Reavivados por Sua Palavra


Juízes 13 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
25 de agosto de 2022, 0:45
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“Então, Manoá orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer” (v.8).

Do nascimento à morte de Sansão, temos o cenário da história de Israel. Deus gerou de Abraão uma nação que deveria ser consagrada a Deus. Até ali, todos os juízes de Israel foram indicados por Deus quando já em fase adulta. Desta vez, o Senhor estabeleceu que o próximo juiz fosse consagrado a Ele “desde o ventre de sua mãe” (v.5). Para anunciar a inesperada gravidez, o próprio Jesus apareceu e orientou a futura mamãe consoante às restrições que envolviam o nazireado. Atordoado com a notícia dada por sua mulher, “Manoá orou ao Senhor” (v.8), a fim de que o Mensageiro celeste novamente aparecesse e lhes ensinasse o que deveriam fazer ao menino que havia de nascer.

Manoá acreditou nas palavras de sua mulher, creu que o menino nasceria, mas agora a sua real preocupação era sobre uma nova missão: a de ser pai; pai de uma criança cujo nascimento moveu um Ser celestial a descer para dar a notícia. Ele não duvidou das palavras de sua mulher, nem tampouco orou para ter a confirmação, ele orou como um pai de primeira viagem que necessitava desesperadamente do auxílio divino. Sabemos que Israel aguardava a chegada do Messias, e o fato do nascimento de Sansão ter movido o Céu para anunciar, provavelmente encheu de expectativa o coração do velho pai. Como educar aquela criança? Qual seria “o modo de viver do menino e o seu serviço”? (v.12).

Vendo a sincera preocupação de Manoá, Deus ouviu a sua voz, “e o Anjo de Deus veio outra vez à mulher” (v.9). Correndo para chamar seu marido, os dois se apressaram em comparecer perante o Anjo do Senhor. A Sua tremenda aparência lhes causou grande temor, mas ao mesmo tempo alegria e profunda gratidão. O convite para uma refeição era prova disso. Contudo, as respostas quanto à identidade daquele Mensageiro deveriam por si só revelá-la. “Ele respondeu: Eu sou” (v.11); “Por que perguntas assim pelo Meu nome, que é Maravilhoso?” (v.18). Quando Jesus apareceu a Moisés, Ele disse: “Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros” (Êx.3:14). A respeito de Jesus, o profeta escreveu: “e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro […]” (Is.9:6).

A aparição de Cristo àquele casal foi tão pessoal que até O convidaram para comer com eles. Mas, ao oferecerem ofertas ao Senhor, a Bíblia diz que “o Anjo do Senhor se houve maravilhosamente” (v.19), enquanto Manoá e sua mulher apenas O observavam. Jesus estava diante de um símbolo de Seu próprio sacrifício. Aquela oferta queimada representava a Sua entrega por cada ser humano. E na chama daquele altar, Ele subiu ao Pai, como um Deus que não via a hora de vir à terra, cumprir Sua missão e Se fazer oferta por nós. Por isso “Se houve maravilhosamente” (v.19) diante da sombra do que seria a Sua própria entrega pela humanidade.

O encontro dos pais de Sansão com Cristo revela a mais importante e primeira lição que todo pai e toda mãe devem saber: antes de apresentar Cristo a seu filho, é preciso conhecê-Lo! À mãe em especial é dado o privilégio de ter este encontro com Cristo de forma muito particular, e atender-Lhe a ordem: “Guarde-se a mulher de tudo quanto Eu lhe disse” (v.13). Como podemos apresentar a nossos filhos o Deus que não conhecemos? A insistência de Manoá em saber quem era o Anjo do Senhor deve ser a nossa também. Quem é Deus para você? O segredo para a vitória na paternidade e na maternidade estava diante deles: o Eu Sou, o Maravilhoso! Pais que conhecem a Deus pelo nome ensinarão seus filhos a serem, antes de qualquer laço humano, filhos de Deus.

Sansão pode não ter sido o melhor dos filhos. Você pode ser um pai ou uma mãe que sofre por um filho que tomou um caminho diferente do que você ensinou. Mas tenha certeza de uma coisa: se você segurou na mão do Senhor para instruir este filho de acordo com a vontade de Deus, ele tem o melhor pai ou a melhor mãe que poderia ter! Quando os filhos largam de nossas mãos, os nossos joelhos se apegam ao chão! Portanto, não desista de ser um pai ou uma mãe que conhece ao Senhor, pois a sua missão vai “desde o ventre materno até ao dia de sua morte” (v.7). Como Manoá, clame por orientação divina e cumprir-se-á em seu lar a palavra profética: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, pais que conhecem o Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Juízes13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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