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JÓ 38 – Quando Deus entra em cena, nada fica igual. Deus desce do Céu até a Terra para fornecer satisfação humana, orientar as informações deficientes e repreender as teorias erradas sobre a vida, sobre o ser humano e principalmente sobre Sua pessoa.
Deus não respondeu as diversas perguntas intrigantes de Jó, pelo contrário, fez mais perguntas a Jó do que ele havia feito a Deus. O psicólogo Paul Turnier explica: “A resposta de Deus não é uma ideia, uma proposição como a conclusão de um teorema; Ele próprio é a resposta. Jó recebeu a revelação de Deus e encontrou um relacionamento pessoal com Ele”.
Deus responde por meio de perguntas. Deus não fala nada a Jó sobre seu sofrimento, muito menos aborda as razões do sofrimento. No capítulo em questão, Deus introduz Sua fala com 32 interrogações.
No capítulo anterior, “Eliú procurava defender sua compreensão religiosa, atacando a credibilidade de Jó. O sofrimento de Jó constituía um desafio à tradição teológica dos quatro amigos. E Eliú achava que, se pudesse deter o protesto de Jó contra Deus, o desafio desapareceria. Ele procurava mostrar que, sendo Jó tão insignificante diante da grandiosidade de Deus, não tinha o direito de interrogá-Lo” (Charles H. Betz).
Mas, Eliú estava equivocado em suas ideias filosóficas e teológicas. Betz continua: “O Senhor, por meio de perguntas similares [às de Eliú], queria que Jó visse que, se não conseguia compreender como Deus atua nos fenômenos naturais bem conhecidos, como poderia compreender por que Ele permite o sofrimento? Assustado, Eliú queria ver-se livre de Jó, ao passo que Deus, em Seu amor, desejava fazer com que Jó percebesse a diferença fundamental entre o Criador e a criação. O Senhor levou Jó a sério, ajudando-o a reconhecer o fato de que, mesmo que Deus explicasse todos os mistérios do sofrimento, Jó não conseguiria compreendê-los. O patriarca precisava crer simplesmente que Deus sabe o que faz”.
1. Precisamos mais de confiança em Deus do que compreensão e explicação de nossa situação.
2. Precisamos de um real encontro com Deus mais do que explicação de nossa intrigante situação.
3. Precisamos mais da atenção de Deus do que entendimento de nossa aflição.
4. Precisamos mais de Deus que de qualquer coisa.
Amigos, oremos: “Senhor, reaviva-nos sobrenaturalmente!” – Heber Toth Armí.
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“Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:” (v. 1).
Quantas vezes, preocupada com tantas coisas, o SENHOR me leva a contemplar meus filhos brincando e sorrindo. Eles não se preocupam se amanhã terão o que comer, nem se o carnê da escola foi pago, ou se a máquina de lavar quebrou. Eles simplesmente confiam que tudo vai dar certo porque o papai e a mamãe cuidam deles. Não deveríamos nós, da mesma forma, confiar na provisão do PAI?
Eu creio que quando Jesus disse que precisamos nos tornar como crianças, Ele se referia a uma atitude que se resume em uma palavra: DEPENDÊNCIA. Creio também que a ausência de dependência de Deus seja o nosso maior problema. Problema que pode nos tirar a coroa da salvação.
Quando Deus começa a falar no capítulo de hoje, percebam que Ele não traz as respostas exatas que Jó gostaria de ouvir, mas os questionamentos necessários que ele precisava ponderar.
Ao ser questionado, geralmente, Jesus não dava a resposta esperada, mas respondia com outra pergunta, levando os ouvintes à reflexão e oferecendo o verdadeiro entendimento.
A intenção de Deus não foi rebater as palavras de Jó, como fez seus amigos, mas mostrar-lhe que o mesmo SENHOR Criador de todas as coisas é o mesmo que as governa, independentemente da vontade ou da intervenção do homem. O Deus que tem o pleno controle de toda a natureza, é o mesmo que tem o pleno controle da vida de todo aquele que entrega-se em Suas mãos como uma criança e dEle depende.
Jó, por várias vezes, apesar de seu sofrimento, afirma que a sua vida está sob o controle do Todo-Poderoso. Mesmo que a sua compreensão acerca de seu sofrimento fosse equivocada, ele não deixou de acreditar que o Seu Redentor um dia Se levantaria para salvá-lo (Jó 19:25). Deus não precisava explicar o sofrimento de Jó, mas confirmar a Sua constante atuação. Por mais que a nossa vida esteja um verdadeiro redemoinho, que aparentemente pareça que Deus ali não está, lembremos que foi de um redemoinho que Deus falou a Jó, que foi em um redemoinho que Elias foi levado ao Céu (Vide II Reis 2:11).
Que sejamos total e completamente dependentes do SENHOR, confiando que assim como Ele tem pleno controle sobre a Sua criação, Ele também tem pleno controle da situação em que estamos vivendo. Portanto, não andemos “ansiosos de coisa alguma” (Vide Filipenses 4:6), mas confiemos na provisão de nosso Pai do Céu.
Bom dia, crianças do Pai Celeste!
Desafio do dia: Que tal brincar e sorrir um pouco? Relembre de algum passatempo ou brincadeira de infância e convide Jesus para divertir-Se com você.
*Leiam #Jó38
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Eliú, finalmente, chega ao fim de sua longa conversa. Ele vê a Deus através de visão praticamente panteísta.
Eliú é abalado pelas tempestades e a presença de Deus nelas (vv. 1-5). Ele diz que toda vez que chove, é porque Deus ordena. Se houver neve, é porque Deus enviou (versos 1-6).
Algumas pessoas (chamadas deístas) acreditam que Deus pôs para funcionar o relógio das leis naturais e, em seguida, deixou a terra entregue a essas leis. O panteísmo diz que cada trovão é a voz de Deus.
Para Eliú, o potencial de saber que existe um Criador está na mão de cada ser humano. Negar a Sua existência é tolice. Nesse ponto Eliú está certo.
A seguir, Eliu elabora um novo tema. Ele quer que Jó considere as maravilhas de Deus (v.14). Ele pergunta: Você conhece as ações de Deus? Onde você estava, Jó, quando Deus fez tudo isso? (v. 15-18).
Então Eliú faz algumas observações muito cínicas (v. 23, 24). Por trás das palavras de Eliú, não se pode deixar de ouvir a voz de Satanás. Os argumentos da rebelião no Céu são repetidos aqui na terra através da sua observação: “por isso os homens o temem” (v. 24a). A última observação cínica de Eliú, similar ao pensamento de Lúcifer no céu o qual, depois, tornou-se Satanás aqui na Terra, “Ele não dá atenção a nenhum sábio de coração” (v. 24b), certamente não é bíblica.
Satanás usou esses amigos de Jó, mas agora sua máscara cai e o próprio Deus irá intervirá na conversa.
Querido Deus,
De repente sentimos que por vezes os amigos não são nada mais do que instrumentos de Satanás. As experiências amargas pelas quais passamos fazem com que a máscara de Satanás caia e passemos a vê-lo como ele realmente é. Nós amamos nossos amigos, mas não queremos nenhuma parceria com Satanás. É a Ti que procuramos. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/37 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Job/37/
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/08/02/
Tradução Jobson Santos/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Jó 37
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/61 e https://credeemseusprofetas.org/
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1 Sobre isto. Não há uma divisão natural entre os cap. 36 e 37. Eliú continua usando a figura de uma tempestade para descrever o poder de Deus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 673.
2 Dai ouvidos ao … que sai da Sua boca. Muitas vezes nos atrevemos a falar em nome de Deus (como o fizeram os amigos de Deus), colocar palavras em Sua boca, ter certeza de Sua vontade ou interpretar seu silêncio significando que Ele está ausente ou não interessado. Mas Deus Se importa. Ele está no controle e falará. Esteja pronto para ouvir Sua mensagem – na Bíblia, na Sua vida através do Espírito Santo e através de circunstâncias e relacionamentos. Life Application Study Bible.
trovão de Deus. Literalmente, “o estrondo da Sua voz” (ver NVI). CBASD, vol. 3, p. 673.
7 torna Ele inativas. …cessação do trabalho ao ar livre durante o inverno, devido à neve, ao gelo e às chuvas pesadas. Esta pausa na atividade do homem dá tempo para reflexão e, assim, promove um conhecimento mais claro de Deus. CBASD, vol. 3, p. 673.
8 entram nos seus esconderijos. É no inverno que os animais hibernam. Isto … é para Eliú uma prova da sabedoria de Deus. Ele fez provisão para que os animais fossem protegidos do frio e subsistissem com pequenas quantidades de alimento durante a estação da escassez. CBASD, vol. 3, p. 673.
9 dos ventos do norte, o frio. … fortes ventos que dispersam as nuvens e deixam o tempo claro e frio. CBASD, vol. 3, p. 673.
10 sopro de Deus. Aqui, metáfora do vento gelado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 equilíbrio das nuvens. O balanço das várias forças naturais, que permitem a presença da água na atmosfera; cf o que Jó fala, 26.7. Bíblia Shedd.
O fenômeno das nuvens suspensas no céu, carregadas de chuva sem que nada as sustente, provocou a admiração de Eliú (ver Jó 26:8). CBASD, vol. 3, p. 673.
17 vento sul. O siroco, que, na área do Mediterrâneo, provoca um calor paralisante, um mormaço opressor, diante do qual até os pássaros se escondem, e toda a vida animal e vegetal dão a impressão de estar murchas. Bíblia Shedd.
18 duros como … bronze. Em Dt 28.23 os céus de bronze simbolizam calor sem alívio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 para o sol, que brilha. Os seres humanos não conseguem olhar para o sol ofuscante; quanto menos seriam capazes de ficar frente a frente com Deus! CBASD, vol. 3, p. 674.
24 não dá Ele atenção a todos os sábios de coração. Ou “pois Ele não tem consideração por ninguém que se ache sábio”. Nota Bíblia NVI.
os que se acham sábios. Isto é, os convencidos. Certamente é verdadeiro o que Eliú declara como um princípio. É tolice um homem pensar em comparar sua insignificante sabedoria com a de Deus. O erro de Eliú está em tentar aplicar o princípio a Jó. O problema com Eliú e com os outros protagonistas foi que eles ousaram julgar a Jó. CBASD, vol. 3, p. 674.
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JÓ 37 – Aqui encerra as discussões humanas. Fica mais que provadas que a sabedoria, filosofia e teologia sem a revelação direta de Deus são insuficientes para lidar com a verdade, a realidade e a espiritualidade.
Até agora, nenhum dos amigos sábios de Jó conseguiu dar uma resposta convincente sobre seu terrível sofrimento. Nem mesmo o jovem Eliú, com sua intrepidez, indo um pouco além dos veteranos, conseguiu colocar um ponto final na questão do sofrimento de Jó.
Abaixo estão os tópicos deste último discurso elaborado detalhadamente por John E. Hartley:
Quarto discurso de Eliú (36:1-37:24) 1. Introdução (36:1-4); 2. Métodos disciplinadores usados por Deus: a) O ensino principal (36:5-15); b) Advertência a Jó (36:16-25). 3. A grandeza de Deus: a) Glória visível de Deus na tempestade (36:26-37-13); b) Advertência a Jó (37:14-20). 4. O esplendor divino (37:21-24).
Warren W. Wiersbe destaca os seguintes tópicos da preleção de Eliú sobre o poder de Deus. Ele fala sobre o…
• Outono (36:27-37:7); • Inverno (vs. 6-10); • Primavera (vs. 11-13); • Verão (vs. 14-18).
“No entanto”, continua Wiersbe, “Eliú estava fazendo muito mais do que dar uma palestra científica sobre as quatro estações. Seu desejo era que Jó refletisse sobre a grandeza de Deus e as maravilhas da natureza e percebesse quão pouco sabia, de fato, sobre Deus e sua operação no mundo”.
Eliú enfatiza a grandeza de Deus para fazer Jó se calar. Consequentemente apresenta uma “beleza” que flui de Deus, mas essa beleza é “temível”. Por isso, ele diz: “Poderoso Deus, tão longe do nosso alcance!”
Na verdade, Deus está acessível a nós a través de Jesus (lembrando que a teologia é progressiva e Eliú possuía poucos raios da verdade, ele engatinhava no conhecimento de Deus).
Ao findar Eliú o seu discurso podemos destacar que…
• Não há descoberta da verdade independente de Deus. Deus é a fonte do conhecimento pleno, somente podemos saber o que é certo mediante Sua revelação. • As opiniões humanas diferem da revelação divina; a compreensão humana é falha diante da revelação divina, assim, os supostos sábios querem intimidar os fracos com argumentos retumbantes.
Por insuficiente informação verdadeira, atualmente muitos como Eliú veem o juízo, o encontro com Deus e o Seu agir como algo perigoso. Estude por si mesmo(a) e veja que é diferente! – Heber Toth Armí.
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“Com a Sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não compreendemos” (v. 5).
O final do discurso de Eliú possui um contexto diferente. Ele não esmaga a Jó com acusações e duras repreensões, mas exalta a majestade divina, enfatizando a soberania de Deus por meio da Sua criação. Todas as coisas criadas refletem o poder e o cuidado de um Deus que possui o controle de tudo em Suas mãos. A natureza, após a Bíblia, é uma segunda revelação acerca do poder criativo do SENHOR. Por meio da Palavra, Ele falou e tudo se fez (Vide Hebreus 11:3), e foi usando a própria criação que Cristo ilustrou os Seus maiores ensinamentos de uma forma tão bela e didática. De maneira sobrenatural, Deus usou a chuva para frear a maldade no mundo; fez sinais e prodígios no Egito usando agentes da natureza; abriu o mar; fez uma mula falar; e tantos outros meios, testificando que Ele é o Criador e tem poder sobre a Sua criação.
Se tão-somente pudéssemos contemplar com mais assiduidade as obras das mãos de Deus e nelas meditar, quão preciosos ensinos dali seriam extraídos. Tão preciosos quanto os que temos aprendido nas Escrituras. O SENHOR também fala por meio do que criou, porque em cada detalhe da criação há o toque do Seu amor e a Sua inconfundível assinatura. Quem, com humildade, busca em Deus a sabedoria e observa a natureza como mais um meio de nela dEle aprender, adquire uma compreensão exata de Quem é Deus e quem é o homem. Como pode um Deus que tem o poder de criar tantas coisas maravilhosas, preocupar-se conosco, que, dentre os seres criados, mesmo sendo os únicos com inteligência, somos igualmente os únicos a nos rebelar contra o Criador? Deus fala e toda a natureza obedece. Deus fala conosco, e o que temos feito?
Jesus nos ensinou grandes lições através da simplicidade de uma semente, de passarinhos e de lírios.
Que não sejamos sábios aos nossos próprios olhos, mas que percebamos que são nas coisas mais simples que encontramos a verdadeira sabedoria da qual necessitamos.
Bom dia, sábios aos olhos do Criador!
Desafio do dia: ore e busque na natureza alguma preciosa lição do SENHOR.
*Leiam #Jó37
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Eliú, o jovem interlocutor, fez um longo discurso. Ele começou no capítulo 32 e, agora, no capítulo 36, ainda continua a falar, como alguém que teme que seu microfone seja retirado de suas mãos. É possível que algum ouvinte manifestasse intenção de se levantar e ir embora, mas Eliú disse: “Peço-lhe que seja um pouco mais paciente comigo, e lhe mostrarei que se pode dizer mais verdades em defesa de Deus”. Ele exalta a justiça do seu Criador e sente-se confiante de que seu público irá aceitar suas palavras, pois não são falsas (versos 1-4).
Para Eliú, se alguém está acorrentado em vestes de pobreza, como Jó, então Deus lhe revela suas transgressões, pois certamente agiu com orgulho. Deus abre os ouvidos dessa pessoa para a disciplina e pede-lhe para se arrepender da sua iniquidade (versos 8-10).
A resposta humana resulta nas seguintes ações divinas: Se as pessoas ouvem o que Deus diz e passam a servi-Lo [então] elas findarão os seus dias em prosperidade e alegria (versículo 11). Embora estas palavras soem como verdade do evangelho, e na verdade o são, o problema é que sem uma compreensão da história do grande conflito, Eliú vê o cumprimento dessas promessas no aqui e agora, e as entende principalmente no sentido material. Eliú fala sobre como Deus (da maneira como ele entende) lida com os seres humanos. Os abençoados são orientados por Deus, mas os orgulhosos não o são.
Querido Deus,
És o Grande Doador da sabedoria. Louvamos o Seu nome por causa disso. Sem a Sua profecia ficaríamos perdidos em meio a tantas explicações. Obrigado pela segurança da profecia.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/36 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/36
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/08/01/
Tradução Jobson Santos/Cindy Tutsch/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Jó 36
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/61 e https://credeemseusprofetas.org/
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1 Eliú mostra como Deus é justo em Seus caminhos. 16 [Ele afirma que] os pecados de Jó impedem as bênçãos de Deus. 24 As obras de Deus devem ser magnificadas (CBASD, vol. 3, p. 669).
Os cap. 36 e 37 formam um único discurso [de Eliú]. Constituem um apelo final a Jó para que seja resignado e paciente diante de Deus (CBASD, vol. 3, p. 669).
1-22 Eliú conclama Jó a confiar na sua sabedoria, no ensinamento que vai dar (2-4). O procedimento de Deus é leal para com todos […], e Sua providência, adversa aos ímpios, benigna para com os justos, é digna de confiança (5-7). Deus se dirige aos homens no meio da angústia à qual os pecados os arrastara, oferecendo o caminho do arrependimento e da salvação (8-10); a obediência conduzirá à felicidade, e a recusa, à ruína (11-15). Jó está incluído no segundo grupo, sofrendo consequências das quais ninguém o poderá livrar (17-19). Jó deve sair desse caminho de rebeldia, convertendo-se ao Mestre que tem poderes para julgar seus passos (21-23) (Bíblia Shedd).
6-9 Declaração clássica da justiça de Deus, que recompensa os justos e castiga os pecadores (por contraposição ao que Jó tem alegado). No v. 7, é possível que Eliú tenha em mente a queixa de Jó, segundo a qual Deus não quer deixá-lo em paz (v. 7.17-19), e no v. 9 talvez esteja pensando na acusação de Jó, segundo a qual Deus não quer declarar as acusações contra ele (31.35, 36). Bíblia de Estudo NVI Vida.
13-15 Eliú entende que a necessidade espiritual básica do ser humano provém de sua dureza de coração – da recusa de submeter-se a Deus, de clamar a Deus na aflição (v. Sl 107) ou de escutar a voz de Deus em meio aos sofrimentos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16-21 Eliú adverte Jó de que deve corresponder à disciplina divina e desviar-se de todo o mal. (cf. v. 21). O v. 16 demonstra que considera Jó um homem para quem ainda há esperança. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22, 23 Eliú antecipa algumas das declarações de Deus nos discursos dos caps. 38-41. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24-33 Eliú exorta Jó a humilhar-se perante Deus (24-25), cujo poder é demonstrado pelos fenômenos da natureza: a formação das gotas de chuva (27-28) e a trovoada (29-33; 37.1-5). A própria trovoada revela a Deus como juiz, v. 33) (Bíblia Shedd).
26 Um tema da literatura poética bíblica é que Deus é incompreensível; não podemos conhecê-Lo completamente. Podemos ter algum conhecimento a respeito dEle, porque a Bíblia é cheia de detalhes a respeito do que Deus é, como podemos conhecê-Lo e como podemos ter um relacionamento eterno com Ele. Mas nunca saberemos o suficiente para responder a todas as questões da vida (Ecl 3:11), para prever nosso próprio futuro ou para manipular Deus para nossos próprios fins. A vida sempre cria mais questões do que temos perguntas e devemos sempre ir a Deus para novos insights a respeito dos dilemas da vida. Life Application Study Bible Kinsgway.
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JÓ 36 – Falar sobre Deus e por Ele é mais complexo do que se imagina. Pregar é mais sério do que se pensa. Fazer sermão é de uma responsabilidade sem igual. Ser um intérprete da Palavra de Deus exige mais do que conhecimento de hermenêutica e exegese, depende de discernimento dotado pelo Espírito Santo.
A fala de Eliú mais parece monólogo do que diálogo, é um sermão. São vários discursos os dele, mas sem interrupções. Os capítulos 36 e 37 contêm seu quarto e último discurso.
A introdução desse discurso reza assim: “Acompanhe mais um pouco meu raciocínio. Vou convencer você. Há ainda muita coisa a ser dita a favor de Deus. Aprendi tudo isso em primeira mão, direto da Fonte. Tudo que eu sei sobre justiça devo ao meu Criador. Confie em mim, estou oferecendo a você a pura verdade. Acredite, conheço essas coisas muito bem” (vs. 1-4, AM).
• Usar a lógica no sermão ou no discurso teológico não é suficiente;
• Convencer alguém com argumentos teológicos ou filosóficos nem sempre significa ter falado a verdade;
• Deus quer mais do que advogados de defesa, Ele quer testemunhas;
• Dizer que aprendeu diretamente com Deus o que diz sobre Ele nem sempre é verdade;
• Falar sobre justiça de Deus com convicção às vezes é uma revelação de uma mera opinião.
A teologia de Eliú no capítulo em questão tem estes pontos:
1. Ele faz apologia à declaração de Jó quando disse que o perverso prospera e o inocente sofre e depois combate as reclamações de Jó (vs. 6-15, ver Jó 21:7, 27-33, 24:1-17);
2. Sem compreender o tema do grande conflito, ele alega que o sofrimento de Jó é consequência de seus atos perversos contra o soberano Deus (vs. 16-33).
Além disso, Carol Ann Mayer-Marlow especifica outros detalhes da teologia de Eliú:
• Deus não preserva a vida dos ímpios (v. 6);
• Os justos passam por aflições a fim de que estejam dispostos a aprender e a dar atenção a Deus (vs. 7-10);
• Nossa prosperidade depende de nosso arrependimento e da obediência a Deus (vs. 11-12)
• Os ímpios morrem cedo (vs. 13-14);
• Ouvidos que eram insensíveis ao som da voz de Deus tornam-se sensíveis como resultado da adversidade (v. 15).
Estude mais! “Senhor, reaviva-me por Tua Palavra!” – Heber Toth Armí.
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“Ao aflito livra por meio da sua aflição e pela opressão lhe abre os ouvidos” (v. 15).
Já passei por alguns momentos de aflição na vida em que questionei a Deus o motivo de meu sofrimento. Ainda não compreendia bem o agir de Deus e nem os Seus propósitos. Hoje posso afirmar com convicção de que cada um deles contribuiu para me livrar de males maiores. E que por mais que eu não chegue à compreensão de todos eles, de uma coisa eu sei: “Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28). Mesmo que situações, aparentemente, não sejam vantajosas ou boas, todas as coisas são usadas para o benefício dos filhos de Deus.
É como uma reciclagem espiritual. Por mais que Satanás jogue sobre nós todo o lixo deste mundo, o SENHOR o recicla, transformando a maldição em bênção. E ainda que isto não aconteça do modo que esperamos aqui, a nossa recompensa será infinitamente maior. A nossa maior esperança e o nosso maior desejo não devem estar fundamentados em coisas temporais, mas eternas, assim como almejaram os patriarcas de Israel: “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hebreus 11:16).
A visão farisaica de Eliú e de seus amigos, de que só os perversos sofrem as penalidades do pecado deve ser desconsiderada por aqueles que sabem que são estrangeiros neste mundo mal. Ora, como almejaríamos a pátria celeste se vivêssemos aqui uma vida sem problema algum? A dor e a angústia nos fazem lembrar que ainda não estamos no lar. Creia nesta afirmação que ouvi em certo sermão, que se aplica àqueles que a cada dia buscam ser Reavivados pela Palavra, oração e testemunham do amor de Jesus: “No final tudo dá certo na vida do cristão e se ainda não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”. Ainda que a tua cruz esteja pesada, acredite, não é maior do que o peso que o Salvador teve que suportar por amor a mim e a você, mesmo não tendo culpa alguma. O seu final feliz está preparado, basta crer em Jesus e segui-Lo!
Bom dia, seguidores de Cristo!
Desafio do dia: Em um papel em formato de cruz escreva as seguintes palavras de Cristo: “e quem não toma a sua cruz e vem após Mim não é digno de Mim” (Mateus 10:38). Guarde-a em sua Bíblia como um lembrete nos momentos de aflição.
*Leiam #Jó36
Rosana Garcia Barros