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Texto bíblico: SALMO 33 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 33 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/33
Este Salmo se inicia lembrando como é adequado louvar ao Senhor com cânticos e música, porque tudo que Ele faz é bom e certo. Pela palavra do Senhor os céus e a terra foram feitos porque Ele falou e tudo foi feito. Ele ordenou e logo tudo apareceu.
O primeiro capítulo de Gênesis é a narrativa majestosa do Criador e da criação de seus novos filhos. Cada dia termina com a modelo verbal hebraico: “Passaram-se a tarde e a manhã” (NVI), perfazendo um período de 24 horas de tempo. A sequência dos seis dias da criação começou com a criação de luz, então a atmosfera, solos e vegetação, o sol e o sistema solar, os peixes para as águas e os pássaros para o ar e, em seguida, os animais terrestres. Culminando a semana, cria uma nova ordem de seres, homem e mulher, cuja combinação é a própria imagem do próprio Criador. Na verdade, tudo era “muito bom”.
Deus poderia ter terminado ali, uma semana de seis dias. Por que não? Em um jardim perfeito e com corpos perfeitos ninguém fica cansado. Mas o Criador escolheu encerrar a semana de seis dias acrescentando mais um dia, um dia de descanso chamado o Sábado, como um dia de presente divino. Por quê? Pense nisso: qual é o presente mais perfeito que qualquer pai amoroso pode dar a seu filho ou filha? É um tempo ininterrupto, sem pressa, para estarem juntos.
Meu pai era um pastor e enquanto vivíamos como missionários no Japão, ele estava implantando uma igreja em uma cidade grande, que tinha pouquíssimos cristãos. Isso significava que ele estava ocupado dia e noite. Uma noite, ele chegou em casa e compartilhou conosco o que estava pensando. Ele decidiu folgar toda terça-feira para poder passar tempo com a família. Uma vez que estávamos sendo educados em casa, não havia nenhum problema em tirar um dia de folga. Poderíamos fazer piqueniques, passar um tempo na praia ou escalar montanhas. Que dia glorioso!
Agora que meu pai está morto, eu olho para trás ao longo dos anos e percebo que ele nos deu o melhor presente de todos. Não dinheiro, pois não tinha muito, mas o presente do tempo ininterrupto, sem pressa, com ele. O mesmo presente nosso Pai Criador deu a você e a mim a cada sete dias.
Por que alguém iria querer se livrar do sábado do sétimo dia?
Extraído de “O Escolhido”, de Dwight Nelson, pp 104, 105.
Dwight Nelson
Pastor Sênior, Pioneer Memorial Church
Andrews University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/33
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
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763 palavras
O Salmo 33 é um hino de celebração, que louva Yahweh como criador, supremo soberano e provedor fiel daqueles que O temem. CBASD.
1 Exultai. Do heb. naman, “dar um vibrante grito de júbilo”. Os v. 1 a 3 são a introdução do salmo e um convite aos justos para louvar a Yahweh com instrumentos musicais. CBASD.
fica bem. Do heb. na’wah, ‘apropriado”, “conveniente”. O dom da gratidão é próprio dos justos. CBASD.
2 harpa. Do heb. kinnor, literal “lira” [raiz da palavra Kinnereth, outro nome do mar ou lago da Galiléia, que tem a forma aproximada de uma lira]. CBASD.
saltério. Do heb. nebel, um instrumento como a harpa. … Somente o melhor é o suficiente para a adoração a Yahweh. CBASD.
3 novo cântico. Novas bênçãos requerem novo agradecimento e novos hinos de louvor (ver Sal 40:3; 96:1). Não se deve limitar a usar sempre o que tem sido usado. Circunstâncias diferentes requerem uma expressão adequada e oportuna em palavras de adoração e louvor. CBASD.
4 a palavra do SENHOR é reta. Os v. 4 a 21 expõem as razões para louvar a Yahweh. Dentre elas está o fato de que Yahweh é justo e misericordioso (v. 4, 5, 18; ver Sl 25:10; 26:3; 36:5,6). CBASD.
Todas as palavras de Deus são corretas e verdadeiras – elas podem ser confiáveis. A Bíblia é confiável porque, ao contrário das pessoas, Deus não mente, esquece, muda suas palavras ou deixa suas promessas sem cumprir. Podemos confiar na Bíblia porque ela contém as palavras de um Deus santo, confiável e imutável. Life Application Study Bible Kingsway.
6-9 Este é um resumo poético do primeiro capítulo de Gênesis. Deus não é apenas o coordenador das forças naturais, ele é o Senhor da criação, o Deus todo-poderoso. Por ser todo-poderoso, devemos reverenciá-lo em tudo o que fazemos. Life Application Study Bible Kingsway.
6 por Sua palavra. A segunda razão para louvar é que Yahweh é o criador de tudo o que existe. Jesus é o “Verbo” (Jo 1:1) que fez “todas as coisas” (Jo 1:3). CBASD.
o exército deles. Os corpos celestes, conforme indica a estrutura paralela do versículo. CBASD.
9 Ele falou, e tudo se fez. Ou, simplesmente “Ele falou, e era”, suprimindo a palavra “fez”; ou ainda “Ele falou, e passou a ser”. […] Deus é apresentado como criador, em contraste com qualquer deus que [se] pretenda ser capaz de criar. A excelência da linguagem usada para descrever os atos criativos de Deus não tem paralelo na literatura (ver Gn 1:3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26). CBASD.
10 o Senhor frustra. A soberania de Yahweh (v. 10, 11) é a terceira razão para o louvor. CBASD.
11 “Os planos do Senhor permanecem para sempre”. Você está frustrado com as inconsistências que vê nos outros, ou mesmo em si mesmo? Deus é totalmente confiável – suas intenções nunca mudam. Há uma promessa de que dons bons e perfeitos nos vêm do Criador que nunca muda (Tiago 1:17). Quando você se perguntar se existe alguém em quem possa confiar, lembre-se de que Deus é totalmente consistente. Deixe-o aconselhar você. Life Application Study Bible Kingsway.
12 feliz. Este trecho antecipa os v. 18 a 20, introduzindo a ideia da relação especial entre Deus e Israel. CBASD.
13 olha dos céus. A quarta razão para louvar é a onipresença e a onisciência de Yahweh. CBASD.
16, 17 Cavalo refere-se à força militar. Como Deus governa e anula todas as nações, os líderes nunca devem confiar em seu poder físico. O poderio militar não é o fundamento de nossa esperança. Nossa esperança está em Deus e em sua graciosa oferta para nos salvar, se confiarmos nele. Life Application Study Bible Kingsway.
16 não há rei que se salve. A quinta razão para louvar é a onipotência de Yahweh. Ao se referir à relativa impotência de governantes, homens fortes e cavalaria, o salmista deixa subentendido que somente Yahweh é onipotente. Esse é um recurso poético extraordinário, cujo significado subjacente é percebido apelas pelo leitor mais atento. CBASD.
18, 19 Esta não é uma garantia férrea de que todos os crentes serão libertos da morte e da fome. Milhares de santos cristãos tem sido espancados até a morte, chicoteados, alimentados a leões ou executados (Romanos 8:35, 36; Hebreus 11:32-40). Deus pode (e muitas vezes milagrosamente o faz) livrar seus seguidores da dor e da morte, embora às vezes, para propósitos conhecidos apenas por Ele, Ele opte por não fazê-lo. Quando confrontados com essas duras realidades, devemos nos concentrar nos sábios julgamentos de Deus. O escritor estava implorando pelo cuidadoso cuidado e proteção de Deus. Em tempos de crise, podemos colocar nossa esperança em Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
18 os olhos do Senhor. A sexta razão para louvar é que se pode confiar em Yahweh para proteger o povo escolhido. CBASD.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 798, 799.
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“Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles” (v.6).
Ao longo da história, o criacionismo tem sido questionado e a existência do Criador negada. Com o surgimento do Darwinismo, a ciência humana assumiu a postura de senhora da razão incutindo, desde a infância, suas teorias e descobertas como sendo uma fonte segura e inquestionável. Assegurados em seus milhões e milhões de anos, “mudaram a verdade de Deus em mentira” (Rm.1:25), datando o nascimento da humanidade e o surgimento de todas as coisas como eventos ocasionais, frios e esquisitos. “Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm.1:20).
Após seis dias literais de ação criativa divina, um dia foi estabelecido, um memorial foi erguido, um sinal no tempo, que sempre lembraria a humanidade de sua origem edênica. Ali naquele jardim, plantado como um templo natural em louvor ao Criador, Adão e Eva desfrutaram do descanso, da bênção e da santificação do sábado inaugural. Tão intimamente estavam ligados a Deus que nada ali, por mais perfeito que fosse, poderia superar o dom da presença divina. Seu primeiro dia na Terra também foi o dia em que o Criador escolheu passar com eles todas as vinte e quatro horas. Não fosse o pecado, e até hoje estaríamos desfrutando deste privilégio de ver a Jesus face a face.
Ao libertar o Seu povo da escravidão no Egito, o Senhor cuidou em declarar-lhe a Sua Lei moral, a mais perfeita expressão de Seu imutável, santo e amoroso caráter. Dentre os mandamentos, no centro deles, encontra-se a lembrança de um primeiro amor há tanto esquecido: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx.20:8). O Criador estava convidando o Seu povo a desfrutar novamente das bênçãos oferecidas a nossos primeiros pais. O quarto mandamento é o único que declara o Senhor como Criador e que confirma a Sua jurisdição: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11).
Então, Jesus pisou neste mundo escuro e nos deixou exemplo de perfeita obediência, declarando a verdade que a maioria tenta abafar: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Ensinando, pregando e curando, Cristo nos deixou em registro sagrado o ministério sabático. E até na morte, descansou neste dia, tornando-o também um memorial da redenção.
O sábado surge a cada semana como um presente do Criador, um sinal perpétuo de Sua aliança de amor com a humanidade. Em guardá-lo, encontramos descanso, bênção e santificação (Gn.2:3); o nosso coração é guardado da incredulidade e nos tornamos o alvo da contemplação divina (v.18). O sábado não é uma imposição, o sábado é o convite semanal do Criador: “Tema ao Senhor toda a Terra, temam-No todos os habitantes do mundo” (v.8), “e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Aceitemos, hoje, este convite de graça, e, dentro em breve, estaremos todos adorando ao Criador na eternidade, “de um sábado a outro” (Is.66:23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes ao Criador!
Rosana Garcia Barros
#Salmos33 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 33 – Quando mergulhamos nas palavras inspiradas deste Salmo, que é um cântico de louvor e adoração ao nosso Deus Todo-Poderoso, somos convidados a refletir sobre a grandeza de Deus, Sua fidelidade e o Seu amor inabalável por nós, Seus súditos.
• Deus merece nosso louvor devido à criação (Salmo 33:1-9). Os justos devem louvar a Deus com alegria e gratidão no coração. Devemos convidar e entoar canções e melodias, acompanhados por instrumentos musicais, a fim de glorificar a Deus na adoração. A forma incrível que Deus usou para criar nos inspira a louvar: Através de Sua poderosa Palavra que é verdadeira e confiável, todas as Suas obras foram realizadas perfeitamente.
• Nossa confiança em Deus deve motivar-nos ao louvar-Lhe (Salmo 33:10-19). Deus percebe tudo o que acontece na Terra, conhece os planos dos povos e nações; e por ser Deus, Seu conselho prevalece no mundo. O poder humano, por maior que seja, não pode opor-se ao poder de Deus. Por isso, é imprescindível confiar nEle como nosso auxílio e escudo. Quem teme a Deus e abriga-se em Seu imensurável amor experimentará Sua misericórdia e Seu favor; e, pode descansar seguro, pois Ele cuida dos Seus filhos e os livra do mal. Cientes disso, devemos adorar e exaltar ao nosso Deus!
• Nossa esperança na fidelidade de Deus deve incentivar-nos a louvar-Lhe com expectativa (Salmo 33:20-22). A conclusão do Salmo trata de esperar na fidelidade de Deus. O salmista declara que nossa alma espera pelo Senhor e Ele é nosso auxílio e escudo. Isso deve levar-nos a alegrar-se e exultar nEle, pois Sua Palavra não nos desapontará! Ela ilumina o caminho daqueles que buscam pela paz!
A Palavra de Deus é um farol de esperança nas revoltas águas das incertezas. Neste Salmo, ela é vista como o sopro da criação, o eco de Seu poder insondável. O Salmo 29 apresentou o poder da voz de Deus, e, o Salmo 33 se concentra na própria Palavra divina, a qual é o próprio fôlego criativo que deu origem ao Universo. Seu poder inigualável ecoa através dos tempos, ecoando nos corações da humanidade e moldando a história.
“Deus falou, e Suas palavras criaram Suas obras no mundo natural”, diz Ellen White. Portanto, permita que Suas palavras recriem tua vida hoje! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 32 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 32 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/32
Davi foi uma pessoa que falhou com o Senhor várias vezes, como todos nós. Nós somos humanos; nós nascemos em pecado. A Bíblia diz que um homem que diz que está sem pecado é um mentiroso. Todos nós ficamos aquém da glória de Deus.
O pecado é pesado e às vezes começa a nos arrastar para baixo. Pensamos que, porque ele não é um “grande pecado”, devemos ficar bem. Mas se mantivermos uma caneta pequena ou um livro por muito tempo, nossos braços começarão a ficar cansados e cansados. É da mesma maneira com o nosso espírito. Não importa o tamanho ou a quantidade de pecado que temos, ele começará a ficar pesado. Quando confessamos nossos pecados a Deus, nos tornamos uma nova criatura em Cristo. O pesado fardo de culpa é levantado. Nascemos de novo, um filho de Deus.
Ser perdoado por nossos pecados nos torna novas pessoas. Nossas famílias e amigos percebem a diferença! Eu pessoalmente me tornei uma pessoa mais feliz quando isto aconteceu na minha vida. O perdão de Cristo mudou minha vida completamente. É claro que o pecado está sempre presente, mas servimos a um Deus que sempre perdoará quando confessarmos e abandonarmos o pecado. Ele nunca nos deixará nem nos abandonará. Jesus pagou o preço final para todos. Ele lança nossos pecados no mar e não se lembra mais deles. Ele realmente perdoa e esquece.
Heather Chirinos
Estudante, Southwestern Adventist University, Texas EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/32
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
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1361 palavras
O Salmo 32 é de arrependimento. Ele une arrependimento pessoal com instrução. O poema tem o profundo propósito de mostrar as bênçãos do perdão. Foi escrito depois de Davi ter cometido o grave pecado com Bate-Seba e é um registro de sua confissão e do perdão obtido (ver 2Sm 11;12). Os v. 1 a 5 tratam da experiência pessoal de Davi; e os v. 6 a 11 dão conselhos. Afirma-se que este salmo foi um dos favoritos de Agostinho até sua morte. O teólogo tinha o salmo escrito na parede, para que o pudesse ver desde seu leito onde se encontrava enfermo. CBASD.
O salmo conta a história de um homem que pecou, recusou-se por um tempo a confessar o pecado, foi torturado pela culpa, mas que finalmente reconheceu seu erro e o confessou, obtendo o perdão. Este salmo pode ser chamado de o “Salmo da justificação pela fé”. CBASD.
Leia este salmo em conjunto com o Salmo 51 – ambos são salmos penitenciais. Aqui Davi expressa a alegria do perdão. Deus o perdoou pelos pecados que cometeu contra Bate-Seba e Urias (2 Sm 11, 12). Este é um dos salmos penitenciais (arrependimento) onde o escritor confessa seu pecado a Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
1,2 Deus quer perdoar os pecadores. O perdão sempre fez parte de sua natureza amorosa. Ele anunciou isso a Moisés (Êxodo 34:7); ele o revelou a Davi; e ele o mostrou dramaticamente ao mundo por meio de Jesus Cristo. Esses versículos transmitem vários aspectos do perdão de Deus: perdoa as transgressões, cobre o pecado, não imputa nossos pecados a nós. Paulo citou esses versículos em Romanos 4:7,8 e mostrou que podemos ter essa alegre experiência de perdão por meio da fé em Cristo. Life Application Study Bible Kingsway.
1 iniquidade…pecado. O salmista usa três palavras para descrever o pecado nos v. 1 e 2: iniquidade, pecado, dolo (ver Êx 34:7). Além disso ele toca no tema da justificação pela fé. CBASD.
iniquidade (ARA; NVI: “transgressões”). Ho heb. pesha’, que indica “rebelião”, afastamento de Deus, e, portanto, implica pecado voluntário. CBASD.
pecado. Do heb chata’ah. Pecado do ponto de vista de errar o alvo, falhar no cumprimento do dever. CBASD.
coberto (ARA; NVI: “apagados”). A partir de então, oculto. O pecado não será mais posto diante do pecador (ver Sl 85:2). A transgressão não é coberta no sentido de ser ignorada. Há apenas uma base para o perdão do pecado: arrependimento. A confissão tem valor somente quando é acompanhada do arrependimento (1Jo 1:9). Alguns cristãos confundem os dois processos [confissão e arrependimento] e reivindicam o perdão com base apenas no reconhecimento da culpa. No entanto, Deus está interessado nos aspectos práticos do caso. Além da tristeza por ter pecado, o arrependimento inclui expulsar o pecado. Essa expulsão é ato da própria pessoa fortalecida pelo poder divino (DTN, 466). O perdão acontece de forma automática após essa experiência. Deus perdoa todos os pecados que são eliminados da vida. CBASD.
Muitos cristãos parecem estar mais preocupados em obter perdão do que em libertar-se de todo pecado. Eles se esforçam para confessar os pecados, um objetivo nobre, mas que tem mérito apenas se a confissão for acompanhada da eliminação do pecado. CBASD.
“A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado” (PJ, 316). Antes que esse precioso dom seja concedido, as velhas inclinações para o mal herdado e cultivado devem ser rejeitadas. Essa foi a experiência de Davi. Foi assim que ele obteve perdão para seu grave pecado. Seu arrependimento foi genuíno. Ele chegou a abominar o pecado do qual foi culpado. CBASD.
2 a quem o Senhor não atribui iniquidade. Isto é, o Senhor não mantém o pecado na conta do pecador. Ele não só perdoa o pecado, mas também aceita o pecador arrependido como se nunca tivesse pecado (CC, 67). O pecado foi posto sobre Jesus, nosso substituto, e, portanto, “não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam sobre nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso substituto” (GCB, 420; ME2 32-33). CBASD.
inquidade. Do heb ‘awon, “distorção moral”, “perversidade”, “culpa”. CBASD.
dolo. Do heb. remiyyah, “engano”, ou seja, nenhuma falsidade em si mesmo da qual tenha conhecimento e nenhuma culpa aos olhos de Deus ou dos outros. Sua confissão é sincera (cp Ap 14:5). CBASD.
3 enquanto calei. Davi se recusou a confessar seu pecado até para si mesmo. Ele viveu em aparente segurança (PP, 723) por um ano inteiro após ter se envolvido com Bate-Seba e ordenado a morte de Urias. Ele, contudo, não ficou livre de severos conflitos mentais e do sofrimento físico originado disso (ver Sl 6:2, 3; 31:9). CBASD.
4 Tua mão pesava. Davi está se referindo ao peso de sua consciência. CBASD.
5 Confessei-Te o meu pecado. O perdão veio depois do reconhecimento e da confissão. CBASD.
O que é confissão? Confessar nosso pecado é concordar com Deus reconhecendo que é correto declarar o que fizemos como pecaminoso, e que é errado desejá-lo ou fazê-lo, é afirmar nossa intenção de abandonar esse pecado para segui-lo mais fielmente. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Em tempo de poder encontrar-Te. Esta declaração implica que haverá um tempo quando o ser humano buscará perdão e não o encontrará. Como isso pode ser verdade se Deus é “compassivo, clemente e longânimo” (Êx 34:6) e “rico em perdoar” (Is 55:7)? […] Muitos sentem que podem continuar pecando, ao menos por um tempo, sem sérias consequências para si mesmos, e depois, quando for conveniente, podem se arrepender e obter o perdão. A tragédia do pecado, porém, é que ele se apodera de tal modo da pessoa e se torna uma parte tão essencial da vida, sobretudo quando se sabe que é pecado, que com frequência não há o desejo de, mais tarde, se livrar dele. Sem esse desejo, não pode haver perdão. Em muitos casos, pode surgir um desejo exterior pela salvação e um pedido aparentemente sincero para libertação do pecado. Mas, se não houver o desejo de abandonar os pecados acariciados, a busca pela salvação é vã. […] o pecado voluntário e persistente pode levar a uma condição em que não haja mais o desejo de ser purificado dele. É esse tipo de condição que descreve Hebreus 10:26, onde o tempo verbal grego permite a seguinte tradução: “Se vivermos deliberadamente em pecado […] já não resta sacrifício pelos pecados.” CBASD.
muitas águas. A pessoa que recebe o perdão fica segura, no alto da rocha da salvação que é Deus. Esta metáfora impressionava os judeus, que sabiam bem como inundavam de súbito os vales e canais depois de uma forte chuva, e o decorrente pânico dos habitantes. CBASD.
8, 9 Deus descreve algumas pessoas como sendo como cavalos ou mulas que precisam ser controladas por freios e arreios. Ao invés de deixar Deus guiá-los passo a passo, eles obstinadamente deixam a Deus apenas uma opção. Se Deus quiser mantê-los úteis para ele, ele deve usar disciplina e punição. Ele se oferece para nos ensinar o melhor caminho a seguir. Aceite o conselho escrito na palavra de Deus e não deixe que sua teimosia o impeça de obedecer a Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
8 instruir-te-ei. os v. 8 e 9 são […] a resposta de Deus à experiência descrita nos v. 1 a 8. Davi tinha se desviado porque havia abandonado o caminho de Deus e Sua direção. A fim de impedir que, no futuro, se repetisse sua trágica experiência ou que houvesse uma queda moral de qualquer natureza, o que ele mais precisava era de uma reconsagração da vontade para que Deus pudesse guiá-lo desse momento em diante. A promessa divina deu a certeza necessária da vitória futura e lhe inspirou esperança. CBASD.
A segurança contra as quedas morais se encontra no procedimento aqui esboçado. O cristão deve ser constantemente instruído nos caminhos divinos, a fim de poder discernir com clareza o bem do mal. Ele deve conhecer a vontade divina a respeito de tudo, caso contrário não será capaz de reconhecer o tentador em seus diversos disfarces. Devido às complexidades da vida e às inúmeras maneiras como o adversário pode introduzir seus argumentos enganosos, é necessário receber instrução dia após dia. Isso pode ser feito por meio do estudo dirigido da Bíblia acompanhado de oração. Um cristão instruído dessa forma e que se propõe a nada fazer que desagrade a Deus saberá qual o caminho certo a seguir. CBASD.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 794 a 797.
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“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo” (v.2).
O perdão é um dos mais preciosos dons de Deus. Não temos o perdão. Ele é um atributo divino que o Senhor nos oferece mediante genuíno arrependimento. Deus tanto nos concede o perdão pelos nossos pecados, quanto nos habilita a perdoar o nosso semelhante. Esta bem-aventurança, no entanto, precisa funcionar nos dois sentidos. Não há perdão verdadeiro quando ele fica apenas na esfera entre criatura e Criador. Cristo foi bem claro quando afirmou na oração do Pai Nosso que o perdão só será concedido de forma vertical se também estivermos dispostos a praticá-lo de forma horizontal (Mt.6:14,15).
Davi, por ser um homem de guerra, possuía muitos inimigos, mas os piores surgiram de onde ele menos imaginava. Quando teve que fugir de Saul, por exemplo, não fugiu com rancor em seu coração, mas com o coração aflito pois não conseguia compreender a razão de tanta ira. Imagino a angústia de Davi ao questionar: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado […]?” (1Sm.20:1). Com sinceridade, Davi gostaria de se retratar se preciso fosse. Se ele tinha tanto interesse em se redimir diante de alguém que lhe perseguia sem causa, imagina diante de Deus.
Sabemos que não havia dolo da parte de Davi para com Saul. Porém, Saul, possuído por um espírito maligno (1Sm.19:9), infeliz pela bênção de Deus na vida de Davi, “continuamente foi seu inimigo” (1Sm.18:29). Ele escolheu aquela situação, e não Davi. Estamos tão perto de nossa eterna redenção! Precisamos permitir que o Espírito Santo abrande e renove o nosso coração a cada dia, a fim de que não incorramos na triste realidade destes últimos dias: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12).
Amados, a bem-aventurança de hoje só pode ser concedida àqueles que, como o salmista, estão dispostos a ter o coração governado pelo Espírito de Deus, e não por um espírito maligno. Por isso que “muito sofrimento terá de curtir o ímpio” (v.10), pois enquanto os pecados são calados (v.3) e o coração endurecido, como no caso de Saul, a aparência pode até ser de um rei e representante de Deus, mas a ausência de arrependimento o consome dia após dia (v.3). Quando confessamos os nossos pecados a Deus e entendemos a essência do perdão divino, a consequência natural é perdoar aqueles que nos ofendem. Ainda que eles sejam como Saul, que o Senhor nos dote da atitude de Davi. Pois só assim Deus nos preservará da tribulação, nos cercará “de alegres cantos de livramento” (v.7), nos instruirá e ensinará o caminho que devemos seguir (v.8).
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Não permita que o seu coração se feche para o perdão! Lembre que você também não é merecedor do perdão e da graça divina. Mas Jesus escolheu te amar primeiro e tomar sobre Si os seus pecados. Confie no Senhor, e “a misericórdia o assistirá” (v.10). Portanto, “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo.4:21) e o Senhor perdoará os nossos pecados, “assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt.6:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “retos de coração” (v.11)!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 32 – Há lições profundas nas inspiradas palavras deste Salmo. Temos muito a aprender quando consideramos sua mensagem. O poeta e rei Davi o escreveu, e Deus o preservou até hoje para instruir-nos. Vamos explorá-lo com oração e, coração sensível:
O Salmo 32 ensina sobre a importância de reconhecer nossos pecados: O salmista reconheceu a realidade do pecado em sua vida, descreveu a aflição e o peso esmagador enquanto tentava escondê-lo/ignorá-lo. “Quem esconde seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Provérbios 28:13).
O Salmo 32 ensina sobre a terrível consequência da culpa: O silêncio e a culpa afetaram física e emocionalmente ao salmista. Ele sentiu sua vitalidade esgotar-se, sua força diminuir e sua vida tornar-se deserto árido. A culpa não tratada corretamente pode impactar negativamente nossa saúde e bem-estar.
O Salmo 32 ensina o caminho do arrependimento e do perdão: Davi revela ter confessado seus pecados, reconhecendo sua transgressão e voltando-se a Deus em arrependimento genuíno. Em Deus encontramos misericórdia e perdão quando há arrependimento sincero e confissão de pecados.
O Salmo 32 ensina sobre a maravilhosa graça de Deus em nos perdoar: O salmista declara a bem-aventurança daqueles cujos pecados são perdoados e cujas transgressões são cobertas. Não importam quão terríveis e imundos sejam nossos pecados, Deus pode e quer perdoar a todos nós. Na desgraça da vida, Cristo anseia que busquemos Sua graça restauradora!
O Salmo 32 apresenta o destino para a alegria e comunhão com Deus: O salmista encoraja os perdoados a se alegrarem no Senhor. Ele destaca que a comunhão com Deus produz alegria e satisfação no coração reconciliado e perdoado. Ao sermos restaurados por Deus, experimentaremos uma profunda alegria espiritual e viveremos em íntima comunhão com o Deus que é rico em perdoar (Miqueias 7:18-19).
A mensagem do Salmo 32 desafia:
• Pecador, confesse seus erros, arrependa-se com fervor, pois em Deus há misericórdia e amor sem fim, pronto para lhe perdoar, assim como fez por mim.
• Liberte-se da culpa, encontre em Deus paz e alívio; no perdão divino, descubra seu refrigério.
• Não tema o tamanho ou peso da transgressão, no arrependimento sincero, encontre a redenção.
Que a graça do perdão nos inspire a viver, em comunhão com Deus, alegres em Seu poder! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí