Filed under: Sem categoria
“Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (v.15).
A transformação de Saulo foi impressionante e surpreendente. Aquele que perseguia, encarcerava e mandava matar os “que eram do Caminho” (v.2) não imaginava que o próprio Jesus iria cruzar o seu caminho. Uma “luz do céu brilhou ao seu redor” (v.3) e logo pôde ouvir “uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que Me persegues?” (v.4). Ora, se por causa de uma oferta mentirosa Ananias e Safira foram mortos, porque o Senhor não exterminou a Saulo que tanto mal havia feito aos Seus filhos? Porque “o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16:7). Jesus enxergou em Saulo o que ninguém mais poderia: “um instrumento escolhido” (v.15) para dar continuidade à obra mundial da pregação do evangelho.
Imagino aquele zeloso judeu outrora forte e imbatível, prostrado durante três dias de jejum, chorando como uma criança, pedindo perdão por todo o mal que fizera a seus irmãos e sua conivência no assassinato de Estêvão. O receio de Ananias era compreensível, haja vista a sede de sangue cristão que levara Saulo a Damasco. Era difícil aceitar que uma mudança tão rápida havia se operado na vida do perseguidor. Mas confiante na revelação divina, impôs as mãos sobre Saulo e as escamas do ódio, do orgulho, da descrença, “lhe caíram dos olhos… e tornou a ver” (v.18). De forma que, após batizado, de perseguidor passou a ser perseguido, tendo que estar peregrinando de cidade em cidade a fim de preservar a sua vida.
Assim, a igreja primitiva avançava e “crescia em número”, “caminhando no temor do Senhor e no conforto do Espírito Santo” (v.31). Pedro e os demais apóstolos também continuavam a pregar e realizar muitas curas e milagres. Dentre eles, a Bíblia destaca a cura de Eneias e a ressurreição de Dorcas. Quando vamos aos evangelhos, dificilmente a Bíblia apresenta o nome daqueles aos quais Jesus curou. Conhecemos bem a cura da mulher do fluxo de sangue, a ressurreição da filha de Jairo, a cura dos dez leprosos, do homem da mão ressequida, do servo do centurião romano, mas em nenhum desses casos a Escritura faz referência ao nome deles.
Eneias é um nome de origem grega (Aineias) e significa “louvado”, “ser louvado” ou “glorioso”. A sua cura foi um verdadeiro louvor e glória ao nome de Jesus, de modo que “todos os habitantes de Lida e Sarona” ao ver-lhe curado, “se converteram ao Senhor” (v.35). Já Dorcas, ou Tabita em hebraico, também é um nome de origem grega e significa “gazela” ou, por extensão, “aquela que é rápida”. Dorcas foi a primeira mulher a ganhar o título de “discípula” (v.36) e suas boas obras eram notáveis. Sendo uma mulher generosa, ela usava o seu talento como um ministério. Talvez Dorcas não tivesse o dom da oratória como Pedro, nem o da escrita como João. Talvez não tivesse a ousadia e a coragem de Paulo. Mas o que ela tinha nas mãos entregou ao serviço do Senhor, de forma que o seu púlpito era uma agulha.
Sobre o relato de Dorcas, diz o pastor Emílio Abdala: “Primeiro as boas obras, depois as boas novas”. Foi assim na vida daquela discípula. As suas obras testificavam de sua fé em Cristo e era assim que apresentava Jesus às pessoas: fazendo o que Ele fazia. Até então seu ministério poderia ter sido, aos seus olhos, um trabalho muito pequeno comparado ao ministério dos discípulos, mas a sua ressurreição foi a grande prova de que a sua vida era, e deveria continuar sendo, um instrumento de Deus para a salvação e alegria de muitos. Assim Jesus nos chama hoje como Suas últimas testemunhas.
Amados, Deus chama discípulos para os auditórios de milhares, mas também para os de apenas um só ouvinte. O Deus que elegeu a Saulo como apóstolo dos gentios é o mesmo que elegeu a Dorcas como discípula das boas obras. Não importa o que você tenha em mãos. Se é uma agulha, costure para a glória de Deus. Se é um martelo, construa para a glória de Deus. Se é uma vassoura e um rodo, faça o melhor para a glória de Deus. Ou se, como Eneias, está paralisado e acha que não pode fazer nada na obra do Senhor, ouça agora, pela fé: “Jesus Cristo te cura!” (v.34). Creia que Ele está lhe chamando, neste momento; que você é “um instrumento escolhido” para que muitos também creiam no Senhor e para que Ele volte logo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos e discípulas de Jesus!
* Oremos para que se manifestem em nós os dons do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
ATOS 9 – A oração deu vida à igreja, e a pregação a levou ao crescimento numérico e qualitativo.
Walter Steger observou: “A igreja cristã foi construída sobre a pregação poderosa. Nos dias dos apóstolos, foi a pregação, e não a política, o que transtornou o mundo inteiro (At 17:6). A Reforma Protestante aconteceu graças a pregadores consagrados e cheios do Espírito Santo. A pregação tem mudado as estruturas sociais, desfeito tiranias e libertado multidões da escravidão e da superstição. Os grandes momentos da história têm sido influenciados principalmente pela pregação bíblica cheia do Espírito”.
A pregação de Estêvão alcançou o coração em ebulição de Paulo, que levou-o de perseguidor dos cristãos a pregador de Cristo. Observe como isso aconteceu:
1. Deus permite que um poderosíssimo pregador tombe como mártir para impressionar Saulo não apenas com seu sermão, mas com sua vida entregue pela verdade que defendia (7:58-60; 8:1-3; 9:1-2).
2. Deus prepara a situação para fazer um enganado perceber seu erro a fim de levá-lo da falsidade para a verdade. O próprio Jesus entrou em cena, indagou Saulo e o orientou quanto ao que devia fazer (vs. 3-9). Algumas lições:
• Deus conhecia o coração de Saulo, por isso agiu assim com Ele sabendo qual seria o resultado.
• Cada pessoa convertida tem sua própria história, a de Saulo é exclusiva dele tanto quanto a tua é exclusivamente tua.
• A pessoa orientada por Cristo recebe instruções de unir-se à igreja de Deus, não a criar uma igreja paralela, outra denominação.
3. Deus trabalha com Sua igreja antes de trabalhar através dela (vs. 10-19). Pergunto:
• Como Ananias lidaria com Saulo com tanto medo e preconceito em relação a ele?
• Como a igreja receberia a Saulo sem saber que uma hora para outra ele se tornara cristão?
• Como Paulo se uniria à igreja de Deus se a igreja não fosse preparada pelo Céu para recebê-lo?
4. Deus operava na igreja e através dela por meio de Seus servos pregadores:
• Saulo ouviu Estevão e deixou de ser perseguidor para tornar-se pregador.
• Enéias foi curado de sua paralisia para atrair mais conversos a Jesus.
• Tabita foi ressuscitada para mostrar o poder divino sobre o poder da morte.
Assim, a igreja de Deus prosperava. Ele quer Sua igreja prosperando ainda hoje! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
TEXTO BÍBLICO ATOS 8 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 8 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube
(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/8
O Espírito Santo ocupa o lugar central em Atos 8. Na primeira história, Simão o mágico, é batizado e posteriormente oferece dinheiro a Pedro e João a fim de adquirir o poder do Espírito Santo. A resposta de Pedro à tentativa de Simão de barganhar com Deus é inequívoca e serve como um aviso severo para nós: “Pereça você com o seu dinheiro! Você pensa que pode comprar o dom de Deus com dinheiro?” (v. 20 NVI).
Existe possibilidade de que nós também tenhamos procurado comprar dons de Deus. Podemos ter dado um envelope com dinheiro como oferta e confiantemente pensado que Deus agora está obrigado a nos abençoar com algo. Podemos ter pensado que Deus nos deve alegria, paz, prosperidade porque guardamos o sábado, honramos nossos pais e não roubamos. Mas a nossa justiça é como trapos imundos para Deus. A única coisa que pode nos recomendar a Deus é nossa fé nos méritos de Jesus.
Mais tarde, em Atos 8, o Espírito Santo diz a Filipe para ajudar o etíope a ver pelas Escrituras que Jesus era o Messias. O etíope foi profundamente tocado pelo Espírito Santo e imediatamente pediu o batismo.
Após saírem os dois da água, o Espírito Santo arrebatou a Filipe, e o etíope “cheio de alegria, seguiu o seu caminho.” A alegria é um dom do Espírito Santo. O rico etíope não tinha procurado comprar as bênçãos do Espírito Santo.
Andrew McChesney
Editor da Adventist Mission
Conferência Geral da IASD
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1272
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
Filed under: Sem categoria
1640 palavras
1 Saulo consentia. A escuridão deste momento desponta esperança ao sermos apresentados ao homem que se tornou o maior dos missionários cristãos – o Apóstolo Paulo. Andrews Study Bible.
Ele estava de acordo com o ato, embora não tenha participado do apedrejamento. Sem dúvida, o testemunho destemido de Estêvão teve mais influência sobre Saulo do que ele se deu conta. Isso resultou num conflito interior entre seu fanatismo farisaico e a suspeita de que a causa de Estêvão era correta. A consequência desse conflito foi o aumento da amargura contra os cristãos e perseguição intensificada. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 208.
Naquele dia. O apedrejamento de Estêvão marcou o início da perseguição organizada contra a igreja. Depois de não poupar esforços para matar o diácono, a liderança judaica concentrou sua raiva nos cristãos. CBASD, vol. 6, p. 209.
A permanência dos apóstolos em Jerusalém seria animadora para os encarcerados e serviria de centro ao qual os dispersos poderiam recorrer. A igreja passou a ser subterrânea. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 Grande pranto. Foi necessária muita coragem para realizar os ritos funerais para Estêvão, pois este fora alvo da fúria do Sinédrio. Em geral, a pessoa morta por apedrejamento, não tinha sepultamento honroso. O lamento público por parte dos “piedosos” pode ter sido uma forma de protesto contra os que causaram a morte de Estêvão. CBASD, vol. 6, p. 210.
3 devastava. V 22.4. A palavra grega em questão diz respeito, ás vezes, às devastações provocadas por animais selvagens. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O verbo grego é enfático, e significa não somente perseguição, mas um esforço para destruir a igreja. Bíblia de Genebra.
Casas. Sugere que Saulo entrava primeiro nas sinagogas em busca das vítimas e depois perseguia os cristãos de casa em casa. As casas também podiam ser locais de encontro dos cristãos. CBASD, vol. 6, p. 210.
4 dispersos … pregando a palavra. Através da perseguição, a mensagem foi espalhada mais longe e mais rapidamente (11.19). Como disse Tertuliano, “o sangue dos cristãos é a semente da igreja”. Bíblia de Genebra.
5 Filipe. O Filipe desta história não é o apóstolo Filipe (1:13; Jo 1:43-46). Tudo que sabemos dele nos vem de At 6:1-7 (onde ele é um dos sete diáconos), esta passagem [At 8:5], e At 21:8, 9. Em 21:8-9 ele é “Filipe, o evangelista”, tinha se estabelecido em Cesareia [Marítima] (ver 8:40), e tinha quatro filhas que profetizavam. Andrews Study Bible.
Anunciava-lhes. Do gr. kêrussõ, que significa “proclamar”, subentendendo uma pregação mais formal e deliberada que a dos cristãos não ordenados. O mesmo termo é usado para a pregação de João Batista e a de Cristo (Mt 3:1, 4:17). O tempo verbal indica que Filipe pregava continuamente. CBASD, vol. 6, p. 212.
uma cidade da Samaria. Alguns manuscritos trazem “a cidade de Samaria”, referência à antiga capital de Samaria, que recebera o novo nome de Sebaste ou Neápolis (atual Nablus). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Justino Mártir afirma que Simão Mago era natural de Gita na Samaria. Bíblia Shedd.
6 atendiam. A ótima preparação dos samaritanos fora feita por Cristo (Jo 4). Bíblia Shedd.
9 Simão. Este homem costuma ser chamado de mago. Relatos posteriores dos pais da igreja o descrevem como um inimigo persistente de Pedro, a quem seguiu até Roma, a fim de se opor a seus ensinos ali. CBASD, vol. 6, p. 212.
Nos escritos cristãos primitivos, o “feiticeiro” (Simão, o Mago) é apresentado como arqui-herege na igreja e “pai” da doutrina gnóstica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O gnosticismo (nome que vem da palavra grega gnosis, que significa “conhecimento”) ensinava que uma pessoa ganhava a salvação não pelo mérito da morte de Jesus pelos pecadores, mas por conhecimento especial a respeito de Deus. Bíblia de Genebra.
13 Abraçou a fé. Convencido do poder sobrenatural exercido por Filipe, Simão creu intelectualmente sem se converter de fato. Bíblia Shedd.
Sem dúvida, Simão ficou impressionado com os milagres que Filipe operava. Viu que estava na presença de um Poder infinitamente maior do que o dele. Simão compreendeu o bastante para ser batizado, mas a atitude posterior demonstrou que o batismo não representou um nascimento para uma vida mais elevada. Lucas traça uma distinção entre a crença dos samaritanos e a de Simão: o povo foi conquistado pela pregação de Filipe, ao passo que Simão foi atraído pelas maravilhas que viu. Deus, porém, não rejeitou sua fé imperfeita, Ele a aceitou como uma base sobre a qual Simão deveria desenvolver uma crença mais aceitável. CBASD, vol. 6, p. 213.
14 recebera a palavra. Samaria forma o terceiro passo na prometida expansão geográfica do evangelho (1.8; 5.16n). Bíblia Shedd.
João. Filho de Zebedeu, autor do evangelho e de três epístolas, aparece aqui pela última vez em Atos (cf Gl 2.9). Aquele que quis trazer fogo do céu sobre os samaritanos (Lc 9.54) agora lhes traz o Espírito Santo. Bíblia Shedd.
15 recebessem o Espírito Santo. Os crentes samaritanos, até esse ponto, não haviam recebido a evidência da dinâmica presença interior do Espírito Santo, embora, como crentes, o Espírito Santo estivesse habitando neles (Rm 8.9). Bíblia de Genebra.
Deparamos aqui o Pentecostes de Samaria (cf 10.44). Bíblia Shedd.
19 Concedei-me. O caráter de Simão foi plenamente revelado. Ele não queria o Espírito Santo como um dom espiritual que selaria seu batismo, mas para usar o poder e dominar os outros. Queria o poder exterior sem passar pela mudança interna que justifica o dom. É possível que tivesse a intenção de ganhar dinheiro com a habilidade de conceder o Espírito Santo a outros a seu bel-prazer. CBASD, vol. 6, p. 215.
20 dinheiro. Nenhum dom divino pode ser adquirido com dinheiro. Bíblia Shedd.
21 Não tens parte nem sorte. Este não foi um pronunciamento arbitrário, mas um juízo baseado no conhecimento do coração de Simão. Ele não pertencia à família de Deus, portanto não se qualificava a ter parte em seus privilégios e responsabilidades. CBASD, vol. 6, p. 215.
22 O pecado de Simão não é aquele que Cristo declarou ser imperdoável (Mt 12.32). O perdão depende do pecador se arrepender, confessar seu pecado e pedir perdão. Bíblia Shedd.
23 fel de amargura. Esta expressão tem origem em Dt 29.18 (citado em Hb 12.15). Nesse contexto trata da influência má que, de um indivíduo, passa a contaminar o povo todo. Bíblia Shedd.
Pelas suas ações, Simão comprovou que não cria em Cristo. … Uma profissão de fé sem arrependimento é inválida. Bíblia de Genebra.
24 Rogai vós por mim. A súplica de Simão revela que ele não fora tocado por um arrependimento genuíno. Ele não demonstra tristeza nem senso de necessidade de mudança. Só pede para ser poupado da ameaça de punição. CBASD, vol. 6, p. 216.
25 Jerusalém. Evidentemente a Igreja de Jerusalém não criou embaraços para a inclusão dos samaritanos na Igreja (contraste-se 11.3). Bíblia Shedd.
27 etíope. O etíope era um homem de prestígio, influente, rico, educado (ele está lendo um rolo), e piedoso (veio para adorar; vv 27-28). Andrews Study Bible.
Ireneu (180 d.C.) diz que ele se tornou em missionário entre os etíopes. Bíblia Shedd.
A Etiópia correspondia nesse período à Núbia, desde a região do alto Nilo, na primeira catarata (Assuã), até Cartum. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O cristianismo africano não se iniciou com os missionários da era colonial, mas encontra suas raízes no tempo dos apóstolos. Andrews Study Bible.
Candace. O título da rainha-mãe, que governava em lugar de seu filho. Acreditava-se que ele era sagrado demais para ser envolvido com negócios seculares. Bíblia de Genebra.
28 Vinha lendo. Se o etíope estivesse lendo a passagem sobre a misericórdia do Senhor para com os eunucos (Is 56.3-5; cf Dt 23.1), teria sido natural para ele ler também Is 53. Bíblia de Genebra.
29 disse o Espírito a Filipe. Lucas deixa bem claro que o avanço da Igreja foi dirigido passo a passo pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.
Filipe é dirigido à carruagem do etíope (provavelmente parte de uma grande caravana) e o escuta lendo Is 53:7-8 (nos tempos antigos, era costume ler em voz alta). Andrews Study Bible.
31 Convidou. Ou, “suplicou”. A palavra expressa um pedido intenso e revela a avidez do eunuco por receber mais instrução. A ordem do Espírito se cumpre de maneira natural. Filipe se aproxima, e o próprio eunuco convida o evangelista a entrar em sua carruagem e viajar com ele. CBASD, vol. 6, p. 218.
A passagem profética de Is 52.13-53.12 é quase incompreensível para os que desconhecem a história de Cristo. Bíblia Shedd.
35 Explicou. Sempre que o termo ocorre no NT, sugere um discurso bem formulado, não o mero ato de falar. CBASD, vol. 6, p. 219.
37 Este versículo não consta nos melhores manuscritos. Preserva, no entanto, uma liturgia muito antiga e uma fórmula de credo dos primeiros tempos. Bíblia Shedd.
38-39 o batizou. O NT conhece apenas uma forma de batismo cristão pela água, que é por imersão. Eles desceram à água e saíram da água. Para mais sobre batismo, ver Rm 6:3-8. Andrews Study Bible.
39 Saíram. Isto ocorreu para que o eunuco fosse batizado por imersão. CBASD, vol. 6, p. 220.
E este foi. Isto sugere que o etíope aceitou o desaparecimento de Filipe como um ato sobrenatural, por isso não perdeu tempo buscando aquele que o ensinara e batizara. Em vez disso, seguiu o próprio caminho, ou seja, continuou a jornada. CBASD, vol. 6, p. 220.
cheio de júbilo.Indica a presença do Espírito Santo [comparar com o jovem rico, Mc 10.22]. Bíblia Shedd. .
40 Azoto. É a Asdode do Antigo Testamento (1Sm 5.1), uma das cinco cidades filisteias, cerca de 32 km ao norte de Gaza e 96 km ao sul de Cesaréia, na costa. Bíblia de Genebra.
Cesaréia. Uma grande cidade que Herodes, o Grande, tinha reconstruído. … Tinha um excelente porto que Herodes expandiu para importante tráfego marítimo (21.8) e servia como quartel general para os procuradores romanos, tais como Pilatos, Félix (23.33-24.4) e Festo (25.6). Filipe deve ter se radicado em Cesaréia, porque anos depois ele ainda está lá. Bíblia de Genebra.
Evangelizava. Ou, “ele estava evangelizando” ou “continuava a evangelizar”. A experiência extraordinária de Filipe com o eunuco não interrompeu suas outras atividades de pregação do evangelho. CBASD, vol. 6, p. 221.
O relato, nessa altura, deixa Filipe em Cesaréia; quando reaparece, 20 anos mais tarde, ainda está localizado na mesma cidade (21.8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Compilação: Tatiana W / Jeferson
Filed under: Sem categoria
“Ele respondeu: Como poderei entender se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele” (v.31).
Dispersos pelas perseguições e ameaças, os primeiros cristãos seguiam operando grandes sinais e “iam por toda parte pregando a palavra” (v.4). Após Estêvão, o segundo a ser citado na lista dos primeiros diáconos foi Filipe. Este, entrou na cidade dos samaritanos e “anunciava-lhes a Cristo” (v.5), realizando muitas curas, de modo que “houve grande alegria naquela cidade” (v.8). Entre o povo de Samaria havia um homem, “chamado Simão, que ali praticava a mágica” (v.9). Era conhecido de todos como “o Grande Poder” (v.10), iludindo as pessoas com suas mágicas. Mas ao observar “extasiado os sinais e grandes milagres praticados” (v.13) por Filipe, abraçou a fé e foi batizado.
O que nos motiva a fazer algo geralmente é revelado em nossa dedicação, mas pode esconder uma intenção que ninguém imagina. Por exemplo: Simão passou a acompanhar de perto o ministério de Filipe e dos apóstolos esperando o momento mais oportuno para atingir a sua meta: receber o mesmo poder a fim de lucrar com isso. Seu batismo, portanto, foi apenas um degrau para tentar galgar o seu real objetivo. Não tinha um coração “reto diante de Deus” (v.21). Sua motivação era o ganho próprio e a fama, nada mais. Outros ainda julgam que seus recursos são suficientes para alcançar algum tipo de prestígio religioso; que podem comprar cargos e posições. Oh, amados, isso é um completo indicativo de um coração não convertido!
Observem a diferença dos recém-conversos Simão e o eunuco etíope. Divinamente instruído, Filipe foi ao encontro deste último com a missão de ser um instrumento do Espírito Santo. Aquele eunuco tinha ido “adorar em Jerusalém” (v.27). Ou seja, de alguma forma ele ouviu falar sobre o Deus de Israel e havia conseguido o pergaminho do livro do “profeta Isaías” (v.28), o qual vinha lendo no caminho de volta para casa. Enquanto seus olhos percorriam as Páginas Sagradas com profundo interesse, Filipe avistou aquela cena que, imediatamente, o despertou a ouvir o Espírito Santo a lhe dizer: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o” (v.29).
Ao ouvir a pergunta: “Compreendes o que vens lendo?” (v.30). Com humildade e singeleza de coração, respondeu o etíope: “Como poderei entender se alguém não me explicar?” (v.31). Ali naquela estrada, aconteceu um estudo bíblico. “Filipe explicou” começando pela “passagem da Escritura” do livro de Isaías e “anunciou-lhe a Jesus” (v.35). Aquele homem estava tão disposto a aceitar a verdade bíblica e colocá-la em prática na sua vida, que não pensou duas vezes ao avistar um lugar com água: “Eis aqui água; que impede que seja eu batizado?” (v.36). Ao compreender a mensagem central das Escrituras, declarou o seu voto batismal: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (v.37), então, foi batizado por Filipe.
Aquele estrangeiro voltou ao seu país de origem como um novo homem. Permitiu que a Palavra de Deus transformasse a sua vida e, certamente, a sua conversão teve um papel fundamental na evangelização de seu povo. Percebam que antes do Espírito Santo falar com Filipe, um anjo falou com ele (v.26). Há um ministério de anjos “a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Anjos que falam, protegem, e indicam o caminho pelo qual devemos seguir. Quando agimos como Filipe, que “se levantou e foi” (v.26), obedecendo o anjo do Senhor, estamos declarando a Deus que confiamos em Sua orientação e damos total liberdade ao Espírito Santo para falar conosco.
“Simão abraçou a fé” (v.13) e foi batizado, mas o que o motivou foram suas más intenções. Já Filipe atendeu ao chamado de Deus e o eunuco prontamente decidiu pelo batismo motivado pelo evangelho de Cristo. Que seja a nossa motivação o sincero desejo de experimentar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Só ela pode promover “grande alegria” (v.8). Que o estudo da Bíblia lhe motive a tomar as decisões corretas, ainda que, como Filipe e o eunuco, você tenha que percorrer estradas desertas e descer às águas sozinho. Tenha certeza de uma coisa: Jesus estará com você “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Acredite! Pois Ele prometeu! Ele é fiel! Vigiemos e oremos!
Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
ATOS 8 – Pregar não deve ser prioridade só da igreja como um todo, deve ser o primeiro item na agenda de cada cristão.
Igrejas que têm o Espírito Santo são vivas, poderosas e atuantes; não são inertes, fracas, inativas e frias como defuntos. Cada membro cheio do Espírito Santo exerce sua função no trabalho pelas pessoas por quem Cristo deu Sua vida.
Note que a igreja primitiva de Atos era vibrante; participava do convívio nas refeições, celebrava milhares de batismos, orava e ensinava eficaz e eficientemente sobre Jesus. Contudo, não ultrapassava as fronteiras de Jerusalém. Então, Deus tomou atitudes e permitiu uma perseguição que fez a igreja espalhar-se pelo mundo como orientado em Atos 1:8.
Tome nota:
• Alguns “foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria”, e todos “iam por toda parte pregando a Palavra” (v. 1-4). Assim, a perseguição foi benéfica, ajudou o evangelho a crescer alcançando mais pessoas.
• Note o exemplo de Filipe, que ora pregava para multidões em Samaria, ora no deserto ao eunuco, um administrador rico da Etiópia; depois, avançou, “passando além, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia” (vs. 5-8; 26-40).
• Apesar de obstáculos colocados pelo diabo através do mágico Simão, os apóstolos reforçaram o trabalho de Filipe em Samaria e, “havendo testificado e falado do Senhor, voltaram para Jerusalém e evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos” (vs. 9-25).
“Não havia sociedades missionárias, nem instituições missionárias, nenhum esforço organizado nos três primeiros séculos; e em menos de trezentos anos a população toda do império romano, que representava o mundo civilizado, foi nominalmente cristianizada. Cada congregação foi uma sociedade missionária, e cada cristão um missionário inflamado pelo amor de Cristo para converter seu amigo. Cada cristão contou a seu próximo, o trabalhador a seu companheiro de trabalho, o escravo a seu amigo escravo, o servo a seu mestre e mestra, a história de sua conversão, como um marinheiro conta a história do resgate de um naufrágio” (Philip Schaff).
• O que seria se agíssemos assim hoje?
Na obra de Cristo, “há para cada um alguma coisa a fazer. Toda pessoa que crê na verdade deve dizer: ‘Eis-me aqui, envia-me a mim’ (Isaías 6:8). E encontrará um infalível Ajudador naquele que prometeu salvar os que forem com Ele” (Ellen G. White).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
TEXTO BÍBLICO ATOS 7 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 7 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ATOS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube
(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/7
No julgamento de Estêvão “Quando eles ouviram isso, foram atingidos direto no coração e, então, rangeram os dentes contra ele. … gritaram em alta voz, taparam os ouvidos e lançaram-se todos juntos contra ele, arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram” (Atos 7:54, 57-58 NKJV).
Compare isso com a reação da multidão de homens judeus devotos a quem Pedro, em um sermão semelhante ao de Estêvão, acusou-os de crucificar Jesus: “E quando ouviram isso, foram atingidos direto no coração e disseram a Pedro e aos demais apóstolos: ‘Irmãos, que faremos?’” Então Pedro disse-lhes: “Arrependam-se” (At 2:37, 38 NKJV). Ser atingido “direto no coração” pode ter dois efeitos muito diferentes: conversão ou assassinato.
“Querido Deus, quando o Espírito Santo provar-me culpado de pecado e meu coração estiver dilacerado, que minha resposta nunca seja ‘tapar meus ouvidos’, mas cair de joelhos em arrependimento. Amém.”
Andrew McChesney
Editor da Adventist Mission
Conferência Geral da IASD
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1271
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
Filed under: Sem categoria
708 palavras
1 Porventura, é isto assim? A pergunta do sumo sacerdote serviu para interromper a perplexidade dos observadores ao contemplarem a face de Estevão, mas era a forma padrão de dar inicio a um julgamento formal. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 192.
2 Estevão respondeu. A resposta de Estevão foi uma declaração de fé. Era também uma denúncia aos acusadores. CBASD, vol. 6, p. 192.
3 Sai. Estevão cita Gênesis 12:1. CBASD, vol. 6, p. 192.
9 Invejosos. O registro diz que seus irmãos “odiaram-no” (Gn 37:4, 5) e “lhe tinham ciúmes”. Este é o primeiro passo no argumento de Estevão de que os mensageiros de Deus sempre sofreram oposição daqueles que eram representantes da nação hebraica em cada época. CBASD, vol. 6, p. 193.
25 Cuidava. Ou, “estava supondo”. Ele tinha certeza de que os hebreus entenderiam seu ato e seus motivos. Logo se desiludiu. O vislumbre do que se passou na mente de Moisés não é extraído do AT, mas pode ter sido revelado a Estevão pelo Espírito Santo. O orador também podia estar sugerindo uma comparação entre Moisés e Jesus, uma vez que ambos foram rejeitados pelo povo que queriam ajudar. CBASD, vol. 6, p. 196.
Não compreenderam. Expressão sucinta, mas eficaz, em destacar a estupidez do povo. Com frequência, o povo de Deus não entende, nem está preparado para os atos divinos de livramento (a atitude dos judeus em relação a Cristo, Jo 1:11). CBASD, vol. 6, p. 196.
37 Um profeta. Estevão, como Pedro (At 3:22), se refere à profecia de Deuteronômio 18:15 a 18. Assim como Pedro, ele entende que ela se cumpriu em Jesus. Ele pretendia confrontar o Sinédrio com este Profeta na pessoa de Jesus, a quem eles crucificaram. CBASD, vol. 6, p. 197.
49 O céu é o Meu trono. Isaías afirma que o Altíssimo não pode se confinar a limitações humanas, mas habita com aquele que é “aflito e abatido de espírito”. Estas palavras eram uma repreensão aos judeus que as ouviram. O apelo velado de Estevão era para que aceitassem o Ser Divino que andara entre eles com tanta humildade e lhes demonstrara o caráter amoroso do Pai celestial. CBASD, vol. 6, p. 200.
51 Homens de dura cerviz. Sem dúvida, a mudança súbita no discurso de Estevão se deveu à agitação crescente do Sinédrio e ao ressentimento que suas palavras despertaram. Ao que tudo indica, ele percebeu que seu fim estava próximo e que nada mais que ele dissesse mudaria a questão. CBASD, vol. 6, p. 200.
52 Traidores e assassinos. Ao ler no rosto de seus acusadores o destino que logo lhe sobreviria, Estevão os lembrou de suas ações passadas contra Cristo. CBASD, vol. 6, p. 201.
53 Não a guardastes. Estas palavras são proferidas em contraste com a expressão “recebestes a lei”, e devem ter sido um golpe a quem as ouviu. Eles não guardavam a letra da lei nem sua intenção. A lei, entregue por intermédio de anjos, poderia ter sido a glória deles, mas a perversão dela gerou vergonha e destruição. CBASD, vol. 6, p. 201.
55 No céu. Estêvão viu “os céus abertos”. Nenhum dos observadores viu aquela glória do Céu, e a declaração de Estêvão parecia agravar sua culpa. Mas somente os profetas seriam capazes de dizer se o que viram foi com a percepção espiritual ou por meio da visão física. CBASD, vol. 6, p. 201.
58 E [•••] o apedrejaram. Literalmente, “o estavam apedrejando”, como se a execução continuasse à medida que o mártir orava. O apedrejamento era a pena para a blasfêmia segundo a lei mosaica. Todavia, por mais que o Sinédrio estivesse seguindo de perto essa lei, eles não tinham direito de tirar a vida de alguém sob o domínio romano. CBASD, vol. 6, p. 202.
59 Invocava. A oração mostra Estevão invocando ao Senhor Jesus, a quem ele acabara de ver em pé, à direita de Deus. CBASD, vol. 6, p. 202.
60 Não lhes imputes este pecado! Estevão não podia fazer muito pelos pecados anteriores daqueles que o perseguiram, mas podia pedir perdão pela transgressão presente. Ao rogar por eles, revelou que adquirira por completo o espírito de perdão que havia caracterizado seu Mestre. CBASD, vol. 6, p. 203.
Adormeceu. Ao encerrar o relato do ministério do mártir, Lucas preserva a atmosfera santa em sua palavra final: “adormeceu”. A batalha terminou e a vitória foi conquistada. O fiel guerreiro de Deus deixa o tumulto e adormece tranquilamente até o dia da ressurreição. Os capítulos seguintes revelam que sua morte não foi em vão. CBASD, vol. 6, p. 203.
Compilação: Tatiana W