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“E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (v.27).
Findo o descanso sabático, aquelas que acompanharam Jesus e O serviram em Seu ministério foram as primeiras a ir ao túmulo, “no primeiro dia da semana, alta madrugada, […] levando os aromas que haviam preparado” (v.1). Mas a pedra estava removida e o corpo de Jesus não estava no sepulcro. Consoladas por anjos que afirmaram ter Jesus ressuscitado como Ele mesmo havia predito, elas “se lembraram das Suas palavras” (v.8) e correram a fim de anunciar as boas-novas aos discípulos. A notícia, porém, soou ao grupo entristecido como um delírio, de forma que “não acreditaram nelas” (v.11). Mas aquele cujo coração sangrava, por três vezes ter negado o seu Senhor, “correu ao sepulcro” (v.12). O túmulo vazio foi para Pedro o símbolo de uma segunda chance, de modo que “retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (v.12).
Jesus, porém, que havia aparecido a Maria Madalena, da qual havia expelido sete demônios, tinha um plano sequencial antes de Sua ascensão. Como Aquele que toma tempo para dar atenção a um pequenino que seja, Seu coração amoroso também foi atraído a dois discípulos anônimos que viajavam de Jerusalém à aldeia de Emaús. Entristecidos com tudo o que havia acontecido, parecia que simplesmente estavam voltando para casa a fim de reassumirem suas antigas ocupações. Como um viajante comum, Jesus Se aproximou deles como quem não soubesse dos últimos acontecimentos. Então, um deles, “chamado Cleopas” (v.18) interrogou aquele estranho que parecia ser o único a desconhecer o que havia acontecido em Jerusalém.
Aqueles homens não tinham ideia de que estavam fazendo a viagem mais privilegiada de suas vidas. Em todo o Seu ministério, Jesus estava acompanhado de pelo menos doze pessoas. E até mesmo o Seu círculo mais íntimo era composto de três discípulos. Cleopas e seu amigo andaram com Jesus por aproximadamente onze quilômetros, o que equivale a quase três horas de caminhada. Mas não uma caminhada qualquer. Imaginem dar um estudo bíblico enquanto caminha. Foi isso o que Jesus fez. O que é mais impressionante é o fato de que os olhos dos discípulos “estavam como que impedidos de O reconhecer” (v.16) e Jesus “começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (v.27).
Percebam que não apenas os olhos deles estavam turvos, como também o seu entendimento acerca de quem era Jesus, já que O apresentaram como “varão profeta” (v.19), e não como o Cristo. A morte ignominiosa de Jesus havia apagado a sua crença de que “fosse Ele quem havia de redimir a Israel” (v.21). E nem o relato das mulheres e a confirmação de que o sepulcro estava vazio (v.22-24) foram provas suficientes de que Jesus era verdadeiramente o Filho de Deus. Uma incredulidade que Jesus tratou de repreender: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na Sua glória?” (v.25-26). Jesus simplesmente disse que a Sua vida foi o perfeito cumprimento de toda a Escritura; que “todos os Profetas” (v.27) falam a Seu respeito.
Amados, estamos vivendo nos dias mais perigosos, espiritualmente falando. Se aqueles que viram Jesus face a face e andaram com Ele lado a lado tiveram o seu coração tomado pela incredulidade, quanto mais nós corremos o sério risco de permitir que o desânimo prejudique a nossa visão espiritual e nos impeça de enxergar o que está escrito. Lembrem de Noé. Jesus não se referiu aos dias deste justo apenas com relação à corrupção dos antediluvianos, mas também, e principalmente, à questão da ignorância quanto ao tempo e à verdade presente. Jesus disse “que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos” (Mt.24:38, 39). E o Espírito Santo, hoje, está realizando a mesma obra de Jesus no caminho de Emaús com todos os que estão dispostos a ouvi-Lo, a fim de que não sejamos levados “por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef.4:14).
Precisamos, como aqueles dois privilegiados discípulos, sentir o nosso coração arder (v.32) ao estudarmos as Escrituras sob a direção do Espírito Santo. Não podemos separar o Antigo do Novo Testamento. Não podemos amputar tudo aquilo que compõe o que a respeito do nosso Redentor está escrito. O próprio João compreendeu esta verdade e não poderia tê-la resumido tão bem, ao declarar: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo.1:29). O Cordeiro sem mácula e sem defeito deu a Sua vida pelo mundo inteiro; uma verdade que Israel não entendeu e nem aceitou, mas que é estendida até nós; a oportunidade de trocar o nosso passado por um presente restaurado e um futuro glorioso. Pelo sacrifício do imaculado Cordeiro de Deus, todo pecador arrependido é revestido pela justiça, santidade e pureza de Cristo. Uma troca que nossas obras jamais poderiam realizar.
Há tanto nas Escrituras que ainda não compreendemos em sua essência! Não que a Bíblia seja misteriosa, e sim porque ela é a Palavra de Deus. E há tanta luz e tanta glória nela, comparada à nossa mente limitada! Em Sua infinita sabedoria e misericórdia, Deus sabe exatamente o momento em que estamos prontos para ter o nosso entendimento aberto para compreender as Escrituras (v.45). Ele não concede toda a luz de uma só vez. Foi assim com os discípulos. Foi assim com os reformadores protestantes. Foi assim com os pioneiros adventistas. E, como a geração que mais luz possui a respeito das Escrituras, qual tem sido a nossa reação? Os discípulos foram “tomados de grande júbilo; e estavam sempre no templo, louvando a Deus” (v.52, 53). A despeito do desprezo e da descrença dos líderes judeus e do povo, eles permaneceram indo à igreja e fortalecendo-se uns aos outros.
Se tudo o que está escrito de Jesus se cumpriu como está “na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (v.44), é certo que logo veremos o cumprimento da derradeira promessa: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (Ap.1:7). Logo, todo aquele que rejeitou o convite da graça, com terrível tremor e temor, terá de contemplar o retorno do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16). Com horror, cairão em si tarde demais, assim como o foi no tempo do dilúvio. Como foi nos dias de Noé, a suposta demora do advento já está a levantar muitos escarnecedores a questionar: “Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:4). Mas todos nós que conhecemos o tempo, precisamos estar apercebidos de que a nossa salvação está mais próxima “do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
Alimentemo-nos do “Assim está escrito” (v.46), até que do alto sejamos “revestidos de poder” (v.49), da chuva serôdia que nos habilitará “para o Senhor como um povo preparado” (Lc.1:17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Lucas24 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 24 – Precisamos aprender com Jesus que, por difícil que seja uma empreitada, não devemos desistir, mas ir até o final – caso tenhamos a aprovação divina!
“O inocente Jesus sofreu a morte mais ignominiosa, mas cumpriu assim a vontade de Deus tornando a salvação acessível a todos” (Walter R. L. Scragg).
• Você já pensou o que seria de nós se Jesus tivesse desistido no meio do caminho?
No capítulo em pauta, temos o final do primeiro tratado do Dr. Lucas. Seu livro iniciou com boas novas de grande alegria pelo nascimento do Messias (2:11) e encerrou com regozijo, louvor e alegria, pelo cumprimento da missão e ascensão do Messias (24:52).
Ao examinar as páginas inspiradas desse evangelho, devemos banir a incredulidade investindo na espiritualidade a fim de vivermos a felicidade verdadeira. Diz J. C. Ryle que, “Devemos ter em nosso coração o firme princípio de que a pequena intensidade de júbilo que muitos crentes sentem resulta normalmente de sua falta de conhecimento. Não há dúvida de que uma fé fraca e uma prática incoerente são duas grandes razões porque muitos filhos de Deus desfrutam tão pouca paz. No entanto, com certeza podemos suspeitar que pontos de vista obscuros e indistintos quanto ao evangelho são a verdadeira causa de intranquilidade de muitos crentes. Quando não se conhece, nem se entente corretamente o Senhor Jesus, segue-se necessariamente que existe pouco regozijo no Senhor. Terminemos nossa meditação em Lucas com o firme propósito de buscar mais conhecimento espiritual… Examinemos mais profundamente as Escrituras e oremos com todo o coração a respeito de seus assuntos. Muitos crentes examinam as Escrituras apenas de maneira superficial e nada sabem acerca de escavar seus tesouros ocultos”.
Agora,
• …Examine as evidências para que sejam removidas as motivações da incredulidade (vs. 1-12).
• …Trilhe teu caminho de Emaús até perceber o Jesus ressurreto ao teu lado e assim ter um encontro impactante com Ele (vs. 13-35).
• …Interprete corretamente as Escrituras para entender devidamente a Cristo e então, livre da dúvida e cheio de alegria, revestir-se de poder para compartilhar os efeitos do sacrifício de Cristo (vs. 36-53).
A promessa de poder também é para nós! Avancemos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Conte-nos: O que significou pra você passar 24 dias estudando o evangelho escrito por Lucas?
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TEXTO BÍBLICO LUCAS 23 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 23 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
LUCAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube
(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lc/23
As palavras nos faltam ao chegarmos às cenas descritas neste capítulo. Vemos Jesus, o melhor e mais puro do Céu: rejeitado! Como Ele deve ter se sentido?
Mas espere! Eu preciso olhar mais atentamente para Ele. Então O vi suspenso entre o céu e a terra, pendurado em uma cruz de madeira. Seu rosto quase irreconhecível, coberto de feridas. Tudo o mais ficou sem importância diante daquele rosto, daquele olhar de amor, daquela profunda dor. Lágrimas brotaram dos meus olhos e deslizaram pelo meu rosto, eu chorava copiosamente. Naquele momento, percebi o Seu coração, tive certeza do Seu amor e aquela cena me tocou profundamente. Porque eu não tinha olhado tão atentamente para Ele antes? Porque eu O havia desapontado tanto?
Eu nunca havia olhado para Ele de forma tão atenta. Eu O desprezei. Sim, eu quebrei Seu coração, fui a causa da Sua dor, e ainda assim Ele me amou o suficiente para morrer a pior das mortes, solitário, em meu favor.
“Jesus, eu sinto muito!”, eu chorei, “por favor, toma-me e salva-me com Seu amor.”
A vida é um contínuo retornar para Jesus, Aquele que realmente Se importa conosco e nos ama. Contemple-O na cruz, Sua maior prova de amor por você, e achegue-se a Ele novamente.
Lynn Carpenter
Enfermeira missionária aposentada
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1242
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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2535 palavras
5-7 galileu. No Império Romano, o julgamento geralmente era feito na província onde o delito foi cometido, mas podia ser transferido para a província de onde o acusado tinha vindo. Pilatos aproveitou-se disto para enviar Jesus a Herodes. Só Lucas menciona isto. Bíblia de Genebra.
A fase mais impressionante e bem sucedida do ministério de Cristo ocorreu na Galileia. Embora tenha nascido em Belém, Jesus cresceu na Galileia e passou quase a vida inteira ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 965.
7 jurisdição de Herodes. embora Pilatos e Herodes fossem rivais entre si, Pilatos não queria lidar com esse caso; por isso, encaminhou Jesus a Herodes (cf v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
em Jerusalém. O quartel-general principal de Herodes ficava em Tiberíades, no mar da Galileia; mas de modo semelhante a Pilatos, viera a Jerusalém por causa das multidões na Páscoa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em Jerusalém, é provável que Herodes ficasse no palácio dos hasmoneus, cuja localização é incerta. CBASD, vol. 5, p. 965.
7 jurisdição de Herodes. Pilatos esperava que Herodes tirasse esse “problema” de suas mãos. Andrews Study Bible.
remeteu. Durante o mandato anterior de cerca de cinco anos como procurador da Judeia (que, na época, incluía Samaria), Pilatos havia se tornado muito impopular entre os judeus. Ele temia que, ao desagradá-los ainda mais, pudesse colocar em risco seu cargo. Sabia muito bem como alguns dos líderes judeus eram traiçoeiros. CBASD, vol. 5, p. 965.
8 queria vê-lo. Herodes estava preocupado a respeito da identidade de Jesus (9.7-9) e tinha desejado matá-lo (13.31), embora os dois nunca tivessem se encontrado. Não há registro de que Jesus tenha pregado alguma vez em Tiberíades, onde se localizava a residência de Herodes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
esperava também vê-Lo fazer algum sinal. A curiosidade era outro motivo para Herodes desejar um encontro com Cristo. Doentes e aleijados foram levados ao palácio, e Herodes prometeu soltar Jesus como recompensa por curá-los (DTN, 279). Se Cristo o fizesse, seria, em sua opinião, uma evidência inequívoca de que era um profeta verdadeiro e, portanto, inocente das acusações proferidas pelos judeus. Dessa maneira, Herodes satisfaria sua curiosidade. Ao mesmo tempo, teria motivo suficiente para libertar Jesus, sem dar espaço para qualquer protesto dos líderes judeus. CBASD, vol. 5, p. 965.
9 Jesus, porém, nada lhe respondia. Jesus recusou-se a satisfazer a curiosidade daquele que ordenara a morte de João Batista (9:9; ver tb 11:29). Andrews Study Bible.
…Herodes ouvira e rejeitara a mensagem e João Batista. Ele havia recusado a luz da verdade que Deus permitira brilhar em seu caminho. Para uma alma tão endurecida pelo pecado, Jesus não tinha palavras. O silêncio de Cristo foi uma repreensão severa ao orgulhoso monarca. Essa atitude e a recusa em operar um milagre, irou Herodes e o levou a se voltar contra Jesus. CBASD, vol. 5, p. 965, 966.
10 Os principais sacerdotes e os escribas. …O acusavam com grande veemência. Isto significa que as acusações foram feitas em voz alta e com ira. CBASD, vol. 5, p. 966.
11 tratou-O com desprezo. Literalmente, “tratou-O como se fosse um nada”, ou seja, O insultou. Assim como Pilatos, Herodes tinha certeza de que era pura malícia que movia as acusações contra Jesus, mas o silêncio de Cristo o irritou, pois pareceu que sua autoridade estava sendo menosprezada. CBASD, vol. 5, p. 966.
um manto aparatoso. É possível que esta fosse uma das vestes externas de Herodes. CBASD, vol. 5, p. 966.
14-15 nada verifiquei. Duas testemunhas oficiais (Dt 19:15), Pilatos e Herodes, afirmaram a inocência de Jesus. Andrews Study Bible.
16 eu O castigarei. O açoitamento, embora não tivesse o propósito de matar, às vezes era fatal. Bíblia de Estudo NVI Vida.
… em vez de aplacar a turba, esta concessão à ensandecida exigência pela morte de Jesus só serviu para aumentar ainda mais a sede por sangue. Se Pilatos era capaz de açoitar um homem inocente, com certeza, se pressionado um pouco mais, seria convencido acerca de sua morte. CBASD, vol. 5, p. 966.
19 sedição. Ironicamente, aqueles que acusaram O Inocente de sedição pediram para libertar um revolucionário em lugar de Jesus. Andrews Study Bible.
20 Desejando Pilatos soltar a Jesus. Pilatos ficou indeciso entre a verdade que ele reconhecera e seu desejo de proteger sua própria posição. Andrews Study Bible. [“Quem quiser, pois, salvar a própria vida, perdê-la-á…” Mc 8:35.]
21 Crucifica-O! Uma das mais horríveis formas de execução, usada para escravos e os piores criminosos. Ver tb Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.
26 Cirene. Cidade principal da Líbia, a oeste do Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Filhas de Jerusalém. Jesus Se dirigiu às mulheres como habitantes de Jerusalém. … Contudo, Cristo não desdenhou da simpatia delas, nem as repreendeu. CBASD, vol. 5, p. 966, 967.
Não é solidariedade, mas conversão que Jesus quer. Bíblia Shedd.
29 Felizes as estéreis … ! Seria melhor não ter filhos que vê-los experimentar tamanhos sofrimentos. Cf Jr 16.1-4; 1Co 7.25-35. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em geral, os judeus consideravam a esterilidade uma maldição (ver com. de Lc 1:7, 25). CBASD, vol. 5, p. 967.
31 se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco? Cristo era inocente. Se as coisas que estavam ocorrendo sobrevinham a um inocente, qual então seria o destino dos culpados? CBASD, vol. 5, p. 967.
33 Calvário. Um outeiro que parecia uma caveira. Não pode ser localizado com certeza. A Igreja primitiva não se interessava por “lugares santos”. Bíblia Shedd.
34 Pai, perdoa-lhes … ! Jesus pratica Seu próprio conselho de amar os inimigos (6:29, 35; ver tb Is 53:12). Portanto a salvação se torna disponível mesmo àqueles que O mataram (At 2:36-38). Andrews Study Bible.
Num sentido mais amplo, esta prece inclui todos os pecados até o tempo do fim, pois todos são culpados pelo sangue de Jesus (ver DTN, 745). Esta é a primeira das sete declarações de Cristo na cruz, às vezes chamadas de sete palavras. [1) Lc 23:34; 2) Lc 23:43; 3) Jo 19:26; 4) Mt 27:46; 5) Jo 19:28; 6) Jo 19:30; 7) Lc 23:46]. CBASD, vol. 5, p. 967.
35 a Si mesmo Se salve. Três vezes (versos 35, 37, 39), Jesus é tentado a usar Seu poder em seu próprio proveito em Sua crucificação, assim com Ele tinha sido tentado pelo diabo no início de Seu ministério (4:3-13). Andrews Study Bible.
36 vinagre. Bebida azeda que os soldados levavam consigo para o dia de serviço. Bíblia de Estudo NVI Vida.
40 temes a Deus. Isto é, “perante cujo trono de julgamento deverás comparecer”. CBASD, vol. 5, p. 968.
igual sentença. Em outras palavras: “Você é igualmente culpado. Quem é você para condenar?” CBASD, vol. 5, p. 967.
42 Jesus, lembra-Te de mim. Um criminoso comum reconhece a verdade que os líderes religiosos negaram. Estas são as únicas palavras de fé que Jesus ouviu em Sua crucificação. Andrews Study Bible.
O ladrão arrependido aceitou Jesus como Messias e Salvador. CBASD, vol. 5, p. 968.
43 hoje. Do dr semeron. O texto grego original foi escrito sem pontuação, e o advérbio semeron (“hoje”) fica entre duas orações que dizem, literalmente, “verdadeiramente a ti Eu digo” e “comigo tu estará no paraíso”. A língua grega permitia que o advérbio [hoje] ocorresse em qualquer posição na frase que o orador ou escritor desejasse. Levando em conta apenas a construção gramatical grega em questão, não é possível determinar se o advérbio “hoje” modifica “te digo” ou “estarás”. Gramaticalmente, as duas opções são possíveis. A pergunta é: Jesus quis dizer literalmente: “em verdade te digo hoje”, ou: “hoje estarás comigo no paraíso”? A única maneira de saber o que Cristo quis dizer é buscar a posição bíblica acerca de questões como: (1) O que é paraíso? (2) Jesus foi para o paraíso no dia de Sua crucifixão? (3) O que Jesus ensinou sobre quando os seres humanos receberão a recompensa no paraíso? CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 968
O grego, no qual esta passagem foi escrita não usa as modernas formas de pontuação. Pelo Seu próprio explícito testemunho, Jesus não ascendeu a Seu Pai até Sua ressurreição (Jo 20:17). Portanto, este texto deve ser entendido como: “Eu digo a você hoje, você estará comigo no Paraíso” (ver Dt 30:18; At 20:26). Jesus estava fazendo a memorável declaração que mesmo naquele dia, no momento mais sombrio de Sua existência, Ele poderia ainda confiantemente assegurar que a crença nEle era o meio pelo qual o moribundo criminoso poderia receber vida eterna. O seguro, mas geralmente desconsiderado, testemunho da Escritura é que a ressurreição e a recompensa do fiel, incluindo a do criminoso moribundo, se dará no futuro, na Segunda Vinda de Cristo (At 24:15; 1Co 15:22-23; 1Ts 4:16-17). Andrews Study Bible.
estarás comigo. Na véspera da traição, menos de 24 antes de fazer esta promessa ao ladrão, Jesus disse aos doze: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas […] vou preparar-vos lugar […] voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também” (ver com. de Jo 14:1-3). Além disso, três dias depois, Cristo informou a Maria: “ainda não subi para Meu Pai” (Jo 20:17). Portanto, fica evidente que Jesus não foi ao paraíso e não estava no paraíso no dia da crucifixão. Consequentemente, o ladrão não poderia ir com Cristo ao paraíso naquele dia. CBASD, vol. 5, p. 968, 969.
Paraíso. Em gr. paradeisos, uma transliteração do persa pairidaêza, que significa “lugar cercado”, “parque” ou “reserva” que contém árvores, um local onde os animais costumavam ser colocados para a caça. … Na LXX, o “jardim” do Eden é chamado de “paraíso” do Eden (ver com. de Gn 2:8). … Em 2 Coríntios 12:2 a 4, “paraíso” é um sinônimo óbvio de “Céu”. O fato de Paulo não se referir a nenhum “paraíso” terreno fica duplamente claro por ele igualar a expressão “arrebatado” ao “Céu” a “arrebatado ao paraíso”. Segundo Apocalipse 2:7, a “árvore da vida […] se encontra no paraíso de Deus”, ao passo que Apocalipse 21:1 a 3, 10 e 22:1 a 5 associam a árvore da vida à nova terra, à nova Jerusalém, ao rio da vida e ao trono de Deus. Não há dúvidas de que o uso consistente do termo paradeisos no NT o torna sinônimo de Céu .
Portanto, quando Jesus garantiu ao ladrão um lugar com Ele no “paraíso”, estava Se referindo às “muitas moradas” da casa de Seu Pai e ao momento em que receberia os Seus ali ver com. de Jo 14:1-3). Ao longo de todo Seu ministério, Cristo foi específico ao declarar que retribuiria “a cada um conforme as suas obras” (ver com. de Mt 16:27). Somente nessa ocasião convidará os salvos da Terra para entrar “na posse do reino” preparado para eles “desde a fundação do mundo” (ver com. de Mt 25:31, 34; cf. Ap 22:21). Paulo ensinou que os que dormem em Jesus sairão da sepultura por ocasião da segunda vinda de Cristo (ver 1Co 15:20-23), a fim de receber a imortalidade (v. 51-55). Os justos ressuscitados e os justos vivos serão arrebatados juntos, “para o encontro do Senhor nos ares” e, então, estarão “para sempre com o Senhor” (lTs 4:16, 17). Portanto, o ladrão estará “com” Jesus no “paraíso” depois da ressurreição dos justos, quando Cristo voltar.
É importante destacar que a conjunção “que” entre “te digo” e “hoje” foi acrescentada pelos tradutores, e é interpretativa. O texto original grego, que não tinha pontuação nem divisão de palavras (ver p. 101) diz: amen soi lego semeron met emou ese en to paradeiso, literalmente, “em verdade te digo hoje comigo estarás no paraíso”. O advérbio semeron, “hoje” fica entre os dois verbos, lego, “digo”, e ese “estarás”, e pode se referir a qualquer um dos dois. Sua posição logo após o verbo lego, “digo”, pode sugerir uma relação gramatical mais próxima com ele do que com o verbo ese “estarás”.
Obviamente, a inserção da conjunção “que” antes da palavra “hoje”, pelos tradutores, foi guiada pelo conceito extrabíblico de que os mortos recebem a recompensa quando morrem. No entanto, conforme explanado acima, fica evidente que nem Jesus nem os autores do NT acreditavam em tal doutrina. A conjunção “que” antes da palavra “hoje” faria Cristo contradizer aquilo que Ele e vários escritores do NT declararam de forma inequívoca em outras passagens. Assim, a própria Bíblia requer que a conjunção “que” seja colocada depois da palavra “hoje”, não antes dela (ver com. de Jo 4:35, 36).
Portanto, o que Cristo de fato disse ao ladrão na cruz foi: “Em verdade te digo hoje que estarás comigo no paraíso.” A grande dúvida do ladrão naquele momento não era quando ele chegaria ao paraíso, mas se ele realmente iria para lá. A declaração simples de Jesus lhe garantiu que, por mais que ele não merecesse e por impossível que parecesse, uma vez que ele estava sofrendo a morte de um criminoso, Cristo cumpriria a promessa, e o ladrão estaria no paraíso. de fato, era a presença de Jesus na cruz que tornava possível tal esperança. CBASD, vol. 5, p. 969, 970.
44 escurecendo-se o sol. Alguns já fizeram a sugestão de que Lucas se refere, nesta passagem, a um eclipse. Todavia, seria impossível um eclipse solar com a lua cheia, como na época da Páscoa. A escuridão foi sobrenatural. CBASD, vol. 5, p. 970.
Acontecimentos sobrenaturais eram entendidos marcar eventos de significação cósmica (Am 8:9; Joel 2:31). Andrews Study Bible.
46 nas Tuas mãos. Jesus morreu com as palavras do Salmo 31:5 nos lábios. A atitude que Ele expressou eleva a um clímax sublime o espírito de humilde submissão à vontade do Pai, exemplificado por meio de Sua vida na Terra. No jardim do Getsêmani, foi o mesmo espírito abnegado que levou às palavras “não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39; …). Feliz é a pessoa que vive e morre nas “mãos” de Deus” Nosso destino está seguro em Suas mãos. CBASD, vol. 5, p. 970.
entrego o Meu espírito! Fôlego, que representa vida. Entendia-se que retornava Deus quando alguém morria (Gn 2:7; Ez 37:5, 9; ver tb Sl 31:5). Andrews Study Bible.
47 louvou a Deus. É difícil determinar exatamente qual o sentido em que o centurião falou (v. nota em Mt 27.54). Parece claro, no entanto, que os escritores dos evangelhos viam na sua declaração uma vindicação de Jesus, e, como o centurião era o oficial romano encarregado da crucificação, seu testemunho era considerado relevante. Bíblia de Estudo NVI Vida.
48 bater no peito. Sinal de angústia, aflição ou arrependimento (cf. 18.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A multidão tinha vindo para se divertir, porém a morte de Jesus os perturbou. Bíblia de Genebra.
50-51 José … não tinha consentido. Mc 14.64 dá a entender que José não estava presente [na reunião do Sinédrio], pois a decisão foi apoiada “por todos”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
53 onde ainda ninguém havia sido sepultado. No grego, há uma tripla negativa, enfatizando que a sepultura nunca fora usada. CBASD, vol. 5, p. 970.
54 dia da preparação. Sexta-feira, o dia da preparação para o sábado. Andrews Study Bible.
55 As mulheres … viram o sepulcro, e … o corpo. Viram onde o Jesus estava sepultado e não errariam a localização ao voltarem para lá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este ponto é destacado contra os gnósticos docetas (que negavam a morte de Cristo) e todo incrédulo que alegasse que elas foram para o túmulo errado, ou que os discípulos esconderam o corpo, etc. Bíblia Shedd.
56 perfumes e especiarias. Muitos metros de pano e grandes quantidades de especiarias eram usados no preparo de um corpo para o sepultamento. Uns 34 kg de mirra e aloés já tinham sido usados naquela primeira tardes (Jo 19.39). Mais especiarias foram compradas para quando as mulheres voltassem para lá após o sábado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento. Mesmo à véspera da ressurreição de Jesus, Lucas continua a enfatizar o descanso do sábado como uma ordenança divina. Isto não deveria nos vir como surpresa , tendo em vista que seu último livro, Atos, retrata consistentemente os cristãos primitivos guardando o sábado. Ver notas em Atos 4:23-24. Andrews Study Bible.
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“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem […]” (v.34).
No final do ano passado e este ano eu passei por duas situações bem difíceis. Primeiro, a dor de perder um bebê devido a uma gravidez ectópica. Segundo, a horrível experiência de ser puxada pelo mar junto com meu filho mais novo. Contudo, em ambos os casos eu pude sentir quase de maneira palpável a mão de Deus estendida para confortar e para salvar. A experiência do Getsêmani certamente foi um dos momentos mais difíceis da vida de Jesus. A Sua agonia foi tamanha que Ele suava “gotas de sangue” (Lc.22:44). Ele estava prestes a beber o cálice o qual sorveria até à última gota, como escreveu o profeta Jeremias: “Porque assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: Toma da Minha mão este cálice do vinho do Meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais Eu te enviar” (Jr.25:15).
Jesus experimentou o cálice da ira de Deus que será derramado sobre os perdidos no juízo final. Mas a Sua maior angústia era a de, pela primeira vez, sentir-Se separado do Pai. Jesus bebeu o cálice para que não tenhamos que bebê-lo. Ele sentiu a separação do Pai para que nada possa nos separar do amor de Deus (Rm.8:37-38). O percurso até à cruz também não foi fácil. Interrogatórios, falsas acusações, xingamentos, ódio, uma sessão de açoites, humilhações, compunham a lista maldita dos sofrimentos de Cristo. O nosso Salvador, porém, não morreu pelos excessivos maus-tratos, mas pelo peso letal de pecados que jamais cometeu.
Herodes, “vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-Lo, por ter ouvido falar a Seu respeito; esperava também vê-Lo fazer algum sinal” (v.8). Numa tentativa de satisfazer seus caprichos, iniciou um interrogatório sem fim. “Jesus, porém, nada lhe respondia” (v.9). Mais uma vez, Herodes teve a oportunidade de se arrepender e usar de sua autoridade para fazer justiça, mas escolheu o mesmo caminho dos líderes de Judá, tratando a Jesus “com desprezo, e, escarnecendo dEle, fê-Lo vestir-Se de um manto aparatoso, e O devolveu a Pilatos” (v.11). Mandando matar João Batista de uma forma tão brutal depois de um trivial pedido, sua posição com relação a Jesus revelou a covardia de quem não queria se responsabilizar pelo sangue de mais um inocente. Não sabia ele que aquele precioso sangue era a sua única oportunidade de salvação, a qual ele desperdiçou.
Outra vez perante o governador romano, Jesus, ainda mais machucado, revelava um aspecto tão dócil quanto o de uma ovelha ferida, e aquela cena causou uma aflição sobremodo grande no coração de Pilatos. Oprimido pelas circunstâncias, por três vezes declarou a inocência do silente prisioneiro. Entretanto, por três vezes enfrentou a fúria de uma turba incontrolável que clamava: “Crucifica-O! Crucifica-O!” (v.21). De um lado, aquele que perante os homens tinha o poder nas mãos de livrar a Jesus da terrível condenação; de outro, a voz do povo que insistia “com grandes gritos” (v.23). Pressionado pelo clamor popular das massas enfurecidas, “Pilatos decidiu atender-lhes o pedido” (v.24), soltando o malfeitor e entregando Jesus “à vontade deles” (v.25).
Dizer que a voz do povo é a voz de Deus é uma das maiores heresias que existe. Toda a Bíblia tem provado o contrário. Enquanto o mundo antediluviano zombava da pregação de Noé, dava as costas para o último chamado de Deus. Enquanto todos se entregavam à idolatria, Deus tornou Abraão um instrumento de Seu poder. Elias subiu ao monte Carmelo num desafio contra 850 profetas idólatras. E adivinha só quem prevaleceu? Enquanto todos os povos se prostravam diante da imponente estátua de Nabucodonosor, apenas três jovens hebreus se recusavam a fazê-lo. No fim, foram as multidões dos povos ou aqueles três rapazes fiéis que provaram estar com a razão? A Bíblia chama de restante os fiéis dos últimos dias (Ap.12:17). Meus irmãos, a voz do povo não é e nunca será a voz de Deus! A voz de Deus é o claro e sonoro “Assim diz o Senhor”. A voz de Deus é a Sua Palavra, quer a maioria aceite, quer não.
Enquanto o povo escarnecia de Jesus, Suas poucas palavras antes de morrer foram cheias de compaixão. Às carpideiras, Ele advertiu (v.28), aos blasfemadores estendeu o perdão (v.34), ao malfeitor arrependido prometeu a vida eterna (v.43). E é exatamente este o caminho que conduz à vida. Primeiro, Jesus nos adverte, nos redireciona. Depois, Ele nos estende o Seu perdão e, então, ao pecador arrependido, oferece a vida eterna. Todos nós somos convidados a contemplar o sacrifício que foi feito por nós na cruz do Calvário. E não há como não declarar: “Verdadeiramente, este Homem era justo” (v.47). Verdadeiramente, é em Sua justiça que encontramos a salvação.
Hoje, contemplamos como que “de longe estas coisas” (v.49), mas Jesus mesmo afirmou: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo.20:29). Nós não fomos testemunhas oculares da morte e sepultamento de Jesus. Não estávamos lá quando “o véu do santuário” (v.45) se rasgou de alto a baixo. Não ouvimos a voz do Senhor ecoar pelo monte do Calvário e atingir cada coração como uma flecha. Mas, pela fé, podemos fazer parte do povo “bom e justo” (v.50) que aguarda “o reino de Deus” (v.51). E, enquanto isso, Jesus nos convida a participarmos de Seu descanso, “segundo o mandamento” (v.56; Êx.20:8-11). Ele mesmo descansou, tornando o memorial da criação também o memorial da redenção.
Que nossa vida não seja regida pela voz da maioria, mas pelo Espírito Santo que deseja nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, salvos pela cruz de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Lucas23 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 23 – Quem estuda a Bíblia atentamente não conclui que seu conteúdo seja superficial. Além disso, ao aprofundar-se nos quatro evangelhos o estudante piedoso notará a relevância de cada um deles e não os descartará por acreditar que falam a mesma coisa.
Além do que já foi observado nos capítulos anteriores das peculiaridades de Lucas, observe o capítulo supracitado. “Sem Lucas, não ficaríamos sabendo da primeira acusação dos judeus perante Pilatos (23.2) e do suplício do Senhor perante Herodes (23.5-16). Fazem parte do material exclusivo de Lucas as palavras de Jesus às mulheres que choram (23.27-31), sua primeira palavra na cruz (23.43) e sua sétima e última palavra (23.46). Somente Lucas registra o comportamento de José de Arimateia no conselho judaico (23.51). E é peculiar de Lucas a menção das mulheres que estiveram em contato com Jesus durante a paixão (23.27-31, 55,56)” (Hernandes Dias Lopes).
Deste capítulo, sobressaem preciosos ensinamentos:
• Jesus não buscou Seus direitos quando foi acusado falsamente. Ele não ficou furioso e raivoso como um bode irracional, como fazem muitos de nós quando somos injustiçados. Como cordeiro, Jesus foi para o matadouro, deixando Seu caso nas mãos do Pai. Como temos que aprender com Jesus!
• O inocente foi cruelmente acusado. O justo foi condenado como se fosse injusto. O réu perfeito foi condenado por aqueles que verdadeiramente deveriam ter sido condenados. Mas, sem acusar, injuriar e praguejar e sem atacar, Cristo foi crucificado por aqueles que mereciam, de fato, a cruz.
• O interesse de Jesus pelas mulheres, Sua oração por aqueles que O assassinaram cruelmente e Sua atenção ao ladrão, devem alertar a todo crente que uma conduta ruim é totalmente deprimente. Por isso, devemos permitir que Sua morte impacte nossa vida a tal ponto de ser moldada pelo crucificado.
• O impacto da crucifixão na vida do Centurião pagão e no religioso José de Arimateia deve motivar nossa profunda reflexão e então mudar de vida.
Jesus tinha um alvo, e nada O faria desistir ou desviar-Se. Ao aceitar ser sacrificado, “Jesus estava adquirindo o direito de Se tornar advogado dos homens na presença do Pai” (Ellen G. White).
Jesus pagou um alto preço para oferecer algum direito para nós. Não podemos ignorar tal preço pago para obtermos vitória no tribunal celestial! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO LUCAS 22 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 22 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
LUCAS 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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(pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lc/22
Os primeiros seis versículos de Lucas 22 estão entre os mais tristes da Bíblia porque falam de traição e de um plano de assassinato. Você já viu dessa forma? Eu entendo que para uma acusação de homicídio ser considerada válida, os advogados devem mostrar que o acusado teve meios, motivos e oportunidade. Essa é a tríade da culpa. Judas tinha todos os três elementos. Ele tinha acesso a Jesus, concordou (sob influência satânica) em traí-lo por dinheiro e esperou por sua oportunidade.
Jesus também tinha a tríade de meios, motivos e oportunidade, mas Ele as usou para dar a vida em vez de tomá-la. O meio pelo qual Jesus qualificou-se para ser nosso redentor foi tornar-se um ser humano e viver uma vida perfeita. A motivação de todas as suas ações foi o amor e Ele esperou por sua oportunidade. Jesus não rejeitou a crucificação e obteve a vitória em nome da humanidade.
Por causa do sacrifício de Jesus, também temos meios, motivos e oportunidade para fazer o bem. Jesus nos oferece os meios do testemunho, a motivação do amor e da gratidão e a oportunidade por meio do dom do Espírito Santo. Esta é a grande comissão.
Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicações da Igreja de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1241
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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997 palavras
1 festa dos pães sem fermento, chamada Páscoa (NVI). A palavra “Páscoa” era usada em dois sentidos: 1)Refeição específica que se iniciava ao pôr-do-sol, no dia 14 de nisã (Lv 23.4,5), e 2) semana que se seguia à refeição da Páscoa (Ez 45.21), também chamada festa dos Pães se Fermento [asmos], semana durante a qual era proibido usar fermento (Êx 12.15-20; 13.3-7). Nos tempos do NT, os dois nomes da festa se uma semana de duração eram praticamente intercambiáveis. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A festa [dos Pães Asmos] iniciava-se com a Páscoa e durava sete dias. Os judeus chamavam a ambas as festas, juntas de “Páscoa”. Bíblia Shedd.
3 Satanás entrou em Judas. Desse modo os evangelistas retratam o controle de Satanás sobre Judas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Satanás tinha estado esperando a oportunidade para retornar a atacar Jesus (4:13). Andrews Study Bible.
4 oficiais da guarda do templo. Eram todos judeus, selecionados principalmente entre os levitas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 sem tumulto. Era importantíssimo, para os inimigos de Jesus, não despertar uma reação popular favorável a Cristo. Durante a celebração da Páscoa [ao entardecer da quinta-feira] não haveria gente nas ruas. Bíblia Shedd.
7 devia ser sacrificado o cordeiro pascal. No dia 14 de nisã, entre 14h30 e 17h30, no átrio dos sacerdotes – a quinta-feira da Semana da Paixão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 preparar-nos. Incluía matar e assar o cordeiro e providenciar pão asmo, ervas amargas e vinho. Bíblia Shedd.
10 um homem carregando um pote. Era algo fora do comum ver um homem carregando um pote de água, pois em geral esse era um serviço das mulheres. Bíblia de Estudo NVI Vida.
…os homens transportavam água em odres de pele. Bíblia de Genebra.
Jesus estava desejoso de evitar a Sua captura durante a celebração da Páscoa. Judas não tinha conhecimento prévio do lugar. Bíblia Shedd.
Jesus estava pronto para morrer, mas no tempo de sua própria escolha. Bíblia de Genebra.
16 Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês. Jesus ansiava por celebrar essa Páscoa com Seus discípulos, pois era a última ocasião antes de ser sacrificado como o perfeito “Cordeiro pascal” (1Co 5.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino dos Deus. O simbolismo da Páscoa [Passover] … se cumprirá com a libertação final da morte e do mal. Andrews Study Bible.
19 é. “Representa” ou “significa”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto é o Meu corpo, oferecido por vós. A morte de Jesus não foi uma casualidade, mas aconteceu em benefício dos pecadores (5:32; 1Jo 4:9-10). Andrews Study Bible.
em memória de Mim. Assim como a Páscoa era uma constante lembrança e proclamação de como Deus redimira Israel da escravidão egípcia, assim também observar essa ordenança de Cristo serviria de lembrança e de proclamação de como os crentes haviam sido libertos da escravidão ao pecado mediante a obra expiatória de Cristo na cruz. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 nova aliança. Como a aliança no Sinai, esta aliança separa um povo para Deus (Lc 24:8), mas desta vez com o sangue de Cristo. Ela prometia que a lei de Deus seria escrita nos corações de Seu povo perdoado. Para mais sobre a nova aliança, ver Jr 31:31-34; 1Co 11:25; Hb 8:8-10; 9:15, 20-22, 10:11-18. Andrews Study Bible.
22 ai daquele. A traição de Judas cumpriu o plano de Deus; não obstante, ele deve enfrentar a responsabilidade por suas escolhas (ver At 2:23). Andrews Study Bible.
24 discussão. Só Lucas registra esta disputa que mostrava quão longe, até mesmo os Doze, estavam de compreender aquilo que Jesus viera fazer. Bíblia de Genebra.
25 benfeitores. Título assumido por governantes do Egito, da Síria e de Roma, em demonstração de honrarias, sem muitas vezes representar serviços realmente prestados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 como o que serve. Jesus conclama ao tipo de liderança que ele mesmo exemplificava – o de bem servir, característica tão incomum naquela época quanto agora. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Eu sou como quem serve. Jesus estabeleceu o exemplo definitivo de serviço humilde ao dar o Seu corpo e sangue pelos humanos (versos 19-20). Andrews Study Bible.
31 peneirá-los. Satanás queria testar os discípulos, esperando levá-los à ruína espiritual. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 espada. Os seguidores de Jesus enfrentariam tempos difíceis para os quais eles deveriam estar preparados, e Jesus fala seriamente para os advertir (ver 14:26). Apesar de Ele ter previamente aconselhado paz em lugar de violência (6:27), Seus discípulos, que estavam impacientes para lutar pelo reino, tomaram Suas palavras literalmente (v. 51). Andrews Study Bible.
37 contado entre os transgressores. Jesus estava para ser preso como criminoso, cumprindo assim as profecias das Escrituras. Bíblia de Estudo NVI Vida.
38 Basta! Os discípulos tomaram as palavras da espada literalmente, e a resposta de Jesus significa “Basta desse tipo de conversa”. Bíblia de Genebra.
39 Costume. Jesus não quer evitar a Sua captura; Judas irá para o jardim. Bíblia Shedd.
40 Orai. Um chamado para que os discípulos façam como Ele mesmo tinha sempre feito em tempos desafiadores. Andrews Study Bible.
44 gotas de sangue. … possivelmente a hematidrose, mistura de sangue e suor, como nos casos de extrema angústia, pressões ou sensibilidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
45 dormindo. O sono substitui a oração e resulta em negação da fé (57ss). Bíblia Shedd.
47 beijo. Uma saudação tradicional entre amigos próximos e familiares. Ver tb Mc 14:45. Andrews Study Bible.
50 o servo do sumo sacerdote. Chamava-se Malco; foi Simão pedro que o golpeou. Bíblia de Estudo NVI Vida.
53 poder das trevas. Mais do que a cobertura da escuridão da noite, esta frase se refere aos poderes satânicos que estavam trabalhando com os líderes religiosos (ver versos 3, 31). Andrews Study Bible.
…hora em que as forças das trevas – da iniquidade – fariam o máximo para derrotar o plano de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
59 é galileu. Reconhecido pelo seu modo de falar (Mt 26.73) e identificado por um parente de Malco, servo do sumo sacerdote. Bíblia de Estudo NVI Vida.
63 zombavam. Cumprindo a própria profecia de Jesus (18:32). Andrews Study Bible.
71 Acabamos de ouvir. Essa reação do Sinédrio deixa claro que a resposta de Jesus havia representado um taxativo “sim”. Marcos registra simplesmente “Sou”. Bíblia de Estudo NVI Vida.