Reavivados por Sua Palavra


Jó 24 by Jeferson Quimelli
20 de julho de 2013, 0:00
Filed under: Justiça

Comentário devocional:

Jó deseja levar seus três amigos ao cerne da questão: este mundo e seus eventos não durarão para sempre; os maus serão destruídos nos últimos dias; não importa o sucesso que possam alcançar na vida. Resumidamente, este é o tema do capítulo.

Jó começa o capítulo perguntando porque Deus não estabelece períodos de julgamento e retribuição. Por que aqueles que conhecem e amam a Deus não poderiam ver esses julgamentos em seus próprios dias? Por que eles devem ver todo o sofrimento? (v. 1).

Então Jó identifica o ímpio, numa lista extensa e bem detalhada: São eles quem removem fronteiras [grileiros] (v. 2); roubam os rebanhos e os tomam para si (v. 2), levam o jumento do órfão (v. 3), tomam o único boi da viúva em penhor (v. 3), fazem com que os pobres tenham de sair da estrada e se esconder em busca de segurança (v. 4).

Jó, a seguir, descreve os efeitos da opressão realizada pelos ímpios, através da geografia do sofrimento dos necessitados e oprimidos: Nos lugares ermos como asnos selvagens à procura de pão (v. 5), no campo, tentando, em vão, achar algo deixado quando da colheita nos campos e vinhas do ímpio (v. 6); sem roupa e sem cobertores, sofrem pelo frio, não tendo onde se abrigar (v. 7-8), tendo os seus próprios filhos arrancados de seu peito como penhor (v. 9), e, para sobreviverem e por conta de suas dívidas com o perverso, são forçados a, vestidos de andrajos, trabalhar pesado, carregando feixes de cereais (v. 10), espremendo azeite e uvas, mas sofrendo de fome e sede (v 10, 11).

Jó se revolta com esta condição social de exploração e sofrimento, relatando os gemidos e clamor dos feridos e oprimidos, desejando que Deus interrompa logo esta situação, dando aos ímpios a sua paga (v. 12).

Moisés, o escritor, podia bem identificar-se com esta acusação de Jó contra os ímpios e o sofrimento dos oprimidos, especialmente quando ele, enquanto relata a história de Jó, se lembra de seus parentes, amigos e demais hebreus tão oprimidos após a morte de José.

As más ações dos ímpios nos dias de sofrimento dos hebreus no Egito eram as mesmas que aconteciam nos dias de Jó.

A vida dos ímpios não possui dimensão espiritual. Eles “são inimigos da luz” e não reconhecem os caminhos de Deus (v. 13). Eles roubam, assassinam em plena luz do dia, e matam os pobres (v. 14). O adúltero usa o crepúsculo da noite para cobrir seus pecados (v. 15). Eles invadem casas (v. 16), e se escondem de dia porque nada tem a ver com a luz (v. 17).

Após descrever a atuação dos perversos (v 13-17), Jó relembra a teoria do castigo imediato sustentada pelos seus amigos (v 18-21), e diz que (v. 22-24), na realidade, as coisas não ocorrem desta maneira, pois Deus permite que eles sejam “exaltados por breve tempo”, mas serão, ao final, colhidos, como todos, pela morte, como são cortadas as pontas das espigas (v. 24)

Jó descreve a atuação dos ímpios, mas destaca que o poder deles é passageiro, restritos a uma vida, deixando implícita a idéia de julgamento e retribuição divinas posteriores. Ele termina sua exposição desafiando seus amigos a desmenti-lo ou a mostrar a invalidade de seus argumentos; se alguém acha que ele é um mentiroso, que prove que ele está errado (v. 25).

Querido Deus,
Nós também vivemos nesse ambiente hostil cercado por todos os tipos de maldade. Proteja-nos neste dia com a Sua graça sustentadora. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap GASQ/JAQ/JDS

 

Texto bíblico: Jó 24

 


Jó 23 by Jobson Santos
19 de julho de 2013, 0:24
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Comentário devocional:

Jó e Moisés tiveram experiências semelhantes. Ambos tinham posições principescas e perderam quase tudo que tinham. Moisés teve que fugir do Egito e Jó perdeu tudo o que tinha por causa do grande conflito entre Deus e Satanás.

Talvez você esteja se perguntando por que os amigos de Jó falaram com ele como se estivessem em um tribunal? Esse é o modo de falar com o qual Moisés e Jó estavam familiarizados.

Neste capítulo, é a vez de Jó falar. Ele avisa que seu discurso será amargo. “Me queixo com amargura; a mão dele é pesada, a despeito de meu gemido (v. 2). No entanto, Jó sente a necessidade de uma oportunidade de falar com Deus “perante o seu trono” no tribunal de justiça do Céu – um Juízo Investigativo, por assim dizer. “Eu lhe apresentaria a minha causa e encheria a minha boca de argumentos” (v. 4). Jó conhece o seu criador tão bem, que ele sabe o que Deus iria responder-lhe e ele entenderia o que Deus lhe dissesse (v. 5).

Será que Deus seria como os amigos de Jó utilizando grande poder, ou usando de coerção, como eles fizeram? (V. 6). Jó dá a entender que não. “O homem íntegro poderia apresentar-lhe sua causa; eu seria liberto para sempre de quem me julga” (v. 7). A expressão “liberto para sempre” sugere libertação do julgamento executivo e da segunda morte.

Jó expressa tal confiança no veredito como alguém que sabe possuir um advogado nas cortes celestes. “Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova aparecerei como o ouro” (v. 10). Este é o ponto central do livro de Jó, onde sua fé é vista de forma destacada.

Jó reafirma a sua integridade e dedicação em sua adoração a Deus (vv. 11-12). Ele guardava os mandamentos de Deus, seus estatutos e revelações, muito antes de Moisés ter recebido os Dez Mandamentos no Sinai. O que Moisés recebeu não era novo, mas uma repetição do que já era conhecido antes.

Jó termina o capítulo revelando seus sentimentos para com Deus no contexto do que lhe tem acontecido. “Deus fez desmaiar o meu coração; o Todo-poderoso causou-me pavor. Contudo, não fui silenciado pelas trevas, pelas densas trevas que cobrem o meu rosto” (vv. 16 e 17). Apesar de não ter como provar o seu argumento, ele afirma a sua confiança de que será inocentado no tribunal celestial.

Querido Deus,

Moisés e Jó sabiam que estavam sendo provados e que sairiam aprovados como o ouro. Não nos deixes cair em tentação, mas permita-nos também sermos aprovados como o ouro. Amem.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Trad JDS

 

Texto bíblico: Jó 23



Jó 22 – comentários by Jeferson Quimelli
18 de julho de 2013, 10:05
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Começa aqui o terceiro ciclo de discursos, que vai até o fim do cap 31. Pouco tem de novo; só em Jó se nota um progresso, lento, embora, mas seguro no entendimento. Elifaz continua o ciclo com as mais injustas acusações, citando precisamente as coisas más que Jô não fizera e omitindo todo o bem que praticara, o bem de outrem (Bíblia Shedd).

A característica distintiva deste terceiro discurso de Elifaz é o fato de que ele acusa Jó de pecados específicos contra o próximo. Embora Elifaz seja o mais gentil dos amigos, ele parece, neste discurso, estar fazendo um esforço desesperado para defender sua posição. Ele encerra este discurso da mesma forma que o primeiro, isto é, com um apelo a Jó para que mude seus caminhos a fim de ser liberto do sofrimento (CBASD, vol. 3, p. 626).

1-5 Elifaz passa a demonstrar que deve existir uma razão para as aflições humanas: a causa não pode estar em Deus, visto que a moralidade humana não pode afetar a onipotência divina. A explicação deve estar no próprio homem: Jó sofre por sua própria maldade (Bíblia Shedd).

2 de algum proveito. Elifaz admite que um sábio pode buscar vantagem para si próprio, mas nega que alguém possa fazer favores a Deus. Elifaz infere [supõe] que Jó considera que Deus tenha alguma obrigação para com ele, o que Elifaz crê ser injustificado (CBASD, vol. 3, p. 626).

3 tem o Todo-Poderoso interesse […]? Elifaz apresenta Deus como alguém extremamente impessoal. Ele declara que a justiça ou a perfeição do ser humano não traz nem prazer nem lucro para Deus. Parece estar se esforçando para demonstrar que os motivos que impelem Deus a infligir sofrimento não são egoístas nem arbitrários. Contudo, no esforço para provar sua ideia, Elifaz deixa de fazer justiça ao caráter divino. O salmista, porém, tinha uma concepção mais adequada de Deus (Sl 147:11; 19:4) (CBASD, vol. 3, p. 626).

4 temor. A ideia do verso seria: certamente Deus não aflige um homem porque ele é piedoso! (CBASD, vol. 3, p. 626).

Juízo. Jó repetidamente expressou o desejo de apresentar seu caso diretamente a Deus (ver Jó 13:3). Elifaz considera isso um absurdo (CBASD, vol. 3, p. 626).

5 grande a tua malícia. Com esta declaração Elifaz inicia uma enumeração do que ele considera que sejam os pecados de Jó (CBASD, vol. 3, p. 626).

6-20 Nestes versículos, Elifaz ataca a Jó, especificando as suas acusações. Diz que Jó é violento, de personalidade contraditória, um homem que pratica o duplo jogo (6-9). É por causa disto que está sofrendo (10-11) (Bíblia Shedd).

6 tomaste penhores. Um “penhor” é o bem dado por um devedor ao credor como garantia. O crime atribuído a Jó era o de exigir tais penhores sem justa razão, isto é, quando não havia dívida, quando a dívida já estava paga, ou que o penhor ia muito ale da dívida (ver Ne 5:2-11) [ver Êx 22.26,27; Dt 24:6]. […]Tirar vantagem do pobre injustamente tem sido uma falha comum da humanidade em todas as eras. […] A maioria dos verbos hebraicos nos v. 6 a 9 está num tempo que sugere a ideia de frequência, indicando que Elifaz representava esses pecados como o modo de vida habitual de Jó. Tanto quanto de saiba, a única evidência que ele tinha de Jó ter cometido esses pecados era o sofrimento dele (CBASD, vol. 3, p. 626).

8 Elifaz não tem evidência alguma, mas supõe que Jó teria praticado as injustiças que eram possíveis para um homem de sua posição. No terceiro ciclo, os amigos abandonaram o estilo de insinuação indireta, para lançar acusações abertas contra Jó (Bíblia Shedd).

Elifaz quis dizer que Jó havia desapossado os pobres e ocupado a terra à força (CBASD, vol. 3, p. 627).

9 às viúvas despediste. A opressão destas classes de pessoas é considerada na Bíblia como crime grave (Dt 27:19; Jr 7:6; 22:3). Jó não podia deixar passar esta acusação sem refutá-la (29:13; 31:21,22) (CBASD, vol. 3, p. 627).

10 por isso. Elifaz […] enfatiza que os infortúnios de Jó resultam diretamente dos maus-tratos por ele infligidos aos fracos e necessitados (CBASD, vol. 3, p. 627).

12 nas alturas. Elifaz chama a atenção para a transcendência e a onipotência de Deus. Essa é meramente mais uma repetição do argumento dos amigos de Jó. Eles colocavam grande ênfase na soberania de Deus. Até certo ponto, muitas de suas declarações estavam corretas. Mas, no final, o próprio Deus, que eles descreviam em palavras tão exaltadas, os repreendeu pelo que disseram (Jó 42:7). Não é suficiente a declaração de fatos abstratos; é essencial a aplicação correta de tais fatos (CBASD, vol. 3, p. 627). […] o ser humano encereda por caminho perigoso quando presume poder sondar aquilo que Deus não achou por bem revelar. Nesse sentido, muitos se extraviaram e naufragaram espiritualmente. Portanto, é preciso sontentar-se com o que Deus revelou, mas ser diligente em buscar compreender o máximo possível à mente finita (CBASD, vol. 3, p. 627).

15 queres seguir a rota antiga […]? Ou, “Você vai continuar no velho caminho que os perversos palmilharam?” (NVI) (CBASD, vol. 3, p. 628).

21-30 Elifaz traz uma maravilhosa mensagem de reconciliação com Deus, o que não pode ajudar a Jó, pois é baseada na suposição da sua grande maldade (5-11) (Bíblia Shedd).

22 instrução. Do heb. torah. Esta é a única ocorrência da palavra no livro de Jó. Parte da experiência de permanecer junto a Deus consiste em receber Sua instrução e prezar Suas palavras (CBASD, vol. 3, p. 628).

24, 25 Elifaz convida Jó a desapegar-se dos bens materiais, para então deleitar-se com a suprema riqueza da comunhão com Deus (Bíblia Shedd).

27 pagarás os teus votos. Como sinal de que as orações foram atendidas (Bíblia Shedd).

30 ao que não é. A LXX [versão grega do VT] dá um sentido oposto, ao traduzir a frase como: “Ele livrará o inocente.” Neste caso, Elifaz estaria apenas afirmando uma de suas premissas básicas, isto é, que Deus faz prosperar os justos (CBASD, vol. 3, p. 629).



Jó 22 by Jobson Santos
18 de julho de 2013, 1:00
Filed under: caráter de Deus | Tags: ,

Comentário Devocional:

Agora Elifaz tem a sua vez de falar. Ele toma a retribuição final que acontecerá nos últimos dias e a aplica à vida presente das pessoas. Ele levanta várias questões: “Se um homem ensina aos outros a sabedoria, Deus vai se beneficiar dele?” (v. 2), e “Que é que Ele [Deus] ganharia se os seus caminhos fossem irrepreensíveis?” (v.3, NVI). Estas questões são semelhantes às levantadas por Lúcifer durante a sua rebelião no céu. Isso é totalmente anti-bíblico, pois sabemos que Deus disse “seja justo porque eu sou justo.”

Como Jó está sofrendo, Elifaz conclui que Deus o castigou. “Não é grande a sua maldade?” (v. 5). Em seguida, ele lista as maldades feitas por Jó: ele não honrou as promessas feitas e tomou as vestes dos nus (v. 6), não deu água ao sedento (v. 7), não alimentou ao faminto (v. 7), mandou viúvas embora de mãos vazias (v. 9), esmagou a força dos órfãos (v. 9). De acordo com Elifaz, as qualidades de um “governante ideal” foram ignoradas pelo rico Jó. Portanto, agora ele está cercado de armadilhas (v. 10), como o medo e a escuridão (v. 11).

Elifaz nos revela a sua compreensão acerca de Deus. Ele diz que Deus está no alto e vê as estrelas e galáxias. Ele discorda daquilo que afirma ser o pensamento de Jó, de que Deus não pode saber o que está acontecendo aqui na terra, porque “nuvens espessas o impedem de ver” a humanidade (vv. 13-14). Elifaz interpreta mal as palavras de Jó. Ele, então, desafia a Jó: Você vai se apegar aos velhos caminhos em que os perversos andam? Não se esqueça de que Deus encheu as casas deles com coisas boas, apesar deles terem dito a Deus para afastar-se deles. Em seguida, eles foram arrastados pela enxurrada. Os ímpios são destruídos e sua riqueza é consumida pelo fogo. Que o pensamento do ímpio esteja longe de mim (vv. 16-20).

Se Jó se arrependesse e “fizesse as pazes com Deus, ficaria em paz.” Jó deve receber a instrução que vem da Sua boca e colocar no coração as Suas palavras. (vv. 21-22). Ele deve retornar ao Todo-Poderoso (conversão) e, em seguida, deve ser edificado, mas ele deveria afastar a injustiça de suas tendas (v. 23). Se Jó orar a Deus e cumprir os seus votos o Altíssimo o ouvirá (v. 27). “O que você decidir se fará, e a luz brilhará em seus caminhos” (v. 28).

Elifaz finaliza dizendo a Jó para se animar, porque a exaltação virá para aqueles que são humildes (v. 29).

Querido Deus,
Este mundo não é nosso lar, não queremos viver aqui para sempre. Queremos as recompensas eternas que resultarão do relacionamento contigo. Mantenha-nos apegados a Ti, como aconteceu com Jó. Amém.

Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul

Trad GASQ/JDS

Texto bíblico: Jó 22



Jó 21 – comentários by Jeferson Quimelli
17 de julho de 2013, 18:19
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Na sua defesa, Jó, sendo cada vez mais encorajado, aponta sem hesitação as falácias da posição dos seus amigos. Os caminhos de Deus são inescrutáveis para Jó, e devem ser também para seus amigos, pois a teoria de punições e galardões imediatos na terra é uma maneira simplista de se reduzir a providência divina a um mecanismo (Bíblia Shedd).

1. Respondeu, porém, Jó. Aqui tem início o terceiro ciclo de discursos (Jó 21-31), composto por três de Jó, um de Elifaz e um de Bildade. Zofar não participa deste ciclo (CBASD, vol. 3, p. 622).

2 consolação. Jó aqui busca consolação no privilégio de ser ouvido. Frequentemente a pessoa ferida é mais beneficiada quando alguém a ouve do que quando alguém lhe fala (CBASD, vol. 3, p. 622).

3 tolerai-me. Isto é, “permitam-me falar” (CBASD, vol. 3, p. 622).

4 é do homem que eu me queixo? Jó deixa implícito que se queixa de algo cuja causa é sobrenatural (CBASD, vol. 3, p. 622).

5 pasmai. Jó está prestes a defender a ideia de que os ímpios têm vida longa, tranquila e próspera. Sabendo que essa ideia revolucionária despertará horror e indignação em seus ouvintes, ele os prepara para o choque (CBASD, vol. 3, p. 622).

7 como é […]? O verso anterior revela que Jó não faz a pergunta meramente a título de argumentação. Ele está genuinamente preocupado. Já observou o sucesso e a prosperidade dos ímpios. Diferentemente de seus amigos, está disposto a admitir este estranho fenômeno. Mas, embora o reconheça, acha difícil aceitá-lo. Jó não é a única pessoa que buscou respostas para esta intrigante pergunta (CBASD, vol. 3, p. 622).

envelhecem. Zofar afirmou que o triunfo dos ímpios era curto (Jó 20:5). Com mais discernimento, Jó vê que a prosperidade dos ímpios pode continuar ao longo de toda a vida deles (CBASD, vol. 3, p. 622).

7-13 Em palavras duras, Jó descreve a duradoura prosperidade do lar dos ímpios, da sua família, dos seus campos e dos seus rebanhos; e no fim dos seus dias descem tranquilamente à sepultura (Bíblia Shedd).

8 seus filhos se estabelecem. Os amigos de Jó afirmaram que os filhos dos ímpios não sobreviveriam (Jó 18:19). Jó questiona essa posição (CBASD, vol. 3, p. 622).

9 Jó, a esta altura, nega aquilo que lhe foi ensinado por Elifaz (15.28), Zofar (20.28) e Bildade (18.14). Assim faz, não para obter um triunfo de dialética na argumentação, mas porque está sinceramente procurando uma solução para um problema moral que o angustia, cf v 6 (Bíblia Shedd).

11 seus filhos saltam de alegria. Um quadro de despreocupada felicidade e prosperidade (CBASD, vol. 3, p. 623).

12 tamboril […] harpa […] flauta. Estes parecem representar os três tipos de instrumentos musicais: de percussão, cordas e sopro (CBASD, vol. 3, p. 623).

13 em paz. Os ímpios têm vida próspera e livre de cuidados e morrem sem sofrimento e sem doença prolongada. Não se deve entender que Jó estivesse afirmando ser sempre esta a experiência dos ímpios, mas ele havia observado o suficiente na vida para saber que isto ocorria com frequência. Esta imagem da vida está em completo desacordo com a dos amigos, que apresentavam os ímpios como pessoas invariavelmente atormentadas por sua consciência (Jó 15:20), que ficavam sem filhos (18:19) e sofriam morte trágica (20:24) (CBASD, vol. 3, p. 623).

14 retira-Te de nós. Estas declarações expressam a filosofia dos infiéis ao longo de todos os séculos. Os autossuficientes não sentem necessidade de Deus, não desejam conhecer os caminhos de Deus e não reconhecem a autoridade do Todo-Poderoso. Não estão interessados em nada que não prometa benefício imediato para si mesmos (CBASD, vol. 3, p. 623).

16 longe de mim o conselho dos perversos. Jó não quer que sua descrição atraente, sobre a sorte dos ímpios na terra, seja considerada como um desejo de tomar seu partido. Jó está no firme propósito de seguir o caminho da retidão, sem a necessidade de edificar-se com doutrinas de galardões materiais, cf 17.9 (Bíblia Shedd).

17 Jó solicita as provas que sustentem a doutrina de Bildade, “a luz dos perversos se apagará” (18.5), e de Zofar (20.23) (Bíblia Shedd).

19 é a ele que Deus deveria dar o pago. Jó deseja que os próprios pecadores, e não seus filhos, sintam o impacto de seus atos ímpios (CBASD, vol. 3, p. 623).

20 seus próprios olhos. Este verso dá sequência ao pensamento do anterior. Jó observou que os pecadores morrem na prosperidade e em aparente bem-estar, mas ele gostaria que não fosse assim. Ele desejaria que seus amigos estivessem certos em sua insistência de que o ímpio recebe a recompensa nesta vida, mas a experiência lhe ensinou que eles não estão corertos em seu ponto de vista (CBASD, vol. 3, p. 623).

22 De súbito, Jó acusa os amigos de presunção, ao elaborarem teorias simplistas acerca do governo de Deus. Ao fazê-lo, estão praticamente ensinando a Deus como deveria governar os homens, em vez de encararem os fatos como se apresentam em toda a sua realidade (Bíblia Shedd).

23 um morre. Novamente Jó enfatiza que não há norma confiável pela qual explicar o sofrimento ou a ausência dele na vida de alguém (CBASD, vol. 3, p. 624).

24-34 Jó não achou sabedoria nem consolo nos conselhos dos seus amigos, pois falaram em generalidades e, por conveniência, ignoram os exemplos que desmentem suas teorias (v 29 – 30) (Bíblia Shedd).

25 na amargura. Em contraste com a prosperidade de alguns, outros morrem em amargura após uma vida de miséria. Jó não tenta explicar esta anomalia da vida (CBASD, vol. 3, p. 624).

26 juntamente. Nota-se que Jó não quer inverter o argumento dos amigos e dizer que somente o ímpio obtém vantagens materiais; (Bíblia Shedd).

27 conheço os […] injustos desígnios. Jó tem consciência de que seus amigos o consideram muito ímpio. Ele sabe que não tem a compaixão deles (CBASD, vol. 3, p. 624).

29 os que viajam. Jó pede aos amigos que perguntem aos viajantes, que já observaram pessoas em diferentes países, se eles não concordam com ele. Jó estava certo de que a observação desses homens revelaria que muitas pessoas boas sofrem e que pessoas ímpias prosperam (CBASD, vol. 3, p. 624).

30 é poupado no dia da calamidade. A frase diz, literalmente, “para o dia da ira”.

É poupado. A frase aqui parece significar que os ímpios são poupados das angústias da vida presente em vista do juízo vindouro, quando receberão seu castigo. Esta observação está em harmonia com a declaração de Pedro (2Pe 2:9) (CBASD, vol. 3, p. 624).

31 quem lhe lançará em rosto […]? Enquanto o ímpio tem poder, ninguém ousa condená-lo abertamente ou puni-lo por sua impiedade (CBASD, vol. 3, p. 624).

32 finalmente é levado. A palavra traduzida como “levado” significa “conduzir”, “carregar” em cortejo. A ideia parece ser de que os ímpio morre em plena honra e é levado em cortejo para sua sepultura (CBASD, vol. 3, p. 624).

33 torrões do vale. “Torrões” representam a terra jogada sobre o caixão. Figura de linguagem poética para uma morte tranquila.

34 Como, pois, me consolais em vão? “A filosofia de vocês está errada”, diz Jó a seus amigos. “A ideia de vocês sobre a retribuição divina nesta vida não é comprovada pelos fatos da experiência humana. Não há consolo no que vocês dizem, porque não falam a verdade.” Este capítulo pode ser chamado de o triunfo de Jó sobre seus oponentes. Ele não está irritado como a princípio. Suas declarações são menos pessoais e mais profundas. Este discurso é marcado pelo fervor, pela confiança e pela reverência (CBASD, vol. 3, p. 624, 625).



Jó 21 by Jobson Santos
17 de julho de 2013, 1:00
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Comentário devocional:

Jó responde a Zofar, da mesma maneira que respondera a Bildade. Em sua enfermidade, ele se pergunta por que os maus prosperam enquando os fiéis sofrem? “Por que vivem os ímpios? Por que chegam à velhice e aumentam seu poder?” (V. 7, NVI). Então Jó lista todas as histórias de sucesso relacionadas aos ricos: “Eles veem os seus filhos estabelecidos ao seu redor” (v. 8); suas casas estão livres do medo (v. 9), a vara de Deus não está sobre eles (v. 9), seus touros e suas vacas são sempre férteis ( v. 10), eles possuem muitos filhos que se divertem (v. 11), eles cantam alegres ao som da flauta, do tamborim e da harpa (v. 12).

Os ímpios pedem que Deus os deixe em paz e não querem saber dos Seus caminhos (v. 14). Eles não vêem necessidade de adorar o Todo-Poderoso e a oração para eles não é de nenhum proveito (v. 15).

Jó tem dificuldade de entender a justiça divina. Uma pessoa morre em plena força, tranquilo e bem alimentados (v. 23). Outra pessoa “morre tendo a alma amargurada”, sem ter desfrutado de comidas gostosas (v. 25). E no entanto repousam um ao lado do outro no pó da terra, “ambos cobertos de vermes.” (v. 26).

No versículo 27 Jó se queixa dos seus amigos porque estes o consideram uma pessoa má como resultado de raciocínios equivocados. Ele termina dizendo-lhes: “como podem vocês consolar-me com esses absurdos? O que sobra das suas respostas é pura falsidade!” (v. 32).
Querido Deus,
Correr atrás dos nossos sonhos pode significar apenas ser enterrado perto do que acumulamos na vida. Não vale a pena viver como rico, mas perder a vida eterna. Ajuda-nos a mantermos o foco em Ti, querido Senhor. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Trad JDS

Texto bíblico: Jó 21



Jó 20 – comentários by Jeferson Quimelli
16 de julho de 2013, 12:41
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1-15 Zofar, em termos aterradores, descreve o terrível castigo que sobrevém aos perversos. Despreza, porém, o apelo de Jó para o juízo final, por diz que os perversos serão fulminados aqui na terra (v 4,5). Notamos, então, que os três consoladores de Jó continuam cegos e confusos, como antes, nada compreendendo na verdadeira natureza da situação de Jó. Esquecidos de seu papel de consoladores, se sentem impulsionados pelo desejo de vencer Jó nos argumentos, cf. 20.2,3 (Bíblia Shedd).

Este é o segundo discurso de Zofar. Se propósito é mostrar que não importa a que altura o ímpio seja exalado, não importa quão próspero ele possa se tornar, Deus o humilhará e fará com que ele sofra. A referência a Jó é óbvia demais para não ser notada. O cap. 19 terminou com uma advertência feita por Jó. Zofar se ressente do fato de Jó dirigir sua ameaça de castido contra seus amigos, já que está seguro de que somente Jó é culpado (CBASD, vol 3. p. 619).

2 meus pensamentos me impõem resposta. Os pensamentos de Zofar não constituem calma reflexão ou profunda meditação. Ele está agitado. Seus pensamentos parecem ser expressos de maneira confusa e desordenada (CBASD, vol 3. p. 619).

Eu me apresso. Zofar admite seu temperamento impetuoso (CBASD, vol 3. p. 619).

3 eu ouvi a repreensão. Na verdade, o que Zofar está está dizendo é: ”Você me acusou falsamente, e meu ressentimento me compele a responder.” Este verso revela o caráter de Zofar: ele é irritável e impetuoso. Mal pôde esperar Jó terminar, para começar a falar indignadamente (CBASD, vol 3. p. 619).

meu entendimento. Não é incomum que uma pessoa impetuosa afirme falar quiada pelos princípios da calma sabedoria (CBASD, vol 3. p. 619).

5 momentânea. Este verso explica a solução de Zofar para o problema da prosperidade dos ímpios. Ele admite que eles podem gritar de triunfo, mas que essa alegria é momentânea. Em parte, Zofar está certo, mas seu argumento é fraco porque ele não reconhece que um pecador pode parecer triunfar ao longo de toda a sua vida mortal (ver Sl 37:35, 36; 73:1-17). A curta duração do triunfo dos maus é um dos principais pontos de desacordo entre Jó e seus oponentes (CBASD, vol 3. p. 619).

8 como um sonho. Uma figura que descreve a instabilidade dos ímpios. Nada é mais irreal e passageiro do que um sonho (CBASD, vol 3. p. 619).

12 ainda que o mal lhe seja doce. Este verso inicia uma nova estrofe. A impiedade tem seus prazeres, mas eles são superficiais e transitórios (CBASD, vol 3. p. 620).

Debaixo da língua. O pecado é descrito como um doce que o ímpio conserva debaixo da língua para ir saboreando por bastante tempo antes de o engolir (v 13), e quando o engolir, então percebe quão venenoso realmente é (v 14) (Bíblia Shedd).

13 e o saboreie. O gosto da impiedade é saboroso. O pecador odeia separar-se de sua loucura e de seu prazer. Ele é como a criança que procura fazer um pedaço de doce durar o máximo possível (CBASD, vol 3. p. 620).

14 contudo, […] se tranformará. O pecado, depois de engolido, fica amargo e se torna como o veneno da áspide (CBASD, vol 3. p. 619).

18 devolverá. A fim de compensar aqueles a quem roubou, o ímpio terá de dar-lhes a riqueza que ganhou honestamente (CBASD, vol 3. p. 620).

19 desamparou os pobres. Estas acusações de maus-tratos aos pobres são, pela primeira vez, insinuadas contra Jó. Mais tarde, serão feitas abertamente por Elifaz (Jó 22:5-9). Jó nega as acusações (Jó 29:11-17) (CBASD, vol 3. p. 620).

23 Deus mandará sobre ele o furor da Sua ira. A única abundância, porção ou herança dos ímpios gananciosos será, afinal, a ira divina (Bíblia Shedd).

Zofar obviamente está aplicando estas palavras a Jó. Em meio à prosperidade, Jó foi humilhado. As palavras de Zofar tem o objetivo de ferir. Ele tenta apresentar Jó como um pecador que experimenta o furor da ira de Deus (CBASD, vol 3. p. 620).

25 Resplandecente. Do heb. baraq, literalmente “raio”, usado aqui figurativamente para descrever a ponta reluzente de uma flecha (CBASD, vol 3. p. 620).

Num esforço desesperado de salvar a sua vida, arranca a flecha que o transpassara, só para averiguar que já atingira seu fígado (Bíblia Shedd).

26 contra todos os seus tesouros. Todo tipo de calamidade aguarda os tesouros que o ímpio ajuntou e acumulou para si (CBASD, vol 3. p. 620).

fogo não assoprado. Um fogo não aceso pelo homem (Bíblia Shedd).

27 manifestarão a sua iniquidade. Esta é a resposta de Zofar ao apelo de Jó (16:18, 19): para que o céu e a terra deem testemunho a seu favor. O céu, diz ele, em vez de falar a favor de Jó, revelará sua iniquidade. A terra, em vez de tomar partido por ele, se levantará contra ele (CBASD, vol 3. p. 620).

29 tal é […] a sorte. Esta conclusão é semelhante à que Bildade tirou no final de seu discurso (Jó 18:21). Nesta seção se sua fala, Zofar quis transmitir a Jó que ele não podia esperar sorte diferente da que lhe cabia.

Isto conclui a participação de Zofar. Ele não participa do terceiro ciclo de discursos. Sua fala representa o ápice da atitude estreita, legalista e crítica dos amigos. Dificilmente seria possível enfatizar, de maneira mais terrível e vívida do que Zofar o fez, a visão de que o ímpio rico é punido por Deus. Para Zofar, Jó é um ímpio, que enfrenta os resultados de seus próprios pecados. Ele é culpado de ganho injusto; portanto, Deus consome suas posses. Zofar procura minar a nova confiança em Deus que Jó havia expressado [19:25-27]. Não se pode discernir em seu discurso nenhum sinal de bondade ou simpatia (CBASD, vol 3. p. 621).



Jó 20 by Jeferson Quimelli
16 de julho de 2013, 0:00
Filed under: verdade

Comentário devocional:

Agora é a vez de Zofar responder a Jó. Ele sente que deve falar por causa da agitação de seus pensamentos (v. 2). Entretanto, eles são guiados pelo racionalismo e pela razão e não por Deus. Zofar diz: “Ouvi uma repreensão […] e o meu entendimento faz-me contestar” (v. 3 NVI). Zofar quer usar o espírito racionalista como a base principal para a sua defesa.Ele argumenta que Jó deveria saber que isto tem sido assim desde que o homem foi colocado na terra (v. 4).

Além disso, Zofar também usa, como Bildade, os horrores da teologia egípcia dos mortos e diz que, mesmo que o poder e o orgulho do homem chegue aos céus (v. 6), ele perecerá. Quem o ver dirá: “Onde está?” (v. 7). Como um sonho, ele voará com o deus sol Ra em um barco ao entardecer e não será encontrado e se afastará como uma visão noturna (v. 8). Na terra, os olhos que o viram jamais o verão (v. 9). Os seus filhos “indenizarão” (NVI) os pobres e “devolverão o que foi injustamente tirado” (v. 10, tradução do original). Eles serão obrigados a devolver o que foi roubado das vítimas. “Mesmo que seus ossos estejam cheios do vigor da juventude, esse vigor se deitará com ele no pó” (v. 11).

Zofar tenta assustar Jó usando o medo egípcio de que cobras o atacariam (v. 16). E diz que ele não verá os belos rios “celestes” que fluem com mel e leite (v. 17). Os ímpios mortos não desfrutarão de suas riquezas acumuladas (v. 18). Listando as ações de um homem mau, Zofar diz, que Jó “oprimiu e abandonou os pobres” e “roubou casas que não edificou” (v. 19). E, que ao final, tudo que o ímpio conseguir ilicitamente não lhe trará descanso, nem salvação (v. 20). Ele consumiu tudo e depois de satisfazer a si mesmo à custa dos outros, a aflição virá contra ele quando estiver de estômago cheio. Por causa de seu desejo de acumular bens, Deus enviará sobre ele uma chuva de Sua ardente ira”(vv. 21-23). Ele não pode fugir (v. 24). Terrores virão sobre ele, um “fogo não assoprado o consumirá” e “os céus revelarão a sua iniquidade ” (v. 24-27). Zofar está dizendo tudo isso porque ele quer que Jó saiba o motivo de seu sofrimento.

A Bíblia afirma que a iniquidade de todos será revelada, mas Zofar erra quanto ao momento em que isso acontecerá. Ele diz que quando o julgamento do mal é feito no céu (juízo investigativo), a pessoa perde a sua riqueza na terra. “As riquezas de sua casa serão transportadas; como água serão derramadas no dia da ira de Deus” (v. 28). Zofar está insinuando que Jó perdeu tudo por causa do dia da ira de Deus, que já havia decretado sua culpa no céu (v. 29).

Querido Deus,
A verdade revelada em Sua Palavra nos é vital para evitar que nosso entendimento da realidade espiritual seja turvado pela mistura de teologias errôneas. Oramos para que nos mantenha puros. Amém.

Koot van Wyk

Kyungpook National University
Sangju, South Korea
Trad GASQ/JAQ

Texto bíblico: Jó 20



Jó 19:25: “Eu sei que meu Redentor vive” by Jeferson Quimelli
15 de julho de 2013, 9:19
Filed under: Sem categoria

É a resposta à dúvida e à esperança de 14.13-14. Redentor. Heb go’el, libertador, protetor, defensor, redentor, justificador ou vindicador. É Ele, segundo a esperança e certeza de Jó, que vai livrá-lo das acusações infundadas dos seus amigos (Bíblia Shedd).
Esta é uma das passagens mais frequentemente citadas do livro. Representa um avanço significativo na trajetória de Jó, do desespero para a confiança e esperança. "Das profundezas do desencorajamento e do desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e no poder salvador de Deus" (PR, 163). A palavra hebraica traduzida como "redentor", go’el, também é traduzida como "vingador" (Nm 35.12, 19, 21, 24, 25, 27), "parente chegado" (NTLH) ou "resgatador" (Rt 2:20; 3:9, 12; 4:1, 3, 6, 8, 14). Deus é frequentemente chamado de go’el, no sentido de que Ele vindica os direitos de Deus filhos e resgata os que foram colocados sob o domínio de outrem (Is 41:14; 43:14; 44:24; 47:4, etc.).
Jó havia expressado seu desejo de ter um "árbitro" entre ele e Deus (Jó 9:32-35). No cap 16:19, ele havia declarado sua convicção de que sua "testemunha está no Céu"; no cap. 16:21, ele pede a Deus que seja o seu fiador. Tendo reconhecido a Deus como "árbitro", testemunha, advogado e fiador, é perfeitamente lógico que ele chegasse ao reconhecimento de Deus como seu redentor. Este texto representa uma das revelações do AT sobre Deus como redentor do ser humano, uma verdade profunda que foi plenamente revelada na pessoa e na missão de Jesus Cristo (CBASD, vol. 3, p. 616, 617).

Por fim. O significado é que, por mais tempo que Jó tivesse de sofrer, por mais prolongadas que fossem suas calamidades, ele tinha a máxima confiança no fato de que Deus finalmente o vindicaria. As palavras dos v. 25 e 26 indicam que a vindicação divina ocorreria quando Deus se levantasse sobre a terra e quando Jó visse a Deus. Este é um vislumbre inequívoco da ressurreição (CBASD, vol. 3, p. 617).



Jó 19 – comentários by Jeferson Quimelli
15 de julho de 2013, 1:39
Filed under: Sem categoria

1 respondeu. Jó responde ao segundo discurso de Bildade, protestando contra a falta de consideração dos amigos e reiterando sua miséria (CBASD, vol. 3, p. 614).

Nesta resposta, Jó acusa os seus “consoladores” de caluniarem e perseguirem-no. Logo a seguir, atesta a sua inocência, e expressa sua clara convicção de que o seu Redentor está vivo (Biblia Shedd).

2 até quando afligireis a minha alma […]? Jó […] não é insensível aos ataques de seus amigos. Ao contrário, as palavras deles lhe causam sofrimento e tortura e ferem sua alma. O ataque de Bildade foi o mais cruel de todos. A resposta de Jó indica quão profundamente ele foi afetado. Bildade havia perguntado até quando Jó continuaria a falar (cap 18:2). Jó responde perguntando até quando Bildade vai continuar a feri-lo (CBASD, vol. 3, p. 614, 615).

4 haja eu, na verdade, errado. Não necessariamente uma admissão de culpa moral, mas um reconhecimento de suas limitações humanas (CBASD, vol. 3, p. 615).

Comigo ficará. “Isso não prejudica ninguém exceto a mim mesmo.” (CBASD, vol. 3, p. 615).

Mesmo que Jó tivesse pecado, ele não estava prejudicando seus amigos, mas estava sendo duramente castigado; portanto, eles não precisam irar-se (Biblia Shedd).

6 Deus é quem me oprimiu. Jó não era vítima no sentido de ser mal interpretado por seus amigos, mas também no sentido de se achar objeto da ira de Deus. Bildade havia mencionado as armadilhas, ciladas e redes preparadas para os ímpios (cap. 18:7-12) e insinuou que Jó havia caído nas armadilhas que ele próprio armou. Jó responde que a rede em que está preso foi armada por Deus (CBASD, vol. 3, p. 615).

10 como a uma árvore. A expectativa de Jó era levar uma vida tranquila e piedosa, cercado por parentes e amigos, até atingir idade avançada e poder descer à sepultura dignamente. Essa esperança havia sido arrancada pelas raízes quando lhe sobrevieram as calamidades (CBASD, vol. 3, p. 615).

11 seu adversário. Jó não diz que ele e Deus são inimigos, mas sim, que Deus o trata como se ele fosse inimigo, e Jó não consegue entender o porquê disso (CBASD, vol. 3, p. 615).

13-19 Os parentes de Jó, os seus amigos íntimos, os seus servos e a sua própria esposa, todos os abandonaram com repugnância e ele ficou privado do afeto daqueles que mais significavam para si (Biblia Shedd).

15 vim a ser estrangeiro. Isto é, deixaram de me tratar como o chefe da família (CBASD, vol. 3, p. 616).

16 não me responde. Jó estava acostumado à obediência por parte de seus servos. Nesse período, eles o ignoravam (CBASD, vol. 3, p. 616).

18 crianças. As crianças são descritas como se não estivessem dando a Jó o respeito devido à sua idade (CBASD, vol. 3, p. 616).

20 pele dos meus dentes. Só as gengivas ficaram (Biblia Shedd).

21 compadecei-vos. Este é um dos apelos mais tocantes do livro. Jó mostrou como se encontrava abandonado e solitário e retratou seu infortúnio de maneira eloquente. Aqui, ele implora piedade aos amigos (CBASD, vol. 3, p. 616).

22 devorar a minha carne. Um idiomatismo oriental que significa: “Porque vocês estão me caluniando?” Em Daniel 3:8, a palavra traduzida como “acusaram” é, literalmente, “comeram fragmentos de”. O caluniador ou acusador é figurativamente alguém que devora a carne de sua vítima (CBASD, vol. 3, p. 616).

24 esculpidas na rocha. Jó deseja que seu relato seja gravado na rocha com um cinzel de ferro e que os caracteres esculpido em baixo relevo sejam preenchidos com chumbo (CBASD, vol. 3, p. 616).

Segue…