Reavivados por Sua Palavra


JÓ 13 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
9 de julho de 2026, 0:30
Filed under: Sem categoria

JÓ 13 – A fé é madura quando vale mais que a vida! Nossa confiança em Deus deve estar acima das nossas necessidades vitais. Nisso residia a firmeza espiritual de Jó, um grande exemplo para nós.

Quando nossa fé é madura o suficiente para valer mais do que a vida, podemos perder tudo, sofrer à beça, ser acusados por amigos sem ser culpados, sem jamais perder a fé. Pode-se até perder a paciência, pode até entender ser injusta a situação que está enfrentando, inclusive pode pensar que Deus não Se importa com seu sofrimento, mas a fé permanecerá em pé!

Jó atingiu tal nível de fé, por isso em meio ao emaranhado complexo que envolvia sua condição, pôde expressar a máxima confiança em Deus ao declarar: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle” (Jó 13:15).

Antes disto, Jó havia respondido às acusações de seus amigos que alegavam ser ele merecedor do sofrimento devido a seus pecados; então, os repreendera pelas palavras cruéis, desprovidas de compaixão (Jó 13:1-12).

Após Jó 13:15, Jó demonstrou não compreender a sabedoria e a justiça divinas; porém, em meio às incertezas e dúvidas, afogando entre seus muitos questionamentos sem respostas (Jó 13:16-28), ele mantinha firme sua fé madura, bem mais valiosa que a vida!

Confiar em Deus, ainda que isso signifique a própria morte, é a filosofia de vida daqueles que vencerão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho, conforme revela Apocalipse 12:11.

Abrir mão da vida em prol da fé em Cristo é a essência da verdadeira religião. Jesus mesmo salientou: “Se alguém quiser acompanhar-Me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará” (Lucas 9:23-24).

Nossa fé não deve ser menor que o medo da morte, para que nossa fidelidade não dependa das boas circunstâncias. Assim, apesar de, perder tudo como Jó, da perseguição e tortura dos mártires em Apocalipse 12:11, a fé em Cristo permanecerá em pé.

A fé madura não tombará diante das terríveis agruras deste mundo; pois sabe que haverá uma preciosa recompensa futura, provida por Deus, conforme prevê as Escrituras (Mateus 5:11-12; 1 Pedro 1:3-9; Apocalipse 2:10).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 12 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
8 de julho de 2026, 1:30
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: JÓ 12 – Primeiro leia a Bíblia

COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

COM. PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



JÓ 12 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL by Jeferson Quimelli
8 de julho de 2026, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: JÓ 12

Jó respondeu a Zofar: Então vocês são os especialistas, não são? — aqueles que sabem tudo — e quando vocês morrerem, a sabedoria morrerá com vocês.

Pois bem. Eu também tenho entendimento! Eu também tenho aprendido, durante toda a minha vida, com os mais velhos, bem como com a minha própria experiência, e com o próprio Deus – embora eu seja ridicularizado por isso. E se vocês descessem do pedestal, talvez conseguissem compreender, como eu compreendi, lições até mesmo do mundo natural.

Estudem os animais e deixem que eles lhes ensinem, e as aves, e deixem que elas lhes contem—observem atentamente a terra e ponham o ouvido no chão, e perguntem até aos peixes, e todos eles lhes declararão que a mão de Deus está envolvida nisso! A vida de todos os seres vivos é emprestada por Deus, até mesmo o fôlego de cada ser humano. Cada capacidade que possuímos é uma dádiva de Deus – o ouvido para avaliar as palavras, a boca para provar os alimentos.

Sim, aprendemos à medida que envelhecemos. Nossos anos são oportunidades para adquirir entendimento. Mas Deus é a Fonte de sabedoria e força! Ele é nosso conselho e entendimento! Ao cooperar com Ele e com as estruturas e sistemas que Ele estabeleceu, os seres humanos podem encontrar sucesso. Mas sem a Sua luz, cambaleamos como bêbados.

Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Spokane, Washington, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/12
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli



JÓ 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – atualizado 08/07/2026 21:06 by Jeferson Quimelli
8 de julho de 2026, 0:50
Filed under: Sem categoria

934 palavras

12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).

1-6 Jó, irritado com a atitude dos seus amigos, volta-se para fustigá-los resistindo à sua atitude fácil e pretensiosa, empregando as faculdades da crítica, da lógica e do sarcasmo. Bíblia Shedd.

Esse discurso final do primeiro ciclo começa com uma nota de indignação contra os amigos de Jó (12:1-6). A resposta sarcástica de Jó revelou sua irritação com a condenação doutrinária de seu caráter. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.

1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).

2 vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: “Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar” (CBASD, vol. 3, p. 594).

2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).

4 irrisão (Almeida). NVI: “objeto de riso”.

5 aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).

Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).

Jó continuou a se preocupar com a injustiça da vida e observou que os criminosos prosperam sem ser perturbados (v. 6). Seus amigos se juntaram à ridicularização da pessoa justa, incluindo o próprio Jó, ignorando o próprio fato de que a maldade prospera no mundo. Os iníquos prosperam no poder que vem do mesmo Deus que eles desafiam. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.

13-25 Depois de ter zombado da afirmação ingênua de seus amigos de que os ímpios sempre sofrem e os justos sempre prosperam, Jó agora retratava um Deus muito mais imprevisível em Seu poder do que o raciocínio permitia (12:13-25). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.

Deus é todo-poderoso, e tudo que se opõe a Ele não pode prevalecer (vv 13-16). Jó reconhece que a plena sabedoria é privativa de Deus, e, reconhecendo que seus amigos não poderão dar uma resposta cabal às suas indagações mais profundas, pois só ensinam generalidades religiosas já conhecidas por Jó, e que nem sabem desvendar a causa  específica daquilo que Jó está passando, vai encaminhando suas dúvidas para a consideração do próprio Deus. Mais tarde, outra visão sobre a sabedoria divina há de ensinar a Jó que só mediante o temor de Deus é que o homem tem acesso a essa sabedoria. Bíblia Shedd.

16 Sabedoria. Aqui, o heb tūshiyyā, frequentemente traduzido por “substância”, é muito comum no livro de Jó. Bíblia Shedd.

17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como “despojados”, literalmente, significa “descalços”. A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).

Não se deve interpretar que Deus destrói sistematicamente o que há de melhor na vida humana; o que está sendo dito aqui, e nos versículos seguintes é que: 1) Em comparação com a sabedoria divina, o melhor que os homens fazem nada é; e 2) Deus tem autoridade para dissolver os melhores planos humanos, ainda que feitos por reis, sacerdotes, sábios e juízes. Bíblia Shedd.

18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).

21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).

24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).



JÓ 12 — Rosana Barros by Ivan Barros
8 de julho de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?” (v.3).

Daqueles de quem esperava ouvir palavras de conforto e de esperança, Jó encontrou mais um motivo de tristeza e de desânimo. Acusado injustamente, seus amigos tornaram-se oponentes que queriam a todo custo convencê-lo de que sua condição significava a colheita de sua impiedade. Como um tição tirado do fogo, a enfermidade o consumia, mas não machucava mais do que as palavras de depreciação em discursos especulativos.

Após tirar de Jó toda a sua prosperidade, mergulhá-lo em um terrível luto e afligi-lo com enfermidades malignas, Satanás acrescentou a tudo isso uma de suas maiores e piores armas: o próprio homem. Através de seus agentes humanos, ele persegue, aflige e maltrata a muitos, mas seu ódio homicida tem como alvo principal o fiel servo de Deus. Confiados em sua posição contrária à de Jó, aqueles homens julgaram-se sábios e suficientemente corretos para dirigirem-se a ele do alto do “pódio da santidade”.

A defesa de Jó revelou-se como um ato desesperado de não vituperar a sua fé. Ele tinha guardadas na lembrança as suas experiências com Deus por meio da comunhão. Olhando para o passado, Jó suportava o presente e visualizava o futuro. E, dia após dia, ainda que não notasse, Deus aliviava as suas aflições e colocava em seu coração a grande esperança que irrompe as barreiras das dificuldades deste mundo e que nem a morte pode conter, como expressou na sua mais célebre declaração: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).

Diante das densas trevas morais e espirituais destes últimos dias, estamos cercados de perigos que sobrepujam as enfermidades do corpo ou as intempéries do dia a dia. Maiores do que essas coisas são aquelas que põem em risco a nossa sanidade mental e até a nossa salvação. O mundo caminha para uma iminente crise que nos afetará não somente em escala política, econômica ou ambiental, mas que provará severamente a nossa fé. Se não estamos aproveitando, hoje, o tempo de oportunidade que nos é dado, e se não considerarmos o que o Senhor realizou no passado, olharemos para o futuro sem nenhuma esperança.

Mas, se como Jó confiarmos: “Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento” (v.13), podemos estar certos “de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Satanás pode até nos atacar com suas armas falíveis, mas Deus nos põe “por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze” (Jr.1:18), pois “não há outro deus que possa livrar como Este” (Dn.3:29). Portanto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5).

Pai Celestial, diante das injustiças deste mundo, que possamos sempre ter em mente as Tuas preciosas e fiéis promessas. Faz-nos fortes no Senhor, para que a nossa fé não desfaleça e a nossa esperança não esmoreça. E que o Teu Espírito continue nos revelando, através da Tua Palavra, a Tua sabedoria e o Teu conhecimento. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#JÓ12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
8 de julho de 2026, 0:30
Filed under: Sem categoria

JÓ 12 – Parece mais fácil fazer teologia que demonstrar solidariedade e empatia diante do sofrimento humano. Contudo, a falta de empatia dos amigos de Jó proveu-nos um livro teológico e filosófico, que auxilia-nos na compreensão das adversidades humanas e no entendimento do quê fazer – e não fazer – diante do sofrimento.

Os amigos que foram consolar Jó o irritaram com suas palavras e acusações infundadas. A frieza e falta de empatia deles tornava o “consolo” deles indesejado. Depois que os três “amigos da onça” fizeram seu discurso, Jó ficou irritado; por isso, “ele exibiu amargo sarcasmo”, afirmou Merrill Unger.

Corroborando com esta afirmação, John MacArthur ampliou, dizendo que “Jó respondeu em defesa própria usando palavras fortes… Jó respondeu com grande sarcasmo aos seus amigos sabe-tudo (v. 2), e então os lembrou de que compreendia os princípios dos quais eles falavam (v. 3), que eram irrelevantes para sua situação. Como se não bastasse, Jó desesperou diante da dor de se tornar objeto de chacota de seus amigos, embora fosse inocente (v. 4)”

• Jó reagiu aos discursos de Elifaz, Bildade e Zofar usando linguagem irônica para questionar a sabedoria deles e indicar que estavam simplesmente repetindo clichês e ideias pré-concebidas (Jó 12:2-6).
• Depois, em vez de ficar combatendo a sabedoria dos amigos, Jó optou por refletir sobre a natureza de Deus e Sua relação com Sua criação (Jó 12:7-12).
• Por fim, Jó se dispôs a ir bem além da filosofia de seus amigos, mergulhando fundo na complexidade e incertezas da vida, confiando em Deus mesmo sem entender tudo o que gostaria (Jó 12:13-25).

Duas exegeses são fundamentais no estudo e aplicação dos princípios religiosos. Além de saber interpretar o texto sagrado corretamente é importante saber interpretar o destinatário de nossas aplicações teológicas. Sem perceber a real situação do sofredor, ainda que digamos certas verdades, elas serão mal aplicadas – comprometendo, assim a verdade!

Além disso, a verdadeira sabedoria não pode ser encontrada em clichês teológicos ou ideias pré-concebidas recheadas de conceitos pré-estabelecidos. Para sair da superficialidade é necessário reconhecer a complexidade e injustiças no mundo, mantendo a fé e confiança em Deus!

Ser simplista na abordagem do sofrimento causa mais mal do que bem! Jó sofria ainda mais com o “conforto” de seus amigos…

Como carecemos de sabedoria! – Heber Toth Armí.



JÓ 11 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
7 de julho de 2026, 1:30
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: JÓ 11 – Primeiro leia a Bíblia

COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

COM. PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



JÓ 11 – COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL by Jeferson Quimelli
7 de julho de 2026, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: JÓ 11

Neste capítulo é Zofar quem fala. Ele é conhecido como sendo um naamatita, o que alguns acreditam significar ser um descendente de Naor, irmão de Abraão.

Quando Zofar fala que os ímpios não terão nenhum lugar para fugir e que suas esperanças se transformarão em tristeza e perda de vida (v. 20), ele não está pensando sobre o fim dos tempos, mas sobre o presente. Fala, também, por outro lado, que a solução para Jó reside na sua vontade de se aproximar de Deus e ouvi-Lo.

Zofar, assim como seus outros amigos, foca o tempo presente. Se algo de bom está para acontecer a uma pessoa, isto deve acontecer neste momento e não futuramente, no céu. Descobertas arqueológicas no Egito e Mesopotâmia nos demonstram que este modo de pensar, comum na era moderna, já existia desde naquela época, a milhares de anos atrás. Zofar e seus amigos são exemplos do pensamento “viva para o agora”.

Querido Deus
Assim como Jó, queremos manter viva a esperança do Advento e não pensarmos apenas no presente. Em nome de Jesus, Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/11
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Pr Jobson Santos



JÓ 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
7 de julho de 2026, 0:50
Filed under: Sem categoria

1442 palavras

1-20 Assim como Elifaz (v. 4.7-11) e Bildade (v. 8.3-6), Zofar declara que os pecados de Jó foram a causa das aflições (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Zofar era o menos sensível e o menos respeitoso dos amigos em relação a Jó. Ele lançou um ataque brutal contra Jó (v. 16) e voltou à pergunta de 4:17 e 9:2: Pode um ser humano ser justo? Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 105.

Zofar foi o terceiro dos amigos a falar, e o menos cortês. Cheio de ódio, ele ataca Jó, dizendo que Jó merece mais punição e não menos. Zofar assumiu a mesma posição de Elifaz (cap. 4,5) e Bildade (cap.8) de que Jó estava sofrendo por causa de pecado, mas seu discurso foi, de longe, o mais arrogante (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

2-3 As palavras de Zofar são mais duras que as de Bildade (8:2) (Andrews Study Bible).

Zofar revela falta de compaixão ao deixar de se colocar no lugar de Jó antes de condená-lo. Além disso, Zofar não está inteiramente certo na condenação: Jó foi sincero em questionar ações de Deus que lhe pareciam injustas (v. 9.14-24), mas não zombou de Deus (é Zofar quem o acusa de ter feito isso) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

1 Naamatita. Não se sabe qual a tribo ou qual a cidade que deu origem a este nome; talvez Zofar veio da mesma região dos demais amigos de Jó, das nações semíticas aparentadas com os israelitas, entre o Jordão e o norte do deserto da Arábia. Bíblia Shedd.

2 palavrório. Zofar parece irritado com o tamanho do discurso de Jó. Os orientais consideravam a brevidade no falar como uma virtude distintiva (ver Pv 10:19; Ec 5:2)(CBASD, vol. 3, p. 591).

3 parolas. Do heb. badem, “fala vazia” (ver Is 16:6; Jr 48:30; 50:36)(CBASD, vol. 3, p. 591).

4 Pois dizes […] sou limpo aos Teus olhos. Jó nunca disse isto (Andrews Study Bible).

Zofar […] deixa subentendido que Jó estava reivindicando ter pureza absoluta (perfeição impecável), mas Jó em nenhuma ocasião aplica esses termos a si (Bíblia de Estudo NVI Vida).

O livro de Jó também não apoia a acusação de Zofar de que Jó havia afirmado que seu ensino era puro. Parece improvável que Jó havia feito tal afirmação. Parece mais provável uma atribuição errônea da parte de Zofar, pois alguém havia falado, hipoteticamente, que Jó era puro (Bildade, em 8:6). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

Este verso reitera o ponto central de desacordo entre Jó e seus amigos. Jó aceitava o testemunho de sua consciência, enquanto seus amigos interpretavam mal o testemunho de seu sofrimento(CBASD, vol. 3, p. 591).

Essa não é uma citação correta das palavras de Jó, que nunca se declarou impecável. Jó apenas afirmou não levar o tipo de vida pecaminosa que pudesse merecer tão severos castigos. Ele já havia admitido que nenhum mortal poderia ser justo diante de Deus (9.2) (Bíblia de Genebra).

É inteiramente verdadeiro que muitos de nós estamos dominados pela autocomplacência, porque julgamos o que há de melhor em nós pelo que há de pior nos outros. Pode acontecer, também, que tenhamos uma inadequada concepção do que Deus é, e do que ele requer de nós. Será melhor batermos no peito como o publicano e nos confessarmos o pior dos pecadores (Comentário Bíblico VT – FBMeyer).

6 Zofar diz que Jó merece punição adicional – ele é o mais cruel dos amigos (Andrews Study Bible).

7-12 Zofar deseja que Jó se submeta ao processo pelo qual a divina sabedoria deseja fazê-lo passar, para então haver esperança de um fiel a todos aqueles sofrimentos. Bíblia Shedd.

7 desvendarás […]? A frase diz, literalmente: “Você poderá descobrir as coisas a serem exploradas sobre Deus?” (CBASD, vol. 3, p. 591).

8 como as alturas dos céus. Paulo usa as mesmas quatro dimensões para descrever o amor de Deus em Cristo (Ef 3.18) (CBASD, vol. 3, p. 591).

mais profunda é ela do que o abismo. NVI: mais profundos que as profundezas. NKJV: Mais profundo que o sheol (original hebraico). […] nome dado ao lugar dos mortos [segundo o pensamento corrente da época]. É usado quase 500 vezes na Bíblia, 7 delas em Jó (CBASD, vol. 3, p. 591).

7 arcanos de Deus. NVI: “os mistérios de Deus”. NKJV: “as coisas profundas de Deus” [deep things of God].

9 Para Zofar, Deus só pode condenar os seres humanos, como argumentava o espírito referido por Elifaz. Zofar insistiu que a conversa vazia não justificaria ninguém. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

11 Ao chamar Jó de “enganador” (NIV e NVI), Zofar estava acusando Jó de possuir falhas e pecados secretos. Apesar desta suposição de Zofar ser incorreta, sua explanação de que Deus sabe e vê tudo é acurada (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

12 quando a cria de um asno montês nascer homem. Nota textual NVI: “ou: ‘nascer domesticado’”. A nota textual NVI contrapõe duas espécies correlatas, porém totalmente diferentes, de animais bíblicos – o jumento selvagem e o domesticado (Bíblia de Estudo NVI Vida).

…isto é, um homem tão intratável, indomado e teimoso como um asno selvagem ainda pode se transformar num verdadeiro homem (CBASD, vol. 3, p. 592).

13-20 Zofar falou da esperança no arrependimento em seu segmento final (v. 13-20). Como Elifaz e Bildade, ele garantiu a Jó que o arrependimento lhe traria a liberação de seu sofrimento. Sua culpa lhe havia trazido a ira divina, mas seu caso não era sem esperança. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

Isso parece um bom conselho para um pecador devasso, mas não se aplica ao caso de Jó. Como Bildade, Zofar não abre espaço para a misericórdia. Jó teria que se tornar justo antes que Deus o aceitasse (Bíblia de Genebra).

Jó precisa entregar seu coração à direção divina (cf 1 Sm 7.3), limpando suas mãos (v 13), e lançando para longe suas iniquidades (v 14); então estaria em condições de entrar em comunhão com Deus, arrependido dos seus pecados, e esquecido de toda a angústia que sofrera no passado, por causa do brilho do raio da luz do presente (vv 16-17), conduzido agora à segurança e à esperança (18, 19). O ensinamento deste trecho é uma perfeita joia de inspiração, não obstante ser, para Jó, ofuscada pela amargura da pressuposição de que ele mesmo é um pecador que precisa de se arrepender. Bíblia Shedd.

Ideia popular, mas falsa: o bom prospera, o ímpio sofre [cf. tb Elifaz, 5:17-26, e Bildade, 8:5-7] (Andrews Study Bible).

13 estenderes as mãos. Zofar insta com Jó para que vá a Deus em atitude de súplica (CBASD, vol. 3, p. 592).

Estas atitudes são as da oração, tanto no íntimo do coração, como nos gestos exteriores. Bíblia Shedd.

A admoestação para que Jó estendesse as mãos para Deus descrevia um ato de adoração e súplica que é frequente no AT (cf Sl 44:20; 143:6).  Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

Zofar toma por certo que os problemas de Jó estão arraigados no pecado; tudo o que Jó precisa fazer é arrepender-se, e a partir daí sua vida será bem-aventurada e feliz. Mas em nenhum lugar Deus garante uma vida “mais refulgente que o meio-dia” (v. 17) simplesmente por sermos seus filhos. Deus tem para nós um propósito mais sublime que nossa prosperidade, ou pessoas em busca do nosso favor (v. 19). A filosofia de Zofar conflita com o Sl 73 (Bíblia de Estudo NVI Vida).

14-15 É arrogância da parte de Zofar pensar saber porque Jó estava sofrendo (Bíblia de Genebra) (Andrews Study Bible).

14-16 Então, Zofar sugeriu que Jó poderia voltar à sua vida anterior se fosse humilde e se arrependesse (v. 14-15). Jó seria capaz de esquecer seus problemas; eles seriam como a água que passou (v. 16). Zofar procurou fazer uma aplicação positiva do símile pessimista de Jó sobre a água que desaparece (6:15-21). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 106.

como de águas. Como uma pancada de chuva, uma poça d’água ou uma forte enxurrada que ameaça engolfar tudo, logo passa e é esquecida, assim a desgraça de Jó cairia na insignificância em vista do brilhante futuro (CBASD, vol. 3, p. 592).

20 perversos. Se Zofar tivesse terminado com o v. 19, Jó poderia ter extraído conforto de seu discurso, que apresentava a esperança de restauração ao favor de Deus e o retorno à felicidade. Mas, como se quisesse acentuar o conceito desfavorável que tem da conduta e do caráter de Jó, ele não termina com palavras encorajadoras, mas acrescenta um trecho que tem ares de condenação (CBASD, vol. 3, p. 592).

O tributo que Zofar prestou a Deus é magnífico. Sua sinceridade é óbvia. Mas ele, como os outros amigos de Jó, interpretou mal a providência de Deus. Ele é incapaz de ver o sofrimento como outra coisa a não ser uma punição direta pelo pecado. Ele exorta Jó a se arrepender, quando devia levar-lhe amor e conforto. Os discursos dos amigos de Jó foram comparados a rodas que giram sobre o mesmo eixo. Eles variam nos detalhes, mas concordam no ponto de vista básico (CBASD, vol. 3, p. 593).



JÓ 11 — Rosana Barros by Ivan Barros
7 de julho de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Porventura, não se dará resposta a esse palavrório? Acaso, tem razão o tagarela?” (v.2).

Se os discursos anteriores já haviam abalado o estado emocional de Jó, o discurso de Zofar só piorou a situação. Ele acusou Jó de ser um tagarela (v.2), zombador (v.3), mentiroso (v.4), perverso (v.20) e disse que o “castigo” que havia recebido era menor do que o que realmente merecia (v.6). Zofar escarneceu da integridade de Jó e não considerou, em momento algum, a sua situação com compaixão. Sob o aval de seus demais amigos, iniciou com terríveis acusações (v.1-6), proferiu o que considerava a respeito de Deus (v.7-11), “vomitou” a sua ironia (v.12), aconselhou acerca do que não conhecia (v.13-19) e terminou afirmando que o sofrimento de Jó era resultado de sua própria perversidade (v.20).

Percebemos que, ao contrário de Elifaz e de Bildade, Zofar expressou argumentos fracos e medíocres diante daquele que o próprio Deus chamou por duas vezes de “homem íntegro, e reto” (1:8; 2:3). A verdadeira condição humana só pode ser conhecida por Deus. Só Ele tem o poder de sondar os corações e de penetrar os pensamentos (Sl.139:1-2). Quando “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), Ele não fez acepção de pessoas, mas acolheu, curou e ensinou a todos, sem distinção. Andou e comeu “com publicanos e pecadores” (Lc.15:2); atraiu os rejeitados (Lc.15:1), conquistando-lhes o coração pelo poder de Seu amor e de Sua graça.

Na escolha de Seus discípulos, Jesus deu provas mais do que suficientes de que a ninguém rejeita. Em Seu sofrimento, como Jó, foi acusado de ser um impostor. Aos pés da cruz, os que deveriam adorá-Lo, dEle escarneciam. O sofrimento de Jó foi um prenúncio do sofrimento dAquele que é a própria retidão e integridade. E, assim como os amigos de Jó o negavam e o acusavam injustamente, Cristo também foi negado (Jo.18:27) e acusado injustamente (Lc.23:4). Ainda assim, não proferiu maldição alguma nem palavras de condenação, mas, com o mais intenso amor, exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34).

Veremos que as palavras de Zofar causaram em Jó um senso de justiça própria, fazendo com que respondesse em sua própria defesa. Jó aprenderia que não precisava defender a sua própria integridade diante dos homens, mas confiar na justiça que vem de Deus. O silêncio de Cristo não evitou o escárnio da furiosa turba que O oprimia, porém causou uma profunda e sobrenatural admiração (Mt.27:14). A sabedoria do silêncio muitas vezes ultrapassa a sabedoria de uma multidão de palavras. Se os amigos de Jó tivessem permanecido em silêncio não apenas os sete dias e, em oração, entregassem o seu amigo nas mãos do “Todo-Poderoso” (v.7), não teriam sido considerados culpados diante de Deus (Jó 42:7).

Não é fácil ficar calado quando é a nossa reputação que está em jogo. Somente mediante o Espírito Santo podemos agir com parcimônia em situações assim. Que de nossos lábios, amados, não saiam palavras de condenação contra o nosso próximo. Da mesma forma, que possamos transformar os insultos e injustiças a nosso respeito em oportunidades de nos parecermos com o nosso Salvador: “Graças, ó Deus, por me permitires ser humilhado, pois é exatamente assim que quero tornar-me humilde como Jesus” (O Décimo Primeiro Mandamento, CPB, p.34). Que o silêncio de nossos lábios se converta em súplicas e orações por nossos irmãos (Ef.6:18). E, dentro em breve, o Senhor nos honrará e converterá as nossas lágrimas em eterna alegria.

Sim, Senhor, a Tua sabedoria é mais alta do que os céus, é mais profunda do que o abismo e mais longa do que a terra e o mar. São verdades que foram ditas por Zofar. Mas, assim como ele, muitos têm usado verdades e até as Escrituras para falar do que não sabem. Senhor, nosso Deus, nós temos um coração enganoso e corrupto e uma língua que só pode ser dominada pelo Espírito Santo. Ó, Pai, socorre-nos de nós mesmos e enche-nos do Teu Espírito! Concede-nos um coração puro e lábios puros, como Jesus! Em nome do Maravilhoso Conselheiro, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#JÓ11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100