líder que “fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o Senhor, seu Deus” (v.20); um rei que os governou com o firme e infalível fundamento, “na lei e nos mandamentos, para buscar a seu Deus”, pois “de todo o coração o fez e prosperou” (v.21). Há um restante agora. Alguns que escolheram se humilhar diante de Deus e invocá-Lo com inteireza de coração. A estes foi dada a última e urgente missão de “dedicar-se à Lei do Senhor” (v.4) e dela falar de sua casa para o mundo.

Em um tempo sobremodo curto, precisamos nos dedicar a viver o evangelho eterno e, então, anunciá-lo com propriedade. O Senhor tem levantado Seus atalaias atuais que, com poder e discernimento têm apelado ao Israel de Deus que quebrem os ídolos do lar e busquem viver uma experiência pessoal com o alto. Músicas, filmes, entretenimentos em geral e até mesmo determinados alimentos ainda são considerados aceitáveis e, ignorando os testemunhos que nos foram escritos, muitos estão bloqueando suas mentes à atuação divina.

Oh, amados, o Senhor deseja abrir depósitos de montões de bênçãos em nossa vida! Aceitemos o Seu apelo por intermédio do apóstolo Paulo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:1-2). Vigiemos e oremos!

Bom dia, templos do Espírito Santo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas31 #RPSP

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2Crônicas 30 – Comentado por Rosana Barros
14 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Filhos de Israel, voltai-vos ao Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, para que Ele se volte para o restante que escapou do poder dos reis da Assíria” (v.6).

A festa da Páscoa havia caído no esquecimento. Esta celebração era em memória da libertação do povo de Israel do jugo egípcio, quando cordeiros foram imolados e seu sangue marcou os umbrais das portas dos filhos de Israel, livrando os seus primogênitos da morte. Ezequias convocou não só o povo de Judá, mas enviou os correios com cartas para todo o Israel. Todas as tribos foram convidadas a celebrar a “Páscoa ao Senhor” (v.1). Aquelas cartas não continham apenas um convite para a Páscoa, mas um convite à vida eterna. As palavras do rei Ezequias não saíram dele mesmo, mas foram uma inspiração divina, uma declaração do amor de Deus a todo o Israel, o Seu primogênito (Êx.4:22).

Aconteceu, contudo, algo impressionante: “Os correios foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; porém riram-se e zombaram deles” (v.10). Que coisa mais triste! Se zombaram das palavras do mensageiro de Deus, então zombaram de Deus, e “de Deus não se zomba” (Gl.6:7). O apelo de Ezequias foi que o povo se voltasse para Deus, que não endurecesse o coração, para que o Senhor pudesse Se voltar para “o restante que escapou” (v.6). E foi para um restante mesmo. Pois apenas “alguns […] se humilharam” (v.11). E “em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração” (v.12).

Um só coração, eis o que precisamos como povo de Deus. E isso faz muito sentido já que servimos a um único Deus. Precisamos voltar ao “Deus de Abraão, de Isaque e de Israel” (v.6), o Deus EU SOU (Êx.3:14), o Deus Verbo (Jo.1:1-3), o Deus que não muda (Ml.3:6; Tg.1:17), o Deus que foi até a cruz por nós (Fp.2:8). Ele é o mesmo Deus com a mesma mensagem: Eu amo vocês para sempre! (Jr.31:3) Que é isso que muitos têm feito, zombando dos mensageiros do Senhor? O fato de fazermos parte do Israel espiritual de Deus (Gl.6:16), não nos torna automaticamente salvos. Porque podemos estar em Israel, mas não ser Israel. O convite de Deus é que façamos parte de “alguns” que “se humilharam” (v.11), para que Ele nos conceda “um só coração” (v.12): “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que Me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (Jr.32:39).

Quando o povo de Deus se dispõe a lançar fora os altares pagãos (v.14), é porque, antes, os lançaram fora de seus corações. Os sacerdotes e levitas “se envergonharam e se santificaram” (v.15), pois a Palavra de Deus é uma espada de dois gumes, ela discerne os propósitos do coração (Hb.4:12). Temos nós nos envergonhado quando confrontados pela Palavra? O pecado que em nós habita tem nos incomodado? Cuidado, amados! Quando agimos como o mundo, pensamos como o mundo, nos vestimos e comemos como o mundo e nada disso nos incomoda, estamos no terreno minado do inimigo. Enquanto não entendermos que precisamos temer a Deus todos os dias em tudo o que pensamos e fazemos, também não compreenderemos que trata-se de uma necessidade urgente.

Mas ainda “havia muitos na congregação que não se tinham santificado” (v.17), “contudo, comeram a Páscoa […] porém Ezequias orou por eles” (v.18). Eis o verdadeiro líder de Deus, que não julga, mas intercede! Temos nós intercedido por aqueles que percebemos estar longe dos propósitos divinos? Ou estamos perdendo o nosso tempo (e até a eternidade) “comentando” sobre a vida de nossos irmãos? Jesus repreendeu os escribas e fariseus por ocuparem a cadeira de “Moisés, o homem de Deus” (v.16) e não viverem como ele viveu. E deu uma séria advertência aos Seus discípulos e às multidões que O ouviam: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3). Penso que não preciso comentar mais nada sobre isso, Cristo foi suficientemente claro.

Permitam-me parafrasear a compassiva e sincera oração de Ezequias:

— Meu Deus, Tu que és bondoso e misericordioso, perdoe estes Teus filhinhos, porque apesar de ainda não estarem agindo em total acordo com a Tua Palavra, eles estão abrindo o coração para buscar ao Senhor.

E qual foi a resposta divina? De rejeição? Não, amados! De amor! “Ouviu o Senhor a Ezequias e sarou a alma do povo” (v.20). Percebem a semelhança deste episódio com o episódio em que uma mulher adúltera foi lançada aos pés de Jesus? Os seus irmãos na fé estavam prestes a apedrejá-la, quando o mesmo Deus que ouviu Ezequias e sarou a alma do povo, disse a mulher: — Eu não te condeno, mulher. Vai e não peques mais (Jo.8:11). Onde há perdão, há salvação. E onde há salvação, há “grande júbilo” (v.21), e “de dia em dia” há gratidão e louvor em “honra ao Senhor” que sara e que salva!

Quando há esta unanimidade entre o povo de Deus, Ele suscita “grande alegria” (v.26), e a voz do povo é ouvida e a sua oração chega “até a santa habitação de Deus, até aos céus” (v.27). Precisamos urgentemente dispor “o coração para buscar o Senhor Deus” (v.19), então a santificação virá, dia após dia, nos moldando e nos purificando de todo pecado. Você compreendeu tudo isto? Então, agora, é a hora de você “com grande júbilo” (v.21) se alegrar e louvar ao Deus da tua salvação! Ele quer te sarar! Ele quer te salvar! Ele quer te amar para sempre! Porque Ele não muda, nem tampouco o Seu amor! Assim como “imolaram o cordeiro da Páscoa” (v.15), o Cordeiro de Deus foi imolado por você e por mim! Quem compreende e aceita esse amor incondicional, o tornará conhecido em toda a parte. “Não endureçais, agora, a vossa cerviz […] confiai-vos ao Senhor, e vinde ao Seu santuário que Ele santificou para sempre, e servi ao Senhor, vosso Deus” (v.8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, amados e salvos pelo Cordeiro de Deus!

Junte-se a nós neste movimento de oração. Seja um intercessor diário. Quando for tentado a julgar, ponha-se de joelhos a orar.

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas30 #RPSP

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2Crônicas 29 – Comentado por Rosana Barros
13 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Ezequias e todo o povo se alegraram por causa daquilo que Deus fizera para o povo, porque, subitamente, se fez esta obra” (v.36).

Após um período sofrido de uma ímpia dinastia, subiu ao trono de Judá um rei que governou a nação “segundo tudo quanto fizera Davi” (v.2). Apesar da pouca idade, Ezequias revelou a maturidade espiritual necessária para dar início ao reavivamento e reforma “de todo o Israel” (v.24). Havia, porém, a necessidade primária de realizar esta obra entre os sacerdotes e os levitas. Como líderes espirituais da nação, precisavam assumir a sua própria culpa e negligência, e prontamente buscar santificar-se para reassumir seu sagrado ofício.

Ao abrir “as portas da Casa do Senhor” e repará-las (v.3), Ezequias demonstrou o seu fiel compromisso com as Escrituras. Não ousou fazer o que não lhe era lícito, mas procurou reunir aqueles que o Senhor havia separado para O servir no templo. E ainda que estes não correspondessem ao chamado divino, Ezequias estava “resolvido a fazer aliança com o Senhor, Deus de Israel” (v.10). Sua decisão não estava condicionada à decisão dos líderes. Sua firme decisão foi um poderoso testemunho que motivou os levitas e sacerdotes a agir conforme às suas ordens .

Os levitas reuniram “a seus irmãos, santificaram-se e vieram segundo a ordem do rei pelas palavras do Senhor, para purificarem a Casa do Senhor” (v.15). Primeiro houve um preparo pessoal, ou seja, um reavivamento, para depois haver uma reforma. Antes da limpeza do templo físico deve haver uma purificação do templo do coração. E, seguindo essa sequência, “tiraram para fora […] toda imundícia que acharam no templo do Senhor” (v.16). Só então foi restabelecido o verdadeiro culto a Deus.

Ao som das trombetas e “dos instrumentos de Davi” (27), “o rei e todos os que se achavam com ele prostraram-se e adoraram” (v.29). “Eles o fizeram com alegria, e se inclinaram, e adoraram” (v.30). Além dos levitas e sacerdotes, todo o povo foi convocado para consagrar-se a Deus, “e todos os que estavam de coração disposto trouxeram holocaustos” (v.31). “Assim se estabeleceu o ministério da Casa do Senhor” (v.35).

As mudanças promovidas por Ezequias estão carregadas de útil ensino que não caduca e nem deve ser ignorado. Há uma urgente necessidade de líderes espirituais que sejam “retos de coração, para se santificarem” (v.34). Homens que não negligenciem a sua eleição divina de estarem perante Deus para O servir, para serem Seus ministros (v.11); que antes de buscar lançar fora as imundícias da Casa do Senhor, busquem a santificação da própria vida; de modo que, mediante um viver eloquente, com propriedade possam dizer: “Já purificamos toda a Casa do Senhor” (v.18).

Assim como havia ordem e decência no serviço do santuário terrestre, com leis referentes às cerimônias, ao vestuário dos levitas, à música, Deus nos chama a vivermos à altura de nossa vocação. Contudo, antes importa que o nosso coração esteja disposto a servi-Lo com retidão e alegria. Como os discípulos, precisamos ir até Jesus com humildade e pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc.11:1). Foi após um fervoroso e perseverante período de oração que o Espírito Santo desceu sobre eles. E será assim que o remanescente do Senhor encontrará forças para enfrentar o último e bom combate.

Diante de um tempo de apostasia e predominante letargia, “não sejais negligentes” (v.11), mas que a nossa vida esteja constantemente “diante do altar do Senhor” (v.19), em oração e estudo da Palavra, e Ele “subitamente” (v.36) fará a Sua perfeita obra em nós, a fim de que estejamos preparados para o retorno do nosso Redentor. Vigiemos e oremos!

Bom dia, santificados pela Palavra!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas29 #RPSP

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2Crônicas 28 – Comentado por Rosana Barros
12 de fevereiro de 2023, 0:45
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“No tempo da sua angústia, cometeu ainda maiores transgressões contra o Senhor; ele mesmo, o rei Acaz” (v.22).

Quando eu fiz quatorze anos de idade, ganhei um livro especial. De início, não dei muito valor e simplesmente o guardei. Aos dezesseis anos encontrei o livro entre as minhas coisas e me foi despertada a curiosidade de lê-lo. O nome do livro? “Projeto Sunlight”, traduzido e publicado pela Casa Publicadora Brasileira. Trata-se de uma ficção, mas que culmina em um fato muito real: a breve e gloriosa volta de Jesus. Terminei o livro em lágrimas e oração na primeira, na segunda e na terceira vez em que o li. E ontem pude ver a emoção e a alegria nos olhos de nosso filho mais novo, ao meu marido e eu lermos as últimas páginas do livro para ele.

Infelizmente, amados, nem sempre os filhos seguem os passos de seus pais. Ontem vimos que Jotão fez “o que era reto perante o Senhor” e que ele “dirigia os seus caminhos segundo a vontade de Deus” (2Cr.27:2 e 6), mas seu filho não foi assim. Pelo contrário, Acaz “não fez o que era reto perante o Senhor” (v.1), e andou “nos caminhos dos reis de Israel” (v.2). Ao dar as costas ao Senhor, Acaz caiu “nas mãos do rei dos siros” (v.5). Também os “filhos de Israel levaram presos de Judá, seu povo irmão” (v.8). Foi um período muito sofrido para o Reino do Sul. Durante o reinado de Jotão, o povo teve dezesseis anos para se arrepender, mas ao insistirem em sua aberta rebelião, no reinado de Acaz, durante dezesseis anos, colheram as terríveis consequências.

Percebam que Deus entregava Judá nas mãos de outras nações, mas não fazia isso quanto a colocar Israel contra Judá, ou vice-versa. Ao avistar o exército de Israel trazendo seus irmãos de Judá em situação totalmente vexatória, “um profeta do Senhor, cujo nome era Odede, […] saiu ao encontro do exército” (v.9) com uma firme repreensão. Ou cuidavam de seus irmãos e os levavam de volta, ou sofreriam os juízos da parte de Deus. Temendo o que poderia acontecer, atenderam às palavras do profeta e fizeram retornar “a seus irmãos” (v.15). Todavia, Acaz não levou em conta o livramento do Senhor e pôs-se a pedir ajuda “aos reis da Assíria” (v.16), “porém isso não o ajudou” (v.21). Então, “ofereceu sacrifícios aos deuses de Damasco” (v.23), mas “eles foram a sua ruína e a de todo o Israel” (v.23).

Existem dois tipos de obediência: a cega e a voluntária. A obediência cega está baseada no medo. Eu obedeço para não sofrer as consequências da desobediência. A obediência voluntária tem por fundamento a fé e o amor. Eu obedeço porque creio em Deus, porque O conheço e O amo. Percebem? Quando Odede falou ao exército de Israel não houve uma comoção que remetesse o arrependimento, mas o medo do que lhes sobreviria caso não atendessem à mensagem profética. “Então, voltaram para Samaria” (v.15). Muitos estão assim com relação às profecias do tempo do fim. Por medo do juízo, realizam obras a fim de que estas possam redimi-los de sofrê-lo. No entanto, voltam às suas práticas pecaminosas tão logo sua consciência tenha sido amortecida pela justificação própria.

Meus irmãos, se não permitirmos que a boa obra do Espírito Santo seja realizada em nós hoje, nenhuma de nossas obras nos justificará. “No tempo da sua angústia”, Acaz “cometeu ainda maiores transgressões contra o Senhor; ele mesmo, o rei Acaz” (v.22), escolheu ir atrás de sua própria desgraça e ruína, terminando seus dias como um rei fracassado e indigno de ser posto “nos sepulcros dos reis de Israel” (v.27). O tempo de angústia que se aproxima, um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), provará o ouro e a escória desta terra. “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). E de nós será dito: “Ele mesmo, ou ela mesma, fez a sua escolha”.

O que mais precisa acontecer a fim de que despertemos para a realidade de que Jesus está às portas? Logo verei com meus olhos o que passei a desejar e almejar quando tinha dezesseis anos. Logo verei o “Projeto Sunlight” ao vivo e a cores, e com a intensidade e a glória que somente aquele Dia revelará. Tendo nossas vestes lavadas e alvejadas “no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14), que façamos parte do povo de Deus, que pela obediência voluntária, escolheram perseverar. “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas28 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Crônicas 27 – Comentado por Rosana Barros
11 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Fez o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Uzias, seu pai, exceto que não entrou no templo do Senhor. E o povo continuava na prática do mal” (v.2).

Apesar das poucas informações que a Bíblia apresenta acerca do rei Jotão, tanto o relato de Reis como o de Crônicas revela que ele reinou em Judá dirigindo “os seus caminhos segundo a vontade do Senhor, seu Deus” (v.6). Isso significa que todos os “atos de Jotão, todas as suas guerras e empreendimentos” (v.7) tiveram um Líder maior. Deus foi colocado em primeiro lugar em sua vida e isso o tornou um dos governantes de Judá que fez “o que era reto perante o Senhor” (v.2).

“Assim, Jotão foi se tornando mais poderoso, porque dirigia os seus caminhos segundo a vontade do Senhor, seu Deus” (v.6). Imagine que este fosse o relato de Deus sobre você. Não seria suficiente ter o nosso nome em uma sentença tão abençoada? Uma coisa, porém, é muito triste de se ver no capítulo de hoje: “E o povo continuava na prática do mal” (v.2). Mesmo com um bom líder durante dezesseis anos, os filhos de Judá não emendaram seus caminhos. E de geração em geração tornavam-se cada vez mais rebeldes, contrariando a vontade do Senhor.

Sabem, amados, como temos visto através de tantos exemplos trazidos na Bíblia, uma boa liderança, líderes segundo o coração de Deus, são muito importantes no processo de educar um povo para Ele. Mas a liderança nesta Terra que mais pesa, que mais possui o poder de exercer uma influência santificadora ou corruptora sobre o ser humano é a liderança do lar. Sobre pais e mães repousa a sagrada obra de instruir os filhos segundo a Palavra de Deus. Contudo, não é popular dizer que a mãe, por exemplo, não deve ter nenhum outro trabalho se este a impede de exercer a sua missão de educar seus filhos para serem cidadãos do reino eterno. Também não é popular dizer que o pai, como sacerdote do lar, não pode negligenciar seu papel de prestar auxílio à esposa porque está muito cansado para isso.

Meus irmãos, se não estivermos dispostos a dirigir os nossos caminhos segundo a vontade do Senhor, nosso Deus, quem o fará? Quem dará ao mundo a mensagem final? Como todos ouvirão o último chamado de Deus? Lembremos de Noé. Sua pregação não era popular, mas nem por isso ele a disfarçou com falácias de homens para torná-la mais aceitável. Noé não pregava para angariar simpatia, mas “tudo fez Noé, segundo o Senhor lhe ordenara” (Gn.7:5). Sendo aqueles que vivem como nos dias de Noé, precisamos conhecer a vontade de Deus e segui-la como se construindo uma arca “para a salvação de [nossa] casa” (Hb.11:7). Como nos dias de Jotão o povo continuava a praticar o mal, como nos dias de Noé Deus “fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios” (2Pe.2:5), logo o juízo do Senhor recairá “contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8).

O Espírito Santo suplica hoje ao nosso coração para que submetamos a nossa vontade à vontade de Deus. Que confiemos em Sua provisão ainda que sejamos taxados, como Noé, de fanáticos. Como “Jerusa, filha de Zadoque” (v.1), que possamos instruir nossos filhos a sempre dirigirem seus caminhos segundo a vontade do Senhor. Confiemos nEle, “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento” (Hb.3:17). Ainda que sob condições desafiadoras, que nossos olhos estejam postos nAquele que logo voltará “para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, famílias benditas do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas27 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Crônicas 26 – Comentado por Rosana Barros
10 de fevereiro de 2023, 0:45
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“Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso” (v.16).

Uzias tinha tudo para ter sido “reto perante o Senhor” (v.4) como Davi, e não como seu pai, circunstancialmente. Iniciou o seu reinado quando era apenas um adolescente. O adolescente não é mais uma criança, mas também ainda não é um adulto. Há uma mudança muito grande acontecendo no corpo e na mente, e nessa complicada transição de fases as tendências começam a se manifestar definindo gostos, preferências e critérios com relação às escolhas que, erradas ou não, terão uma forte influência sobre o resto da vida. E foi nessa fase que Uzias começou a reinar sob a orientação do profeta Zacarias (v.5). Ou seja, tudo lhe era favorável para que ele continuasse sendo fiel a Deus, não fosse a sua equivocada interpretação acerca de sua vida abençoada.

Porque “nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar” (v.5). A Bíblia não diz que Uzias adorou outros deuses; não diz que ele foi para guerra sem buscar a Deus; não diz que ele fez o que era mau perante Deus. Não, amados. A Bíblia diz que “exaltou-se o seu coração” e “cometeu transgressões contra o Senhor” (v.16). E o que foi que ele fez, afinal? Foi queimar incenso no altar de incenso na Casa de Deus. Quer dizer que Uzias se exaltou, transgrediu e foi acometido de lepra porque foi queimar incenso diante de Deus? Isso mesmo.

Mas sabem porque sua atitude foi condenada pelo Senhor? Porque ele fez o que não lhe competia fazer. Porque deu uma de sacerdote, quando não o era. Pois por mais que estivesse fazendo algo que era para o Senhor, o Senhor já havia prescrito que somente os sacerdotes poderiam ministrar os serviços do templo. Portanto, toda a fama e toda a prosperidade de Uzias não o autorizava a passar por cima da Palavra de Deus. Deus não honra aqueles que carregam no coração a exaltação própria. Para estes, o Senhor diz: “Quando vindes para comparecer perante Mim, quem vos requereu o só pisardes nos Meus átrios?” (Is.1:12).

“Uzias se indignou” (v.19) com a intervenção dos sacerdotes, provavelmente porque pensou: “Mas quem vocês pensam que são para falar assim com o rei? Eu vou queimar o incenso, pois sou tão digno quanto vocês!” Uzias estava desacatando as palavras de “oitenta sacerdotes do Senhor, homens da maior firmeza” (v.17). Homens que cumpriram com fidelidade e ousadia o princípio que deve reger a vida de todo cristão: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29).

Hoje, meus irmãos, o mundo não precisa de homens famosos (v.15). O mundo precisa de homens de Deus “da maior firmeza” (v.17)! A “fama” que devemos almejar deve ser a de Cristo, que ensinava, pregava e curava as pessoas e a Sua fama corria (Mt.4:23-24); o Homem da maior fama e ao mesmo tempo da maior firmeza que já pisou nesta Terra! O desejo do Senhor é o de nos abençoar em todas as nossas atividades. Mas, se no final, não reconhecermos que tudo vem dEle, não adianta ser “em extremo forte” (v.8), nem ser “amigo da agricultura” (v.10), nem ser famoso (v.15). Se esquecermos do que Uzias esqueceu, que “Deus o fez prosperar” (v.5), e que “Deus o ajudou” (v.7), seremos excluídos “da Casa do Senhor” (v.21) eternamente, e o nosso coração corrompido nos será como uma lepra até à morte.

Uzias foi desrespeitoso com os sacerdotes, e foi neste exato momento que “a lepra lhe saiu na testa” (v.19). De uma fama de extremamente forte (v.8), Uzias terminou os seus dias com a triste conclusão: “Ele é leproso” (v.23). Que mudança drástica! E tudo por causa do seu desvio de rota. Deixou de olhar o Senhor da glória para olhar para as glórias que o Senhor lhe deu. Filhinho(a) do Papai do Céu, se Ele tem lhe fortificado; se Ele tem fortalecido a sua família; se Ele tem abençoado os seus negócios, que a sua vida seja sempre um testemunho, não de exaltação própria, mas de que você “foi maravilhosamente ajudado(a)” (v.15) pelo Deus Altíssimo.

Que o Espírito Santo nos torne homens e mulheres “da maior firmeza” (v.17), atalaias do “assim diz o Senhor”. Hoje é o dia de buscar ao Senhor e de clamar que Ele nos ajude, não a alcançar coisas corruptíveis, mas a firmeza espiritual que nos guiará para Casa. Clame ao Senhor neste momento! Eis o incenso que O agrada: as orações dos Seus santos (Ap.8:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#2Crônicas26 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100