Reavivados por Sua Palavra


JÓ 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
15 de abril de 2023, 0:50
Filed under: Sem categoria

1089 palavras

Na sua defesa, Jó, sendo cada vez mais encorajado, aponta sem hesitação as falácias da posição dos seus amigos. Os caminhos de Deus são inescrutáveis para Jó, e devem ser também para seus amigos, pois a teoria de punições e galardões imediatos na terra é uma maneira simplista de se reduzir a providência divina a um mecanismo (Bíblia Shedd).

1. Respondeu, porém, Jó. Aqui tem início o terceiro ciclo de discursos (Jó 21-31), composto por três de Jó, um de Elifaz e um de Bildade. Zofar não participa deste ciclo (CBASD, vol. 3, p. 622).

consolação. Jó aqui busca consolação no privilégio de ser ouvido. Frequentemente a pessoa ferida é mais beneficiada quando alguém a ouve do que quando alguém lhe fala (CBASD, vol. 3, p. 622).

tolerai-me. Isto é, “permitam-me falar” (CBASD, vol. 3, p. 622).

é do homem que eu me queixo? Jó deixa implícito que se queixa de algo cuja causa é sobrenatural (CBASD, vol. 3, p. 622).

pasmai. Jó está prestes a defender a ideia de que os ímpios têm vida longa, tranquila e próspera. Sabendo que essa ideia revolucionária despertará horror e indignação em seus ouvintes, ele os prepara para o choque (CBASD, vol. 3, p. 622).

como é […]? O verso anterior revela que Jó não faz a pergunta meramente a título de argumentação. Ele está genuinamente preocupado. Já observou o sucesso e a prosperidade dos ímpios. Diferentemente de seus amigos, está disposto a admitir este estranho fenômeno. Mas, embora o reconheça, acha difícil aceitá-lo. Jó não é a única pessoa que buscou respostas para esta intrigante pergunta (CBASD, vol. 3, p. 622).

envelhecem. Zofar afirmou que o triunfo dos ímpios era curto (Jó 20:5). Com mais discernimento, Jó vê que a prosperidade dos ímpios pode continuar ao longo de toda a vida deles (CBASD, vol. 3, p. 622).

7-13 Em palavras duras, Jó descreve a duradoura prosperidade do lar dos ímpios, da sua família, dos seus campos e dos seus rebanhos; e no fim dos seus dias descem tranquilamente à sepultura (Bíblia Shedd).

seus filhos se estabelecem. Os amigos de Jó afirmaram que os filhos dos ímpios não sobreviveriam (Jó 18:19). Jó questiona essa posição (CBASD, vol. 3, p. 622).

9 Jó, a esta altura, nega aquilo que lhe foi ensinado por Elifaz (15.28), Zofar (20.28) e Bildade (18.14). Assim faz, não para obter um triunfo de dialética na argumentação, mas porque está sinceramente procurando uma solução para um problema moral que o angustia, cf v 6 (Bíblia Shedd).

11 seus filhos saltam de alegria. Um quadro de despreocupada felicidade e prosperidade (CBASD, vol. 3, p. 623).

13 em paz. Os ímpios têm vida próspera e livre de cuidados e morrem sem sofrimento e sem doença prolongada. Não se deve entender que Jó estivesse afirmando ser sempre esta a experiência dos ímpios, mas ele havia observado o suficiente na vida para saber que isto ocorria com frequência. Esta imagem da vida está em completo desacordo com a dos amigos, que apresentavam os ímpios como pessoas invariavelmente atormentadas por sua consciência (Jó 15:20), que ficavam sem filhos (18:19) e sofriam morte trágica (20:24) (CBASD, vol. 3, p. 623).

14 retira-Te de nós. Estas declarações expressam a filosofia dos infiéis ao longo de todos os séculos. Os autossuficientes não sentem necessidade de Deus, não desejam conhecer os caminhos de Deus e não reconhecem a autoridade do Todo-Poderoso. Não estão interessados em nada que não prometa benefício imediato para si mesmos (CBASD, vol. 3, p. 623).

16 longe de mim o conselho dos perversos. Jó não quer que sua descrição atraente, sobre a sorte dos ímpios na terra, seja considerada como um desejo de tomar seu [dos impios] partido. (Bíblia Shedd).

17 Jó solicita as provas que sustentem a doutrina de Bildade, “a luz dos perversos se apagará” (18.5), e de Zofar (20.23) (Bíblia Shedd).

19 é a ele que Deus deveria dar o pago. Jó deseja que os próprios pecadores, e não seus filhos, sintam o impacto de seus atos ímpios (CBASD, vol. 3, p. 623).

20 seus próprios olhos. Este verso dá sequência ao pensamento do anterior. Jó observou que os pecadores morrem na prosperidade e em aparente bem-estar, mas ele gostaria que não fosse assim. Ele desejaria que seus amigos estivessem certos em sua insistência de que o ímpio recebe a recompensa nesta vida, mas a experiência lhe ensinou que eles não estão corretos em seu ponto de vista (CBASD, vol. 3, p. 623).

22 De súbito, Jó acusa os amigos de presunção, ao elaborarem teorias simplistas acerca do governo de Deus. Ao fazê-lo, estão praticamente ensinando a Deus como deveria governar os homens, em vez de encararem os fatos como se apresentam em toda a sua realidade (Bíblia Shedd).

23 um morre. Novamente Jó enfatiza que não há norma confiável pela qual explicar o sofrimento ou a ausência dele na vida de alguém (CBASD, vol. 3, p. 624).

24-34 Jó não achou sabedoria nem consolo nos conselhos dos seus amigos, pois falaram em generalidades e, por conveniência, ignoram os exemplos que desmentem suas teorias (v 29 – 30) (Bíblia Shedd).

25 na amargura. Em contraste com a prosperidade de alguns, outros morrem em amargura após uma vida de miséria. Jó não tenta explicar esta anomalia da vida (CBASD, vol. 3, p. 624).

27 conheço os […] injustos desígnios. Jó tem consciência de que seus amigos o consideram muito ímpio. Ele sabe que não tem a compaixão deles (CBASD, vol. 3, p. 624).

29 os que viajam. Jó pede aos amigos que perguntem aos viajantes, que já observaram pessoas em diferentes países, se eles não concordam com ele. Jó estava certo de que a observação desses homens revelaria que muitas pessoas boas sofrem e que pessoas ímpias prosperam (CBASD, vol. 3, p. 624).

É poupado. A frase aqui parece significar que os ímpios são poupados das angústias da vida presente em vista do juízo vindouro, quando receberão seu castigo. Esta observação está em harmonia com a declaração de Pedro (2Pe 2:9) (CBASD, vol. 3, p. 624).

31 quem lhe lançará em rosto […]? Enquanto o ímpio tem poder, ninguém ousa condená-lo abertamente ou puni-lo por sua impiedade (CBASD, vol. 3, p. 624).

32 finalmente é levado. A ideia parece ser de que os ímpio morre em plena honra e é levado em cortejo para sua sepultura (CBASD, vol. 3, p. 624).

33 torrões do vale. “Torrões” representam a terra jogada sobre o caixão. Figura de linguagem poética para uma morte tranquila.

34 Como, pois, me consolais em vão? “A filosofia de vocês está errada”, diz Jó a seus amigos. “A ideia de vocês sobre a retribuição divina nesta vida não é comprovada pelos fatos da experiência humana. Não há consolo no que vocês dizem, porque não falam a verdade.” Este capítulo pode ser chamado de o triunfo de Jó sobre seus oponentes. Ele não está irritado como a princípio. Suas declarações são menos pessoais e mais profundas. Este discurso é marcado pelo fervor, pela confiança e pela reverência (CBASD, vol. 3, p. 624, 625).



Jó 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
15 de abril de 2023, 0:45
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“Como, pois, me consolais em vão? Das vossas respostas só resta falsidade” (v.34).

Nenhum dos argumentos trazidos pelos amigos de Jó conseguia persuadi-lo a acreditar que falavam sem malícia. “Vede que conheço os vossos pensamentos e os injustos desígnios com que me tratais” (v.27); esta fala de Jó não significa que ele pudesse ler pensamentos, mas que as palavras e ações de seus amigos deixavam bem claro quais eram as suas reais intenções. Jó só desejava ser ouvido de forma atenciosa (v.2) e que a sua condição fosse vista com misericórdia (v.5). O estado próspero dos ímpios não era um motivo para que ele desconfiasse dos desígnios de Deus, pois ele mesmo afirmou: “longe de mim o conselho dos perversos” (v.16). Mas o mistério sobre o seu sofrimento era o que o afligia.

O fato é que havia um nítido conforto na vida dos ímpios. Vistas de fora, suas vidas pareciam tranquilas e prósperas. Ainda assim, Jó não admitia ser comparado a qualquer deles, pois não temiam a Deus nem tampouco Lhe faziam orações (v.15). Jó ridicularizou a crença de seus amigos de que “Deus […] guarda a iniquidade do perverso para seus filhos” (v.19). A morte de seus filhos constantemente lhe foi lançada no rosto como consequência de sua iniquidade, e seu estado físico e econômico como resultado direto de seus pecados. Mesmo sem entender a prosperidade do perverso, Jó sabia que era uma questão de tempo, que não passava de uma prosperidade terrena e passageira.

Amados, o contentamento motivado pela prosperidade material desmorona na primeira dificuldade. A alegria do Senhor, porém, nos dota de força mesmo em meio à adversidade. Precisamos, como Jó, apoiar-nos na “vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4), e não em palavras humanas falíveis ou nas coisas perecíveis deste mundo. Não sejamos néscios, rejeitando conhecer os caminhos de Deus contidos em Sua Palavra.

Para os que direta ou indiretamente dizem ao Senhor: “Retira-Te de nós!” (v.14), muito em breve ouvirão de Quem desdenharam: “Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:23). A prosperidade não define o caráter. Mas um caráter que mesmo provado pelo fogo, permanece “íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 1:7), define para onde estamos indo: para “a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:10). Deus espera de nós a mesma fidelidade e confiança dos Seus fiéis servos do passado, que deixaram gravado na História um legado não só de sofredores e mártires, mas de homens e mulheres que verdadeiramente amaram a Deus e a seus semelhantes.

O salmista Asafe também passou pelo mesmo dilema de Jó com relação à prosperidade dos perversos. E em sua angústia confessou: “Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (Sl.73:3). Mas sua amargura de alma foi subjugada quando ergueu os olhos para o lugar certo: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).

Podemos resumir as palavras de Jó neste capítulo na conclusão de Asafe: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl.73:26). Seja esta a nossa confiança e a nossa esperança todos os dias de nossa vida, mantendo nossos olhos no santuário celestial de onde o nosso Salvador pessoal intercede por nós e está prestes a fazer justiça por Seus santos. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, peregrinos rumo ao Lar!

Rosana Garcia Barros

#Jó21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 21 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
15 de abril de 2023, 0:40
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JÓ 21 – Por que o mal acontece a pessoas boas? Se Deus é bom, por que permite que os justos sofram? Se Deus é poderoso, por que não impede as injustiças na história humana?

Essas perguntas são complexas; porém, são comuns na mente das pessoas que enxergam e refletem sobre a injustiça prevalecente na sociedade.

Além de Jó argumentar sobre isto no capítulo em pauta, uma das piores injustiças é ele quem está experimentando: Além dele sofrer sem merecer, está sendo veementemente acusado injustamente – não por seus inimigos, mas por seus supostos amigos!

Há quem julga haver grandes verdades nos discursos filosóficos dos amigos de Jó. Contudo, consideremos mais de perto esta questão.

Além da ideia da barganha com Deus percebida em suas falas, há também a acusação constante a Jó, que mesmo que fosse culpado, acusá-lo não é uma prática da verdadeira piedade. A função de acusador é do diabo (Jó 1:8-11; 2:2-5; Apocalipse 12:10). Além de Elifaz, Bildade e Zofar estarem servindo ao diabo perante Jó com suas acusações, o que sobra das respostas deles é pura mentira (Jó 21:34; João 8:44).

Esta constatação de Jó indica que a cosmovisão de seus amigos pautava-se em conceitos errados, falsos, insustentáveis. Sua deplorável condição demonstrava que não ser justo reduzir a vida humana a uma lógica casual e linear, e ignorar a complexidade e a incerteza da existência.

É possível que antes de sua experiência com tal sofrimento estarrecedor, Jó também pensasse como seus amigos. Entretanto, sabendo ele ser inocente, sua experiência com o sofrimento contradiz o conceito comum prevalecente na mente de muitos “intelectuais” ainda hoje.

Então, observando a si mesmo e considerando as injustiças reais ao seu redor, “Jó replica a seus amigos que o argumento de que Deus sempre pune o perverso é uma mentira (21:7-13) e, para provar isso, contrasta as punições que Zofar e seus amigos vêm descrevendo com a vida real dos perversos: estes envelhecem e ficam mais poderosos (21:7), seus filhos crescem e se multiplicam (21:8), suas casas desfrutam paz e segurança (21:9), seu gado multiplica com saúde (21:10) e, no fim, passam eles os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura (21:13)”, destaca o Comentário Bíblico Africano.

Enfim, devemos obter discernimento/sabedoria! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 20 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
14 de abril de 2023, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 20 – Primeiro leia a Bíblia

JÓ 20 – BLOG MUNDIAL

JÓ 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 20 by Luís Uehara
14 de abril de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/20

É fácil e atraente pensar em alguém recebendo sua justa recompensa. Talvez seja nosso desejo de justiça, ou nosso lado vingativo, ou talvez simplesmente não gostemos de ver alguém se safar por mau comportamento.

Antigamente, havia uma forte sensação de que as pessoas seriam justamente recompensadas. Zofar e seus amigos foram mais longe, deduzindo que, se alguém recebia uma punição, não deveria se espantar. Zofar realmente explicou os detalhes horríveis de como essa penalidade seria realizada – a teologia do fogo do inferno, aqui e agora.

Devemos confiar que as punições estão a cargo de Deus?

Embora possa ser verdade que Deus erradicará o mundo do pecado e do mal, a imagem de um Deus vingativo é suficiente para convencer alguns de que não querem ter nenhuma parte com Ele.

Considere o tom que podemos usar em relação a Deus: condenação ou bondade, condescendência ou compaixão, julgamento ou humildade. Como um pedido humilde e amoroso de arrependimento e restauração pode tocar o coração?

Sim, podemos confiar em Deus para acabar com o pecado, mas também podemos confiar nEle para nos abraçar e nos restaurar e nos levar para casa com Ele.

Art Kharns
Músico em Malibu, Califórnia EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/20



JÓ 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
14 de abril de 2023, 0:50
Filed under: Sem categoria

908 palavras

1-15 Zofar, em termos aterradores, descreve o terrível castigo que sobrevém aos perversos. Despreza, porém, o apelo de Jó para o juízo final, pois diz que os perversos serão fulminados aqui na terra (v 4,5). Notamos, então, que os três consoladores de Jó continuam cegos e confusos, como antes, nada compreendendo na verdadeira natureza da situação de Jó. Esquecidos de seu papel de consoladores, se sentem impulsionados pelo desejo de vencer Jó nos argumentos, cf. 20.2,3 (Bíblia Shedd).

Este é o segundo discurso de Zofar. Seu propósito é mostrar que não importa a que altura o ímpio seja exaltado, não importa quão próspero ele possa se tornar, Deus o humilhará e fará com que ele sofra. A referência a Jó é óbvia demais para não ser notada. O cap. 19 terminou com uma advertência feita por Jó. Zofar se ressente do fato de Jó dirigir sua ameaça de castigo contra seus amigos, já que está seguro de que somente Jó é culpado (CBASD, vol 3. p. 619).

meus pensamentos me impõem resposta. Os pensamentos de Zofar não constituem calma reflexão ou profunda meditação. Ele está agitado. Seus pensamentos parecem ser expressos de maneira confusa e desordenada (CBASD, vol 3. p. 619).

Eu me apresso. Zofar admite seu temperamento impetuoso (CBASD, vol 3. p. 619).

eu ouvi a repreensão. Na verdade, o que Zofar está está dizendo é: ”Você me acusou falsamente, e meu ressentimento me compele a responder.” Este verso revela o caráter de Zofar: ele é irritável e impetuoso. Mal pôde esperar Jó terminar, para começar a falar indignadamente (CBASD, vol 3. p. 619).

meu entendimento. Não é incomum que uma pessoa impetuosa afirme falar guiada pelos princípios da calma sabedoria (CBASD, vol 3. p. 619).

momentânea. Este verso explica a solução de Zofar para o problema da prosperidade dos ímpios. Ele admite que eles podem gritar de triunfo, mas que essa alegria é momentânea. Em parte, Zofar está certo, mas seu argumento é fraco porque ele não reconhece que um pecador pode parecer triunfar ao longo de toda a sua vida mortal (ver Sl 37:35, 36; 73:1-17). A curta duração do triunfo dos maus é um dos principais pontos de desacordo entre Jó e seus oponentes (CBASD, vol 3. p. 619).

como um sonho. Uma figura que descreve a instabilidade dos ímpios. Nada é mais irreal e passageiro do que um sonho (CBASD, vol 3. p. 619).

12 ainda que o mal lhe seja doce. Este verso inicia uma nova estrofeA impiedade tem seus prazeres, mas eles são superficiais e transitórios (CBASD, vol 3. p. 620).

Debaixo da língua. O pecado é descrito como um doce que o ímpio conserva debaixo da língua para ir saboreando por bastante tempo antes de o engolir (v 13), e quando o engolir, então percebe quão venenoso realmente é (v 14) (Bíblia Shedd).

13 e o saboreie. O gosto da impiedade é saboroso. O pecador odeia separar-se de sua loucura e de seu prazer. Ele é como a criança que procura fazer um pedaço de doce durar o máximo possível (CBASD, vol 3. p. 620).

14 contudo, […] se tranformará. O pecado, depois de engolido, fica amargo e se torna como o veneno da áspide (CBASD, vol 3. p. 619).

18 devolverá. A fim de compensar aqueles a quem roubou, o ímpio terá de dar-lhes a riqueza que ganhou honestamente (CBASD, vol 3. p. 620).

19 desamparou os pobres. Estas acusações de maus-tratos aos pobres são, pela primeira vez, insinuadas contra Jó. Mais tarde, serão feitas abertamente por Elifaz (Jó 22:5-9). Jó nega as acusações (Jó 29:11-17) (CBASD, vol 3. p. 620).

23 Deus mandará sobre ele o furor da Sua iraA única abundância, porção ou herança dos ímpios gananciosos será, afinal, a ira divina (Bíblia Shedd).

Zofar obviamente está aplicando estas palavras a Jó. Em meio à prosperidade, Jó foi humilhado. As palavras de Zofar tem o objetivo de ferir. Ele tenta apresentar Jó como um pecador que experimenta o furor da ira de Deus (CBASD, vol 3. p. 620).

25 Resplandecente. Do heb. baraq, literalmente “raio”, usado aqui figurativamente para descrever a ponta reluzente de uma flecha (CBASD,vol 3. p. 620).

felNum esforço desesperado de salvar a sua vida, arranca a flecha que o transpassara, só para averiguar que já atingira seu fígado (Bíblia Shedd).

26 contra todos os seus tesouros. Todo tipo de calamidade aguarda os tesouros que o ímpio ajuntou e acumulou para si (CBASD, vol 3. p. 620).

fogo não assoprado. Um fogo não aceso pelo homem (Bíblia Shedd).

27 manifestarão a sua iniquidade. Esta é a resposta de Zofar ao apelo de Jó (16:18, 19): para que o céu e a terra deem testemunho a seu favor. O céu, diz ele, em vez de falar a favor de Jó, revelará sua iniquidade. A terra, em vez de tomar partido por ele, se levantará contra ele (CBASD, vol 3. p. 620).

29 tal é […] a sorte. Esta conclusão é semelhante à que Bildade tirou no final de seu discurso (Jó 18:21). Nesta seção de sua fala, Zofar quis transmitir a Jó que ele não podia esperar sorte diferente da que lhe cabia.

Isto conclui a participação de Zofar. Ele não participa do terceiro ciclo de discursos. Sua fala representa o ápice da atitude estreita, legalista e crítica dos amigos. Dificilmente seria possível enfatizar, de maneira mais terrível e vívida do que Zofar o fez, a visão de que o ímpio rico é punido por Deus. Para Zofar, Jó é um ímpio, que enfrenta os resultados de seus próprios pecados. Ele é culpado de ganho injusto; portanto, Deus consome suas posses. Zofar procura minar a nova confiança em Deus que Jó havia expressado [19:25-27]. Não se pode discernir em seu discurso nenhum sinal de bondade ou simpatia (CBASD, vol 3. p. 621).



Jó 20 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de abril de 2023, 0:45
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“Tal é, da parte de Deus, a sorte do homem perverso, tal a herança decretada por Deus” (v.29).

Como quem tapa os ouvidos à voz do aflito, assim foram os amigos de Jó. Nada do que ele dissesse em sua defesa era considerado, e seus clamores eram ignorados. A necessidade de acusá-lo era maior do que o cenário que deveria comovê-los. Despedaçado pelo sofrimento, Jó foi julgado e condenado pelos argumentos daqueles que antes o contemplavam como o mais favorecido dos homens. Em sua cega concepção, a terrível condição de Jó não poderia ser outra coisa a não ser o juízo divino sobre o pecador impenitente.

O entendimento equivocado de que tudo aquilo havia sido provocado por Deus limitava a mente à verdadeira compreensão de Seu caráter. Mesmo conservada a esperança e a fé em seu Redentor, Jó também compartilhava do mesmo entendimento. A diferença é que ele mantinha em seu coração a certeza de sua sinceridade e integridade diante de Deus, e, desconhecendo ser o “palco” ambulante de um conflito superior, era consumido pela angústia diante do silêncio do Céu. Mas ainda que vituperadas todas as suas virtudes e corroído pela dor, nada pôde abalar o seu amor e confiança nAquele que conhecera em tempos de bonança.

Mesmo que tenhamos nas Escrituras nada mais do que pequenos vislumbres dos primeiros anos da vida de Cristo, é certo que este tempo oportuno foi aproveitado para promover-Lhe um caráter íntegro e santo mediante a intimidade com Seu Pai celestial. Jesus enfrentaria um ministério de duras provas e perseguições. Não fosse o relacionamento estabelecido com o alto enquanto lidava com as simples atividades do cotidiano, e no deserto da tentação cairia subjugado. Mas nem o apetite, nem coisa alguma neste mundo pôde subjugar Aquele que escolheu Se tornar semelhante a nós e nos deixar a certeza de que tudo podemos nAquele que nos fortalece (Fp.4:13).

Deus conclama o Seu povo a buscá-Lo em intimidade enquanto há paz. Porque se aproxima o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1), e não ficará em pé quem desperdiçou “o tempo sobremodo oportuno”. Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas de uma coisa podemos ter certeza: CRISTO EM BREVE VOLTARÁ! Portanto, amados, “eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Renunciar as coisas que há no mundo, fechar os olhos para a maldade, apegar-se com profundo interesse à Palavra Inspirada, fazer da oração a constante confissão do íntimo, encher a vida de louvor, olhar para o próximo com compaixão, faz parte do aperfeiçoamento de caráter que o Senhor deseja realizar no meio do Seu povo, todos os dias, quer seja nas atividades corriqueiras ou em maiores empreendimentos.

Como Jó e como Jesus, que a comunhão diária com o Eterno seja o nosso jornadear. E quando este mundo for atingido pela tempestade final, estaremos bem seguros “à sombra do Onipotente” (Sl.91:1). Sejamos, pois, “imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (Hb.6:12). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Jó20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 20 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
14 de abril de 2023, 0:40
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JÓ 20 – Existe teologia fabricada no inferno. O Diabo teve a Deus como seu professor de Teologia, não houve e nem há no Universo melhor seminário teológico do que ele frequentou. Ademais, deve ter durado mais de 4 ou 5 anos. Ele teve as melhores respostas para suas mais profundas indagações. Contudo, sua teologia é deturpada. Satanás cria que Jó servia a Deus por interesse, que a religião não passa de barganha com Deus.

Considerando isso, analise atentamente os discursos dos amigos de Jó. Todos os três discursam com um viés de interesse e barganha na religião. Eles criam que prosperidade e bem-estar sinalizavam bênçãos divinas; e, o sofrimento e a desgraça sinalizavam castigo pelos pecados. Diante disso, sendo merecedor do sofrimento, o pecador imprescindivelmente precisa arrepender-se para obter vantagens. Tudo por interesse, barganha, não?

Tal visão implica manipular a Deus, fazer acordos com Ele, negociar (barganhar). É muito sutil, mas é exatamente isso. A teologia dos amigos de Jó coaduna com a de Satanás – ambas visões teológicas estão concatenadas.

A percepção de Jó, a condição que ele se encontra e a revelação de Deus nos primeiros capítulos, corretamente entendidos, desafiam nossa visão tacanha em relação à teologia bíblica. Viver a religião por impulso, sem estudo e profunda reflexão dependendo do Espírito Santo, não nos levará ao ideal almejado por Deus. Além disso, o relato de Jó nos mostra que serviço e obediência a Deus não se baseiam apenas em bênçãos ou recompensas terrenas, mas em um relacionamento íntimo e pessoal com Ele.

Zofar é um exemplo de mestres que fazem teologia no inferno cujo professor é o próprio diabo. Sua teologia o cega para perceber a fidelidade de Jó para com Deus apesar de tamanho sofrimento que o assolava. Por isso, acusava de ímpio ao fiel servo de Deus, merecedor do sofrimento, digno da justiça divina!

As acusações fortes e duras para Jó foram reações de Zofar, que se ressentiu “do fato de Jó dirigir a ameaça de castigo contra seus amigos” no final do capítulo anterior, “já que está seguro de que somente Jó é culpado” (CBASD).

Estudando Jó é possível adquirir recursos para distinguir teologias oriundas do inferno das que são reveladas pelo verdadeiro Deus do Céu. Portanto, reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí



JÓ 19 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
13 de abril de 2023, 1:00
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Texto bíblico: JÓ 19 – Primeiro leia a Bíblia

JÓ 19 – BLOG MUNDIAL

JÓ 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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JÓ 19 by Luís Uehara
13 de abril de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/19

Por quanto tempo ainda você vai me atormentar e me atacar com suas palavras? Eu estou arrasado.

Aqueles que amo se voltaram contra mim. Tenha piedade!
Quando a doença e a tragédia ocorrem, é comum que o doente seja mal interpretado, atacado verbalmente ou abandonado por amigos e familiares. Quando a doença ou perda não é facilmente resolvida ou explicada, muitas pessoas são incapazes de lidar com o sofrimento a longo prazo. Então eles se afastam, deixando o doente se sentindo esquecido e sozinho, se perguntando por que os entes queridos se recusam a cuidar e apoiar.

Outras vezes, familiares e amigos atacam os motivos do coração do sofredor, acusando-os de coisas terríveis. Com demasiada frequência, os doentes são duplamente feridos, a dor da perda ou da doença agravada pelas palavras cruéis daqueles que se recusam a entender. Aqueles que mais deveriam se importar são geralmente os que menos se importam.

Deus ouve as palavras que te ferem e difamam. Ele vê as atitudes que te atacam e os corações que te rejeitam. Ele conhece as feridas do teu coração. Se amigos e familiares o abandonarem, Deus te defenderá. Ele trará pessoas compassivas à tua vida como bálsamo para as tuas feridas, pessoas que trarão vida à tua vida com o amor curador de Deus. Confie no coração dEle.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências
Eugene, Oregon EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/19