Reavivados por Sua Palavra


Ester 9 – comentários by Jeferson Quimelli
25 de junho de 2013, 13:42
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sucedeu o contrário. O tema de uma irônica conversão é novamente salientado (Bíblia de Genebra).

 

o terror que inspiravam. O temor dos Deus dos judeus estava por detrás do terror generalizado que os persas sentiam pelos judeus (cf Êx 15.14-16). A inversão foi tão completa, que todos os oficiais que teriam apoiado o extermínio dos judeus passaram a dar ajuda ao povo da aliança (Bíblia de Genebra).

 

5 A recusa dos judeus em saquear nos lembra o saque dos amalequitas contra os judeus, que levou à morte de Saul (1Sm 15.17-19) (Bíblia de Genebra).

Os judeus cumprem a tarefa inacabada de “apagar o nome dos amalequitas” (Êx 17.16; Dt  25.17-19). Esse incidente é apresentado como antítese de 1Sm 15; o narrador ressalta que os judeus não tomaram despojos, a despeito da permissão do rei de assim fazer (8.11). Por se apossar dos despojos numa batalha contra Amaleque, 500 anos antes, Saul foi destituído da realeza (1Sm 15.17-19); aqui, não se apossar dos despojos confere poder real a Mardoqueu [Mordecai] (v. 20-23) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

 

11 Aqui, a cidade “cidadela” parece se referir à cidade fortificada de Susã. O rei parece estar mais preocupado com os desejos de Ester do que com o massacre de seus súditos (Life Application Study Bible).

 

13 conceda-se. Não está claro por que Ester pediu mais um dia de matança.No entanto, não é provável que ela tenha feito este pedido sem antes consultar Mordecai, que certamente tinha mais informações. Como ministro-chefe da nação inteira, Mordecai, possivelmente, sabia que muitos inimigos de seu povo ainda estavam vivos e temia que se vingassem. Nada há que sugira que ele agiu com um espírito de vingança cega (CBASD, vol. 3, p. 543).

 

16,22 se livrarem de seus inimigos. Em estreita associação com a vingança contra os inimigos, há o descanso prometido a Israel (Dt 25.19). A derrota de Hamã traz alívio e descanso aos judeus. Ver 1Cr 22.6-10; Sl 95.8-11; Is 32.18; Hb 3.11-4.11 (Bíblia de Estudo NVI Vida).


18,19 O autor explica a tradição de observar o Purim em dois dias diferentes: é observada no dia 14 na maioria das cidades, mas os judeus em Susã a observam no dia 15. Hoje, é observada no dia 14, a não ser em Jerusalém, onde é observada no dia 15 (Bíblia de Estudo NVI Vida).


19 O povo do oriente, além de convidar os amigos às festas, mandavam porções àqueles que não podiam vir, e também davam oportunidade ao pobres de compartilhar de alguma coisa (cf Dt 16.14) (Bíblia Shedd).

 

19-22 As pessoas tendem a ter memória curta com relação à fidelidade de Deus. Para ajudar que este livramento fosse lembrado no futuro, Mordecai escreveu estes eventos e encorajou uma festa anual para comemorar os dias históricos de Purim. Os judeus ainda hoje celebram o Purim. Celebrações com comida, alegria e doação de presentes são modos importantes para lembrar ações específicas de Deus. Hoje em dia, as festividades do Natal e Páscoa nos ajudam a lembrar  do nascimento e da ressurreição de Jesus Cristo. Não deixe que a celebração ou a troca de presentes ocultem o significado destes grandes eventos (Life Application Study Bible).

 

26 Purim. A festa de Purim, precedida por um jejum, ainda se observa na noite que inicia o dia 14 de adar. […] Na manhã seguinte, se leria o livro de Ester inteiro, em grego ou aramaico, ou na língua entendida pela congregação ouvinte (Bíblia Shedd).

Sempre que o nome de Hamã era pronunciado toda a congregação fazia um barulho terrível e todos gritavam imprecações como: “Que o seu nome apodreça!” (Comentário Bíblico Devocional – VT, FBMeyer).

Atualmente, é a festa de caráter mais secular entre os judeus, sem, porém, deixar de ser relacionada à intervenção divina salvando ao Seu povo, e às ações de graças que se devem prestar a Deus. Cada festa religiosa israelita tem por base comemorar algum ato de Deus realizado no passado, que revelara Seu amor, ou algum ato de salvação prenunciado pelos sacrifícios (Bíblia Shedd).

 

28 estes dias de Purim. A adoção universal da festa do Purim pela nação judaica é um fato curioso. Joiaquim, o sumo sacerdote na época [em Jerusalém], deve ter dado sua aprovação para a festa desde o princípio e a incorporado no calendário eclesiástico da nação, ou ela dificilmente teria se tornado universal. Deve ter sido por ordem eclesiática, e não civil, que a festa se tornou obrigatória (CBASD, vol. 3, p. 544).

 

29-31 Entre os judeus, as mulheres deveriam ser quietas, servir em casa e ficar à margem da vida religiosa e política. Mas Ester era uma mulher que quebrou as regras culturais, agindo diferentemente do que se esperava que ela agisse, ao arriscar sua vida para ajudar o povo de Deus. Seja qual for sua posição na vida, Deus pode utilizar você. Esteja aberto, disponível e pronto porque Deus pode usar você para fazer aquilo que outros tem medo até de pensar (Life Application Study Bible).

 



Ester 9 by Jeferson Quimelli
25 de junho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus, vitória

Comentário devocional:

Chegou o dia escolhido por Hamã, por meio de sortes, em que os judeus deveriam ser mortos. No entanto com o novo decreto, emitido agora pelo governo, os judeus tinham o direito de se defenderem. A guerra começou. Funcionários do governo, por todo o império, estavam ansiosos para agradar a Mordecai, o novo braço direito do rei. Sendo assim, prontamente ajudaram o povo judeu a derrotarem todos os seus inimigos.

Na capital 500 inimigos foram mortos, incluindo todos os dez filhos de Hamã. O decreto de Mordecai dizia que os judeus eram livres para tomar o despojo desta guerra. Mas os judeus não levaram nada, nem propriedade, nem dinheiro ou jóias de seus inimigos. O propósito deles nessa luta não era a guerra em si nem o lucro. Era apenas salvar suas vidas e as vidas de seus familiares.

O caos e a destruição na capital chamaram a atenção do normalmente indiferente rei. No final do dia, ele perguntou a Ester se ela tinha mais algum pedido. Ester, então, pede que o segundo decreto se estenda mais um dia em Susã, e que os corpos dos filhos de Hamã sejam pendurados na forca. Talvez ela estivesse preocupada que no segundo dia alguns dos familiares ou amigos de Hamã pudessem tentar sair da lei em busca de vingança. Então, os judeus estariam preparados para se defender. No segundo dia, mais 300 inimigos foram mortos e os corpos dos filhos de Hamã foram expostos na forca.

A guerra em todo o país terminou com 75.000 dos inimigos dos judeus mortos [NT: Teria sido aqui finalmente cumprido o mandado de Deus, originamente dado a Saul, de exterminar os amalequitas?]. O povo judeu saiu ileso e celebrou com gratidão. Eles espalharam a sua alegria através de pequenos presentes de uns para os outros e para os pobres.

Mordecai instituiu um feriado e estabeleceu uma festa. Em outras partes da Bíblia, foi Deus quem estabeleceu as festas nacionais. Mas aqui Mordecai parece ser a própria voz de Deus. Foi assim que a festa de Purim, em homenagem a pur (“pedrinha para lançar sortes”) foi estabelecida. Durante dois dias, a cada ano, o povo judeu deveria celebrar este grande livramento operado por Deus a favor dEles. A tristeza se transformou em alegria e o pranto em festa. Mordecai atuou como a voz oficial do povo judeu e Ester confirmou, endossando suas instruções.

Mordecai e Ester foram reverenciados e admirados em todo o império. Eles tinham, em essência, conseguido anular a lei dos medos e persas, cujas leis não podiam ser alteradas e muitas vidas do povo de Deus foram poupadas. Deus usou Ester e Mardoqueu como humildes vasos de Sua vontade.

A festa de Purim pode ser pouco conhecido hoje fora do ambiente do povo judeu , mas a história de Ester e a história da luta de seu povo, continua a ser muito cara para jovens e velhos. Ela nunca será esquecida.

Jean Boonstra

Voz da Profecia

Trad JAQ/JDS

 

 
Texto bíblico: Ester 9


Ester 8 – comentários by Jeferson Quimelli
24 de junho de 2013, 23:28
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1-7 Enquanto não devamos esperar recompensas terrenas por sermos fiéis a Deus, elas virão. Ester e Mordecai foram fiéis ao ponto de arriscarem suas vidas para salvar outros. Quando eles estavam a ponto de desistir de tudo, Deus deu lhes deu uma recompensa ao seu total comprometimento (Life Application Study Bible).

6 prudentemente. Ester deixa de frisar a responsabilidade do rei por ter assinado o decreto, mas acentua que o povo por ele condenado se encontra espalhado por todas as províncias do império, dando a entender que o próprio rei seria prejudicado se o decreto fosse levado a efeito (Bíblia Shedd).

9 Este é o maior versículo da Bíblia e contém 43 palavras ou 192 letras (CBASD, vol. 3, p. 540).

Terceiro mês, mês de sivã. Maio/junho. Ainda faltavam nove meses para a data marcada para a destruição dos judeus, adar (fevereiro/março) (Bíblia Shedd).

9-16 O decreto de Mordecai foi escrito exatamente 70 dias após o decreto de Hamã em 3.:12. Os leitores judeus familiarizados com o contexto histórico mais amplo do exílio imediatamente ligariam isto aos 70 anos do exílio (Jer 25.:11-12; 29:10; Dan 9:2). O decreto usa terminologia similar a 3:12-15, mas inverte aqueles que podem agir. Isto é feito para destacar a completa reversão e cancelamento do decreto de Hamã (Andrews Study Bible).

10 ginetes criados na coudelaria do rei (ARA). “Cavalos velozes, das estrebarias do próprio rei” (NVI).

A rapidez com que foi transmitido o decreto é de dar vergonha à igreja de Deus que foi encarregada do evangelho da salvação. Já se passaram mais de 1900 anos e, ainda, há imensas multidões que nunca ouviram falar do nome de Cristo nem do amor de Deus (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).

15-17 Em vez de vestir roupas de saco e cinzas (4:1), Mordecai agora está vestido de glória e honra. Note que a cidade de Susã, que ficou érplexa com o decreto original (3:15), agora se regozija e está feliz (8:15), refletindo o estado de espírito dos habitantes judeus (Andrews Study Bible).

17 se fizeram judeus. Uma das poucas alusões bíblicas à conversão dos povos ao judaísmo, situação já prevista por Isaías (Is 56.6-8) (Bíblia Shedd).

15-17 Todos querem ser heróis e receber honra, louvor e riqueza. Mas poucos estão dispostos a pagar o preço. Mordecai serviu o governo fielmente por anos, sofreu o ódio e opressão de Hamã e arriscou sua vida pelo povo. O preço a pagar pelos heróis de Deus é o compromisso a longo prazo. Você está pronto e desejoso para pagar o preço? (Life Application Study Bible).



Ester 8 by Jeferson Quimelli
24 de junho de 2013, 0:45
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

O rei Assuero salvou sua rainha, deu-lhe a casa de Hamã, e promoveu seu parente Mordecai ao posto de Hamã. Sua dignidade foi preservada e o assunto para ele estava encerrado, pelo menos no que lhe dizia respeito.

Mas estava longe de terminar. Ester e Mordecai ainda tinham que encontrar uma maneira de salvar as vidas de todos os judeus que viviam na Persia. Mais uma vez, Ester vestiu seu melhor traje real e se aproximou do rei. Ela apelou pelo seu amor por ela e chorou, dizendo-lhe que ela não conseguia suportar ver seu povo destruído. No seu estilo habitual, o rei concordou, dizendo a Ester e Mordecai que escreverem um decreto como quisessem e assiná-lo com seu anel de sinete.

Ester e Mordecai não podiam revogar o maligno decreto de Hamã. Eles devem agora escrever um novo decreto que anule os efeitos do original. Nos versos 3 e 5 somos novamente lembrados de ascendência de Hamã e da luta antiga entre os judeus e os amalequitas. Deus ordenou a Saul que destruísse os amalequitas, mas ele se recusou. Mordecai e Ester não haviam iniciado nem a guerra do passado nem a do presente, mas precisavam defender seu povo. Assim, seu novo decreto estabeleceu claramente que os judeus tinham o direito de se reunir para se defender e proteger suas vidas. Se atacados, poderiam revidar. O decreto foi traduzido, transcrito e distribuído rapidamente por todo o país pelos cavalos do correio real.

Após o decreto de Hamã, Mordecai se aproximara do palácio do rei vestido de saco. Agora, ele deixa o palácio com vestes reais e uma coroa na cabeça. Quando os melhores cavaleiros do rei entregaram este novo decreto para todas as províncias do império, uma onda de mudança positiva se seguiu. Os judeus receberam luz e alegria. A luz substituiu a escuridão, a alegria substituiu o medo, a esperança substituiu o desespero e, mais significativamente, Deus devolveu a honra de volta ao Seu povo.

Curiosamente, a grande maioria da população mudou de atitude em relação aos judeus e muitos se tornaram judeus. Uma boa parte, certamente, motivada pelo medo e pensamentos de auto-preservação. Mas talvez algumas das conversões foram genuínas e levaram a mudanças do coração e, assim, almas foram salvas no processo. Só Deus pode transformar uma vida de vergonha para uma vida de honra. Ele é o único lugar seguro no meio de uma guerra.

Jean Boonstra
Voz da Profecia
Trad JAQ

Texto bíblico: Ester 8



Ester 7 – comentários by Jeferson Quimelli
23 de junho de 2013, 15:00
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1 banquete. No livro de Ester, acontecimentos importantes acontecem durante banquetes (Andrews Study Bible).

2 disse o rei a Ester. Pela terceira vez, Assuero solicita que Ester torne conhecido seu pedido. A esta altura ele deveria estar curioso para saber do que se tratava (CBASD, vol. 3, p. 536).

3 Ester aborda o problema crítico de uma maneira inteligente: ela liga o destino de seu povo à sua própria vida. A identificação com alguém ou algo envolve assumir riscos (Andrews Study Bible).

Pouco importava ao rei que milhares de seus súditos seriam mortos; ele não se preocupava com eles. […] Mas, se o decreto tocava a Ester, isto era outra questão. Seu caráter, lealdade e devoção estavam muito acima de qualquer suspeita. […] A rainha tratou o assunto com tato e habilidade, introduzindo o problema de forma calculada para apelar pessoalmente ao rei. Sua vida estava ameaçada; ela, a rainha, estava em perigo mortal (CBASD, vol. 3, p. 537).

4 vendidos. Ester referia-se à propina que Hamã ofereceu ao rei (3.9; 4.7) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

6 A resposta de Ester é bastante dramática e mostra de forma contundente o caráter de Hamã. A reação de Hamã é imediata: ele vê agora que o seu plano para destruir os judeus não apenas afetava seu arquiinimigo e algumas pessoas dispersas, mas atingia diretamente o centro nervoso do poder persa (Andrews Study Bible).

8 sobre o assento onde Ester estava reclinada. Os persas tomavam suas refeições reclinados em divãs, como também os gregos e os romanos (Bíblia Shedd) [ver tb Am 6.4-7; Jo 13.23].

Hamã se comportou diante de Ester de um modo que foi interpretado pelo rei como uma quebra deliberada da etiqueta da corte e mesmo uma violação da dignidade da rainha (Andrews Study Bible).

Ao retornar, Assuero interpreta mal a postura de Hamã como sendo um ataque planejado sobre a rainha, ou, em sua ira, simula interpretá-la desta forma (CBASD, vol. 3, p. 537).

cobriram o rosto de Hamã. A exclamação do rei revelara sua ira implacável contra Hamã, e os seus servos bem sabiam que isto significava a pena de morte; cobriram-lhe o rosto conforme o costume aplicado às pessoas que iam ser executadas (Bíblia Shedd).

Escritores gregos e romanos confirmam este costume (CBASD, vol. 3, p. 537).

Um véu era colocado sobre a cara de alguém condenado à morte porque os reis persas se recusavam a olhas para a fase de um condenado (Life Application Study Bible).

9 Harbona. Ver Et 1:10. Talvez Harbona fosse um dos eunucos que o rei enviou mais cedo naquele mesmo dia para chamar Hamã ao banquete (ver Et 6.14). Sendo assim, ele viu a forca pessoalmente (ver Et 5.14) (CBASD, vol. 3, p. 537).

A referência de Harbona à forca [feita para Mordecai] introduz, com efeito, uma segunda acusação contra Hamã – sua tentativa de exterminar o benfeitor do rei (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Provérbios 26:27 ensina que uma pessoas que cava um poço para outros, cairá ele próprio neste poço. Aquilo que aconteceu a Hamã mostra os quase sempre violentos resultados de armar qualquer tipo de armadilha para outros (Life Application Study Bible).



Ester 7 by Jeferson Quimelli
23 de junho de 2013, 0:00
Filed under: sabedoria, trabalho

Comentário devocional:

O segundo banquete de Ester foi um grande sucesso. Mais uma vez, o rei perguntou-lhe qual era o seu pedido e prometeu que ele seria atendido. Desta vez, Ester respondeu.

Ester conhecia os pontos fortes e fracos do rei e sua resposta foi cuidadosamente planejada. Primeiro, ela implorou que o rei poupasse a vida dela, confiante de sua afeição por ela. Os olhos do rei devem ter ficado enormes, numa expressão de surpresa, ao ela descrever o plano de aniquilação contra ela e seu povo. O rei exigiu saber quem faria uma coisa dessas. Ester, então, corajosamente apontou para o estimado conselheiro do rei e expôs o inimigo que era.

Hamã ficou aterrorizado. Ester devia estar tremendo. O rei, enfurecido, saiu da sala do banquete. Como ele poderia mudar um decreto selado com o seu próprio anel? Como ele poderia admitir publicamente que o seu próprio braço direito o havia enganado?

Lá dentro, Hamã ajoelhou-se diante da rainha, debruçando-se sobre o divã em que ela estava, implorando por sua vida. Neste momento o rei retorna para o aposento e ao ver a postura de Hamã, encontra no fato o pretexto que precisava para salvar a própria dignidade. Ele o acusou de tentar molestar a sua esposa, e tão logo as palavras saíram da boca do rei, os servos cobriram o rosto de Hamã. Seu destino estava selado. Um dos eunucos rapidamente sugeriu que a forca construída para Mordecai podia ser usada. O rei concordou e Hamã foi enforcado na forca que seu orgulho havia construído para Mordecai.

O caráter do rei Assuero era duvidoso. Sua única qualidade redentora era a sua afeição por Ester. Ele autorizou o extermínio de mulheres e crianças inocentes, sem questionar o menor detalhe. Ele também não teve dúvidas se devia ou não lucrar financeiramente com isso. Ele era um líder egocêntrico, arrogante, e desinteressado. Os eunucos no banquete sabiam a respeito da forca de Hamã e estavam mais conscientes dos movimentos políticos no reino do que o próprio rei.

A incapacidade do rei liderar, de prestar atenção aos detalhes e de pensar por si mesmo permitiram que Hamã emitisse seu decreto. Entretanto, estas mesmas falhas de caráter trabalharam em favor de Ester. O rei prontamente acreditou que a versão dela dos acontecimentos era a verdade. Não foi por acaso que Deus permitiu que a bela e sábia Ester, estivesse onde estava naquele momento da história.

Ore para que Deus use você como parte do Seu plano para salvar pessoas. Você, como Ester, estará também trabalhando pela sua própria salvação.

Jean Boonstra
Voz da Profecia
Trad JAQ/JDS

Texto bíblico: Ester 7



Ester 6 – comentários by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2013, 12:00
Filed under: Sem categoria

1 naquela noite o rei não conseguiu dormir. Se o capítulo 4 marca a vida pessoal de Ester, o capítulo 6 marca o ponto de virada da história inteira (Andrews Study Bible).

O rei decidiu rever a história de seu reino e seus servos leram para ele sobre a boa ação de Mordecai. Isto pode parecer coincidência, mas Deus está sempre trabalhando. Deus tem estado trabalhando quieta e pacientemente em sua vida do mesmo modo. Os eventos que ocorrem ao mesmo tempo para o bem não são coincidência; eles são o resultado do controle  soberano de Deus sobre a vida das pessoas (Life Application Study Bible).

Literalmente, “o sono do rei fugiu.” Talvez ele estivesse tentando adivinhar qual seria o pedido de Ester. Uma vez ela havia se apressado a dar informações surpreendentes a Assuero (2.21,22).  Não é provável, também, que naquela ocasião, também, Ester tenha se contentado em esperar uma convocação real; o assunto era urgente. À medida que as horas da noite passavam, a curiosidade e a imaginação do rei inventavam todos os tipos de possíveis conspirações contra sua vida. Para refrescar sua memória do incidente, e talvez com medo de que alguns dos conspiradores tivessem escapado, o rei pediu que se fizesse a leitura do registro. Além disso, o fato de que Ester havia convidado Hamã indicava fortemente que ele estava envolvido de alguma forma – como amigo ou inimigo, o rei não poderia saber. Não é de se estranhar que o rei não conseguisse dormir (CBASD, vol. 3, p. 532).

Esse versículo marca o centro literário da narrativa. Quando tudo parecia tenebroso em absoluto, uma série de aparentes insignificantes coincidências marcam o ponto crucial que começa a apresentar soluções à história. A insônia do rei, seu pedido para ouvir a leitura dos registros históricos, a abertura no trecho que relata a lealdade de Mardoqueu no passado, a obra barulhenta de carpintaria de Hamã logo de madrugada (5.14), sua entrada repentina no pátio do palácio e sua pressuposição de ser ele o homem a quem o rei desejava honrar – tudo isso testemunha da soberania de Deus sobre todos os acontecimentos da narrativa. As circunstâncias que pareciam meramente secundárias passam a assumir relevância fundamental. Assim como na história de José (Gn 41.1-45), o destino do herói é revertido pelo fato de o sono do monarca ter sido perturbado (cf Dn 2:1; 6.18 (Bíblia de Estudo NVI Vida).

2 foi lido. Nessa ocasião, o escriba estava lendo registros históricos de acontecimentos de cinco anos antes (cp 3.7 com 2.16) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Provavelmente, o próprio rei não podia ler. É mais provável que servos especiais foram designados para a tarefa de leitura. Naqueles dias, a escrita e a leitura eram artes altamente especializadas, e somente aqueles que dedicavam seu tempo a elas poderiam se tornar proficientes(CBASD, vol. 3, p. 532).

3 honras. Havia entre os persas um ordem chamada “ordem dos benfeitores do rei”, constituída por indivíduos que prestaram algum serviço excepcional ao rei, os quais passaram a ser sobejamente recompensados. Mordecai, tendo denunciado uma conspiração contra o rei, deveria ter sido enquadrado naquele grupo, mas não foi (Bíblia Shedd).

5 Nem Hamã poderia entrar sem o convite do rei (4.11) (Bíblia Shedd).

6 De novo, fica evidente a ironia: assim como Hamã deixara de revelar ao rei a identidade de “certo povo” (3.8), também o rei deixa de mencionar a Hamã a identidade do “homem que o rei tem prazer de honrar” (v. 6) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

8 uma roupa do próprio rei. Na antiguidade, atribuía-se muito sentido das vestes reais; vestir as roupas do rei era sinal de grande favor concedido (1Sm 18.4). Usar vestes de outra pessoa era participar de seu poder, de sua estatura, de sua honra ou de sua santidade (2Rs 2.13,14; Is 61.3,10; Zc 3; Mc 5.27). A sugestão de Hamã, além de ser grande honraria para o contemplado, também bajulava bastante o rei; escolheu-se envergar uma veste dele em vez de suas riquezas (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Que o rei costuma usar. Ou, “o rei vestiu”. Usar uma peça de roupa anteriormente usada pelo rei, em circunstâncias normais, era uma violação da lei persa punível com a morte. Isto sugeriria que o portador pensava assumir a autoridade real. O rei, é claro, poderia autorizar uma exceção como uma indicação especial de favor pessoal (CBASD, vol. 3, p. 535).

10-13 Mordecai expôs um complô para assassinar Assuero – portanto ele salvou a vida do rei (2.21-23). Apesar do seu bom ato estar registrado no livro históricos, Mordecai não tinha sido recompensado. Mas Deus estava guardando a recompensa de Mordecai para o momento certo. Exatamente quando Hamã estava para enforcar Mordecai injustamente, o rei estava pronto para dar a recompensa. A despeito das promessas de Deus em recompensar nossas boas ações, nós às vezes sentimos que nossa “retribuição” está demorando demais. Sejamos pacientes. Deus sabe quando Ele fará o melhor para nós (Life Application Study Bible).

10 apressa-te. O rei não admite demora em um assunto que já esperou tempo demais (CBASD, vol. 3, p. 536).

o judeu Mordecai. A nacionalidade e ocupação de Mordecai foram, sem dúvida, anotadas no Livro das Crônicas de onde o servo tinha lido naquela noite, e a partir delas o rei soube dos fatos que, então, declarava. Ele pode ter usado a expressão exata que encontrou no relato (CBASD, vol. 3, p. 535).

10,11 O arrogante Hamã teve que conduzir seu arquiinimigo montado no cavalo real e proclamar a apreciação real sobre Mordecai. O orgulho leva à destruição mesmo que leve um longo tempo (Andrews Study Bible).

12 voltou. Mordecai coltou à sua antiga condição e ao emprego. O rei considerou a honra assim demonstrada a Mordecai uma recompensa suficiente. Do ponto de vista oriental, isto seria de valor mais simbólico e prático do que uma recompensa em dinheiro (CBASD, vol. 3, p. 535).

cabeça coberta. Um sinal de tristeza [luto, CBASD. Ver 2Sm 15:30] e vergonha (2Sm 15:30; Jer 13:3) (Andrews Study Bible).

14 Um dos grande propósitos do autor é mostrar que aquele que põe um laço para a vida de seu vizinho está em grave perigo de ele mesmo cair na armadilha. As pessoas muitas vezes encontram os mesmos males que procuraram infligir a outros (ver Mt 7:2) (CBASD, vol. 3, p. 536).



Ester 6 by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus, soberania de Deus

Comentário devocional:



Uma noite sem dormir é o ponto de virada no livro. O rei não consegue dormir, e por isso pede a um funcionário que leia para ele o livro do registro real. O servo então lê o relato do dia em que Mordecai frustrou um complô para matar o rei e, providencialmente, o rei percebe que Mordecai não havia sido honrado por ter salvado a sua vida.



Muito cedo de manhã Hamã estava no tribunal. Ele estava ansioso para falar com o rei, para agendar o enforcamento de Modecai. Seu pedido foi interrompido e seu orgulho o levou a uma suposição equivocada. O rei Assuero perguntou como ele poderia honrar um homem que salvou sua vida. A resposta de Hamã foi rápida e detalhada, como se já tivesse imaginado isso milhares de vezes: que se vestisse este homem com as próprias vestes do rei, o colocasse em um cavalo e o fizesse desfilar através da praça da cidade, proclamando-se que o rei o está honrando. A descrição da ambição de Hamã é assustadoramente parecida com o desejo orgulhoso de Lúcifer de ser como o Altíssimo.

Satisfeito, o rei instrui Hamã para fazer isso por Mordecai.  Hamã não tem outra saída senão obedecer às ordens do rei. Sua reação inicial não é registrada mas pode ser facilmente imaginada: primeiro o choque,depois a descrença, seguida pela raiva e, em seguida, a humilhação devastadora.

Hamã correu para casa, com a cabeça coberta. Sua mulher, apesar de não ser uma crente, conhece o poder de Deus. Ela percebe, um pouco tarde demais, que se Mordecai é judeu, Hamã não o poderá vencer. Ainda se recuperando de sua humilhação, um funcionário chega para levar Hamã para o segundo banquete de Ester. Seu dia não correu exatamente como ele planejara.

Neste capítulo chave, Ester não desempenha nenhum papel. Ela estava preparando o banquete. Embora não seja mencionado, Deus é o ponto focal deste capítulo. O fato do rei ouvir acerca do heroísmo de Mordecai não foi mera coincidência. Deus pode não ter sido diretamente mencionado no livro de Ester, mas ele nunca deixou de estar em evidência. 



Deus é o personagem central não apenas do capítulo 6, mas de todo o livro de Ester. Este Deus amoroso, que se interessa por seu povo, quer também ser o personagem central da sua vida. Que possamos aceitar a Sua segura liderança.



Jean Boonstra

Voz da Profecia

Trad JAQ/JDS





Texto bíblico: Ester 6

 

 



Ester 5 – comentários by Jeferson Quimelli
21 de junho de 2013, 22:44
Filed under: Sem categoria

1 terceiro dia. O terceiro dia é geralmente um momento decisivo das histórias bíblicas (Gên 22:4; 31:22; 34:25; Êx 19:11; Jz 20:30; Mt 16:21; Mc 9:31; Lc 9:22, etc.) (Andrews Study Bible).

2 tocou a ponta. Estender o cetro indicava favor real e aceitação; tocar o cetro significava o reconhecimento do favor assim exibido. Ao entrar no pátio interior, Ester já havia violado a lei (Et 4:11; cf. Et 6:4). Assuero deve ter reconhecido que só uma emergência teria levado Ester a se aproximar do trono sem ser convocada (CBASD, vol. 3, p. 530).

3 até metade do reino. Fórmula usual para uma promessa sem limites (Mc 6.23). O rei era facilmente induzido, pelas paixões, a fazer estravagâncias, tanto para o bem como para o mal (Bíblia Shedd).

4 Sabedora do caráter volúvel do rei, Ester quis se assegurar de estar em situação favorável, antes de tocas naquele delicadíssimo assunto. Era este o rei que mandou algemar o oceano que sacudira seus navios! (Bíblia Shedd).

6 qual é a tua petição?. Assuero entendeu, é claro, que não foi pelo simples prazer de agradar a ele e a seu primeiro-ministro num banquete que Ester se arriscou a vida se aproximando do trono sem ser convocada (CBASD, vol. 3, p. 530).

8 Você já convidou o próprio Rei para sua mesa de banquete? (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).

9 não se levantara, nem se movera. Ou, “não se levantara nem tremia” (AA). (CBASD, vol. 3, p. 530).

Hamã enfurece-se tanto com o fato de uma única pessoa não lhe prestar homenagem, que as demais, que lhe tratam com reverência e honra, não lhe servem como consolo algum (cf 13) (Bíblia Shedd).

O ódio e a amargura são como ervas daninhas com raízes profundas que crescem no coração e corrompem toda a vida. Hamã estava tão consumido pelo ódio contra Mordecai que não podia nem mesmo desfrutar a honra de ter sido convidado para o banquete de Ester. Hebreus 12:13 nos adverte que não “haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados.” Não permita que o ódio e sua consequente amargura se estabeleçam em seu coração. Como Hamã você terá este fogo virando-se contra você (ver 6:13; 7:9,10). Se a simples menção do nome de alguém provoca a sua ira, admita que a sua amargura é pecaminosa. Ignorar a amargura, escondê-la de outros ou fazer mudanças de aparência não são suficientes. Se a amargura não é totalmente eliminada, ela voltará a crescer, tornando as coisas ainda piores (Life Application Study Bible).

11 muitos filhos. Hamã tinha dez filhos (9.7-10). Heródoto (1.136) relata que os persas davam mais valor a ter muitos filhos que a qualquer outra coisa, a não ser o heroísmo na batalha; o rei persa mandava presentes ao súdito que tivesse o maior número de filhos (cf. Sl 127.3-5) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

13 tudo isso não me satisfaz. A alegria que este mundo dá está à mercê de circunstâncias desfavoráveis, “aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre” (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).

14 lhe sugeriram: ”Mande fazer uma forca de mais de 22 metros de altura…” (NVI). Eles queriam que todas as pessoas da cidade vissem a morte de Mordecai e fossem lembradas das consequências de desobedecer a Hamã. Ironicamente, esta mesma forca permitiu que todos vissem a morte de Hamã (Life Application Study Bible).



Ester 5 by Jeferson Quimelli
21 de junho de 2013, 0:00
Filed under: coragem, sabedoria

Comentário Devocional:

Vestida com o esplendor de uma rainha, Ester apareceu sem aviso prévio no pátio em frente a seu marido. O coração do rei ainda sentia afeição para com sua rainha, e ele estendeu o cetro em sua direção. A primeira parte do plano tinha sido bem sucedida: como foi permitido a Ester tocar o cetro, ela sabia que sua vida havia tinha sido poupada. Agora seu próximo passo seria procurar salvar seu povo.

Fiel ao seu caráter impetuoso, o rei oferece a Ester em voz alta, para que todos na corte ouçam, qualquer coisa, até a metade do reino. Ester tivera três dias para formular o seu plano e, em cumprimento do mesmo, humildemente convida o rei e Hamã para um banquete em sua residência.

Após uma refeição de luxo, o rei reafirmou sua oferta de conceder a Ester qualquer coisa que ela pedisse. Ester respondeu, então, com um convite para um banquete no dia seguinte.

Por que Ester não falou naquela mesma hora? Será que ela perdera a coragem? Possivelmente este segundo banquete fazia parte do seu plano. Ela precisava preparar bem o coração do rei porque o seu pedido seria ambicioso. Ela iria pedir ao rei para reverter um decreto irreversível, desistir de uma soma enorme de dinheiro, reconhecer que seu braço direito era um assassino manipulador, e ao mesmo tempo admitir que ela o havia enganado sobre sua origem durante os últimos 5 anos. Uma boa noite de sono e um pouco mais de tempo eram sua única esperança de suavizar o que ela tinha a certeza que seria um duro golpe.

Hamã saiu do banquete alegre. Mas, ao passar pelas portas do palácio, sua indignação se inflamou. Mordecai estava no seu posto e,destemido, não se levantou para ele. O orgulho de Hamã foi ferido e toda a alegria se desfez.

Hamã reuniu sua esposa e amigos e orgulhosamente gabou-se de seu poder, posição, riquezas e número de filhos [dez, cf 9:12, 14]. Ele lhes contou sobre o banquete e como a rainha não convidara ninguém mais a não ser ele e o rei para um segundo banquete no dia seguinte. No entanto, ele lamentou que nada disso importava, enquanto Mordecai vivesse. Seus amigos sugeriram que ele providenciasse que Mordecai fosse enforcado. Hamã voltou a sentir-se bem com a idéia e mandou que se fizesse imediatamente a forca.

Hamã era um homem orgulhoso, e sua maior fraqueza era a sua incapacidade de apreciar as coisas boas da vida por causa de uma única pessoa que o irritava: Mordecai.

Quantas vezes nos parecemos com Hamã! A maioria de nós somos imensamente abençoados, e ainda assim, permitimos que fatos isolados, grandes ou pequenos, nos impeçam de sermos felizes. Pensamos assim: serei feliz quando: concluir esta tarefa; encontrar a minha alma gêmea; o câncer da minha irmã estive curado; eu ganhar dinheiro suficiente; a minha saúde melhorar…

As dificuldades da vida não deveriam nos impedir de sermos felizes e apaixonados por Deus agora. Uma vida unida a Cristo pode fazer-nos felizes, mesmo em meio a lutas e dificuldades – algo que o orgulho e as circunstâncias favoráveis jamais podem  proporcionar.

Jean Boonstra

Voz da Profecia

Trad JAQ/JDS



Texto bíblico: Ester 5