Reavivados por Sua Palavra


JÓ 13 — Rosana Barros by Ivan Barros
9 de julho de 2026, 0:45
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“Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição” (v.17).

Um contraste é apresentado neste capítulo: o falatório dos amigos de Jó e o silêncio de Deus. Em defesa de sua integridade, Jó apelou para a consciência dos que o acusavam e questionou as razões de seu sofrimento ao Senhor. Mesmo diante de seu deplorável estado físico, econômico e emocional, Jó não permitiu que seus amigos o tratassem como inferior e os classificou como “médicos que não valem nada” (v.4). Quem dera tivessem se calado, e seriam considerados sábios!

Jó já não alimentava esperança alguma nesta Terra. Como “uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça” (v.28), seu corpo emanava o odor da morte. Para ele e para aqueles que o viam, era só uma questão de tempo para que seus gemidos cessassem. Foi mediante esse pensamento que resolveu externar a sua agonia, mesmo sabendo que ouviria outros discursos condenatórios. Jó mudou o rumo da sua fala para o Santo Ouvinte, para Aquele com Quem havia aprendido a se relacionar e a confiar. Sua inquietação era conhecer o motivo de sua desventura.

O pedido de Jó: “Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado” (v.23), deveria ser o nosso pedido diário. Não como uma resposta ao sofrimento, mas como uma forma de estreitarmos a nossa relação com Deus e dEle dependermos; para confessarmos as nossas transgressões e vivermos em novidade de vida, como está escrito: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13). Jó foi sincero em suas palavras e não buscou o favor de homens, mas buscou desesperadamente a aprovação de seu Amigo e Redentor.

Além de escavar no passado os tesouros de seu íntimo relacionamento com o Senhor, o flagelo de Jó o fez revirar a lama dos pecados de sua mocidade (v.26). Essa é uma estratégia que o Maligno usa constantemente contra os filhos de Deus. Mediante as tempestades da vida, ele nos traz à memória lembranças de pecados já confessados e abandonados; e, num jogo desleal e cruel, faz de tudo para desviar o nosso olhar do compassivo Salvador e de Seu perdão irrevogável. Assim como a nuvem que descarrega a tempestade se dissipa e nunca mais se refaz, os pecados perdoados são lançados “nas profundezas do mar” (Mq.7:19), e de lá jamais serão retirados.

“Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem” (Sl.118:8). Jesus, que é a própria Palavra (Jo:1:1), nos deixou exemplo disso. Nas madrugadas, em Seus lugares solitários, Ele buscava no Pai a sabedoria e a força para enfrentar as batalhas de cada dia. A Sua comunhão com o Céu foi o que O sustentou no deserto, O guiou em Seu ministério terrestre e O fortaleceu até a cruz. A vontade de Deus era o Seu alimento, e a oração, o Seu oxigênio. Assim como Jó sofreu com o silêncio de Deus, Jesus padeceu em agonia por sentir em nosso lugar o terrível castigo da ausência do Pai. Mas, porque Cristo vive, nós também viveremos (Jo.14:19).

Abra o seu coração ao Senhor e O busque em sinceridade! E, quando encontrá-Lo, você descobrirá a verdadeira felicidade: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:13 e 14).

Santo Deus, Tu és o nosso refúgio e fortaleza e tens nos socorrido em nossas adversidades. Louvado seja o Senhor! Pai querido, clamamos pelo Espírito Santo, para que o Teu perdão e a Tua graça sobrepujem as tentativas do inimigo de nos fazer desanimar e esmorecer! O Senhor nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do Seu amor. Transforma a nossa vida à semelhança do caráter de Jesus. É pelos méritos dEle e em Seu nome que a Ti oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, novas criaturas em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#JÓ13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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