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“No furor da Sua ira, cortou toda a força de Israel; retirou a Sua destra de diante do inimigo; e ardeu contra Jacó, como labareda de fogo que tudo consome em redor” (v.3).
Uma das coisas que mais o mundo tem clamado é pela paz. Contudo, para que haja paz, precisa haver justiça. E isto só é possível quando o homem observa as leis e estatutos que regulam uma determinada sociedade em prol do bem-estar individual e coletivo. A partir do momento em que há uma quebra nem que seja de um dos menores dispositivos legais, há uma ruptura com a justiça, e, consequentemente, com a paz.
No monte Carmelo, Elias provou diante de todo o povo quem é de fato o verdadeiro e único Deus: “porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hb.12:29). Aquele fogo que consumiu todo o holocausto, inclusive as pedras, poderia ter descido com ímpeto sobre aquele povo que precisava ver para crer. Afinal, o Senhor ainda tinha sete mil joelhos que permaneciam fiéis diante de Sua presença (1Rs.19:18). Porém, Ele escolheu poupar o Seu povo concedendo-lhe nova oportunidade.
Israel rompeu com a paz a partir do momento em que deixou de cumprir com a justiça. Como filhos do Senhor, não fizeram o que é justo: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef.6:1). E este mandamento também se aplica a nós com relação Àquele que chamamos de Pai. A ira de Deus é considerada pela maioria como tirania. Até os que dizem crer em Deus têm julgado Suas ações antigas como sendo demasiadamente severas e desprovidas de misericórdia. Mas esquecem que a justiça de Deus foi violada, e que a Suas misericórdias clamavam insistentemente através dos Seus profetas a um povo que se negava a ouvi-Lo. Hoje estamos vivendo um verdadeiro pandemônio no que se refere aos relacionamentos. Paulo escreveu que nos últimos dias os filhos seriam “desobedientes aos pais” (2Tm.3:2). E essa quebra na autoridade paterna é um fator que, consequentemente, gera uma sociedade que não teme a Deus. Mas Deus, em Sua infinita graça, tem estendido o Seu tempo de misericórdia enquanto clama aos corações ainda endurecidos.
Não adianta, amados, nos apegarmos ao fato de pertencermos a uma igreja e de participarmos de suas atividades litúrgicas. Israel continuava observando as leis cerimoniais, mas seu coração estava longe de Deus. E perante seus olhos viram a queda do lugar que o Senhor rejeitou e detestou (v.7). Estamos prestes a testemunhar o tempo em que “não vigora a lei, nem recebem visão alguma do Senhor os Seus profetas” (v.9). Tempo em que Deus enviará “fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do Senhor, e não acharão” (Am.8:11-12).
Queremos paz? Então, andemos na justiça enquanto há tempo! Pratiquemos o que é nosso dever: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13). É tempo de consumirmos os nossos olhos de lágrimas clamando a Deus uns pelos outros (v.11)! É tempo de derramarmos “como água o coração perante o Senhor” e erguermos “a Ele as mãos pela vida” de nossos filhos (v.19)! Está chegando o Dia da ira do Cordeiro em que Ele “julgará o Seu povo” (Hb.10:30), para que possa haver paz eterna. Com o coração partido, Ele terá de ver aqueles do Seu carinho, os quais criou, sendo consumidos (v.22). Que você e eu façamos parte do pequeno grupo que, com perseverança e constante oração, permanecerá praticando a justiça até que do alto possamos ouvir: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt.25:21). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, perseverantes em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Lamentações2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LAMENTAÇÕES 2 – Junto com o livro de Jó, o livro de Lamentações trata do sofrimento. Em Jó, o justo sofre. Em Lamentações, justos e injustos sofrem. Em ambas situações o sofrimento motiva a buscar explicações, induzindo indivíduos à reflexões profundas para alcançar conclusões positivas.
“O livro de Lamentações não contém apenas queixas. O autor percebe a importância de refletir sobre o próprio sofrimento e sobre a dor de seu povo. Ele busca – e encontra – as razões do sofrimento e do infortúnio. Portanto, o livro serve de modelo para meditação sobre o sofrimento ou durante um momento difícil, para que se possa entender a razão da dor no esquema das coisas e tomar a atitude correta, reconhecendo que o sofrimento não é o fim de tudo” (Issiaka Coulibaly).
R. K. Harrison nos dá os seguintes tópicos do segundo capítulo de Lamentações:
• Hostilidade de Deus para com Seu povo (vs. 1-9);
• Sofrimento pelo homem (vs. 10-13);
• Verdadeiros e falsos profetas (vs. 14-17);
• Uma chorosa oração a Deus (vs. 18-22).
Deixar de confiar em Deus para confiar em qualquer outra coisa, faz Deus evidenciar a insensatez desse tipo de confiança. O texto nos ensina, por meio dos erros de Israel, que de nada vale colocar a confiança em:
1. Líderes (v. 2);
2. Poderes (v. 5);
3. Palácios (v. 5);
4. Fortalezas (v. 5);
5. No templo (Igreja) e seus oficiantes (v. 6);
6. Nas festas religiosas (v. 6).
Confiar em tudo, exceto em Deus, significa preencher o próprio atestado de óbito. Nem mesmo rituais religiosos possuem algum tipo de valor desvinculado de íntimo relacionamento com o Soberano Senhor do Universo.
Não adianta criticar aqueles que erram. Jeremias percebe a situação de Israel e sem criticar chora ao ver os filhos de seu povo morrendo de fome. O profeta não ficou importunando os miseráveis sofredores, dizendo: “Eu avisei”, “não me quiseram ouvir”, etc. Pelo contrário, veja o que o profeta disse:
“Como poderei entender sua terrível condição, amada Jerusalém?
O que posso dizer para dar a você conforto, amada Sião?
Quem pode restaurar você? Esse rompimento está além da compreensão” (v. 13).
Só em Deus existe esperança. Só nEle há restauração. Ele é o único que pode reverter qualquer situação, inclusive as piores consequências do pecado! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO LAMENTAÇÕES 1 – Primeiro leia a Bíblia
VÍDEO INTRODUÇÃO AO LIVRO DE LAMENTAÇÕES – Pr. Marcos Bonfim
LAMENTAÇÕES 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
LAMENTAÇÕES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ (link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO (link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lm/1
O livro poético de Lamentações foi escrito em um estilo acróstico cuidadosamente elaborado (ou seja, o poeta usou as letras do alfabeto hebraico como a primeira letra de cada versículo nos capítulos 1, 2, 4 e 5. No cap. 3, centro do livro , em vez de 22 versos refletindo as 22 letras do alfabeto hebraico, Jeremias usou 66 versos, começando três versos com a mesma letra hebraica).
Estas não são as divagações espontâneas de um autor magoado e desiludido – o livro é uma descrição cuidadosamente elaborada do status quo, o motivo do exílio e o reconhecimento fervoroso de que nossa única esperança reside no compromisso renovado com nosso Criador e Salvador. “Tu, Senhor, reinas para sempre” (Lam 5:19) é uma declaração de fé – mas a sua plena realização ainda está no futuro. Como todos os que sofrem dor e perda, existem passos que precisamos dar quando queremos voltar à vida.
Não sei onde você se encontra hoje. Não sei que vale ou topo de montanha você terá que cruzar hoje. Lembre-se de que o Senhor é justo – e está no controle. No julgamento e na salvação, Ele é soberano e está disposto a ouvir suas orações e considerar suas lágrimas.
Gerald A. Klingbeil
Editor Associado da Adventist Review / Adventist World
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1048
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1763 palavras
INTRODUÇÃO AO LIVRO:
“O livro de Lamentações tem um tema principal: o sofrimento que sobreveio a Jerusalém quando Nabucodonosor capturou a cidade, em 586 a.C. Tanto o rei Zedequias como seus filhos, seus homens de confiança, o sumo sacerdote, e os líderes da cidade foram levados para o cativeiro. Depois os filhos do rei foram mortos, a cidade foi queimada juntamente com o templo; todos os objetos de valor foram levados embora, a muralha da cidade foi destruída, milhares de cativos foram levados, de maneira que a única coisa que restava na cidade e na terra ao redor era uma diminuta população dos mais pobres ignorantes.
“Numa série de elegias, o autor expressa sua inconsolável tristeza por causa da agonia e tristeza da cidade. O primeiro lamento descreve e explica as aflições, em termos gerais. O segundo descreve o desastre com maiores detalhes. Salienta que a destruição da cidade foi um julgamento de Deus contra o pecado. Alguns fatores profundos desse julgamento são elucidados na terceira lamentação. A quarta lamentação sublinha algumas lições que Jerusalém aprendera do julgamento. O quinto e último lamento (mais exatamente, é uma oração) descreve como os sofrimentos de Jerusalém levaram-na a lançar-se nos braços da misericórdia divina, e a esperar que o Senhor seja novamente gracioso para com Israel, agora purificada no cadinho da aflição. Visto que o livro de Lamentações trata do sofrimento como julgamento contra o pecado, o crente afligido pode encontrar na linguagem do livro a sua própria confissão, auto humilhação e invocação.
“O livro de Lamentações consiste em cinco poesias que seguem o padrão dos hinos fúnebres hebraicos. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, cada uma na sua ordem certa.
“Desde os tempos mais antigos, os judeus, e posteriormente, os cristãos, tem atribuído o livro de Lamentações à pena de Jeremias. Bíblia Shedd.
“O autor de Lamentações compreende com clareza que os babilônios eram meros agentes do castigo divino, e o próprio Deus destruíra Sua cidade e Seu templo (1.12-15; 2.1-8, 17, 22; 4:11). Não foi, no entanto, arbitrária a atuação de Deus; o pecado desavergonhado que desafiava a Deus e a rebeldia que violava a aliança foram as causas principais do infortúnio do povo (1.5, 8, 9; 4.13; 5.7, 16). Embora fosse de esperar o choro (1.16; 2.11, 18; 3.48-51) e fosse natural o clamor por punição contra o inimigo (1.22; 3.59-66), o modo certo de reagir ao juízo é o arrependimento sincero, de todo o coração (3.40-42). O livro que começa com uma lamentação (1.1,2) termina acertadamente com arrependimento (5.21,22).
“No meio do livro, a teologia de Lamentações chega ao ápice ao focalizar a bondade de Deus. Ele é o Senhor da Esperança (3.21,24,25), do amor (3.22), da fidelidade (3.23), da salvação (3.26). A despeito de toda prova em contrário, “as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Tua fidelidade” (3.22,23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 Como. Do heb. ‘ekah. A primeira palavra do livro é uma exclamação que dá o tom do desastre. É usada no contexto de funerais…. Trata-se de uma maneira abreviada de dizer: “Como poderia ser?”. Expressa descrença e choque diante de uma tragédia inexplicável. Bíblia de Estudo Andrews.
‘Ekah foi considerada como o título do livro na Bíblia Hebraica … Este capítulo, assim como os três seguintes, é um poema acróstico (ver vol. 3, p 705). Cada versículo se inicia com uma letra hebraica diferente, organizado em ordem alfabética.CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 596.
Expressa um misto de choque e desespero. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Tornou-se viúva. Jerusalém é despojada de seu povo (ver com. [CBASD] de Jr 4:25). Ela também é uma viúva porque o Senhor não é mais seu esposo. Comentaristas judeus destacam a palavra “como”: ela está viúva temporariamente, visto que o Senhor a tem esquecido, mas “por breve momento” (Is 54:7). CBASD, vol. 4, p. 596, 597.
Trabalhos forçados. A palavra parece envolver servidão, assim como tributação. CBASD, vol. 4, p. 597.
2 Não tem quem a console. Embora o contexto indique que a expressão se aplica principalmente à rejeição de Judá por seus vizinhos, ela também reflete a rejeição temporária da nação por parte de Deus. CBASD, vol. 4, p. 597.
Procederam perfidamente. Quando os babilônios atacaram Judá, seus vizinhos, que antes encorajaram os judeus a se unir a eles contra Babilônia (ver com. [CBASD] de Jr 27:3) a abandonaram, e alguns mesmo se uniram para saqueá-la (2Rs 24:2; Sl 137:7; Ob 10-13). O assunto deste versículo é que Judá cometeu adultério espiritual ao buscar com seus vizinhos pagãos, em vez de obedecer a Deus e depender dEle para estar em segurança. Quando se deflagrou a crise, seus amantes se voltaram contra ela, que, por fim, foi rejeitada por todos e encaminhada para o cativeiro. CBASD, vol. 4, p. 597.
3 Judá … exílio. A promessa do descanso de todos os inimigos, apresentada em Dt 12:10 foi invertida. A aliança dá o contexto para a tragédia que sobreveio ao povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
Não acha descanso. Judá foi atrás de amantes ímpios, que a abandonaram. Por fim, não há segurança [descanso] conjugal para ela. CBASD, vol. 4, p. 597.
Assim como advertiu Moisés em Dt 28.65. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Os caminhos de Sião. Ou, “as estradas de Sião”. Jerusalém ficava na convergência de quatro estradas principais. CBASD, vol. 4, p. 597.
Cessou a reunião solene. A peregrinação não era mais relevante. As festas, que ocupavam as estradas, acabaram. Bíblia de Estudo Andrews.
Suas portas. Possivelmente, uma referência às portas que davam acesso ao espaço aberto, e que serviam como local público de reunião para o comércio e para transações governamentais… Todo o comércio diário da grande cidade cessou. CBASD, vol. 4, p. 597.
5 Prevaricações. Do hrb. pesha’im, “rebeliões”, “revoltas” ou “transgressões”, isto é, pecados cometidos intencionalmente (ver Jr 2:8; Lm 3:42). CBASD, vol. 4, p. 597.
7 queda. Lit., “cessação”. A raiz hebraica é a mesma de “sábado” – e talvez tenha o objetivo um jogo irônico de palavras [o povo, cativo, teria cessado o seu privilégio de guardar os sábados] (v. Lv 26.34, 35). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Nudez. Era comum aos conquistadores humilhar os cativos, fazendo-os caminhar nus para o exílio … Em 1878, em Balawât, na Assíria, descobriram-se vários painéis de bronze retratando as conquistas de Salmanezeer III (859-824 a.C.). São mostradas filas de cativos; os homens ficavam sem roupa, enquanto as mulheres eram forçadas a manter aberta a frente de suas saias enquanto marchavam. Sem dúvida, Jeremias via o povo de Judá humilhado dessa forma, e assim ele ilustrou como a iniquidade da nação se tornara visível a todos. CBASD, vol. 4, p. 598.
E se retira. Literalmente, “é uma excreção”ou “se tornou impura”. Neste versículo, a frase indica tanto a impureza cerimonial quanto a moral (2Cr 29:5; Ed 9:11). A purificação desta impureza é prometida àqueles que a desejam (Zc 13:1). CBASD, vol. 4, p. 598.
9 A contaminação por causa da infidelidade é um tema comum nos escritos dos profetas do oitavo século. Bíblia de Estudo Andrews.
Minha aflição. A própria cidade é retratada como irrompendo em pranto e se unindo ao lamento do profeta. CBASD, vol. 4, p. 598.
10 Estendeu o adversário a mão. Evidentemente, para apreender e controlar. CBASD, vol. 4, p. 598.
Entrar as nações. Os amonitas e moabitas não deviam entrar na congregação (Dt 23:3, 4). Durante a calamidade de Judá, eles e outros gentios profanaram os lugares santos (ver 2Rs 24:2; Sl 74; 79), de onde estava excluído mesmo o judeu comum. CBASD, vol. 4, p. 598.
V. Ez 44.7,9. [Neemias fez valer essa restrição quando demitiu Tobias (Ne 13.8), um amonita (Ne 2.10; v. Dt 23.3). Mesmo assim, os estrangeiros podiam vir a fazer parte de Israel]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 Pão. Do heb. Lechem. Estava palavra, enquanto usada especificamente para pão, geralmente tem o sentido de “alimento” (1Rs 5:11; Sl 136:25). CBASD, vol. 4, p. 598.
Restaurar as forças. Literalmente, “levar a alma a retornar”, isto é, “refrescar a vida”. A palavra “alma”, do heb. nefesh, é usada neste versículo em seu sentido mais básico, de “vida”(ver com. [CBASD] de 1Rs 17:21; Sl 16:10). CBASD, vol. 4, p. 598.
Vê, SENHOR. Até aqui, é o autor quem mais fala. Agora, no meio do cap. 1, a locutora principal passa a ser a Jerusalém personificada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Novamente, Jerusalém é retratada como falando (ver com. do v. 9) e continua como a oradora (exceto pelo v. 17) até o final do capítulo. CBASD, vol. 4, p. 598, 599.
13 Meus ossos. Esta expressão é normalmente usada no sentido de profundo. CBASD, vol. 4, p. 599.
14 Jugo. A intenção do profeta é mostrar que Jerusalém percebia que as transgressões … eram a causa direta do castigo; os pecados eram um jugo sobre seu pescoço. CBASD, vol. 4, p. 599.
15 Lagar [Lugar onde eram pisoteadas as uvas e se recolhia o suco, de cor alusiva ao sangue]. Símbolo da ira de Deus (Is 63:3; Jl 3:13; Ap 14:19; 19:15). CBASD, vol. 4, p. 599.
Virgem. Jerusalém tinha sido considerada inexpugnável e inviolável (Lm 4:12; ver Jr 18:13). CBASD, vol. 4, p. 599.
16 Restaurar as minhas forças. Considerando que o povo de Jerusalém em vão buscava alimento físico durante o cerco final, por fim ele percebeu sua necessidade do alimento espiritual. CBASD, vol. 4, p. 599.
17 Seus inimigos. Uma referência às nações vizinhas que se voltaram contra Judá, que delas esperava o auxílio contra os babilônios. CBASD, vol. 4, p. 599.
Coisa imunda. A implicação mais ampla da ilustração é de alguém marginalizado, de algo rejeitado como imundo e abominável, como aconteceu com Jerusalém por causa de seus pecados. CBASD, vol. 4, p. 599.
18 Justo é o SENHOR. Enfático contraste com a abominável condição de Jerusalém. Neste versículo, o poema se eleva acima do lamento sobre Jerusalém e reconhece a justiça de Deus em todas as Suas relações com a cidade. Desta forma, o lamento é proferido, não em atitude de autopiedade, mas para mostrar o profundo remorso que sobrevém a alguém que percebe a imensidão de seu fracasso diante de um Deus justo. Não há dúvidas a respeito da justiça de Deus. Tudo o que Ele faz está correto, porque Ele é o padrão de justiça (ver Jó 38-41; Rm 9:20). CBASD, vol. 4, p. 599.
20 Turbada está minha alma. Uma característica expressão hebraica que indica forte emoção (ver com. [CBASD] de Jr 4:19). CBASD, vol. 4, p. 600.
21 Tu o fizeste. Os inimigos de Judá estavam especialmente satisfeitos porque o próprios Deus, que em tempos passados a livrara admiravelmente de seus inimigos, permitiu então que a destruição lhes sobreviesse. CBASD, vol. 4, p. 600.
Trazendo Tu o dia. Literalmente, “Tu trouxeste”. O profeta estava tão seguro de que os juízos de Deus também cairiam sobre as nações ímpias que então oprimiam a Judá, que ele colocou sua afirmação no tempo perfeito do hebraico, indicando ação completa. O fato de Deus usar os ímpios para punir Judá de forma alguma indicava que aquelas nações eram inocentes de pecados ainda maiores (Lm 5:11). A certeza com a qual o castigo prometido caiu sobre Judá apenas tornou mais inevitável o cumprimento dos juízos profetizados contra seus vizinhos (ver Jr 25:17-26; Hc 1:5-17; 2:1-8; ver com. [CBASD] de Jr 25:12). CBASD, vol. 4, p. 600.
22 À Tua presença. Isto é, em julgamento. CBASD, vol. 4, p. 600.
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“Justo é o SENHOR…” (v.18).
Em forma poética, este livro inicia com o choro de quem sofre os resultados das próprias escolhas, e termina com o clamor de quem reconhece que precisa de ajuda. A princípio, Jeremias relata todo o sofrimento do povo de Judá. Os exilados padeciam de um processo de luto. Jerusalém é comparada a uma viúva que, desamparada e solitária, é forçada a viver “sujeita a trabalhos forçados” (v.1) para sobreviver. Além disso, precisava suportar a afronta e o escárnio das demais nações, até aquelas que um dia foram suas aliadas.
O povo estava colhendo exatamente o que plantou. “Jerusalém pecou gravemente” (v.8) ao rejeitar as palavras do Senhor. Não pensou nas consequências de suas ações, “por isso, caiu de modo espantoso” (v.9). “Todo o esplendor” “da filha de Sião” (v.6) foi trocado por aflição e vergonha. Enredou-se no jugo de suas transgressões (v.14) e buscou caminho que o Senhor não havia planejado. Dando as costas aos planos estabelecidos por Deus, não lhe restava mais nada a não ser chorar, e chorar muito (v.16).
Mas o discurso sofre uma mudança drástica a partir do verso 18. Em reconhecimento de sua rebelião e de suas prevaricações contra Deus, uma verdade foi declarada com convicção: “Justo é o Senhor”. A angústia de Judá não foi causada pela ira de um Deus tirano com sede de vingança, mas permitida pela justiça de um Deus pleno de misericórdia e pronto a perdoar. A dor nos faz lembrar que Ele continua sendo “o Senhor que [nos] sara” (Êx.15:26).
A dor e a angústia são dois algozes que nos deixam bem claro de que o nosso lugar não é aqui. Que estamos longe de casa. Então, nossas lágrimas tornam-se um bálsamo curativo para nossos corações que têm saudades do lar, que regam a nossa jornada tornando-a frutífera. Pois “quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6).
A dor lhe alcançou? As lágrimas insistem em cair ou inundam o teu coração? Como Judá, derrame toda a sua dor e esgote todas as suas lágrimas diante de Deus, em oração: “Vê, Senhor, a minha aflição” (v.9).
Não seja rebelde à Palavra do Senhor, mas continue sendo por ela reavivado e santificado, aguardando a bendita promessa: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap.21:4).
Bom dia, herdeiros da promessa!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Lamentações1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LAMENTAÇÕES 1 – Uma visão míope da Bíblia interpreta-a como antiquada para povos não-judeus. Uma visão distorcida da Palavra de Deus corrompe o verdadeiro conceito do Criador e interpreta de forma limitada Suas revelações.
O livro de Lamentações, escrito por Jeremias, inspirado pelo Espírito Santo, complementa os 52 capítulos do livro de Jeremias. Ele é pequeno, mas tão importante quanto o livro grande. Este profetiza a destruição da cidade da paz (Jerusalém); aquele é uma demonstração dos sentimentos do profeta frente ao cumprimento das suas tristes profecias.
Cada capítulo de Lamentações “tem vinte e dois versículos, exceto o capítulo central, que tem exatamente três vezes esse número” (J. Sindlow Baxter). “O número de versículos em cada poema é divisível por 22, porque são poemas acrósticos: Cada versículo ou conjunto de versículos começa com uma letra diferente, entre as 22 consoantes do alfabeto hebraico” (Lawrence O. Richard).
A Septuaginta (LXX) oferece informações precisas do contexto do livro na introdução do texto: “E aconteceu que, depois que Israel foi feito cativo e Jerusalém desolada, Jeremias sentou chorando e lamentou com esta lamentação sobre Jerusalém, e disse…”
O Comentário Bíblico Adventista oferece-nos este esboço do primeiro capítulo para auxiliar-nos na interpretação e aplicação de seus princípios a nossa vida:
A triste condição da outrora orgulhosa Jerusalém (1:1-22):
• O lamentável estado da cidade (vs. 1-11);
• O lamento da cidade sobre sua própria condição (vs. 12-17);
• A confissão e oração da cidade (vs. 18-22).
Diz Matthew Henry que “uma vez que Salomão diz, ainda que contrarie o conceito habitual do mundo, com certeza é verdade que, ‘melhor é a tristeza do que o riso’. Que ‘melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete’. Nós devemos ler e considerar os capítulos melancólicos deste livro, não somente com a disposição, mas com a expectativa de que nos edificaremos com ele. E, para que possamos fazer isto, devemos nos investir de uma santa tristeza e devemos nos determinar a chorar com o profeta chorão”.
• As aflições devem ensinar-nos preciosas lições;
• O pecado rouba paz, alegria e saqueia bens materiais;
• Lamentos presentes são consequências de negligências espirituais no passado;
• O choro pode auxiliar-nos a compreender onde erramos;
• Situações lamentáveis devem reavivar nossas orações moribundas.
Vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO JEREMIAS 52 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 52 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
JEREMIAS 52 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO (link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/jr/52
O final do capítulo 51 diz: “Aqui terminam as palavras de Jeremias” (Jeremias 51:64). Então, quem escreveu o capítulo 52? Jeremias começou seu ministério profético por volta de 625 AC. Ele provavelmente não estava vivo na época em que o rei Nabucodonosor morreu e Evil-Merodaque se tornou o rei da Babilônia em 562 a. C. Além disso, o capítulo 52 é quase idêntico à última parte de 2 Reis (24:18-25:30). Portanto, esta parte pode ter sido adicionada por algum escriba que considerou ser necessário colocá-la no final do livro de Jeremias como uma nota de confirmação adicional da queda de Jerusalém.
Este capítulo descreve o reinado de Zedequias, a derrota de Judá pelos Caldeus e o fim desastroso da família real e dos oficiais de Judá. A razão pela qual Deus lançou Jerusalém e Judá para longe dos Seus olhos foi por causa das más ações de Zedequias e Jeoiaquim diante do Senhor.
Como é triste ler sobre a destruição de Jerusalém, o incêndio e a pilhagem do Templo de Deus. O povo de Judá poderia ter prosperado se tivesse obedecido a Deus.
Oração: Senhor, eu Te louvo porque és justo e bondoso. Ajuda-me a ser fiel a Ti a fim de que as bênçãos que desejas para mim possam se realizar de modo completo. Amém.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=992
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara