Reavivados por Sua Palavra


Juízes 19 – comentários selecionados by Jeferson Quimelli
2 de dezembro de 2012, 2:53
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1 uma concubina Ela poderia ser uma esposa de categoria inferior, sem o mesmo status de uma segunda esposa. Não era um caso passageiro, mas aparentemente um relacionamento regular e duradouro, como revela o fato de que, apesar da infidelidade dela ter sido repreensível, o marido a procurou para conseguir uma reconciliação (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia-, vol. 2, p. 428).

2 o deixou Do modo como ele a tratou depois (v. 25), não se admira que ela o tenha abandonado (Andrews Study Bible).

3 saiu alegre a recebê-lo A afoita hospitalidade do pai da concubina indica que a separação foi, possivelmente, considerada como uma desgraça para a família. O pai se mostrou disposto a apresentar desculpas e sua insistência para que o levita passasse vários dias com a família evidenciou que se alegrava na reconciliação (CBASD, vol. 2, p. 428).

4 seu sogro … o deteve O pai da moça insistiu com o levita para que ficasse mais tempo do que ele desejava. … Era evidente que ele não desejava que o casal discutisse novamente. Estava fazendo todo o possível para consolidar o relacionamento deles (CBASD, vol. 2, p. 428).

10 não quis passar ali a noite O levita reconheceu que seria difícil partir no dia seguinte, como já havia ocorrido nos dois dias anteriores. Por isso recusou o convite e iniciou  jornada para casa nesse horário impróprio. Os resultados foram desastrosos, como mostra o que vem a seguir … O autor de Juízes contrasta a hospitalidade exagerada do sogro com a absoluta falta de hospitalidade que logo o levita experimentou em Gibeá. Quanto ao levita, sua experiência foi a mesma de muitas almas fracas e vacilantes que adiam desnecessariamente e então fazem um esforço apressado e excessivo (CBASD, vol. 2, p. 428 e 429).

10-12 Jebus … cidade estranha [de estrangeiros] Antes da conquista de Jerusalém por Davi (2 Sm 5.6s), essa cidade era a fortaleza dos jebuseus e denominada Jebus. Ficava apenas a uns 10 km ao norte de Belém, a mesma cidade onde Jesus nasceu (Andrews Study Bible).

16 homem velho Este homem, conterrâneo do viajante, não era benjamita. Isto explica, em parte, as atitudes dos cidadãos de Gibeá para com ele (Bíblia Shedd).

22 filhos de Belial. Literalmente, “filhos da inutilidade”. A expressão era usada para descrever pessoas inúteis, más, vis, sem lei, brigões, etc. Posteriormente, a palavra Belial se tornou nome próprio, um sinônimo para Satanás (2Co 6:15, ARC), (CBASD, vol. 2, p. 430).

24 minha filha virgem e a concubina dele trarei para fora. Esta proposta, feita pelo velho anfitrião (comparar com a oferta similar de Ló, Gn 19:8) é terrível aos leitores modernos, que farão qualquer coisa para proteger mulheres. Devemos lembrar que Juízes está simplesmente relatando o que aconteceu dentro do contexto de outra cultura, que foi desenvolvida por homens, não por Deus. A Bíblia não apresenta aquela cultura como nosso padrão (Andrews Study Bible).
Apesar de se apreciar o desejo dele em manter o código de hospitalidade, a natureza da oferta causa horror. Reflete o baixo conceito da mulher na Antiguidade (CBASD, vol. 2, p. 430).
Para se manter uma lei ética, quebra-se outra que, no moderno sistema de valores, seria infinitamente mais importante (Bíblia Shedd).

25 pegou da sua concubina (ARC) O verbo traduzido como “pegou” é hazaq. Significa “agarrar” ou “pegar à força”. O esposo agarrou a indefesa mulher e forçou-a a sair (ver ACF, NVI). Natrualmente a concubina resistiu a um ato tão estúpido. A atitude do levita (não do dono da casa, conforme diz a ARA) foi de extrema covardia  (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia-, vol. 2, p. 430).

26 caiu à porta Num último alento, ela voltou para casa onde estava o homem que deveria protegê-la, mas que a desamparou na hora da ameaça. Ela teve forças para se arrastar até a porta, mas não conseguiu bater para entrar. Caiu morta ali (CBASD, vol. 2, p. 430).

28 vamos Depois de uma experiência como essa, o levita se dirigiu a ela com uma indiferença chocante, de modo que o leitor passa a esperar qualquer coisa da parte dele. Não admira que a mulher já o tivesse abandonado uma vez (CBASD, vol. 2, p. 430).

29 despedaçou O verbo usado no original é o mesmo usado para o ritual dos sacrifícios (Êx 29.17; Lv 1:6; 8:20) (Bíblia Shedd).

30 nunca tal se fez O levita havia calculado bem. A história desse feito despertou a indignação moral de todos os hebreus na Palestina. Eles reconheceram que fora um crime tão tremendo que nem mesmo a época tão agitada em que viviam e a falta de um governo central poderiam servir como excusa para a impunidade (CBASD, vol. 2, p. 431).

Nota: Apesar do objetivo principal da chocante história de Jz 19 seja revelar as raízes da guerra civil de Jz 20, dos benjamitas contra o restante dos israelitas, não deixa de ressaltar no texto a falta generalizada de valor da mulher na cultura da época (revelada desde a experiência de Ló em Sodoma) e a insensibilidade e brutalidade do levita, que deveria ser um exemplo, enquanto líder religioso. A violência doméstica ou mesmo o silêncio quanto ao conhecimento dele são consideradas como sendo feitas ao próprio Jesus (” A Mim me fizeste…” Mt 25:40) e devem ser veemente combatidos por aqueles que se dizem cristãos.

Siglas:
ARA – Versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, 2ª edição
ACF – Versão bíblica Almeida Corrigida e Fiel
ARC – Versão bíblica Almeida Revista e Corrigida
NVI – Versão bíblica Nova Versão Internacional



Juízes 19 – domingo, 02.12.2012 by Jeferson Quimelli
2 de dezembro de 2012, 1:00
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Texto bíblico à Juízes 19
Texto de hoje do blog da Bíblia:
Esta narrativa representa o capítulo mais negro na história de Israel durante o período dos juízes. De todas as atrocidades morais cometidas pelos israelitas até agora no livro, esta é, de longe, a mais terrível. As semelhanças entre esta história e a narrativa de depravação de Sodoma (Gn 19) são muitas para ser apenas coincidência. O escritor deliberadamente enfoca essa história para comparar a depravação moral de Israel com aquela do povo de Sodoma. As seguintes palavras resumem a história: “Nunca se viu nem se fez uma coisa dessas desde o dia em que os israelitas saíram do Egito” (Jz. 19:30 NVI) .
É importante destacar que o narrador não julga as ações dos personagens. Não devemos assumir que hospedeiro do levita estava correto ao preferir estupro heterossexual em vez de estupro homossexual. Ele fez isso porque lhe pareceu bem aos seus próprios olhos. Da mesma forma, a falta de hospitalidade não é o verdadeiro problema aqui, como alguns comentaristas têm sugerido. A violência cometida por esses homens não decorre de falta de espírito hospitaleiro, mas, sim, é proveniente de corações maus e depravados. A narrativa deixa claro que o crime aqui é estupro e assassinato, perpetrado pelos homens de Gibeá.
Tão horrível quanto esses atos tenham sido, a pior e mais chocante parte é que foram filhos de Israel quem os cometeram. Estupro e assassinato não eram menos comuns no antigo Oriente Próximo do que são hoje. Mas se pudessem ocorrer em outras nações, tais atrocidades não poderiam ter ocorrido entre o povo escolhido de Deus. Mesmo em uma época em que “não havia rei em Israel”, eles deveriam ter um padrão de viver mais elevado do que as nações vizinhas. A insistência do levita para ir a uma cidade israelita em vez de uma cidade estrangeira (19:12) só enfatiza este ponto: os israelitas deveriam ser pessoas melhores.
A decadência moral da sociedade israelita foi o resultado de viver como se não houvesse rei e como se Deus não estivesse por perto. Vivemos precisamente nesse tipo de mundo hoje. O temor de Deus parece algo antiquado e estranho para a maioria das pessoas em nossa sociedade. Os seguidores de Jesus, o povo escolhido de Deus, devem ser uma exceção, uma luz que brilha na escuridão.
A maioria de nós provavelmente nunca se envolverá em algo tão horrível como os eventos descritos aqui (Louvado seja o Senhor!). Mas sempre que assumimos uma postura de indiferença egoísta em relação ao pecado, fazemos exatamente como o anfitrião do levita.  O filósofo irlandês Edmund Burke escreveu, “tudo o que é necessário para que o mal triunfe é que os homens bons não façam nada.” Se esperarmos conveniência e comodidade para decidirmos quando nos levantar em favor do bem, perderemos muitas oportunidades para ajudar aqueles que têm sido feridos pelo pecado.
Justo E. Morales
Southern Adventist University
Trad JAQ-Rev GASQ/JDS


Juízes 18 – Comentário bíblicos selecionados by Jeferson Quimelli
1 de dezembro de 2012, 1:00
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1 a tribo dos danitas buscava para si herança. Devido à sua infidelidade, membros da tribo de Dã foram incapazes de expulsar os habitantes da costa [filisteus] e assegurar a sua herança (Ver 1:34 e 19:47).(Andrews Study Bible).

20 então, se alegrou o coração do sacerdote É notável a traição deste levita. Em primeiro lugar, ele havia traído a adoração pura especificada pela lei de Moisés, ao ministrar diante dos ídolos de Mica por causa do dinheiro oferecido a ele. Em segundo lugar, ele abandonou seu benfeitor que o havia tratado como a um filho (Jz 17:11) e de boa vontade acompanhou aqueles que levavam o que não lhes pertencia. Deve-se observar que nenhum dos personagens da narrativa serve como modelo de conduta: Mica era ladrão; o levita, um mercenário e os danitas eram saqueadores sem lei (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia-, vol. 2, p. 424).
Como acontece hoje com alguns chamados “servos de Deus”, este moço achou por bem aceitar uma promoção. Condenável por não seguir os preceitos de Deus, caiu em idolatria. Nota-se, igualmente, sua deslealdade para com Mica, não observando o contrato em vigor (Bíblia Shedd).

24 os deuses Deuses feitos de matéria moldada pela vontade e imaginações humanas serão sempre inúteis no momento de auxiliar seus donos (cf Is 44.9-20). O mesmo sucede com quaisquer ídolos, nacionais ou pessoais (Bíblia Shedd).

30 Manassés Manuscritos hebreus mostram que o nome “Manassés” era originalmente “Moisés”. Escribas inseriram a letra “n” (suspensa acima da linha) para compor “Manassés”, aparentemente para proteger a família de Moisés. … A identificação do levita como neto de Moisés é chocante: mesmo a família de Moisés rapidamente caiu em apostasia (comparar com Jz 2:10) (Andrews Study Bible).
Alguns textos como da LXX [Septuaginta – tradução do VT do hebraico para o grego patrocinada por Alexandre] e da Vulgata [tradução do VT do hebraico para o latim, por Jerônimo] apresentam “Moisés”, porém o texto massorético [texto hebraico do VT reunido por  escribas judeus no sec. VI] optou por Manassés. É verdade que Gérson era filho de Moisés, não de Manassés (êx. 2:22; 18:3). No hebraico … a única diferença entre as palavras Moisés e Manassés é que a palavra para Moisés não tem a letra n. … Antigos rabis e estudiosos hebreus, bem como estudiosos modernos judeus e não judeus, afirmam que essa letra foi inserida ao nome de Moisés pelos rabis ou escribas para mudá-lo para Manassés, livrando, assim, a reputação de Moisés, ao encobrir o fato de que seu neto foi um sacerdote renegado do famoso ídolo do santuário de Dã. O Talmude [“um registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo”…”200 d.C. – 500 d.C.” , Wikipédia] diz que Jônatas era neto de Moisés, mas por ele ter feito as obras de Manassés, o último rei de Judá, a Escritura se refere a ele como pertencente à família de Manassés (CBASD, vol. 2, p. 425, 426).
cativeiro É provável que se refira a uma deportação não registrada, quando as tribos do norte foram levadas cativas por algum poder estrangeiro, como os estados arameus da vizinha Síria. Dificilmente se referiria ao cativeiro das tribos do norte pela Assíria nos dias de Tiglate-Pileser, porque o verso seguinte diz que o período do santuário de Dã foi paralelo com “o tempo em que a casa de Deus esteve em Siló” (ver 1Sm 1:24) (CBASD, vol. 2, p. 426).
Seria muito difícil admitir um santuário idólatra no reinado de Davi (Bíblia Shedd).
Esta menção a um outro cativeiro não registrado de algumas tribos do norte serve como lembrança de que a idolatria leva ao exílio (comparar Lev 26; Deut 28) (Andrews Study Bible).



Juízes 18 – sábado, 01.11.12 by Jeferson Quimelli
1 de dezembro de 2012, 0:30
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Texto bíblico àJuízes 18
Texto de hoje do blog da Bíblia:
Lemos no primeiro capítulo de Juízes que a conquista da terra de Canaã foi incompleta (1:27-26). Esta seção narra como a tribo de Dã chegou a possuir a sua herança no norte de Canaã. No entanto, o foco da narrativa não é a conquista da cidade de Laís (mais tarde chamada Dã). A história é incluída aqui para explicar como a tribo de Dã veio a se estabelecer no norte de Israel e foi quem mais contribuiu para a ampla disseminação de uma falsa religião israelita. As tribos do norte, mais tarde, foram levadas em cativeiro pela Assíria exatamente por conta deste culto idólatra.
A narrativa de Mica e a tribo de Dã também enfatiza os temas centrais do livro de Juízes: “não havia rei em Israel” e “todo mundo fazia o que era reto aos seus próprios olhos.” O Senhor – Yahweh – deveria ser o seu Rei , mas os israelitas ignoraram, corromperam ou esqueceram de cada preceito de Sua lei com consequências devastadoras. Embora os danitas tenham sido bem sucedidos em tomar posse do novo território, não devemos confundir sucesso com a aprovação de Deus. Ambos, Mica e a tribo de Dã, sentiram que poderiam se apropriar da bênção de Deus através da criação de seu próprio centro de adoração, em oposição ao oficial, em Siló. Jônatas, o levita, justamente a pessoa nesta história que deveria ter maior conhecimento não se sente em nada incomodado com a idolatria e se mostra feliz por ter a oportunidade de ser o sumo sacerdote da religião falsa (18:20,30).
A narrativa de Mica e Dã começa com roubo e idolatria e acaba com roubo, morte e idolatria. Assim como na história de Sansão, um pecado leva a outro e as consequências morais desse círculo vicioso de pecado pioram com o tempo. Pecado gera pecado e recompensa do pecado é sempre morte.
Ao refletir sobre essa história, oremos a Deus para que nos ajude a quebrar o círculo vicioso do pecado em nossas vidas. Lembremos de que há um rei em Israel, e este rei é Cristo. Permitamos que Ele reine soberano e o pecado não encontrará lugar em nossa vida.

Justo E. Morales
Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ – Rev JDS