Reavivados por Sua Palavra


JÓ 8 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2023, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 8 – Primeiro leia a Bíblia

JÓ 8 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL

JÓ 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



JÓ 8 by Luís Uehara
2 de abril de 2023, 0:55
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/8

Neste capítulo, encontramos a fala de Bildade, o suíta. Seu propósito não é ajudar a Jó, mas defender a sua própria visão de mundo. Bildade apresenta fragmentos de verdade numa moldura de erro. Ele estava familiarizado com o que tinha sido descoberto pelos “pais” e registrado por Moisés em Gênesis 1-11 (vv. 8-10). Assim, ele diz a Jó que não apenas estude história, mas também que se permita ser conduzido pelas verdades obtidas por observações (v. 8).

O pensamento de Bildade pode ser descrito do seguinte modo: se uma pessoa se esquece de Deus, Suas bênçãos para ele se secam; se uma pessoa se lembra de Deus e obedece a Ele, as bênçãos florescem. A observação mostra que é assim que as coisas acontecem. O conselho de Bildade aparentemente é muito bom, mas é o resultado de uma pessoa que julga só pelo que pode ver e que acha que sabe a verdade total, sem considerar a história da rebelião no Céu.

Querido Deus,
Moisés nos mostrou o perigo do apego aos padrões enganosos deste mundo e construir sobre bases frágeis, negando o Grande Conflito entre o Bem e o mal. Livra-nos de pessoas que se julgam sábias, mas não demonstram compaixão, como Bildade. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/8



JÓ 8 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2023, 0:50
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1011 palavras

Bildade agora entra no debate. Está horrorizado com a aparente blasfêmia de Jó. Bildade é tradicionalista por excelência, e exorta Jó a curvar-se perante à sabedoria da tradição. Repreende Jó pelas suas palavras intempestuosas (2), defende a absoluta justiça de Deus (3), e lança a acusação aos filhos de Jó que cometeram pecado (4) (Bíblia Shedd).

Bildade ficou contrariado porque Jó ainda reclamava ser inocente enquanto questionava a justiça de Deus. […] O argumento de Bildade era: Deus não pode ser injusto e Deus não puniria um justo; portanto, Jó deve ser injusto. Bildade sentia que sua teoria não possuía exceção. Como Elifaz, Bildade supôs erradamente que as pessoas sofrem somente como resultado de seus pecados. Bildade foi ainda menos sensível e compassivo, dizendo que os filhos de Jó haviam morrido por causa da maldade deles (Life Application Bible Study).

Essa resposta apresenta Bildade como um homem brutal e sem sentimentos. […] Sua mensagem a Jó é direta. Ele e sua família receberam o que mereciam. Se ao menos agora ele [Jó] se arrependesse dos atos desavergonhados que trouxeram essa desgraça, ele poderia ser restaurado a uma prosperidade e felicidade ainda maiores das que tinha desfrutado antes (Bíblia de Genebra).

1 suíta. Membro da tribo de Sua, descendente de Abraão e Quetura, aparentado aos midianitas (Gn 25.2; 1Cr 1.32), e habitante do deserto do norte da Arábia (Bíblia Shedd).

2 até quando? V. 18.2. Em contraposição com Elifaz, mais velho, Bildade é impaciente (Bíblia de Estudo NVI Vida).

qual vento impetuoso. Uma acusação fortíssima, diferente do tom de Elifaz, que tentara uma abordagem suave no princípio (4.2) (Bíblia de Genebra).

4 teus filhos. A mais severa das perdas de Jó foi a de seus filhos. Bildade dirigiu um impiedoso ataque a Jó ao inferir que seus filhos morreram porque eram pecadores (CBASD, vol. 3, p. 581).

6 se fores puro e reto. Na mente de Bildade, Deus teria misericórdia apenas quando os seres humanos a merecessem. Mas a misericórdia, na verdade, jamais pode ser merecida. Se for merecida, então já seria justiça (Bíblia de Genebra).

A pressuposição é sempre a de que Jó é um injusto, necessitado de ensinos (Bíblia Shedd).

8 pergunta agora às gerações passadas. Elifaz tinha apelado para a revelação como sua autoridade, embora essa revelação fosse um tanto enigmática (4.12-17). Bildade, porém, apelou para as tradições humanas (Bíblia de Genebra).

Elifaz recorrera a uma revelação do mundo dos espíritos (v. 4.12-21), ao passo que Bildade recorre à sabedoria acumulada da tradição (Bíblia de Estudo NVI Vida).

10 não te ensinarão os pais? Bildade obviamente considerava Jó um aluno rebelde, mas esperava que ele desse ouvidos às vozes do passado (CBASD, vol. 3, p. 581).

11 junco. O junco consome grandes quantidades de água (CBASD, vol. 3, p. 581).

12 secam. Essas plantas não tem capacidade de autossustentação. Dependem da umidade para se sustentar. Se faltar água, murcham e morrem (CBASD, vol. 3, p. 581).

13 todos quantos se esquecem de Deus. Este verso contém a aplicação da parábola. Quando o poder sustentador de Deus é retirado de uma pessoa, ela perece como o outrora luxuriante junco d’água. A figura ilustra o juízo que Bildade pensa estar caindo sobre o homem que outrora fora justo e, portanto, próspero, mas que depois se afastou de Deus. Jó não deixaria de compreender a aplicação (CBASD, vol. 3, p. 581).

ímpio. Como é óbvio, Bildade considerava Jó um caso típico de impiedade (Bíblia de Genebra).

15 agarrar-se a ela. A figura é a de uma aranha que está tentando se suster agarrando-se à sua casa. A “casa” de Jó lhe havia sido tirada. Sua esperança fora cortada. Assim, Bildade parece classificar Jó como um ímpio (CBASD, vol. 3, p. 582).

Bildade assumiu erradamente que Jó estava confiando em algo que não Deus para sua segurança, então ele destacou que tal apoio iria quebrar. […] Uma das necessidades básicas do homem é segurança e as pessoas farão quase qualquer coisa para se sentirem seguras. Eventualmente, contudo, nosso dinheiro, nossos bens, conhecimento e relacionamentos falharão ou irão embora. Somente Deus pode dar segurança duradoura. No que você tem confiado para sua segurança? Quão duradoura ela é? Se você tem um fundamento seguro em Deus, sentimentos de insegurança não abalarão você (Life Application Bible Study).

16 viçoso. Uma nova ilustração, a de uma luxuriante trepadeira cheia de seiva e vitalidade, que de repente é destruída e esquecida (CBASD, vol. 3, p. 582).

18 o arranca. É insinuado que Jó seria a planta arrancada (Bíblia Shedd).

19 brotarão outros. Ninguém lamenta a morte da planta nem sente falta dela. Outras plantas lhe tomam o lugar (CBASD, vol. 3, p. 582).

20-22 Nestes versículos Bildade faz sua recapitulação. O ponto principal do discurso acha-se no v. 20. Notamos, todavia, que Bildade não possuía a simpatia pela qual Jó ansiava. A conclusão de que a família de Jó morrera vítima de algum castigo divino, em razão de sua iniquidade, era como uma espada a transpassar um coração já exausto de dor e de angústia (Bíblia Shedd).

20 Deus não rejeita ao íntegro. Este versículo contém o coração da teologia de Bildade sobre o sofrimento. Não estava errada como sabedoria corrente. O Sl 1.6 ensina que o Senhor cuida do caminho dos justos, que o caminho dos ímpios perecerá. O erro de Bildade consistia em supor que Jó, por estar sofrendo, forçosamente era um ímpio (Bíblia de Genebra).

21 Ele te encherá a boca. Bildade não acha que o caso de Jó seja sem esperança. Como Elifaz, ele prediz que a calamidade de Jó será revertida e que sobrevirão juízos aos inimigos dele. Os amigos parecem ter certo graus de confiança na integridade básica de Jó, embora estejam convencidos de que ele cometeu algum grande pecado que trouxe a calamidade (CBASD, vol. 3, p. 582).

Uma comparação do primeiro discurso de Elifaz com o de Bildade revela que ambos têm uma introdução censuradora e um encerramento conciliatório. Ambos exortaram Jó a ir a Deus arrependido, em busca de ajuda e apresentaram a promessa de salvação. Elifaz reforçou seu argumento com uma suposta revelação divina, enquanto que Bildade procurou alcançar o mesmo resultado, apelando para os antigos mestres da sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 582).

22 aborrecedores. Bildade, depois de falar aquilo que tinha em mente, procura demonstrar que ele não se inclui entre os inimigos de Jó (Bíblia Shedd).



Jó 08 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de abril de 2023, 0:45
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“O teu primeiro estado, na verdade, terá sido pequeno, mas o seu último crescerá sobremaneira” (v.7).

Acusado injustamente por Elifaz, Jó externou o seu sofrimento e expôs diante de Deus a sua queixa. Não bastasse todo o mal que o afligia, teve de suportar mais palavras de acusação. Além de reprovar a réplica de Jó, Bildade insinuou que a morte de seus filhos foi consequência de seus próprios pecados e colocou em dúvida a sua pureza e retidão e a dignidade de sua prole. O estado de Jó era visto como um castigo, já que a prosperidade e o sucesso eram intimamente relacionados a uma vida de integridade diante de Deus. No verso sete, contudo, mesmo sem saber, Bildade profetizou a sorte final de Jó: “O teu primeiro estado, na verdade, terá sido pequeno, mas o seu último crescerá sobremaneira”.

Podemos dizer que os amigos de Jó eram adeptos da teologia da prosperidade. Eles não podiam conceber a ideia de que o íntegro passasse por tanto sofrimento, não fosse pela culpa de algum pecado. Foi por contemplar a prosperidade dos ímpios que o salmista Asafe quase endureceu o seu coração. O contraste entre as dificuldades de Israel e a tranquilidade dos pagãos despertou-lhe a inveja que o destruiria, não fosse a misericórdia de Deus em lhe revelar o resultado final: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).

Bildade foi insensato ao questionar a integridade de seu amigo enfermo. Na verdade, ele e seus amigos, e até o próprio Jó, desconheciam sobre a batalha espiritual que envolve cada ser humano. Uma vida próspera e tranquila pode se tornar em laço pior do que uma vida atribulada. Aquele que sonda os corações sabe exatamente o que dar e o que tirar da vida daqueles que O temem e O buscam. Portanto, os “nossos dias sobre a terra” (v.9) não podem ser medidos pelo que possuímos e sim pelo que somos, em Cristo.

A essência de Jó foi ignorada pelos olhos que só enxergam a aparência, mas foi nAquele que vê o coração, que ele depôs as suas feridas. Sabem, amados, nós julgamos e somos julgados com muita facilidade. Nossas orações são repletas de formalismos enquanto nosso coração implode pela necessidade de ser revelado. O pecado trouxe sobre este mundo a maldição da injustiça, mas nós precisamos aprender a viver cada dia pela fé, confiantes na justiça divina, e andar na presença do Senhor em sinceridade e santidade. Algo que só pode acontecer mediante a atuação constante do Espírito Santo em nossa vida, como escreveu o apóstolo Paulo: “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele [Jesus] nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5).

Não houve e nem haverá neste mundo injustiça maior do que aquela que pendurou o nosso Salvador numa cruz. A Sua vida de humilde serviço e amor abnegado era um contraste com a próspera condição dos líderes religiosos, que se julgavam tão piedosos. E acusado pelos pecados que nunca cometeu, foi condenado, crucificado e morto. Mas Jesus não Se importava com a prosperidade passageira. Olhando para o futuro glorioso, o nosso Redentor ansiava pela hora de alegrar-Se com “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Assim como a tristeza de Jó tornou-se em triunfo, uma gloriosa vitória final nos foi garantida na cruz do Calvário. Que independente de nossa condição aqui nesta Terra e do que julgam a nosso respeito, olhemos “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pela graça do Redentor!

Rosana Garcia Barros

#Jó8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 8 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2023, 0:40
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JÓ 8 – Nossas concepções e percepções da vida sempre estão baseadas em alguma fonte de informação. Os dois amigos de Jó deixam evidente quais são suas fontes, onde se baseiam para levantar seus “rebuscados” argumentos.

Elifaz afirmou que um Espírito falou com ele; nesta visão reside a base de sua argumentação contra Jó, seu conceito sobre a divindade e a natureza (Jó 4:12-17).

Diferente de Elifaz, Bildade fez uso de outra fonte para basear sua argumentação filosófica e teológica. Ele se apegou à tradição, alegando que a sabedoria e o conhecimento dos antigos superam a tudo o que Jó pudesse saber ou entender (Jó 8:8-10).

Apesar das diferentes fontes de informação, o aflito e sofredor Jó não encontrou alívio nas palavras de Elifaz nem de Bildade. Considerando o todo do livro em análise, percebe-se que as interpretações de Elifaz e Bildade são defeituosas, cheias de falhas e, por isso, estão longe de obter a verdadeira sabedoria divina. A revelação de Elifaz pode ser considerada apenas como uma experiência subjetiva; por outro lado, a tradição de Bildade pode levar à estagnação e à falta de profundidade, impedindo o progresso e o avanço da verdade.

O pentecostalismo moderno enfatiza a experiência pessoal com Deus, valoriza a revelação divina direta e pessoal, em contraposição à tradição religiosa e à autoridade de líderes religiosos e teólogos. A experiência de Elifaz deve servir de alerta aos que vivem uma espiritualidade subjetiva, que usam a autoridade da experiência e revelação para criticar, condenar e humilhar as pessoas.

Em contrapartida, o tradicionalismo religioso preza pela tradição e a autoridade dos mestres do passado, e valorizam dogmas e práticas estabelecidas há muito tempo. A interpretação desta fonte de orientação é administrada por líderes religiosos e instituições, em vez de uma experiência direta e pessoal com Deus. Os tradicionalistas devem considerar o legado negativo de Bildade, para evitar cair no mesmo erro.

É importante buscar experiências espirituais e conhecer a teologia dos antepassados; porém, tudo deve ser avaliado, examinado, passando pelo crivo da Palavra de Deus; senão, seu uso fará mais mal do que bem (Jó 8:1-7, 11-21). Para não ser trágico, o discernimento verdadeiro do que é correto deve vir do estudo sistemático da Palavra divina.

Diante destes alertas, reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.



JÓ 7 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2023, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 7 – Primeiro leia a Bíblia

JÓ 7 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL

JÓ 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 7 by Luís Uehara
1 de abril de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/7

Parece que não há esperança de recuperação para Jó (v. 6). Sua vida é apenas um sopro que se vai, seus olhos talvez nunca mais vejam o bem novamente (v. 7). Ele afirma que a pessoa que morre não assumirá novamente a sua vida (v. 8). Esta pessoa nunca mais retornará à sua casa (v. 9, 10). Jó se recusa a se calar e insiste em falar de sua angústia e amargura (v. 11).

Mas Jó sabe que o coração de Deus está sobre ele: “Que é o homem para que tanto o estimes, e ponhas nele o Teu cuidado…? (v. 17 ARA).

A ideia de que “a cada manhã o visites… o ponhas à prova” (v. 18 ARA) não está no texto original. O autor de Jó está dizendo aqui que Deus não deixa o homem sozinho, mesmo quando parece haver nenhuma resposta para o sofrimento. Deus está perto de Jó, apesar de ele ter que enfrentar Satanás: “Nunca desviarás de mim o Teu olhar misericordioso? Jamais me abandonarás, nem por um instante?” (v. 19, KJA, cf. tb NVI).

Querido Deus,
sabemos que tudo o que sofremos acontece como consequência das ações de Satanás. Nós oramos que, aconteça o que acontecer, permaneçamos sempre conTigo e sintamos Sua presença sempre conosco. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/7



JÓ 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2023, 0:50
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1041 palavras

penosa a vida. No hebraico, essa terminologia muitas vezes se refere ao serviço militar (Bíblia de Genebra). Literalmente, “guerra”, “serviço militar”. A NTLH diz: “A vida neste mundo é dura como o serviço militar.” […] Jó afirma que é tão natural e apropriado para alguém, em suas circunstâncias, desejar ser libertado pela morte como o é para um soldado desejar que seu tempo de serviço [em guerra] termine (ver Jó 14:14; Is 40:2) (CBASD, vol. 3, p. 577).

me deram por herança meses de desengano. Isso não implica necessariamente que sua doença já estava em progresso havia meses. Ele poderia prever os dias que tinha na frente (CBASD, vol. 3, p. 577).

tal como a nuvem. Jó compara a morte ao desaparecimento de uma nuvem no céu à medida que sua umidade se dissipa no ar que a cerca (CBASD, vol. 3, p. 578).

sepultura. Do heb. sheol. (CBASD, vol. 3, p. 578).

jamais tornará a subir. Esta declaração não nega a ressurreição. Seu significado está restrito pela observação feita no verso seguinte.Os mortos não se levantam para voltar a seus antigos lares. mesmo tomadas independentemente, as palavras hebraicas traduzidas como “jamais tornará a subir” não expressam um ato conclusivo, mas, simplesmente, uma ação incompleta. A NVI traduz a frase da seguinte forma: “Quem desce à sepultura não volta” (CBASD, vol. 3, p. 578).

Essa é a linguagem das aparências. Jó não estava desenvolvendo uma doutrina, ele meramente afirmava o que todos observavam. Mais adiante, Jó mostra que acredita na possibilidade da ressurreição (14.12-15) (Bíblia de Genebra).

11 não reprimirei. O sofrimento de Jó é tão intenso que ele se sente justificado em expressar suas queixas livremente (ver Sl 55:2; 77:3; 142:2) (CBASD, vol. 3, p. 578).

…mas note que ele se queixa diante de Deus, não diante do homem (Bíblia de Genebra).

Jó sentiu profunda angústia e amargura e falou honestamente a Deus a respeito de seus sentimentos que mostravam sua frustração. Se expressarmos nossos sentimentos a Deus, poderemos tratar deles sem explodir em palavras e ações duras e agressivas, possivelmente machucando a nós mesmos e a outros. Na próxima vez que emoções fortes ameaçarem tomar conta de você, expresse-as de maneira própria a Deus em oração. Isto ajudará você a conseguir uma perspectiva eterna sobre a situação e dará a você maior habilidade de tratar com ela de forma mais construtiva (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

12 Jó parou de falar com Elifaz e se dirigiu diretamente a Deus.Apesar de Jó ter vivido uma vida inculpável, ele estava começando a duvidar do valor de viver desta maneira. Ao fazer isto, ele estava perigosamente perto da assumir que Deus não se importava com ele e que não estava sendo justo. Mais tarde Deus reprovou Jó por esta atitude (36:2). O inimigo sempre explora nossos pensamentos para nos levar a abandonar a Deus. Nosso sofrimento, como o de Jó, pode não ser resultado de nossos pecados, mas devemos ter cuidado para não pecar por causa de nossos sofrimentos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

o mar. Jó indaga: Sou eu como um mar agitado e bravio que precisa ser restringido e limitado? (CBASD, vol. 3, p. 578).

15 minha alma escolheria … antes, a morte. Jó via a morte como saída, mas Satanás não recebera permissão para ir tão longe, nem a morte serviria ao seu propósito (Bíblia de Genebra).

estrangulada. É possível que uma sensação de sufoco tenha acompanhado a aflição de Jó. De qualquer forma, ele considera o estrangulamento mais desejável do que a vida (CBASD, vol. 3, p. 578).

16 deixa-me. Estas são palavras audaciosas para qualquer mortal dirigir a Deus. Jó está nas profundezas do desespero. Ele acha que o Todo-Poderoso o discriminou e pede para ser libertado da interferência divina. Quão diferentemente ele teria se sentido se pudesse saber o que estava por trás dos bastidores e se pudesse ver seu Pai contemplando-o com terna piedade e infalível amor. Deus estava sofrendo com Seu servo, mas Jó não sabia (CBASD, vol. 3, p. 578).

sopro. Ou, “vapor”, uma figura daquilo que é transitório. Jó considera sua vida de pouco valor. Ele era incapaz de apreciar seu tremendo valor aos olhos de Deus (CBASD, vol. 3, p. 579).

17 o que é o homem […]? O salmista usa palavras semelhantes num contexto que exalta o amor e o cuidado de Deus (Sl 8:3-8). Jó, em seu sofrimento, vê o incessante cuidado de Deus de maneira distorcida, interpretando-o como uma omissão importuna. Na verdade, Jó está dizendo a Deus: “Por que incomodas o homem com Tuas provas e aflições? Olha para outro lado. Dá-me tempo para ‘engolir a minha saliva’ ” (Jó 7:19). São palavras impróprias, mas Deus não destrói a Jó por causa de sua audaciosa declaração (CBASD, vol. 3, p. 579).

20 se pequei. O original diz apenas: “Pequei” […] no sentido de […] “admito que pequei” (CBASD, vol. 3, p. 579).

Jó se referiu a Deus como um guardião [orig: watcher, tb vigilante] ou observador da humanidade. […] Sabemos que Deus acompanha [watch] tudo o que acontece conosco. Não devemos nos esquecer que Ele nos vê com compaixão, não meramente com escrutínio crítico. Seus olhos são olhos de amor (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

a mim mesmo me seja pesado. Alguns manuscritos hebraicos e a antiga tradução grega dizem: te seja pesado.” (Bíblia de Genebra).

A NVI traduz a frase da seguinte forma: “Acaso tornei-me um fardo para Ti?” A tradição judaica afirma que este era o significado original, mas que foi corrigido pelos escribas porque parecia ímpio (Bíblia de Genebra).

21 não tiras a minha iniquidade. Embora Jó salientasse a integridade (isto é, seu compromisso honesto para com a piedade e a retidão) do passado de sua vida, ele nunca negou ser um pecador (CBASD, vol. 3, p. 579).

O discurso de Jó, registrado nos cap. 6 e 7, mostra certos perigos: (1) O perigo da ênfase demasiada na vaidade da vida. Os seres humanos devem se lembrar de seu grande valor aos olhos de Deus. (2) O perigo da livre expressão das emoções. Quando Jó removeu suas inibições, queixou-se com amargura, fez perguntas com irreverência, acusou com rispidez e rogou com impaciência. (3) A tendência do coração humano, quando cegado pela dor ou agitado pela paixão, de interpretar mal a atuação de Deus. (4) A certeza de que as pessoas boas ainda podem ter dentro delas muito da velha natureza não regenerada, que não é percebida até que a ocasião a revele. Dificilmente alguém poderia prever que Jó tivesse um rompante de ira (CBASD, vol. 3, p. 579).



Jó 07 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de abril de 2023, 0:45
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“Por isso, não reprimirei a boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma” (v.11).

O registro de hoje é praticamente uma discussão com Deus. Jó contendeu com Quem ele, ousadamente, chamou de “Espreitador dos homens” (v.20). Em suas palavras percebemos o seu real anseio: a morte. Jó havia perdido as esperanças neste mundo. Sua situação descrita por ele mesmo no verso cinco, praticamente nos transporta ao cenário deplorável de sua dor. Todo o corpo de Jó tornou-se em uma só ferida, aberta e em estado de putrefação. Sem dúvida, vê-lo assim era uma situação desagradável e constrangedora.

Diante de tanto sofrimento, Jó não reprimiu seus sentimentos, e expressou toda a sua angústia diante dAquele que tudo vê. Ele reduziu a condição do homem a nada e referiu-se a si mesmo como “um alvo” (v.20) da ira divina. Oh, se Jó pudesse rasgar os céus e enxergar o olhar compassivo Redentor sobre ele! Se ele pudesse ver além de seu tempo e ter um vislumbre do Getsêmani e do Calvário! As chagas de seu corpo não eram maiores ou piores do que as que o Seu Redentor receberia, como opróbrio que não Lhe pertencia. Em seu profundo desespero, Jó abriu o seu coração ao Senhor. Por mais que suas palavras expressassem grande amargura, ele percebeu, diante da incompreensão de seus amigos, que só poderia compartilhar a sua dor com Deus. Jó precisava de apoio emocional, e foi buscá-lo na Fonte.

É muito fácil estar por fora de uma situação e julgá-la conforme nossa própria ótica. Hoje conhecemos a história da vida de Jó desde o início até o seu fim. Mas o próprio Jó teve que conviver muito tempo com uma situação miserável sem fazer ideia do porquê estava passando por tudo aquilo e sentindo-se completamente impotente. Ele desconhecia o fato de ser um palco ambulante do conflito entre o bem e o mal. O adversário não perderia a oportunidade de mostrar ao Universo que Deus estava errado com relação a Jó, por isso o maltratou severamente. Mas, ó, promessa preciosa: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças” (1Co.10:13).

Nos momentos de angústia e de dor, lembre-se: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia” (Sl.33:18). Jó podia não enxergar naquele momento, mas a sua “tortura” (v.15) seria convertida em completa alegria. O homem temente a Deus estava sob o olhar do Senhor do Universo, e Ele não deixaria sem resposta a sua queixa. Deus o conservava com vida porque Jó conservava o seu coração pela fé. Como está escrito: “o justo viverá pela sua fé” (Hq.2:4).

Com a mesma sinceridade e fidelidade que Jó serviu a Deus nos bons momentos, ele confiou e esperou em Deus nos momentos difíceis. Na atual conjuntura de tempos tão difíceis, aceitemos, hoje, o terno convite de Jesus: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhinhos amados de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Jó7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 7 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2023, 0:40
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JÓ 7 – A dor emocional é pior que a física; unidas, elas tornam a vida insuportável!

Estas dores afligiram fortemente a alma de Jó. Mesmo sendo um indivíduo fiel, íntegro e consagrado a Deus, maduro espiritualmente, sua fala inspirada pelo Espírito Santo demonstrou desespero profundo e intenso (Jó 7:1-3). Frustrações, decepções, expectativas infrutíferas, faziam seu sofrimento constante, que nem mesmo à noite tinha Jó qualquer sossego; pois, quando conseguia dormir, era tomado de terríveis pesadelos; por isso, seu desprezo declarado pela vida sofrida (Jó 7:13-16).

Exausto e sobrecarregado, Jó comparou a existência a um infindável trabalho pesado, sobrevivendo acometido pela doença cruel, em que sua pele estava totalmente tomada de vermes e crostas, vertendo pus incessantemente (Jó 7:1-5). Deste modo, o sentimento de impotência traz junto o desespero quanto ao futuro – Jó deixou isso escancaradamente explícito (Jó 7:6-21).

As dores físicas e emocionais atingem o aspecto espiritual de quem sofre terríveis aflições. Jó questionou a Deus sobre a razão de ser tratado tão severamente. O sentimento de esquecido e abandonado por Deus invade o coração nos momentos de aflição.

Nestas situações é fácil concluir que Deus parece não Se importar com todo sofrimento que nos assola (Jó 7:17-21). Entretanto, continuar acreditando e confiando nEle submerso na angústia, é a maior evidência da verdadeira fé. Jó pediu que Deus se lembrasse dEle em meio à sua fragilidade e ansiou pelo perdão em meio às densas incertezas (Jó 7:7, 21).

Com Jó, os fiéis servos de Deus, podem aprender preciosas lições para situações de grandes aflições:
• Mesmo os mais consagrados filhos de Deus podem ter sentimentos de desesperança e impotência quando assolados pelas dores física e emocional.
• Fortes sofrimentos intensos levam os sofredores à exaustão física e emocional – e, isso não é falta de fé.
• Crentes consagrados do nível de Jó (Jó 1:1, 5, 8, 20-22; 2:3, 9-10) podem sentir-se abandonados por Deus e pelos outros, e assim serem esmagados pelo desespero e a tristeza.
• O desespero colocado nas mãos de Deus leva-nos a profundas reflexões sobre a vida e a morte; assim, mesmo tendo a felicidade e a esperança afetadas pelas desgraças do mal, os sofredores conseguem desabafar e atirar para fora os estilhaços de sua alma (Jó 7:11).

Quantas verdades preciosas precisamos aprender! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí