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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/mt/28
Em nítido contraste com a religião construída com base na autoridade e poder, duas mulheres alheias às estruturas de poder humano, Maria Madalena e “a outra Maria”, são as primeiras pessoas a receber a tarefa de difundir o Evangelho. Isso mostra que a proclamação das boas novas acerca de Jesus é trabalho de todos os crentes, independentemente da condição sócio-econômica ou eclesiástica. Estas mulheres foram orientadas a dizer “aos discípulos” para irem encontrá-Lo na Galileia (vs 7, 10). Os discípulos (v. 16) obedeceram a mensagem enviada através das mulheres, e foram para o monte que Jesus havia especificado.
Quando todos estavam reunidos no monte, Jesus anuncia que tem TODO o poder no Céu e na Terra, e por isso, comissiona Seus discípulos a irem por todo o mundo e fazerem discípulos de todas as nações. Os dois componentes-chave para a formação de discípulos são o batismo e o ensino de tudo aquilo que Cristo ensinou. Observe que os discípulos de Cristo não estão autorizados a ensinar o que bem entenderem. Eles devem ensinar o que Cristo ensinou, ou seja, os ensinamentos bíblicos. Assim, não há nenhuma autoridade inerente no mensageiro. Em vez disso, a mensagem é que tem autoridade em virtude de Quem a originou.
Jesus tem TODA autoridade no céu e na terra, porque Ele é Deus. Assim, em Sua autoridade, não em nossa própria autoridade, vamos ao mundo com a Sua mensagem, formando mais discípulos para seguirem o Cristo divino ressuscitado.
Stephen Bauer, Ph.D
Professor de Teologia e Ética
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1203
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1250 palavras
1 No findar do sábado. Do gr. opse de sabbaton. … E. J. Goodspeed conclui que “o sentido claro da passagem é: depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 599.
no primeiro dia da semana. Do gr. mia sabbaton. A palavra sabbaton … significa tanto “sábado”, o sétimo dia da semana, quanto “semana” …[como em Lc 18:12; 1Co 16:2). Sem qualquer base gramatical, alguns interpretam mia sabbaton como “o primeiro dos sábados” e concluem que Mateus aqui designa o domingo da ressurreição como a primeira ocasião em que o caráter sagrado do sábado foi transferido para o primeiro dia da semana. No entanto, estudiosos do grego jamais tentaram defender a santidade do domingo com base nesta tradução gramaticalmente incorreta de Mateus 28:1. CBASD, vol. 5, p. 600.
A contagem de Mateus deixa claro que o primeiro dia da semana seguiu ao sábado, que, por suas vez, seguiu ao dia da preparação (27.62) que foi sexta-feira. Isto deixa claro que décadas após a ressurreição, quando Mateus escreveu seu evangelho, o domingo ainda era o primeiro dia da semana (e não havia sido mudado para o “Sábado”) e que o sétimo dia ainda era observado como o Sábado, de acordo com os mandamentos e práticas bíblicas desde a Criação. Andrews Study Bible.
No domingo de madrugada verificou-se o milagre da ressurreição, da vitória sobre a morte pela intervenção divina. Bíblia Shedd.
foram ver o sepulcro. Naquela estação do ano astronômico, o amanhecer começava cerca de 5h30 da manhã. Se Maria Madalena acordou na hora em que começava a clarear o dia (ver Jo 20:1) e caminhou de Betânia ao Calvário, ela teria chegado por volta do nascer do sol (ver Mc 16:1, 2; cf Jo 20:1). CBASD, vol. 5, p. 600.
2 sobreveio (NVI). O significado é “sobreviera”. Fica claro nos relatos correspondentes (Mc 16.2-6; Lc 24.1-7; Jo 20.1) que os acontecimentos dos v. 2-4 tinham ocorrido antes da chegada das mulheres ao túmulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cada um dos quatro evangelistas dá sua própria versão dos acontecimentos rápidos e intensos da manhã da ressurreição. … As diferenças aparentes não são devido a discrepâncias entre os relatos, mas sim à brevidade das narrativas. CBASD, vol. 5, p. 601.
um grande terremoto. Somente Mateus menciona esse terremoto e o ocorrido por ocasião da morte de Jesus (27.51, 54). Bíblia de Estudo NVI Vida.
um anjo. Lucas 24:4 fala de dois anjos, dos quais Mateus menciona apenas um. … O fato de o outro não ser mencionado não deve ser tomado como uma negação de sua presença. CBASD, vol. 5, p. 601.
6 Ele não está aqui. O túmulo vazio proclamava a ressurreição de Jesus. Tudo que as autoridades judaicas precisavam fazer para refutar a ressurreição de Jesus era preservar o corpo morto do Salvador. Se pudessem, eles certamente fariam isso. CBASD, vol. 5, p. 601.
9 Salve! Literalmente, “seja feliz”, ou “se alegre”. Esta era uma forma comum de saudação (cf Mt 26:49; 27:29; Lc 1:28; At 15:23; Tg 1;1).CBASD, vol. 5, p. 601.
10 Não temais! Uma admoestação comum feita pelos visitantes celestiais (ver Mt 28:5; cf Lc 1:13, 30). CBASD, vol. 5, p. 601.
13 Vieram de noite os discípulos. Se esta acusação fosse verdadeira, os sacerdotes que fabricaram a mentira provavelmente teriam sido os primeiros a pedir punição severa para os soldados envolvidos no suposto caso de negligência. … A morte era a pena romana para quem permitisse a fuga de um prisioneiro. Sabendo disso, a guarda não teria dormido. Além disso, é inconcebível que todos os soldados tivessem adormecido ao mesmo tempo e que permanecessem adormecidos durante a remoção da pedra e do corpo de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 602.
13-15 A burla dos judeus. Agostinho propõe o seguinte argumento: “dormindo ou acordados: Se acordados, porque deixaram alguém roubar o corpo de Jesus? E se dormindo: como poderiam declarar que foram os discípulos que furtaram o corpo de Jesus?” Em ambas as circunstâncias seriam condenados à morte, se não fosse o interesse dos líderes, em encobrir o fato da intervenção divina. Bíblia Shedd.
15 como estavam instruídos. Durante vários séculos, esse relato fabricado do túmulo vazio apareceu em ataques judeus e pagãos ao cristianismo. Justino Mártir, na metade do 2º século, e Tertuliano, no início do 3º, o mencionam. CBASD, vol. 5, p. 602.
16 onze. Judas Iscariotes se suicidara (27.5). Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 duvidaram. Isto não se refere aos onze, os quais estavam então convencidos, mas a outros, entre os 500 crentes reunidos na encosta da montanha, muitos dos quais nunca tinham visto Jesus (DTN, 819).CBASD, vol. 5, p. 603.
18 Toda a autoridade. Nesse momento, Ele retomou toda a autoridade que exercia antes de vir a terra para assumir as limitações da humanidade (cf Fp 2:6-8). CBASD, vol. 5, p. 603.
19 Ide. Os v. 19 e 20 constituem o grande fundamento da missão cristã. No pronome “vós” (subentendido em português), Cristo incluiu todos os crentes até o fim dos tempos (ver DTN, 822; cf 819). Como discípulos, os onze foram alunos na escola de Cristo. Como apóstolos, eles foram então enviados a ensinar aos outros (ver com. de Mc 3:14). CBASD, vol. 5, p. 603.
19-20 fazei discípulos de todas as nações. Apesar de Mateus escrever especificamente para judeus, sua intenção era mostrar que a boa nova de Jesus Cristo é universal, internacional e inclusiva. Ele inicia seu evangelho incluindo mulheres, não-judeus e pessoas com manchas no caráter em sua genealogia … e encerra não apenas destacando o envio das mulheres com as boas novas (28:5-8), mas comissionando os discípulos a levar as boas novas a todas as nações e todas os povos e fazer deles discípulos por meio do batismo no nome singular do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Andrews Study Bible.
O cristianismo foi a primeira religião a assumir um caráter verdadeiramente mundial. … O cristianismo desfaz efetivamente todas as barreiras de raça, nacionalidade, sociedade, economia e costumes.CBASD, vol. 5, p. 603.
Espírito Santo. Ver com. de Mt 1:18; sobre o ofício e a obra do Espírito Santo, ver Jo 14:16-18. A natureza do Espírito Santo é um mistério divino, sobre o qual as Escrituras não consideram sábio especular. CBASD, vol. 5, p. 603.
20 ensinando-os. A aceitação do evangelho de Cristo envolve a ação da inteligência. … Conceitos do cristianismo que fazem da conversão e da salvação um mero assentimento à fé em Jesus Cristo como salvador, por mais importante que seja, omitem a parte mais importante da comissão evangélica. É essencialmente importante ensinar às pessoas, ao batizá-las, a observar as coisas que cristo ordenou. … Sem o exercício das faculdades mentais para entender a vontade revelada de Deus, não pode haver cristianismo verdadeiro, nem crescimento real. A instrução é, portanto, de importância vital antes e depois do batismo. CBASD, vol. 5, p. 604.
todas as coisas. Nada deve ser omitido. Não cabe ao ser humano declarar que alguns dos ensinamentos de Cristo estão fora de moda.CBASD, vol. 5, p. 604.
que Vos tenho ordenado. Tradições e exigências humanas são de nenhum valor diante de Deus. Qualquer ensinamento sem a autoridade de Cristo não tem lugar na igreja cristã. Jesus fez uma distinção vital entre o “mandamento de Deus” e a “tradição dos homens”. CBASD, vol. 5, p. 604.
estou convosco. Mateus termina citando as palavras confortantes e fortalecedoras de Jesus, que veio à terra para ser “Deus conosco”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A promessa da continuada presença divina é a chave de ouro que encerrará vários livros da Bíblia (cf Êx 40.38; Ez 48.35; Ap 22.20). Bíblia Shedd.
… pela virtude do Espírito Santo, Jesus estaria mais perto dos crentes em todo o mundo do que será possível se permanecesse como antes, na terra (ver Jo 16:7). … Através do dom e da orientação do Espírito Santo, cada discípulo do Mestre pode encontrar comunhão com Cristo, como o fizeram os discípulos no passado. CBASD, vol. 5, p. 604.
A consumação do século. Ou, “o fim do mundo”. CBASD, vol. 5, p. 604.
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“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (v.19).
A comissão evangélica inclui uma grande responsabilidade, mas também uma maravilhosa recompensa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (v.20). A promessa da presença constante de Cristo com Seus discípulos é a mais sublime e confortante promessa diante dos desafios da pregação do evangelho. O relato de “Maria Madalena e a outra Maria” (v.1) indo ao sepulcro, nos dá um vislumbre do quão significativo é estar perto de Jesus. As mulheres que O seguiam buscavam uma forma de tentar minimizar a dor pela morte de seu Mestre na esperança de ver o lugar de Seu repouso e tocar nem que fosse em Seu corpo sem vida. Receberam, porém, um consolo que está além da linguagem humana, ao verem o sobrenatural (v.5) e tocarem no Imortal (v.9).
Como Maria, mãe de Jesus, foi a primeira a receber as boas-novas do nascimento de Cristo, as duas Marias foram as primeiras a ouvir as boas-novas de Sua ressurreição. Como prometido, Jesus iria à Galileia se encontrar com os discípulos, para o monte que Ele mesmo designou. Assim como a aparição dos anjos causou dois tipos de reação, a aparição de Cristo também causou duas reações: “E, quando O viram, O adoraram; mas alguns duvidaram” (v.17). Mas ainda que nossa fé se revele pequena, Jesus Se aproxima de nós (v.18) e nos convida a fazer parte de Seu ministério salvífico. E, mediante a autoridade que Lhe “foi dada no Céu e na terra” (v.18), Ele está regendo a Sua igreja pessoalmente “todos os dias até à consumação do século” (v.20).
A cruz e a ressurreição de Cristo Jesus representam a vitória sobre a morte eterna e nossa liberdade do cativeiro do pecado. O sepulcro vazio aponta para um país habitável. Dizer que os discípulos roubaram o corpo de Cristo (v.13) não faz diferença para aqueles que O amam e que têm desfrutado de Sua companhia todos os dias. São estes que entendem o seu papel como cristãos adventistas do sétimo dia, que aguardam a volta de Jesus e permanecem fiéis à Sua Lei; que enquanto aguardam, também apressam o Dia do Senhor dedicando a sua vida no cumprimento do último sinal profético: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho de todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Estamos vivendo em dias decisivos, amados. Tudo converge para o cumprimento das profecias que definirá quem “serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Discípulos não fazem admiradores. Discípulos fazem discípulos. A ordem é muito clara: Chamar, batizar e ensinar. Ao aceitar, o crente entra na escola cuja ciência e cujo método estão sempre na escala da ascendência em Cristo, “até ser dia perfeito” (Pv.4:18). Pela contemplação de nosso Mestre sempre presente, “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). É contemplando a Jesus e tendo o nosso caráter moldado pelo Espírito Santo, que somos habilitados a sermos Suas testemunhas (At.1:8).
Que o evangelho segundo Marcos seja mais um instrumento do Espírito Santo para a nossa santificação e semelhança com Jesus Cristo. Assim como Ele “ressuscitou, como tinha dito” (v.6), logo Ele voltará, conforme Ele também prometeu: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos de Jesus!
* Oremos pelo batismo com o Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
* Por favor, divulguem o vídeo que gravei fazendo um convite para o estudo do livro de Marcos.
Segue o link: https://youtu.be/p7Xe4Dd8Zl4
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Mateus28 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MATEUS 28 – O livro de Mateus revela a incredulidade dos escribas e fariseus. Esse texto inspirado por Deus dá dicas espirituais de como lidar com incrédulos e ateus sabendo que a resposta da maioria será terrivelmente negativa.
Para a incredulidade, a ignorância da verdade é confortável. A verdade incomoda aos incrédulos. Contudo, a verdade não deve ser ignorada. Deve ser proclamada, porque as pessoas não sabem a razão pela qual não querem conhecê-la.
Ignorância gera arrogância. “Nada induz o ser humano a duvidar muito do que saber pouco” diz Francis Bacon.
Observe com atenção alguns pontos do capítulo em questão:
• Após a morte de Jesus na sexta-feira, as mulheres esperaram passar o sábado para visitar ao sepulcro; então, sucedeu terremoto pela presença dum anjo que removeu a pedra e assentou-se nela. As mulheres ouviram ao anjo e creram em suas afirmações; ao retornarem apressadamente, encontraram Jesus ressuscitado (vs. 1-10).
• Os guardas romanos, colocados para vigiar o corpo, viram o mesmo que as mulheres (vs. 2-4); correram e contaram aos principais sacerdotes tudo o que aconteceu, os quais decidiram não acreditar; pelo contrário, numa reunião, decidiram subornarem aos guardas para divulgarem uma mentira ao invés da verdade (vs. 11-15).
• As mulheres adoraram a Jesus quando O viram (v. 9), a maioria dos discípulos também; contudo, alguns deles duvidaram (vs. 16-17). É difícil crer mesmo depois de ver! “É interessante que Mateus, no último parágrafo de seu evangelho, salientou o fato de que o aparecimento físico de Jesus deixou alguns em dúvida. A visão depende mais da fé do que a fé na visão” (Frank Stagg).
• Após receber toda autoridade no Céu e na Terra, Jesus comissionou Seus discípulos a irem ao mundo proclamar o evangelho com a garantia de Sua presença “até a consumação do século” (vs. 18-20).
“Observar a ênfase cristológica da Grande Comissão não é apenas uma questão de exegese correta, mas é decisiva para o espírito das missões. Só quando a soteriologia é subordinada à cristologia é que existe verdadeira salvação” (Stagg).
Cegueira espiritual impede as pessoas de perceberem evidências claras da verdade. Mas, a verdade prevalece apesar dos grandes líderes promoverem a mentira.
Jesus ressuscitou para salvar pecadores, apesar dos Seus ferrenhos opositores! Tenhamos fé e coragem para promover essa mensagem! – Heber Toth Armí.
Ao concluir tua reflexão no livro de Mateus, qual é tua reação?
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TEXTO BÍBLICO MATEUS 27 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 27 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
MATEUS 27 – COMENTÁRIO MUNDIAL RODADA ANTERIOR (Associação Geral)
MATEUS 27 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube
(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/mt/27
Quem pode ser responsabilizado pela morte de Judas? É fácil dizer que o único culpado é ele mesmo. Jesus não pode ser culpado porque Ele fez todo o possível para ser amoroso com ele. Jesus lavou os pés de Judas e deu-lhe um lugar privilegiado na última ceia. Os discípulos não tiveram culpa; eles confiaram em Judas (embora ele fosse indigno disso). Acho que alguma responsabilidade vai para os líderes do Sinédrio. Eles se aproveitaram de sua proximidade com Jesus e se aproveitaram das dúvidas de Judas a fim de fazê-lo trair Jesus. Eles o usaram. Mais tarde, quando Judas percebeu que havia sido usado e que Jesus seria condenado, ele retornou aos líderes religiosos procurando uma saída para a sua culpa.
Judas devolveu o dinheiro dizendo: “Pequei pois traí sangue inocente”. Mateus 27:4. Foi quando ele viu que eles não ofereciam perdão e nenhuma maneira de desfazer seu erro que ele “e, saindo, foi e enforcou-se” (v. 5). Judas era culpado de traição, mas os líderes foram culpados de reter o perdão, culpados de não oferecer um caminho para Judas ser restaurado. Enfim, os líderes foram culpados de não ser como Jesus.
Você está oferecendo esperança aos pecadores?
Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicações da Igreja de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1202
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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O grande ato de Cristo em sofrer e morrer por nossos pecados nos toca profundamente. Ao mesmo tempo, as histórias de Judas, Barrabás, e Pilatos podem nos trazer importantes lições morais.
A multidão que escolheu Barrabás tinha muito em comum com Judas. Judas havia servido a Cristo por muito tempo, na esperança de alcançar uma alta posição social no novo reino messiânico. Quando Cristo escolheu não usar seu poder divino para Se livrar de seus perseguidores, Judas viu caírem por terra suas esperanças de utilizar Jesus e Sua religião para ganhar destaque e importância. Seu desencanto com o verdadeiro propósito de Cristo culminou com seu suicídio.
Como Judas, a multidão queria um Messias que os elevasse acima dos romanos, tornando-os os governantes do mundo. Assim, na escolha entre um pacificador Jesus e um lutador experiente, como Barrabás, eles escolheram o lutador, pois este mais provavelmente os ajudaria a alcançar suas ambições mundanas. Os valores com os quais a pessoa se identifica podem cegar o seu discernimento espiritual e moral, abrindo caminho para racionalizar qualquer injustiça ou imoralidade em nome da preservação de seus sonhos.
Finalmente, Pilatos. Ele sabia que Jesus era inocente, entretanto o entregou para ser cruelmente tratado e açoitado apenas para tentar satisfazer uma multidão indisciplinada e conservar o seu poder como governador. Esta primeira concessão falhou em acalmar a turba e, para evitar um tumulto, ele entrega um homem inocente para a execução mais cruel. Por quê? Para ele, preservar seu status como governador era mais importante do que a moralidade ou a justiça. Quão facilmente a manutenção do status pessoal e o auto interesse cegam as pessoas mais experientes e mais bem informadas para as coisas espirituais.
Que nossa busca à estabilidade financeira e reconhecimento social não nos afastem do caminho da justiça e do dever. Que nossas necessidades estejam sempre submissas a Cristo, o único caminho à verdadeira felicidade.
Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/27
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/11/28
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
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1938 palavras
1 Ao romper do dia [De manhã cedo, NVI]. O Sinédrio não podia ter reunião juridicamente válida à noite, de modo que houve mais uma reunião, ao raiar do dia, para oficializar a pena de morte (v. 26.66). Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 e o entregaram ao governador Pilatos. O Sinédrio tinha sido destituído pelo governo romano do direito de executar a pena de morte, a não ser no caso de um estrangeiro que invadisse o recinto sagrado do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
governador. Do gr. hegemon, mais precisamente traduzido por “procurador”. Uma hegemon era uma ordem equestre romana nomeada por César e que respondia diretamente a ele. A residência oficial do procurador romano, ou “governador” ficava em Cesareia [cidade portuária junto ao mar Mediterrâneo]. No entanto, especialmente nos dias das grandes festas judaicas, quando havia milhares de peregrinos em Jerusalém, era costume do “governador” deslocar-se temporariamente para Jerusalém, a fim de protegê-la de qualquer desordem. Havia sempre a possibilidade de uma revolta popular contra Roma, e uma ocasião como a Páscoa era a oportunidade ideal para os judeus suscitarem uma insurreição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 586, 587.
Flávio Josefo (37 d.C. – início do segundo século), historiador judeu que viveu na época da revolta contra Roma, narra vários atos da estultícia de Pilatos, que desviava fundos do templo, e massacrou uns samaritanos sem motivo justo, sendo finalmente deposto pelos romanos. Segundo Eusébio, foi levado ao suicídio entre 31 e 41 d.C. Bíblia Shedd.
3 tomado de remorso. O remorso de Judas não é a mesma coisa que arrependimento. Bíblia de Genebra.
O arrependimento de Judas era como o de Esaú, um remorso não acompanhado de uma mudança de mente. CBASD, vol 5, p. 587.
4 Que nos importa? Isso é contigo. Esta tentativa de transferir a responsabilidade não é mais eficaz do que a de Pilatos no v. 24. Bíblia de Genebra.
O Sinédrio ignorou o novo depoimento introduzido forçosamente no julgamento pela confissão de Judas. Sua confissão deve ter envergonhado muito os líderes, cuja cumplicidade na conspiração se tornou então pública. Era evidente que haviam subornado Judas, e este ato era uma violação direta das leis de Moisés (ver Êx 23:8). CBASD, vol 5, p. 587.
6 é preço de sangue. Os sacerdotes se negaram a colocar as trinta moedas de prata de volta no tesouro do templo, mas estavam ansiosos para derramar o sangue inocente que tinham comprado com esse valor. Eles manifestaram um escrúpulo semelhante quando se recusaram a entrar na sala de Pilatos a fim de não se contaminarem e, assim, ficarem impedidos de comer a Páscoa (Jo 18:28). CBASD, vol 5, p. 587.
11 Tu o dizes. Isto é equivalente a “sim”. CBASD, vol 5, p. 588.
15 costumava o governador soltar. A anistia para os presos políticos em tempo de festival era uma prática de origem pagã (ver DTN, 733). Era uma demonstração da política conciliatória de Roma para com o povo das províncias subjugadas, a fim de ganhar a simpatia do povo. CBASD, vol 5, p. 588.
16 Barrabás. Evidências textuais … apoiam a variante “Jesus Barrabás” (NTLH). Pilatos ofereceu ao povo a escolha entre um pretenso salvador político (ver DTN, 733) que prometeu livramento da tirania de Roma, e o Salvador do mundo, que viera para ssalvar as pessoas da tirania do pecado. Eles preferiram submissão à liderança de Barrabás em vez de aceitar a liderança de Cristo. CBASD, vol 5, p. 588.
17 chamado Cristo. A proposta de libertar Jesus dava a entender que, para fins de negociação, Pilatos reconhecia Jesus como um prisioneiro, culpado das acusações feitas contra Ele, que, como tal, era elegível para a anistia com base no costume. CBASD, vol 5, p. 589.
20 persuadiram o povo. Grande parte do apoio popular a Jesus vinha da Galileia e da Pereia, onde ele havia ministrado havia pouco tempo. Os peregrinos dessas regiões dormiam fora da cidade e ainda não tinham entrado, naquela hora da manhã. Os líderes temiam uma tentativa de libertar Jesus por parte desses peregrinos (ver com. de Mt 26:59). … Pilatos antecipou que alguns dos amigos de Jesus falariam em nome dEle. Aparentemente, ele não sabia que a multidão diante do tribunal era composta, se não totalmente, de homens hostis ou pelo menos indiferentes em relação a Jesus. Por essa razão, o ardil de Pilatos falhou, sem dúvida, para sua grande surpresa e desgosto. CBASD, vol 5, p. 589.
22 Que farei […]? Pilatos não teve coragem moral de dar o veredito que ele sabia ser o certo. CBASD, vol 5, p. 589.
23 Que mal fez Ele Pilatos, representando o poder de Roma imperial, estava discutindo a questão com a turba de Jerusalém! Não só isso, ele estava perdendo a discussão! CBASD, vol 5, p. 589.
25 Caia sobre nós o Seu sangue e sobre nossos filhos. Deus não pune os filhos pelos pecados dos pais; no entanto, os resultados das decisões e ações erradas têm seu efeito natural em gerações posteriores (ver Êx 20:5; ver com. de Ez 18:2). No cerco de Jerusalém, em 70 d.C., uma geração depois da crucificação …, os judeus sofreram o resultado inevitável da decisão tomada no dia em que quebraram a aliança (ver DTN, 739) com a declaração: “não temos rei, senão César” (Jo 19:15). Como um povo, eles têm sofrido por quase 19 séculos desde então. CBASD, vol 5, p. 590.
26 O açoite romano era aplicado com um chicote com muitos fios, nas extremidades dos quais pedaços de ossos eram presos. Os prisioneiros frequentemente morriam com este castigo. Bíblia de Genebra.
27 pretório. Residência oficial do governador em Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 manto. Lit., a “capa” de um soldado romano. Bíblia de Genebra.
O sobretudo de um oficial romano. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 uma coroa. Do gr. stephanos, em geral, “coroa de vitória”. Uma stephanos geralmente consistia de uma guirlanda de folhas ou flores, como um possível prêmio aos vencedores em competições atléticas e na guerra. Mal sabiam os algozes de Jesus quão apropriado foi Dar-Lhe uma coroa de vitória; pois, neste caso, Aquele que a usava, por Sua morte, triunfou sobre os “principados e potestades” (Cl 2:15) e conquistou a maior vitória do tempo e da eternidade. CBASD, vol 5, p. 591.
32-37 A crucificação causava uma morte lenta e agonizante. É provável que os pregos fossem fincados nos punhos, ao invés de nas palmas nas mãos. O peso do corpo suspenso tornava a respiração difícil e dolorosa. Os esforços involuntários das pernas para aliviar a pressão aumentavam enormemente o sofrimento dos pés. Esta terrível experiência continuava até que a vítima, totalmente exaurida, não podia mais respirar; isto poderia durar vários dias. Bíblia de Genebra.
34 com fel. Reza a tradição que as mulheres de Jerusalém tinham por hábito fornecer este analgésico para diminuir a dor dos presos ao serem crucificados. Jesus recusou-se a bebê-lo porque queria permanecer de todo consciente até a sua morte. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35 crucificarem. A crucificação era a pior punição daquela época e era reservada para escravos e estrangeiros. Era extremamente doloroso e cheia de vergonha emocional … porque eram usualmente despidos de suas roupas. A morte vinha lentamente, frequentemente após muitos dias, porque nenhum dos órgãos vitais era afetado. A morte de Jesus não foi usual, porque levou apenas algumas horas para que ele expirasse. A explicação mais razoável para isso é que Ele tenha morrido de coração partido. Andrews Study Bible.
repartiram entre si as Suas vestes. Esta ação cumpriu o Sl 22.18, como se torna explícito em Jo 19.23-24. Os eventos que envolveram a crucificação de Jesus incluem numerosos cumprimentos do Sl 22. Bíblia de Genebra.
37 O REI DOS JUDEUS. A tabuleta no alto da cruz especificava o crime. Pilatos estava insultando os líderes judeus, mas a ironia dessa verdade estava clara a toda Igreja Primitiva. Bíblia de Genebra.
38 O termo traduzido por “ladrões” é uma palavra que Josefo usa para rebeldes. Ladrões não eram comumente crucificados. Talvez estes dois fossem do bando de Barrabás (Mc 15.7). Bíblia de Genebra.
40 se és. Estas palavras são uma reminiscência do desafio proferido por Satanás quando ele se aproximou de Cristo no deserto da tentação. … Mais uma vez, falando por meio de homens possuídos por demônios, Satanás procurou atingir a fé que Jesus tinha em Seu Pai celestial (ver DTN, 733, 746, 760).
45 Desde a hora sexta até a hora nona. Do meio dia até às três horas da tarde. Bíblia de Genebra.
46 por que me desamparaste. O grito desolado de Jesus é o cumprimento do Sl 22.1, mostrando a profundidade do sofrimento que ele experimentava ao sentir-se separado de Seu Pai. Posteriormente, os apóstolos perceberam que Jesus estava suportando o horror da ira do juízo de Deus sobre o pecado. Este foi, de todos, o mais agonizante dos sofrimentos daquEle cujo relacionamento com o Pai era perfeito em amor. Bíblia de Genebra.
o véu … se rasgou. O véu do templo era uma cortina que separava o Santo dos Santos do resto do Santuário. Simbolizava a impossibilidade de o homem se aproximar de Deus (Hb 8.9). A morte de Jesus foi o Seu sacrifício no altar celestial (Hb 9.12, 24-25), que abriu o caminho até Deus (Hb 10.19-20), removendo o véu. O céu tinha sido aberto através do sacerdócio real e Cristo (1Pe 2.9). Bíblia de Genebra.
50 entregou o espírito. Depois destas palavras, Lucas diz que Jesus expirou (Lc 23:46); abriram-Lhe o lado com uma lança (Jo 19:31-37). O que verteu do lado de Jesus foi uma mistura de sangue coagulado e de soro (este possui a aparência de água). Esta situação surge no caso de ruptura do coração, quando o sangue acumula-se no pericárdio (o tecido celular que reveste o exterior do coração). A tortura mental, espiritual e física pode muito bem ter provocado o rompimento do coração, o que provocou de Jesus este único clamor. Bíblia Shedd.
51 o véu do santuário. A cortina que dividia o santuário do Santo dos Santos, para onde ninguém podia penetrar senão o sumo sacerdote, e este só no dia da expiação. O acontecimento seria uma tragédia para os judeus, mas simbólico para os crentes: em Cristo está abolida toda e qualquer separação entre o adorador e seu Deus (Jo 14.6). Bíblia Shedd.
52 ressuscitaram. Deve-se notar que, embora os túmulos tenham sido abertos no momento da morte de Cristo, os santos não ressuscitaram até o momento de Sua ressurreição (Mt 27:53). Quão apropriado foi que Cristo trouxesse consigo do túmulo alguns dos prisioneiros a quem Satanás havia mantido no cárcere da morte. Esses mártires saíram com Jesus imortalizados e, depois, subiram com Ele para o Céu (ver DTN, 786). CBASD, vol 5, p. 595
A ressurreição de “muitos … santos”, ainda que mencionada aqui, para mostrar a conexão com o rompimento do véu ocorreu depois da ressurreição de Jesus. Esta ressurreição era o cumprimento simbólico de Dn 12.2. Bíblia de Genebra.
55 muitas mulheres. Aquelas que tinham seguido a Jesus durante o Seu ministério na Galileia ficaram fiéis até o fim, e até o novo começo (28.1; Jo 20.11-18). O perfeito amor lançou fora o medo (1Jo 4.18). Bíblia Shedd.
58 e lhe pediu. Nicodemos foi comprar especiarias a fim de embalsamar o corpo de Jesus (ver com. de Jo 19:39, 40); e, provavelmente, ao mesmo tempo, José foi ver Pilatos. …Era preciso ter coragem para ir adiante e manifestar simpatia por um homem condenado e executado como traidor de Roma… A coragem de José e Nicodemos brilha em contraste com a covardia dos discípulos. … Na mesma hora, os líderes dos judeus foram a Pilatos com o pedido de que o corpo de Jesus e dos dois ladrões devia ser retirado da cruz antes do sábado (Jo 19:31). A lei de Moisés exigia que corpos dependurados em madeiro fossem removido antes do pôr do sol (Dt 21:22, 23). … No curso normal dos acontecimentos, Jesus, como um traidor de Roma, teria um enterro desonroso em um campo reservado aos mais vis criminosos (ver DTN, 773). CBASD, vol 5, p. 596.
64 Este último engano será pior do que o primeiro (NVI). O primeiro seria que Jesus era o Messias; o segundo, que ressuscitara como o Filho de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a Terra” (v.45).
As cenas finais da vida de Cristo, especialmente as da crucifixão, devem ser cuidadosa e minuciosamente estudadas. Confesso que eu nunca havia feito isso da forma como tenho feito hoje. Garanto a vocês que não há nada neste mundo que possa ser comparado à felicidade e satisfação de ouvir a voz de Deus a me falar: Perceba, filha, o tamanho do Meu amor por você!
Aquele que libertou os cativos foi amarrado como um delinquente. Aquele que é o próprio Verbo (Jo.1:1-3) Se calou diante das falsas acusações. Aquele que Se despiu de Suas vestes de glória foi vestido com o manto da vergonha. Aquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores teve a Sua fronte perfurada por uma coroa de espinhos. Aquele que trocou a adoração dos anjos para vir a este mundo escuro, foi cuspido, açoitado e escarnecido. Aquele que é o Príncipe da Paz foi crucificado pelos Seus como um perturbador da paz.
Mas sabem o que é mais assustador nestes relatos? O fato de que Jesus foi traído e entregue por um de Seus discípulos e que foi perseguido, preso e morto a mando dos líderes religiosos do Seu povo. A atitude de Judas após perceber a grande abominação que havia cometido não foi de arrependimento, mas de remorso (v.3). Se a devolução das moedas tivesse sido acompanhada com a devolução de seu coração a Deus, ele teria encontrado perdão. Mas ao “assinar” sua sentença com um beijo, “traindo sangue inocente” (v.4), entregou a Satanás o controle de suas emoções.
Os maiorais dos judeus, então, levaram Jesus diante da presença do governador romano. Apesar de desconhecer as Escrituras, Pilatos teve uma forte percepção acerca de Cristo que aqueles líderes religiosos jamais tiveram. Pensando estar julgando uma causa, ele não fazia ideia de que diante dele estava o justo Juiz. Mas ele conhecia o real motivo das acusações feitas contra Jesus: “Porque sabia que, por inveja, O tinham entregado” (v.18). Em seu desejo de acalmar as multidões e grandemente perturbado pelo sonho de sua esposa, Pilatos viu em Barrabás a solução de sua angústia. Imagino uma forte luta espiritual dentro deste homem. Contudo, a tentativa de transmitir ao povo o encargo de sua função foi frustrada ao ouvir da turba enfurecida o veredito injusto: a absolvição de Barrabás e a condenação de Jesus. E enquanto ele lavava as mãos, contemplava com horror um povo que dizia: “Caia sobre nós o Seu sangue e sobre nossos filhos!” (v.25). Desejo este que se cumpriu quando Jerusalém foi destruída por Roma em 70 d.C.
As trevas que cobriram toda a Terra não foram maiores do que as trevas que cobriam o coração dos escarnecedores. A cegueira espiritual lhes impediu de enxergar naquela cruz o seu Resgatador. Fossem seus olhos abertos para contemplar o invisível, e veriam os anjos chorando por não poderem estar no lugar de seu Senhor. E cumprindo-se o plano da salvação, ilustrado através do santuário, o Cordeiro de Deus “entregou o espírito” (v.50). Não havendo mais a necessidade das leis em forma de ordenanças (Ef.2:15), ou seja, dos rituais e cerimônias do santuário, “o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (v.51). Não precisamos mais sacrificar um animal para a remissão dos nossos pecados, pois o verdadeiro “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29) já cumpriu o perfeito sacrifício para que todos tenhamos acesso ao Pai através dEle.
Amados, o fato de que Jesus foi rejeitado pelos Seus e principalmente por aqueles que se orgulhavam de sua moral religiosa deve ser para nós hoje um grande alerta. Ser moralmente correto e orgulhosamente religioso só faz com que as palavras de Jesus à nossa geração façam ainda mais sentido: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). O certificado de batismo ou as credenciais de líder religioso não equivalem a títulos das moradas do Pai. Deus está à procura de Seus verdadeiros adoradores (Jo.4:23) e está a ponto de vomitar os que têm se recusado a tornar-se como crianças (Mt.18:3).
Perto está o Senhor de cumprir a Sua derradeira promessa e “Jesus, clamando outra vez com grande voz” (v.50), fará despertar do pó não apenas alguns, mas todos “os mortos em Cristo […] depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17). Assim como a Sua morte foi um evento que abalou céus e terra, a Sua segunda vinda será o maior evento que este mundo já presenciou. Como, pois, podemos estar preparados para este grande Dia? Jesus mesmo já nos deu esta resposta: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Prossigamos em conhecer o nosso Salvador e muito em breve O conheceremos face a face. Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Mateus27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MATEUS 27 – O Messias estava previsto desde Gênesis 3:15. A intenção do Antigo Testamento inteiro visava preparar o coração dos pecadores para a vinda do Salvador (João 5:39).
• O evangelho escrito por Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, visa testificar que as profecias concernentes ao Messias se cumpriram.
“O conteúdo de Mateus não apresenta uma distribuição equilibrada em suas diferentes divisões. Mas o esquema em cinco livros, se é que existe, deve ser com a intenção de sugerir os cinco livros da Lei. Neste caso, o conteúdo refletiria algo que aparece claro por si mesmo neste evangelho: Jesus é o novo Moisés e o novo Israel que traz uma nova revelação da parte de Deus”. Por isso, em Mateus, “Jesus é posto em contraste com os escribas, mestres do judaísmo; Jesus é muito superior a eles, é um novo Moisés” (John L. McKenzie).
Os líderes judeus rejeitaram tão veementemente ao Messias, que maquinaram Sua morte. Mateus, movido pela compaixão divina, desejava abrir-lhes a mente endurecida pelo orgulho das próprias ideias religiosas.
“Mateus considerou a destruição de Jerusalém como julgamento sobre Israel, por ter rejeitado Jesus como o Cristo. Ele considerava Jesus como o cumprimento da Lei, tanto como seu intérprete quanto como Alguém que realmente viveu à altura das intenções da Lei” (Frank Stagg).
Do penúltimo capítulo deste livro, destaco os seguintes ensinamentos: • A religião verdadeira desprovida de relacionamento íntimo, sério e submisso com o Autor da religião leva o adorador ao assassinato do Autor da vida (vs. 1-2); • Andar com Jesus, conhecê-lO pessoalmente, participar de Sua missão e ser discípulo dEle, e então tentar tirar vantagens disso para obter dinheiro significa viver a religião cheia de informação, mas sem transformação (vs. 3-10); • Muitos seculares e pagãos podem achar Jesus justo, nobre e sincero, porém, não sabem o que fazer com Ele, nem sabem que todo Seu sofrimento foi por cauda deles (vs. 11-32). • Assim como Moisés morreu e ressuscitou (Deuteronômio 34; Judas 9; Mateus 17:1-8) Jesus também morreu e ressuscitou; entretanto, para Jesus tal experiência foi mais gloriosa e intensa (Mateus 27:33-66).
A morte de Moisés não salvou ninguém, nem a si mesmo. É a trajetória de Cristo pela morte e ressurreição que garante vida aos mortais que O aceitam! Invistamos em Jesus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.