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MATEUS 5 – Após jejuar e orar, Jesus venceu a tentação, operou milagres, e investiu profusamente no ministério da pregação.
No final do capítulo anterior, Mateus registrou numerosas multidões afluindo de diversos lugares para seguir a Jesus.
Então foi pregado o sermão do monte, o primeiro sermão longo de Jesus registrado. Através dele, Jesus tinha como objetivo tirar os pecadores do reino das trevas e introduzi-los no reino da luz. Seus princípios são contrários às filosofias mundanas. Jesus declara que felizes (makários, bem-aventurados) são os…
• …Humildes de espírito; não os orgulhosos.
• …Que choram; não os insensíveis.
• …Mansos; não os nervosos.
• …Insaciados; não os cheios de si.
• …Misericordiosos; não os indiferentes/intolerantes.
• …Limpos de coração; não os maliciosos/imorais/corruptos.
• …Pacificadores; não os briguentos.
• …Justos; não os desonestos/infiéis/fraudulentos.
• …Perseguidos por causa de Cristo; não os perseguidores.
Após apresentar a satisfação no coração do cristão genuíno (vs. 1-12), Jesus revelou o impacto da aplicação dos princípios divinos na sociedade (vs. 13-16).
Em seguida, Jesus apresentou a legislação do reino de Deus. A Lei e os profetas incluem os Dez Mandamentos, porém, vai além deles. Jesus mostrava que o Antigo Testamento não era cultura judaica; era a cultura do Céu, que os judeus não aderiram.
O Antigo Testamento não perdeu sua autoridade, nem caducou com a vinda de Cristo; pelo contrário, brilhou ainda mais as Suas sublimes mensagens. Em Seu poderoso sermão, Jesus citou…
• …O sexto e o sétimo mandamentos da Lei Moral (vs. 21-32);
• …A lei levítica para falar do falso juramento e das promessas feitas a Deus (vs. 33-37);
• …A Lex Talionis (lei da retaliação) para falar do respeito e amor ao próximo (vs. 38-48).
O seguidor de Cristo, liberto do reino das trevas, conduzido ao reino dos céus, torna-se súdito do Soberano do Universo; portanto, deve refletir o caráter dEle (v. 48) e proclamar a justiça e a legislação desse novo reino (vs. 17-20).
Nisto consiste o segredo das bem-aventuranças. Os reinos deste mundo contrastam com o reino de Deus, o mesmo contraste deve haver entre os seguidores de Cristo e o mundo. Como os profetas, o cristão pode sofrer perseguição, mas o galardão será tão grande quanto o deles (v. 12).
Sejamos súditos do reino de Deus e auxiliemos na libertação dos súditos do reino do diabo! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO MATEUS 4 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 4 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
MATEUS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR. ADOLFO SUÁREZ (link externo)
COM. VÍDEO PR. VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/mt/4
Como cristãos, todos conhecemos a palavra arrepender-se. Conhecemos o arrependimento como “uma tristeza pelo pecado e o afastamento dele”. Isso é verdade, embora signifique muito mais do que isso. Tirado de seu contexto religioso, arrepender-se significa simplesmente repensar, pensar novamente, mudar de idéia. Eu gostaria de ampliar esse significado considerando-o no contexto da fé.
É fácil ver a proclamação de Jesus em Mateus 4:17, “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”, apenas como um aviso para que os pecadores mudem seu modo de agir. A longa história humana atesta do nosso relacionamento quebrado com Deus e da culpa que carregamos. Foi exatamente essa culpa que fez as pessoas terem medo de Deus e evitarem ter um relacionamento com Ele. Jesus veio para mudar isso. Ele deseja que as pessoas abandonem seus pecados porque ele deseja que elas se voltem para ele.
Vamos tentar ouvir desta forma: “Mude a sua maneira de pensar a respeito de Deus porque estou aqui para mostrar a você como o céu realmente é.” Ele está dizendo que, uma vez que o tivermos visto, saberemos como Deus realmente é. Ele veio para mudar a maneira como as pessoas pensam. Pense diferente hoje e siga-O.
Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicações da Igreja de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1179
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1776 palavras
1-11 A importância das tentações de Jesus, ainda mais por terem ocorrido no início do Seu ministério público, pode ser mais bem entendida se levarmos em conta o tipo de Messias que Ele haveria de ser. Não levaria a efeito a Sua missão usando Seu poder sobrenatural para necessidades próprias (primeira tentação), usando-o para conquistar muitos seguidores mediante milagres ou magias (segunda tentação) ou fazendo concessões a Satanás (a terceira tentação). Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 tentado. A tradição aponta o Monte da tentação no sul da Judeia. Diabo. Gr diabolos, “maldizente”, o que lança uma pessoa contra a outra. Na mesma narrativa, Marcos emprega a palavra Satanás (Mc 1.13), que é uma transliteração da palavra hebraica sãtãn, “adversário”, “acusador”. Bíblia Shedd.
Foi das alturas do monte Nebo que “O Senhor lhe mostrou [ a Moisés] toda a terra” Dt 31:1-4; PP, 471-477), e pode ter sido do mesmo ponto, “um monte muito alto”, que o diabo apresentou a Cristo “todos os reinos do mundo” (Mt 4:8); CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 316.
Ainda que Deus mesmo não tente ninguém (Tg 1.13), as tentações que sofremos estão incluídas no plano soberano de Deus para nosso bem. Se vencermos, seremos fortalecidos; se sucumbirmos, reconheceremos mais claramente a necessidade que temos de mais santificação e graça. Bíblia de Genebra.
Jesus assumiu a natureza humana e, com ela, a possibilidade de ceder ao pecado (DTN, 117). … Só assim poderia ser dito que “foi Ele tentado em todas as coisas, mas sem pecado” (Hb 4:15). De outro modo, se, como afirmam alguns, por ser divino, Jesus não pudesse ser tentado, então Sua tentação teria sido uma farsa. CBASD, vol. 5, p. 317.
2 jejuar quarenta dias e quarenta noites. Somente Mateus menciona o jejum. Ele traça um paralelo com o jejum de Moisés de 40 dias e noites no Monte Sinai (Dt 9:9-18). E também com os 40 anos que os israelitas vaguearam no deserto acossados por tentações e testes (Dt 8:2-3). Andrews Study Bible.
O ministério de Jesus começou com jejum, uma preparação espiritual para a luta com o diabo: destacam-se também as 40 noites, por causa do costume árabe de observar o jejum durante o dia. … A arma usada por Jesus nesta batalha de três etapas, era a Palavra de Deus. “Está escrito”; através dessa arma o diabo foi golpeado e vencido. Bíblia Shedd.
3 Se és o Filho de Deus. Um claro eco das palavras do Pai no Jordão, 40 dias antes. … Com insolente desprezo, Satanás se dirigiu Àquele contra quem tinha falado tão desafiadoramente no Céu antes de ser expulso. … As palavras de Satanás nessa ocasião foram, mas tarde, ecoadas pelo líderes judeus ao zombarem de Cristo na cruz (Mt 27:40). CBASD, vol. 5, p. 318.
pedras se transformem em pães. O tentador primeiramente ataca Jesus no ponto de Sua maior necessidade. De modo similar, somos tentados em nossas maiores vulnerabilidades – por exemplo, materialismo no mundo desenvolvido e poder (religioso e politico) no mundo em desenvolvimento. As tentações de materialismo e poder foram as duas grandes tentações de Jesus de acordo com Mateus. Andrews Study Bible.
4 Está escrito. A fé de Cristo em Deus e o conhecimento de Sua vontade estavam fundamentados nas Escrituras. … Cristo afirma que obedecer à Palavra escrita de Deus tem mais valor e importância até mesmo do que realizar milagres. As citações que Cristo fez das Escrituras nessa ocasião foram todas extraídas de Deuteronômio [Dt 6:13; 6:16 e 8:3]. … As palavras usadas por Cristo para frustrar o tentador foram originalmente ditas por Moisés com referência à primeira ocasião no deserto quando os filhos de Israel murmuravam por causa da falta de água (ver Êx 17:1-7). CBASD, vol. 5, p. 319, 321.
Toda Palavra. …é de vital importância considerar toda a Palavra de Deus. O homem não tem a liberdade de escolher partes da Palavra de Deus que lhe agradam e rejeitar outras. CBASD, vol. 5, p. 320.
5 Então. Em Lucas, a ordem da segunda e terceira tentações é diferente. Não se sabe qual foi a real ordem cronológica, mas há razão para se crer que as três tentações ocorreram na ordem dada por Mateus. … A sequência de eventos apresentada em um dos evangelhos sinóticos [Mateus, Marcos e Lucas] com frequência difere da ordem dada nos outros. Deve-se observar que nenhum dos evangelistas afirma ter disposto a narrativa numa sequência estritamente cronológica,. CBASD, vol. 5, p. 320.
6 Satanás cita as Escrituras, mas usa o Sl 91.11-12 de um modo exatamente oposto ao do sentido original. O Sl é uma exortação para se confiar em Deus; Satanás tenta substituir a confiança por um teste, lançando dúvida sobre a fidelidade de Deus. Não há lugar para a presunção em uma grande fé. Fé e presunção são incompatíveis. Bíblia de Genebra.
Jamais devemos nos colocar desnecessária ou descuidadamente numa posição em que Deus tenha que fazer um milagre a fim de nos salvar dos resultados adversos de uma conduta tola. Não devemos esperar que Deus nos resgate quando sem necessidade nos precipitamos para o perigo. A maturidade da fé nos levará a viver em harmonia com o que Deus já nos revelou e, então, confiar nEle quanto ao restante. CBASD, vol. 5, p. 322.
8 reinos do mundo. Mateus coloca esta tentação por último. No grego, o mais importante é colocado por último ou em primeiro. Para Mateus, o reinado de Jesus é a chave de seu evangelho. Andrews Study Bible.
Satanás afirmou ter substituído a Adão como governante legítimo deste mundo (ver Gn 1:28; Jó 1:6, 7), mas governava como usurpador. Contudo, Cristo não contestou diretamente a reivindicação de Satanás, apenas negou que ele tivesse qualquer direito de ser adorado. CBASD, vol. 5, p. 322.
9 Tudo isto. Satanás de forma eficiente exercia controle sobre os assuntos religiosos e políticos do mundo (Lc 4:6). … [porém] O controle de Satanás da raça humana não era completo. Ainda havia alguns que não lhe eram fiéis. Ele percebeu o desafio implícito na natureza perfeita de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 322.
10 Ao Senhor, teu Deus, adorarás. A crença de que alguém pode servir a dois senhores é um engano do diabo (ver Mt 6:24). Qualquer filosofia de vida que ofereça “tudo isto” e também o céu faz parte da doutrina do próprio diabo. CBASD, vol. 5, p. 323.
12 A prisão de João Batista encerra o ministério de Jesus na Judeia, passando então a exercer Seu ministério na Galileia, estabelecendo o centro das Suas atividades messiânicas em Cafarnaum, importante cidade da Galileia. Bíblia Shedd.
A despeito da aparente popularidade e êxito de Cristo (ver DTN, 181), Seu ministério na Judeia deu poucos frutos (DTN, 194, 245). Embora os breves comentários de João sejam toda a informação que se tem do que ocorreu durante esse período, fica claro que transcorreu um tempo considerável (cf. DTN, 214, 231). … A rejeição de Jesus pelo Sinédrio após a cura em Betesda (Jo 5:16, 18) resultou no término de Sua obra na Judeia e fez com que partisse para a Galileia, quando se deu o início formal de Seu ministério ali. Outro fator contribuinte foi a prisão de João Batista (Mt 4:12; Mc 1:14; vem com. de Jo 4:1). CBASD, vol. 5, p. 324.
Retirou-se. Isto é, transferiu Seu campo de ministério para aquela região. Isso aconteceu na primavera de 29 d.C., após a Páscoa, e foi pelo menos a terceira vez, desde Seu batismo, que Jesus saiu da Judeia para a Galileia. A primeira vez em que partiu para Galileia foi no inverno de 27-18 d.C. (ver Jo 1:43) e a segunda, um ano depois, no inverno de 28-29 d.C. (ver com. de Jo 4:1-4). Após deixar a Judeia, depois da Páscoa de 29 d.C., Jesus não retornou para lá até a Festa dos Tabernáculos, no outono de 30. d.C (DTN, 393, 395, 450-452). … Ao conduzir Sua obra primeiramente na Judeia, Jesus propôs dar aos líderes judeus a oportunidade de aceitá-Lo como o Messias. Se tivessem feito isso, sem dúvida a nação judaica teria se unido a Ele e tido o privilégio de representá-Lo diante das nações do mundo, conforme o plano original previsto nos profetas (ver vol. 4, p. 12-15). CBASD, vol. 5, p. 324, 325.
15 Galileia dos gentios! Depois da deportação das dez tribos para a Assíria, em 722 a.C., a região conhecida como Galileia (ver Is 9:1) foi habitada quase que exclusivamente por não judeus. Na época de Cristo muitos judeus tinham se estabelecido ali, resultando numa população mista de judeus e gentios. CBASD, vol. 5, p. 326.
Mateus realça o enfoque de Jesus sobre a nação de Israel, durante o Seu ministério terreno (10.5-6). Contudo sua observação de que o ministério de Jesus cumpre Is 9.2 mostra que o mandato de ir aos gentios, em Mt 28.19, não é uma reflexão posterior; o propósito último sempre incluiu as nações. Bíblia de Genebra.
16 O povo que jazia em trevas. Sua situação é descrita por “trevas”, sem iluminação espiritual, e só na expectativa da morte. A vida, por mais movimentada que seja, é apenas o prelúdio da morte, quando se desconhece o gozo das realidade espirituais que Cristo veio oferecer. Bíblia Shedd.
17 Daí por diante passou Jesus a pregar.Isto é, na Galileia. A frase não implica necessariamente que essa tenha sido a primeira ocasião em que Jesus pregou. Seu ministério público já tinha um ano e meio (ver com. do v. 12). CBASD, vol. 5, p. 326.
Arrependam-se. Jesus começou Seu ministério público com a mesma mensagem de João Batista (3.2). O povo devia arrepender-se porque o reino de Deus se aproximava na pessoa e ministério de Jesus Cristo. O arrependimento é mais que uma mudança de opinião ou sentir tristeza pelos pecados. É uma reviravolta radical e deliberada, um retorno a Deus, que resulta em mudanças e ações morais e éticas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Próximo. Gr eggiken, “chegou”, “aproximou-se”, “está perto” no tempo ou espaço. Era o ponto vital da história da redenção, o cumprimento de tudo aquilo que é o reino de Deus. Agora forma-se um povo especialmente de Deus pela obra de Cristo. Bíblia Shedd.
19 vinde a Mim. No sentido de se tornar um discípulo em tempo integral. CBASD, vol. 5, p. 329.
23. Percorria Jesus toda a Galileia. Mateus nem sempre segue uma sequência cronológica estrita de eventos. … Ele tende a reunir os incidentes de acordo com a natureza deles, em vez de o tempo em que ocorreram. A narrativa de Mateus da cura da sogra de Pedro e dos doentes e aflitos que se reuniram à porta da casa de Pedro no findar do sábado em Mateus 8:4 a 17 deveria ser inserida entre os v. 22 e 23 do cap. 4, a fim de apresentar uma sequência cronológica. CBASD, vol. 5, p. 330.
ensinando … pregando … curando. A missão e o evangelismo de Jesus era holístico – englobava proclamação, assim como preocupação social e física. Andrews Study Bible.
24. lunáticos [ARA; epiléticos, NVI]. A palavra grega assim traduzida … reflete a superstição antiga de que as crises era provocadas pelas mudanças da lua. Bíblia de Genebra.
25 Decápolis. Liga de cidades livres caracterizadas por alto nível de cultura grega. Todas, exceto uma – Citópolis (Bete-Seã) – , ficavam a leste do mar da Galileia e do rio Jordão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.17).
Após o Seu batismo, “foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (v.1). Ao sair das águas, as palavras do Pai e a presença do Espírito Santo O fortaleceram para o que estava por vir. Era necessário que o Filho do Homem fosse provado e vencesse exatamente onde o primeiro homem havia falhado. Ninguém na Terra acompanhou tão de perto a vida e o crescimento do Salvador do que Satanás. Ao perceber que chegada era a hora de Sua revelação, as primeiras palavras do inimigo a Jesus visavam lançar dúvida sobre Sua origem divina: “Se és Filho de Deus” (v.3). O período de “quarenta dias e quarenta noites” (v.2) sem comer parecia ser uma vantagem, de forma que não somente o apetite foi posto à prova, como também a tentativa de fazer com que Jesus usasse o Seu poder para benefício próprio.
Em Sua humanidade, Cristo havia aprendido a ser completamente dependente do Pai. Desde a infância, Seus pais terrenos O ensinaram a manter essa comunhão pessoal diária e constante. O sol nunca encontrava o nosso Salvador dormindo, mas a entreter com Deus um relacionamento que se fortalecia a cada dia. As Escrituras tinham sido sempre o primeiro alimento da manhã em Seus trinta anos de anonimato, de forma que Sua privação de alimento material não pôde superar a Sua nutrição espiritual: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (v.4). A aparição de Satanás não foi manifestada em sua ira e indignação, mas como nos advertiu o apóstolo Paulo: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co.11:14).
A sutileza do maligno foi seguida por outro engano que há tantos tem seduzido: a mistura da verdade com a mentira. Conhecedor exímio das Escrituras, Satanás ousou usar o Texto Sagrado para enganar Aquele que era a própria encarnação da Palavra: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14). A vitória de Cristo neste sentido torna-se a vitória de todo sincero e fiel estudante das Escrituras. Muitos, porém, têm se contentado apenas com a simples citação de porções bíblicas aplicadas de forma a aplacar a consciência culpada. Buscam um evangelho fácil que se amolde aos seus gostos pessoais e são vencidos exatamente onde Cristo lhes deu o poder para vencer. Precisamos estudar a Bíblia pedindo ao Espírito Santo que a possamos compreender em sua verdadeira luz. Somente assim, podemos obter o verdadeiro conhecimento, aquele que transforma e enobrece o caráter.
“Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (v.9), revela a origem da idolatria. As glórias deste mundo, suas riquezas, o desejo por fama e poder, as diversões insanas e projetos que visam engrandecer a criatura no lugar do Criador, são os artifícios de Satanás para aprisionar a muitos como seus súditos e adoradores, ainda que estes não façam ideia disso. Na verdade, a maior estratégia do inimigo é fazer com que o mundo acredite que ele não existe, que não passa de uma lenda e invenção da mente humana. Assim, ele tem o caminho mais livre para destruir vidas enquanto estas estiverem alheias ao conflito espiritual em que todos estamos envolvidos. Mas através do trio espiritual — oração, jejum e conhecimento das Escrituras — pela vitória de Cristo, somos também habilitados a vencer e com a autoridade dada pelo Céu declarar: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (v.10).
Como foi com Jesus, todo aquele que resiste ao diabo recebe do Céu o auxílio dos anjos, que são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14); tornando-se verdadeiras testemunhas dAquele que os “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Em Cristo, irrompeu grande luz na Galileia, “e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (v.16). “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.17). O arrependimento é o primeiro passo do homem em direção à vitória. É pelo reconhecimento de nossa degradante condição que nos achegamos Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9).
Amados, como Jesus chamou os discípulos e, “no mesmo instante” (v.22), eles O seguiram, Ele nos faz o mesmo convite agora: “Vinde após Mim” (v.19). Foi ensinando, pregando e curando, que nosso Mestre, Pastor e Médico nos deixou o perfeito legado da obra redentora. É olhando para Ele, observando a Sua vida e Sua íntima comunhão com o Pai que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Perseveremos em contemplar as obras do nosso Redentor e meditar em Suas palavras até que sejamos “dia perfeito” (Pv.4:18). Se nos sujeitarmos a esta santa modelagem, certamente o diabo fugirá de nós (Tg.4:7). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, transformados à imagem de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Mateus4 #RPSP
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MATEUS 4 – O evangelista Mateus, movido pelo mesmo Espírito que os profetas, intenta provar que Jesus é o Messias entre tantas vozes conflitantes; além disso, seus escritos mostram a realeza de Jesus visando impactar o coração do leitor, seja este judeu ou não.
No texto em análise, Jesus…
• …foi tentado sem cair em pecado (vs. 1-11). Ser tentado não é pecado, pecado é cair na tentação.
• …criou residência em Cafarnaum; Mateus citou o Antigo Testamento para mostrar que a vida de Cristo estava sendo regida pelas profecias divinas (vs. 12-16).
• …apresentou o teor e conteúdo de Suas pregações (v. 17).
• …chamou colaboradores a fim de serem treinados para fazer avançar Seu ministério (vs. 18-22).
• …tornou-Se muito ativo; Mateus sintetizou as ações dEle logo no início do seu livro (vs. 23-25).
Sobre as tentações de Jesus, o comentário da Bíblia de Estudo Andrews destaca:
• “Só Mateus menciona o jejum. Ele deseja fazer um paralelo com o jejum de Moisés por 40 dias e 40 noites no monte Sinai, no deserto (Dt 9:9-18). A experiência também é paralela aos 40 anos de peregrinação dos israelitas no deserto, cercados de tentações e provas (Dt 8:2, 3)”.
• “O diabo tentou Jesus primeiro no ponto de sua maior necessidade imediata. De maneira semelhante, somos tentados em nossa maior vulnerabilidade. Segundo Mateus, as tentações do materialismo e uso do poder foram duas maiores enfrentadas por Jesus (ver v. 8)”.
• “No grego, aquilo que vem por último ou primeiro é o mais importante. Para Mateus, a realeza de Jesus [explorada na última tentação] era estratégia para seu evangelho”.
O chamado dos discípulos e as ações sociais de Jesus foram importantes, porém não mais importantes que Sua pregação evangelística e Sua missão pautada pela revelação do Antigo Testamento.
1. Jesus cumpriu a profecia de Isaías 9:1-2 ao iluminar as pessoas que vivem “na região e sombra da morte” (vs. 12-16). O mesmo Ele quer fazer conosco, independente do meio imoral em que moramos.
2. Jesus mostrou que Sua intenção é levar pessoas à conversão; por isso, Sua pregação consistiu em convidar Seus ouvintes ao arrependimento, apresentando a razão para isso: “Porque está próximo o reino dos céus” (v. 17).
Como responderemos? Como os discípulos, no versículo 22? Deixaremos tudo por Jesus?
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO MATEUS 3 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
MATEUS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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COM. VÍDEO PR. VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/mt/3
Todos os quatro Evangelhos dedicam atenção a uma pessoa específica além de Jesus. Na verdade, Marcos começa seu Evangelho não com o nascimento de Jesus, mas com alguém que teria uma influência profunda e duradoura no Cristianismo. Seu nome era João Batista.
Em certo sentido, a história de Jesus e do Cristianismo começa no momento em que João batiza Jesus. O próprio Jesus diz em Mateus 11:11: “Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista.” Mas, entre os cristãos, há uma tendência de subestimar João como nada mais do que um mensageiro do Messias.
O que há de tão significativo em João Batista que tantas pessoas se tornaram seus seguidores? A resposta a esta pergunta está na mensagem de João Batista: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo.” O ministério de João é um exemplo para todos os cristãos. Afinal, o próprio Jesus foi batizado, não porque precisava, mas como um exemplo para nós. O batismo é mais do que um ritual simbólico; é uma confissão pública de fé e compromisso com Cristo e Sua igreja. Isso significa uma verdadeira mudança de vida.
Oleg Kostyuk
Docente, Advent Health University, Orlando, Flórida, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1178
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1178 palavras
1 João Batista. “João”, heb Yohãnãn, “Deus teve misericórdia”. A palavra “Batista” refere-se à sua vocação especial de batizar, assinalando arrependimento em preparação para a aceitação de Cristo. Bíblia Shedd.
A influência que João exercia sobre o povo se tornou tão grande que Herodes Antipas, em princípio, hesitou em fazer-lhe dano (Mt 14:1, 5; Mc 11:32), e os líderes judeus não ousavam falar abertamente sobre ele (Mt 21:26; Lc 20:6). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 300.
Deserto da Judéia. Esta expressão em geral se refere aos montes áridos e escarpados entre o mar Morto e as montanhas do centro da Palestina, uma região de pouca chuva e de poucos habitantes. CBASD, vol. 5, p. 301.
2 Arrependei-vos. Operar uma mudança radical na vida como um todo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Do gr metanoeo, literalmente, “pensar de forma diferente depois”, “mudar de idéia”, “mudar de propósito”. Inclui muito mais que a confissão de pecados, embora isso certamente estivesse incluído na pregação de João (v. 6). No sentido teológico, a palavra envolve não só mudança de pensamento, mas nova direção da vontade, uma mudança de propósito e atitude. CBASD, vol. 5, p. 301.
O reino dos céus. Mateus prefere usar “céus” ao invés de “Deus”, em deferência à prática judaica de evitar dizer o nome divino. Marcos e Lucas, que estavam escrevendo para uma audiência majoritariamente não judia, usam “reino de Deus” mais frequentemente. CBASD, vol. 5, p. 301.
A expressão significa a maneira de vida dos que se deixam dirigir por Deus em tudo. É o reino dos céus porque sua origem, seus propósitos, e seu rei, são celestiais. Bíblia Shedd.
O reino dos céus é a soberania de Deus, tanto uma realidade presente quanto uma esperança futura. A ideia do reino de Deus é fundamental nos ensinos de Jesus, sendo mencionada 50 vezes só em Mt. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 Voz. Mateus cita Is 40:3. Assim como João Batista foi a voz que conclamava a “preparar o caminho ao Senhor” na primeira vinda de Jesus, os seguidores de Deus, hoje, devem trabalhar para preparar Sua Segunda Vinda (ver Mat 28:19-20). Andrews Study Bible.
João representava apenas uma voz, mas ela ecoou através dos séculos, até os nossos dias. Como profeta, João foi a voz de Deus à sua geração. CBASD, vol. 5, p. 301.
A figura de linguagem usada representa os preparativos que devem ser feitos antes da vinda do rei. Quando um monarca oriental queria visitar partes de seu reino ele enviava mensageiros aos lugares a serem visitados, anunciando sua visita e ordenando aos habitantes a se prepararem para sua chegada. Os habitantes de cada distrito deviam preparar o caminho pelo qual ele passaria, visto que pouco se fazia para conservar as estradas. CBASD, vol. 5, p. 301, 302.
A preparação deveria ser moral e espiritual. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 vestes … cinto … mel silvestre. Os alimentos, as roupas e o modo de vida singelos de João eram um protesto visual conta a vida regalada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
João era nazireu de nascimento (DTN, 102), e sua vida simples e sóbria estava de acordo com as exigências desse voto sagrado. … Contudo, não se deve concluir que ele era essênio. … Os essênios se separaram da sociedade e se tornaram ascetas. João passou tempo considerável sozinho no deserto, mas ele não era um asceta, pois de tempos em tempos se misturava com o povo, mesmo antes do início de seu período oficial de ministério (ver DTN, 102). … não há evidência histórica de que João estivesse associado a essa seita rígida. Entretanto, observam-se notáveis semelhanças entre João e os essênios. CBASD, vol. 5, p. 302.
pelos de camelo. Não pele de camelo, como imaginavam alguns, mas uma vestimenta de pelo tecida em tear. CBASD, vol. 5, p. 302.
5 Saíam a ter com ele. João se estabelece num vau natural do Jordão conhecido como “Betabara” ou “Betânia do outro lado do Jordão” (Jo 1.28), por onde tinha de passar todo israelita que demandava Jerusalém. Bíblia Shedd.
A forma do verbo grego [saíam] indica ação continuada: o povo continuava saindo. As multidões continuavam indo ao Jordão para ver e ouvir João e para serem batizadas por ele. … O fato de eles estarem dispostos a deixar seu trabalho e caminharem quilômetros pelo deserto testemunha do poderoso magnetismo da mensagem que João proclamava. CBASD, vol. 5, p. 302, 303.
7 fariseus e saduceus. Os fariseus eram um grupo legalista e separatista que guardava de modo rigoroso, porém de modo também hipócrita, a lei de Moisés e a “tradição dos anciãos” não registrada por escrito (15.2). Os saduceus eram mais mundanos e dados à política e, além disso, não eram teologicamente ortodoxos – entre outras coisas, negavam a ressurreição, os anjos e os espíritos (At 23.8) [influências helenizantes, do tempo da ocupação greco-macedônica]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 por pai a Abrão. João adverte à sua audiência e Mateus aos seus leitores que passado familiar religioso não assegura salvação. Não é um direito de nascimento. Andrews Study Bible.
A salvação não ocorre por direito de nascença (nem sequer para os judeus), mas mediante a fé em Cristo (Rm 2.28, 29; Gl 3.7,9,29). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 Já está posto o machado à raiz das árvores. O juízo está próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 batizo com água. Também traduzido “batizo na água”. O batismo por imersão era uma prática comum no judaísmo para não-judeus que se convertiam à religião judaica. Os Essênios, uma seita judaica, praticavam este rito como um ato simbólico através do qual as impurezas eram lavadas. Andrews Study Bible.
mais poderoso do que eu. A pregação de João era tão cheia de poder que muitos criam que ele era o Messias. Até mesmo os líderes da nação foram forçados a considerar seriamente essa possibilidade (Jo 1:19, 20). CBASD, vol. 5, p. 306.
12 A sua pá. Do gr. ptuon, uma “peneira” com a qual se levantava o grão da eira e o lançava contra o vento para tirar a palha (ver com. de Rt 3:2). O grão caía no chão e a palha era levada pelo vento e, depois, queimada. CBASD, vol. 5, p. 307.
Essa pá é para joeirar. Aqui serve de figura do dia do juízo, na segunda vinda de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
fogo inextinguível. Um fogo que não se apaga até que queime todo o combustível. Para mais sobre inferno e o fogo do inferno, ver 13:42; 25:41; Mc 9:43; Judas 7. Andrews Study Bible.
13-17 O batismo de Jesus não era para arrependimento. Era apenas um sinal de que Jesus se colocava do lado da minoria dos fiéis e que dava apoio à obra de João. Além disso, era a unção sacerdotal de Jesus, o cumprimento da cerimônia descrita em Ex 29.4-7. Bíblia Shedd.
15. Assim, nos convém. Isto é, “é adequado”, “é apropriado”. CBASD, vol. 5, p. 309.
16,17 saiu logo da água. Note que todas as pessoas da Trindade estão presentes no batismo (Jesus, sendo batizado; o Pai fala; o Espírito desce). Mateus conclui o seu evangelho com uma ênfase similar na presença dos três membros da Trindade no batismo de todos os crentes (ver 28:19). Andrews Study Bible.
17 me comprazo (ARA; me agrado, NVI). A forma verbal grega aqui empregada passa a ideia de algo interminável. Deus sempre Se agradou do Seu Filho e sempre Se agradará. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.1).
Após a visita dos magos em Jerusalém e a morte dos inocentes em Belém, era difícil ignorar o fato de que algo novo estava acontecendo. Apesar da indiferença dos sacerdotes e escribas e da ignorância do povo, entre muitos houve um despertamento, uma necessidade de algo maior e mais profundo; uma fome e sede daquilo que ainda não conheciam, mas que no íntimo sabiam que precisavam. Surge, então, João Batista. Um pregador “no deserto da Judeia” (v.1). Um homem diferente no que falava (v.1), no que vestia e no que comia (v.4). Sua pregação era consistente e corajosa. Havia a mais firme convicção em suas palavras, de forma que “saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judeia e toda a circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados” (v.5-6).
O ministério de João consistia em preparar os corações para o ministério de Cristo. Sua obra antecedeu a revelação pública do Messias. E ainda que não revelasse isso de forma clara, sua vida era uma constante declaração de que algo grandioso estava para acontecer, mas só estariam preparados aqueles que, arrependidos, confessassem seus pecados sendo lavados pelo batismo, passando a produzir “frutos dignos de arrependimento” (v.8). Por isso que ao avistar os fariseus e saduceus, homens orgulhosos por sua posição e aparência de santidade, João não os poupou da necessária repreensão. João havia se tornado para eles uma nota dissonante em Israel e uma ameaça à autoridade que impunham sobre os leigos. A trama tecida em seus corações endurecidos não era outra senão calar aquela incômoda voz.
Mas o Batista sabia que ninguém poderia interferir em sua obra até que ela fosse completada. E ninguém mais do que ele desejava ver cumprido o objetivo final de sua vida na Terra. Não foram suas vestes e sua alimentação diferente que atraíram as multidões. Mas a combinação de suas palavras com sua vida. Havia fervor e amor no que dizia. Ele olhava para o alto sempre com grande expectativa. Ele esperava Alguém divino, mas que sabia se tratar também de Alguém que calçaria as “sandálias” (v.11) da humanidade. Ao avistar Jesus, ao deparar-Se com Sua perfeita dignidade, João sentiu o peso de sua própria indignidade: “Eu é que preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?” (v.14). E as primeiras palavras de Jesus nas Escrituras revelam a base sólida do governo de Deus: “assim nos convém cumprir toda a justiça” (v.15).
O batismo de Jesus e registro do que ali aconteceu revela o objetivo deste símbolo: a salvação mediante a justiça de Cristo, o amor de Deus e a descida do Espírito Santo na vida. O “Espírito Santo descendo como pomba” (v.16) aponta para a Sua obra que purifica como a prata e prova como o ouro, como escreveu o salmista: “As asas da pomba são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro” (Sl.68:13). No batismo, Jesus confirmou a Sua nova aliança como sinal da presença “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt.28:20), com todo aquele que aceita ser Seu discípulo. E Ele está reunindo um povo, hoje, diferente não somente pelo que veste e pelo que come, mas por viver o evangelho em sua essência. Pessoas que, qual Filipe, são guiadas pelo Espírito Santo (At.8:29) e, qual o eunuco etíope, entendem que não podem adiar a sua entrega a Cristo: “Eis aqui água; que impede que seja eu batizado?” (At.8:36).
Amados, andar com Jesus não significa apenas pregar o evangelho e mostrar piedade. João se considerou indigno de levar as sandálias de Cristo (v.11), mas descobriria mais a frente que não apenas as levaria, mas as experimentaria. Muitos têm indagado acerca da validade e importância do batismo por imersão. Não há nada de especial nas águas do batismo. Não há uma mudança instantânea do caráter daquele que é batizado. Mas uma coisa é certa: Jesus, que não tinha pecado, foi batizado e ordenou que sejamos batizados também. Essa já deveria ser razão mais do que suficiente para todo Aquele que O ama e deseja segui-Lo.
Olhemos para as multidões no Jordão, para o eunuco etíope, para os milhares batizados no Pentecostes, para Cornélio, que foi tido por “piedoso e temente a Deus” mesmo antes de ser batizado (At.10:2). O batismo, portanto, não é um atestado de piedade, mas deve ser a confirmação de nosso compromisso com Jesus porque Ele assim nos ordenou; bem como a circuncisão na antiga aliança não era garantia de salvação, mas um símbolo de pertencimento e identidade. O batismo é a nossa certidão de nascimento no reino de Deus, que devemos conservar a cada dia mediante “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt.3:5). Todo aquele que se batiza, “confessando os seus pecados” (v.6), por meio da justiça de Jesus Deus lhe confere a sagrada filiação: “Este [esta] é Meu [Minha] filho [filha] amado [amada], em quem Me alegro” (v.17). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, filhos amados do Pai!
* Oremos pelo batismo com o Espírito Santo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Mateus3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100