Reavivados por Sua Palavra


JÓ 06 — Rosana Barros by Ivan Barros
2 de julho de 2026, 0:45
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“Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, a menos que tenha abandonado o temor do Todo-Poderoso” (v.14).

Ouvido o discurso de Elifaz, Jó fez a sua primeira réplica consternado pela dor e pelo fato de a integridade de seu caráter ter sido questionada. Diante de uma enfermidade maligna e de uma condição emocional totalmente fragilizada, ele via na morte o seu único meio de descanso. Contudo, em nenhum momento Jó proferiu palavras com pensamentos suicidas, mas esperava que o próprio Deus fizesse cessar o seu sofrimento. E, em vez de receber de seus amigos algum tipo de consolo, Jó se tornou vítima de olhares de julgamento e palavras de condenação.

Apesar de seu conhecimento das “palavras do Santo” (v.10) e de sua vida de retidão, Jó ainda não tinha a real compreensão acerca do grande conflito. O que pensava serem “as flechas do Todo-Poderoso” (v.4), na verdade eram “os dardos inflamados do Maligno” (Ef.6:16). Jó descobriria, mais tarde, que sua fé inabalável no Todo-Poderoso foi o que apagou cada uma dessas setas malignas. Mas, em seu desespero, ele se viu acuado pelas acusações daqueles que diziam ser tementes a Deus, reprovando a insensibilidade deles.

Ao dizer: “Assim também vós outros sois nada para mim” (v.21), Jó declarou que seria melhor ficar sozinho do que na companhia de quem agravasse a sua aflição. No verso quatorze, ele expressou a sua urgente necessidade de um olhar de compaixão e a incoerência de seus amigos religiosos. Tendo como base de Seu governo a Sua Lei e como essência dele o Seu amor, Deus nos revela a perfeita harmonia entre o amor e a obediência. Ele não nos deu a Sua Palavra como mero padrão de comportamento, mas como a expressão de Seu caráter em linguagem humana.

O mundo está repleto de “amigos de Jó”, com aparência de piedade e coração insensível. Até mesmo entre o professo povo de Deus existem aqueles que não perdem uma oportunidade de ferir e condenar, usando até mesmo a Palavra de Deus para esse fim. O Senhor não tolera esse tipo de atitude e, assim como saiu em defesa de Moisés quando este foi acusado pelos próprios irmãos, no mesmo tom e autoridade, Ele diz aos acusadores de Seus servos: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo [ou contra a Minha serva]?” (Nm.12:8).

Meus irmãos, a glória de Deus é manifestada neste mundo “em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós” (Rm.9:23 e 24). A misericórdia e a compaixão devem reger a vida do cristão e revelar a obediência que resulta em amor: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:17). Que nossas palavras e atitudes sejam a revelação do fruto do Espírito em nossa vida (Leia Gl.5:22-23). E, assim, sejamos instrumentos de Deus para o consolo uns dos outros.

Senhor, nosso Deus e Pai, nós somos limitados em nossos julgamentos, mas o Senhor sonda os corações. Ajuda-nos a sempre levar isso em consideração diante de qualquer circunstância! A confiarmos ao Senhor a vida dos nossos irmãos e a não abrigarmos no coração qualquer tipo de suspeitas ruins. E, se estamos atravessando algum vale sombrio, que não desviemos os olhos de Ti e não percamos a fé de que os sofrimentos deste mundo são passageiros. Cremos na Tua breve volta, Senhor! Volta logo! Em Teu nome, Jesus, nós oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vasos de misericórdia!

Rosana Garcia Barros

#JÓ6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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